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Q3613397 Português

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora. Talvez não fosse um menino de família, mas também não era um menino de rua. É assim que a gente divide. Menino de família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um menino de rua. Menino de rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão. (...)

Na verdade, não existem meninos de rua. Existem meninos na rua. E toda vez que um menino está na rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.

Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que nos pertencem.


(COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002.) 

O uso das aspas no texto se justifica porque se trata de 
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Q3612677 Português
Expor filhos nas redes sociais pode ter implicações jurídicas; entenda



       A exposição da rotina dos filhos nas redes sociais tem se tornado cada vez mais comum entre influenciadores e celebridades. Nomes como Viih Tube e Virginia Fonseca acumulam milhões de visualizações ao mostrar momentos íntimos da maternidade, desde o nascimento até o dia a dia das crianças. Para essas criadoras de conteúdo, o compartilhamento constante faz parte da construção de suas marcas pessoais e do engajamento com o público.

       Essa discussão ganhou força com a popularização da prática denominada sharenting, termo que une as palavras share (compartilhar) e parenting (parentalidade), e descreve a prática de pais ou responsáveis que divulgam repetidamente imagens, vídeos e informações da vida dos filhos nas redes sociais – muitas vezes desde o nascimento e, em alguns casos, com finalidade comercial.

      O fenômeno tem sido cada vez mais debatido também no Judiciário. Tribunais do país têm solicitado a retirada de fotos com base na prática do sharenting. Em decisão inédita no TJ/AC, a juíza de Direito Maha Manasfi, da 3ª vara da Família de Rio Branco/AC, proibiu os pais de divulgarem imagens do filho de forma excessiva nas redes sociais. Já o TJ/SP reconheceu casos de responsabilidade civil decorrentes da superexposição infantil, com decisões que determinam indenização por danos à personalidade, conforme artigo publicado pela USP.


(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/. Acesso em: julho de 2025. Fragmento.)
A reescrita para o trecho “A exposição da rotina dos filhos nas redes sociais tem se tornado cada vez mais comum entre influenciadores e celebridades.” (1º§), que mantém seu sentido original assim como sua correção gramatical, está indicada em: 
Alternativas
Q3612675 Português
    Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas de fazer balancê, de se remexerem dos lugares. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos; uns com os outros acho que nem se misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo coisas de rasa importância. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras de recente data. Toda saudade é uma espécie de velhice. Talvez, então, a melhor coisa seria contar a infância não como um filme em que a vida acontece no tempo, uma coisa depois da outra, na ordem certa, sendo essa conexão que lhe dá sentido, princípio, meio e fim, mas como um álbum de retratos, cada um completo em si mesmo, cada um contendo o sentido inteiro. Talvez seja esse o jeito de escrever sobre a alma em cuja memória se encontram as coisas eternas, que permanecem...


(Guimarães Rosa apud Rubem Alves. Na morada das palavras. Campinas: Papirus, 2023. p. 139. Adaptado.) 
Ao utilizar a frase “Toda saudade é uma espécie de velhice.”, trecho do texto apresentado, em um texto de autoria diversa, caberá ao autor fazer uso das aspas, visto que: 
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Q3612189 Português
Hoje me mandaram um coração branco


   Recebi hoje um coraçãozinho branco. Um emoji, “letra-imagem” em japonês. Era do Japão, afinal, o sujeito que criou esses hieroglifos modernos, para uma companhia telefônica, há quase 35 anos. Quem já mandou uma imagem de “joinha” pelo zap ou alguma rede social sabe da sintética utilidade dessas figurinhas que bailam nos diálogos pela internet.

   Pois, já espalhei e recebi coraçõezinhos vermelhos, num despretensioso carinho cibernético por amigos, parentes e amores. E esse coração branco me fez lembrar que tinha visto outros de cores diferentes. Fui pesquisar, e descobri um arco-íris cardíaco pulsando com uma variedade de significados de tirar o fôlego.

   O coraçãozinho roxo, por exemplo, quem diria, pode ser usado para expressar cuidado, e, também, amor platônico. O verde tem conotações ambientalistas, e de renovação. O laranja, vibrante, serve para mostrar que a pessoa está animadona com o romance, ou com a amizade. Já o amarelo é para afastar fantasias românticas: “somos apenas bons amigos”, lateja o emoji amarelado.

   Não deveria surpreender. Como diz a frase que li, dia desses, atribuída ao Veríssimo: quem sabe o que se esconde nos corações humanos? Nos demais emojis, então, os significados são mais surpreendentes do que supõe a vã semiologia. (...)

   E os emojis são apenas um dos perigos na linguagem das redes. Como já sabiam os peixes, elas, as redes, são ardilosas, cheias de iscas malintencionadas; armadilhas particularmente perigosas.

   Todos os dias, milhares de pessoas maduras são capturadas pelos trotes e cascatas da internet, de teorias conspiratórias sobre o roubo do nióbio brasileiro a pedidos de ajuda para pessoas supostamente perdidas — como uma menina romena desaparecida há anos, impulsionada no Brasil por gente de boa vontade  e nenhuma disposição para checar os memes que lhe caem na tela do computador. (...)

   O coraçãozinho que recebi, felizmente, era branco. Enviado por uma moça que, de início, me mandou um coração vermelhinho, como os verdadeiros, em resposta a um elogio. E, na continuação do diálogo, transplantou esse branco, que, descobri, quer dizer carinho sem segundas intenções, mas também pode significar que a pessoa que enviou não só não te ama como não sente nem sequer proximidade. (...)


LEO, Sergio. Hoje me mandaram um coração
branco. Correio Braziliense. 06 out. 2024.
Disponível em
<https://www.correiobraziliense.com.br/revistado-correio/2024/10/6955830-cronica-cidadenossa-hoje-me-mandaram-um-coracaobranco.html>.
“Era do Japão, afinal, o sujeito que criou esses hieroglifos modernos, para uma companhia telefônica, há quase 35 anos.”

Assinale a alternativa cuja forma reescrita do trecho acima, incluindo a pontuação, encontra-se totalmente correta.
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Q3611749 Português

A rolha de cortiça, muito utilizada em garrafas de vinho, tem uma longa história. É produzida a partir da casca do sobreiro, uma árvore nativa de regiões do Mediterrâneo, como Portugal, Espanha e sul da França.


A casca do sobreiro é cuidadosamente colhida a cada nove anos, em um processo conhecido como descortiçamento, que não danifica a árvore. A cortiça é então fervida para remover impurezas, cortada em discos e moldada em rolhas.


A rolha de cortiça tem sido utilizada como vedação para garrafas de vinho há séculos. Sua história remonta ao Antigo Egito, onde já era usada para vedar recipientes de líquidos, incluindo vinho. No entanto, foi na região do Mediterrâneo, especialmente em Portugal, que a produção em larga escala começou a florescer durante os séculos XVIII e XIX.


Uma das principais razões pelas quais a rolha de cortiça se tornou tão popular é sua capacidade de preservar a qualidade do vinho ao longo do tempo. Trata-se de um material natural e poroso, que permite uma troca mínima de ar entre o ambiente externo e o interior da garrafa. Isso ajuda a manter o vinho fresco e protegido da oxidação, permitindo que ele evolua de maneira controlada e desenvolva aromas e sabores de forma ideal.


Além disso, o som delicado ao desprender a rolha, o aroma sutil que se liberta nesse momento e a sensação tátil ao segurá-la fazem parte do prazer de degustar um bom vinho. Essa modesta peça de cortiça pode parecer simples à primeira vista, mas sua presença está profundamente entrelaçada com a história, a qualidade e até mesmo o romance que envolve a apreciação dessa bebida.


Fonte: Blog Winelovers. Adaptado.

Em “Trata-se de um material natural e poroso, que permite uma troca mínima de ar […]”, a vírgula torna a oração:
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Q3611579 Português
Qual é o sinal de pontuação usado no final de frases, depois de interjeições e verbos no imperativo, para exprimir surpresa, espanto, susto, indignação, ordem, entre outros?
Alternativas
Q3611568 Português
Bolo


Sete de cada lado, as mulheres assistindo, todos com barriga e pouco fôlego, menos o Arruda. O Arruda em grande forma. Magro, ágil, boa cabeleira. Cinquenta anos, e brilhando. Foi depois de o Arruda dar um passe para ele mesmo, correr lá na frente como um menino, chutar com perfeição e fazer o gol, para delírio das mulheres, que todo o time correu para abraçá-lo. Que gol! O Arruda era demais. Empilharam-se em cima do Arruda. Apertaram o Arruda. Beijaram o Arruda. O Arruda depois diria que alguém tentara morder a sua orelha. Quando o Arruda quis se levantar para recomeçarem o jogo, não deixaram. Derrubaram o Arruda outra vez. Quando ele parecia que estava conseguindo se livrar dos companheiros, veio o time adversário e também pulou no bolo para cumprimentar o Arruda. O Arruda acabou tendo que sair de campo, trêmulo, amparado pelas mulheres indignadas, enquanto o jogo recomeçava, agora só com os fora de forma. Na hora do churrasco, o Arruda ainda não estava totalmente recuperado da comemoração, para aprender.


(VERISSIMO, Luis Fernando. O melhor das comédias da vida privada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p.139.)
Qual das seguintes alternativas substitui corretamente, sem prejuízo do sentido, a pontuação da frase “O Arruda em grande forma. Magro, ágil, boa cabeleira. Cinquenta anos, e brilhando.”?
Alternativas
Q3610582 Português
Na metade do século passado, as recomendações de atividade física para melhorar o condicionamento físico e ter benefícios à saúde foram embasadas em comparações sistemáticas dos efeitos de diferentes protocolos de exercícios.

        Em 1978, foi publicado o posicionamento do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM, na sigla em inglês) intitulado “A quantidade e a qualidade dos exercícios para o desenvolvimento e a manutenção do condicionamento em adultos saudáveis”, que estabelecia os exercícios necessários para que os adultos saudáveis mantivessem ou melhorassem a aptidão cardiorrespiratória e a composição corporal. Eram recomendadas atividades aeróbicas, como caminhadas, corridas, ciclismo, realizadas na frequência de 3 a 5 dias por semana, e duração de 15 a 60 minutos.

        Apesar de essas recomendações terem sido reformuladas em 1990, com a inclusão dos exercícios de força e resistência muscular, com o passar do tempo, o interesse em melhorar o estado geral de saúde – e não apenas a aptidão cardiorrespiratória, muscular e(ou) a composição corporal das pessoas – despertou maior atenção dos pesquisadores para o fato de que o volume de atividades, e não necessariamente a intensidade dos esforços, seria mais importante na promoção da saúde. 

        Assim, em 1995, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o ACMS criaram uma recomendação populacional que preconizava que todos os indivíduos deveriam realizar atividades físicas de moderada intensidade, contínuas ou acumuladas, em todos ou na maioria dos dias da semana, totalizando, aproximadamente, 150 minutos por semana ou 200 Kcal por sessão. Tal recomendação, apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS) do Brasil, é preconizada atualmente para a prevenção de algumas doenças crônicas, e foi criada na tentativa de aumentar o reconhecimento tanto profissional quanto público dos benefícios à saúde, associados às atividades físicas moderadas, e de chamar a atenção para a quantidade e a intensidade mínima de atividade física necessária para atingir esses benefícios e encorajar as pessoas a se tornar mais ativas, e não necessariamente mais condicionadas, permitindo a inclusão de programas mais flexíveis em suas vidas cotidianas.

Internet:<www.scielo.br>  (com adaptações).

A respeito da estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte. 


A inserção de vírgulas para intercalar “atualmente”, no período “é preconizada atualmente para a prevenção de algumas doenças crônicas”, mantém a correção gramatical do trecho.

Alternativas
Q3608923 Português
Em 2019, o vórtice polar deixou dezenas de milhões de pessoas abaixo de 0 ºC na mesma região.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cdx91n2e7wgo. adaptado

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase. 
Alternativas
Q3608418 Português
Leia a tira publicada no Instagram para responder à questão:

Q1_2.png (309×314)


(https://www.instagram.com/jeangalvao)
A pontuação está em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3607376 Português
Entre as frases a seguir, indique aquela que mostra um erro de pontuação no que diz respeito ao emprego da vírgula. 
Alternativas
Q3607116 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O rio que dorme


     Dizem que o Velho Chico, o famoso rio São Francisco, adormece todos os dias à meia-noite.

     E veja só: é nessa hora que as almas das pessoas que se afogaram em suas águas viajam para o céu.

   É também depois das doze badaladas noturnas do relógio que a Mãe d’Água, outra habitante das profundezas do Velho Chico, vem à tona para enxugar seus longos cabelos. Sentada na pedra, ela observa, em silêncio, o sono do rio. Por alguns minutos, os peixes ficam paralisados; as águas, estagnadas; as cobras não dão bote, nem soltam veneno; o tempo parece não existir.

  Ah, e é nesses instantes de calmaria que os pescadores, espertamente, aproveitam para encher suas redes sem muita dificuldade. Mas o encanto dura pouco. Num lampejo, o rio desperta e pode até ficar furioso! Para testar se o Velho Chico está dormindo ou acordado, é preciso jogar um pedacinho de madeira na água à meia-noite. Se o graveto ficar parado, é melhor esperar o rio acordar para puxar a rede, porque o pescador que não respeita o sono do rio pode ter o barco afundado e nunca mais voltar.

   Melhor deixar o rio dormir em paz.


(Lenda contada pela população ribeirinha do São Francisco, adaptada pela Revista Ciência Hoje das Crianças. Adaptado) 
Na frase “Dizem que o Velho Chico, o famoso rio São Francisco, adormece todos os dias à meia-noite” (1° parágrafo), as vírgulas foram empregadas para separar um aposto, ou seja, apresentar uma explicação da expressão “o Velho Chico”.

Assinale a alternativa em que as vírgulas foram empregadas por essa mesma razão.
Alternativas
Q3605714 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O rio que dorme


     Dizem que o Velho Chico, o famoso rio São Francisco, adormece todos os dias à meia-noite.

     E veja só: é nessa hora que as almas das pessoas que se afogaram em suas águas viajam para o céu.

   É também depois das doze badaladas noturnas do relógio que a Mãe d’Água, outra habitante das profundezas do Velho Chico, vem à tona para enxugar seus longos cabelos. Sentada na pedra, ela observa, em silêncio, o sono do rio. Por alguns minutos, os peixes ficam paralisados; as águas, estagnadas; as cobras não dão bote, nem soltam veneno; o tempo parece não existir.

   Ah, e é nesses instantes de calmaria que os pescadores, espertamente, aproveitam para encher suas redes sem muita dificuldade. Mas o encanto dura pouco. Num lampejo, o rio desperta e pode até ficar furioso! Para testar se o Velho Chico está dormindo ou acordado, é preciso jogar um pedacinho de madeira na água à meia-noite. Se o graveto ficar parado, é melhor esperar o rio acordar para puxar a rede, porque o pescador que não respeita o sono do rio pode ter o barco afundado e nunca mais voltar.

   Melhor deixar o rio dormir em paz.


(Lenda contada pela população ribeirinha do São Francisco, adaptada pela Revista Ciência Hoje das Crianças. Adaptado) 
Na frase “Dizem que o Velho Chico, o famoso rio São Francisco, adormece todos os dias à meia-noite” (1o parágrafo), as vírgulas foram empregadas para separar um aposto, ou seja, apresentar uma explicação da expressão “o Velho Chico”.

Assinale a alternativa em que as vírgulas foram empregadas por essa mesma razão.
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Q3605486 Português
        O conceito de racismo, criado no início do século XX, já foi objeto de diversas leituras e interpretações. Ainda hoje, as várias definições de racismo nem sempre dizem a mesma coisa, nem sempre têm um denominador comum. Quando utilizamos esse conceito em nosso cotidiano, não lhe atribuímos os mesmos conteúdo e significado, daí nossa falta de consenso também na busca de soluções contra o racismo.

        Por razões lógicas e ideológicas, o racismo é geralmente abordado com base na raça, dentro da extrema variedade das possíveis relações existentes entre as duas noções. Com efeito, com base nas relações entre “raça” e “racismo”, o racismo seria teoricamente uma ideologia essencialista que postula a divisão da humanidade em grandes grupos chamados raças, cada qual com características físicas hereditárias comuns, que serviriam de suporte para as características psicológicas, morais, intelectuais e estéticas de cada grupo, e, quando comparadas às características de outras raças, se situariam em uma escala desigual de valores.

        Visto desse ponto de vista, o racismo é uma crença na existência de raças naturalmente hierarquizadas pela relação intrínseca entre o físico e o moral, o físico e o intelecto, o físico e o cultural. O racista cria a raça no sentido sociológico, ou seja, a raça, no imaginário do racista, não remete exclusivamente a um grupo definido por seus traços físicos. A raça, para um indivíduo racista, reúne pessoas em um grupo social com traços culturais, linguísticos, religiosos, etc. que ele considera naturalmente inferiores aos do grupo ao qual pertence. Dito de outro modo, o racismo é uma tendência que consiste em considerar que as características intelectuais e morais de um dado grupo são consequências diretas de suas características físicas ou biológicas.

        Nesse sentido, podemos afirmar que o racismo nasce quando se empregam características biológicas como justificativa de tal ou tal comportamento. É justamente o estabelecimento da relação intrínseca entre características biológicas e qualidades morais, psicológicas, intelectuais e culturais que desemboca na hierarquização das chamadas raças em superiores e inferiores.

Internet:<geledes.org.br>  (com adaptações).

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.


É facultativo o emprego de vírgula logo após a conjunção “e”, no trecho “que serviriam de suporte para as características psicológicas, morais, intelectuais e estéticas de cada grupo, e, quando comparadas às características de outras raças, se situariam em uma escala desigual de valores.”.

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Q3605366 Português

Leia a tira publicada no Instagram para responder à questão:





A pontuação está em conformidade com a norma-padrão em: 
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Q3602260 Português

Leia o texto para responder à questão.


Em relação ao uso da Língua Portuguesa padrão em contextos formais e a aspectos discursivos e textuais na produção desse texto, observa-se que: 
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Q3601033 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.

Cientistas criam plástico reciclável que não leva materiais derivados de petróleo

    Os pesquisadores consideram que, com o tempo, o novo plástico PECA poderá oferecer uma alternativa competitiva a outras formas de plástico [...]

    Além de todos os problemas que o descarte de plástico gera ao meio ambiente, a fabricação de novos materiais desse tipo também é motivo de preocupação por parte de ambientalistas. Isso porque o plástico, para ser produzido, usa produtos derivados de combustíveis fósseis, conhecidos propulsores da crise climática no mundo.

    Para reduzir o problema, dois cientistas da Boise State University, nos EUA, desenvolveram um novo tipo de plástico que, ao contrário dos existentes, não é feito de petróleo bruto e derivados. Na pesquisa, os cientistas A. Christy e S. Phillips descrevem a fabricação do material baseado em poli etil cianoacrilato (PECA), uma matéria prima não petrolífera.

