Eles não 'têm' muita autonomia de voo, então 'pulam' de um ...

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O passarinho que ajuda cientistas brasileiros a entender as mudanças climáticas

Todos os meses, durante quatro ou cinco dias, um grupo de cientistas brasileiros vive a vida de um passarinho.

Eles acordam cedo, antes de o sol raiar, e se embrenham por horas em pântanos lotados de capins altos e muitos insetos.

O objetivo da missão é um só: observar o bicudinho-do-brejo, uma ave rara encontrada apenas em regiões específicas da Baía de Guaratuba, quase na divisa entre o Paraná e Santa Catarina.

Entre os mais de sessenta indivíduos da espécie que são acompanhados de perto, um se tornou o queridinho da equipe de biólogos: Rosaldo, um macho de dezesseis anos, que é acompanhado pelos pesquisadores antes mesmo de nascer, quando ainda estava se desenvolvendo no ovo.

Esse tempo de observação de um mesmo animal permitiu aos especialistas reunir uma série de dados sobre a história de sua vida.

As informações ajudam a entender as estratégias que a espécie adota para se adaptar e responder às mudanças climáticas — como o aumento do nível do mar ou a maior frequência de eventos extremos.

"O bicudinho tem o peso de um bombom", detalha a bióloga Giovana Sandretti-Silva, que coordena um projeto de conservação da espécie e faz parte do grupo de pesquisa de Bornschein.

"O macho é um pouco mais escuro e tem a barriga marrom. Já a fêmea possui uma barriga carijó, com penas brancas e pretas", diz ela.

 A primeira década de pesquisa com o bicudinho-do-brejo também permitiu descobrir que esses pássaros são territorialistas e mantêm relacionamentos por longos períodos.

"O casal vive no mesmo lugar por vários anos, alimenta-se de pequenos insetos ou caranguejos e usa os capins do brejo para fazer os ninhos", acrescenta Sandretti-Silva.

Segundo a bióloga, os bicudinhos geram dois ovos por ciclo reprodutivo — e, se bem-sucedidos, eles terão dois filhotinhos para cuidar por algumas semanas.

"Uma coisa interessante é que macho e fêmea dividem todas as tarefas. Juntos, eles constroem os ninhos, chocam os ovos, cuidam dos filhotes", exemplifica ela.

Quando o filho cresce e consegue se virar sozinho, ele é expulso pelos próprios pais e precisa buscar um território próprio.

"Eles não têm muita autonomia de voo, então pulam de um capim para outro e vagam até achar um novo lugar", aponta Sandretti-Silva.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr321dpg49o. Adaptado.
Eles não 'têm' muita autonomia de voo, então 'pulam' de um capim para outro e 'vagam' até achar um novo lugar.
Conjugando os verbos destacados no futuro do presente do indicativo, tem-se:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda morfologia verbal, mais especificamente a conjugação dos verbos no futuro do presente do indicativo. Por meio dessa análise, é possível verificar se o candidato reconhece e aplica corretamente a flexão verbal exigida pela norma-padrão do português.

Justificativa da alternativa correta (B):

O futuro do presente do indicativo expressa uma ação que acontecerá depois do momento atual, trazendo expectativa de realização, sem condicionalidade. Os verbos destacados no enunciado ("ter", "pular", "vagar") devem estar nessa forma na 3ª pessoa do plural (eles):

  • ter: terão
  • pular: pularão
  • vagar: vagarão

Dessa forma, a frase correta fica: "Eles não terão muita autonomia de voo, então pularão de um capim para outro e vagarão até achar um novo lugar." Todas as formas verbais estão adequadas ao tempo e ao sujeito.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Usa "pularam", "vagaram" (pretérito perfeito) — indicam ação passada, não futuro.
  • C) Usa "tiveram", "pularam", "vagaram" — todas no passado, em desacordo com o que foi pedido.
  • D) Usa "teriam", "pulariam", "vagariam" — estão no futuro do pretérito, que indica hipótese ou condição, não o futuro simples.

Dicas para provas: Cuidado com "pegadinhas de tempo verbal": em muitos concursos, a troca entre pretérito, futuro do presente e futuro do pretérito é feita para confundir o candidato. Fique atento ao pedido do enunciado e à relação com o tempo da ação.

Referências: Gramáticas de Celso Cunha & Lindley Cintra e Evanildo Bechara reforçam a formação do futuro do presente como "infinitivo + terminações -ei, -ás, -á, -emos, -eis, -ão". Sempre aplique essa regra para verbos regulares ou verifique a conjugação de verbos irregulares nos quadros gramaticais.

Conclusão: A alternativa B é a correta.

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Futuro do presente = Rá , Rei

Futuro do Pretérito = Ria

RAM = Pretérito perfeito

Rão = Futuro do presente

.

alternativa B

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