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Q1956133 Português
Quanto à articulação das formas verbais, marque o item correto.

(Itens adaptados de:<https://blog.saraivaeducacao.com.br/letramento-digital/> . Acesso em: 28 de jun. de 2022).
Alternativas
Q1955753 Português
Kamikaze: como o 'vento divino' virou sinônimo de suicídio

A palavra kamikaze, de origem japonesa, é a junção dos termos divino (kami) e vento (kaze). Segundo a enciclopédia Britannica, a expressão foi usada pela primeira vez em 1281 para descrever tufões que protegeram o Japão de uma invasão mongol.

Durante a 2ª Guerra Mundial, kamikaze era o nome dado aos pilotos que se jogavam, junto com o avião, contra um alvo militar. Historiadores explicam que essa foi a resposta do Japão para enfrentar as aeronaves dos Estados Unidos, que tinha maior poder de combate. A maioria dos aviões eram caças comuns, carregados com bombas ou tanques extras de gasolina, que eram pilotados deliberadamente para colidir com seus alvos. O piloto cometia suicídio para garantir o sucesso do ataque. Mesmo quando atingidos, alguns conseguiam continuar guiando o avião e chegar até o alvo.

O historiador Michael Anderson explica que essa atitude não era exatamente um ato de fanatismo ou desespero dos japoneses, mas sim algo mais próximo do modo de vida dos samurais. “Com um grande senso de dever, a cultura dos samurais deu aos pilotos kamikazes o conceito de honra em suas ações”, escreveu Anderson no artigo “Kamikazes: entendendo os homens por trás do mito”, publicado no International Journal of Naval History.

Segundo a Força Aérea dos EUA, foram por volta de 2.800 ataques kamikazes na 2ª Guerra Mundial, que afundaram 34 navios, danificaram outros 368 e mataram quase 10 mil marinheiros e soldados americanos.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/07/05/kamikaze-como-ovento-divino-virou-sinonimo-de-suicidio.ghtml
Assinale a alternativa que apresente a classe gramatical da palavra em destaque no período: “O piloto cometia suicídio para garantir o sucesso do ataque”.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: Quadrix Órgão: CFFA Prova: Quadrix - 2022 - CFFA - Técnico Administrativo |
Q1955637 Português

Texto para o item. 



Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto. 


A flexão da forma verbal “tende” (linha 14) na terceira pessoa do singular justifica-se pela concordância do verbo com o termo “maioria” (linha 13), que é o núcleo do sujeito da oração. 

Alternativas
Q1954606 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


TEXTO



ADOÇÃO NO BRASIL



A adoção no Brasil é entendida legalmente como uma ferramenta de função social que busca garantir o direito ao desenvolvimento pleno da criança. 


      O processo de adoção no Brasil passou por diversos momentos diferentes no decorrer do tempo. Em momentos passados, era uma forma de adquirir mão de obra barata. Uma família “adotava” uma criança sob a condição de que, em troca do abrigo e alimento, ela deveria trabalhar cuidando da casa ou de outras crianças mais novas, geralmente filhos legítimos da família. Muita coisa mudou desde então e, embora essa prática ainda persista, a adoção é hoje vista pelos órgãos judiciais como um artifício usado para garantir os direitos da criança e do adolescente de terem acesso a um meio familiar saudável onde disponham de oportunidades de pleno desenvolvimento social, físico, psicológico e educacional. 


     O jurista e filósofo brasileiro Clóvis Beviláqua (1859- 1944) define a adoção como “o ato civil pelo qual alguém aceita um estranho na qualidade de filho”. Nesse sentido, a adoção é vista como uma forma de estabelecimento de laço familiar indissolúvel; assim, aquele que é adotado passa a ter todos os direitos de um filho biológico. 


      A partir da Constituição de 1988, a adoção passou a ser vista pelo meio jurídico como uma ferramenta de função social, uma forma de proteção aos interesses da criança e do adolescente. A elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) firmou legalmente essa função e, entre suas determinações, estão:


Determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente:


• A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa (…);

• O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes;

• A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais;

• A adoção será concedida quando apresentar reais vantagens para a criança ou adolescente em situação de adoção e fundar-se em motivos legítimos;

• O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando.


