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Silêncio e barulho
Pode parecer paradoxal querer falar sobre silêncio em se tratando de educação ou reeducação para o exercício da cidadania. Para sermos humanamente plenos, é indispensável que tenhamos sido treinados para lidar tanto com o barulho quanto com o silêncio.
Se o excesso de ruído embrutece, o silêncio absoluto nos enfraquece. Ambos nos impedem de notar nuances do mundo, absolutamente necessárias para que possamos antever o momento seguinte. Morreremos rápido se não formos capazes de antecipar a chegada de um carro, o estouro de uma boiada ou a queda de uma pedra.
Por outro lado, o silêncio é importante para nos humanizar. O aprendiz precisa ser capaz de focar no que vai aprender, e focar sem silêncio é difícil. Mas o aprendiz precisa não ter medo de se isolar do meio, e isso exige treino intensivo. Não se pode ter medo dos fantasmas do nosso mundo interno, que sempre surgem quando o mundo exterior se esvai.
O silêncio não é condição natural para os homens e muito menos para outros seres da escala animal. A escuta é um sinalizador da aproximação tanto do bem quanto do mal. É o ouvido que nos alerta de que é bom “dar no pé” depois de nos certificarmos também pelo olhar. O que escutamos é o que nos avisa para dar uma olhada. Mergulhar em um grande silêncio, profundo e longo, nos leva frequentemente ao medo. (...)
Quando imposto, vira castigo – recurso, aliás, muito usado em sistemas correcionais em que frequentemente se apela para o isolamento (a solitária nas prisões, o quarto escuro para as crianças). Por outro lado, esse mesmo silêncio é indispensável para adquirir ou fixar novos conhecimentos. Instaurar silêncio em local de estudo não deve ser punição, mas condição para que a aprendizagem ocorra. O silêncio é, pois, um fato ambíguo. Ele é necessário para que se percebam com clareza os ruídos que vêm para ameaçar nossa integridade, mas, sem eles, não podemos nos desenvolver nem emocional nem intelectualmente. (...)
(MAUTNER, Anna Verônica. Folha de S. Paulo, Equilíbrio, 11/01/2007.)
Silêncio e barulho
Pode parecer paradoxal querer falar sobre silêncio em se tratando de educação ou reeducação para o exercício da cidadania. Para sermos humanamente plenos, é indispensável que tenhamos sido treinados para lidar tanto com o barulho quanto com o silêncio.
Se o excesso de ruído embrutece, o silêncio absoluto nos enfraquece. Ambos nos impedem de notar nuances do mundo, absolutamente necessárias para que possamos antever o momento seguinte. Morreremos rápido se não formos capazes de antecipar a chegada de um carro, o estouro de uma boiada ou a queda de uma pedra.
Por outro lado, o silêncio é importante para nos humanizar. O aprendiz precisa ser capaz de focar no que vai aprender, e focar sem silêncio é difícil. Mas o aprendiz precisa não ter medo de se isolar do meio, e isso exige treino intensivo. Não se pode ter medo dos fantasmas do nosso mundo interno, que sempre surgem quando o mundo exterior se esvai.
O silêncio não é condição natural para os homens e muito menos para outros seres da escala animal. A escuta é um sinalizador da aproximação tanto do bem quanto do mal. É o ouvido que nos alerta de que é bom “dar no pé” depois de nos certificarmos também pelo olhar. O que escutamos é o que nos avisa para dar uma olhada. Mergulhar em um grande silêncio, profundo e longo, nos leva frequentemente ao medo. (...)
Quando imposto, vira castigo – recurso, aliás, muito usado em sistemas correcionais em que frequentemente se apela para o isolamento (a solitária nas prisões, o quarto escuro para as crianças). Por outro lado, esse mesmo silêncio é indispensável para adquirir ou fixar novos conhecimentos. Instaurar silêncio em local de estudo não deve ser punição, mas condição para que a aprendizagem ocorra. O silêncio é, pois, um fato ambíguo. Ele é necessário para que se percebam com clareza os ruídos que vêm para ameaçar nossa integridade, mas, sem eles, não podemos nos desenvolver nem emocional nem intelectualmente. (...)
(MAUTNER, Anna Verônica. Folha de S. Paulo, Equilíbrio, 11/01/2007.)
“A inclusão significa a transformação do sistema educacional, de forma a organizar os recursos necessários para alcançar os objetivos e as metas para uma educação de qualidade para todos.” Neste contexto, analise as afirmativas a seguir.
I. Para que se garanta uma educação de qualidade para todos é preciso estabelecer um foco de gestão para a exclusão, que define a gestão pela perspectiva de eliminação da inclusão.
II. A gestão para inclusão compõe uma proposta de sociedade e de educação que se resume a oferecer igualdade de oportunidades no interior do seu projeto socioeducativo.
III. A educação inclusiva não representa a mera aceitação dos alunos na escola com suas diferenças, mas a valorização da diversidade como condição humana, e coloca para a educação o desafio de avançar no processo de educação de qualidade para todos.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
“O cerne do protagonismo é a participação ativa e construtiva do jovem na vida da escola, da comunidade ou da sociedade.” (Costa, 2001, p. 179.)
Analise as afirmativas sobre protagonismo juvenil.
I. Pode ser realizado por diversos atores sociais em diferentes possibilidades de participação social, ficando claro que é um conceito amplo, não limitado à adolescência.
II. A solidariedade, valor imprescindível à prática do protagonismo juvenil, é o único valor que serve como princípio constitutivo da concepção de educação brasileira proposta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
III. Trata-se de um modelo pedagógico político de ações juvenis coletivas e participantes no qual se constroem a autonomia dos envolvidos e a coletividade com a ação.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Três irmãs: Lívia, Marina e Rita lecionam em uma mesma escola matérias diferentes e cada uma delas apresenta um estado civil. Considere as informações:
o marido de Lívia é engenheiro; uma das irmãs de Marina perdeu o esposo em um acidente; e, a professora solteira leciona inglês e a viúva leciona geografia.Se as matérias são inglês, matemática e geografia, então as professoras que lecionam cada uma delas são, respectivamente:
Os dados devem ser armazenados em locais onde possam ser consultados de forma organizada e correta. Para isso, existem métodos de acesso e busca, constituindo um sistema de gerenciamento dos dados. Com base nos conceitos envolvidos neste sistema, relacione adequadamente as colunas conforme os termos e seus respectivos significados.
1. SGBD sistema de gerência de banco de dados.
2. SQL (Structured Query Language).
3. Modelo conceitual.
4. CASE (Computer Aided Software Engineering).
( ) Linguagem padrão de definição e manipulação do banco de dados.
( ) Ferramenta que pode apoiar o desenvolvimento de um banco de dados tanto a nível de modelagem quanto a nível de projeto do banco de dados.
( ) Dados abstratos que descrevem a estrutura de um banco de dados de forma independente de um SGBD particular.
( ) É um software que incorpora as funções de definição, recuperação e alteração de dados em um banco de dados.
A sequência está correta em
A comunicação dos dados se faz por meio de dispositivos de conexão como Hubs, switches, repetidores, modems e outros elementos associados aos meios de transmissão. Com relação aos equipamentos de comunicação de dados e seus conceitos gerais, analise as afirmativas a seguir.
I. A topologia de uma rede local cabeada, padrão IEEE 802.3, em que uma switch conecta vários computadores em suas portas é classificada como anel.
II. Roteador é um equipamento que permite que redes de computadores com endereços IP distintos se comuniquem.
III. NIC (Network Interface Card) se refere às placas de rede, também chamadas de cartão de rede e possui um número serial conhecido como endereço físico.
