Questões de Concurso
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I. Ritmo é a organização temporal dos eventos sonoros. Parte de um pulso (batida recorrente) parametrizado por tempo (BPM) e agrupado por métrica/compasso (padrões regulares de acentuação);
II. Harmonia é uma sequência organizada de alturas e durações que apresenta contorno ascendente/descendente/arquétipo), intervalos (passos vs. saltos), motivos (células) e frases (tensões e repousos);
III. Melodia trata das simultaneidades (intervalos/acordes) e de seus encadeamentos (progressões) no tempo. Na tradição tonal, as melodias derivam da superposição por terças (tríades e tétrades) sobre os graus da escala, e articulam funções - tônica (estabilidade), dominante (tensão/direcionalidade) e subdominante (preparação).
Está(ão) correta(s), apenas, a(s) seguinte(s) proposição(ões).
Esse conceito refere-se:
Essa prática é um exemplo de qual tipo de experimentação?
A qual elemento da linguagem musical a atividade se refere diretamente?
Do ponto de vista da percepção e da cognição musical, um dos fatores mais decisivos para a memorização e o reconhecimento de uma melodia é:
Só que, no começo do século 20, alguns compositores de vanguarda, associados ao movimento artístico do Modernismo, tentaram fazer com a música algo parecido com o que Picasso fez com a pintura: distorcê-la, desmontá-la, desrespeitar as regras de propósito para ver no que dá.”
Fonte:<https://super.abril.com.br/coluna/oraculo /o-que-e-musica-atonal>
A respeito da chamada música atonal, analise as afirmações a seguir:
I. O compositor alemão Schoenberg foi um dos mais famosos pioneiros da música atonal, criador de um método de composição baseado em séries de doze sons, o dodecafonismo.
II. As músicas árabes e indianas podem ser consideradas “atonais” numa acepção mais ampla da palavra, por não seguir os moldes de tonalidade dominantes da música ocidental.
III. Uma das principais características da música atonal é a escolha de uma tonalidade central a partir da qual a composição varia entre acordes dissonantes e consonantes.
IV. As composições atonais têm, dentre seus objetivos centrais, a criação de ambientes sonoros mais previsíveis e menos complexos, com variações sobre temas melódicos curtos.
Estão corretas apenas as afirmações:
Fonte: MATTOS, Regiane Augusto de. História e Cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2009.
Considerando o samba, analise as proposições a seguir.
I- A maranhense Alcione destacou-se na década de 1970 como uma das mais populares sambistas do Brasil, fazendo muito sucesso com músicas que falavam sobre o candomblé, como “Conto de areia” e “O mar serenou”.
II- O Samba-enredo, executado pelas escolas de samba, tratam de um tema específico e até 1930 esses temas eram livres. Atualmente, muito destes passaram a revelar fatos e personagens da história do Brasil.
III- O Samba de Roda é um samba rural de origem afro-baiana e com influência da capoeira.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
“O folclorista Luís da Câmara Cascudo acreditava que Choro vinha de xolo, um baile que os negros escravos faziam nas fazendas, e que teria a palavra gradativamente mudado para xoro e, finalmente, Choro. Ary Vasconcelos acreditava que o termo teria origem nos choro-meleiros, corporação de músicos de importância no período colonial, e assinala que esses músicos não executavam somente as charamelas (instrumentos de palhetas precursores dos oboés, fagotes e clarinetes). O povo teria passado a chamar qualquer tipo de agrupamento instrumental de choro-meleiros, passando em seguida a encurtar o termo para Choros. Já José Ramos Tinhorão crê que Choro viria da impressão de melancolia gerada pelas baixarias do violão e que a expressão chorão seria uma decorrência. Mais tarde a palavra Choro apareceu com diferentes significados: o grupo de chorões, a festa onde se tocava Choro e, somente na década de 1910, pelas mãos geniais de Pixinguinha, Choro passou a significar também um gênero musical de forma definida”.
Fonte: CAZES, Henrique. Do quintal ao municipal. São Paulo: Ed. 34 (Coleção Todos os Cantos), 1998.
A palavra Chorinho, muito usada na nomenclatura do Choro, ganhou, a partir dos anos 1970, um significado específico, passando a denominar a estrutura formal cristalizada do Choro, e que tem como uma de suas características típicas
“Indubitavelmente, a eclosão da bossa-nova revolucionou o ambiente musical no Brasil: nunca antes um acontecimento ocorrido no âmbito de nossa música popular trouxera tal acirramento de controvérsias e polêmicas, motivando mesas redondas, artigos, reportagens e entrevistas, mobilizando enfim os meios de divulgação mais variados. No Rio de Janeiro, estava-se em 1958, e vários compositores, entre os quais cumpre destacar o nome do teórico e animador do movimento, Antônio Carlos Jobim (Tom), que julgaram ser chegado o momento propício para realizarem obras de concepção totalmente nova. Compositores, cantores e instrumentistas, músicos de um modo geral passaram a se agrupar em um verdadeiro movimento. Cremos ser conveniente registrar as influências sofridas pela bossa nova da parte de outras manifestações musicais do populário estrangeiro. Dentre estas, destacam-se, no caso, direta ou indiretamente (...) o cool jazz, designação usada em contraparte a hot jazz”.
Fonte: BRITO, Brasil Rocha. Bossa Nova. In. CAMPOS, Augusto de. Balanço da bossa e outras bossas - São Paulo: Ed. Perspectiva, 1960.
A partir da leitura do texto, dentre as inovações técnico-musicais que a Bossa Nova inaugura, temos: