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Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora. Talvez não fosse um menino de família, mas também não era um menino de rua. É assim que a gente divide. Menino de família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um menino de rua. Menino de rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão. (...)
Na verdade, não existem meninos de rua. Existem meninos na rua. E toda vez que um menino está na rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.
Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que nos pertencem.
(COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002.)
Assinale a alternativa cuja forma reescrita do trecho acima, incluindo a pontuação, encontra-se totalmente correta.
A rolha de cortiça, muito utilizada em garrafas de vinho, tem uma longa história. É produzida a partir da casca do sobreiro, uma árvore nativa de regiões do Mediterrâneo, como Portugal, Espanha e sul da França.
A casca do sobreiro é cuidadosamente colhida a cada nove anos, em um processo conhecido como descortiçamento, que não danifica a árvore. A cortiça é então fervida para remover impurezas, cortada em discos e moldada em rolhas.
A rolha de cortiça tem sido utilizada como vedação para garrafas de vinho há séculos. Sua história remonta ao Antigo Egito, onde já era usada para vedar recipientes de líquidos, incluindo vinho. No entanto, foi na região do Mediterrâneo, especialmente em Portugal, que a produção em larga escala começou a florescer durante os séculos XVIII e XIX.
Uma das principais razões pelas quais a rolha de cortiça se tornou tão popular é sua capacidade de preservar a qualidade do vinho ao longo do tempo. Trata-se de um material natural e poroso, que permite uma troca mínima de ar entre o ambiente externo e o interior da garrafa. Isso ajuda a manter o vinho fresco e protegido da oxidação, permitindo que ele evolua de maneira controlada e desenvolva aromas e sabores de forma ideal.
Além disso, o som delicado ao desprender a rolha, o aroma sutil que se liberta nesse momento e a sensação tátil ao segurá-la fazem parte do prazer de degustar um bom vinho. Essa modesta peça de cortiça pode parecer simples à primeira vista, mas sua presença está profundamente entrelaçada com a história, a qualidade e até mesmo o romance que envolve a apreciação dessa bebida.
Fonte: Blog Winelovers. Adaptado.
A respeito da estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte.
A inserção de vírgulas para intercalar “atualmente”, no período “é preconizada atualmente para a prevenção de algumas doenças crônicas”, mantém a correção gramatical do trecho.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cdx91n2e7wgo. adaptado
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.

Assinale a alternativa em que as vírgulas foram empregadas por essa mesma razão.
Assinale a alternativa em que as vírgulas foram empregadas por essa mesma razão.
Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.
É facultativo o emprego de vírgula logo após a conjunção “e”, no trecho “que serviriam de suporte para as características psicológicas, morais, intelectuais e estéticas de cada grupo, e, quando comparadas às características de outras raças, se situariam em uma escala desigual de valores.”.
Leia a tira publicada no Instagram para responder à questão:

Leia o texto para responder à questão.

Leia o texto a seguir para responder à questão:
E se todo mundo realmente tivesse uma alma gêmea, que fosse uma pessoa aleatória em qualquer lugar do mundo?
Resposta: seria um pesadelo. Vamos supor que sua alma gêmea fosse determinada ao nascer. Você não sabe nada sobre a pessoa, quem é ou onde está, mas – como diz o clichê – vocês se reconhecerão num cruzar de olhares. Logo de cara, isso rende algumas perguntas. Para começar, será que sua alma gêmea ainda estaria viva? Uns 100 bilhões de humanos já existiram, mas só 7 bilhões estão vivos no momento. Se fôssemos emparelhados aleatoriamente, 90% de nossas almas gêmeas estariam mortas há muito tempo. E isso seria horrível. Mas, peraí, fica pior.
Um argumento bem simples demonstra que não devemos nos limitar aos seres humanos do passado, pois também temos que incluir um número incontável de seres humanos do futuro. Pois veja só: se nossa alma gêmea pode estar no passado remoto, então também pode ser possível encontrar almas gêmeas no futuro distante. Então vamos supor que vocês vivam na mesma época. Além disso, para não sermos desagradáveis, ela está na mesma faixa etária que você. Considerando a restrição de faixa etária, a maioria da humanidade teria uma reserva de aproximadamente meio bilhão de combinações possíveis.
As chances de se deparar com seu par perfeito seriam absurdamente pequenas. O número de estranhos com os quais estabelecemos contato visual por dia varia de quase zero (no caso de introvertidos ou gente que mora em cidades pequenas) a muitos milhares (como um policial na Times Square), mas vamos supor que todo dia você troque olhares com uma média de poucas dezenas de gente que nunca viu. (Eu sou bastante introvertido, então no meu caso a estimativa é bem generosa.) Se 10% deles estão próximos da sua idade, isso daria 50 mil pessoas numa vida. Dado que você tem 500 milhões de almas gêmeas em potencial, quer dizer que só encontraria o verdadeiro amor em uma vida a cada 10 mil.
(Randall Munroe, E se? Respostas científicas para perguntas absurdas. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a inclusão de vírgula(s) no trecho original mantém a correção gramatical e o sentido original do texto.
A vírgula empregada no trecho destacado tem a função de: