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Q4386051 Não definido
Poesia expressa na era da pressa


    Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.

    Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!

    A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?

    Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]

(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.
De acordo com os recursos empregados para a produção desse tipo de texto, pode-se afirmar que a referência à americana Camille Paglia: 
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Q4386050 Não definido
Poesia expressa na era da pressa


    Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.

    Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!

    A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?

    Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]

(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.
O emprego das vírgulas em “Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia?” (1º§) tem o mesmo objetivo visto em:
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Q4386049 Não definido
Poesia expressa na era da pressa


    Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.

    Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!

    A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?

    Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]

(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.
Considerando que em relação ao significado das palavras há uma variedade de sentido de acordo com o contexto, pode-se inferir acerca do título do texto que:
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Q4386048 Não definido
Poesia expressa na era da pressa


    Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.

    Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!

    A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?

    Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]

(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.
A linguagem empregada no último parágrafo do texto em “Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante.” demonstra: 
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Q4386047 Não definido
Poesia expressa na era da pressa


    Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.

    Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!

    A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?

    Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]

(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.
Indique, a seguir, o trecho que apresenta marcas de linguagem que apontam para determinado posicionamento do autor. 
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Q4386046 Não definido
Poesia expressa na era da pressa


    Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.

    Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!

    A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?

    Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]

(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.
“O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.” (1º§) O trecho destacado expressa:
Alternativas
Q4386045 Não definido
Poesia expressa na era da pressa


    Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.

    Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!

    A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?

    Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]

(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.
Na expressão destacada em “[...] a gente dê a ele a nossa vida inteira [...]” (4º§), o pronome assinalado tem a mesma classificação sintática do termo evidenciado na oração em que há correção gramatical em:
Alternativas
Q4386044 Não definido
Poesia expressa na era da pressa


    Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.

    Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!

    A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?

    Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]

(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.
As indagações apresentadas no primeiro parágrafo demonstram a seguinte intencionalidade discursiva:
Alternativas
Q4386043 Não definido
Poesia expressa na era da pressa


    Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia? Viveríamos hoje a vingança da poesia, o seu dia D, o momento propício para seu retorno a um mundo tão violentamente prosaico? A questão foi lançada pela ensaísta americana Camille Paglia, numa animada entrevista publicada pelo caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, e a revista Cláudia me repassa inesperadamente a bola, perguntando: a poesia ganha uma importância nova na era da internet? Ela tem mais chance num mundo como o nosso? De fato, de um ponto de vista puramente quantitativo, como diz Camille, um romance consome dias ou semanas de nosso tempo, exigindo uma atenção continuada, num mundo em que tudo em volta faz com que nossa atenção se interrompa e se disperse em mil assuntos. Já um poema pode ser lido em minutos, às vezes em segundos. O poema é uma autêntica pílula literária, em cuja concentração Camille Paglia vê a possibilidade de uma revitalização da literatura em nosso tempo.

    Considero que exaltar a poesia é sempre bom, assim como apostar na força dela: por que não? E o que a ensaísta americana está fazendo é, de fato, mais uma aposta muito afirmativa no poder da poesia do que um raciocínio automático e simplório que dissesse: como não temos tempo para ler romances, leremos poemas!

    A questão que ela está colocando, na verdade, é: precisamos aprender – ou reaprender – hoje a ler poesia. Lembremos que no Brasil a questão é ainda mais embaixo, porque lemos muito pouco, pouquíssimo, seja poesia, seja prosa, e precisamos, portanto, aprender a ler, no sentido mais amplo da palavra. Mas, dito isso, vamos voltar ao começo e retomar a pergunta: de quanto tempo precisamos, de fato, para ler um poema? Quanto tempo ele nos pede?