      Embora os avanços legais tenham garantido meios para que as crianças e adolescentes que vivem em abrigos e encontram-se em situação de adoção tenham a oportunidade de novamente se tornarem parte de uma família, as filas de pessoas que desejam adotar continuam a crescer. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2015, existiam cerca de 5,6 mil crianças e adolescentes à espera de uma nova família nos lares adotivos espalhados pelo país. Enquanto isso, segundo o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), 33 mil famílias estão cadastradas na fila. Esse estranho fenômeno explica-se ao observarmos que, dessas 5,6 mil crianças e adolescentes, 86% possuem 5 anos ou mais. Ocorre que a grande maioria das famílias que esperam nas filas do CNA exige que a criança a ser adotada seja recém-nascida, saudável e de pele clara, características que apenas 6% das crianças que se encontram nos abrigos possuem. 


      Desse fato também surge outra importante discussão acerca da legitimidade da adoção por casais homoafetivos. Embora, em 2015, ainda não exista lei formal que aborde o assunto, os tribunais e juízes já garantiram, nos casos em que as análises dos órgãos de assistência social recomendavam a adoção, o direito a esses casais de adotar.



Por: Lucas de Oliveira Rodrigues

https://www.preparaenem.com/sociologia/adocao-no-brasil.htm

“Muita coisa mudou desde então e, embora essa prática ainda persista, a adoção é hoje vista [...] direitos da criança e do adolescente de terem acesso a um meio familiar saudável onde disponham de oportunidades [...].” 1º§
É correto afirmar que os verbos destacados no período acima expressam: 
Alternativas
Q1954047 Português

Velha história


        Era uma vez um homem que estava pescando, Maria. Até que apanhou um peixinho! Mas o peixinho era tão pequenininho e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que o homem ficou com pena. E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com iodo a garganta do coitadinho. Depois guardou-o no bolso traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente. E desde então ficaram inseparáveis. Aonde o homem ia, o peixinho o acompanhava a trote, que nem um cachorrinho. Pelas calçadas. Pelos elevadores. Pelo café. Como era tocante vê-los no "17"! – o homem, grave, de preto, com uma das mãos segurando a xícara de fumegante moca, com a outra lendo o jornal, com a outra fumando, com a outra cuidando do peixinho, enquanto este, silencioso e levemente melancólico, tomava laranjada por um canudinho especial...

        Ora, um dia o homem e o peixinho passeavam à margem do rio onde o segundo dos dois fora pescado. E eis que os olhos do primeiro se encheram de lágrimas. E disse o homem ao peixinho:

        “Não, não me assiste o direito de te guardar comigo. Por que roubar-te por mais tempo ao carinho do teu pai, da tua mãe, dos teus irmãozinhos, da tua tia solteira? Não, não e não! Volta para o seio da tua família. E viva eu cá na terra sempre triste!...”

        Dito isso, verteu copioso pranto e, desviando o rosto, atirou o peixinho n’água. E a água fez redemoinho, que foi depois serenando, serenando até que o peixinho morreu afogado...

(Mario Quintana. Eu passarinho. São Paulo: Ática, 2014)

Verifica-se o emprego de voz passiva no seguinte trecho:
Alternativas
Q1954042 Português

Atenção: Para responder à questão, considere um trecho do romance Quincas Borba, de Machado de Assis. 


        Rubião fitava a enseada, – eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade.

        – Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas, pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...

        Que abismo que há entre o espírito e o coração! O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento, arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham, arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não casasse; podia vir um filho ou uma filha... – Bonita canoa! – Antes assim! – Como obedece bem aos remos do homem! – O certo é que eles estão no Céu!

        Um criado trouxe o café. Rubião pegou na xícara e, enquanto lhe deitava açúcar, ia disfarçadamente mirando a bandeja, que era de prata lavrada. Prata, ouro, eram os metais que amava de coração; não gostava de bronze, mas o amigo Palha disse-lhe que era matéria de preço, e assim se explica este par de figuras que aqui está na sala, um Mefistófeles e um Fausto. Tivesse, porém, de escolher, escolheria a bandeja, – primor de argentaria, execução fina e acabada.

(Machado de Assis. Quincas Borba. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)

Quem o visse, [...], cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta (1º parágrafo)


Os sujeitos dos verbos sublinhados são, respectivamente,

Alternativas
Q1953450 Português
“O gingar é a essência da capoeira” A função gramatical do vocábulo em destaque é:
Alternativas
Q1953357 Português

Sobre o amor, etc.


        Dizem que o mundo está cada dia menor.

        É tão perto do Rio a Paris! Assim é na verdade, mas acontece que raramente vamos sequer a Niterói. E alguma coisa, talvez a idade, alonga nossas distâncias sentimentais.

        Na verdade há amigos espalhados pelo mundo. Antigamente era fácil pensar que a vida oferecia uma perspectiva infinita e nos sentíamos contentes achando que um dia estaríamos todos reunidos em volta de uma mesa farta e então tudo seria bom. Agora começamos a aprender o que há de irremissível nas separações.

        Agora sabemos que jamais voltaremos a estar juntos; pois quando estivermos juntos perceberemos que já somos outros e estamos separados pelo tempo perdido na distância. Poderemos falar, falar, para nos correspondermos por cima dessa muralha dupla; mas não estaremos juntos; seremos duas outras pessoas, talvez por este motivo, melancólicas.

        Chamem de tolo ao apaixonado que sente ciúmes quando ouve sua amada dizer que na véspera de tarde o céu estava lindíssimo. Se ela diz “nunca existirá um céu tão bonito assim” estará dando, certamente, sua impressão de momento; há centenas de céus extraordinários. Ele porém, na véspera, estava dentro de uma sala qualquer e não viu céu nenhum. Se acaso tivesse chegado à janela e visto, agora seria feliz em saber que em outro ponto da cidade ela também vira. Mas isso não aconteceu, e ele tem ciúmes. Sente que sua amada foi infiel; ela incorporou a si mesma alguma coisa nova que ele não viveu. Será um louco apenas na medida em que o amor é loucura.

        É horrível levar as coisas a fundo. O amigo que procura manter suas amizades distantes e manda longas cartas sentimentais tem sempre um ar de náufrago fazendo um apelo. Naufragamos a todo instante no mar bobo do tempo e do espaço, entre as ondas de coisas de todo dia.

        Assim somos na paixão do amor, absurdos e tristes. Por isso nos sentimos tão felizes e livres quando deixamos de amar. Que maravilha, que liberdade sadia em poder viver a vida por nossa conta! Sentimo-nos fortes, sólidos e tranquilos. Até que começamos a desconfiar de que estamos sozinhos, trancados do lado de fora da vida.

(Adaptado de: BRAGA, Rubem. Melhores crônicas. Global Editora, edição digital) 

E alguma coisa, talvez a idade, alonga nossas distâncias sentimentais.


Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:

Alternativas
Q1953356 Português

Sobre o amor, etc.


        Dizem que o mundo está cada dia menor.

        É tão perto do Rio a Paris! Assim é na verdade, mas acontece que raramente vamos sequer a Niterói. E alguma coisa, talvez a idade, alonga nossas distâncias sentimentais.

        Na verdade há amigos espalhados pelo mundo. Antigamente era fácil pensar que a vida oferecia uma perspectiva infinita e nos sentíamos contentes achando que um dia estaríamos todos reunidos em volta de uma mesa farta e então tudo seria bom. Agora começamos a aprender o que há de irremissível nas separações.

        Agora sabemos que jamais voltaremos a estar juntos; pois quando estivermos juntos perceberemos que já somos outros e estamos separados pelo tempo perdido na distância. Poderemos falar, falar, para nos correspondermos por cima dessa muralha dupla; mas não estaremos juntos; seremos duas outras pessoas, talvez por este motivo, melancólicas.

        Chamem de tolo ao apaixonado que sente ciúmes quando ouve sua amada dizer que na véspera de tarde o céu estava lindíssimo. Se ela diz “nunca existirá um céu tão bonito assim” estará dando, certamente, sua impressão de momento; há centenas de céus extraordinários. Ele porém, na véspera, estava dentro de uma sala qualquer e não viu céu nenhum. Se acaso tivesse chegado à janela e visto, agora seria feliz em saber que em outro ponto da cidade ela também vira. Mas isso não aconteceu, e ele tem ciúmes. Sente que sua amada foi infiel; ela incorporou a si mesma alguma coisa nova que ele não viveu. Será um louco apenas na medida em que o amor é loucura.

        É horrível levar as coisas a fundo. O amigo que procura manter suas amizades distantes e manda longas cartas sentimentais tem sempre um ar de náufrago fazendo um apelo. Naufragamos a todo instante no mar bobo do tempo e do espaço, entre as ondas de coisas de todo dia.

        Assim somos na paixão do amor, absurdos e tristes. Por isso nos sentimos tão felizes e livres quando deixamos de amar. Que maravilha, que liberdade sadia em poder viver a vida por nossa conta! Sentimo-nos fortes, sólidos e tranquilos. Até que começamos a desconfiar de que estamos sozinhos, trancados do lado de fora da vida.

(Adaptado de: BRAGA, Rubem. Melhores crônicas. Global Editora, edição digital) 

Se acaso tivesse chegado à janela e visto, agora seria feliz em saber que em outro ponto da cidade ela também vira. (5º parágrafo)


O tempo verbal sublinhado expressa

Alternativas
Q1953351 Português

        Minha primeira tentativa de ler Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, foi um fracasso. Eu ainda estava na escola e me confundia com as frases longas e as palavras antigas. Acabei desistindo.

        Anos depois, li do começo ao fim, desfrutando cada página da história daquela dupla inusitada: o cavaleiro idealista determinado a transformar a realidade para que se assemelhe à de seus livros e seus sonhos; e o escudeiro pragmático que tenta manter seu mestre na dura realidade para que ele não se perca nas nuvens da fantasia.

        Tudo é deslumbrante nesse livro, que simboliza melhor do que qualquer outro a infinita variedade da língua espanhola para expressar a condição humana com todas as nuances, a fantasia que leva o ser humano a transformar a vida. Em outras palavras, a forma como a literatura nos defende da frustração, do fracasso e da mediocridade.

        O mundo estreito e provinciano de La Mancha, pelo qual Dom Quixote e Sancho fazem sua peregrinação, pouco a pouco se torna, graças à coragem do determinado cavaleiro andante, um universo de aventuras insólitas, em que se entrelaçam audácia, absurdo e humor, para nos mostrar como a imaginação pode transformar o tédio em aventura e converter o cotidiano em uma peripécia inusitada em que se alternam o maravilhoso, o milagroso, o patético – todos os matizes de que se faz a vida.

        Em livro recente, o crítico Santiago Muñoz Machado analisa as biografias mais importantes do escritor Miguel de Cervantes para saber em que sociedade surgiu Dom Quixote. O leitor da obra de Muñoz Machado encontrará tudo: o aparato jurídico que reinava na Espanha enquanto Cervantes escrevia as aventuras de Dom Quixote, as festas populares, a propagação da feitiçaria, os crimes da Inquisição, a vida elevada dos artistas, a mentalidade militar à sombra da Coroa.

        Cervantes era um homem simples e miserável, aparentemente desde muito jovem. No começo da vida, um crime o leva para a Itália. Como todos os humildes, ele se torna soldado. E guerreia em Lepanto contra os turcos, quando não deveria, por causa de condição de que sofria. E, então, devido a raptores berberiscos, ele passou cinco anos em Argel, onde deve ter sofrido o indescritível, sobretudo depois de suas tentativas de fuga. Padres trinitarianos o salvaram, pagando seu resgate. Na Espanha, tentou ir para a América, mas o Estado sequer respondeu às suas cartas. Ou seja, com ele tudo acontecia de maneira tal que ele poderia muito bem se tornar ressentido. E, no entanto, a generosidade e a hombridade de Cervantes estão mais do que garantidas. Era um homem sem remorso, preocupado em elevar a vida de seus concidadãos. Um homem bom e idealista.

        Quando li Dom Quixote, já havia muito tempo que lia romances de cavalaria, nos quais o formalismo tentava frear os excessos da época. Sob a ferocidade das batalhas, surgiu um mundo de paz e ordem, segundo um plano rígido destinado a acabar com a espontaneidade que mostrava o mundo como ele é: pútrido e irremediável. Será que, depois de tanto sofrer na vida, Cervantes também não tivesse buscado a mesma coisa?

(Adaptado de: LLOSA, Mario Vargas. Disponível em: www.cultura.estadao.com.br. Acessado em: 05.05.2022) 

me confundia com as frases longas e as palavras antigas.

O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo do da frase acima está em: 

Alternativas
Q1952852 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Brincadeiras de criança

  Entre as crianças daquele tempo, na hora de formar grupos pra brincar, alguém separava as sílabas enquanto ia rodando e apontando cada um com o dedo: “Lá em ci-ma do pi-a-no tem um co-po de ve-ne-no, quem be-beu mor-reu, o cul-pa-do não fui eu”. Piano? Qual? Veneno? Por quê? Morreu? Quem? Tratava-se de uma “parlenda”*, como aprendi bem mais tarde, mas podem chamar de surrealismo, enigma, senha mágica, charada...

  Mesmo as nossas cartilhas de alfabetização tinham seus mistérios: uma das lições iniciais era a frase “A macaca é má”, com a ilustração de uma macaquinha espantada e a exploração repetida das sílabas “ma” e “ca”. Ponto. Nenhuma história? Por que era má a macaquinha? Depois aprendi que “má macaca” é um parequema**. A gente vai ficando sabido e ignorando o essencial. O que, afinal, teria aprontado a má macaquinha da cartilha?

  A grande poeta Orides Fontela usou como epígrafe de um de seus livros de alta poesia (Helianto, 1973) esta popular quadrinha de cantiga de roda: 


                                                  “Menina, minha menina,

Faz favor de entrar na roda

Cante um verso bem bonito

Diga adeus e vá-se embora”

  Ou seja: brincando, brincando, eis a nossa vida resumida, em meio aos densos poemas de Orides, a nossa vida, em que cada um de nós se apresenta aos outros, busca dizer com capricho a que veio no tempinho que teve e...adeus. Podem soar fundo as palavras mais inocentes: “ir-se embora”, depois da viva roda... E ir-se embora sem saber mais nada daquele copo de veneno em cima do piano ou da macaquinha da cartilha, eternamente condenada a ser má. Ir-se embora já ouvindo bem ao longe as vozes das crianças cantando na roda.

* parlenda: palavreado utilizado em brincadeiras infantis ou jogos de memorização.

** parequema: repetição de sons ou da sílaba final de uma palavra, no início da palavra seguinte.

(Adaptado de: MACEDÔNIO, Faustino. Casos de almanaque, a publicar)


As flexões dos verbos e as relações entre seus tempos e modos estão adequadamente observadas na frase:
Alternativas
Q1952549 Português

Instrução: Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


WWW.ATUALIZAR.COM

A pandemia tornou mais urgente se manter antenado na tecnologia

IMAGINEM. Eu sou da época da máquina de escrever. Datilografava página por página. Tec, tec, tec. Já não era novinho quando surgiu o computador doméstico. Foi fantástico – os vizinhos não reclamavam mais quando eu escrevia à noite. Eu sei. A vida sem internet parece inacreditável hoje. [...]

A pandemia tornou a tecnologia mais obrigatória que nunca. Tenho de aprender aquilo que nunca pensei em saber. Reunião por Zoom, por exemplo. Ou Google Meet. São programas de videoconferência. É assim que se realizam as reuniões de trabalho atualmente. [...]

Há peças de teatro apresentadas pelo Instagram. É uma outra linguagem! Todos os dias boto um aplicativo de meditação e relaxo, aprendendo a respirar, descansando... já escolhi um aplicativo da ioga para fazer pelo celular. Mas ainda estou ensaiando começar... E cada vez há mais um novo aplicativo para desvendar, uma plataforma para conhecer. Eu que cheguei a ter aula de caligrafia com caneta tinteiro, vejam só! [...]

Às vezes, acho que não sou mais um indivíduo, e que me tornei um aplicativo. Estou em upload, em contínua transferência de dados. Vivo em modo de atualização. Aceitei esse novo modo de viver. Este admirável mundo novo já se incorporou à minha rotina diária. As novidades de hoje serão passado amanhã. Eu e você também temos de seguir o ritmo.

(CARRASCO, W. In: Revista Veja, edição de 24 de junho de 2020.) 

O trecho É assim que se realizam as reuniões de trabalho atualmente. pode ser reescrito da seguinte maneira: É assim que são realizadas as reuniões de trabalho atualmente., em que foi usada a voz passiva analítica em lugar da voz passiva pronominal. Em qual alternativa a voz passiva pronominal foi corretamente alterada para a analítica?
Alternativas
Q1951660 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.

Pediatra orienta que pais aproveitem período de férias para ficarem mais perto dos filhos

O contato das crianças com a família no período de férias escolares é fundamental para o desenvolvimento, além de fazer bem para o emocional. Mas, para gerar efeitos positivos, não basta estar junto, é importante que pais e familiares compartilhem com elas um tempo de qualidade.

Estar perto do filho não se trata apenas de ficar ao lado dele enquanto ele brinca. A formação do vínculo afetivo se dá nos momentos em que a criança percebe sua disponibilidade e sabe que você está ali não só com ela, mas também para ela.

O pediatra Constantino Cartaxo vê que as férias são uma ótima oportunidade para que pais e filhos se aproximem, pois é durante os momentos compartilhados que se formam as memórias mais importantes para o processo de crescimento e desenvolvimento da criança.

“Os primeiros cinco anos de vida são um período crucial para o desenvolvimento da criança. Hoje vemos os pais terceirizando, cada dia mais cedo, o cuidado de seus filhos a outras pessoas e a creches e berçários. Assim, a criança perde o exemplo da família como órgão gerador de comportamento e de educação”, explica Cartaxo.

O médico pediatra afirma, ainda, que a ausência de elos com a família também pode comprometer o desenvolvimento infantil, gerando ansiedade e inseguranças na criança. Isto acontece porque, nos primeiros anos de vida, os filhos reproduzem o comportamento dos pais e, sem contato com eles, deixam de ter referências comportamentais e de afeto.

Além de prejudicar o desenvolvimento comportamental da criança, a falta de atenção dos responsáveis estimula o uso de telas, como televisão, smartphones e tablets. Por isso, Constantino Cartaxo estimula que os pais aproveitem as férias e fortaleçam a conexão que têm com os pequenos.

“A família é o primeiro exemplo para a criança. Este é um período em que a criança precisa se identificar com a família e, sobretudo, identificar os valores da família; precisa ser limitada em seu comportamento dentro da família para que, posteriormente, tenha um desenvolvimento mais saudável, seguro e completo”, incentiva.

No trecho: “Por isso, Constantino Cartaxo estimula que os pais aproveitem as férias e fortaleçam a conexão...”, o tempo e o modo dos verbos destacados são RESPECTIVAMENTE: 
Alternativas
Q1951359 Português

Texto para o item.



Em relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.


O sujeito da locução verbal “tenha tido” (linha 9) é “cada um na roda” (linha 8). 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: TJ-GO Prova: FGV - 2022 - TJ-GO - Juiz Leigo |
Q1951262 Português

Literatura e justiça


Clarice Lispector



Hoje, de repente, como num verdadeiro achado, minha tolerância para com os outros sobrou um pouco para mim também (por quanto tempo?). Aproveitei a crista da onda, para me pôr em dia com o perdão. Por exemplo, minha tolerância em relação a mim, como pessoa que escreve, é perdoar eu não saber como me aproximar de um modo “literário” (isto é, transformado na veemência da arte) da “coisa social”. Desde que me conheço o fato social teve em mim importância maior que qualquer outro: em Recife os mocambos foram a primeira verdade para mim. Muito antes de sentir “arte”, senti a beleza profunda da luta. Mas é que tenho um modo simplório de me aproximar do fato social: eu queria “fazer” alguma coisa, como se escrever não fosse fazer. O que não consigo é usar escrever para isso, ainda que a incapacidade me doa e me humilhe. O problema de justiça é em mim um sentimento tão óbvio e tão básico que não consigo me surpreender com ele – e, sem me surpreender, não consigo escrever. E também porque para mim escrever é procurar. O sentimento de justiça nunca foi procura em mim, nunca chegou a ser descoberta, e o que me espanta é que ele não seja igualmente óbvio em todos. Tenho consciência de estar simplificando primariamente o problema. Mas, por tolerância hoje para comigo, não estou me envergonhando totalmente de não contribuir para algo humano e social por meio do escrever. É que não se trata de querer, é questão de não poder. Do que me envergonho, sim, é de não “fazer”, de não contribuir com ações. (Se bem que a luta pela justiça leva à política, e eu ignorantemente me perderia nos meandros dela.) Disso me envergonharei sempre. E nem sequer pretendo me penitenciar. Não quero, por meios indiretos e escusos, conseguir de mim a minha absolvição. Disso quero continuar envergonhada. Mas, de escrever o que escrevo, não me envergonho: sinto que, se eu me envergonhasse, estaria pecando por orgulho.

A frase abaixo (retirada do texto) que pode ser modificada para a voz passiva, é: 
Alternativas
Q1951201 Português
Texto 1

Fuçando o seu armário

Roupas podem ser rastreadas. Tem certeza de que não tem dessas peças na sua gaveta?

Você sabia que a roupa que está vestindo pode ser rastreada? Calma, não é nenhum tipo de espionagem. Muito menos teoria da conspiração. Trata-se do controle produtivo desde a matériaprima. O acompanhamento é feito pelo Programa Algodão Brasileiro Sustentável, ABR. Esta cadeia de moda carioca foi a primeira a se juntar ao projeto.

Esse cuidado é um dos trunfos dos empresários brasileiros para enfrentarem as desigualdades na concorrência com os estrangeiros. Produtores agrícolas nacionais lutam com entraves e desigualdade na competição em um mundo globalizado. Lidam com a alta carga tributária, questões cambiais, problemas de logística, protecionismos de países concorrentes, entre outros. Mesmo assim, o Brasil é o 4º maior produtor de algodão e o 2º exportador de fibra do mundo. A safra nacional se enquadra em um dos fatores mais sensíveis nas sociedades contemporâneas: a responsabilidade socioambiental.

Para fazer o dever de casa, os produtores se uniram em torno do Programa Algodão Brasileiro Sustentável (ABR) tendo como slogan “Sou de Algodão”. É uma espécie de cartilha enquadrada pela Agenda ESG que valida boas práticas sociais, econômicas e ambientais em todas as etapas da cadeia produtiva. Do total produzido no Brasil, cerca de 80% saem certificadas pela ABR. “Foi um esforço de 15 anos na busca e aplicação de melhores formas para garantir a qualidade e agregar práticas ambientais. Estamos num mundo cada vez mais consciente, o consumidor pode conhecer quem nós somos e como cultivamos o nosso algodão que ele veste” – justifica o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Júlio Busato.

O objetivo do programa é oferecer ao consumidor a transparência da cadeia fornecedora e rastreabilidade certificada da origem da matéria-prima. O ABR é composto por 178 itens divididos em 8 critérios e recomendações. Ele incentiva a utilização de matériaprima orgânica, o comprometimento com as preservações dos cursos de água – nascentes, corredeiras e reservas – e cuidados com o solo, entre outras. Para fazer parte desse grupo responsável, precisa se comprometer também com questões sociais, como: banimento de traços na cadeia de trabalho infantil e análogo ao escravo, além de estarem perfeitamente alinhados com as legislações nacionais e internacionais.

Os produtores começam a colher os bons frutos plantados em 2012 quando foi criado um protocolo único de certificação para as fazendas. Segundo levantamento daAssociação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), 40 delas já foram certificadas: 32 na Bahia e oito em Goiás. São as primeiras propriedades que receberam a chancela na safra 2021/22. “É uma jornada longa conseguir levar essa certificação até a palma da mão do consumidor, que está mais exigente. Com o programa SouABR, entregamos o que ele pede: responsabilidade socioambiental e rastreabilidade”, explica Busato.


[Adaptado]


Luiz André Ferreira
O Dia, 04 de junho de 2022.

Disponível em https://odia.ig.com.br/colunas/luiz-andre
ferreira/2022/06/6416023-fucando-o-seu-armario.html
Ocorre voz passiva em:
Alternativas
Q1951199 Português
Texto 1

Fuçando o seu armário

Roupas podem ser rastreadas. Tem certeza de que não tem dessas peças na sua gaveta?

Você sabia que a roupa que está vestindo pode ser rastreada? Calma, não é nenhum tipo de espionagem. Muito menos teoria da conspiração. Trata-se do controle produtivo desde a matériaprima. O acompanhamento é feito pelo Programa Algodão Brasileiro Sustentável, ABR. Esta cadeia de moda carioca foi a primeira a se juntar ao projeto.

Esse cuidado é um dos trunfos dos empresários brasileiros para enfrentarem as desigualdades na concorrência com os estrangeiros. Produtores agrícolas nacionais lutam com entraves e desigualdade na competição em um mundo globalizado. Lidam com a alta carga tributária, questões cambiais, problemas de logística, protecionismos de países concorrentes, entre outros. Mesmo assim, o Brasil é o 4º maior produtor de algodão e o 2º exportador de fibra do mundo. A safra nacional se enquadra em um dos fatores mais sensíveis nas sociedades contemporâneas: a responsabilidade socioambiental.

Para fazer o dever de casa, os produtores se uniram em torno do Programa Algodão Brasileiro Sustentável (ABR) tendo como slogan “Sou de Algodão”. É uma espécie de cartilha enquadrada pela Agenda ESG que valida boas práticas sociais, econômicas e ambientais em todas as etapas da cadeia produtiva. Do total produzido no Brasil, cerca de 80% saem certificadas pela ABR. “Foi um esforço de 15 anos na busca e aplicação de melhores formas para garantir a qualidade e agregar práticas ambientais. Estamos num mundo cada vez mais consciente, o consumidor pode conhecer quem nós somos e como cultivamos o nosso algodão que ele veste” – justifica o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Júlio Busato.

O objetivo do programa é oferecer ao consumidor a transparência da cadeia fornecedora e rastreabilidade certificada da origem da matéria-prima. O ABR é composto por 178 itens divididos em 8 critérios e recomendações. Ele incentiva a utilização de matériaprima orgânica, o comprometimento com as preservações dos cursos de água – nascentes, corredeiras e reservas – e cuidados com o solo, entre outras. Para fazer parte desse grupo responsável, precisa se comprometer também com questões sociais, como: banimento de traços na cadeia de trabalho infantil e análogo ao escravo, além de estarem perfeitamente alinhados com as legislações nacionais e internacionais.

Os produtores começam a colher os bons frutos plantados em 2012 quando foi criado um protocolo único de certificação para as fazendas. Segundo levantamento daAssociação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), 40 delas já foram certificadas: 32 na Bahia e oito em Goiás. São as primeiras propriedades que receberam a chancela na safra 2021/22. “É uma jornada longa conseguir levar essa certificação até a palma da mão do consumidor, que está mais exigente. Com o programa SouABR, entregamos o que ele pede: responsabilidade socioambiental e rastreabilidade”, explica Busato.


[Adaptado]


Luiz André Ferreira
O Dia, 04 de junho de 2022.

Disponível em https://odia.ig.com.br/colunas/luiz-andre
ferreira/2022/06/6416023-fucando-o-seu-armario.html
“Esta cadeia de moda carioca foi a primeira a se juntar ao projeto” (1º parágrafo). O verbo destacado na frase está no mesmo tempo e modo verbal do verbo sublinhado em: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCC Órgão: TJ-CE Prova: FCC - 2022 - TJ-CE - Oficial de Justiça |
Q1951050 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. 


[Religiões e progresso]

É conhecida a tese de que nas sociedades pré-modernas, como o medievo europeu ou as culturas ameríndias e africanas tradicionais, a religião não tem uma existência à parte das demais esferas da vida, não é um nicho compartimentalizado de devoção e celebração ritual demarcado no tempo e no espaço, mas está integrada à textura do cotidiano comum e permeia todas as instâncias da existência.  

A separação radical entre o profano e o sagrado – entre o mundo secular regido pela razão, de um lado, e o mundo da fé, regido por opções e afinidades estritamente pessoais, de outro – seria um traço distintivo da moderna cultura ocidental. Mas será isso mesmo verdade? Até que ponto o mundo moderno teria de fato banido a emoção religiosa da vida prática e confinado a esfera do sagrado ao gueto das preces, contrições e liturgias dominantes? Ou não seria essa compartimentalização, antes, um meio de apaziguar as antigas formas de religiosidade e ajustar contas com elas ao mesmo tempo em que se abre e se desobstrui o terreno visando a liberação da vida prática para o culto de outros deuses e de outra fé?

Não se trata, é claro, de negar o valor desses outros deuses: a ciência, a técnica, o conforto material, a sede de acumulação de riquezas. O equívoco está em absolutizar esses novos deuses em relação a outros valores, e esperar deles mais do que podem oferecer. A ciência jamais decifrará o enigma de existir; a tecnologia não substitui a ética; e o aumento indefinido de renda e riqueza não nos conduz a vidas mais livres, plenas e dignas de serem vividas, além de pôr em risco o equilíbrio mesmo da bioesfera.

(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 152-153)

Transpondo-se para a voz passiva a frase A ciência jamais haverá de decifrar os enigmas de nossa existência, a forma verbal resultante será:
Alternativas
Q1949873 Português

Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Saber parar

Vamos começar pelo final, para ninguém aí querer pular para a última linha. A ansiedade é uma antiga conhecida da nossa espécie e tem uma função importante: preparar o corpo e a mente para decisões e ações ligeiras numa situação de forte estresse. Por exemplo, a de esbarrar com um predador faminto numa savana africana. A questão é que o ambiente e os desafios de hoje mudaram muito desde a Pré-História. Os predadores agora são outros e atendem pelo nome de excesso de estímulos – de informação, de tarefas, de metas.

Essas batalhas diárias podem deixar feridas, dor e dúvida. E o pior é que fomos ensinados a passar por cima de tudo isso e seguir pleníssimos, apesar do peso. Como se fôssemos máquina. E aí o mecanismo natural que nos salva de tantos perigos nunca tem trégua. Fica ligado constantemente, trazendo problemas e, muitas vezes, a necessidade de buscar ajuda profissional para ajustá-lo. Porque somos humanos. 

Não sei bem de que forma chegamos até aqui, na normalização do ato de sorrir para o outro enquanto por dentro a gente chora. Deve ter a ver com nossa visão equivocada do que é ser forte. Achamos que só tem valor aquele que dá conta de tudo, supera limites, alcança o primeiro lugar. Se essas vitórias alcançam a saúde física e emocional do tal ser perfeito, poucos parecem se importar. Mas quem disse que precisa ser assim? Quem determinou que não podemos parar, desistir, recomeçar? 

[...] O desacelerar pode estar na leitura de um livro, num gole de chá, em uma atividade física, em não fazer nada.[...]

(KEDOUK, Márcia. In: Revista TODOS, 10/2021.)

A respeito de formas verbais utilizadas no texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q1949744 Português

Observe o emprego do verbo assistir na frase a seguir.


“O médico assistiu o paciente dando-lhe o atendimento adequado.”


Assinale a alternativa em que o emprego desse verbo está com o mesmo sentido do destacado na frase acima.

Alternativas
Respostas
5261: B
5262: B
5263: C
5264: D
5265: B
5266: A
5267: A
5268: A
5269: C
5270: B
5271: A
5272: E
5273: A
5274: E
5275: A
5276: A
5277: D
5278: A
5279: E
5280: C