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Nas últimas décadas, o avanço expressivo das tecnologias digitais passou a impactar profundamente a vida social, transformando as formas de comunicação e interação. Nesse contexto, o número de usuários de internet no Brasil cresceu de maneira significativa, com ênfase ao acesso via celular — como pode ser observado no gráfico. O acesso constante à internet via celular levou as instituições de ensino a repensarem as normas relativas ao uso de dispositivos eletrônicos em sala de aula, resultando na Lei n. 15 100/25. Esse cenário escancara, contudo, as desigualdades sociais no acesso à internet, que continuam a representar um desafio importante para a democratização da educação no país.
TEXTO 2
Crianças e adolescentes, por dispositivos utilizados para acessar a Internet (2015-2024)
Total de usuários de Internet de 9 a 17 anos (%)
Pesquisa sobre o uso da internet por crianças e adolescentes no Brasil: TIC Kids Online Brasil 2024.
Disponível em: https://cetic.br. Acesso em: 18 jul. 2025.
As transformações descritas nos textos 1 e 2 podem ser analisadas com base nos aportes teóricos do campo da Sociologia, tanto clássicos quanto contemporâneos. Assinale a alternativa que apresenta uma vertente teórica que auxilie uma professora de Sociologia do Ensino Médio na reflexão sobre a desigualdade no acesso à informação e no letramento digital e uma estratégia didática que considera essa desigualdade.


Com base nessa pesquisa etnográfica, a análise que articula as discussões sobre produção do corpo e sexualidade ao conceito de juventude na perspectiva da Antropologia e Sociologia do Corpo é:
Em As técnicas do corpo (1934), Marcel Mauss opõe um conjunto de técnicas do corpo, ao qual confere um papel preliminar: o corpo é o primeiro instrumento do homem e, ainda, o primeiro objeto e meio técnico do homem. Técnicas do corpo referem-se então aos modos pelos quais as pessoas sabem servir-se de seus corpos de maneira tradicional, o que varia de uma sociedade a outra. De modo a localizar o caráter específico de cada técnica corporal, ele parte da observação das mudanças presenciadas por sua geração, por exemplo, nas técnicas de nado, e nos seus modos de ensino e aprendizagem: enquanto em um momento aprendia-se, primeiro, a nadar e, depois, a mergulhar. Este e outros exemplos amparam a afirmação feita pelo autor de que cada sociedade possui hábitos próprios, que são de natureza social, variando não apenas de um indivíduo a outro, mas com as formas de educação e convenções sociais.

Em As técnicas do corpo (1934), Marcel Mauss opõe um conjunto de técnicas do corpo, ao qual confere um papel preliminar: o corpo é o primeiro instrumento do homem e, ainda, o primeiro objeto e meio técnico do homem. Técnicas do corpo referem-se então aos modos pelos quais as pessoas sabem servir-se de seus corpos de maneira tradicional, o que varia de uma sociedade a outra. De modo a localizar o caráter específico de cada técnica corporal, ele parte da observação das mudanças presenciadas por sua geração, por exemplo, nas técnicas de nado, e nos seus modos de ensino e aprendizagem: enquanto em um momento aprendia-se, primeiro, a nadar e, depois, a mergulhar. Este e outros exemplos amparam a afirmação feita pelo autor de que cada sociedade possui hábitos próprios, que são de natureza social, variando não apenas de um indivíduo a outro, mas com as formas de educação e convenções sociais.

Em Sociologia e Antropologia, no renomado capítulo As técnicas do corpo (1934), Marcel Mauss demonstra que o uso que cada indivíduo faz do seu próprio corpo não se restringe a biologia, trata-se de um saber aprendido socialmente de “valor crucial para ciências do homem”. Para Mauss, longe de serem atos puramente instintivos ou individuais, nossos gestos e hábitos corporais são, fundamentalmente, “atos tradicionais eficazes” que são “impostos pela tradição” e pela sociedade. Mauss defende que gestos tão banais, quanto a forma como um camponês descansa em pé, com uma perna dobrada apoiada na outra, são transmitidos de geração para geração, e podem ser melhores testemunhos da história quanto “jazidas arqueológicas ou monumentos”.
Disponível em: www.ubueditora.com.br. Acesso
em: 18 jul. 2025 (adaptado).
TEXTO 2
Triste, louca ou má
E um homem não me define
Minha casa não me define
Minha carne não me define
Eu sou meu próprio lar
FRANCISCO EL HOMBRE. Triste, louca ou má. In:
Soltasbruxa. São Paulo: s.n., 2016 (fragmento).
Para relacionar a noção de técnicas do corpo, de Marcel Mauss, ao trecho da letra da canção Triste, louca ou má, da banda Francisco El Hombre, as ações didáticas que dialogam com uma perspectiva interdisciplinar de ensino são: