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Q3895972 Português
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, firmado entre os países lusófonos, trouxe alterações significativas na grafia de diversas palavras, com o objetivo de uniformizar o idioma e simplificar o sistema ortográfico. As mudanças afetaram o uso do hífen, dos acentos gráficos, do trema e do próprio alfabeto.

Com base nas novas normas ortográficas estabelecidas pelo acordo, assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas de acordo com as regras vigentes da ortografia atual.
Alternativas
Q3895971 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911


O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.


Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.


O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.


A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".


Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".


A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.


Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa


Ao longo do texto, percebe-se que Vincenzo Peruggia tentou justificar seu crime com um argumento de cunho nacionalista. No entanto, a própria narrativa apresenta elementos que enfraquecem essa justificativa.

Qual aspecto do texto demonstra a contradição na alegação de Peruggia?
Alternativas
Q3895970 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911


O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.


Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.


O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.


A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".


Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".


A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.


Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa


O texto descreve o roubo da "Mona Lisa" em 1911, destacando o contexto e as circunstâncias que o tornaram possível. Considerando as informações apresentadas, o episódio evidencia falhas institucionais e culturais da época.

Dessa forma, o que o texto sugere sobre a segurança e o controle do Louvre naquele período?
Alternativas
Q3895969 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911


O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.


Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.


O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.


A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".


Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".


A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.


Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa


A sequência dos fatos narrados — o roubo, a demora na descoberta, a caçada e a recuperação da pintura — constrói um enredo de tensão e ironia histórica.

Considerando a estrutura narrativa do texto, qual é o efeito produzido pela revelação final sobre o paradeiro da obra?
Alternativas
Q3895968 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911


O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.


Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.


O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.


A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".


Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".


A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.


Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa


A narrativa mostra que a "Mona Lisa", inicialmente uma pintura pouco famosa, ganhou notoriedade mundial após o roubo. Esse fato permite uma reflexão sobre a relação entre arte e mídia.

Com base nessa perspectiva, qual é o principal efeito simbólico do roubo mencionado no texto?
Alternativas
Q3895967 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911


O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.


Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.


O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.


A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".


Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".


A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.


Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa


Em meio à busca pela "Mona Lisa", o texto cita a inesperada participação de Pablo Picasso. Essa passagem ilustra uma faceta curiosa da investigação e da vida cultural parisiense.

Nesse contexto, qual é o papel do episódio envolvendo Picasso na narrativa?
Alternativas
Q3895944 Português
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, implementado em 2009, buscou uniformizar a escrita entre os países lusófonos, alterando o uso de acentos, do hífen e ampliando o alfabeto oficial. Apesar das simplificações, algumas regras continuam exigindo atenção, especialmente nos casos de homônimos, ditongos e compostos prefixados.

Com base nas regras da nova ortografia, relacione corretamente as palavras da Coluna 01 às explicações correspondentes na Coluna 02.

Coluna 01

(__)Anti-inflamatório

(__)Veem

(__)Ideia

(__)Super-homem

(__)Autoescola

Coluna 02

I.Perde o acento no hiato ee, conforme a nova regra sobre o acento circunflexo.

II.O hífen é empregado porque o prefixo termina com a mesma letra que inicia o segundo elemento.

III.Não recebe hífen porque o prefixo termina em vogal diferente da que inicia o segundo elemento.

IV.Mantém o hífen por o segundo elemento iniciar com "h".

V.Perde o acento do ditongo aberto éi nas paroxítonas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3895943 Português
A colocação pronominal é regida por normas sintáticas e estilísticas que determinam a posição dos pronomes oblíquos átonos em relação ao verbo. Considerando as regras da norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que o uso da colocação pronominal está de acordo com a norma culta.
Alternativas
Q3895942 Português
As preposições são elementos essenciais na estrutura da frase, pois estabelecem relações de sentido entre os termos, indicando circunstâncias de tempo, lugar, causa, modo, distância, instrumento ou finalidade. Além disso, podem formar combinações e contrações com artigos, pronomes e advérbios, o que amplia sua função dentro da norma-padrão da língua portuguesa.

Analise as afirmativas a seguir e identifique em quais há uso e classificação correta das preposições.

I.O avião partiu de São Paulo às seis horas da manhã. — indica lugar de origem, logo trata-se de preposição de lugar.

II.Cortou o pão com a faca. — indica instrumento, configurando preposição de instrumento.

III.Estudou para ser aprovado no concurso. — expressa finalidade, logo é preposição de finalidade.

IV.A ponte fica a dois quilômetros daqui. — expressa tempo, logo é preposição de tempo.

V.Meu coração dói de saudade. — expressa causa, logo é preposição de causa.

Em quais afirmativas o uso e a classificação das preposições estão corretos?
Alternativas
Q3895941 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

Ao citar o romance Player Piano, o autor utiliza uma narrativa ficcional para refletir sobre dilemas contemporâneos.

Nesse contexto, a obra de Vonnegut é apresentada como:
Alternativas
Q3895940 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

O texto reflete sobre a dificuldade de prever o futuro, especialmente em um contexto social influenciado pelas inteligências artificiais.

Considerando essa discussão, o autor parece sugerir que o verdadeiro obstáculo das previsões tecnológicas está relacionado:
Alternativas
Q3895939 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

A reflexão sobre Vonnegut e a natureza humana mostra que a tecnologia, por mais avançada que seja, não altera certas características essenciais do homem.

Com base nessa ideia, qual é o principal ponto de equilíbrio proposto pelo autor para enfrentar os dilemas do progresso?
Alternativas
Q3895938 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

No desenvolvimento argumentativo, o autor menciona o "paradoxo do progresso", relacionando-o à essência humana.

A partir dessa ideia, o que o texto sugere sobre o comportamento humano diante da tecnologia?
Alternativas
Q3895937 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

O último parágrafo traz uma citação de um personagem de Vonnegut, usada para reforçar a reflexão do autor sobre a condição humana.

Considerando essa passagem, qual é a mensagem central transmitida por ela?
Alternativas
Q3895846 Português

A homonímia é um fenômeno lexical que, embora pareça simples à primeira vista, exige atenção à relação entre forma, som e sentido das palavras. A classificação correta das palavras homônimas e parônimas é essencial para o uso preciso da língua e para a compreensão das sutilezas semânticas que podem gerar ambiguidades no discurso. Analise as afirmativas a seguir e, com base nas regras gramaticais e nos exemplos tradicionais da norma culta, identifique quais estão corretas.


I.As palavras "colher" (verbo) e "colher" (substantivo) são exemplos de homônimos homógrafos, pois possuem a mesma grafia, mas pronúncia e sentido diferentes.


II.As palavras "conserto" e "concerto" são exemplos de homônimos homófonos, pois possuem a mesma pronúncia, mas grafia e significado distintos.


III.As palavras "livre" (adjetivo) e "livre" (verbo) constituem homônimos perfeitos, uma vez que coincidem na escrita e na pronúncia, embora apresentem significados diferentes.


IV.As palavras "descrição" e "discrição" são homônimos homófonos, pois, embora parecidas na grafia e na sonoridade, pertencem a classes gramaticais diferentes.


V.As palavras "absolver" e "absorver" são parônimos, que apresentam grafia e som semelhantes, mas significados diferentes.


Com base nas informações acima, assinale a alternativa em que estão todas as afirmativas corretas:

        

Alternativas
Q3895844 Português
O estudo da sinonímia ultrapassa a simples substituição lexical e envolve uma análise semântica e contextual. É essencial compreender que nem todas as palavras semelhantes em sentido podem ser usadas indistintamente, pois a escolha lexical depende de fatores como registro linguístico, precisão semântica e intenção comunicativa. Observe as frases abaixo e relacione os pares de palavras destacados à classificação correta quanto ao tipo de sinonímia que expressam.

COLUNA 01

(__)O aluno demonstrou intuito de aprimorar seus conhecimentos. → O aluno demonstrou propósito de aprimorar seus conhecimentos.

(__)O motorista faleceu após o acidente. → O motorista morreu após o acidente.

(__)Ela aprendeu o alfabeto quando era criança. → Ela aprendeu o abecedário quando era criança.

(__)O professor pediu que os alunos apagassem os arquivos. → O professor pediu que os alunos extinguissem os arquivos.


COLUNA 02

I.Sinônimos perfeitos — apresentam o mesmo sentido em todos os contextos de uso.

II.Sinônimos imperfeitos — possuem sentido apenas aproximado, variando conforme o contexto.


Correlacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3895843 Português
O domínio das regras de acentuação gráfica exige não apenas memorização, mas também a compreensão fonológica das sílabas tônicas e de suas terminações. As palavras oxítonas, cuja última sílaba é a tônica, obedecem a critérios específicos que as diferenciam de paroxítonas e proparoxítonas. Observe as palavras oxítonas acentuadas e associe-as às regras de acentuação correspondentes.


COLUNA 01 − PALAVRAS OXÍTONAS

(__)O jovem herói foi homenageado pela bravura demonstrada no resgate.

(__)Todos disseram "amém" ao final da celebração.

(__)O tradicional mocotó nordestino é servido bem quente durante o inverno.

(__)Vocês deveriam revisar o relatório antes de enviá-lo ao diretor.

(__)Os alunos mais fiéis permaneceram até o encerramento da palestra.


COLUNA 02 − REGRAS DE ACENTUAÇÃO

I.Oxítonas terminadas em -a, -e ou -o, seguidas ou não de -s, são acentuadas.

II.Oxítonas terminadas em ditongo aberto -éu, -éi ou -ói, seguidas ou não de -s, são acentuadas.

III.Oxítonas terminadas em ditongo nasal -em ou -ens são acentuadas.

IV.Oxítonas terminadas em vogal tônica -e no plural recebem acento gráfico.

V.Oxítonas terminadas em ditongo aberto -éi são acentuadas.


Correlacione corretamente as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3895842 Português
Com base nas normas vigentes do Acordo Ortográfico, assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente.
Alternativas
Q3895841 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que temperatura considerada febre mudou?


A temperatura considerada febre em crianças, que antes era de 37,8°C, agora passou para 37,5°C, de acordo com uma nova diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).


A mudança está no documento científico "Abordagem da Febre Aguda em Pediatria e Reflexões sobre a febre nas arboviroses", publicado neste ano pela entidade, e segue padrões adotados em estudos internacionais.


Pela nova definição, a febre é reconhecida quando a temperatura atinge 37,5°C ou mais na axila (ou 38°C se medida por via oral ou retal, durante três minutos).


O entendimento sobre a febre evoluiu porque hoje a SBP considera que a temperatura isolada não deve ser o único critério para definir febre em crianças.


Segundo o documento publicado este ano pela entidade, a variação natural da temperatura corporal ao longo do dia faz com que um mesmo lactente apresente diferenças de até 1°C entre manhã e tarde.


"O aumento da temperatura corporal não é a doença em si, mas uma forma de defesa natural que avisa que o corpo está lutando contra alguma infecção ou problema", descreve o médico Alexandre Nikolay, coordenador do departamento de emergência pediátrica do Hospital Santa Lúcia Sul, em Brasilia.


Para lactentes e crianças pequenas, a medição axilar com termômetro digital é recomendada, enquanto métodos infravermelhos devem ser usados apenas por profissionais treinados.


Além disso, a mudança busca reduzir a chamada "febrefobia" — ansiedade excessiva dos pais diante da febre, que pode levar a consultas e intervenções médicas desnecessárias.


Por isso, a febre agora é definida como 37,5°C ou mais quando medida pela axila, mas a recomendação é avaliar também o estado geral da criança antes de medicar ou buscar atendimento médico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0ydny99reo
O documento da Sociedade Brasileira de Pediatria apresenta critérios mais amplos para avaliar a febre, ultrapassando a simples medição de temperatura.

Nesse contexto, o que se pode inferir sobre a importância atribuída à observação clínica da criança?
Alternativas
Q3895840 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que temperatura considerada febre mudou?


A temperatura considerada febre em crianças, que antes era de 37,8°C, agora passou para 37,5°C, de acordo com uma nova diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).


A mudança está no documento científico "Abordagem da Febre Aguda em Pediatria e Reflexões sobre a febre nas arboviroses", publicado neste ano pela entidade, e segue padrões adotados em estudos internacionais.


Pela nova definição, a febre é reconhecida quando a temperatura atinge 37,5°C ou mais na axila (ou 38°C se medida por via oral ou retal, durante três minutos).


O entendimento sobre a febre evoluiu porque hoje a SBP considera que a temperatura isolada não deve ser o único critério para definir febre em crianças.


Segundo o documento publicado este ano pela entidade, a variação natural da temperatura corporal ao longo do dia faz com que um mesmo lactente apresente diferenças de até 1°C entre manhã e tarde.


"O aumento da temperatura corporal não é a doença em si, mas uma forma de defesa natural que avisa que o corpo está lutando contra alguma infecção ou problema", descreve o médico Alexandre Nikolay, coordenador do departamento de emergência pediátrica do Hospital Santa Lúcia Sul, em Brasilia.


Para lactentes e crianças pequenas, a medição axilar com termômetro digital é recomendada, enquanto métodos infravermelhos devem ser usados apenas por profissionais treinados.


Além disso, a mudança busca reduzir a chamada "febrefobia" — ansiedade excessiva dos pais diante da febre, que pode levar a consultas e intervenções médicas desnecessárias.


Por isso, a febre agora é definida como 37,5°C ou mais quando medida pela axila, mas a recomendação é avaliar também o estado geral da criança antes de medicar ou buscar atendimento médico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0ydny99reo
A variação natural da temperatura corporal ao longo do dia é mencionada como um dos fatores considerados na nova definição de febre.

Nesse sentido, o que essa informação acrescenta à compreensão médica sobre o diagnóstico?
Alternativas
Respostas
16821: C
16822: D
16823: B
16824: C
16825: A
16826: B
16827: D
16828: D
16829: B
16830: C
16831: B
16832: C
16833: C
16834: D
16835: A
16836: A
16837: C
16838: C
16839: D
16840: D