Um adolescente de 13 anos foi encaminhado ao serviço de Ale...
Referia dificuldade crescente para realizar atividades escolares devido ao desconforto ocular. Apresentava antecedente de dermatite atópica leve e rinite alérgica persistente desde a infância.
Ao exame oftalmológico, observavam-se hiperemia conjuntival bilateral, secreção mucosa espessa, hipertrofia papilar gigante na conjuntiva tarsal superior, pontos de Trantas no limbo corneano e ceratite puntata superficial discreta. A acuidade visual permanecia preservada.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 14,1 g/dL (VR: 13–17 g/dL); leucócitos 8.700/mm³ (VR: 4.500–11.000/mm³); eosinófilos 890 células/mm³ (VR: 0–500 células/mm³); imunoglobulina E total (IgE) 1.320 UI/mL (VR: <100 UI/mL para a idade); proteína C-reativa (PCR) 0,2 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL). Os testes cutâneos de puntura (prick test) mostraram sensibilização a ácaros da poeira domiciliar (Dermatophagoides pteronyssinus e Dermatophagoides farinae).
O paciente utilizou corretamente lágrimas artificiais, antihistamínicos tópicos e colírios estabilizadores de mastócitos durante vários meses, permanecendo com sintomas intensos e sinais de inflamação ocular ativa. Após avaliação conjunta pelos serviços de Alergia e Oftalmologia, foram descartadas infecção ocular, glaucoma e outras causas de ceratite.
De acordo com as recomendações internacionais mais recentes, a conduta terapêutica mais indicada para esse paciente é