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Q3589278 Português
Texto para responder a questão.

Uma creche particular do Rio de Janeiro anunciou duas vagas para professoras, tendo como requisito básico para a contratação „ser cristã‟. O anúncio foi feito pela Creche Escola Dunamis, localizada em Campo Grande.

A vaga foi divulgada nas redes sociais por Tati Mussallem, dona e diretora pedagógica da creche. Estava prevista a contratação de uma professora de balé e uma de educação física.

O caso foi encaminhado ao Ministério Público e à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância pelo deputado Átila Nunes (MDB). O pedido está em avaliação.

Após saber da divulgação do caso, a proprietária da creche pediu desculpas aos ofendidos e atribuiu o requisito a “um erro de digitação”.

A descrição da vaga fere a previsão da lei municipal 5565/2013, a proibir “inquirir por quaisquer meios sobre a religião do candidato à vaga em questionários, formulários ou entrevistas de emprego, admissão ou adesão a empresas públicas ou privadas, sociedades, clubes e afins”.

CARTACAPITAL | 26.01.2023. Disponível em https://www.cartacapital.com.br/educacao/creche-no-rio-anuncia-vaga-paraprofessora-e-aponta-como-requisito-ser-crista/. 
O texto emprega as aspas duplas em dois momentos. Considerando o contexto, a justificativa correta para este uso é: 
Alternativas
Q3588977 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"

Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz. Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar". 

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022.
Em: "Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz?", não é correto na análise do excerto:
Alternativas
Q3588775 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

OMISSÃO E DESUMANIDADE

A desnutrição dos ianomâmis envergonha o país.

A TRAGÉDIA que ora acomete o povo ianomâmi, em Roraima, resulta de uma perversa mistura recorrente na história do Brasil: omissão e incompetência. É um vexame internacional que se soma a outros, quando se trata de questões envolvendo a Amazônia.

A mesma combinação de omissão e incompetência que acabou explodindo no delírio das invasões nos palácios dos três poderes, em 8 de janeiro, se revela agora no descaso com os ianomâmis. Nesse último caso, acrescenta-se um grau inimaginável de desprezo ao ser humano, à cultura e aos povos que habitavam o Brasil antes da colonização.

Elegantes e engajados do Brasil procuram causas humanitárias e alguns se voltam até para meritórias iniciativas no exterior, mas nós, como tomadores de decisão e formadores de opinião, não estamos sintonizados com a questão dos povos indígenas brasileiros, não sabemos como lidar adequadamente com a situação. Uma barreira de descaso e preconceito nos afasta do Brasil profundo e original.

A imprensa, tão vigilante para criticar, tampouco esteve devidamente atenta à tragédia que vem acontecendo há muito tempo no território que habita os ianomâmis. O pouco-caso com os povos indígenas é histórico em nosso país, incluindo a falta de proteção a seu hábitat e seus costumes. Tratar do tema oscilou entre a alegoria, o paternalismo e o descaso.

Por outro lado, busca-se ampliar as áreas de reservas indígenas, que já somam mais de 13% do território nacional. Antes de simplesmente ampliar áreas, que se definam determinadas políticas públicas e não somente para os povos originários. Que elas abranjam também caiçaras e quilombolas, por exemplo. Devemos saber o que eles querem de suas vidas, quais as suas necessidades e aspirações. E qual o grau de comprometimento que a nação tem com os compromissos constitucionais em direção a eles.

O país, enquanto sociedade e governo, deve dar prioridade à questão. Mas ela precisa envolver todo o assunto, especialmente aspectos básicos da vida, como saúde, segurança, educação, atividade econômica, preservação do meio ambiente e da cultura. Os povos indígenas devem ser cuidados e protegidos em seus direitos. Assim como suas terras. Protegê-los é inseri-los verdadeiramente na agenda nacional. 

Também se deve considerar a monetização, desde que de forma sustentável, de seus recursos naturais. Muitas tribos querem explorar seus recursos naturais e terminam seduzidas pelo lucro fácil da derrubada indiscriminada de árvores ou pelo garimpo ilegal. Essa é uma realidade que deve ser combatida - ao passo que o desenvolvimento sustentável deve ser estimulado.

A busca pela solução à questão indígena deve ser imediata não apenas a trágica situação dos ianomâmis. E toda a nossa elite, distante desses povos, precisa se engajar nessa tarefa, bem como as Forças Armadas, a Defesa Civil, as organizações não governamentais, os empresários e a sociedade civil. Urge acabar com essa crise humanitária e inserir a questão de forma definitiva na agenda nacional. 

Fonte: ARAGÃO, Murilo. Veja. Abril, 01/02/2023. 


O uso das vírgulas em: "Tratar do tema oscilou entre a alegoria, o paternalismo e o descaso." ocorre:
Alternativas
Q3588181 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"


Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz.

Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar".

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022. 
A adaptação do excerto à norma padrão em relação à pontuação só não ocorreria: "O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal (...)":
Alternativas
Q3588176 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"


Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz.

Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar".

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022. 
Em: "Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz?", não é correto na análise do excerto:
Alternativas
Q3587442 Português
O Travessão utilizado na linha 17 encontra-se:
Alternativas
Q3587291 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"


Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz.

Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar".

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022. 
A adaptação do excerto à norma padrão em relação à pontuação só não ocorreria: "O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal (...)": 
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Q3584528 Português

Implante coclear, aparelho auditivo e estapedectomia são tema do CNN Sinais Vitais.



    O “CNN Sinais Vitais”, com Roberto Kalil, vai abordar os avanços tecnológicos que já permitem o uso da expressão “surdos que ouvem”. O episódio “Muito além do silêncio” vai acompanhar a jornada de pacientes na busca por ouvir. No Brasil, os pacientes têm acesso gratuito, desde um aparelho convencional até operações complexas como a estapedectomia, cirurgia indicada para recuperar a audição de pacientes portadores de otosclerose, até o chamado “implante coclear”.


    O chefe do Departamento de Otologia e do grupo de implante coclear do Hospital CEMA, Dr. Andy de Oliveira Vicente, detalha o processo de realização de uma estapedectomia: “Há a opção da cirurgia, onde a gente é referência, mas existe a possibilidade de fazer um teste no aparelho. A maioria dos pacientes aqui já não quer saber de aparelhos”, conta.


    Os doutores Roberto Kalil e Ricardo Bento, professor titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP, conversam sobre implante coclear, o chamado “ouvido biônico”, uma cirurgia que implanta um aparelho eletrônico que substitui a função do ouvido interno nas pessoas que têm surdez total ou quase total. O implante estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos.


    O implante coclear tornou-se conhecido com o sucesso do premiado filme “O som do silêncio”, que mostra a história de um músico que perde a audição. A obra também ilustra a diferença de acesso ao implante coclear nos Estados Unidos e no Brasil. Aqui, o SUS custeia todo o tratamento do implante, enquanto, no filme, o músico americano precisa vender vários bens para realizar a cirurgia. “Eu trabalho na Organização Mundial de Saúde nessa área, e eu vi como é a legislação pelo mundo. A nossa legislação é muito avançada na questão da portaria da Saúde auditiva”, afirma Dr. Bento.


    Contudo, como ressalta a coordenadora da equipe de fonoaudiologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, Valeria Goffi, o implante coclear não é apenas uma cirurgia. “Todo mundo precisa entender que é um processo. Primeiro, ele vai escutar um som todo misturado, depois a gente vai programando… Então tem que ter um comprometimento da família com a equipe, para novas programações e para os ajustes individuais”, pontua.


    Os médicos ainda alertam para o perigo do uso de fones, acima do volume recomendado, e explicam quais limites devem ser respeitados.



Fonte: Implante coclear, aparelho auditivo e estapedectomia são tema do CNN Sinais Vitais | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o uso da vírgula no trecho: “Os doutores Roberto Kalil e Ricardo Bento, professor titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP, conversam sobre implante coclear”.
Alternativas
Q3584406 Português
Leia o texto a seguir:


Contra milícia, polícia e inteligência social


Fernando Filardi


Os recentes acontecimentos ocorridos nas comunidades de base da pirâmide no Rio de Janeiro têm origem na histórica ausência do Estado que, nesses territórios, não entrega os serviços básicos de água, luz, gás, telefone, internet, educação, saúde, transporte e segurança. Em alguns casos, esses serviços foram privatizados, não são fiscalizados de maneira efetiva e simplesmente não existem.


O fato explica o crescimento assustador das facções do crime e da milícia nas últimas décadas, que ocupam espaços deixados pelo Estado, oferecendo serviços de maneira ilegal e extorsiva a uma população que se vê obrigada a aceitar as regras impostas pelo poder paralelo. Mas não foi sempre assim.


Em 2008, o Estado implantou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), programa elogiado internacionalmente, que tinha a finalidade de retomar esses territórios, ocupando 40 favelas cariocas, beneficiando 1,5 milhão de pessoas, sendo bemsucedido no período de realização dos megaeventos de 2014 (Copa do Mundo) a 2016 (Olimpíadas), o que mostra que a capacidade para resolver o problema existe.


No entanto, passados esses eventos, a maioria das comunidades continuou carente de serviços básicos e o programa perdeu força porque se apoiou apenas nas ações de polícia e segurança e deixou de implantar ações sociais em parceria com empresas para qualificar as pessoas e investir no empreendedorismo local para aumentar a renda global do território.


Nesse cenário, algumas estratégias devem ser consideradas na questão das milícias no Rio de Janeiro, que se tornou um desafio complexo e multifacetado e requer abordagens integradas como o fortalecimento das instituições de segurança, investindo na capacitação de juízes, promotores e policiais, para garantir punições adequadas para membros de milícias, além de combater a corrupção e a impunidade dentro das forças de segurança.


Desenvolver unidades de inteligência especializadas em rastrear as milícias também é uma ação importante para reduzir seu poderio financeiro, utilizando tecnologia e análise de dados para identificar seus líderes e estruturas, evitando que esses grupos cresçam e se expandam.


Implementar programas de desarmamento para reduzir o acesso das milícias a armas de fogo e reforçar o controle de armas para evitar a entrada ilegal de armamentos no estado.


Mas a solução não se dá apenas por este vetor, que foca nas consequências, mas também pela implantação de políticas sociais nas comunidades, que devem ser realizadas visando atacar as causas do problema, com o objetivo de melhorar as condições de vida, reduzindo o recrutamento dos jovens e promovendo programas de emprego e educação.


Além disso, realizar campanhas de conscientização pública para apoiar as ações do Estado, estabelecendo canais de comunicação seguros para os moradores denunciarem atividades ilegais, prestando apoio às testemunhas e incentivando sua participação no combate às milícias.


A cooperação interinstitucional entre diferentes níveis de governo também deve ser articulada para combater as milícias, trabalhando em conjunto com organizações da sociedade civil e ONGs.


É importante dizer, por fim, que, no curto prazo, as ações mais ostensivas da polícia devem sim ser realizadas, mas as estratégias acima apontam caminhos complementares que devem ser seguidos para resolver o problema de forma efetiva no médio e longo prazo. Só assim teremos uma solução sustentável para o desequilíbrio social que se arrasta há décadas no estado.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2023/11/1047020-contra-milicia-policia-e-inteligencia-social.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
Em “[...] esses serviços foram privatizados, não são fiscalizados de maneira efetiva e simplesmente não existem” (1º parágrafo), a vírgula poderia ser substituída por um conectivo, sem alteração do sentido do trecho. Esse conectivo é:
Alternativas
Q3584356 Português
Leia o texto a seguir:


Em sua primeira vez no Brasil, Rei de Angola fala sobre a importância da reparação histórica para os povos negros


Tchongolola Tchongonga Ekuikui 6º participou de um debate no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa


Em sua primeira vez no Brasil, o Rei de Angola, Tchongolola Tchongonga Ekuikui 6º, participou de um debate no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa, Zona Portuária do Rio, sobre a importância da reparação histórica para os povos negros do Brasil. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (7), a convite da Secretaria Municipal de Cultura via DiversaCom em parceria com a UNIperiferias.


A conversa com o tema "Futuro ancestral - História, reparação e avanço" foi mediada pela jornalista Louise Freire e pelo professor doutor babalaô Ivanir dos Santos.


"Chegou o momento de nos unirmos e cumprir a vontade dos nossos ancestrais", disse o rei, na língua umbundu, a segunda mais falada em seu país, depois da portuguesa. Tchongolola foi recebido no palco sem aplausos - uma questão protocolar - saudado por Louise Freire, que abriu a bateria de perguntas a ele sobre os efeitos da escravidão em seu povo.


"Aos 7 anos, já ouvia sobre os povos ancestrais. Éramos um reinado organizado, com ministros, tudo estava bem. Quando chegou a primeira fase da colonização, foi o momento mais difícil. O colonizador não respeitou nossa tradição, cultura, o poder tradicional. Isso fez com que muitos reis africanos fracassassem, levando o colonizador a entrar em todo o continente africano", comentou Ekuikui.


O Rei de Angola pontuou mais dois momentos cruciais que marcaram a história de seu país: a guerra civil iniciada em 1975 (o ano da "independência") e os tempos atuais com a globalização.


"Nossa foco agora é reencontrar e reestabelecer nossa identidade cultural. A globalização destrói tudo aquilo que é nosso. Identidade cultural, língua, monumentos etc". Em sua fala, Tchongolola Tchongonga Ekuikui também desmistificou narrativas históricas e falou em resgate.


"Se alguma vez disseram que os negros nascidos no Brasil eram filhos de escravizados é mentira, são filhos de reis e rainhas africanos. Eu vim cumprir uma profecia e reencontrar a vontade dos nossos ancestrais, que sempre souberam que precisávamos lutar com a sabedoria para alcançar a via mais segura para chegar ao triunfo. Enquanto houver misticismo, essa amizade não vai acontecer de fato. Precisamos de uma mudança muito rápida. Somos mal interpretados, se eu deixar meu cajado aqui ele fica por anos", destacou.


Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2023/11/6737529-em-sua-primeira-vezno-brasil-rei-de-angola-fala-sobre-a-importancia-da-reparacao-historica-para-os-povos-negros.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
"Chegou o momento de nos unirmos e cumprir a vontade dos nossos ancestrais" (3º parágrafo). Nesse trecho, as aspas foram empregadas para indicar:
Alternativas
Q3584274 Português
Marque a frase com pontuação correta.
Alternativas
Q3583886 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Você é um número

Clarice Lispector


Se você não tomar cuidado vira número até para si mesmo. Porque, a partir do instante em que você nasce, classificam-no com um número. Sua identidade no Félix Pacheco é um número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista tem carteira com número. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento – tudo é número.

Se é dos que abrem crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade, também. Se é sócio de um clube tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras tem o número da cadeira.

É por isso que vou tomar aulas particulares de matemática. Preciso saber coisas. Ou aulas de Física. Não estou brincando: vou mesmo tomar aulas de matemática, preciso saber alguma coisa sobre cálculo integral. [...]

Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de negócio também recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações também recebe um, como acionista de uma companhia. É claro que você é um número de recenseamento. Se é católico recebe número de batismo. No registro civil ou religioso você é numerado. Se possui personalidade jurídica tem. E quando morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também.

Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás, é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número. Uma amiga minha contou que, no Alto Sertão de Pernambuco, uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao Posto de Saúde. E recebeu a ficha número 10. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o número 9. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados.

Se há uma guerra, você é classificado por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano. Ou numa corrente de pescoço, metálica.

Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-mesmo.

E Deus não é número.

Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um número seco, como um osso branco seco exposto ao sol. Meu número íntimo é 9. Só. 8. Só. 7. Só. Sem somá-los nem transformá-los em novecentos e oitenta e sete. Estou me classificando como um número? Não, a intimidade não deixa. Veja, tentei várias vezes na vida não ter número e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de genuinidade. Vamos amar que amor não tem número. Ou tem? 
“Uma amiga minha contou que, no Alto Sertão de Pernambuco, uma mulher estava com o filho doente [...].” 5º§

As vírgulas empregadas na frase acima separam 
Alternativas
Q3582091 Português
Irlandesa encontra mulher idêntica e elas resolvem fazer teste de DNA; veja o resultado

    A irlandesa Niamh Geaney criou um site para provar sua teoria: todas as pessoas possuem até seis ‘doppelgangers’ – palavra alemã que significa “duplo ambulante”, usado para se referir a pessoas idênticas que existem no mundo. Ela então lançou o projeto, junto com seus amigos, chamado ‘Twin Strangers’, que tem o objetivo de, com sorte, caçar seus sósias espalhados pelo mundo. Mas ela acabou encontrando três ‘cópias’ suas, e duas moravam perto de sua cidade.
    Geaney marcou então um encontrou com Karen Branigan, 36, que morava a apenas uma hora de sua casa em Dublin, na Irlanda. Em um vídeo no YouTube, a criadora do site contou que elas combinaram de se vestirem com roupas combinando para o encontro. Após várias fotos para mostrar suas semelhanças, acabaram viralizando na internet.
    A grande semelhança e a proximidade geográfica fizeram com que as duas realizassem um exame de DNA para saber se compartilhavam algum parentesco. A expectativa estava tão alta que elas abriram os resultados na internet. Apesar da semelhança física, o resultado do exame apontou que havia chance zero das duas serem irmãs e compartilharem o mesmo sangue.
    Cientistas acreditam poder explicar o que torna pessoas tão parecidas e por que cada um de nós pode ter um duplo, ou “duplicata”. De acordo com um estudo do Instituto Josep Carreras de Pesquisa em Leucemia de Barcelona, Espanha, pessoas que se parecem, mas não estão diretamente relacionadas, podem ter semelhanças genéticas. Entre essas pessoas, muitos também têm pesos semelhantes, fatores de estilo de vida e características comportamentais parecidos, como uso de tabaco e níveis de educação. Isso pode significar que a variação genética está relacionada à aparência física e também pode influenciar alguns hábitos e comportamentos.
Os cientistas há muito se perguntam o que cria a duplicata de uma pessoa. É natureza ou criação? Uma equipe de pesquisadores espanhóis tentou descobrir. Seus resultados foram publicados no ano passado na revista acadêmica Cell Reports.
    Manel Esteller, um dos pesquisadores, disse que no passado já havia trabalhado em estudos sobre gêmeos, mas para este projeto ele se interessou por pessoas que se parecem, mas não tem uma conexão familiar real de quase 100 anos. Esteller recorreu à arte para responder a uma pergunta sobre ciência. Ele e seus coautores recrutaram 32 sósias que faziam parte do projeto fotográfico “Não sou dublê!”, feito por um artista canadense, François Brunelle. Os pesquisadores pediram aos casais que fizessem um teste de DNA. Os casais preencheram questionários sobre suas vidas. Os cientistas também colocaram suas imagens em três programas diferentes de reconhecimento facial.
    Das pessoas que recrutaram, 16 casais tiveram pontuações semelhantes a gêmeos idênticos identificados com o mesmo software. Os outros 16 pares podem parecer iguais ao olho humano, mas o algoritmo não considerou dessa forma em um dos programas de reconhecimento facial. Os pesquisadores então examinaram o DNA dos participantes. Os pares que o software de reconhecimento facial disse serem semelhantes tinham muito mais genes em comum do que os outros 16 pares.
“Conseguimos ver que esses humanos parecidos, de fato, compartilham várias variantes genéticas. E estas são muito comuns entre eles”, disse Esteller. “Então, eles compartilham essas variantes genéticas que estão relacionadas à forma como eles têm o formato do nariz, olhos, boca, lábios e até estrutura óssea. E essa foi a principal conclusão de que a genética os une.” É sobre códigos semelhantes, disse ele, mas é apenas por acaso.
    “No mundo de hoje, há tantas pessoas que o sistema está produzindo humanos com sequências de DNA semelhantes”, disse Esteller. Provavelmente sempre foi assim, mas agora com a internet é muito mais fácil encontrá-los.” Quando examinaram mais de perto os casais, eles determinaram que havia outros fatores que os diferenciavam, disse ele. “É por isso que eles não são completamente idênticos”, disse Esteller. Quando os cientistas analisaram mais de perto o que chamam de epigenomas das duplicatas que mais se assemelhavam, houve diferenças maiores. A epigenética é o estudo de como o ambiente e o comportamento podem causar mudanças no funcionamento dos genes de uma pessoa.
    Quando os cientistas analisaram o microbioma de casais que eram mais parecidos, eles também eram diferentes. O microbioma são os microrganismos, vírus, bactérias e fungos pequenos demais para serem vistos pelo olho humano, que vivem no corpo humano. “Esses resultados não apenas fornecem informações sobre a genética que determina nosso rosto, mas também podem ter implicações para o estabelecimento de outras propriedades antropométricas humanas e até características de personalidade”, diz o estudo.
    O estudo tem suas limitações. O tamanho da amostra foi pequeno, por isso é difícil dizer que esses resultados são válidos para um grupo maior de pares. Embora os pesquisadores acreditem que suas conclusões mudariam em um grupo maior. O estudo também se concentrou em casais que eram principalmente de origem europeia, então não está claro se os resultados seriam os mesmos para pessoas que vêm de outras partes do mundo. Karen Gripp, pediatra e geneticista da Nemours Children ‘s Health, cuja pesquisa é referenciada neste artigo, disse que o estudo é realmente interessante e valida muitas pesquisas anteriores.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/irlandesaencontra-mulher-identica-e-elas-resolvem-fazer-teste-dedna-veja-o-resultado/ Acesso em 27 de janeiro de 2023.
Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o uso das vírgulas no trecho: O microbioma são os microrganismos, vírus, bactérias e fungos pequenos demais para serem vistos pelo olho humano vírgula...
Alternativas
Q3582054 Português
Leia o texto a seguir:


Falta de sono por uso de telas afeta aprendizado de crianças e adolescentes


Professores observam dificuldade de foco na sala de aula; médicos recomendam limitar o uso de aparelhos antes de dormir


    Manter a concentração dos alunos nas aulas de Português tem sido um desafio para Vanessa Soares, professora da rede estadual de São Paulo há 12 anos. O problema não é, necessariamente, o desinteresse pela matéria. Ela não consegue competir com a sonolência e o uso de celulares.

    "Vemos muitos alunos com muito sono, e, quando a gente pergunta, eles foram dormir duas horas da manhã jogando na internet, usando o celular. Os pais têm dificuldade de controlar", relata.

    Soares ensina crianças e adolescentes de 11 a 14 anos na cidade de Quatá, interior paulista. Ela notou, nos últimos anos, uma piora expressiva na capacidade de concentração dos alunos, que estão cada vez mais sonolentos em sala de aula.

    A dificuldade já existia antes da pandemia, mas piorou após o período de isolamento. Um estudo canadense, publicado na Jama Pediatrics em novembro de 2022, identificou que o tempo de tela de jovens até 18 anos aumentou em média 52% durante a pandemia.

   "No período do isolamento, alguns jovens passavam de 14 a 16 horas por dia usando telas", aponta o pediatra Gustavo Moreira, especialista do Instituto do Sono. "Estudos mostram que três horas por dia já têm um efeito negativo."

  As consequências do uso excessivo de celulares, tablets e computadores ainda estão sendo estudadas. Oftalmologistas acreditam, por exemplo, que o hábito esteja ligado ao aumento do número de casos de miopia em jovens.

   A relação da luminosidade das telas com a dificuldade de dormir, porém, é facilmente explicada pela ciência.

   Letícia Soster, responsável pelo laboratório de Sono Infantil do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da USP e membro da ABS (Associação Brasileira do Sono), aponta que o organismo humano tem uma série de mecanismos para determinar o ciclo de sono, incluindo fatores comportamentais e o gasto de energia.

   Contudo, um fator importante para que o corpo entenda que está na hora de dormir é a ausência de luminosidade, difícil de conseguir quando se tem contato constante com celulares, tablets e computadores.

   "O nosso olho não entende a diferença entre a luz do sol e a luz de telas", pontua Soster. "Acriança que usa telas no fim do dia tende a empurrar o horário do início do sono."

   É por isso que no período letivo muitos têm dificuldade de se adaptar aos horários e os efeitos são percebidos em sala de aula.

   "A privação de sono tem vários efeitos neurológicos", afirma o pediatra Gustavo Moreira, especialista em medicina do sono. Para crianças e adolescentes, dormir menos de nove horas por dia pode causar alterações de humor, dificuldade de memorização e de concentração.

 Especialmente na adolescência, fatores fisiológicos e sociais dificultam que essa meta seja alcançada. Moreira ressalta que, enquanto crianças tendem a ser mais matutinas, adolescentes são vespertinos: sentem sono mais tarde à noite e têm mais dificuldade para acordar cedo.

   "O horário da escola, que começa às 7h, é muito cedo para o adolescente", reforça Soster. Segundo a neurologista infantil, experiências em outros países mostram que atrasar o começo das aulas pela manhã pode ajudar os alunos a melhorar o rendimento.

   A privação de sono associada ao uso de telas em excesso causa dificuldades no aprendizado e diminui o foco dos estudantes em sala de aula. Além disso, professores e especialistas têm observado um comportamento imediatista e ansioso.

   Ana Paula Aoletta, professora de Língua Portuguesa em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, diz que em resposta ao comportamento dos alunos, os professores precisam dinamizar "muito" as aulas, pois "qualquer atividade ou explicação que se prolongue um pouco, percebo que eles começam a dispersar".

   Aoletta é professora há 19 anos e já ensinou crianças e adolescentes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental em escolas municipais da região do ABC Paulista. A profissional relata que, ao mesmo tempo que os alunos têm o raciocínio mais lento e a atenção prejudicada, também demonstram certa impaciência e dificuldade de aguardar respostas.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/02/falta-de-sono-poruso-de- telas-afeta-aprendizado-de-criancas-e-adolescentes.shtml . Acesso em 11/02/2023.
No trecho “No período do isolamento, alguns jovens passavam de 14 a 16 horas por dia usando telas [...]” (5º parágrafo), a vírgula foi empregada para:
Alternativas
Q3581058 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Desmistificando a redução da maioridade penal: como enfrentar a criminalidade.

