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Machado de Assis. O segredo do Bonzo. In: 50 Contos de Machado de Assis. Selecionados por John Gledson. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 95.
Os elementos temáticos e estruturais do texto precedente permitem afirmar que tal composição
Cavaleiro das armas escuras, Onde vais pelas trevas impuras Com a espada sanguenta na mão? Por que brilham teus olhos ardentes E gemidos nos lábios frementes Vertem fogo do teu coração?
Cavaleiro, quem és? — O remorso? Do corcel te debruças no dorso...
E galopas do vale através... Oh! da estrada acordando as poeiras Não escutas gritar as caveiras E morder-te o fantasma nos pés?
Onde vais pelas trevas impuras, Cavaleiro das armas escuras, Macilento qual morto na tumba?... Tu escutas... Na longa montanha Um tropel teu galope acompanha? E um clamor de vingança retumba?
Cavaleiro, quem és? que mistério... Quem te força da morte no império Pela noite assombrada a vagar?
O FANTASMA
Sou o sonho de tua esperança, Tua febre que nunca descansa, O delírio que te há de matar!...
Álvares de Azevedo. Meu sonho. In: Lira dos vinte anos. São Paulo: Martins Fontes, 1996, p. 39-40.
À meia noite, como de costume, passa o Cavaleiro todo de ferro e horror. Passa ou não passa? Duvido. (E tenho medo.) Hoje não durmo. Hei de escutar o som das ferraduras na gelada Rua Municipal, o estalar do chicote na garupa do cavalo-fantasma. Escuto, protegido em cobertor de casa-fortaleza de família importante. Passa, passa, anda, passa, Cavaleiro, está com medo do medo meu, quem sabe, da garrucha do Coronel?
O cavaleiro anda atrasado. Vai esperar o sono me vencer para aparecer dentro do sono? Chego à janela. A branca escuridão (o frio é branco) não filtra nem um grilo de ruído. Massa de cidade e serra: breu silente. Boca seca, trêmulo, não vejo o Cavaleiro, estou ouvindo em mim o Cavaleiro, em mim é que ele passa, sempre passou e passa sempre e não acaba de passar. É isso. Vou dormir. Dou descanso ao cavalo e ao Cavaleiro.
Carlos Drummond de Andrade. O Cavaleiro. In: Boitempo: Menino antigo. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p. 221.
Da leitura comparativa entre os dois poemas apresentados é correto concluir que
Antonio Candido. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. Belo Horizonte; Rio de Janeiro: Editora Itatiaia, 1997, p. 66-67.
Considerando-se os quatro grandes temas que, de acordo com o texto, balizam a atividade literária no Brasil entre os séculos XVIII e XIX, é possível concluir que os poetas e romancistas a que o autor se refere vinculam-se aos períodos literários do
( ) “relógio”, “secretário” e “Mário” são acentuadas por se enquadrarem na mesma regra de acentuação.
( ) “inúteis” recebe acento gráfico pelo mesmo motivo de “conteúdos”.
( ) “cronológica” e “rótulos” são acentuadas por serem proparoxítonas.
( ) “Já” e “será”, mesmo recebendo acento gráfico, não se enquadram na mesma regra de acentuação.
Considerando as assertivas, conforme sejam verdadeiras ou falsas, a sequência correta é:
“Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.”
No período, a expressão destacada pode ser substituída, sem alterar o sentido, por
Essa mesma preposição está sendo exigida no período da seguinte alternativa:
“Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.”
Sobre a concordância estabelecida no referido fragmento, pode-se afirmar:
I. O verbo “querer” está concordando com o sujeito a que se refere.
II. O adjetivo “eleita” encontra-se no feminino singular por concordar “gente humana”.
III. “muitas” e “seus” foram flexionados no plural por concordarem com os substantivos a que se referem.
IV. Os verbos “fugir” e “defender” estão no singular por concordarem, respectivamente, com “mortalidade” e “dignidade”.
Estão corretas apenas as assertivas:
“Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.”
No parágrafo, a vírgula foi empregada para separar, tanto elementos de uma oração, quanto orações de um só período.
Entre as orações, a vírgula foi usada para
“Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo”.
A oração destacada classifica-se como
A tessitura do texto se realiza por meio de períodos simples e compostos.
Assinale a alternativa que contém período simples.
“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.”
Sobre os verbos que ajudam a construir a tessitura do parágrafo, pode-se afirmar:
I. O verbo “contar” exige o mesmo tipo de complemento que o verbo “descobrir”.
II. Os verbos “viver” e “ganhar” se caracterizam pela intransitividade.
III. O verbo “faltar”, no parágrafo, foi empregado como verbo de ligação.
IV. O complemento do verbo “perceber” não necessita de uma preposição para ter sentido.
Estão corretas apenas as afirmativas:
“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.”
As palavras que constroem a tessitura do parágrafo enquadram-se em classes gramaticais diversas. Elas exercem funções específicas, considerando o contexto em que foram empregadas.
Assinale a alternativa correta, considerando a classificação e a função que a palavra exerce no parágrafo.
( ) “megalomaníacos” foi formado pelo processo de composição.
( ) “intermináveis” e “desafetos” são palavras derivadas por prefixação.
( ) “mortalidade” e “mediocridade” são exemplos de palavras híbridas.
( ) “gabolices” e “invejosos” são vocábulos formados pelo mesmo processo.
Assinalando com V ou F, conforme sejam Verdadeiras ou Falsas as assertivas, a sequência correta é: