Questões de Concurso Para prefeitura de bom sucesso - mg

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Q4104884 Português
Sul de Minas encanta com águas termais,
cafés e turismo de natureza

O Sul de Minas Gerais é conhecido por sua natureza exuberante, clima ameno e cidades históricas que preservam tradições culturais e arquitetônicas. A região se destaca por oferecer opções de turismo rural, gastronômico e de aventura, atraindo visitantes de diferentes perfis ao longo do ano.

Disponível em: https://www.em.com.br/emfoco/2025/06/24/ sul-de-minas-encanta-com-aguas-termais-cafes-e-turismode-natureza/. Acesso em: 20 ago. 2025. [Fragmento]


Em 2024, Minas Gerais liderou o crescimento do turismo no Brasil, com um aumento de 12,6% no número de visitantes, superando a média nacional de 4,9% (Exame, 2024). O setor de turismo no estado representa quase 7% do Produto Interno Bruto de Minas Gerais, consolidando‑se como um pilar econômico fundamental (CDL, 2025).

Disponível em: https://exame.com/negocios/minas-geraiscrescimento-turismo-brasil/; e em: https://www.cdlbh.com. br/imprensa/minas-gerais-lidera-o-turismo-no-brasil-pelo2-ano-consecutivo/. Acesso em: 20 ago. 2025.
Com base nos textos apresentados, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4104883 Geografia
Déficit habitacional: saiba quantas casas faltam no Brasil em cada região

“O déficit habitacional estimado no Brasil está em 6,2 milhões de domicílios, dos quais 5,4 milhões faltam em áreas urbanas e 820 mil em áreas rurais. O déficit equivale a 8,3% do total de domicílios do país.”

Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/deficit-habitacional-saiba-quantascasas-faltam-no-brasil-em-cada-regiao/. Acesso em: 20 ago. 2025 (adaptado).

Analise os dados a seguir.

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Fonte: Agência Brasil / Fundo João Pinheiro, 2024 (adaptado).
Com base no texto e na tabela, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4104882 Economia
Leia o texto e a tabela a seguir.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais foi estimado em R$ 1,06 trilhão em 2024, representando 9% do PIB nacional, e confirmando o estado como a terceira maior economia do país.

Disponível em: https://fjp.mg.gov.br/pib-de-minas-alcanca-r-106-trilhao-em-2024/. Acesso em: 20 ago. 2025. [Fragmento]


Composição setorial (2024) – Minas Gerais (em bilhões de R$)

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Elaborado pelo autor, com dados disponíveis em: https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/pib-de-minascresce-3-1-em-2024-e-registra-alta-em-todos-os-trimestres. Acesso em: 20 ago. 2025. 
Com base nessas informações, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4104881 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais
A Lei Orgânica de Bom Sucesso (MG) estabelece a organização administrativa do município, incluindo disposições sobre orçamento público, educação, saúde, meio ambiente e participação popular. Entre os dispositivos previstos, a lei garante a possibilidade de criação de conselhos municipais que envolvem a população na tomada de decisões.
Considerando as regras da Lei Orgânica de Bom Sucesso (MG), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4104880 Enfermagem
Em relação à vigilância dos casos de sífilis, um grave problema de saúde pública no Brasil, analise os aspectos a seguir.
I. O sintoma mais comum da sífilis é a febre persistente.
II. A sífilis é uma doença de notificação compulsória.
III. A sífilis é uma doença que pode ser adquirida toda vez que o indivíduo se expuser à bactéria.
IV. A sífilis é causada pelo Trichomonas vaginalis, uma bactéria de transmissão sexual ou vertical.
Estão corretos os aspectos
Alternativas
Q4104879 Saúde Pública
Considere que uma senhora chegou à Unidade Básica de Saúde para controle da pressão arterial. A equipe de saúde já conhece a usuária, que ficou internada na Unidade de Pronto Atendimento por uma semana e, posteriormente, foi internada em uma enfermaria hospitalar por dois dias. Após alta, retornou à unidade e mantém suas consultas rotineiras.
Que diretriz da atenção básica foi atendida nesse caso?
Alternativas
Q4104878 Enfermagem
O estímulo a uma prática assistencial segura só é possível em um ambiente cuja cultura de segurança esteja instalada.
Assinale a alternativa que descreve a característica de uma instituição com cultura de segurança adequada.
Alternativas
Q4104877 Saúde Pública
A Política Nacional de Atenção Básica tem, na Saúde da Família, sua estratégia prioritária para expansão e consolidação da Atenção Básica.
Sobre a Política Nacional de Atenção Básica, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4104876 Enfermagem
Nos últimos anos, as unidades básicas de saúde apresentaram um crescimento exponencial de casos de dengue. Para auxiliar a equipe no controle dessa doença, consideram‑se importantes as seguintes ações:
I. Realizar inspeções domiciliares, eliminação e tratamento de criadouros.
II. Encaminhar os usuários para a sala de vacinação.
III. Eliminar os mosquitos machos responsáveis pela transmissão da doença.
IV. Acompanhar sistematicamente a evolução temporal da incidência de casos e realizar a notificação compulsória.

Estão corretas as ações
Alternativas
Q4104875 Saúde Pública
A Política Nacional de Humanização (PNH) apresenta conceitos que transformam as práticas em saúde.
Que conceitos fazem parte de um trabalho baseado na PNH?
Alternativas
Q4104874 Direito Sanitário
A Estratégia Saúde da Família responsabiliza‑se pela saúde da população com ações permanentes de vigilância em saúde.
Sobre a vigilância em saúde, é correto afirmar:
Alternativas
Q4104873 Saúde Pública
Sobre as fichas de notificação compulsória dos principais agravos como instrumento da vigilância em saúde, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4104872 Direito Sanitário
A regulação das ações e serviços de saúde, em todo o território nacional, está descrita na Lei Orgânica da Saúde, Lei nº 8.080/90.
A Lei nº 8.080/90 mudou o modelo organizativo e assistencial de saúde no Brasil, pois
Alternativas
Q4104871 Saúde Pública
A Portaria nº 4.279/2010 descreve a organização das redes de atenção.
Trata-se de um elemento essencial para a formação de uma rede de atenção à saúde:
Alternativas
Q4104870 Português
Leia os textos a seguir.

TRECHO DO TEXTO I

“Nos relacionamentos: valorizar conexões verdadeiras, deixando de lado laços superficiais. No tempo livre: desfrutar o lazer, reduzir distrações digitais e redescobrir o prazer da simplicidade.”


TEXTO IV

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Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2024/04/19/bicudinho-caco-galhardo.shtml. Acesso em: 11 ago. 2025.
Com base no trecho do texto I e no texto IV, assinale a alternativa que apresenta o uso correto das palavras de acordo com as regras ortográficas da norma‑padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4104869 Português
Leia os textos a seguir.

TRECHO DO TEXTO I

“O minimalismo nos convida a essa reflexão...”

TEXTO III

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Disponível em: https://mulhertrinta.wordpress.com/2008/04/24/o-sentido-da-vida/. Acesso em: 11 ago. 2025 (adaptado). 
Considere as justificativas a seguir sobre o uso da crase nas frases “O minimalismo nos convida a essa reflexão...” (trecho do texto I) e “Sabe que às vezes me pergunto...” e “... a vida da gente se resume a trabalho?” (texto III), e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4104868 Português

Leia os textos a seguir.


TRECHO DO TEXTO I


“O minimalismo propõe um olhar diferente: menos pode ser mais. Não se trata apenas de reduzir posses, mas de reavaliar o que realmente importa.”


TEXTO II


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Disponível em: https://consumismosd2018.wordpress. com/2018/05/17/consumismo/. Acesso em: 8 ago. 2025.

Analise a afirmativa a seguir.
No trecho do texto I, predomina o uso da norma‑padrão, com estrutura sintática e escolha lexical típicas da modalidade __________. Já o texto II apresenta traços de __________, como o uso do pronome “te” em posição antes do verbo “consumir”, o que aproxima o enunciado da linguagem __________.
A sequência que preenche correta e respectivamente as lacunas da afirmativa anterior é:
Alternativas
Q4104867 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão

TEXTO I
Menos é mais?

Alessandra Aragão

Essa corrida constante nos torna, de fato, mais felizes? O que realmente ganhamos ao acumular tanto?

Vivemos em um mundo de excessos. Gavetas abarrotadas, agendas lotadas, mentes sobrecarregadas de informações. A todo momento, buscamos mais: mais sucesso, mais reconhecimento, mais coisas. Mas essa corrida constante nos torna, de fato, mais felizes? O que realmente ganhamos ao acumular tanto?

O minimalismo propõe um olhar diferente: menos pode ser mais. Não se trata apenas de reduzir posses, mas de reavaliar o que realmente importa. Como disse Henry David Thoreau, “nossa vida é desperdiçada em detalhes... simplifique, simplifique”.

Pesquisas apontam que o acúmulo excessivo impacta diretamente nosso bem‑estar. Um estudo conduzido pelo Centro de Vidas Cotidianas de Famílias (CELF), da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), acompanhou famílias americanas para entender como o ambiente doméstico influencia o bem‑estar. Os resultados mostraram que casas desorganizadas estão associadas a altos níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Quanto mais acumulamos, maior tende a ser nossa ansiedade. O que sua casa diz sobre você? Seu ambiente traz paz ou sobrecarga? Mas essa sobrecarga não se limita ao material.

O neurocientista Daniel Levitin, autor de “A mente organizada”, explica que o excesso de informação drena nossa capacidade de concentração e decisão. Quando tudo exige nossa atenção, perdemos a clareza sobre o que é essencial. Como você tem usado sua atenção? O que merece prioridade em sua vida?

Talvez seja hora de uma pausa para reflexão. Você possui as coisas ou as coisas possuem você? O que há em excesso na sua vida que rouba sua paz? O essencial não se encontra no acúmulo, mas na escolha. Se você tivesse que reduzir sua vida ao que realmente importa, o que permaneceria?

Minimalismo não é escassez, mas intenção. Na prática, significa fazer escolhas mais conscientes: manter apenas o que agrega valor — sejam objetos, compromissos ou relações; priorizar experiências significativas em vez de bens materiais; criar espaços físicos e mentais mais leves, eliminando excessos que geram estresse.

Barry Schwartz, no livro “O paradoxo da escolha”, destaca que o excesso de opções pode levar à insatisfação e até à paralisia decisória. Diante de tantas possibilidades, podemos nos sentir perdidos, incapazes de valorizar plenamente o que já temos. Um exemplo disso é Steve Jobs, que adotava um guarda‑roupa simples para evitar a fadiga decisória. Ao reduzir escolhas triviais, direcionava sua energia ao que realmente importava. E você? Quanta energia está desperdiçando tentando administrar o excesso?

O designer alemão Dieter Rams sintetizou essa ideia ao afirmar: “menos, porém melhor”. Não se trata apenas de reduzir, mas de priorizar o que realmente tem valor. Esse princípio pode ser aplicado em diversas áreas da vida. No trabalho: priorizar qualidade em vez de quantidade. Nos relacionamentos: valorizar conexões verdadeiras, deixando de lado laços superficiais. No tempo livre: desfrutar o lazer, reduzir distrações digitais e redescobrir o prazer da simplicidade.

Nesse sentido, Dostoiévski nos lembra que “o segredo da existência humana não está apenas em viver, mas em saber pelo que se vive”. O minimalismo nos convida a essa reflexão, ajudando‑nos a eliminar os excessos que obscurecem o que realmente tem significado.

Ser minimalista não significa renunciar a tudo, mas viver com mais intenção. Onde você pode trazer mais simplicidade para sua rotina? Quais excessos estão pesando sobre sua vida?

No final, não somos definidos pelo que possuímos, mas pelo espaço que criamos para o que realmente importa. Talvez seja a hora de abrir mão de um hábito desgastante, um pensamento que já não te serve mais ou um compromisso sem propósito.

Que tal começar agora?


Estado de Minas, Bem Viver, 24 abr. 2025, p. 33 (adaptado).
Releia o trecho do texto I a seguir.
“Um exemplo disso é Steve Jobs, que adotava um guarda‑roupa simples para evitar a fadiga decisória, pois, ao reduzir escolhas triviais, direcionava sua energia ao que realmente importava.”
Analise as afirmativas a seguir sobre a sintaxe do período composto e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
(    ) A expressão “ao reduzir escolhas triviais” indica condição, podendo ser entendida como “se reduzisse escolhas triviais”.
(    ) A oração “que adotava um guarda‑roupa simples para evitar a fadiga decisória” é subordinada adjetiva explicativa, pois acrescenta uma informação extra sobre “Steve Jobs”.
(    ) A oração “pois, ao reduzir escolhas triviais, direcionava sua energia ao que realmente importava” está coordenada à anterior e tem valor de causa, explicando a ideia.
Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q4104866 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão

TEXTO I
Menos é mais?

Alessandra Aragão

Essa corrida constante nos torna, de fato, mais felizes? O que realmente ganhamos ao acumular tanto?

Vivemos em um mundo de excessos. Gavetas abarrotadas, agendas lotadas, mentes sobrecarregadas de informações. A todo momento, buscamos mais: mais sucesso, mais reconhecimento, mais coisas. Mas essa corrida constante nos torna, de fato, mais felizes? O que realmente ganhamos ao acumular tanto?

O minimalismo propõe um olhar diferente: menos pode ser mais. Não se trata apenas de reduzir posses, mas de reavaliar o que realmente importa. Como disse Henry David Thoreau, “nossa vida é desperdiçada em detalhes... simplifique, simplifique”.

Pesquisas apontam que o acúmulo excessivo impacta diretamente nosso bem‑estar. Um estudo conduzido pelo Centro de Vidas Cotidianas de Famílias (CELF), da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), acompanhou famílias americanas para entender como o ambiente doméstico influencia o bem‑estar. Os resultados mostraram que casas desorganizadas estão associadas a altos níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Quanto mais acumulamos, maior tende a ser nossa ansiedade. O que sua casa diz sobre você? Seu ambiente traz paz ou sobrecarga? Mas essa sobrecarga não se limita ao material.

O neurocientista Daniel Levitin, autor de “A mente organizada”, explica que o excesso de informação drena nossa capacidade de concentração e decisão. Quando tudo exige nossa atenção, perdemos a clareza sobre o que é essencial. Como você tem usado sua atenção? O que merece prioridade em sua vida?

Talvez seja hora de uma pausa para reflexão. Você possui as coisas ou as coisas possuem você? O que há em excesso na sua vida que rouba sua paz? O essencial não se encontra no acúmulo, mas na escolha. Se você tivesse que reduzir sua vida ao que realmente importa, o que permaneceria?

Minimalismo não é escassez, mas intenção. Na prática, significa fazer escolhas mais conscientes: manter apenas o que agrega valor — sejam objetos, compromissos ou relações; priorizar experiências significativas em vez de bens materiais; criar espaços físicos e mentais mais leves, eliminando excessos que geram estresse.

Barry Schwartz, no livro “O paradoxo da escolha”, destaca que o excesso de opções pode levar à insatisfação e até à paralisia decisória. Diante de tantas possibilidades, podemos nos sentir perdidos, incapazes de valorizar plenamente o que já temos. Um exemplo disso é Steve Jobs, que adotava um guarda‑roupa simples para evitar a fadiga decisória. Ao reduzir escolhas triviais, direcionava sua energia ao que realmente importava. E você? Quanta energia está desperdiçando tentando administrar o excesso?

O designer alemão Dieter Rams sintetizou essa ideia ao afirmar: “menos, porém melhor”. Não se trata apenas de reduzir, mas de priorizar o que realmente tem valor. Esse princípio pode ser aplicado em diversas áreas da vida. No trabalho: priorizar qualidade em vez de quantidade. Nos relacionamentos: valorizar conexões verdadeiras, deixando de lado laços superficiais. No tempo livre: desfrutar o lazer, reduzir distrações digitais e redescobrir o prazer da simplicidade.

Nesse sentido, Dostoiévski nos lembra que “o segredo da existência humana não está apenas em viver, mas em saber pelo que se vive”. O minimalismo nos convida a essa reflexão, ajudando‑nos a eliminar os excessos que obscurecem o que realmente tem significado.

Ser minimalista não significa renunciar a tudo, mas viver com mais intenção. Onde você pode trazer mais simplicidade para sua rotina? Quais excessos estão pesando sobre sua vida?

No final, não somos definidos pelo que possuímos, mas pelo espaço que criamos para o que realmente importa. Talvez seja a hora de abrir mão de um hábito desgastante, um pensamento que já não te serve mais ou um compromisso sem propósito.

Que tal começar agora?


Estado de Minas, Bem Viver, 24 abr. 2025, p. 33 (adaptado).
Com base no trecho do texto I “Se você tivesse que reduzir sua vida ao que realmente importa, o que permaneceria? [...] priorizar experiências significativas em vez de bens materiais; criar espaços físicos e mentais mais leves, eliminando excessos que geram estresse.”, assinale a alternativa correta sobre a tonicidade e a acentuação gráfica das palavras em destaque.
Alternativas
Q4104865 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão

TEXTO I
Menos é mais?

Alessandra Aragão

Essa corrida constante nos torna, de fato, mais felizes? O que realmente ganhamos ao acumular tanto?

Vivemos em um mundo de excessos. Gavetas abarrotadas, agendas lotadas, mentes sobrecarregadas de informações. A todo momento, buscamos mais: mais sucesso, mais reconhecimento, mais coisas. Mas essa corrida constante nos torna, de fato, mais felizes? O que realmente ganhamos ao acumular tanto?

