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Q4310415 Medicina
Um menino de 7 anos foi levado ao pronto-socorro cerca de 15 minutos após receber, por via intramuscular, uma injeção de penicilina benzatina para tratamento de faringoamigdalite estreptocócica. Segundo a equipe assistente, evoluiu rapidamente com prurido generalizado, urticária disseminada, edema de lábios, rouquidão, estridor laríngeo, sibilância difusa e hipotensão arterial.
Ao exame físico, apresentava frequência cardíaca de 148 bpm, frequência respiratória de 36 irpm, pressão arterial de 72/40 mmHg e saturação periférica de oxigênio de 87% em ar ambiente.
Após administração de adrenalina, oxigenoterapia e expansão volêmica, houve estabilização clínica.
Durante a discussão do caso, um residente afirmou que "a alergia à penicilina é sempre mediada por imunoglobulina E (IgE)". O preceptor, contudo, esclareceu que a reação observada corresponde apenas a um dos possíveis fenótipos imunológicos induzidos pelos antibióticos β-lactâmicos.

Assim, sob o ponto de vista imunológico, essa diversidade de manifestações clínicas decorre do fato de que os antibióticos βlactâmicos 
Alternativas
Q4310414 Medicina
Uma menina de 5 anos foi levada pelos pais ao pronto-socorro por apresentar febre alta e erupção cutânea iniciadas havia dois dias. Segundo os responsáveis, cinco dias antes havia iniciado tratamento com amoxicilina-clavulanato para otite média aguda.

Ao exame físico, apresentava temperatura axilar de 39,0 °C. Observavam-se inúmeras pústulas superficiais estéreis, não foliculares, distribuídas sobre base eritematosa difusa, predominando no tronco e nas pregas axilares e inguinais. As lesões eram acompanhadas de edema facial discreto e prurido moderado. Não havia descolamento epidérmico nem erosões mucosas significativas.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 12,3 g/dL (VR: 11,5–15,5 g/dL); leucócitos: 21.600/mm³ (VR: 5.000– 14.500/mm³); neutrófilos: 18.900/mm³ (VR: 1.500–8.500/mm³); eosinófilos: 320/mm³ (VR: 0–500/mm³); alanina aminotransferase: 28 U/L (VR: <35 U/L); creatinina: 0,5 mg/dL (VR: 0,3–0,7 mg/dL).
A biópsia cutânea revelou espongiose discreta, edema da derme papilar, infiltrado inflamatório perivascular misto e múltiplas pústulas subcórneas com predomínio de neutrófilos.

Segundo a classificação imunopatológica das reações de hipersensibilidade a medicamentos proposta por Pichler, o mecanismo imunológico predominante responsável por esse quadro corresponde à reação de hipersensibilidade do tipo 
Alternativas
Q4310413 Medicina
Um menino de 10 anos foi levado pelos pais ao ambulatório de pneumologia pediátrica para reavaliação, por apresentar controle insatisfatório da asma, diagnosticada há cinco anos. Após revisão do diagnóstico de asma, confirmação da técnica inalatória, comprovação objetiva da adesão ao tratamento e correção dos principais fatores modificáveis, ele permanecia sem controle clínico.
Segundo os responsáveis, apesar do uso regular de corticosteroide inalatório em dose alta associado a β2-agonista de longa duração (LABA), apresentava tosse produtiva diária, sibilância recorrente, múltiplas exacerbações, necessidade frequente de corticosteroide sistêmico e duas internações hospitalares no último ano. Relatavam ainda infecções respiratórias recorrentes desde os primeiros anos de vida.
Ao exame físico, apresentava baqueteamento digital, roncos difusos e crepitações persistentes na base do hemitórax direito.
A tomografia computadorizada de alta resolução do tórax demonstrou bronquiectasias predominando no lobo médio e na língula.

De acordo com as recomendações mais recentes da Global Initiative for Asthma (GINA), o diagnóstico diferencial a ser obrigatoriamente investigado, antes de confirmar o diagnóstico de asma grave nessa criança, é 
Alternativas
Q4310412 Medicina
Uma adolescente de 17 anos procurou atendimento por apresentar febre diária de baixa intensidade havia aproximadamente oito semanas, acompanhada de fadiga progressiva e poliartrite inflamatória envolvendo punhos, articulações metacarpofalangianas, interfalangianas proximais e joelhos. Relatou rigidez matinal com duração aproximada de 45 minutos e perda ponderal de 3 kg no período. Negava uso recente de medicamentos ou episódios infecciosos nas semanas anteriores.
Ao exame físico, apresentava temperatura axilar de 38,2 °C, frequência cardíaca de 94 bpm, pressão arterial de 112/68 mmHg e sinovite discreta envolvendo punhos e articulações metacarpofalangianas e interfalangianas proximais, sem deformidades. Não apresentava lesões cutâneas, nódulos subcutâneos, úlceras orais ou alterações aos exames cardiopulmonar e abdominal.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina 9,6 g/dL (VR: 12,0–16,0 g/dL); leucócitos 3.600/mm³ (VR: 4.000– 10.000/mm³); plaquetas 121.000/mm³ (VR: 150.000– 450.000/mm³); velocidade de hemossedimentação 72 mm/h (VR: <20 mm/h); proteína C-reativa (PCR) 1,0 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL); creatinina 0,7 mg/dL (VR: 0,5–1,0 mg/dL); exame de urina tipo I: sem proteinúria e sem hematúria; fator reumatoide 42 UI/mL (VR: <20 UI/mL); anticorpo antinuclear (FAN): reagente 1:320, padrão nuclear pontilhado fino; anticorpo anti-Smith (anti-Sm): positivo; anticorpo anti-Ro (SSA): positivo; anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP): negativo; fração C3: 61 mg/dL (VR: 90–180 mg/dL); fração C4: 9 mg/dL (VR: 10–40 mg/dL).

O diagnóstico mais provável é 
Alternativas
Q4310411 Medicina
Um adolescente de 16 anos, com história conhecida de alergia grave a camarão, pesando 62 kg, foi levado ao serviço de emergência após ingerir acidentalmente um alimento contendo crustáceos em um restaurante. Cerca de 10 minutos após a refeição, iniciou prurido intenso em todo o corpo, urticária disseminada, edema dos lábios e da língua, sensação de aperto na garganta e dificuldade respiratória progressiva.
Ao exame físico, apresentava-se ansioso, confuso e falava apenas frases curtas devido à dispneia. Observavam-se urticária generalizada, angioedema de lábios e língua, estridor inspiratório e sibilos difusos à ausculta pulmonar.
Sinais vitais: pressão arterial 72/40 mmHg; frequência cardíaca 128 bpm; frequência respiratória 34 irpm; saturação periférica de oxigênio 89% em ar ambiente; tempo de enchimento capilar 5 segundos.

De acordo com as diretrizes internacionais mais recentes, a conduta inicial mais apropriada para esse paciente é
Alternativas
Q4310410 Medicina
Um adolescente de 13 anos foi encaminhado ao serviço de Alergia e Oftalmologia por apresentar prurido ocular intenso, lacrimejamento, fotofobia e sensação de corpo estranho em ambos os olhos havia aproximadamente três anos, com piora acentuada durante a primavera e o verão.
Referia dificuldade crescente para realizar atividades escolares devido ao desconforto ocular. Apresentava antecedente de dermatite atópica leve e rinite alérgica persistente desde a infância.
Ao exame oftalmológico, observavam-se hiperemia conjuntival bilateral, secreção mucosa espessa, hipertrofia papilar gigante na conjuntiva tarsal superior, pontos de Trantas no limbo corneano e ceratite puntata superficial discreta. A acuidade visual permanecia preservada.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 14,1 g/dL (VR: 13–17 g/dL); leucócitos 8.700/mm³ (VR: 4.500–11.000/mm³); eosinófilos 890 células/mm³ (VR: 0–500 células/mm³); imunoglobulina E total (IgE) 1.320 UI/mL (VR: <100 UI/mL para a idade); proteína C-reativa (PCR) 0,2 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL). Os testes cutâneos de puntura (prick test) mostraram sensibilização a ácaros da poeira domiciliar (Dermatophagoides pteronyssinus e Dermatophagoides farinae).
O paciente utilizou corretamente lágrimas artificiais, antihistamínicos tópicos e colírios estabilizadores de mastócitos durante vários meses, permanecendo com sintomas intensos e sinais de inflamação ocular ativa. Após avaliação conjunta pelos serviços de Alergia e Oftalmologia, foram descartadas infecção ocular, glaucoma e outras causas de ceratite.

