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Q4117987 Português
Texto 1


Clichês na ponta da língua


     Outro dia, queixei-me da cacofonia provocada pelo bater dos martelos na mídia. A frequência com que os jornais, sites e a turma do rádio e da televisão se referem a “bater o martelo”, para dizer que alguém tomou uma decisão, é ensurdecedora — aliás, ensurdecedora também é uma palavra de ensurdecer. Até há pouco, só os juízes e leiloeiros batiam o martelo e, mesmo assim, discretamente. Hoje, pelo bater do martelo à nossa volta, é incrível que ainda consigamos nos escutar.


    “Bater o martelo” é um clichê, uma expressão que nos vem à ponta da língua ou ao teclado sem que precisemos pensar. Clichês têm vida própria e, quase sempre, sem razão de ser. “Na ponta do lápis”, para indicar um cálculo feito com precisão, é outro. Como usar um lápis se não for pela ponta que contém o grafite? Já “na ponta da faca” é o contrário. Quando ouço falar num picadinho feito “na ponta da faca”, pergunto-me se a lâmina, e não a ponta, não seria mais prática para o cozinheiro.


    Uma frase que comece por “Na verdade...” também me intriga. Eu próprio às vezes me distraio e a uso. Mas alguém começará uma frase por “Na mentira...”? E o que dizer de “pontuar” no sentido de garantir, afirmar, deixar claro? “Fulano pontuou que sua dieta o proíbe de comer carambola” ou coisa assim. Se temos o verbo pontuar, por que não o verbo virgular, para significar uma coisa que talvez ainda não se possa afirmar com certeza? “Fulano virgulou que...”


    Incompreensível também é chamar de “bloquinho” um megabloco de Carnaval composto de 1 milhão de figurantes. Aliás, o correto seria nem chamá-lo de bloco, se por bloco entende-se historicamente um grupo de foliões em cortejo pelas ruas, cantando e dançando ao som de surdos e tamborins. Um amontoado de gente na fila do gargarejo de um palco, pulando de um pé para o outro e tentando ver o artista pelo telão, não é um bloco — é um show como outro qualquer, com ou sem Carnaval.


    Eu sei, essas ranhetices são firulas, para as quais a voz do povo não está nem aí. Pronto — virgulei.



CASTRO, Ruy. Clichês na ponta da língua. Folha de S.Paulo [edição virtual], São Paulo, 18 fev. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/02/cliches-na-ponta-da lingua.shtml. Acesso em: 06 abr. 2026. 
No encerramento do Texto 1, ao empregar a expressão “Pronto — virgulei”, o autor 
Alternativas
Q4117986 Português
Texto 1


Clichês na ponta da língua


     Outro dia, queixei-me da cacofonia provocada pelo bater dos martelos na mídia. A frequência com que os jornais, sites e a turma do rádio e da televisão se referem a “bater o martelo”, para dizer que alguém tomou uma decisão, é ensurdecedora — aliás, ensurdecedora também é uma palavra de ensurdecer. Até há pouco, só os juízes e leiloeiros batiam o martelo e, mesmo assim, discretamente. Hoje, pelo bater do martelo à nossa volta, é incrível que ainda consigamos nos escutar.


    “Bater o martelo” é um clichê, uma expressão que nos vem à ponta da língua ou ao teclado sem que precisemos pensar. Clichês têm vida própria e, quase sempre, sem razão de ser. “Na ponta do lápis”, para indicar um cálculo feito com precisão, é outro. Como usar um lápis se não for pela ponta que contém o grafite? Já “na ponta da faca” é o contrário. Quando ouço falar num picadinho feito “na ponta da faca”, pergunto-me se a lâmina, e não a ponta, não seria mais prática para o cozinheiro.


    Uma frase que comece por “Na verdade...” também me intriga. Eu próprio às vezes me distraio e a uso. Mas alguém começará uma frase por “Na mentira...”? E o que dizer de “pontuar” no sentido de garantir, afirmar, deixar claro? “Fulano pontuou que sua dieta o proíbe de comer carambola” ou coisa assim. Se temos o verbo pontuar, por que não o verbo virgular, para significar uma coisa que talvez ainda não se possa afirmar com certeza? “Fulano virgulou que...”


    Incompreensível também é chamar de “bloquinho” um megabloco de Carnaval composto de 1 milhão de figurantes. Aliás, o correto seria nem chamá-lo de bloco, se por bloco entende-se historicamente um grupo de foliões em cortejo pelas ruas, cantando e dançando ao som de surdos e tamborins. Um amontoado de gente na fila do gargarejo de um palco, pulando de um pé para o outro e tentando ver o artista pelo telão, não é um bloco — é um show como outro qualquer, com ou sem Carnaval.


    Eu sei, essas ranhetices são firulas, para as quais a voz do povo não está nem aí. Pronto — virgulei.



CASTRO, Ruy. Clichês na ponta da língua. Folha de S.Paulo [edição virtual], São Paulo, 18 fev. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/02/cliches-na-ponta-da lingua.shtml. Acesso em: 06 abr. 2026. 
No primeiro parágrafo do Texto 1, no trecho “aliás, ensurdecedora também é uma palavra de ensurdecer”, o verbo “ensurdecer” é uma palavra formada pelo processo de derivação  
Alternativas
Q4117985 Português
Texto 1


Clichês na ponta da língua


     Outro dia, queixei-me da cacofonia provocada pelo bater dos martelos na mídia. A frequência com que os jornais, sites e a turma do rádio e da televisão se referem a “bater o martelo”, para dizer que alguém tomou uma decisão, é ensurdecedora — aliás, ensurdecedora também é uma palavra de ensurdecer. Até há pouco, só os juízes e leiloeiros batiam o martelo e, mesmo assim, discretamente. Hoje, pelo bater do martelo à nossa volta, é incrível que ainda consigamos nos escutar.


    “Bater o martelo” é um clichê, uma expressão que nos vem à ponta da língua ou ao teclado sem que precisemos pensar. Clichês têm vida própria e, quase sempre, sem razão de ser. “Na ponta do lápis”, para indicar um cálculo feito com precisão, é outro. Como usar um lápis se não for pela ponta que contém o grafite? Já “na ponta da faca” é o contrário. Quando ouço falar num picadinho feito “na ponta da faca”, pergunto-me se a lâmina, e não a ponta, não seria mais prática para o cozinheiro.


    Uma frase que comece por “Na verdade...” também me intriga. Eu próprio às vezes me distraio e a uso. Mas alguém começará uma frase por “Na mentira...”? E o que dizer de “pontuar” no sentido de garantir, afirmar, deixar claro? “Fulano pontuou que sua dieta o proíbe de comer carambola” ou coisa assim. Se temos o verbo pontuar, por que não o verbo virgular, para significar uma coisa que talvez ainda não se possa afirmar com certeza? “Fulano virgulou que...”


    Incompreensível também é chamar de “bloquinho” um megabloco de Carnaval composto de 1 milhão de figurantes. Aliás, o correto seria nem chamá-lo de bloco, se por bloco entende-se historicamente um grupo de foliões em cortejo pelas ruas, cantando e dançando ao som de surdos e tamborins. Um amontoado de gente na fila do gargarejo de um palco, pulando de um pé para o outro e tentando ver o artista pelo telão, não é um bloco — é um show como outro qualquer, com ou sem Carnaval.


    Eu sei, essas ranhetices são firulas, para as quais a voz do povo não está nem aí. Pronto — virgulei.