Por Daniel Marinho Corrêa – 30/08/23


Sempre que a sociedade clama por proteção pública, emerge o legislador com o desejo de fornecer uma pronta resposta às aspirações sociais e, nesse processo, frequentemente tipifica condutas como criminosas ou intensificam as penalidades, desprovidas de qualquer embasamento criminológico sólido. Isso cria a falsa impressão de que a questão será resolvida por meio do emprego da tutela penal. A mais recente novidade normativa consiste na redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Contudo, essa medida acarretará um acréscimo na população carcerária, sobrecarregando o sistema judiciário, resultando em respostas penais cada vez mais precárias [...]. Isso suscita a indagação se a redução da idade penal é de fato a única panaceia para conter a criminalidade.

A diminuição da idade penal tem potencial para causar mais malefícios do que benefícios. A experiência demonstra que uma legislação penal isolada não é suficiente para abordar o âmago da criminalidade. A modificação na maioridade penal não resultará em um aumento no contingente policial, em melhores estruturas sociais, em aprimoramentos na educação ou no ensino público [...].

O que o legislador almeja, em sua essência, é uma reforma na Constituição. Isso se sustenta em evidências empíricas. Entre 1940 e 2023, o parlamento brasileiro promulgou quase 300 reformas no âmbito penal. No entanto, em médio prazo, nenhuma forma de delito apresentou redução no Brasil. Logo é ineficaz presumir que a próxima mudança será distinta das outras modificações legislativas anteriores.

Ademais, a abordagem de diminuição da maioridade penal contraria o paradigma adotado em outros países. Por exemplo, nos países escandinavos, a ênfase recai na prevenção primária (que visa combater as raízes do crime), através da alteração das condições socioeconômicas da sociedade. [...]

Por outro viés, os Estados Unidos obtiveram uma diminuição de 50% na criminalidade ao longo das duas últimas décadas ao investirem na prevenção secundária (que se concentra em criar obstáculos ao crime). Isso envolveu o reforço da segurança pública e o treinamento adequado dos policiais, bem como a depuração das forças policiais (mediante salários justos e a exclusão de elementos corruptos). [...]

Além das ponderações até aqui expostas, a redução da maioridade penal apresenta aspectos inconstitucionais, uma vez que a Constituição de 1988, em diversas cláusulas, demanda um tratamento distinto para os menores em comparação aos adultos, enquanto a redução da maioridade almeja igualá-los. Assim, ao tocar um direito fundamental e uma cláusula pétrea da Constituição, essa reforma, se aprovada pelo Congresso Nacional, desrespeitaria a Carta Magna e estaria sujeita à declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, o seu guardião.

Como ilustrado, outros países do mundo lograram encontrar abordagens racionais para enfrentar a criminalidade. Em contraste, o legislativo brasileiro, influenciado por impulsos sociais imediatistas, insiste no caminho oposto. Melhorar a qualidade da educação, reduzir a disparidade social e expandir programas preventivos de segurança pública representariam medidas capazes de conter a violência cotidiana. [...]

Adaptado
https://www.conjur.com.br 
“Assim, ao tocar um direito fundamental e uma cláusula pétrea da Constituição, essa reforma, se aprovada pelo Congresso Nacional, desrespeitaria a Carta Magna e estaria sujeita à declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, o seu guardião.” 7º§

A reescrita da frase acima, com as alterações, apresenta pontuação correta na seguinte alternativa:
Alternativas
Q3578870 Português
Assinale a alternativa que justifique o uso da virgula no período: “A Terra é formada pela crosta, pelo manto e pelos núcleos interno e externo”.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Palmeira - PR Provas: FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Arquiteto Urbanista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização (P.T.A.V.M) | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização de Obras | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Assistente Social | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Biblioteconomista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Cirurgião Dentista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Contador | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Enfermeiro | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Ambiental | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Farmacêutico | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Bacharelado | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Licenciatura | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fiscal Tributário I | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fisioterapeuta | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fonoaudiólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Clínico Geral | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Psicólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Terapeuta Ocupacional 30H | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Veterinário | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Museólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Nutricionista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Pedagogo |
Q3576200 Português
Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos.

    Responsável pelo trabalho de restauro, Maria Helena Chartuni relembra o trabalho que fez para ‘salvar’ a imagem de Nossa Senhora Aparecida e diz ter sentido ajuda da Santa. Hoje protegida em um nicho de ouro blindado a quatro metros do chão no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde fica em exposição, a imagem original de Nossa Senhora precisou ser restaurada há 45 anos, após ser quebrada em mais de 200 pedaços.
    O atentado aconteceu no dia 16 de maio de 1978 durante uma missa na Basílica Velha em Aparecida. A imagem, que ficava em um cofre no altar, foi retirada por um jovem de 19 anos, que a derrubou no chão. A imagem, que ficou muito danificada - situação que causou comoção por parte dos devotos na época - foi encaminhada ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para passar pelo processo de restauro.
    A missão de restaurar a imagem foi delegada à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração do museu, Maria Helena Chartuni. Ela, que até então não era devota, teve a vida transformada pelo trabalho, que classifica como o mais marcante e especial da sua vida. “Assim que me escolheram eu perguntei: ‘Está muito quebrada?’. Responderam que seria tranquilo restaurar, mas quando eu vi foi um choque. A cabeça estava muito danificada. Aí, sim, tive a noção real do estrago. Era muito pesada e por isso quebrou muito, em mais de 200 pedaços”,lembra Chartuni.
    Apesar de ter sido escolhida para a restauração, a artista conta que não era devota de Nossa Senhora Aparecida e não tinha relação com a Santa. Para ela, era como se fosse mais um trabalho em uma obra normal. “Caiu no meu colo e foi um choque pela responsabilidade que estavam atribuindo a isso e pela dificuldade enorme do trabalho, mas para mim a imagem em si era indiferente. Eu não tinha ligação”, conta.
    Mesmo não sendo devota da Padroeira, Maria Helena Chartuni decidiu rezar e ‘conversar’ com a Santa para pedir ajuda, tendo em vista à comoção enorme dos devotos pela situação em que a imagem havia ficado com o atentado em Aparecida. “Eu então rezei um ‘Pai Nosso’ e uma ‘Ave Maria’. Fui aí que fui apresentada à Nossa Senhora. Ela já me conhecia muito bem. Falei para ela: ‘Agora somos nós. Preciso da sua ajuda. Você me ajuda e eu te ajudo’.”
    A partir disso, foi mais de um mês de dedicação intensa e exclusiva ao trabalho ao qual havia sido escolhido para fazer. Apesar da entrega ao serviço e da experiência que já tinha na área, Chartuni afirma que não teria sido capaz se não fosse uma ajuda especial. “Durante o processo aconteceram várias coisas curiosas. Às vezes eu sentia falta de algumas peças que eram essenciais na restauração, procurava de todas as formas e não encontrava, e no dia seguinte elas apareciam em cima da mesa, em locais muito visíveis, onde era muito difícil eu não ter visto antes.” “Eu tive certeza da ajuda dela (Nossa Senhora) quando terminei. Fui contar os dias que levei para fazer a restauração e vi que foram 33 dias. 33 anos é a idade de Cristo”, completa.
    De acordo com Chartuni, a restauração da imagem foi uma transformação completa vida na vida dela. Ela conta que, antes de receber essa missão, vivia um momento ruim. “A vida é feita de altos e baixos e eu estava em um ‘baixo’. Mas isso me mudou muito. Foi um choque espiritual muito forte. Ao mesmo tempo que eu restaurei a imagem, Nossa Senhora me restaurou, sem que eu soubesse. Já restaurei muitas coisas, mas essa me transformou muito. Guardo as emoções e as lembranças desse trabalho até hoje”, diz a artista plástica.
    Após os 33 dias de trabalho, Chartuni entregou a imagem restaurada de Nossa Senhora Aparecida à direção do Masp. A partir disso, foi elaborada uma operação para encaminhar a imagem de volta ao Santuário Nacional, no interior de São Paulo. Isso aconteceu no dia 19 agosto de 1978. O trajeto começou no vão do Masp e seguiu até Aparecida, em um caminhão do Corpo de Bombeiros em um cortejo acompanhado por milhares de fiéis. Uma multidão de devotos se aglomerava nos locais em que a operação passava.
    O episódio também é inesquecível para Maria Helena, que só aí teve real noção da importância do trabalho que havia acabado de fazer. “A fé das pessoas me chocou. Elas se ajoelhavam. Filas quilométricas na entrada do santuário. Eu estive lá e as pessoas me agradeciam, emocionadas. Beijavam a minha mão”, se recorda, também emocionada. “Foi a coisa mais linda que eu vi na minha vida. Foi impactante. Uma multidão acompanhando. Aprendi demais com a fé dos romeiros. É uma coisa muito verdadeira, genuína. Me transformou como pessoa e hoje sou muito devota também.” 
    O impacto foi tanto, que Chartuni comemora o fato de só ter descoberto a dimensão da importância da restauração da imagem, quando já a havia restaurado. Ela acredita que, se já tivesse essa noção, sentiria uma pressão muito maior durante o processo. “Ainda bem que eu não tinha a real noção do que aquilo significava. Acho que é a mesma coisa com um médico, por exemplo: a responsabilidade parece muito maior quando precisa fazer uma cirurgia de uma personalidade, do que quando se trata de um paciente normal”, pontua.

Fonte: Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos | Festa da Padroeira | G1 (globo.com)
Assinale a alternativa que apresente a justificativa para o emprego da vírgula no período: Após os 33 dias de trabalho, Chartuni entregou a imagem restaurada de Nossa Senhora Aparecida à direção do Masp.
Alternativas
Q3575455 Português
Limpeza da casa ajuda a evitar doenças, ensinam especialistas

    Há quem afirme que ficamos mais paranoicos com limpeza após a pandemia de coronavírus. Hábitos como higienizar as mãos com álcool em gel, lavar as compras do mercado e deixar calçados do lado de fora entraram no repertório usual de muita gente. Apesar dos números da Covid-19 terem diminuído, algumas dessas atitudes (e outros cuidados) devem ser mantidos em prol do bem estar dentro de casa, afirmam especialistas. Os microrganismos estão em toda parte. Ao pisar com o tênis no chão do apartamento, por exemplo, você está levando para o ambiente doméstico bactérias e outros potenciais patógenos. Esses agentes são causadores de doenças respiratórias, como asmas, pneumonia; de pele, como dermatites; ou até infecções intestinais, como diarreias. Recentemente, a imagem do banheiro do “BBB 23”, com o piso do box imundo, viralizou na internet. Trata-se justamente de um dos principais focos de agentes infecciosos em uma casa, ao lado do quarto e a cozinha.
    Mas com que frequência deve-se limpar essas partes? E como fazer para impedir a proliferação de bactérias, vírus e fungos? Limpar o banheiro é uma tarefa que muitos preferem procrastinar, porém o hábito é importante para a saúde, já que ali depositamos dejetos, fluidos orgânicos e fazemos a higiene pessoal. O cômodo exige mais cuidados com a limpeza do que outros locais da casa. Segundo um estudo realizado pelo Centro de Higiene e Saúde em Casa e Comunidade, do Simmons College, em Boston, EUA, em uma banheira há mais bactérias que causam infecções na pele do que em uma lata de lixo — foram encontrados 25% microrganismos do gênero, em comparação a 5% identificado na lixeira. “O banheiro é um local onde a fonte de proliferação de fungos e bactérias é muito alta. O ideal é fazer a limpeza completa, com desinfetantes específicos e água sanitária, ao menos uma vez por semana” afirma Gabriela Castro, microbiologista da Richet Medicina & Diagnóstico. 
    Algumas partes específicas merecem uma atenção ainda maior. O vaso sanitário, por exemplo, deve ser limpo de duas a três vezes por semana com agentes desinfetantes, dependendo de quantas pessoas usam a privada. A banheira e o box também devem ser higienizados de acordo com a frequência de uso. Se forem usados por uma pessoa, que toma de um a dois banhos por dia, recomenda-se uma limpeza uma vez por semana ou a cada 15 dias. As pias, por terem contato direto com fluidos da boca e nariz, também devem ser lavadas duas vezes por semana, enquanto os pisos, azulejos e armários (parte interna e externa), precisam ser higienizados uma vez por semana. ‘Para minimizar a proliferação de bactérias e fungos, algumas medidas podem ser adotadas. A ação de dar a descarga com a tampa fechada minimiza muito a formação de aerossóis, que são mecanismos pelos quais as bactérias e fungos são dispersados no meio ambiente, podendo ficar em suspensão no ar por até duas horas, sendo fonte potencial de contaminação’ recomenda Castro.
    Estudos apontam o espaço da cozinha como uma das áreas mais problemáticas da casa para a proliferação de bactérias e fungos —até mais do que o banheiro. Isso porque o espaço recebe todo o tipo de alimento cru, como carnes e frangos, e mesmo verduras e legumes não lavados podem conter larvas. O manuseio correto dos ingredientes é chave para evitar problemas. “Entre os lugares onde mais encontramos bactérias e fungos estão a esponja que faz a limpeza da louça, a pia, a geladeira, as gavetas dos vegetais, os botões do fogão e a alça do forno. São ambientes propícios para essa proliferação, com calor e umidade” alerta o infectologista José Cerbino, da Fiocruz. Especialistas afirmam que o melhor seria lavar as principais partes da cozinha e as mais usadas, como a pia e o fogão, enquanto a comida é preparada. O acumulo de lixo e utensílios sujos pode atrair moscas, baratas e proliferação de microrganismos patogênicos. “O grande vilão na cozinha é a contaminação cruzada, ou seja, usar os mesmos utensílios para coisas diferentes. Quando a faca que cortou o frango cru é utilizada para cortar os legumes e verduras, as bactérias da carne passam para os vegetais. Ela precisa ser limpa muito bem antes de ser usada em outro alimento” explica o chef Carlos Siffert, consultor da Escola Wilma Kövesi de Cozinha. Entre as principais patógenos encontrados na cozinha estão as bactérias do gênero Campylobacter e os parasitas Criptosporidium e Cyclospora cayetanensis, encontradas em carnes e alimentos contaminados que não foram preparados adequadamente. A conhecida Salmonella é outra fonte de infecção bacteriana encontrada na cozinha. “Não podemos esquecer dos cantinhos da pia, embaixo do fogão ou atrás da geladeira, onde o calor cria o ambiente perfeito para as baratas procriarem” diz Siffert. 

Fonte: Jornal O Globo, 6 de abril de 2023.
Assinale a alternativa que apresente a justificativa correta para o emprego da vírgula no período: O acumulo de lixo e utensílios sujos pode atrair moscas, baratas e proliferação de microrganismos patogênicos. 
Alternativas
Q3574196 Português
Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o emprego das vírgulas no seguinte trecho: “...a energia elétrica só foi chegar ao país perto de 1.880, ou seja, até mesmo depois de ter sido encontrada...” 
Alternativas
Q3573997 Português
Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o emprego das vírgulas no seguinte trecho: “...utilizando a água do rio Tefé para locomoção, alimentação e higiene pessoal.”
Alternativas
Respostas
3861: C
3862: C
3863: B
3864: A
3865: A
3866: B
3867: B
3868: C
3869: A
3870: A
3871: B
3872: B
3873: D
3874: A
3875: C
3876: D
3877: C
3878: D
3879: A
3880: D