Questões de Concurso Para prefeitura de cametá - pa

Foram encontradas 98 questões

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Q3550872 Turismo
"Em preparação para a COP 30, BNDES destina R$ 140 milhões em crédito para o turismo em Belém.". (Data: 09.02. Fonte: OLiberal.com). Sobre a COP30 e/ou este investimento do BNDES, pode-se afirmar:
Alternativas
Q3550871 Saúde Pública
"Brasil começa a vacinação contra dengue". (Data: 09.02. Fonte: OLiberal.com). Sobre a vacinação contra a dengue, apenas não se pode afirmar:
Alternativas
Q3550870 Meio Ambiente
"Terras indígenas Munduruku estão contaminadas pelo Mercúrio, aponta pesquisa da Fiocruz.". (Data: 07.02. Fonte: OLiberal.com). Qual o principal fator que gerou esta contaminação?
Alternativas
Q3550869 Português
"Polícia Federal desmantela grupo que movimentou R$ 10 milhões com venda de dados de autoridades. Operação mira crimes de invasão de dispositivo informático, lavagem de dinheiro e organização criminosa.". (Data: 31.01. Fonte: OLiberal.com). Sobre a reportagem relacionada à segurança pública, leia as alternativas seguintes e marque a única em dissonância.
Alternativas
Q3550868 Atualidades
"Nesta sexta-feira (2), foi publicado no Diário Oficial um decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) proibindo o uso desses aparelhos nas dependências das unidades de ensino da rede municipal, inclusive na hora do recreio." (Data: 02.02. Fonte: OLiberal.com). Em qual cidade foi publicado este decreto?
Alternativas
Q3550867 Noções de Informática
 O recurso Virtual Desktops do Windows 10 é um recurso: 
Alternativas
Q3550866 Segurança da Informação
Um funcionário público municipal recebe um e-mail que não estava esperando, contendo anexos e links de um remetente não reconhecido. Qual a atitude correta a ser tomada com base nos conceitos de boas práticas de procedimentos na Internet?
Alternativas
Q3550865 Noções de Informática

A tabela mostrada a seguir foi feita em Excel versão 10 em português-BR.



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Na célula B10 foi digitada a seguinte fórmula:


=CONT.SE(B2:B6;">"&B9)


Qual resultado será apresentado na célula B10?

Alternativas
Q3550864 Noções de Informática

A tabela a seguir foi criada em um texto elaborado no Microsoft WORD 2010.



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Com relação à média calculada na 2ª coluna da 6ª linha podemos afirmar que: 

Alternativas
Q3550863 Noções de Informática
O conjunto de teclas Logotipo do Windows + K utilizada no Windows 10 gera que ação neste Sistema Operacional?
Alternativas
Q3550862 Raciocínio Lógico
Um pesquisador queria fazer um experimento com um grupo de 10 pessoas. Para isso, teria que escolher aleatoriamente 3 pessoas desse grupo para fazerem parte do experimento. Quantas maneiras o pesquisador dispõe para formar esse trio de pessoas?
Alternativas
Q3550861 Estatística
Sobre as medidas estatísticas, analise as afirmativas seguintes e marque a alternativa correta.

I. A moda e o desvio padrão são medidas de posição.
II. O desvio padrão e a média são medidas de dispersão.
III. O coeficiente de variação e o desvio padrão são medidas de dispersão.
IV. A moda, a média e o desvio padrão são medidas de posição.
Alternativas
Q3550860 Estatística
O histograma a seguir apresenta as notas obtidas por 20 alunos, em certo teste, em uma escola do estado.

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De acordo com os dados apresentados, pode-se concluir que o desvio padrão das notas obtidas é aproximadamente de: 
Alternativas
Q3550859 Matemática
Maria possui 6 gatos e tem ração para alimentá-los por 40 dias. Ela doou 2 gatos para sua irmã Ana, e reduziu a quantidade de ração à metade. Por quantos dias os 4 gatos de Maria poderão ser alimentados com a quantidade de ração restante? 
Alternativas
Q3550858 Raciocínio Lógico
Em um grupo de pessoas, foram feitas duas pesquisas (presencial e online). Do grupo, 15 (quinze) pessoas participaram da pesquisa presencial e da pesquisa online, 25 (vinte e cinco) pessoas participaram da pesquisa presencial e 20 (vinte) pessoas participaram da pesquisa online. Quantas pessoas não participaram nem da pesquisa presencial e nem da pesquisa online, sabendo que o número desse grupo era de 40 (quarenta) pessoas?
Alternativas
Q3550857 Português
A ALMA DO JOGO


Talvez nessas próximas semanas de festas, um amigo ou familiar proponha um jogo como diversão. Outro pode lembrar que, em um congresso recente, neurologistas provaram que jogos de tabuleiro são bons para a saúde mental. Eu digo simplesmente que, para mim, em qualquer época do ano, um jogo é muito mais que uma brincadeira. É uma paixão na qual não estou sozinha. Desde políticos até homens de negócios bem-sucedidos, muitos são os que se sentam em torno de uma mesa, com toalha de feltro ou um tabuleiro, não como um passatempo, mas para um exercício mental. 

Não é gratuito que haja tantas associações entre os avanços no jogo e os progressos — e, é preciso dizer, também os reveses — da vida. Podemos apostar todas as fichas em uma ideia ou em uma pessoa. Ou, com franqueza, colocar nossas cartas na mesa. Entrar num jogo para ganhar, com garra total. Ou jogar com os números, figuras e naipes que a vida nos deu, o que não denota resignação, mas inteligência. Reviravoltas, estresse, alegria, tudo pode acontecer. Às vezes nos recolhemos e damos a impressão de estar perdendo energia. Mas estamos só à espera do momento propício para, como diz outra expressão muito usual, voltar ao jogo.

De toda a gama de jogos, meus prediletos são os de cartas. Em livros, muitas vezes elas se associam à agudeza de pensamento, e não é à toa. Advogados e produtores de cinema criados por Sidney Sheldon jogam gin rummy, que lembra o buraco e adoramos aqui em casa; damas da sociedade de romances ingleses, como os de Jane Austen, jogam whist — que aliás é um desses que evoluíram ao longo de séculos, mas não desapareceram, comprovando sua atemporalidade.

Criado há 500 anos, ele é o antepassado do bridge, que o suplantou no começo do século XX e que eu tanto aprecio. É um gosto que vem não só do fato de o ter aprendido na adolescência, mas principalmente pelo que ele exige de raciocínio. Nele, cada tomada de decisão depende de muita lógica e dedução, da capacidade de excluir as hipóteses menos plausíveis. O investidor Warren Buffett é um fã e não duvido que ele entenda, como eu, que o bridge ensina para a vida e os negócios. Ele nos obriga a avaliar situações e antecipar cada lance. Caso também do xadrez, outro favorito do meu marido. Quando se fala em xadrez político, não se trata de uma tentativa de diminuição dos grandes fatos do mundo, mas de dar a dimensão de complexidade que há no embate entre peças brancas e pretas.

No bridge, no xadrez e em outros jogos de estratégia — assim como na política e nos negócios — há que se levar em conta também as atitudes do adversário para se antecipar. Quem viu a série O Gambito da Rainha sabe quanto uma partida dessas pode cobrar em termos psicológicos. Esse é outro aspecto fascinante das mesas de jogo. Nelas se desenrola o desnudamento de personalidades. Muitas vezes, um colega calado vai demonstrar sanha ou agudezas que você não imagina no cotidiano.

Torneios de jogos de raciocínio podem levar dias — não é exagero dizer que exigem que se esteja em forma. Adequadamente, o bridge e o xadrez, além das damas, do pôquer e do go, são reconhecidos como atividades esportivas.

Por fim, um lembrete. O jogo tem alma. Se fechamos os olhos para suas regras a fim de ajudar alguém, ou se não nos dedicarmos com afinco, ele se volta contra nós. Como a vida, ele é coisa séria.


Lucilia Diniz-Veja-15 de dezembro de 2023
 A concordância verbal é ratificada pela norma padrão em: "Talvez (...), um amigo ou familiar proponha um jogo como diversão." 
Alternativas
Q3550856 Português
A ALMA DO JOGO


Talvez nessas próximas semanas de festas, um amigo ou familiar proponha um jogo como diversão. Outro pode lembrar que, em um congresso recente, neurologistas provaram que jogos de tabuleiro são bons para a saúde mental. Eu digo simplesmente que, para mim, em qualquer época do ano, um jogo é muito mais que uma brincadeira. É uma paixão na qual não estou sozinha. Desde políticos até homens de negócios bem-sucedidos, muitos são os que se sentam em torno de uma mesa, com toalha de feltro ou um tabuleiro, não como um passatempo, mas para um exercício mental. 

Não é gratuito que haja tantas associações entre os avanços no jogo e os progressos — e, é preciso dizer, também os reveses — da vida. Podemos apostar todas as fichas em uma ideia ou em uma pessoa. Ou, com franqueza, colocar nossas cartas na mesa. Entrar num jogo para ganhar, com garra total. Ou jogar com os números, figuras e naipes que a vida nos deu, o que não denota resignação, mas inteligência. Reviravoltas, estresse, alegria, tudo pode acontecer. Às vezes nos recolhemos e damos a impressão de estar perdendo energia. Mas estamos só à espera do momento propício para, como diz outra expressão muito usual, voltar ao jogo.