    Aqui a resposta tem que ser parecida à daquele pintor que, perguntado sobre quanto tempo levara para pintar um determinado quadro, respondeu, cheio de razão: a vida inteira. Não nos enganemos, portanto, sobre a rapidez da poesia: um poema pede que a gente dê a ele a nossa vida inteira naquele instante. Em outras palavras, um poema exige pouco do nosso tempo horizontal, cronológico e linear. Ele exige tudo do nosso tempo vertical, aquele que vai bater lá no sem fundo da lembrança, na aura sutil dos afetos, na dor e no espanto de existir, e na descoberta de que as palavras, que nos parecem naturais, não param de dançar um jogo infinito. O poema exige um tempo intenso, em outra dimensão – por isso ele não é óbvio nem fácil, embora se entregue com súbita facilidade a quem se entrega a ele e o descobre de repente. [...]

(WISNIK, José Miguel. A poesia expressa na era da pressa. São Paulo: Revista Claudia. Ed. Abril. Julho 2005. Adaptado.
“Se quase não temos mais tempo para ler romances no mundo da pressa, da TV, do cinema e dos videogames, então é tempo de ler poesia?” (1º§) De acordo com o período destacado anteriormente, é possível inferir que: 
Alternativas
Q4384619 Não definido
“A pandemia de Covid-19 trouxe, além da crise sanitária, problemas econômicos e políticos. Setores da sociedade se veem empurrados para o mundo digital como forma de gerar renda, obter informações e até mesmo estudar.”
(Disponível em: https://www.politize.com.br/inclusao-digital-nobrasil/.)

Sobre os benefícios da inclusão digital, analise as afirmativas a seguir.

I. Permite ter acesso a diferentes culturas, saberes locais sendo os mais remotos do mundo.
II. Favorece a cidadania, pois permite acesso aos serviços on-line como a emissão de documentos pessoais.
III. Fomenta a empregabilidade e a renda através de trabalhos remotos.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4384618 Não definido
“Prevista na Constituição Federal – Art. 22, inciso XXVIII e Art. 84, inciso XIX –, a mobilização nacional é um instrumento legal que tem por objetivo manter o país preparado para fazer frente a uma eventual agressão estrangeira. Abrangente, reúne um conjunto de atividades planejadas, orientadas e empreendidas pelo Estado visando ao aumento rápido de recursos humanos e materiais disponíveis para a Defesa. O ato de decretar a mobilização é prerrogativa presidencial. Durante um conflito, a mobilização nacional canaliza todos os recursos do país – humanos, financeiros e materiais – para atender aos esforços contra a agressão estrangeira.”

(Governo Federal. Mobilização Nacional.)

A mobilização nacional é regida pelo(a): 
Alternativas
Q4384617 Não definido
“Para reforçar a proteção da Caatinga, o único bioma 100% brasileiro, o Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), criou uma nova etapa do ‘Programa Adote um Parque’ voltada, exclusivamente, para o ecossistema. O ‘Adote um Parque Trilhas da Caatinga’ contará com investimentos privados para revitalização de áreas em parques nacionais e irá estimular a participação da comunidade na agenda ambiental.”

(Presidência da República. Casa Civil. Parques Nacionais. Adaptado.)

São consideradas características da vegetação da Caatinga, EXCETO: 
Alternativas
Q4384616 Não definido
“A Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, surgiu da necessidade de inibir os casos de violência doméstica no Brasil. O nome foi escolhido em homenagem à farmacêutica cearense ‘Maria da Penha Maia Fernandes’, que sofreu agressões do ex-marido por 23 anos e ficou paraplégica após uma tentativa de assassinato.”
(IMP. Instituto Maria da Penha. Brasil Saúde e Ação.)

Sobre os tipos de agressões considerados como violência contra a mulher, marque V para os verdadeiros e F para os falsos.
( ) Humilhar, insultar, isolar e perseguir. ( ) Caluniar, injuriar e difamar. ( ) Não deixar trabalhar, reter dinheiro e destruir objetos.
A sequência está correta em

Alternativas
Q4384615 Não definido
“PIS é o benefício do Abono Salarial, no valor máximo de 1 salário mínimo; é disponibilizado automaticamente, todos os anos, aos trabalhadores que receberam, em média, até 2 salários mínimos de remuneração nos últimos 12 meses.”
(Governo do Brasil. Trabalho e Emprego. Adaptado.)

Tem direito ao abono salarial: 
Alternativas
Q4384614 Não definido
“Camponesa que liderou tropas francesas durante a Guerra dos Cem Anos; conquistou significativas vitórias para a França, quebrando um ciclo de derrotas desse país. Capturada pelos ingleses, foi julgada e condenada por bruxaria, sendo morta na fogueira aos 19 anos de idade.”
Levando em consideração que as mulheres tiveram uma grande e notável influência na história mundial, podemos afirmar que o trecho anterior se refere a: 
Alternativas
Q4384613 Não definido

Imagem associada para resolução da questão

“A arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes. Existem relatos e vestígios dessa arte desde o Império Romano.”
(Brasil Escola. Grafite. Fragmento.)

Sobre a arte do grafite, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4384612 Não definido
“Um terremoto foi registrado na região Nordeste de Taiwan, segundo a agência de meteorologia. As autoridades anunciaram que uma mulher ficou ferida, mas o fenômeno não provocou danos materiais importantes.”

(Disponível em: https://noticias.r7.com/internacional/terremoto-de-65- graus-atinge-o-nordeste-de-taiwan-24102021. Acesso em: 24/10/2021. Adaptado.) 

Em relação ao fenômeno “terremoto”, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q4384611 Não definido
“Reino Unido ameaça a União Europeia com guerra comercial para reabrir Brexit. O Governo de Boris Johnson está convencido de que nunca deveria ter assinado o Protocolo da Irlanda do Norte, o documento anexo ao Acordo de Retirada do Reino Unido da União Europeia (UE) mais difícil de ser implementado e que atrasou as negociações até o último minuto. Pressionado sobretudo por seus aliados unionistas da Irlanda do Norte, Downing Street exige, agora, que Bruxelas realize uma revisão drástica do Protocolo, começando pela retirada de uma de suas disposições fundamentais: a supervisão judicial da aplicação do tratado na região por parte do Tribunal de Justiça da UE.”

(Disponível em: https://brasil.elpais.com/internacional/2021-10- 12/reino-unido-ameaca-ue-com-guerra-comercial-para-reabrirbrexit.html. Acesso em: 24/10/2021.)

Em referência ao texto citado, analise as afirmativas a seguir.

I. Bretix é o termo referente à decisão do Reino Unido de se aliar com a União Europeia.
II. A União Europeia é composta por países europeus que praticam o livre comércio.
III. O Reino Unido deixou a União Europeia após a votação de um plebiscito; os eleitores britânicos decidiram que os países deveriam deixar o bloco econômico.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4384610 Não definido
O Brasil é uma República Federativa Constitucional Presidencialista; foram presidentes do país, EXCETO: 
Alternativas
Q4384609 Não definido
Segundo dados da OMS – Organização Mundial da Saúde, em seu sítio eletrônico:


“A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento hospitalar. Uma em cada seis pessoas infectadas por Covid-19 fica gravemente doente e desenvolve dificuldade de respirar. As pessoas idosas e as que têm outras condições de saúde como pressão alta, problemas cardíacos e do pulmão, diabetes ou câncer, têm maior risco de ficarem gravemente doentes. No entanto, qualquer pessoa pode pegar a Covid -19 e ficar gravemente doente.”
Levando em consideração que “a maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento hospitalar”, em um grupo de 240 pessoas, quantas, aproximadamente, se recuperariam da doença sem precisar de tratamento hospitalar?
Alternativas
Respostas
601: D
602: D
603: C
604: C
605: A
606: B
607: B
608: D
609: C
610: C
611: C
612: D
613: A
614: B
615: C
616: C
617: C
618: D
619: B
620: D