De acordo com as recomendações internacionais mais recentes, a conduta terapêutica mais indicada para esse paciente é 
Alternativas
Q4310409 Medicina
Uma adolescente de 17 anos, previamente hígida, procurou atendimento por fadiga progressiva, dispneia aos esforços e icterícia havia cinco dias. Relatou episódio de infecção respiratória autolimitada cerca de duas semanas antes, sem uso recente de medicamentos.
Ao exame físico apresentava palidez cutaneomucosa discreta, icterícia escleral e esplenomegalia leve.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 7,8 g/dL (VR: 12–16 g/dL); leucócitos 7.900/mm³ (VR: 4.000–10.000/mm³); plaquetas 278.000/mm³ (VR: 150.000–400.000/mm³); reticulócitos 9,5% (VR: 0,5–2,5%); bilirrubina indireta 3,4 mg/dL (VR: <0,8 mg/dL); desidrogenase láctica 780 U/L (VR: 120–250 U/L); haptoglobina <10 mg/dL (VR: 30–200 mg/dL); esfregaço de sangue periférico: presença de esferócitos, sem esquizócitos; teste direto da antiglobulina (teste de Coombs direto): positivo para imunoglobulina G (IgG).

O mecanismo imunológico responsável pela doença dessa paciente corresponde ao seguinte tipo de reação de hipersensibilidade: 
Alternativas
Q4310408 Medicina
Uma menina de 12 anos foi levada pelos pais ao ambulatório de Alergia e Imunologia com história de surgimento de placas urticariformes intensamente pruriginosas havia cerca de 10 semanas. Os responsáveis informaram que as lesões surgiam diariamente, desapareciam espontaneamente em menos de 24 horas, sem deixar pigmentação residual, e reapareciam em diferentes regiões do corpo. A mãe referiu ainda episódios ocasionais de edema labial, sem dispneia, rouquidão ou hipotensão.
Na história clínica, não havia relação consistente com alimentos, medicamentos, exercício físico, calor, frio, pressão, vibração, água ou exposição solar. A mãe negou febre, artralgias, perda ponderal, dor abdominal, sintomas respiratórios ou outras manifestações sistêmicas.
Ao exame físico, a paciente não apresentava lesões cutâneas no momento da consulta. Fotografias obtidas pelos pais demonstravam lesões urticariformes típicas, fugazes e bem delimitadas.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 13,2 g/dL (VR: 12–16 g/dL); leucócitos 7.600/mm³ (VR: 4.500–11.000/mm³); eosinófilos 260 células/mm³ (VR: 0–500 células/mm³); plaquetas 298.000/mm³ (VR: 150.000–450.000/mm³); velocidade de hemossedimentação 10 mm/h (VR: <20 mm/h); proteína Creativa (PCR) 0,2 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL); hormônio tireoestimulante (TSH) 2,1 μUI/mL (VR: 0,5–4,5 μUI/mL).
A paciente utilizou cetirizina em dose habitual durante quatro semanas, com adesão comprovada, permanecendo com sintomas diários.

De acordo com as recomendações internacionais atualmente aceitas para o manejo da urticária crônica espontânea, a conduta mais apropriada neste momento é:
Alternativas
Q4310407 Medicina
Uma adolescente de 16 anos, com diagnóstico recente de epilepsia focal e sem outras comorbidades relevantes, foi levado pelos pais para atendimento médico apresentando febre diária há seis dias, mal-estar intenso e exantema cutâneo progressivo. Durante a anamnese, informou que havia iniciado tratamento com lamotrigina quatro semanas antes.
Ao exame físico, apresentava temperatura de 39,1 °C, frequência cardíaca de 118 bpm, pressão arterial de 108 × 68 mmHg, frequência respiratória de 20 irpm e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. Observava-se exantema maculopapular confluente acometendo aproximadamente 70% da superfície corporal, edema facial importante, linfonodomegalias cervicais e axilares dolorosas e hepatomegalia discreta. Não havia sinais de descolamento epidérmico, bolhas, lesões em alvo atípicas nem erosões de mucosas.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 11,9 g/dL (VR: 12–16 g/dL); leucócitos 18.600/mm³ (VR: 4.500–11.000/mm³); eosinófilos 2.950 células/mm³ (VR: 0–500/mm³); linfócitos atípicos presentes; plaquetas 198.000/mm³ (VR: 150.000– 450.000/mm³); aspartato aminotransferase (AST) 462 U/L (VR <35 U/L); alanina aminotransferase (ALT) 538 U/L (VR <35 U/L); bilirrubina total 1,6 mg/dL (VR <1,2 mg/dL); albumina 3,0 g/dL (VR: 3,5–5,0 g/dL); razão normalizada internacional (RNI) 1,6 (VR: 0,8–1,2); creatinina 0,9 mg/dL (VR: 0,5–1,0 mg/dL); proteína Creativa (PCR) 6,8 mg/dL (VR <0,5 mg/dL). As investigações para hepatites virais, infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e outras causas infecciosas agudas foram negativas.
O diagnóstico de síndrome DRESS (Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) associada à lamotrigina, com comprometimento hepático foi estabelecimento.

Considerando o quadro clínico apresentado e as recomendações internacionais atualmente aceitas, a conduta terapêutica mais apropriada é
Alternativas
Q4310406 Medicina
Um menino de 6 anos de idade, com diagnóstico de asma desde os 2 anos, foi levado ao ambulatório de Pneumologia Pediátrica para reavaliação por persistência de sintomas, apesar de acompanhamento especializado regular. Nos últimos 12 meses, apresentou cinco exacerbações que necessitaram de corticosteroide sistêmico, duas internações hospitalares e uma admissão em unidade de terapia intensiva, sem necessidade de ventilação mecânica.
Utilizava tratamento controlador máximo recomendado para sua faixa etária, composto por budesonida em dose alta associada ao formoterol, além de broncodilatador de alívio quando necessário. Apesar disso, mantinha sintomas diurnos praticamente diários, despertares noturnos duas a três vezes por semana e importante limitação para atividades físicas.
A técnica inalatória foi reavaliada em duas consultas consecutivas e considerada adequada. A adesão ao tratamento foi superior a 90%, confirmada pelos registros de dispensação farmacêutica. A residência era livre de tabagismo, mofo e animais domésticos. Foram excluídas comorbidades e diagnósticos diferenciais relevantes, incluindo fibrose cística, discinesia ciliar primária, imunodeficiência, aspiração pulmonar crônica e outras doenças respiratórias.
Ao exame físico, apresentava bom estado geral, frequência respiratória de 24 irpm, frequência cardíaca de 102 bpm, saturação periférica de oxigênio de 97% em ar ambiente e sibilos expiratórios discretos e difusos.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 12,8 g/dL (VR: 11,5–15,5 g/dL); leucócitos 8.900/mm³ (VR: 5.000–14.500/mm³); eosinófilos 820 células/mm³ (VR: 0–500 células/mm³); imunoglobulina E (IgE) total 640 UI/mL (VR: <60 UI/mL para a idade); óxido nítrico exalado fracionado (FeNO) 48 ppb (VR: <20 ppb); proteína C-reativa 0,2 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL). Os testes cutâneos por puntura demonstraram sensibilização para ácaros da poeira domiciliar.

Considerando as recomendações do GINA 2026 para crianças com suspeita de asma grave, a conduta mais apropriada nesse momento é
Alternativas
Q4310405 Medicina
Uma mulher de 27 anos, com história de dermatite atópica desde a infância, procurou o ambulatório de alergia devido a piora progressiva das lesões cutâneas, apesar do uso regular de emolientes, corticosteroides tópicos, inibidores tópicos da calcineurina e fototerapia.
Ao exame físico, apresentava lesões eczematosas extensas, liquenificação, escoriações e xerose difusa, acometendo aproximadamente 48% da superfície corporal.
Os índices de gravidade mostraram SCORAD (Scoring Atopic Dermatitis) de 76 e EASI (Eczema Area and Severity Index) de 31. Os exames laboratoriais revelaram: imunoglobulina E total 2.340 UI/mL (valor de referência < 100 UI/mL); eosinófilos 980 células/mm³ (valor de referência: 0–500 células/mm³); proteína C-reativa normal; velocidade de hemossedimentação normal.

Considerando os conhecimentos atuais sobre a imunopatogênese da dermatite atópica moderada a grave, o princípio fisiopatológico que fundamenta o desenvolvimento das terapias biológicas atualmente aprovadas consiste em 
Alternativas
Q4310404 Medicina
Um adolescente de 15 anos foi levado ao ambulatório de alergia apresentando episódios recorrentes de tosse seca, sibilância, dispneia e sensação de aperto torácico há aproximadamente dois anos. Os sintomas ocorreram principalmente durante a madrugada, após exercício físico e durante infecções virais das vias aéreas superiores, com melhora espontânea ou após uso eventual de salbutamol inalatório. Entre os episódios, permanecia assintomático. Havia também história de rinite alérgica persistente e mãe asmática.
Ao exame físico, o menino encontrava-se em bom estado geral, afebril, com frequência respiratória de 18 irpm, frequência cardíaca de 76 bpm e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. A ausculta pulmonar foi normal.
Foram realizados os seguintes exames:
Espirometria basal: volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF₁): 78% do previsto; relação VEF₁/capacidade vital forçada (CVF): 0,70 (VR: >0,80 para a idade). Após broncodilatador: aumento do VEF₁ de 16% e 360 mL em relação ao valor basal. Fração exalada de óxido nítrico (FeNO): 56 ppb.
Escarro induzido com 9% de eosinófilos.
Eosinófilos sanguíneos: 610 células/mm³ (VR: <300 células/mm³).
Imunoglobulina E total (IgE): 420 UI/mL (VR: < 100 UI/mL).

De acordo com as recomendações da Global Initiative for Asthma (GINA) 2026, assinale a afirmativa que interpreta mais corretamente esses achados.
Alternativas
Q4310403 Medicina
Um menino de 6 anos, previamente hígido, foi levado pelos pais ao pronto-socorro infantil apresentando, há dois dias, lesões avermelhadas nas pernas, associadas a edema discreto dos pés. A mãe refere que duas semanas antes, a criança apresentou quadro de febre baixa, dificuldade para engolir e coriza, com resolução espontânea. Nas últimas 24 horas, o menor passou a apresentar dor abdominal difusa, sem vômitos, diarreia ou sangramento digestivo.
Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, afebril, hidratado, pressão arterial de 94/58 mmHg (normal para a idade). Observam-se múltiplas lesões purpúricas palpáveis, simétricas, predominando nas regiões glúteas e faces extensoras dos membros inferiores, que não desapareciam à digitopressão. Havia ainda discreto edema em ambos os pés. O abdome era difusamente à palpação, sem defesa ou sinais de irritação peritoneal.
Os exames laboratoriais mostravam: hemoglobina 12,4 g/dL (VR: 11,5–15,5); leucócitos 13.100/mm³ (VR: 4.500–13.500), com 74% de neutrófilos, 20% de linfócitos e 2% de eosinófilos; plaquetas 386.000/mm³ (VR: 150.000–450.000); velocidade de hemossedimentação 38 mm/h (VR <20); proteína C-reativa 3,1 mg/dL (VR <0,5); creatinina 0,44 mg/dL (VR: 0,3–0,7); ureia 22 mg/dL (VR: 10–40); complemento C3 e C4 normais; EAS com proteína 1+, hemoglobina 2+, 35 hemácias/campo, 4 leucócitos/campo e ausência de cilindros hemáticos; relação proteína/creatinina urinária de 0,42 mg/mg (VR <0,20).

Com base no quadro clínico e laboratorial apresentado, o diagnóstico mais provável é 
Alternativas
Q4310402 Veterinária
Durante o exame neurológico de um cão com suspeita de lesão medular toracolombar, o Médico Veterinário realizou um pinçamento suave da pele da região dorsolateral do tronco, progredindo no sentido caudocranial a partir da asa do ílio.
Observou-se contração reflexa bilateral do músculo cutâneo do tronco cranialmente ao ponto de estimulação.
Assinale a opção que indica o nome desse reflexo espinhal, usado para auxiliar na localização neuroanatômica da lesão medular. 
Alternativas
Q4310401 Veterinária
Um felino doméstico de 3 anos de idade é atendido no setor de emergência apresentando taquipneia severa, depressão mental, sialorreia e edema facial acentuado.
Durante a anamnese, o tutor relatou ter administrado um comprimido de paracetamol (acetaminofeno) há cerca de 12 horas.
Ao exame físico, o médico veterinário observou mucosas de coloração marrom-escura (aspecto de "chocolate").
Com base na fisiopatologia e no tratamento emergencial dessa intoxicação na espécie felina, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4310400 Veterinária
Em cirurgia reconstrutiva de cães e gatos, defeitos cutâneos extensos decorrentes de ressecções oncológicas, traumatismos ou deiscências podem impedir o fechamento primário da ferida. Nesses casos, os retalhos cutâneos representam importante alternativa para a cobertura tecidual.
Considerando os princípios anatômicos e vasculares da cirurgia reconstrutiva, assinale a opção que apresenta al característica que diferencia, fundamentalmente, um retalho de padrão axial de um retalho de padrão subdérmico (randômico). 
Alternativas
Q4310399 Veterinária
A Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos (DTUIF) pode culminar em quadros obstrutivos agudos na uretra peniana. Quando a desobstrução uretral por cateterização não é possível ou quando ocorrem obstruções recorrentes, a intervenção cirúrgica torna-se necessária.
Sobre as uretrostomias em felinos machos, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.

