Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

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Q3582417 Português
Leia o texto a seguir:


Turistas estrangeiros deixam no Brasil volume recorde de US$ 6,9 bi


Alana Gandra - O volume de recursos deixados por turistas estrangeiros em 2023 no Brasil foi recorde – US$ 6,9 bilhões, o equivalente a R$ 34,5 bilhões – e levou o país a assumir a liderança sul-americana em termos de arrecadação no setor, conforme o ranking de 20 países divulgado nesta segunda-feira (5) pela agência ONU Turismo.

O Brasil detém ainda o segundo lugar em recuperação pós-pandemia nas Américas, com aumento de 15% em relação ao período pré-pandêmico, atrás apenas do México, e ocupa a 14ª posição no mundo. O México aparece na décima colocação. De acordo com o levantamento da ONU Turismo, o país com maior crescimento nas receitas deixadas por estrangeiros foi a Sérvia, com 79%.

Os recursos injetados no ano passado na economia brasileira por visitantes vindos do exterior superam em 1,5% a maior arrecadação obtida com o turismo internacional, registrada em 2014, quando o país foi sede da Copa do Mundo de futebol. A meta estabelecida no Plano Nacional de Turismo era de acréscimo de 8,58% na receita gerada pelo turismo internacional em 2023, mas o resultado apurado mostrou crescimento anual de 41%. Em 2022, os turistas internacionais deixaram no Brasil US$ 4,9 bilhões.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, disse à Agência Brasil que o número recorde foi resultado de vários esforços empreendidos pelo governo federal "no sentido de mostrar o Brasil para o mundo, da forma como o Brasil realmente é". Sabino lembrou que as diversas visitas feitas pelo presidente Lula a outros países e destaco que o Brasil foi reconhecido pelo Banco Mundial como a nona maior economia do planeta no fim do ano passado. [...]

Em agosto do ano passado, quando o Brasil superou a marca histórica para o mês, o ministro já começou a vislumbrar que 2023 se apresentaria como um ano de bons números para o turismo.


Fonte: https://www.jb.com.br/bem-viver/turismo/2024/02/1048584-turistasestrangeiros-deixam-no-brasil-volume-recorde-de-uss-69-bi.html. Acesso em: 06 fev. 2024.
“Os recursos injetados no ano passado na economia brasileira por visitantes vindos do exterior superam em 1,5% a maior arrecadação obtida com o turismo internacional, registrada em 2014, quando o país foi sede da Copa do Mundo de futebol” (3.º parágrafo). Se o verbo destacado fosse flexionado no pretérito imperfeito do indicativo, seria:
Alternativas
Q3582416 Português
Leia o texto a seguir:


Turistas estrangeiros deixam no Brasil volume recorde de US$ 6,9 bi


Alana Gandra - O volume de recursos deixados por turistas estrangeiros em 2023 no Brasil foi recorde – US$ 6,9 bilhões, o equivalente a R$ 34,5 bilhões – e levou o país a assumir a liderança sul-americana em termos de arrecadação no setor, conforme o ranking de 20 países divulgado nesta segunda-feira (5) pela agência ONU Turismo.

O Brasil detém ainda o segundo lugar em recuperação pós-pandemia nas Américas, com aumento de 15% em relação ao período pré-pandêmico, atrás apenas do México, e ocupa a 14ª posição no mundo. O México aparece na décima colocação. De acordo com o levantamento da ONU Turismo, o país com maior crescimento nas receitas deixadas por estrangeiros foi a Sérvia, com 79%.

Os recursos injetados no ano passado na economia brasileira por visitantes vindos do exterior superam em 1,5% a maior arrecadação obtida com o turismo internacional, registrada em 2014, quando o país foi sede da Copa do Mundo de futebol. A meta estabelecida no Plano Nacional de Turismo era de acréscimo de 8,58% na receita gerada pelo turismo internacional em 2023, mas o resultado apurado mostrou crescimento anual de 41%. Em 2022, os turistas internacionais deixaram no Brasil US$ 4,9 bilhões.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, disse à Agência Brasil que o número recorde foi resultado de vários esforços empreendidos pelo governo federal "no sentido de mostrar o Brasil para o mundo, da forma como o Brasil realmente é". Sabino lembrou que as diversas visitas feitas pelo presidente Lula a outros países e destaco que o Brasil foi reconhecido pelo Banco Mundial como a nona maior economia do planeta no fim do ano passado. [...]

Em agosto do ano passado, quando o Brasil superou a marca histórica para o mês, o ministro já começou a vislumbrar que 2023 se apresentaria como um ano de bons números para o turismo.


Fonte: https://www.jb.com.br/bem-viver/turismo/2024/02/1048584-turistasestrangeiros-deixam-no-brasil-volume-recorde-de-uss-69-bi.html. Acesso em: 06 fev. 2024.
“O Brasil detém ainda o segundo lugar em recuperação pós-pandemia nas Américas” (2.º parágrafo). A forma verbal em destaque está flexionada na terceira pessoa do singular do presente do indicativo. Se estivesse na terceira pessoa do plural do mesmo tempo e modo verbal, seria: 
Alternativas
Q3581654 Português

Leia o texto a seguir:


Indústria recua 0,5% em abril, mas acumula alta em 2024


    A produção da indústria brasileira recuou 0,5% em abril na comparação com março, interrompendo dois meses de resultados positivos. Apesar da queda, o setor apresenta crescimento de 3,5% no ano e de 1,5% em 12 meses.