De toda a gama de jogos, meus prediletos são os de cartas. Em livros, muitas vezes elas se associam à agudeza de pensamento, e não é à toa. Advogados e produtores de cinema criados por Sidney Sheldon jogam gin rummy, que lembra o buraco e adoramos aqui em casa; damas da sociedade de romances ingleses, como os de Jane Austen, jogam whist — que aliás é um desses que evoluíram ao longo de séculos, mas não desapareceram, comprovando sua atemporalidade.

Criado há 500 anos, ele é o antepassado do bridge, que o suplantou no começo do século XX e que eu tanto aprecio. É um gosto que vem não só do fato de o ter aprendido na adolescência, mas principalmente pelo que ele exige de raciocínio. Nele, cada tomada de decisão depende de muita lógica e dedução, da capacidade de excluir as hipóteses menos plausíveis. O investidor Warren Buffett é um fã e não duvido que ele entenda, como eu, que o bridge ensina para a vida e os negócios. Ele nos obriga a avaliar situações e antecipar cada lance. Caso também do xadrez, outro favorito do meu marido. Quando se fala em xadrez político, não se trata de uma tentativa de diminuição dos grandes fatos do mundo, mas de dar a dimensão de complexidade que há no embate entre peças brancas e pretas.

No bridge, no xadrez e em outros jogos de estratégia — assim como na política e nos negócios — há que se levar em conta também as atitudes do adversário para se antecipar. Quem viu a série O Gambito da Rainha sabe quanto uma partida dessas pode cobrar em termos psicológicos. Esse é outro aspecto fascinante das mesas de jogo. Nelas se desenrola o desnudamento de personalidades. Muitas vezes, um colega calado vai demonstrar sanha ou agudezas que você não imagina no cotidiano.

Torneios de jogos de raciocínio podem levar dias — não é exagero dizer que exigem que se esteja em forma. Adequadamente, o bridge e o xadrez, além das damas, do pôquer e do go, são reconhecidos como atividades esportivas.

Por fim, um lembrete. O jogo tem alma. Se fechamos os olhos para suas regras a fim de ajudar alguém, ou se não nos dedicarmos com afinco, ele se volta contra nós. Como a vida, ele é coisa séria.


Lucilia Diniz-Veja-15 de dezembro de 2023
Em "A alma do jogo", a preposição apresenta valor semântico de: 
Alternativas
Q3550855 Português
A ALMA DO JOGO


Talvez nessas próximas semanas de festas, um amigo ou familiar proponha um jogo como diversão. Outro pode lembrar que, em um congresso recente, neurologistas provaram que jogos de tabuleiro são bons para a saúde mental. Eu digo simplesmente que, para mim, em qualquer época do ano, um jogo é muito mais que uma brincadeira. É uma paixão na qual não estou sozinha. Desde políticos até homens de negócios bem-sucedidos, muitos são os que se sentam em torno de uma mesa, com toalha de feltro ou um tabuleiro, não como um passatempo, mas para um exercício mental. 

Não é gratuito que haja tantas associações entre os avanços no jogo e os progressos — e, é preciso dizer, também os reveses — da vida. Podemos apostar todas as fichas em uma ideia ou em uma pessoa. Ou, com franqueza, colocar nossas cartas na mesa. Entrar num jogo para ganhar, com garra total. Ou jogar com os números, figuras e naipes que a vida nos deu, o que não denota resignação, mas inteligência. Reviravoltas, estresse, alegria, tudo pode acontecer. Às vezes nos recolhemos e damos a impressão de estar perdendo energia. Mas estamos só à espera do momento propício para, como diz outra expressão muito usual, voltar ao jogo.

De toda a gama de jogos, meus prediletos são os de cartas. Em livros, muitas vezes elas se associam à agudeza de pensamento, e não é à toa. Advogados e produtores de cinema criados por Sidney Sheldon jogam gin rummy, que lembra o buraco e adoramos aqui em casa; damas da sociedade de romances ingleses, como os de Jane Austen, jogam whist — que aliás é um desses que evoluíram ao longo de séculos, mas não desapareceram, comprovando sua atemporalidade.

Criado há 500 anos, ele é o antepassado do bridge, que o suplantou no começo do século XX e que eu tanto aprecio. É um gosto que vem não só do fato de o ter aprendido na adolescência, mas principalmente pelo que ele exige de raciocínio. Nele, cada tomada de decisão depende de muita lógica e dedução, da capacidade de excluir as hipóteses menos plausíveis. O investidor Warren Buffett é um fã e não duvido que ele entenda, como eu, que o bridge ensina para a vida e os negócios. Ele nos obriga a avaliar situações e antecipar cada lance. Caso também do xadrez, outro favorito do meu marido. Quando se fala em xadrez político, não se trata de uma tentativa de diminuição dos grandes fatos do mundo, mas de dar a dimensão de complexidade que há no embate entre peças brancas e pretas.

No bridge, no xadrez e em outros jogos de estratégia — assim como na política e nos negócios — há que se levar em conta também as atitudes do adversário para se antecipar. Quem viu a série O Gambito da Rainha sabe quanto uma partida dessas pode cobrar em termos psicológicos. Esse é outro aspecto fascinante das mesas de jogo. Nelas se desenrola o desnudamento de personalidades. Muitas vezes, um colega calado vai demonstrar sanha ou agudezas que você não imagina no cotidiano.

Torneios de jogos de raciocínio podem levar dias — não é exagero dizer que exigem que se esteja em forma. Adequadamente, o bridge e o xadrez, além das damas, do pôquer e do go, são reconhecidos como atividades esportivas.

Por fim, um lembrete. O jogo tem alma. Se fechamos os olhos para suas regras a fim de ajudar alguém, ou se não nos dedicarmos com afinco, ele se volta contra nós. Como a vida, ele é coisa séria.


Lucilia Diniz-Veja-15 de dezembro de 2023
Entre as qualidades estimuladas nos jogos elencados pela autora não consta:
Alternativas
Q3550854 Português
A ALMA DO JOGO


Talvez nessas próximas semanas de festas, um amigo ou familiar proponha um jogo como diversão. Outro pode lembrar que, em um congresso recente, neurologistas provaram que jogos de tabuleiro são bons para a saúde mental. Eu digo simplesmente que, para mim, em qualquer época do ano, um jogo é muito mais que uma brincadeira. É uma paixão na qual não estou sozinha. Desde políticos até homens de negócios bem-sucedidos, muitos são os que se sentam em torno de uma mesa, com toalha de feltro ou um tabuleiro, não como um passatempo, mas para um exercício mental. 

Não é gratuito que haja tantas associações entre os avanços no jogo e os progressos — e, é preciso dizer, também os reveses — da vida. Podemos apostar todas as fichas em uma ideia ou em uma pessoa. Ou, com franqueza, colocar nossas cartas na mesa. Entrar num jogo para ganhar, com garra total. Ou jogar com os números, figuras e naipes que a vida nos deu, o que não denota resignação, mas inteligência. Reviravoltas, estresse, alegria, tudo pode acontecer. Às vezes nos recolhemos e damos a impressão de estar perdendo energia. Mas estamos só à espera do momento propício para, como diz outra expressão muito usual, voltar ao jogo.

De toda a gama de jogos, meus prediletos são os de cartas. Em livros, muitas vezes elas se associam à agudeza de pensamento, e não é à toa. Advogados e produtores de cinema criados por Sidney Sheldon jogam gin rummy, que lembra o buraco e adoramos aqui em casa; damas da sociedade de romances ingleses, como os de Jane Austen, jogam whist — que aliás é um desses que evoluíram ao longo de séculos, mas não desapareceram, comprovando sua atemporalidade.

Criado há 500 anos, ele é o antepassado do bridge, que o suplantou no começo do século XX e que eu tanto aprecio. É um gosto que vem não só do fato de o ter aprendido na adolescência, mas principalmente pelo que ele exige de raciocínio. Nele, cada tomada de decisão depende de muita lógica e dedução, da capacidade de excluir as hipóteses menos plausíveis. O investidor Warren Buffett é um fã e não duvido que ele entenda, como eu, que o bridge ensina para a vida e os negócios. Ele nos obriga a avaliar situações e antecipar cada lance. Caso também do xadrez, outro favorito do meu marido. Quando se fala em xadrez político, não se trata de uma tentativa de diminuição dos grandes fatos do mundo, mas de dar a dimensão de complexidade que há no embate entre peças brancas e pretas.

No bridge, no xadrez e em outros jogos de estratégia — assim como na política e nos negócios — há que se levar em conta também as atitudes do adversário para se antecipar. Quem viu a série O Gambito da Rainha sabe quanto uma partida dessas pode cobrar em termos psicológicos. Esse é outro aspecto fascinante das mesas de jogo. Nelas se desenrola o desnudamento de personalidades. Muitas vezes, um colega calado vai demonstrar sanha ou agudezas que você não imagina no cotidiano.

Torneios de jogos de raciocínio podem levar dias — não é exagero dizer que exigem que se esteja em forma. Adequadamente, o bridge e o xadrez, além das damas, do pôquer e do go, são reconhecidos como atividades esportivas.

Por fim, um lembrete. O jogo tem alma. Se fechamos os olhos para suas regras a fim de ajudar alguém, ou se não nos dedicarmos com afinco, ele se volta contra nós. Como a vida, ele é coisa séria.


Lucilia Diniz-Veja-15 de dezembro de 2023
A expressão "colocar nossas cartas na mesa" em: "Ou, com franqueza, colocar nossas cartas na mesa." representa:
Alternativas
Q3550853 Português
A ALMA DO JOGO


Talvez nessas próximas semanas de festas, um amigo ou familiar proponha um jogo como diversão. Outro pode lembrar que, em um congresso recente, neurologistas provaram que jogos de tabuleiro são bons para a saúde mental. Eu digo simplesmente que, para mim, em qualquer época do ano, um jogo é muito mais que uma brincadeira. É uma paixão na qual não estou sozinha. Desde políticos até homens de negócios bem-sucedidos, muitos são os que se sentam em torno de uma mesa, com toalha de feltro ou um tabuleiro, não como um passatempo, mas para um exercício mental. 

Não é gratuito que haja tantas associações entre os avanços no jogo e os progressos — e, é preciso dizer, também os reveses — da vida. Podemos apostar todas as fichas em uma ideia ou em uma pessoa. Ou, com franqueza, colocar nossas cartas na mesa. Entrar num jogo para ganhar, com garra total. Ou jogar com os números, figuras e naipes que a vida nos deu, o que não denota resignação, mas inteligência. Reviravoltas, estresse, alegria, tudo pode acontecer. Às vezes nos recolhemos e damos a impressão de estar perdendo energia. Mas estamos só à espera do momento propício para, como diz outra expressão muito usual, voltar ao jogo.

De toda a gama de jogos, meus prediletos são os de cartas. Em livros, muitas vezes elas se associam à agudeza de pensamento, e não é à toa. Advogados e produtores de cinema criados por Sidney Sheldon jogam gin rummy, que lembra o buraco e adoramos aqui em casa; damas da sociedade de romances ingleses, como os de Jane Austen, jogam whist — que aliás é um desses que evoluíram ao longo de séculos, mas não desapareceram, comprovando sua atemporalidade.

Criado há 500 anos, ele é o antepassado do bridge, que o suplantou no começo do século XX e que eu tanto aprecio. É um gosto que vem não só do fato de o ter aprendido na adolescência, mas principalmente pelo que ele exige de raciocínio. Nele, cada tomada de decisão depende de muita lógica e dedução, da capacidade de excluir as hipóteses menos plausíveis. O investidor Warren Buffett é um fã e não duvido que ele entenda, como eu, que o bridge ensina para a vida e os negócios. Ele nos obriga a avaliar situações e antecipar cada lance. Caso também do xadrez, outro favorito do meu marido. Quando se fala em xadrez político, não se trata de uma tentativa de diminuição dos grandes fatos do mundo, mas de dar a dimensão de complexidade que há no embate entre peças brancas e pretas.

No bridge, no xadrez e em outros jogos de estratégia — assim como na política e nos negócios — há que se levar em conta também as atitudes do adversário para se antecipar. Quem viu a série O Gambito da Rainha sabe quanto uma partida dessas pode cobrar em termos psicológicos. Esse é outro aspecto fascinante das mesas de jogo. Nelas se desenrola o desnudamento de personalidades. Muitas vezes, um colega calado vai demonstrar sanha ou agudezas que você não imagina no cotidiano.

Torneios de jogos de raciocínio podem levar dias — não é exagero dizer que exigem que se esteja em forma. Adequadamente, o bridge e o xadrez, além das damas, do pôquer e do go, são reconhecidos como atividades esportivas.

Por fim, um lembrete. O jogo tem alma. Se fechamos os olhos para suas regras a fim de ajudar alguém, ou se não nos dedicarmos com afinco, ele se volta contra nós. Como a vida, ele é coisa séria.


Lucilia Diniz-Veja-15 de dezembro de 2023
"De toda gama de jogos, meus prediletos são os de cartas". A análise que não se aplica ao excerto é: 
Alternativas
Respostas
21: A
22: C
23: A
24: A
25: A
26: C
27: B
28: D
29: D
30: C
31: D
32: D
33: A
34: A
35: D
36: A
37: D
38: A
39: C
40: B