Foram encontradas 310 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Texto 1
Consumismo da linguagem: sobre o rebaixamento dos discursos
Márcia Tiburi
[1º§] No processo de rebaixamento dos discursos, do debate e do diálogo que presenciamos em escala nacional, surgem maledicências e mal-entendidos que se entrelaçam, formando o processo que venho chamando de “consumismo da linguagem”. Meios de comunicação em geral, inclusas as redes sociais e grande parte da imprensa, onde ideologias e indivíduos podem se expressar livremente sem limites de responsabilidade ética e legal, estabelecem compreensões gerais sobre fatos que passam a circular como verdades apenas porque são repetidas. Quem sabe manipular o círculo vicioso e tortuoso da linguagem ganha em termos de poder.
[2º§] O processo que venho chamando de “consumismo da linguagem” é a eliminação do elemento político da linguagem pelo incremento do seu potencial demagógico. O esvaziamento político é, muitas vezes, mascarado de expressão particular, de direito à livre expressão. A histeria, a gritaria, as falácias e falsos argumentos fazem muito sucesso, são livremente imitados e soam como absurdos apenas a quem se nega a comprar a lógica da distorção em alta no mercado da linguagem.
[3º§] A lógica da distorção é própria ao consumismo da linguagem. Como em todo consumismo, o consumismo da linguagem produz vítimas, mas produz também o aproveitador da vítima e o aproveitador da suposta vantagem de ser vítima. “Vantagem” que ele inventa a partir da lógica da distorção à qual serve. Vítimas estão aí. Uma reflexão sobre o tema talvez nos permita pensar em nossas posturas e imposturas quando atacamos e somos atacados ao nível da linguagem.
[4º§] Penso em como as pessoas e as instituições se tornam ora vítimas, ora algozes de discursos criados com fins específicos de produzir violência e destruição. Não me refiro a nenhum tipo de violência essencial própria ao discurso enquanto contrário ao diálogo, nem à violência casual de falas esporádicas, mas aquela projetada e usada como estratégia em acusações gratuitas, campanhas difamatórias, xingamentos em geral e também na criação de um contexto violento que seja capaz de fomentar um imaginário destrutivo. O jogo de linguagem midiático inclui toda forma de violência, inclusive a propaganda que, mesmo sendo mais sutil que programas de sanguinolência e humilhação, tem sempre algo de enganoso. O processo das brigas entre partidários, candidatos, ou desafetos em geral, é inútil do ponto de vista de avanços políticos e sociais, mas não é inútil a quem deseja apenas o envenenamento e a destruição social. [...]
[5º§] Os discursos podem fazer muita coisa por nós, mas podem também atuar contra nós. Ora, usamos discursos, mas também somos usados por eles (penso na subjetividade dos jornalistas e apresentadores de televisão que discursam pela mentira e pela maledicência). Aqueles que usam discursos sempre podem ocupar a posição de algozes: usam seu discurso contra o outro, mas também podem ser usados por discursos que julgam ser autenticamente seus. O que chamamos de discurso, diferente do diálogo, sempre tem algo de pronto. Na verdade, quem pensa que faz um discurso sempre é feito por ele.
[6º§] Somos construídos pelo que dizemos. E pelo que pensamos que estamos dizendo. A diferença talvez esteja entre quem somos e quem pensamos que somos. Há sempre algum grau de objetividade nessas definições.
[7º§] Uma pergunta que podemos nos colocar é: o que pode significar ser vítima de discursos na era do consumismo da linguagem? Por que aderimos, por que os repetimos? [...]
[8º§] A violência verbal é distributiva e não estamos sabendo contê-la. Mas, de fato, gostaríamos de contê-la? Não há entre nós uma satisfação profunda com a violência fácil das palavras que os meios de comunicação sabem manipular tão bem? Não há quem, querendo brigar, goze com a disputa vazia assim como se satisfaz com as falas estúpidas dos agentes da televisão? Por que, afinal de contas, não contemos a violência da linguagem em nossas vidas? Grandes interesses estão sempre em jogo, mas o que os pequenos interesses de cidadãos têm a ver com eles? [...] Por que as pessoas são tão suscetíveis? [...] Se a linguagem foi o que nos tornou seres políticos, a sua destruição nos tornará o quê?
Fonte: Revista Cult, disponível em:
Texto 1
Consumismo da linguagem: sobre o rebaixamento dos discursos
Márcia Tiburi
[1º§] No processo de rebaixamento dos discursos, do debate e do diálogo que presenciamos em escala nacional, surgem maledicências e mal-entendidos que se entrelaçam, formando o processo que venho chamando de “consumismo da linguagem”. Meios de comunicação em geral, inclusas as redes sociais e grande parte da imprensa, onde ideologias e indivíduos podem se expressar livremente sem limites de responsabilidade ética e legal, estabelecem compreensões gerais sobre fatos que passam a circular como verdades apenas porque são repetidas. Quem sabe manipular o círculo vicioso e tortuoso da linguagem ganha em termos de poder.
[2º§] O processo que venho chamando de “consumismo da linguagem” é a eliminação do elemento político da linguagem pelo incremento do seu potencial demagógico. O esvaziamento político é, muitas vezes, mascarado de expressão particular, de direito à livre expressão. A histeria, a gritaria, as falácias e falsos argumentos fazem muito sucesso, são livremente imitados e soam como absurdos apenas a quem se nega a comprar a lógica da distorção em alta no mercado da linguagem.
[3º§] A lógica da distorção é própria ao consumismo da linguagem. Como em todo consumismo, o consumismo da linguagem produz vítimas, mas produz também o aproveitador da vítima e o aproveitador da suposta vantagem de ser vítima. “Vantagem” que ele inventa a partir da lógica da distorção à qual serve. Vítimas estão aí. Uma reflexão sobre o tema talvez nos permita pensar em nossas posturas e imposturas quando atacamos e somos atacados ao nível da linguagem.
[4º§] Penso em como as pessoas e as instituições se tornam ora vítimas, ora algozes de discursos criados com fins específicos de produzir violência e destruição. Não me refiro a nenhum tipo de violência essencial própria ao discurso enquanto contrário ao diálogo, nem à violência casual de falas esporádicas, mas aquela projetada e usada como estratégia em acusações gratuitas, campanhas difamatórias, xingamentos em geral e também na criação de um contexto violento que seja capaz de fomentar um imaginário destrutivo. O jogo de linguagem midiático inclui toda forma de violência, inclusive a propaganda que, mesmo sendo mais sutil que programas de sanguinolência e humilhação, tem sempre algo de enganoso. O processo das brigas entre partidários, candidatos, ou desafetos em geral, é inútil do ponto de vista de avanços políticos e sociais, mas não é inútil a quem deseja apenas o envenenamento e a destruição social. [...]
[5º§] Os discursos podem fazer muita coisa por nós, mas podem também atuar contra nós. Ora, usamos discursos, mas também somos usados por eles (penso na subjetividade dos jornalistas e apresentadores de televisão que discursam pela mentira e pela maledicência). Aqueles que usam discursos sempre podem ocupar a posição de algozes: usam seu discurso contra o outro, mas também podem ser usados por discursos que julgam ser autenticamente seus. O que chamamos de discurso, diferente do diálogo, sempre tem algo de pronto. Na verdade, quem pensa que faz um discurso sempre é feito por ele.
[6º§] Somos construídos pelo que dizemos. E pelo que pensamos que estamos dizendo. A diferença talvez esteja entre quem somos e quem pensamos que somos. Há sempre algum grau de objetividade nessas definições.
[7º§] Uma pergunta que podemos nos colocar é: o que pode significar ser vítima de discursos na era do consumismo da linguagem? Por que aderimos, por que os repetimos? [...]
[8º§] A violência verbal é distributiva e não estamos sabendo contê-la. Mas, de fato, gostaríamos de contê-la? Não há entre nós uma satisfação profunda com a violência fácil das palavras que os meios de comunicação sabem manipular tão bem? Não há quem, querendo brigar, goze com a disputa vazia assim como se satisfaz com as falas estúpidas dos agentes da televisão? Por que, afinal de contas, não contemos a violência da linguagem em nossas vidas? Grandes interesses estão sempre em jogo, mas o que os pequenos interesses de cidadãos têm a ver com eles? [...] Por que as pessoas são tão suscetíveis? [...] Se a linguagem foi o que nos tornou seres políticos, a sua destruição nos tornará o quê?
Fonte: Revista Cult, disponível em:
Considerando as atividades e os equipamentos reprográficos, indicados por Beltrão e Passos (1991), analise as afirmativas abaixo:
I- A rotina de escritório inclui a reprografia como processo e como instrumento de trabalho.
II- As atividades reprográficas agilizam as demandas por maiores volumes de documentos.
III-O processo de reprodução ou duplicação de documentos tem as copiadoras como equipamento.
IV-As máquinas de reprografia reproduzem documentos em variação de uma a milhares de cópias.
Estão corretas as afirmativas
Analise as afirmativas abaixo com relação ao emprego dos pronomes de tratamento e assinale (V) para verdadeiro ou (F) para falso:
( ) Em comunicações oficiais, o tratamento Digníssimo deve ser usado para os cargos do poder legislativo e judiciário.
( ) É correto o emprego do vocativo Senhor às autoridades dos cargos de Senador, Juiz, Ministro e Governador.
( ) É costume o uso do termo Doutor para alguns bacharéis, embora não seja uma forma de tratamento, e sim um título acadêmico.
( ) Vossa Excelência é o pronome de tratamento de uso consagrado na comunicação oficial com o prefeito e demais autoridades do poder executivo.
A sequência correta é
Considerando o controle sobre os serviços postais e os procedimentos de protocolo, expedição e arquivo, analise a seguinte situação:
O contrato de órgãos públicos com os Correios pode abranger uma extensa gama de serviços possíveis de utilização. A expedição de correspondências é essencial para a execução das atividades administrativas. Dessa maneira, os serviços contratados devem visar a eficácia, sem negligenciar a preocupação com o menor custo possível para a instituição.
Fonte: adaptado de BRASIL. Advocacia-Geral da União. Coordenação-Geral de Documentação e Informação. Manual de Procedimentos de Protocolo, Expedição e Arquivo. Brasília: AGU, 2010.
Desse modo, documentos que necessitam de confirmação de recebimento
e sejam urgentes NÃO devem ser postados por meio
de
Considerando os documentos oficiais, indicados por Guimarães (2000), relacione os modelos às respectivas aplicações:
1. Ata
2. Atestado
3. Aviso
4. Certidão
5. Certificado
( ) Representa afirmação escrita e assinada sobre a veracidade de um fato.
( ) Usado em declarações de cunho legal, calcadas em livros e papéis oficiais.
( ) Aplicado para registro de fatos ou ocorrências e resoluções tomadas numa reunião.
( ) Transmitido por autoridade competente com instruções, requisições, comunicações e providências.
( ) Comprovação de fato de que se tem conhecimento adquirido, em razão do cargo ou função exercidos.
A sequência correta é
Analise a seguinte situação:
Na relação contratual, representam, respectivamente, a pessoa administrativa, seja um ente federativo, sejam outras entidades sob seu controle direto ou indireto, e a atividade de interesse público, contratada direta ou indiretamente (CARVALHO FILHO, 2014).
Os elementos referem-se ao(à)
Considerando as rotinas de processos e os procedimentos de protocolo, expedição e arquivos, enumere as ações referentes ao encerramento de volume com subsequente abertura de volume.
( ) Registra no sistema.
( ) Encaminha para distribuição.
( ) Inclui termo de abertura de novo volume.
( ) Recebe o processo para encerramento de volume.
( ) Indica a numeração do(s) volume(s) na capa do processo.
( ) Confere e ajusta, se necessário, a numeração das páginas.
( ) Inclui termo de encerramento de volume, no respectivo volume a ser encerrado.
A ordem correta é
Sobre o princípio de racionalização de processos exposto por Chiavenato (2011), analise as afirmativas a seguir:
I- Do ponto de vista da organização racional do trabalho, o melhor é aprender a fazer uns com os outros.
II- Considerando os benefícios para o trabalhador, a aplicação de métodos racionais reduz a fadiga humana.
III-O método mais rápido e o instrumento mais adequado para o trabalho são resultados de análises científicas.
IV-O planejamento e a organização dos processos de forma racional impactam o trabalho sem implicar na produtividade.
Estão corretas as afirmativas
Uma organização que possui sistema autoritário coercitivo, apresenta aspectos de arbitrariedade e rigidez (CHIAVENATO, 2011). Nesse tipo de contexto um parecer sobre as relações interpessoais abrangeria os seguintes pontos:
I- O trabalho é feito em equipes.
II- A organização tolera as relações pessoais.
III-Contatos informais não são bem vistos pelas chefias.
IV-Há uma tentativa de repressão das relações interpessoais.
Estão corretas as afirmativas
Tendo em vista a função controlar, associada ao ato de administrar, conforme exposto por Chiavenato (2011), analise as afirmativas abaixo:
I- Controlar corresponde à função de ligação e harmonização de todos os atos e esforços coletivos.
II- Controlar refere-se à verificação se tudo ocorre de acordo com as regras e ordens determinadas.
III-Controlar é a tarefa de dirigir e orientar as pessoas com foco no futuro e nos objetivos organizacionais.
IV-Controlar, enquanto função, está associada à visão de futuro e à constituição de aspectos materiais e sociais.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Considerando os procedimentos para licitações e contratos orientados pela Lei 8.666, analise a afirmativa e complete as lacunas a seguir:
As _____________ de editais de licitação, bem como as dos contratos, acordos, convênios ou ajustes devem ser previamente examinadas e aprovadas por _____________da Administração.
Os termos que preenchem, respectivamente, as lacunas são