IV. ADSL utiliza multiplexação por divisão de tempo TDM, duas para envio e recepção de dados e uma terceira para voz.
Estão corretas apenas as afirmativas
Pelo fato do Sistema Operacional Windows ser mundialmente utilizado, se faz necessário seu conhecimento que, associado ao pacote Office, conta com o editor de texto Word, uma planilha de cálculo Excel, dentre outros. Com base no conhecimento destes sistemas e suas funções, analise as afirmativas a seguir.
I. No Word e Excel, ALT+F4 fecha um documento e CTRL+A abre um documento.
II. No Excel, SHIFT+F11 insere uma nova planilha.
III. No Word e Excel, CTRL+W encerra o programa e CTRL+B salva um documento.
IV. No Word, ALT+CTRL+R insere o símbolo de marca registrada.
Estão corretas apenas as afirmativas
As mortes violentas entre os jovens
As mortes de jovens por causas violentas no Brasil, na contramão do que se passa nos
países desenvolvidos, superam as causadas por acidentes automobilísticos e suicídio.
O assassinato brutal de um garoto de 18 anos agora em setembro dentro do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, voltou a chamar a atenção para a principal causa de morte de homens jovens no Brasil de hoje: a violência.
Marlon Roldão Soares foi assassinado por dois jovens, que descarregaram ao menos 15 tiros na vítima. Ele se despedia de um amigo que iria viajar. O pai de Soares estava com ele. Dezenas de pessoas estavam no saguão do aeroporto no momento do crime. Até a quarta-feira, dia 21, não estava clara a causa do assassinato, que pelo padrão lembra uma execução. O jovem não tinha antecedentes criminais e não parecia ter relação com o tráfico. No entanto, o bairro em que residia, Vila Jardim, na Zona Norte da capital gaúcha, sofre com a disputa de duas facções criminosas rivais.
Esse conflito parece ter conexão com o ataque. Em um primeiro momento, a polícia trabalhava com a hipótese de um crime passional. O namoro de Soares com uma jovem de outra parte do bairro poderia ter gerado reação do grupo que “domina” a outra área. Outra possibilidade é o garoto ter sido morto por engano. O alvo seria o amigo que embarcava no aeroporto e que teria “desertado” de uma quadrilha de traficantes. O que aconteceu excepcionalmente dentro do saguão de um aeroporto é realidade cotidiana em áreas espalhadas pelo país, territórios com “donos” que não toleram a presença das autoridades. Criam verdadeiros bolsões em que a lei parece não ter vez.
Há uma banalização da violência entre os mais novos. A cena dos garotos saindo do aeroporto, rosto limpo, dando tiros para o alto, pegando “carona” em um carro que os aguardava, sem se preocupar se estavam sendo gravados, revela um desprezo com as autoridades
. As mortes de jovens por causas violentas no Brasil, na contramão do que se passa nos países desenvolvidos, superam as causadas por acidentes automobilísticos e suicídio. É o retrato de uma guerra urbana, que provoca a morte de dezenas de jovens, principalmente garotos, todo dia. As vítimas são majoritariamente pobres, negros e habitantes de periferias.
A sensação de impunidade, a impulsividade típica dessa fase da vida, a busca pela sensação de poder, a escola pouco atraente, o mercado de trabalho retraído, os empregos mal remunerados, o dinheiro “fácil” gerado pelo crime, o uso de álcool e drogas, a ausência de projeto de vida, a desestruturação familiar, história de prisões e agressões envolvendo os pais deixam uma grande parcela da população jovem mais vulnerável às promessas e à sedução do tráfico e do uso da violência. É um ciclo complexo, difícil de quebrar. Mas, sem enfrentar suas causas econômicas e sociais, continuaremos a apenas ficar chocados, dia após dia.
(BOUER, Jairo. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/jairo-bouer/noticia/2016/10/mortes-violentas-entre-os-jovens.html.Acesso em: 18/10/2016.)