    Em relação a abril do ano passado, houve alta de 8,4%, sendo notado que abril de 2024 teve quatro dias úteis a mais que o mesmo mês do ano passado, o que influencia a comparação.

    Com esses resultados, a indústria brasileira se encontra 0,1% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 16,8% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Na comparação de abril com março de 2024, apesar da queda de 0,5%, a produção industrial apresentou predominância de resultados positivos. Três das quatro grandes categorias apuradas tiveram expansão, o mesmo vale para 18 das 25 atividades pesquisadas.

    Entre os segmentos que mostram recuo na produção, há alguns com pesos importantes, como o setor extrativo, que recuou 3,4% nesse mês, devido à queda na produção tanto do minério de ferro como do petróleo; além do setor de alimentos, que também teve queda de 0,6% em abril.

    "Esses dois setores representam cerca de 30% da estrutura industrial", explica o gerente da pesquisa, André Macedo.

    "Há quedas em alguns produtos importantes, como carne bovina, mas é tão somente um movimento específico para o mês de abril. No campo positivo, por exemplo, há crescimento em carnes de aves e de suínos e no açúcar", completa Macedo.

    Para o analista, o resultado negativo foi provocado por questões pontuais, e em uma maneira geral, os dados sobre o panorama industrial são positivos.

    Um dos fatores que apontam a visão otimista é o comportamento da indústria de transformação (segmento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria).

    "A indústria de transformação teve o quinto mês seguido com resultado positivo. Em abril, o crescimento foi de 0,3%. Em sete meses, a alta é 2,6%", detalha, acrescentando que esse ramo está no mesmo nível pré-pandemia.



Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2024/06/1050339-industria-recua-05- em-abril-mas-acumula-alta-em-2024.html. Excerto. Acesso em 06/06/2024

Em “Em relação a abril do ano passado, houve alta de 8,4%, sendo notado que abril de 2024 teve quatro dias úteis a mais que o mesmo mês do ano passado, o que influencia a comparação” (2º parágrafo), o verbo destacado está flexionado no:
Alternativas
Q3577049 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Pelo fim do "ismo" e "fobia"


A estratégia pode ser mais simples do que parece: basta olhar para o lado e ver como são muitos os exemplos de famosos e anônimos brilhantes


Renata Giraldi | 05/03/2024



    Aos 54, eu me sinto muito bem (embora saiba que não tenho mais 30, quando estava no auge) e descobri que meus amigos da mesma faixa etária têm a mesma sensação. Porém, parece que o mundo dos jovens vê tudo de outra forma. Há uma insistência em nos rotular com o infeliz sufixo do "ismo": idadismo, etarismo, ageísmo e, de quebra, a velhafobia. Uma patrulha sem fim. Não escapam nem as nossas maiores referências.


    A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a necessidade de combater o preconceito por idade, que afeta imensamente a qualidade de vida de quem segue produzindo, planejando e sonhando, como eu e tantos outros. Como fazer isso? A estratégia pode ser mais simples do que parece: basta olhar para o lado e ver como são muitos os exemplos de famosos e anônimos brilhantes.


    Minha mãe tem 81. Em plena pandemia da covid-19, disse que queria ter 30 para estar na linha de frente e cuidar dos pacientes. Aos 91, tia Maria Raimunda, que recém se despediu da vida, estava sempre com uma viagem engatilhada e uma festa em vista. Ou seja: vivendo intensamente.


    Ney Matogrosso, aos 81, comentou que sabe que o corpo dele está mais velho — embora ninguém note —, mas a mente segue jovem. Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil — que, por sinal, está em mais uma turnê pela Austrália —, todos octogenários, idem. Sem mencionar Fernanda Montenegro, aos 94, lúcida, sempre brilhante.


    Por que o mundo dos jovens se recusa a aceitar essa nova realidade? Resolvi aos 50 fazer a terceira graduação da minha vida. Sou mais velha do que a maior parte dos meus professores. Qual o problema? Estou pronta para aprender com eles. O que faz a minha presença e a dos meus colegas, também cinquentões, incomodar tanto os recém-saídos do ensino médio?


    Sinceramente, não sei responder. Minha querida Cora Coralina, a poetisa da simplicidade, publicou o primeiro livro aos 75 anos, e só foi reconhecida depois dos 90, quando o grande Carlos Drummond de Andrade leu os poemas dela e a revelou para o mundo. A Universidade de Brasília (UnB), mais uma vez na vanguarda, lançou um vestibular para os mais vividos — acima dos 60. Incrível. Que maravilha! Um viva aos inovadores e aos que ousam. Quero, daqui a 50 anos, seguir com sonhos e planos.



GIRALDI, Renata. Pelo fim do "ismo" e "fobia". Correio Braziliense, 05 de março de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/03/6813214-artigo-pelofim-do-ismo-e-fobia.html. Acesso em: 06 mar. 2024. Adaptado.  

Em qual das sentenças abaixo a concordância de número do verbo destacado apresenta a mesma justificativa de “escapar” no trecho “Não escapam nem as nossas maiores referências.” (1º parágrafo)?
Alternativas
Q3550514 Português
"Que menino especula!"


     Eu era um menino muito perguntador, como quase todas as crianças, e volta e meia tinha que ouvir de um adulto: - Mas você é especula, hein? E eu via logo que ser um menino "especula" não devia ser muito bonito. Nem por isso guardava minhas armas de perguntador: continuava a especular sobre tudo o que não entendia. Eu ainda não conhecia a réplica justa a quem me acusasse de especula: - Mas perguntar não ofende...

    Mais tarde tive a minha vingança. Aprendi que especular é investigar, pesquisar, refletir... Aprendi mais: que os homens muito curiosos, de muito antigamente, olhavam os astros no céu pra ver se entendiam a formação de suas andanças no espaço, seus movimentos regulares. Não contando ainda com a sofisticação de telescópios, valiam-se os antigos de um espelho, um "speculum", que fixavam no chão apontado para o alto. Na superficie plana do espelho refletiam-se os astros iluminados no céu, e nela os astrônomos pioneiros iam marcando a posição e os movimentos dos corpos celestes. Era isso o que também se entendia por especular: observar algo por meio do reflexo de um espelho. Os primeiros astrônomos foram grandes especulas.

    Com o tempo, especulação passou a designar um processo mental abstrato, que formula hipóteses e elabora ideias. Pensamento especulativo, para muitos, é o princípio mesmo da inquirição filosófica.

   Portanto, fui mesmo, e com muita honra, um menino especula, sim senhor. Como quase todas as crianças, estava interessado em saber quanta coisa havia entre o céu e a terra que ia além da nossa filosofia, ou dos nossos olhos terrestres. Da minha maneira, acionava o espelho da minha curiosidade para saber mais coisas dos astros do céu, do tempo cósmico, do destino das esferas -coisas que mesmo um telescópio espacial está longe de conseguir esclarecer, para poder satisfazer os eternos meninos especulas. 


(Alcebíades Villanova, a editar)
É plenamente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na seguinte construção:
Alternativas
Q3550406 Português

TEXTO II



OS PRIVILEGIADOS DA TERRA


    O fragmento de satélite artificial - só podia ser de satélite - caído sobre o povoado transformou de repente a vida dos moradores, que não chegavam a trezentos.


    Repórteres e cinegrafistas cobriram o fato com o maior relevo. Não houve ninguém que deixasse de dar entrevista: mesmo as crianças.


    O fiscal do governo apareceu para recolher o pedaço de coisa inédita, mas foi obstado pelo juiz de paz, que declarou aquilo um bem da comunidade. A população rendeu guarda ao objeto, e jurou defender sua posse até o último sopro de vida.


    A força policial enviada para manter a ordem aderiu aos moradores, pois seu comandante era filho do lugar. Acorreram turistas, pessoas dormiam na rua por falta de acomodação, surgiram batedores de carteira, que foram castigados, e começou a correr o boato de que aquele corpo metálico tinha propriedades mágicas.


    Quem chegava perto dele seria fulminado se fosse mau-caráter; conquistava a eterna juventude, se fosse limpo de coração; e certa ardência que se evolava da superfície convidava ao amor.


   Não se desprendeu de satélite, diziam uns; veio diretamente do céu, emanado de uma estrela, alvitravam outros. De qualquer modo, era dádiva especial para lugarejo, pois ao tombar não ferira ninguém, não partira uma telha, nem se assustaram os animais domésticos com a sua vinda insólita.


   Tudo acabou com o misterioso desaparecimento da coisa. Seus guardas foram tomados de letargia, e ao recobrarem a consciência viram-se despojados do grande bem. Mas tinham assimilado esse bem, e passaram a viver de uma alegria inefável, que ninguém poderia roubar-Ihes. Eram os privilegiados da Terra.


Carlos Drummond de Andrade. In: Contos Plausíveis.

Disponível em:<<https://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13274.pdf

>>. Acesso em 9/10/2023.

Tendo em vista o contexto dos fatos narrados, assinale a opção cuja indicação do tempo e do modo verbais corresponde à forma verbal destacada.
Alternativas
Q3549545 Português
Atenção: Leia o trecho inicial do conto "O escrivão Coimbra", de Machado de Assis, para responder à questão.


    Aparentemente há poucos espetáculos tão melancólicos como um ancião comprando um bilhete de loteria. Bem considerado, é alegre; essa persistência em crer, quando tudo se ajusta ao descrer, mostra que a pessoa é ainda forte e moça. Que os dias passem e com eles os bilhetes brancos, pouco importa; o ancião estende os dedos para escolher o número que há de dar a sorte grande amanhã, -ou depois, - um dia, enfim, porque todas as coisas podem falhar neste mundo, menos a sorte grande a quem compra um bilhete com fé.

    Não era a fé que faltava ao escrivão Coimbra. Também não era a esperança. Uma coisa não vai sem outra. Não confundas a fé na Fortuna com a fé religiosa. Também tivera esta em anos verdes e maduros, chegando a fundar uma irmandade, a irmandade de S. Bernardo, que era o santo de seu nome; mas aos cinquenta, por efeito do tempo ou de leituras, achou-se incrédulo.

    Não deixou logo a irmandade; a esposa pôde contê-lo no exercício do cargo de mesário e levava-o às festas do santo; ela, porém, morreu, e o viúvo rompeu de vez com o santo e o culto. Resignou o cargo da mesa e fez-se irmão remido para não tornar lá. Não buscou arrastar outros nem obstruir o caminho da oração; ele é que já não rezava por si nem por ninguém. Com amigos, se eram do mesmo estado de alma, confessava o mal que sentia da religião. Com familiares, gostava de dizer pilhérias sobre devotas e раdres.

    Aos sessenta anos, já não cria em nada, fosse do céu ou da terra, exceto a loteria. A loteria sim, tinha toda a sua fé e esperança. Poucos bilhetes comprava a principio, mas a idade e depois a solidão vieram apurando aquele costume e o levaram a não deixar passar loteria sem bilhete. 

    Nos primeiros tempos, não vindo a sorte grande, prometia não comprar mais bilhetes, e durante algumas loterias cumpria a promessa. Mas lá aparecia alguém que o convidava a ficar com um bonito número, comprava o número e esperava. Assim veio andando pelo tempo fora até chegar aquele em que loterias rimaram com dias, e passou a comprar seis bilhetes por semana; repousava aos domingos.


(Adaptado de: ASSIS, Machado de. Contos: uma antologia, volume II. São Paulo: Companhia das Letras, 1998)
Não era a fé que faltava ao escrivão Coimbra. Também não era a esperança. Uma coisa não vai sem outra. Não confundas a fé na Fortuna com a fé religiosa. Também tivera esta em anos verdes e maduros, chegando a fundar uma irmandade, a irmandade de S. Bernardo, que era o santo de seu nome; mas aos cinquenta, por efeito do tempo ou de leituras, achou-se incrédulo. (2º parágrafo)

Nesse trecho, o narrador relata uma série de fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo passado está indicado pela seguinte forma verbal sublinhada no texto:
Alternativas
Q3549541 Português
Atenção: Leia o trecho inicial do conto "O escrivão Coimbra", de Machado de Assis, para responder à questão.


    Aparentemente há poucos espetáculos tão melancólicos como um ancião comprando um bilhete de loteria. Bem considerado, é alegre; essa persistência em crer, quando tudo se ajusta ao descrer, mostra que a pessoa é ainda forte e moça. Que os dias passem e com eles os bilhetes brancos, pouco importa; o ancião estende os dedos para escolher o número que há de dar a sorte grande amanhã, -ou depois, - um dia, enfim, porque todas as coisas podem falhar neste mundo, menos a sorte grande a quem compra um bilhete com fé.

    Não era a fé que faltava ao escrivão Coimbra. Também não era a esperança. Uma coisa não vai sem outra. Não confundas a fé na Fortuna com a fé religiosa. Também tivera esta em anos verdes e maduros, chegando a fundar uma irmandade, a irmandade de S. Bernardo, que era o santo de seu nome; mas aos cinquenta, por efeito do tempo ou de leituras, achou-se incrédulo.

    Não deixou logo a irmandade; a esposa pôde contê-lo no exercício do cargo de mesário e levava-o às festas do santo; ela, porém, morreu, e o viúvo rompeu de vez com o santo e o culto. Resignou o cargo da mesa e fez-se irmão remido para não tornar lá. Não buscou arrastar outros nem obstruir o caminho da oração; ele é que já não rezava por si nem por ninguém. Com amigos, se eram do mesmo estado de alma, confessava o mal que sentia da religião. Com familiares, gostava de dizer pilhérias sobre devotas e раdres.

    Aos sessenta anos, já não cria em nada, fosse do céu ou da terra, exceto a loteria. A loteria sim, tinha toda a sua fé e esperança. Poucos bilhetes comprava a principio, mas a idade e depois a solidão vieram apurando aquele costume e o levaram a não deixar passar loteria sem bilhete. 

    Nos primeiros tempos, não vindo a sorte grande, prometia não comprar mais bilhetes, e durante algumas loterias cumpria a promessa. Mas lá aparecia alguém que o convidava a ficar com um bonito número, comprava o número e esperava. Assim veio andando pelo tempo fora até chegar aquele em que loterias rimaram com dias, e passou a comprar seis bilhetes por semana; repousava aos domingos.


(Adaptado de: ASSIS, Machado de. Contos: uma antologia, volume II. São Paulo: Companhia das Letras, 1998)
- Não comprarei mais bilhetes - prometeu então o escrivão Coimbra.

Ao se transpor o texto acima para o discurso indireto, o verbo sublinhado assume a seguinte forma:
Alternativas
Q3548587 Português
TEXTO II 


Aprazível Reminiscência


Que saudade me aperta

Do lugar onde nasci.

Uma nostalgia desperta

Do paraíso onde vivi.

Lá, tudo me encantava,

Das matas aos animais.

De longe se avistava

A beleza dos florais.

Para as águas do açude

Sempre olhava eu atento.

Numa completa quietude,

Aquilo era o meu acalento.

Numa manhã fria e bela

O chocalho das vacas ressoava.

Uma mulher no canto da janela

A vida dos outros trinchava.

Ouvindo aquilo eu ria,

Minha mãe me reclamava.

O sorriso no rosto mantinha

Pela situação que se passava.

O dia era de chuva,

O pingo na telha batia.

Ligeiro a água avançava,

Na ponta do córrego surgia.

Saudades não mais terei.

Eu amo aquele lugar.

Um dia lá voltarei

Para ele poder admirar.

Debaixo das sombras deitar-me-ei

Do peito, a saudade se arranca.

Incansavelmente esperarei

O canto esplendoroso da asa branca.


SILVA, Lucas Rosa da. In: OLIVEIRA, Katia Aparecida da Silva. (Org.). Lembranças - poemas. Minas Gerais: Editora Universidade Federal de Alfenas, 2022. p.48. Adaptado.
Ao relatar suas recordações, o eu lírico do texto II emprega, predominantemente, qual tempo e modo verbal?
Alternativas
Q3548350 Português
Escuta!


   Martha estava diante de um cenário deslumbrante que poucas vezes viu igual. O lugar ficava na Itália. A beleza era de deixar qualquer um sem palavras, mas ao lado dela estava uma mulher que tinha palavras de sobra e, provavelmente, já estivera naquele lugar uma centena de vezes a ponto de não ficar mais deslumbrada pela vista. A única coisa que ela desejava era falar. Quando Martha chegou, a mulher já estava ao telefone. Quando foi embora, ela ainda não havia desligado.

   Martha observou que a mulher não parou de falar nem quando uma menininha de uns quatro anos veio solicitar sua atenção. Ela passou a mão na cabecinha da criança, enxotando-a com suavidade, e com a outra continuava segurando o celular junto ao ouvido. E falava, falava… Por um instante, Martha supôs que do outro lado da linha haveria um ouvinte excelente. Mas não se surpreenderia se fosse outra pessoa que não parasse de falar. Porque a esse ponto chegamos: escutar, hoje em dia, não importa mais para muitos.

   Se alguém ainda silencia e presta atenção no que uma pessoa diz, é preciso levar em conta o romantismo dessa atitude, a declaração muda que está sendo oferecida carinhosamente.

   Do outro lado da linha daquela mulher italiana talvez houvesse um homem apaixonado. Martha prefere essa ilusão a imaginar que era outra matraca que talvez não estivesse escutando nada do que lhe era dito.


(Martha Medeiros. Quem diria que viver ia dar nisso. 9a ed. Porto Alegre, RS: LP&M, 2019. Adaptado) 
No trecho contido no segundo parágrafo − Martha observou que a mulher não parou de falar… −, os dois verbos destacados estão no tempo passado. Passando-os para o tempo futuro, têm-se, respectivamente:
Alternativas
Q3547942 Português
A secretária


           Procuro um documento de que preciso com urgência. Não o encontro, mas me demoro a decifrar minha própria letra nas notas de um caderno esquecido que os misteriosos movimentos da papelada pelas minhas gavetas fizeram vir à tona.

         Isso é que dá encanto ao costume de a gente ter tudo desarrumado. Tenho uma secretária que é um gênio nesse sentido. Perdeu, outro dia, cinquenta páginas de uma tradução.

        Tem um extraordinário senso divinatório, que a leva a mergulhar no fundo do baú do quarto da empregada os papéis mais urgentes; rasga apenas o que é estritamente necessário guardar, mas conserva com rigoroso carinho o recibo da prestação de um aparelho de rádio que comprei em 1941. Isso me fornece algumas emoções líricas inesperadas; quem não se comove de repente quando está procurando um aviso de banco e vê uma conta de hotel de Teresina de quatro anos atrás, com todos os vales das despesas extraordinárias, inclusive uma garrafa de água mineral?

         Não importa que ela faça sumir, por exemplo, minha carteira de identidade. Afinal, estou cansado de saber que sou eu mesmo; não me venham lembrar essa coisa, que entristece e desanima. Prefiro lembrar esse telefone de Buenos Aires que anotei, com letra nervosa, em um pedaço de maço de cigarros, ou guardar com a maior gravidade esse bilhete que diz: “Estive aqui e não te encontrei. Passo amanhã. S.” Quem é esse “S” ou essa “S” e por que, e onde e quando procurou minha humilde pessoa? Que sei?

        Há papéis de visão amarga, que eu deveria ter rasgado dez anos atrás; mas a mão caprichosa de minha jovem secretária, que preservou carinhosamente esse bilhete, não será a própria mão da consciência a me apontar esse remorso velho, a me dizer que devo lembrar o quanto posso ser inconsciente e egoísta?

      Meus arquivos, na sua desordem, não revelam apenas a imaginação desordenada e o capricho estranho da minha secretária. Revelam a desarrumação mais profunda, que não é de meus papéis, é de minha vida.


(Rubem Braga, O homem rouco. Adaptado)
Assinale a alternativa com os verbos que preenchem, correta e respectivamente, as lacunas dos enunciados – Movimentos da papelada pelas minhas gavetas trarão surpresas, se minhas anotações ______________ à tona. / Não se surpreendam quando  ______________ uma conta exorbitante de hotel e alguém  ______________  que vocês a paguem.
Alternativas
Q3547645 Português
Em qual dos trechos a forma verbal poderia ser empregada no plural sem prejuízo das regras de concordância da língua portuguesa?
Alternativas
Q3547538 Português
Texto 1


Caçador é a segunda cidade
mais rica do Oeste de SC


As cidades mais ricas do Oeste de Santa Catarina são
Chapecó, Caçador, Concórdia e Videira. Além disso,
o Oeste de Santa Catarina foi novamente a terceira
região catarinense mais rica, com maior participação
no Produto Interno Bruno (PIB) dos municípios. Os
dados são referentes a 2021 e foram divulgados nesta
sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).


Na comparação com as outras cinco regiões do Estado,
o Oeste teve o quarto maior crescimento entre o PIB
de 2020 e de 2021, com 16,7% de aumento. A variação
ficou abaixo da média estadual, que foi de 22,7% de
acréscimo.


A soma das riquezas produzidas pelas 118 cidades
da região foi de R$ 71,6 bilhões, o que corresponde a
16,7% do total do PIB catarinense. A participação do
Oeste no PIB produzido em todas as regiões oscilou
pouco menos de um ponto percentual para baixo.


Principal cidade da região, Chapecó teve o maior
volume de PIB por municípios na região, com R$ 13,6
bilhões de riquezas produzidas na cidade naquele ano.
Em seguida, entre as cidades mais ricas do Oeste aparecem Caçador (R$ 4,7 bilhões), Concórdia (R$ 4,5 bilhões),
Videira (R$ 3,4 bilhões), Xanxerê (R$ 2,6 bilhões) e
Joaçaba (2,3 bilhões).


Na comparação das cidades do top 10 do ranking com
o desempenho do PIB de 2020, Xaxim, com aumento
de 27%, e Xanxerê, com alta de 23,8%, são as que mais
se destacaram.


Entre as regiões, o Vale do Itajaí foi novamente a mais
rica de Santa Catarina, aumentando a vantagem sobre
o Norte catarinense, área com o segundo melhor
desempenho do Estado.


Disponível em: https://www.cacador.net/noticias/economia/2023/
12/17/pib-cacador-e-a-segunda-cidade-mais-rica-do-oeste-de-sc59874. Acesso em: 22 de fev 2024. Publicado em: 17 de dez. 2023.
Assinale a alternativa em que a flexão verbal está correta.
Alternativas
Q3545698 Português
O passarinho que ajuda cientistas brasileiros a entender as mudanças climáticas

Todos os meses, durante quatro ou cinco dias, um grupo de cientistas brasileiros vive a vida de um passarinho.

Eles acordam cedo, antes de o sol raiar, e se embrenham por horas em pântanos lotados de capins altos e muitos insetos.

O objetivo da missão é um só: observar o bicudinho-do-brejo, uma ave rara encontrada apenas em regiões específicas da Baía de Guaratuba, quase na divisa entre o Paraná e Santa Catarina.

Entre os mais de sessenta indivíduos da espécie que são acompanhados de perto, um se tornou o queridinho da equipe de biólogos: Rosaldo, um macho de dezesseis anos, que é acompanhado pelos pesquisadores antes mesmo de nascer, quando ainda estava se desenvolvendo no ovo.

Esse tempo de observação de um mesmo animal permitiu aos especialistas reunir uma série de dados sobre a história de sua vida.

As informações ajudam a entender as estratégias que a espécie adota para se adaptar e responder às mudanças climáticas — como o aumento do nível do mar ou a maior frequência de eventos extremos.

"O bicudinho tem o peso de um bombom", detalha a bióloga Giovana Sandretti-Silva, que coordena um projeto de conservação da espécie e faz parte do grupo de pesquisa de Bornschein.

"O macho é um pouco mais escuro e tem a barriga marrom. Já a fêmea possui uma barriga carijó, com penas brancas e pretas", diz ela.

 A primeira década de pesquisa com o bicudinho-do-brejo também permitiu descobrir que esses pássaros são territorialistas e mantêm relacionamentos por longos períodos.

"O casal vive no mesmo lugar por vários anos, alimenta-se de pequenos insetos ou caranguejos e usa os capins do brejo para fazer os ninhos", acrescenta Sandretti-Silva.

Segundo a bióloga, os bicudinhos geram dois ovos por ciclo reprodutivo — e, se bem-sucedidos, eles terão dois filhotinhos para cuidar por algumas semanas.

"Uma coisa interessante é que macho e fêmea dividem todas as tarefas. Juntos, eles constroem os ninhos, chocam os ovos, cuidam dos filhotes", exemplifica ela.

Quando o filho cresce e consegue se virar sozinho, ele é expulso pelos próprios pais e precisa buscar um território próprio.

"Eles não têm muita autonomia de voo, então pulam de um capim para outro e vagam até achar um novo lugar", aponta Sandretti-Silva.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr321dpg49o. Adaptado.
Eles não 'têm' muita autonomia de voo, então 'pulam' de um capim para outro e 'vagam' até achar um novo lugar.
Conjugando os verbos destacados no futuro do presente do indicativo, tem-se:
Alternativas
Q3544954 Português
A única opção em que se encontra uma forma verbal arrizotônica é:
Alternativas
Q3544947 Português
'Ato jurídico perfeito e acabado'

1 Waldir Maranhão, o intrépido, fez das suas nesta semana. Logo depois que o nobilíssimo deputado perpetrou o que perpetrou, começou um desfile de opiniões e pareceres de juristas, políticos etc. Muitos deles disseram mais ou menos isto: "Waldir Maranhão alterou um ato jurídico perfeito e acabado".

2 Tomada ao pé da letra (mas muuuuito ao pé da letra), a expressão "perfeito e acabado" é pleonástica, redundante. O caro leitor já sabe do que estou falando? No uso efetivo da língua, sabemos todos que "perfeito" significa "em que não há defeito". É essa a primeira definição do "Houaiss" para "perfeito". A versão eletrônica do "Aulete" diz quase a mesma coisa: "Livre de defeito, que só possui boas qualidades".

3 Então por que será que afirmei que, ao pé da letra, mas muuuuito ao pé da letra, a construção "perfeito e acabado" é redundante?

4 Vamos pensar. "Beijado" é o particípio do verbo "beijar", certo? E "sofrido"? É do verbo "sofrer", assim como "resistido" é do verbo "resistir". Mais um pouquinho: "desfeito" é o particípio de "desfazer", assim como "refeito" é o de "refazer". E "perfeito"? É o particípio do verbo... Ou não é particípio coisa nenhuma? Sim, "perfeito" vem ao mundo como particípio (do verbo...).

5 De que verbo, caro leitor? Quer um empurrão? Vamos lá: "fazer/feito", "desfazer/desfeito", "refazer/refeito", "satisfazer/satisfeito"... Já sabe? Lá vai: "perfeito" é o particípio do verbo "perfazer", que significa...

6 Vamos ao "Houaiss", que dá estas três definições: "1. Tornar completo o número ou o valor de; 2. Dar conclusão a; terminar de fazer; 3. pôr em execução, fazer, realizar".

7 Os mais velhos certamente se lembram do uso de "perfazer" em frases como "Essa despesa perfaz X reais". Hoje em dia, pouco se ouve ou lê esse verbo, de cuja formação faz parte o prefixo latino "per-", o mesmo que se encontra, com os seus diversos matizes semânticos, em "perseguir", "pernoitar", "perdurar", "perpétuo", "perturbar" etc.

8 Por acaso nesse meio-tempo o caro leitor se lembrou dos nomes dos pretéritos do indicativo (imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito)? 

9 O pretérito perfeito assim se chama porque expressa um fato acabado, totalmente concluído: "O intrépido Waldir Maranhão anulou a sessão da Câmara de 17 de abril e logo depois anulou essa anulação".

10 A forma verbal "anulou", do pretérito perfeito do indicativo, expressa fato passado totalmente concluído, por isso mesmo perfeito. A esta altura, é provável que muita gente já esteja esperando que a conversa se estenda aos outros pretéritos do modo indicativo (o imperfeito e o "assustador" mais-que-perfeito).

11 Vamos lá, pois. Compare estas frases: "A literatura a fazia voar"; "A literatura a fez voar". Que diferença há entre "fazia " e "fez"? Ambas se referem a fatos passados, mas a primeira indica processos repetidos, cujo término não se conhece, enquanto a segunda se refere a um processo totalmente concluído. Se "fez" é do pretérito perfeito, "fazia" só pode ser do imperfeito.

12 E o mais-que-perfeito? Dou uma dica: "fizera" equivale a "tinha/havia feito", assim como "lera" equivale a "tinha/havia lido". Veja: "Quando cheguei, ela já resolvera (= 'tinha/havia resolvido') o problema". Como se vê, o mais-queperfeito expressa fato passado, mais velho que outro, ambos já totalmente concluídos, isto é, perfeitos. É isso.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/05/1770272- ato-juridico-perfeito-e-acabado.shtml
De acordo com o texto, sobre o tempo verbal pretérito imperfeito só é verdadeiro o que se afirma em:
Alternativas
Q3544946 Português
'Ato jurídico perfeito e acabado'

1 Waldir Maranhão, o intrépido, fez das suas nesta semana. Logo depois que o nobilíssimo deputado perpetrou o que perpetrou, começou um desfile de opiniões e pareceres de juristas, políticos etc. Muitos deles disseram mais ou menos isto: "Waldir Maranhão alterou um ato jurídico perfeito e acabado".

2 Tomada ao pé da letra (mas muuuuito ao pé da letra), a expressão "perfeito e acabado" é pleonástica, redundante. O caro leitor já sabe do que estou falando? No uso efetivo da língua, sabemos todos que "perfeito" significa "em que não há defeito". É essa a primeira definição do "Houaiss" para "perfeito". A versão eletrônica do "Aulete" diz quase a mesma coisa: "Livre de defeito, que só possui boas qualidades".

3 Então por que será que afirmei que, ao pé da letra, mas muuuuito ao pé da letra, a construção "perfeito e acabado" é redundante?

4 Vamos pensar. "Beijado" é o particípio do verbo "beijar", certo? E "sofrido"? É do verbo "sofrer", assim como "resistido" é do verbo "resistir". Mais um pouquinho: "desfeito" é o particípio de "desfazer", assim como "refeito" é o de "refazer". E "perfeito"? É o particípio do verbo... Ou não é particípio coisa nenhuma? Sim, "perfeito" vem ao mundo como particípio (do verbo...).

5 De que verbo, caro leitor? Quer um empurrão? Vamos lá: "fazer/feito", "desfazer/desfeito", "refazer/refeito", "satisfazer/satisfeito"... Já sabe? Lá vai: "perfeito" é o particípio do verbo "perfazer", que significa...

6 Vamos ao "Houaiss", que dá estas três definições: "1. Tornar completo o número ou o valor de; 2. Dar conclusão a; terminar de fazer; 3. pôr em execução, fazer, realizar".

7 Os mais velhos certamente se lembram do uso de "perfazer" em frases como "Essa despesa perfaz X reais". Hoje em dia, pouco se ouve ou lê esse verbo, de cuja formação faz parte o prefixo latino "per-", o mesmo que se encontra, com os seus diversos matizes semânticos, em "perseguir", "pernoitar", "perdurar", "perpétuo", "perturbar" etc.

8 Por acaso nesse meio-tempo o caro leitor se lembrou dos nomes dos pretéritos do indicativo (imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito)? 

9 O pretérito perfeito assim se chama porque expressa um fato acabado, totalmente concluído: "O intrépido Waldir Maranhão anulou a sessão da Câmara de 17 de abril e logo depois anulou essa anulação".

10 A forma verbal "anulou", do pretérito perfeito do indicativo, expressa fato passado totalmente concluído, por isso mesmo perfeito. A esta altura, é provável que muita gente já esteja esperando que a conversa se estenda aos outros pretéritos do modo indicativo (o imperfeito e o "assustador" mais-que-perfeito).

11 Vamos lá, pois. Compare estas frases: "A literatura a fazia voar"; "A literatura a fez voar". Que diferença há entre "fazia " e "fez"? Ambas se referem a fatos passados, mas a primeira indica processos repetidos, cujo término não se conhece, enquanto a segunda se refere a um processo totalmente concluído. Se "fez" é do pretérito perfeito, "fazia" só pode ser do imperfeito.

12 E o mais-que-perfeito? Dou uma dica: "fizera" equivale a "tinha/havia feito", assim como "lera" equivale a "tinha/havia lido". Veja: "Quando cheguei, ela já resolvera (= 'tinha/havia resolvido') o problema". Como se vê, o mais-queperfeito expressa fato passado, mais velho que outro, ambos já totalmente concluídos, isto é, perfeitos. É isso.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/05/1770272- ato-juridico-perfeito-e-acabado.shtml
Sobre o vocábulo “perfeito” no texto só é verdadeiro o que se afirma na opção:
Alternativas
Q3544447 Português
    Manter a ética profissional nas relações de trabalho é importante para promover um ambiente justo, motivador e com base na honestidade para todos, desde colaboradores até a alta gestão.

    A ética profissional representa um conjunto de ações, princípios, valores e comportamentos no trabalho. Eles são, geralmente, transformados em “normas” que devem ser seguidas pelos colaboradores para cultivar um ambiente seguro e íntegro.  

    A importância da ética profissional pode ser vista tanto do lado da companhia quanto dos colaboradores. É uma via de mão dupla — com ela é possível construir relações valiosas e com base na confiança, formando uma cultura organizacional forte, capaz de inspirar os colaboradores e trazer mais propósito para o grupo.

     A ética profissional serve para melhorar diversos indicadores da empresa, sejam eles tangíveis ou subjetivos, percebidos pelo público e comunidade.

    O processo de construção de um ambiente de trabalho ético requer esforço e dedicação por parte de todos. Uma das maneiras de promover a ética de forma prática e executável nos mais diferentes nichos de negócio inclui, por exemplo, contratar novos talentos alinhados com os pilares éticos da companhia, desde o início da jornada dos colaboradores.

     Assim, reduzem-se os riscos de descobrir que algum profissional reproduz comportamentos não adequados após meses — ou até anos — de atuação. O efeito de colaboradores desalinhados com a cultura pode ser bem negativo, gerando uma “contaminação” de grupos e aumento nos níveis de desmotivação. 

    Outra maneira de promover a ética de forma prática é treinando líderes. Já é bem conhecida a crença de que “o exemplo vem de cima”. No mundo corporativo, esse ensinamento tem muito valor. Líderes com comportamentos duvidosos, que fujam das práticas éticas da empresa, tendem a desencorajar os colaboradores ou influenciá-los negativamente, levando-os a fazerem o mesmo.


https://exame.com/carreira/guia-de-carreira/como-promover-a-etica-rofissional-no-trabalho-veja-exemplos. Acesso em 05/03/2024. Adaptado. 
No texto, o emprego do gerúndio no trecho “Outra maneira de promover a ética de forma prática é treinando líderes. ” (7º parágrafo) indica 
Alternativas
Q3543721 Português
As palavras sublinhadas abaixo indicam ações e são chamadas de verbos. Elas se referem a algo que:
Julia amou o presente que ganhou da avó.
Alternativas
Q3541900 Português
Assinale a alternativa que apresenta a correta transposição da sentença abaixo para o discurso indireto.

“Não brinques com fogo – disse a mãe.” 
Alternativas
Respostas
1861: C
1862: A
1863: B
1864: A
1865: C
1866: B
1867: D
1868: A
1869: B
1870: B
1871: D
1872: E
1873: B
1874: B
1875: E
1876: E
1877: C
1878: A
1879: A
1880: A