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Q2094999 Sociologia
“Talvez estejamos muito condicionados a uma ideia de ser humano e a um tipo de existência. Se a gente desestabilizar esse padrão, talvez a nossa mente sofra uma espécie de ruptura, como se caíssemos num abismo. Quem diria disse que a gente não pode cair¿ Quem disse que a gente já não caiu¿ Houve um tempo em que o planeta que chamamos Terra juntava continentes todos numa grande Pangeia. Se olhássemos lá de cima do céu, tiraríamos uma fotografia completamente diferente do globo. Quem sabe se, quando o astronauta Iúri Gagárin disse “a Terra é azul”, ele não fez um retrato ideal daquele momento para essa humanidade que nós pensamos ser. Ele olhou com o nosso olho, viu o que a gente queria ver. Existe muita coisa que se aproxima mais daquilo que pretendemos ver do que se podia constatar se juntássemos as duas imagens: a que você pensa e a que você tem. Se já houve outras configurações da Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui? O Antropoceno tem um sentido incisivo sobre a nossa existência, a nossa experiência comum, a ideia do que é humano. O nosso apego a uma ideia fixa de paisagem da Terra e de humanidade é a marca mais profunda do Antropoceno.” (KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Pág. 58.)
“Antropoceno”, a que o pensador indígena Aílton Krenak faz referência, é um conceito muito estudado e discutido atualmente no campo das ciências sociais por muitos sociólogos e antropólogos, a exemplo de Bruno Latour. Esse termo:  
Alternativas
Q2094998 Sociologia
Contardo Calligaris (1948-2021) foi um psicanalista e escritor italiano que passou as últimas décadas de sua vida radicado no Brasil. O seu interesse pela cultura brasileira resultando num grande conhecimento sobre a mesma, combinando com um olhar de psicanalista estrangeiro fizeram com que ele publicasse inúmeros artigos em que abordando, entre outras coisas, a prática social brasileira de denominar como doutores os indivíduos pertencentes a algumas profissões, dentre eles médicos, engenheiros e advogados, mesmo na ausência da titulação acadêmica. Segundo o autor, estes mesmos profissionais não se apresentam como doutores no encontro com seus pares, mas apenas diante de indivíduos de segmentos sociais considerados subalternos, o que indica uma tentativa de intimidação social, servindo para estabelecer uma distância social, lembrando a sociedade de castas. 
No mesmo sentido, no ensaio Brasil, país do futuro de quem?, Calligaris escreve o seguinte: “Se penetramos no Éden, foi como ladrões de frutas”. Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, define a posição do colonizador brasileiro com as palavras “colher o fruto sem plantar a árvore”, situando assim sua tipologia psicológica.” (CALLIGARIS, Contardo. Brasil, país do futuro de quem? IN: Hello, Brasil! E outros ensaios: Piscanálise da estranha civilização brasileira. São Paulo, Fósforo, 2021. Pág. 206)
As questões levantadas por Contardo Calligaris abordam aspectos relacionados à formação e, consequentemente, o tipo de estratificação social que se apresentam no Brasil. Essas mesmas questões também foram estudadas por sociólogos, como por exemplo o sociólogo alemão Max Weber. Muito embora em contextos diferentes, os conceitos weberianos também podem ser utilizados para entender a situação brasileira com relação à estratificação. Sendo assim, de acordo com as ideias weberianas sobre o tema, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q2094997 Sociologia
Leia os seguintes trechos:
“...a divisão do trabalho [...] não serviria apenas para dotar nossas sociedades de luxo, invejável talvez, mas supérfluo; ela seria uma condição de existência da sociedade. Graças à divisão do trabalho, ou pelo menos por seu intermédio, se garantiria a coesão social; ela determinaria os traços essenciais da constituição da sociedade. Por isso mesmo [...] caso seja realmente função do trabalho, ela deve ter um caráter moral, porque as necessidades de ordem, de harmonia e de solidariedade social são geralmente consideradas morais.” (DURKHEIM, Émile. Método para determinar a função da divisão do trabalho. In: RODRIGUES, J. A. (org.). Émile Durkheim. São Paulo: Ática, 2000. Pág. 66)
“[a Sociologia é a] ciência que tem como meta a compreensão interpretativa da ação social de maneira a obter uma explicação de suas causas, de seu curso e de seus efeitos.” (WEBER, Max. Conceitos básicos de sociologia. São Paulo: Moraes, 1987. Pág. 9)
“A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não aboliu as oposições de classes. Apenas pôs novas classes, novas condições de opressão.” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido comunista. Petrópolis: Vozes, 1988. Pág. 66-67)
Nesse sentido, o conceito de Sociedade é fundamental para o campo Ciências Sociais e, assim como conceito de cultura e foi objeto de definições diferentes entre autores clássicos como Karl Marx, Emile Durkheim e Max Weber. Entre as alternativas a seguir, assinale a incorreta, conforme as concepções de sociedade desses autores: 
Alternativas
Q2094996 Sociologia
“A sociologia não se afirma primeiro como explicação científica e, somente depois, como forma cultural e depois como concepção de mundo. Foi o inverso que se deu na realidade. Ela nasce e se desenvolve como um dos florescimentos intelectuais mais complicados das situações de existência nas modernas sociedades industriais” (FERNANDES, Florestan. Apud: LEMOS FILHO, Arnaldo. “As Ciências Sociais e o Processo Histórico”. In: MARCELLINO, Nelson. (org.) Introdução às Ciências Sociais. Campinas – SP: Papirus, 1988. Pág. 30). Sobre a ideia de que a Sociologia tenha sido concebida por intelectuais imbuídos da vontade de colaboração para formação de diretrizes teóricas capazes de fornecer explicações sobre o funcionamento da sociedade, temos uma multiplicidade de colaborações. Há controvérsias, no entanto, quanto a quem deva ser considerado o “pai” da Sociologia. Desse modo, assinale a alternativa que relaciona incorretamente o pensador e sua contribuição para a surgimento da sociologia: 
Alternativas
Q2094995 Sociologia
“Dado o hábito existente de representar a vida social como o desenvolvimento lógico de conceitos ideais, não é impossível, outrossim, que sejamos acoimados de materialistas, nem que se acuse de grosseiro um método que torna a evolução coletiva dependente de combinações objetivas, definidas no espaço. Poderíamos com maior justiça reivindicar a qualificação contrária. A ideia de que os fenômenos psíquicos não podem ser derivados diretamente dos fenômenos orgânicos não constitui efetivamente a essência do espiritualismo? Ora, o nosso método não é, em parte, senão a aplicação destes princípios aos fatos sociais. Separamos o reino psicológico do reino social, do mesmo modo que os espiritualistas separam o reino psicológico do biológico; como eles, recusamos explicar o mais complexo pelo mais simples. Na verdade, porém, nem uma nem outra apelação nos convêm exatamente; a única que aceitamos é a de racionalistas. Estender à conduta humana o racionalismo científico é, realmente, o nosso principal objetivo, fazendo ver que, se a analisarmos no passado, chegaremos a reduzi-la a relações de causa e efeito; em seguida, uma operação não menos racional a poderá transformar em regras de ação para o futuro. Aquilo que foi chamado de nosso positivismo, não é senão consequência deste racionalismo”.
O trecho acima é um fragmento do prefácio à primeira edição de uma das principais obras escritas que colaboraram para o surgimento e consolidação da sociologia como uma ciência autônoma. O trecho supracitado, embora seja um prefácio, conforme mencionado, faz indicações de conceitos que viriam a se tornar basilares para sociologia como um todo e para um autor especificamente, do ponto de vista histórico. Nesse sentido, escolha a alternativa que a aponta corretamente o autor e a obra em questão.
Alternativas
Q2094994 Sociologia
“A sociedade burguesa de nosso período estava confiante e orgulhosa de seus sucessos. Em nenhum outro campo da vida humana isso era mais evidente que no avanço do conhecimento, da “ciência”. Homens cultos do período não estavam apenas orgulhosos de suas ciências, mas preparados para subordinar todas as outras formas de atividade intelectual a elas. (...) Não era, de fato uma boa época para os filósofos. Mesmo no seu reduto tradicional, a Alemanha, não havia ninguém de estatura comparável para suceder às grandes figuras do passado. O próprio Hegel, visto como um “balão vazio” da filosofia alemã por seu antigo admirador francês, Hippolyte Taine (1828-1893), saíra de moda no seu país natal, e o modo pelo qual “os cansativos, pedantes e medíocres que agora davam o tom para o povo alemão” o tratavam, fez Marx, em 1960, “declarar-se publicamente um discípulo daquele grande pensador”. As duas tendências filosóficas dominantes subordinavam-se, elas mesmas, à ciência.”
(HOBSBAWM, Eric. A Era do Capital, 1848- 1875. 32ª Edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021. Pág. 380)
No trecho acima, o historiador britânico Eric Hobsbawm faz referência à ascensão do modo de pensar científico e, num certo sentido, à submissão de outras formas de pensar à ciência. Várias são as razões para essa interpretação de Hobsbawn. Nesse sentido, assinale a alternativa em que as correntes filosóficas e os respectivos expoentes citados possuam a relação mais direta com a ascensão do pensamento sociológico no momento histórico abordado por Hobsbawn.
Alternativas
Q2089875 Antropologia
Em vários países podemos verificar a existência de planos e estratégias de ação cultural. Há, também, um amplo referencial estatístico que recolhe dados sobre a contribuição da cultura para o desenvolvimento. Há, inclusive, quem defenda a necessidade das empresas implementarem um novo paradigma de relação com o mercado, em que ao invés dos produtores determinarem o que é que os consumidores consomem, que tem vindo a gerar aquilo a que consideramos a uniformização dos consumos com a consequente perda das diversidades locais; são os consumidores com a força da sua cultura local que escolhem o que querem consumir localmente. Defende-se, portanto, que as empresas que sobreviverão no mercado serão as que forem capazes de aproveitar o potencial local, as chamadas comunidades de consumidores. Isso seria também relevante para criar inovação. (UNESCO, Políticas Culturais para o Desenvolvimento, Brasil. UNESCO, 2003.)
Como postulado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a cultura, assim como a educação e a ciência, é um dos pilares para o desenvolvimento humano e social. Sendo assim, é correto afirmar que a relação entre cultura e desenvolvimento é: 
Alternativas
Q2089873 Ciência Política
Atualmente, a cultura e a diversidade como tema transversal ou singular das políticas vêm desafiando governos democráticos e, ao mesmo tempo, exigindo dos cidadãos a contínua articulação em redes para a efetivação de direitos coletivos. Através das redes podemos reconhecer, a grosso modo, os tipos ou níveis de solidariedade: o nível mundial; o nível do território; dos Estados; e, o nível local. (SANTOS, 2006.)
A noção ampliada de cultura para sua efetividade em políticas culturais exige o acionamento e a potencialização da transversalidade como componente da cultura e das políticas culturais, sob pena de distanciar a narrativa, que reivindica o conceito ampliado, e a prática, que não consegue tornar tal discurso realidade. Sobre tal transversalidade cultural, é correto afirmar que, é:
Alternativas
Q2089871 Sociologia
Os movimentos sociais emergentes, no Brasil, na década de 1970, referem-se à luta social, cujos eixos temáticos, em sua maioria, dizem respeito aos conflitos entre atores de todas as classes sociais. Os sindicatos e os partidos políticos, devido à sua subordinação ao Estado autoritário, implantado pela Ditadura Militar de 1964, não podem canalizar os problemas específicos de grupos, estimulando, assim, o surgimento de formas não institucionais de defesa dos interesses, levando à sociedade civil a conquistar o espaço público por meio de iniciativas cívicas de protestos e greves. (SCHERER-WARREN,1987, p. 47.).
O momento da emergência das práticas reivindicatórias, na década de 1970, significou uma movimentação da sociedade civil, a despeito da repressão que despolitizava e privatizava a vida. Novos espaços foram ocupados pelos trabalhadores e pelos diversos grupos sociais para a prática de lutas e de organizações. Essas práticas reivindicatórias trazem:
Alternativas
Q2089868 Sociologia
A redefinição do lugar da cultura na sociedade e no governo exige muito trabalho de sensibilização da sociedade, de seus agentes e comunidades; do ambiente político e dos governantes. Existem múltiplas alternativas para reverter o espaço secundário destinado à cultura. Uma delas diz respeito à superação da visão da cultura apenas como belas artes e patrimônio. Hoje, em uma concepção mais atualizada, ela necessita ser compreendida de modo mais amplo, envolvendo artes, patrimônio material e imaterial, culturas e saberes populares, culturas digitais, pensamento, concepções de mundo, comportamentos, modos de vida, valores etc. (RUBIM, Antonio Albino Canelas. 2019.)
A redefinição desse lugar da cultura amplia o universo da gestão cultural tornando-a mais complexa, mais presente na sociedade e no governo. As possibilidades de interface cultura e desenvolvimento se alargam. Nesse contexto, o papel do gestor cultural: 
Alternativas
Q2089866 Sociologia
Ao longo da história do Brasil e, a partir da análise de como o Estado se pretende garantidor de direitos reconhecidos na lei, percebe-se nas práticas e discursos que a diversidade da qual é composta a população brasileira é insatisfatoriamente representada nos diferentes espaços. Em que pese tal aspecto, marco importante se deu em 2003, quando o governo federal reconheceu explícita e publicamente a existência de racismo, o que culminou no início de amplos debates sobre políticas públicas(educacionais) e inserção política de segmentos específicos da população, seja nos direitos de saúde, emprego, redes de proteção social e reconhecimento cultural. (Dietrich & Fukuzaki, 2017; Carvalho, 2002.)
As políticas afirmativas propõem, firmemente uma sociedade livre, justa e solidária ao objetivar erradicar a pobreza, a marginalização e as desigualdades sociais e regionais, promovendo o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Tais medidas
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Q2089864 Antropologia
No Mercado do Km 1, em Porto Velho, determinada comerciante, faz uma das melhores tapiocas de Rondônia. Pode parecer simplória, mas a técnica de fazer essa iguaria é um dos bens de natureza imaterial de Rondônia, que, a partir de agora, ganha valor e passa a integrar o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural rondoniense, objeto do Decreto nº 27.147/2022. A exemplo de outros estados, e sob o comando da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL), o governo de Rondônia se adiantou em sua política de preservação do Patrimônio Cultural Imaterial, estabelecendo regras claras para proteção e registro. (Casa Civil – Rondônia cria Registro de Bens Culturais Imaterial e Programa Estadual de Valorização – Governo do Estado de Rondônia - Governo do Estado de Rondônia – rondonia.ro.gov.br. Adaptado.)
Para produzir uma das melhores tapiocas rondonienses, e dar o sentido exato das disposições legais da Normativa Estadual, eis que o conhecimento e talento da comerciante, foi herdado do pai, que herdou da avó, e que herdou da bisavó, e mantém e aprimora a técnica por quatro gerações. Sendo assim, esse tipo de bem cultural de natureza imaterial é: 
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Q2089863 Antropologia
A antropologia é a disciplina científica responsável pela compreensão do que nos torna humanos. Para fazer isso, analisa tanto as manifestações socioculturais de diferentes grupos e em diferentes períodos. Especificamente, os antropólogos estão interessados em estudar como e por que as pessoas se comportam e interagem de uma determinada maneira; pergunta que pode ser analisada a partir de perspectivas muito diferentes. Muitos antropólogos trabalham, por exemplo, analisando a área de economia ou política, outros de saúde, educação ou direito. Mas pode haver muito mais. Para a antropologia, os campos de estudo são tão variados quanto a diversidade humana. (Os 4 principais ramos da antropologia, como são e o que investigam / Cultura | Psicologia, filosofia e pensamento sobre a vida. sainteanastasie.org.)
No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), o antropólogo, enquanto pesquisador, precisa estar de acordo com o Código de Ética da profissão, que preconiza, dentre outros fatores: 
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Q2089861 Sociologia
Se oferecêssemos aos homens a escolha de todos os costumes do mundo, aqueles que lhes parecessem melhor, eles examinariam a totalidade e acabariam preferindo os seus próprios costumes, tão convencidos estão de que estes são melhores do que todos os outros. (Heródoto. 484-424 a.C. In.: Cultura laraia | Evandro Catunda Junior - Academia.edu)
Evidentemente, cultura é um componente fundamental de toda a sociedade. No vasto mundo dos estudos e teorias acerca das relações entre cultura e sociedade ao longo do tempo, esse tema surge como uma questão crucial da teoria crítica, representada, dentre outros por Max Horkheimer, que afirma que
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Q2089859 Antropologia
O homem encarou a diversidade cultural desde os primórdios de sua história. Isso porque acreditamos que embora o homem sempre tenha pensado e refletido sobre si mesmo e sobre os diversos povos com os quais tivesse contato, esses pensamentos sempre foram guiados por seu próprio modo de interpretar o mundo, ou seja, seus valores, crenças etc. (FOUCAULT, 2000.)
Em meados do XVIII, a sociedade industrial foi suscitando no homem a necessidade de se colocar como objeto da ciência, como fazia com a natureza, mas somente a partir do século XIX que se erigiu um empenho na direção de formatar um discurso antropológico com certos métodos que ascendessem à ciência. Assim sendo, assinale a afirmativa correta.
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Q2089858 Antropologia
Toda etnografia busca um retrato de tudo que está em questão nos detalhes da vida das pessoas. As abordagens usuais à educação – psicologia, economia, sociologia, até mesmo a história – oferecem recortes importantes, mas os antropólogos buscam o plano completo de lutas que tornam cada momento significativo, potencialmente traiçoeiro e, provavelmente, político. (McDermott e Raley 2011, p. 34.)
Fazer um parâmetro entre a cultura e a educação pode parecer redundância, mas não é. Embora mantenham relações intrínsecas, não são a mesma coisa. Sobre cultura e educação e seus estudos e pesquisas, podemos afirmar que: 
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Q2087830 Sociologia
Diante do real, aquilo que cremos saber com clareza ofusca o que deveríamos saber. Quando o espírito se apresenta à cultura científica, nunca é jovem. Aliás, é bem velho porque tem a idade de seus preconceitos. A opinião pensa mal; não pensa: traduz necessidades em conhecimentos. Ao designar os objetos pela utilidade, ela se impede de conhecê-los. Não basta, por exemplo, corrigi-la em determinados pontos, mantendo, como uma espécie de moral provisória, um conhecimento vulgar provisório. O espírito científico proíbe que tenhamos uma opinião sobre questões que não compreendemos; sobre questões que não sabemos formular com clareza. (As etapas da Pesquisa em Ciências Sociais. Disponível em: unemat.br.)
A pesquisa nas ciências sociais é um processo que, utilizando a metodologia científica, permite a obtenção de novos conhecimentos no campo da realidade social. No entanto, é importante distinguir “ciências sociais” de “sociologia”, por exemplo. Embora estejam intrinsecamente ligadas, é importante salientar que:
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Q2087829 Antropologia
Mulher acusada de adultério é até apedrejada até a morte pelo EI na Síria
    Uma mulher foi apedrejada até a morte no nordeste da Síria pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), que a acusou de haver cometido adultério, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). A ONG disse que os radicais assassinaram a mulher na cidade de Buqros, no nordeste do país do Oriente Médio. A vítima era uma deslocada originária do campo de refugiados palestinos de Al Yarmuk, no sul de Damasco, e trabalhava em um hospital de Al Mayadin, reduto principal do EI nesta província que faz fronteira com o Iraque. (Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/mundo/orientemedio/mulher-acusada-de-adulterio-e-ate-apedrejada-ate-a-mortepelo-ei-na-siria.)
Por mais que uma notícia dessas seja um choque, uma agressão aos nossos costumes e cultura, existem grupos, em determinados países do mundo, que acham não só normal, como correto. Existem organismos mundiais atualmente, que tentam inibir tais ações, mas elas continuam a acontecer, nas mais variadas nuances. No Relativismo Cultural, uma tendência filosófica e sociológica, essas diferenças culturais:
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Q2087827 Antropologia
Depois da hegemonia das correntes pós-modernas nos anos 80 e na primeira metade dos anos 90, que viam como impossível a comparação etnográfica, a acumulação de materiais de campo, a maior comunicação entre os investigadores e a discussão dos princípios relativistas no interior das próprias sociedades tradicionais, levaram ao ressurgimento de projetos comparativos orientados para a identificação de tendências na evolução social. Descola e Palsson, por exemplo, afirmam: “paradoxalmente, uma fé renovada no projeto comparativo pode ter emergida da riqueza mesmo da própria experiência etnográfica, isto é, do reconhecimento partilhado de que certos padrões, estilos de prática e conjuntos de valores, descritos por colegas antropólogos em diferentes partes do mundo, são compatíveis com o conhecimento que cada um tem de uma sociedade particular. Em outras palavras, a etnografia promove o foco no particular, e a multiplicação de particulares etnográficos reaviva o interesse pela comparação. (Descola e Palsson 1996:17-18. A antropologia hoje. Disponível em: bvs.br.)
A presente crise ecológica conduziu a uma revisão de paradigmas em antropologia e ao questionamento da contribuição da disciplina para a elaboração das políticas ambientais e para a luta dos movimentos ambientalistas. Dessa forma:
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Q2087826 Sociologia

O início do período da Sociologia Contemporânea no Brasil corresponde à fase de emergência da sociologia científica. A institucionalização acadêmica da sociologia no Brasil ocorreu em meados da década de 1930, com a criação da Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo (1933) e com a criação da Seção de Sociologia e Ciência Política da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo (1934). Nas palavras de Florestan Fernandes, configurava-se, então, plenamente um novo período da sociologia no Brasil, o qual, embora com raízes no segundo quartel deste século, só se configura plenamente no pós-guerra. (Fernandes, 1977, p. 28). Nesse momento específico da chamada “Sociologia Contemporânea no Brasil”, uma das características dominantes da sociologia em nosso país: 

Alternativas
Respostas
3481: D
3482: B
3483: D
3484: C
3485: E
3486: B
3487: D
3488: A
3489: C
3490: E
3491: E
3492: D
3493: A
3494: E
3495: C
3496: E
3497: A
3498: D
3499: A
3500: B