( ) A uretrostomia perineal é a técnica de eleição para felinos machos com obstrução uretral distal recorrente, consistindo na penectomia e na sutura da mucosa uretral à pele perineal após exposição da uretra pélvica.
( ) Na uretrostomia perineal, o músculo isquiocavernoso deve ser mantido fixado à tuberosidade isquiática com o objetivo de reduzir a retração tecidual e proporcionar suporte estrutural pós-operatório ao esfíncter anal externo.
( ) A uretrostomia pré-púbica é considerada uma abordagem cirúrgica de primeira escolha devido ao seu posicionamento anatômico ventral, apresentando menores taxas de estenose e de dermatite por contato quando comparada à via perineal.

As afirmativas são, respectivamente,
Alternativas
Q4310398 Veterinária
A Síndrome Dilatação-Vólvulo Gástrica (SDVG) é uma emergência cirúrgica de evolução hiperaguda que acomete principalmente cães de raças grandes e de tórax profundo. Considerando a anatomia cirúrgica, a fisiopatologia e o tratamento da SDVG, analise as afirmativas a seguir.

I. O vólvulo ocorre mais frequentemente no sentido horário (quando observado com o paciente em decúbito dorsal), deslocando o antro pilórico e o duodeno para o hemiabdômen esquerdo, dorsalmente ao corpo do estômago.
II.   A gastropexia incisional, realizada por meio da fixação do antro pilórico à parede abdominal direita, é considerada parte fundamental do tratamento cirúrgico para prevenir a recidiva do vólvulo, embora não impeça episódios isolados de dilatação gástrica por gás.
III. O baço permanece preservado durante a torção gástrica, visto que a flexibilidade do ligamento gastroesplênico protege a artéria esplênica contra fenômenos de torção, estase venosa ou infartos teciduais.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4310396 Patologia
A laminite bovina (pododermatite asséptica difusa) é uma séria afecção do sistema locomotor de etiologia multifatorial, intimamente ligada às falhas no manejo nutricional de rebanhos leiteiros de alta produção.
Considerando a fisiopatologia dessa enfermidade, assinale a opção que descreve corretamente o mecanismo responsável pelo desenvolvimento das lesões estruturais no casco. 
Alternativas
Q4310394 Veterinária
A indigestão vagal é uma importante causa de distensão abdominal crônica em bovinos adultos, podendo ser confundida clinicamente com outras afecções dos pré-estômagos.
Considerando a fisiopatologia da motilidade retículo-ruminal, distúrbios do trânsito da ingesta e os achados clínicos associados, analise as afirmativas a seguir.

I.  A lesão ou disfunção do nervo vago compromete a coordenação motora dos pré-estômagos, podendo resultar em distúrbios do trânsito da ingesta, como falha funcional do transporte pelo orifício retículo-omasal ou pelo piloro, culminando em retenção do conteúdo alimentar.  
II. Nos casos avançados de indigestão vagal, a distensão abdominal assimétrica em formato de "maçã-pera" constitui um achado clínico clássico observado por trás do animal, caracterizado por acentuada distensão do flanco esquerdo ("maçã") e abaulamento ventral do flanco direito ("pera"), decorrentes da retenção de gás e conteúdo nos pré estômagos.
III. A passagem de sonda orogástrica associada à lavagem ruminal constitui o tratamento curativo da afecção, pois promove a descompressão permanente dos pré-estômagos e restabelece a motilidade fisiológica do retículo-rúmen.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Respostas
2841: A
2842: D
2843: E
2844: C
2845: C
2846: D
2847: B
2848: E
2849: B
2850: D
2851: D
2852: A
2853: B
2854: E
2855: A
2856: E
2857: D
2858: B
2859: B
2860: B