CASTRO, Ruy. Clichês na ponta da língua. Folha de S.Paulo [edição virtual], São Paulo, 18 fev. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/02/cliches-na-ponta-da lingua.shtml. Acesso em: 06 abr. 2026. 
Ao afirmar que se queixou da “cacofonia provocada pelo bater dos martelos na mídia”, o cronista produz um efeito de sentido que decorre do fato de ele 
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Q4117984 Medicina
Leia o caso a seguir.
Um paciente de 45 anos, com histórico de uso nocivo de álcool muito importante (consumo diário de destilados), é admitido na unidade de emergência 48 horas após sua última ingestão alcoólica. Apresenta-se agitado, desorientado no tempo e no espaço, com tremores grosseiros de extremidades, sudorese profusa, taquicardia e relatos de alucinações visuais ("vê bichos na parede"). Ao exame físico, apresenta-se afebril e pressão arterial de 160/100 mmHg.
Considerando o diagnóstico de Delirium Tremens, qual é a conduta terapêutica inicial correta nesse caso?
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Q4117983 Medicina
Leia o caso a seguir.
Homem, 68 anos, há poucos meses com urgência miccional, polaciúria, nictúria, hesitação miccional, jato urinário fraco e sensação de esvaziamento incompleto. Na Escala IPSS (Escore Internacional de Sintomas Prostáticos), faz 18 pontos. PSA 2,3 ng/mL e USG de próstata mostram um volume prostático de 45 cm³.
 Qual o tratamento inicial indicado para esse paciente, além de orientações comportamentais?
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Q4117982 Medicina
Leia o caso a seguir.
Criança, 5 anos, com febre de 39ºC há 8 dias, com exsudato amigdaliano, adenopatia cervical anterior, ausência de tosse e importante odinofagia. Levando em consideração os Critérios de Centor Modificado, há alta probabilidade de amigdalite aguda causada por infecção por estreptococos betahemolíticos do grupo A. Contudo, a criança tem alergia a penicilina, com história de reação anafilática.
Qual o tratamento adequado nesse caso? 
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Q4117981 Medicina
Leia o caso a seguir.
Homem, 22 anos, sabidamente portador de Anemia Falciforme (Genótipo SS), é admitido na emergência com quadro de febre (38,5°C), dor torácica intensa e tosse produtiva há 12 horas. Ao exame físico: taquipneico (FR: 28 irpm), SatO2: 89% em ar ambiente, e presença de estertores crepitantes em base pulmonar direita. A radiografia de tórax revela um novo infiltrado alveolar no lobo inferior direito.
Além de oxigenioterapia e analgesia, qual é a conduta imediata adequada para o tratamento desse quadro de síndrome torácica aguda?
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Q4117980 Medicina
Leia o caso a seguir.
Mulher, 78 anos, com histórico de osteoartrite e hipertensão, queixa-se de insônia de início recente, tristeza e ansiedade após o falecimento de um familiar. A filha solicita uma medicação "para os nervos". Ao revisar o prontuário, você nota que a paciente já teve dois episódios de quedas no último ano; orienta, então, terapia cognitivo-comportamental e higiene do sono. Após alguns meses, retornam, dizendo não ter havido melhora e os sintomas persistem incômodos e atrapalhando a qualidade de vida.
Segundo os Critérios de Beers, qual conduta é a adequada nesse caso? 
Alternativas
Q4117979 Medicina
Leia o caso a seguir.
Idosa, 82 anos, com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica classificação GOLD 4E, em uso de formoterol, tiotrópio e budesonida (LABA+LAMA+ICS) em doses otimizadas, em uso de oxigenioterapia domiciliar, vacinação em dia, permanece com grande desconforto devido a uma dispneia de repouso.
Qual medicação pode ser prescrita para os cuidados paliativos e alívio da dispneia nesse caso? 
Alternativas
Q4117978 Medicina
Leia o caso a seguir.
Homem idoso, 69 anos, com doença renal crônica (TFG: 47 mL/min/1,73 m²), apresenta anemia normocrômica e normocítica (Hb 10,2 g/dL, VCM 90 fL, HCM 30 pg, CHCM 33 g/dL), assintomático, com taxas de reticulócitos, vitamina B12, ácido fólico, ferritina e índice de saturação de transferrina normais.
O tratamento indicado, nesse caso, é
Alternativas
Q4117977 Medicina
Leia o caso a seguir.
Mulher, 35 anos, vegana e testemunha de Jeová, apresenta astenia e parestesia em membros inferiores. Diagnosticada com anemia megaloblástica (hemograma mostra hemoglobina de 8,2 g/dL, hematócrito 25%, VCM 118 fL, HCM e CHCM normais, RDW 19%).
Qual é o tratamento indicado para essa paciente?
Alternativas
Q4117976 Medicina
Leia o caso a seguir.
Paciente, 21 anos, homem trans em uso atual de hormonização para afirmação de gênero, solicita procedimento de inserção de implante subdérmico de etonogestrel, mas tem dúvidas se essa é uma medicação de que pode fazer uso.
A orientação adequada para essa pessoa deve informar que a medicação é 
Alternativas
Q4117975 Medicina
Leia o caso a seguir.
Homem, 54 anos, em situação de rua, apresenta placas eritemato-descamativas pelo corpo em áreas fotoexpostas, diarreia crônica sanguinolenta, alucinações, delírios, ansiedade e desorientação em tempo e espaço. Testes rápidos de IST todos não reagentes.
Qual o diagnóstico desse paciente?
Alternativas
Q4117974 Medicina
Leia o caso a seguir.
Homem, 21 anos, sem comorbidades, com febre alta há 2 dias, mialgia, astenia, cefaleia e dor retro-orbitária, sem sinais de alarme ou outras queixas. É realizada prova do laço, que vem positiva. PA: 115 x 72 mmHg. Hemograma mostra hematócrito normal e plaquetas de 90.000.
Qual a conduta indicada, além de dipirona ou paracetamol?
Alternativas
Q4117973 Medicina
Leia o caso a seguir.
Homem, 67 anos, apresenta, há cerca de 6 meses, dor retroesternal desencadeada por emoções fortes e que demoram pelo menos 20 minutos para passar. A probabilidade pré-teste de essa dor torácica atípica ser uma doença arterial coronariana (DAC) é de 72% 
Qual exame tem a melhor razão de verossimilhança e contribuirá para estabelecer o diagnóstico de DAC?
Alternativas
Q4117972 Medicina
Leia o caso a seguir.
Homem, 45 anos, em tratamento para tuberculose pulmonar há 15 dias com o esquema RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol). Retorna à Unidade Básica de Saúde queixando-se de náuseas leves e dor epigástrica ocasional. Ao exame, apresenta-se em bom estado geral, anictérico, com discreta dor à palpação de epigástrio. Exames laboratoriais coletados no dia anterior mostram Transaminases (TGO e TGP) com valores 2 vezes acima do limite superior da normalidade.
Qual é a conduta indicada?
Alternativas
Q4117971 Medicina
Leia o caso a seguir.
Jovem, 24 anos, apresenta-se com crise de enxaqueca intensa, sem melhora com uso domiciliar de dipirona 1 g VO e naproxeno 500 mg VO. Não houve melhora com medidas nãofarmacológicas e de hidratação intravenosa.
Qual é a opção terapêutica adequada para o manejo desse caso na urgência? 
Alternativas
Q4117970 Medicina
Leia o caso a seguir.
Homem, 32 anos, pesando 62 kg atualmente, com perda ponderal de 7 kg em 3 meses.
Quais diagnósticos diferenciais devem ser investigados inicialmente? 
Alternativas
Q4117969 Medicina
Leia o caso a seguir.
Mulher, 27 anos, trabalha como auxiliar de limpeza numa empresa privada. Apresenta, há algumas semanas, dor intensa no antebraço direito, principalmente ao segurar objetos, o que tem atrapalhado a realização das suas atividades laborais, sintomas que se associam com parestesias e paresia. Teste de Phalen e Tinel negativos, Teste de Finkelstein positivo.
Qual o diagnóstico dessa paciente? 
Alternativas
Q4117968 Medicina
Leia o caso a seguir.
Homem, 69 anos, apresenta-se no pronto-socorro com tontura persistente e sem fatores desencadeantes há um dia. É atendido e liberado com prescrição de betaistina 24 mg/dia. Retorna no dia seguinte com persistência da tontura, associada a náuseas. O Head Impulse Test vem normal. É possível visualizar um nistagmo bidirecional e um Teste de Skew com desvio vertical.
Qual o diagnóstico desse paciente?
Alternativas
Respostas
361: C
362: D
363: B
364: A
365: C
366: B
367: A
368: A
369: A
370: D
371: D
372: A
373: B
374: D
375: B
376: C
377: A
378: C
379: B
380: A