    A descoberta, publicada na Science Advances, apresenta experimentos de laboratório que replicam processos industriais para uso do material. Os resultados sugerem que cerca de 93% do novo plástico pode ser reciclado para se tornar uma matéria prima mais limpa, mesmo quando é misturado com outros resíduos, como papel e alumínio. [...]

https://umsoplaneta.globo.com/energia/noticia/2023/04/01/cientistas-criamplastico-reciclavel-que-nao-leva-materiais- derivados-de-petroleo.ghtml
No trecho: “A descoberta, publicada na Science Advances, apresenta experimentos de laboratório...”, as vírgulas são empregadas para:
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Q3600459 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


E se todo mundo realmente tivesse uma alma gêmea, que fosse uma pessoa aleatória em qualquer lugar do mundo?


    Resposta: seria um pesadelo. Vamos supor que sua alma gêmea fosse determinada ao nascer. Você não sabe nada sobre a pessoa, quem é ou onde está, mas – como diz o clichê – vocês se reconhecerão num cruzar de olhares. Logo de cara, isso rende algumas perguntas. Para começar, será que sua alma gêmea ainda estaria viva? Uns 100 bilhões de humanos já existiram, mas só 7 bilhões estão vivos no momento. Se fôssemos emparelhados aleatoriamente, 90% de nossas almas gêmeas estariam mortas há muito tempo. E isso seria horrível. Mas, peraí, fica pior.


    Um argumento bem simples demonstra que não devemos nos limitar aos seres humanos do passado, pois também temos que incluir um número incontável de seres humanos do futuro. Pois veja só: se nossa alma gêmea pode estar no passado remoto, então também pode ser possível encontrar almas gêmeas no futuro distante. Então vamos supor que vocês vivam na mesma época. Além disso, para não sermos desagradáveis, ela está na mesma faixa etária que você. Considerando a restrição de faixa etária, a maioria da humanidade teria uma reserva de aproximadamente meio bilhão de combinações possíveis.


    As chances de se deparar com seu par perfeito seriam absurdamente pequenas. O número de estranhos com os quais estabelecemos contato visual por dia varia de quase zero (no caso de introvertidos ou gente que mora em cidades pequenas) a muitos milhares (como um policial na Times Square), mas vamos supor que todo dia você troque olhares com uma média de poucas dezenas de gente que nunca viu. (Eu sou bastante introvertido, então no meu caso a estimativa é bem generosa.) Se 10% deles estão próximos da sua idade, isso daria 50 mil pessoas numa vida. Dado que você tem 500 milhões de almas gêmeas em potencial, quer dizer que só encontraria o verdadeiro amor em uma vida a cada 10 mil.


(Randall Munroe, E se? Respostas científicas para perguntas absurdas. Adaptado)


Assinale a alternativa em que a inclusão de vírgula(s) no trecho original mantém a correção gramatical e o sentido original do texto.

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Q3598784 Português
Atenção: Leia o texto para responder à questão.


    A "caixa de Pandora· é uma metáfora usada para caracterizar ações que, menosprezando o principio da precaução, desencadeiam consequências/as maléficas, terríveis e irreversíveis. O mito de Pandora origina-se nos poemas épicos de Hesíodo (a Teogonia), escritos durante o século VII a.C.e considerados uma das mais antigas versões sobre a origem do Universo.

    Zeus deu a Pandora, como presente de casamento, uma caixa (na Grécia antiga, um jarro), mas avisou-a para nunca a abrir, pois seria melhor deixá-la intocada. A vontade de abri-la superou qualquer precaução: coisas horríveis voaram para fora, incluindo ganância, inveja, ódio, dor, doença, fome, pobreza, guerra e morte.

    Hoje em dia, a caixa de Pandora continua sendo aberta, não por pessoas desavisadas, mas por personagens que prestam serviços em nome da ciência, da política e da economia.

    Aí estão os agravos à saúde da população, à biodiversidade, ao habitat dos demais seres vivos, à preservação dos ecossistemas, à própria Terra como um todo. A confiança na tecnologia como panaceia para todos os mates resultou em considerar a "inteligência artificial' como opção para o declínio da "inteligência natural".

    Efeitos adversos relativos ao ultraprocessamento dos alimentos, às transformações genéticas, ás radiações eletromagnéticas continuam ainda pouco explorados. Entidades diversas subsidiam pesquisas científicas, desde que seus resultados respaldem, a priori, o que afirmam sobre seus métodos, produtos e ações.

    Jornalistas, influenciadores e meios de comunicação social teriam que destacar os objetivos desejáveis e colocar em debate os caminhos para alcançá-los.

    O resgate da Terra e o resgate da humanidade são aspectos complementares e devem ser tratados simultaneamente. no espaço e no tempo, para seu apoio mútuo.

    A questão é que as mudanças dependem da adoção de novas formas de estar no mundo. Elas implicam o apoio de dimensões interdependentes: Intima (mundo pessoal); interativa (relações grupais/; social (política, econômica); e biofísica (condições ambientais).

    Existe uma sinergia entre todas essas dimensões: elas podem se congregar em tomo de objetivos comuns (ecossistemas), ou se repelirem (ruptura e caos).

    Eis aqui a caixa de Pandora.


(Adaptado de: André Francisco Pilon. Disponível em: https://jomal.usp.br. Acesso em 06/2025)
A redação alternativa de um comentário baseado em trecho do texto, em que se mantém a correção gramatical, está em: 
Alternativas
Q3596569 Português
Qual a maior compulsão?


As mulheres sempre tiveram mais de um sapato, uma porção de pares, para revezar o máximo possível com as suas roupas. Trata-se de uma variedade incrível para lidar com cada estilo e ocasião.

É a síndrome mansa de Imelda Marcos dentro de cada uma delas — Imelda é mãe do presidente das Filipinas, ex-primeira-dama, que se vangloria de possuir mais de 3.000 pares de sapatos em 95 anos de existência.

Mulher costuma ser uma centopeia. A minha esposa acumula cerca de 200 pares de calçados. Jamais contei um por um, porque desejo me manter casado.

Beatriz sofre para se desfazer de um modelo único e insubstituível, ao qual se afeiçoou ao longo do tempo, confortável em seus dedos e leal aos obstáculos dos mais complexos pisos. Assim sendo, só entram peças lá em casa, dificilmente saem.

Já o homem tem um ou dois pares de sapatos para seus compromissos sociais. Não mais do que isso. É lacônico nas suas vestes sisudas.

Só que eu percebi que ele encontrou uma maneira disfarçada de imitar as mulheres: pelos tênis.

Homem nunca exibe um só par de tênis. Acabou com seu passado franciscano. Ele deu para colecionar. Não termina de consumir.
A diferença é que ele não procura os mais baratos. Quanto mais caros, melhor. Age na contramão da economia, do custo-benefício. Vem gastando o seu salário com o fetiche, muito mais do que mulheres gastam com os sapatos.

Vejo amigos desfilando diariamente com tênis novos. Não repetem o par na manhã seguinte. De tão comuns e recorrentes que são as estreias, perdeu a graça batizar com uma pisadinha.

Eles não se contentam, como nas décadas de 1960 e 1970, com um monotemático, para simplesmente andar, permanecendo com ele de modo insanamente exclusivo e fiel, até furar a sola, até estrebuchar a língua, até corroer os cadarços. Atingiram o patamar da compulsão: querem ostentar.

O homem é hoje a Imelda Marcos dos tênis.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/2/14/qual-a -maior-compulsao
No texto "Qual a maior compulsão?", de Fabrício Carpinejar, a pontuação contribui para o estilo marcante do autor, caracterizado pelo humor e pela crítica. Observe o trecho: "Beatriz sofre para se desfazer de um modelo único e insubstituível, ao qual se afeiçoou ao longo do tempo, confortável em seus dedos e leal aos obstáculos dos mais complexos pisos."
A vírgula empregada no trecho destacado tem a função de: 
Alternativas
Respostas
1601: A
1602: B
1603: C
1604: E
1605: B
1606: D
1607: D
1608: C
1609: C
1610: C
1611: B
1612: B
1613: E
1614: E
1615: A
1616: A
1617: C
1618: E
1619: B
1620: B