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Q629569 Português

Texto 1


Consumismo da linguagem: sobre o rebaixamento dos discursos


                                                                                                              Márcia Tiburi


      [1º§] No processo de rebaixamento dos discursos, do debate e do diálogo que presenciamos em escala nacional, surgem maledicências e mal-entendidos que se entrelaçam, formando o processo que venho chamando de “consumismo da linguagem”. Meios de comunicação em geral, inclusas as redes sociais e grande parte da imprensa, onde ideologias e indivíduos podem se expressar livremente sem limites de responsabilidade ética e legal, estabelecem compreensões gerais sobre fatos que passam a circular como verdades apenas porque são repetidas. Quem sabe manipular o círculo vicioso e tortuoso da linguagem ganha em termos de poder.

      [2º§] O processo que venho chamando de “consumismo da linguagem” é a eliminação do elemento político da linguagem pelo incremento do seu potencial demagógico. O esvaziamento político é, muitas vezes, mascarado de expressão particular, de direito à livre expressão. A histeria, a gritaria, as falácias e falsos argumentos fazem muito sucesso, são livremente imitados e soam como absurdos apenas a quem se nega a comprar a lógica da distorção em alta no mercado da linguagem. 

      [3º§] A lógica da distorção é própria ao consumismo da linguagem. Como em todo consumismo, o consumismo da linguagem produz vítimas, mas produz também o aproveitador da vítima e o aproveitador da suposta vantagem de ser vítima. “Vantagem” que ele inventa a partir da lógica da distorção à qual serve. Vítimas estão aí. Uma reflexão sobre o tema talvez nos permita pensar em nossas posturas e imposturas quando atacamos e somos atacados ao nível da linguagem.

      [4º§] Penso em como as pessoas e as instituições se tornam ora vítimas, ora algozes de discursos criados com fins específicos de produzir violência e destruição. Não me refiro a nenhum tipo de violência essencial própria ao discurso enquanto contrário ao diálogo, nem à violência casual de falas esporádicas, mas aquela projetada e usada como estratégia em acusações gratuitas, campanhas difamatórias, xingamentos em geral e também na criação de um contexto violento que seja capaz de fomentar um imaginário destrutivo. O jogo de linguagem midiático inclui toda forma de violência, inclusive a propaganda que, mesmo sendo mais sutil que programas de sanguinolência e humilhação, tem sempre algo de enganoso. O processo das brigas entre partidários, candidatos, ou desafetos em geral, é inútil do ponto de vista de avanços políticos e sociais, mas não é inútil a quem deseja apenas o envenenamento e a destruição social. [...]

      [5º§] Os discursos podem fazer muita coisa por nós, mas podem também atuar contra nós. Ora, usamos discursos, mas também somos usados por eles (penso na subjetividade dos jornalistas e apresentadores de televisão que discursam pela mentira e pela maledicência). Aqueles que usam discursos sempre podem ocupar a posição de algozes: usam seu discurso contra o outro, mas também podem ser usados por discursos que julgam ser autenticamente seus. O que chamamos de discurso, diferente do diálogo, sempre tem algo de pronto. Na verdade, quem pensa que faz um discurso sempre é feito por ele.

      [6º§] Somos construídos pelo que dizemos. E pelo que pensamos que estamos dizendo. A diferença talvez esteja entre quem somos e quem pensamos que somos. Há sempre algum grau de objetividade nessas definições.

      [7º§] Uma pergunta que podemos nos colocar é: o que pode significar ser vítima de discursos na era do consumismo da linguagem? Por que aderimos, por que os repetimos? [...]

      [8º§] A violência verbal é distributiva e não estamos sabendo contê-la. Mas, de fato, gostaríamos de contê-la? Não há entre nós uma satisfação profunda com a violência fácil das palavras que os meios de comunicação sabem manipular tão bem? Não há quem, querendo brigar, goze com a disputa vazia assim como se satisfaz com as falas estúpidas dos agentes da televisão? Por que, afinal de contas, não contemos a violência da linguagem em nossas vidas? Grandes interesses estão sempre em jogo, mas o que os pequenos interesses de cidadãos têm a ver com eles? [...] Por que as pessoas são tão suscetíveis? [...] Se a linguagem foi o que nos tornou seres políticos, a sua destruição nos tornará o quê?


Fonte: Revista Cult, disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2015/08/consumismo-da-linguagem-sobre-o-rebaixamento-dos-discursos/21/08/2015> Acesso em 18 jan.2016 (fragmento de texto adaptado)

De acordo com o segundo parágrafo do texto, a expressão ‘consumismo da linguagem’ caracteriza-se pelo uso de
Alternativas
Q629568 Português

Texto 1


Consumismo da linguagem: sobre o rebaixamento dos discursos


                                                                                                              Márcia Tiburi


      [1º§] No processo de rebaixamento dos discursos, do debate e do diálogo que presenciamos em escala nacional, surgem maledicências e mal-entendidos que se entrelaçam, formando o processo que venho chamando de “consumismo da linguagem”. Meios de comunicação em geral, inclusas as redes sociais e grande parte da imprensa, onde ideologias e indivíduos podem se expressar livremente sem limites de responsabilidade ética e legal, estabelecem compreensões gerais sobre fatos que passam a circular como verdades apenas porque são repetidas. Quem sabe manipular o círculo vicioso e tortuoso da linguagem ganha em termos de poder.

      [2º§] O processo que venho chamando de “consumismo da linguagem” é a eliminação do elemento político da linguagem pelo incremento do seu potencial demagógico. O esvaziamento político é, muitas vezes, mascarado de expressão particular, de direito à livre expressão. A histeria, a gritaria, as falácias e falsos argumentos fazem muito sucesso, são livremente imitados e soam como absurdos apenas a quem se nega a comprar a lógica da distorção em alta no mercado da linguagem. 

      [3º§] A lógica da distorção é própria ao consumismo da linguagem. Como em todo consumismo, o consumismo da linguagem produz vítimas, mas produz também o aproveitador da vítima e o aproveitador da suposta vantagem de ser vítima. “Vantagem” que ele inventa a partir da lógica da distorção à qual serve. Vítimas estão aí. Uma reflexão sobre o tema talvez nos permita pensar em nossas posturas e imposturas quando atacamos e somos atacados ao nível da linguagem.

      [4º§] Penso em como as pessoas e as instituições se tornam ora vítimas, ora algozes de discursos criados com fins específicos de produzir violência e destruição. Não me refiro a nenhum tipo de violência essencial própria ao discurso enquanto contrário ao diálogo, nem à violência casual de falas esporádicas, mas aquela projetada e usada como estratégia em acusações gratuitas, campanhas difamatórias, xingamentos em geral e também na criação de um contexto violento que seja capaz de fomentar um imaginário destrutivo. O jogo de linguagem midiático inclui toda forma de violência, inclusive a propaganda que, mesmo sendo mais sutil que programas de sanguinolência e humilhação, tem sempre algo de enganoso. O processo das brigas entre partidários, candidatos, ou desafetos em geral, é inútil do ponto de vista de avanços políticos e sociais, mas não é inútil a quem deseja apenas o envenenamento e a destruição social. [...]

      [5º§] Os discursos podem fazer muita coisa por nós, mas podem também atuar contra nós. Ora, usamos discursos, mas também somos usados por eles (penso na subjetividade dos jornalistas e apresentadores de televisão que discursam pela mentira e pela maledicência). Aqueles que usam discursos sempre podem ocupar a posição de algozes: usam seu discurso contra o outro, mas também podem ser usados por discursos que julgam ser autenticamente seus. O que chamamos de discurso, diferente do diálogo, sempre tem algo de pronto. Na verdade, quem pensa que faz um discurso sempre é feito por ele.

      [6º§] Somos construídos pelo que dizemos. E pelo que pensamos que estamos dizendo. A diferença talvez esteja entre quem somos e quem pensamos que somos. Há sempre algum grau de objetividade nessas definições.

      [7º§] Uma pergunta que podemos nos colocar é: o que pode significar ser vítima de discursos na era do consumismo da linguagem? Por que aderimos, por que os repetimos? [...]

      [8º§] A violência verbal é distributiva e não estamos sabendo contê-la. Mas, de fato, gostaríamos de contê-la? Não há entre nós uma satisfação profunda com a violência fácil das palavras que os meios de comunicação sabem manipular tão bem? Não há quem, querendo brigar, goze com a disputa vazia assim como se satisfaz com as falas estúpidas dos agentes da televisão? Por que, afinal de contas, não contemos a violência da linguagem em nossas vidas? Grandes interesses estão sempre em jogo, mas o que os pequenos interesses de cidadãos têm a ver com eles? [...] Por que as pessoas são tão suscetíveis? [...] Se a linguagem foi o que nos tornou seres políticos, a sua destruição nos tornará o quê?


Fonte: Revista Cult, disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2015/08/consumismo-da-linguagem-sobre-o-rebaixamento-dos-discursos/21/08/2015> Acesso em 18 jan.2016 (fragmento de texto adaptado)

O principal objetivo do texto 1 é
Alternativas
Q629171 Secretariado

Considerando as atividades e os equipamentos reprográficos, indicados por Beltrão e Passos (1991), analise as afirmativas abaixo:


I- A rotina de escritório inclui a reprografia como processo e como instrumento de trabalho.

II- As atividades reprográficas agilizam as demandas por maiores volumes de documentos.

III-O processo de reprodução ou duplicação de documentos tem as copiadoras como equipamento.

IV-As máquinas de reprografia reproduzem documentos em variação de uma a milhares de cópias.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q629170 Atendimento ao Público
Tendo em vista as práticas de escritório e o atendimento telefônico, orientados por Guimarães (2000), é correto o emprego dos seguintes procedimentos, EXCETO
Alternativas
Q629169 Redação Oficial
Respeitosamente e Atenciosamente são, respectivamente, fechos para comunicações que têm como finalidade
Alternativas
Q629168 Redação Oficial

Analise as afirmativas abaixo com relação ao emprego dos pronomes de tratamento e assinale (V) para verdadeiro ou (F) para falso:


( ) Em comunicações oficiais, o tratamento Digníssimo deve ser usado para os cargos do poder legislativo e judiciário.

( ) É correto o emprego do vocativo Senhor às autoridades dos cargos de Senador, Juiz, Ministro e Governador.

( ) É costume o uso do termo Doutor para alguns bacharéis, embora não seja uma forma de tratamento, e sim um título acadêmico.

( ) Vossa Excelência é o pronome de tratamento de uso consagrado na comunicação oficial com o prefeito e demais autoridades do poder executivo.


A sequência correta é

Alternativas
Q629167 Arquivologia

Considerando o controle sobre os serviços postais e os procedimentos de protocolo, expedição e arquivo, analise a seguinte situação:


O contrato de órgãos públicos com os Correios pode abranger uma extensa gama de serviços possíveis de utilização. A expedição de correspondências é essencial para a execução das atividades administrativas. Dessa maneira, os serviços contratados devem visar a eficácia, sem negligenciar a preocupação com o menor custo possível para a instituição.


Fonte: adaptado de BRASIL. Advocacia-Geral da União. Coordenação-Geral de Documentação e Informação. Manual de Procedimentos de Protocolo, Expedição e Arquivo. Brasília: AGU, 2010.


Desse modo, documentos que necessitam de confirmação de recebimento e sejam urgentes NÃO devem ser postados por meio de 

Alternativas
Q629166 Redação Oficial

Considerando os documentos oficiais, indicados por Guimarães (2000), relacione os modelos às respectivas aplicações:


1. Ata

2. Atestado

3. Aviso

4. Certidão

5. Certificado


( ) Representa afirmação escrita e assinada sobre a veracidade de um fato.

( ) Usado em declarações de cunho legal, calcadas em livros e papéis oficiais.

( ) Aplicado para registro de fatos ou ocorrências e resoluções tomadas numa reunião.

( ) Transmitido por autoridade competente com instruções, requisições, comunicações e providências.

( ) Comprovação de fato de que se tem conhecimento adquirido, em razão do cargo ou função exercidos.


A sequência correta é

Alternativas
Q629165 Redação Oficial
Antes da redação de uma mensagem, é necessário um processo de configuração mental da comunicação que requer uma autoanálise e um planejamento do que se pretende expressar (GUIMARÃES, 2000). Um dos pontos básicos a serem observados nesse processo é a
Alternativas
Q629164 Administração Geral
No sistema de comunicação, exposto por Guimarães (2000), a valorização da mensagem escrita, a diplomacia da linguagem, assim como algumas ponderações e regras a serem lembradas, constituem pontos básicos para uma comunicação
Alternativas
Q629163 Arquivologia
Dados e informações podem ser armazenados em diversos tipos de documentos e arquivos e de diferentes formas (RODRIGUES, 1999). A diferença entre um e outro é expressa da seguinte maneira:
Alternativas
Q629162 Direito Administrativo
Em relação às espécies de atos administrativos e suas formas de exteriorização, expressos por Carvalho Filho (2014), o ato que exerce a função de demonstração da organização e do funcionamento de órgãos colegiados denomina-se
Alternativas
Q629161 Direito Administrativo
Em relação às espécies de atos administrativos e suas formas de exteriorização, expressos por Carvalho Filho (2014), os atos vindos de órgãos colegiados, como conselhos e comissões, e que representam a vontade da maioria, denominam-se
Alternativas
Q629160 Direito Administrativo

Analise a seguinte situação:


Na relação contratual, representam, respectivamente, a pessoa administrativa, seja um ente federativo, sejam outras entidades sob seu controle direto ou indireto, e a atividade de interesse público, contratada direta ou indiretamente (CARVALHO FILHO, 2014).


Os elementos referem-se ao(à)

Alternativas
Q629159 Direito Administrativo
Referindo-se aos princípios básicos da administração pública, conforme indicado por Carvalho Filho (2014), do ponto de vista da legalidade, toda e qualquer atividade administrativa
Alternativas
Q629158 Arquivologia

Considerando as rotinas de processos e os procedimentos de protocolo, expedição e arquivos, enumere as ações referentes ao encerramento de volume com subsequente abertura de volume.


( ) Registra no sistema.

( ) Encaminha para distribuição.

( ) Inclui termo de abertura de novo volume.

( ) Recebe o processo para encerramento de volume.

( ) Indica a numeração do(s) volume(s) na capa do processo.

( ) Confere e ajusta, se necessário, a numeração das páginas.

( ) Inclui termo de encerramento de volume, no respectivo volume a ser encerrado.


A ordem correta é

Alternativas
Q629157 Administração Geral

Sobre o princípio de racionalização de processos exposto por Chiavenato (2011), analise as afirmativas a seguir:


I- Do ponto de vista da organização racional do trabalho, o melhor é aprender a fazer uns com os outros.

II- Considerando os benefícios para o trabalhador, a aplicação de métodos racionais reduz a fadiga humana.

III-O método mais rápido e o instrumento mais adequado para o trabalho são resultados de análises científicas.

IV-O planejamento e a organização dos processos de forma racional impactam o trabalho sem implicar na produtividade.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q629156 Gestão de Pessoas

Uma organização que possui sistema autoritário coercitivo, apresenta aspectos de arbitrariedade e rigidez (CHIAVENATO, 2011). Nesse tipo de contexto um parecer sobre as relações interpessoais abrangeria os seguintes pontos:


I- O trabalho é feito em equipes.

II- A organização tolera as relações pessoais.

III-Contatos informais não são bem vistos pelas chefias.

IV-Há uma tentativa de repressão das relações interpessoais.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q629155 Administração Geral

Tendo em vista a função controlar, associada ao ato de administrar, conforme exposto por Chiavenato (2011), analise as afirmativas abaixo:


I- Controlar corresponde à função de ligação e harmonização de todos os atos e esforços coletivos.

II- Controlar refere-se à verificação se tudo ocorre de acordo com as regras e ordens determinadas.

III-Controlar é a tarefa de dirigir e orientar as pessoas com foco no futuro e nos objetivos organizacionais.

IV-Controlar, enquanto função, está associada à visão de futuro e à constituição de aspectos materiais e sociais.


Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Q629154 Direito Administrativo

Considerando os procedimentos para licitações e contratos orientados pela Lei 8.666, analise a afirmativa e complete as lacunas a seguir:

As _____________ de editais de licitação, bem como as dos contratos, acordos, convênios ou ajustes devem ser previamente examinadas e aprovadas por _____________da Administração.


Os termos que preenchem, respectivamente, as lacunas são

Alternativas
Respostas
261: B
262: D
263: A
264: C
265: D
266: D
267: A
268: B
269: C
270: A
271: B
272: C
273: D
274: A
275: B
276: D
277: C
278: B
279: B
280: B