O minimalismo propõe um olhar diferente: menos pode ser mais. Não se trata apenas de reduzir posses, mas de reavaliar o que realmente importa. Como disse Henry David Thoreau, “nossa vida é desperdiçada em detalhes... simplifique, simplifique”.

Pesquisas apontam que o acúmulo excessivo impacta diretamente nosso bem‑estar. Um estudo conduzido pelo Centro de Vidas Cotidianas de Famílias (CELF), da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), acompanhou famílias americanas para entender como o ambiente doméstico influencia o bem‑estar. Os resultados mostraram que casas desorganizadas estão associadas a altos níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Quanto mais acumulamos, maior tende a ser nossa ansiedade. O que sua casa diz sobre você? Seu ambiente traz paz ou sobrecarga? Mas essa sobrecarga não se limita ao material.

O neurocientista Daniel Levitin, autor de “A mente organizada”, explica que o excesso de informação drena nossa capacidade de concentração e decisão. Quando tudo exige nossa atenção, perdemos a clareza sobre o que é essencial. Como você tem usado sua atenção? O que merece prioridade em sua vida?

Talvez seja hora de uma pausa para reflexão. Você possui as coisas ou as coisas possuem você? O que há em excesso na sua vida que rouba sua paz? O essencial não se encontra no acúmulo, mas na escolha. Se você tivesse que reduzir sua vida ao que realmente importa, o que permaneceria?

Minimalismo não é escassez, mas intenção. Na prática, significa fazer escolhas mais conscientes: manter apenas o que agrega valor — sejam objetos, compromissos ou relações; priorizar experiências significativas em vez de bens materiais; criar espaços físicos e mentais mais leves, eliminando excessos que geram estresse.

Barry Schwartz, no livro “O paradoxo da escolha”, destaca que o excesso de opções pode levar à insatisfação e até à paralisia decisória. Diante de tantas possibilidades, podemos nos sentir perdidos, incapazes de valorizar plenamente o que já temos. Um exemplo disso é Steve Jobs, que adotava um guarda‑roupa simples para evitar a fadiga decisória. Ao reduzir escolhas triviais, direcionava sua energia ao que realmente importava. E você? Quanta energia está desperdiçando tentando administrar o excesso?

O designer alemão Dieter Rams sintetizou essa ideia ao afirmar: “menos, porém melhor”. Não se trata apenas de reduzir, mas de priorizar o que realmente tem valor. Esse princípio pode ser aplicado em diversas áreas da vida. No trabalho: priorizar qualidade em vez de quantidade. Nos relacionamentos: valorizar conexões verdadeiras, deixando de lado laços superficiais. No tempo livre: desfrutar o lazer, reduzir distrações digitais e redescobrir o prazer da simplicidade.

Nesse sentido, Dostoiévski nos lembra que “o segredo da existência humana não está apenas em viver, mas em saber pelo que se vive”. O minimalismo nos convida a essa reflexão, ajudando‑nos a eliminar os excessos que obscurecem o que realmente tem significado.

Ser minimalista não significa renunciar a tudo, mas viver com mais intenção. Onde você pode trazer mais simplicidade para sua rotina? Quais excessos estão pesando sobre sua vida?

No final, não somos definidos pelo que possuímos, mas pelo espaço que criamos para o que realmente importa. Talvez seja a hora de abrir mão de um hábito desgastante, um pensamento que já não te serve mais ou um compromisso sem propósito.

Que tal começar agora?


Estado de Minas, Bem Viver, 24 abr. 2025, p. 33 (adaptado).
Releia o trecho do texto I a seguir.
“Ser minimalista não significa renunciar a tudo, mas viver com mais intenção. Talvez não tenha sido suficientemente explícita. Onde você pode trazer mais simplicidade para sua rotina? Quais excessos estão pesando sobre sua vida?”
Analise as afirmativas a seguir sobre os tipos de discurso presentes no trecho apresentado.
I. O trecho está inteiramente em discurso direto, pois as perguntas finais são falas reproduzidas literalmente por outro personagem.

II. O discurso indireto é o predominante porque a autora conta com suas palavras o que alguém disse e o que pensam outras pessoas.

III. O discurso indireto livre faz‑se presente, pois  há uma fusão entre a voz da narradora e a do interlocutor, sem marcas claras de transição.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Respostas
241: C
242: C
243: C
244: B
245: B
246: A
247: B
248: C
249: D
250: C
251: C
252: D
253: B
254: A
255: C
256: C
257: D
258: C
259: D
260: B