Questões de Concurso
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Para responder à questão, teia o texto abaixo.
A tensão entre o universal e o local na implementação
dos Direitos Humanos
A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948 como resposta às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, constitui um marco na historia dos direitos humanos. O documento estabeleceu um conjunto de direitos e liberdades a serem garantidos a todos os indivíduos, expressando o conceito de universalidade ao enunciar direitos comuns a todas as pessoas em razão de sua condição humana, sem nenhum tipo de discriminação, e ao afirmar que todos os seres humanos integram uma família única - a família humana - merecedora de respeito e dignidade em todos os lugares.
O debate sobre a tensão entre universalidade e relativismo cultural dos direitos humanos tem sido amplamente desenvolvido na literatura acadêmica contemporânea. O universalismo busca garantir que todas as pessoas, independentemente de qualquer condição, possuam direitos humanos; contudo, o caráter universalista sofre severas críticas por ser alegado que se trata de uma tentativa de homogeneizar as culturas. Paralelamente, a construção dos direitos humanos, segundo a proposta relativista, deve levar em consideração as particularidades, pois é preciso que o indivíduo se reconheça e se identifique com os valores defendidos, não sendo possível abstraí-lo de seu contexto cultural.
A literatura acadêmica consolidada tem aprofundado essa discussão a partir de diferentes perspectivas. Analisam-se os impasses entre a universalização dos direitos humanos e as particularidades culturais, propondo uma concepção contra-hegemônica e intercultural que supere os limites do universalismo de matriz ocidental. Também são exploradas as tensões entre igualdade e diferença no campo da Educação em Direitos Humanos, defendendo abordagens pedagógicas interculturais que reconheçam a diversidade sem abdicar de princípios fundamentais de dignidade humana. Tais contribuições evidenciam que o debate não se esgota na oposição binária entre universalismo e relativismo, mas aponta para a necessidade de abordagens dialógicas e contextualizadas.
Apesar da robustez teórica acumulada, ainda não foram identificados estudos que articulem de forma sistemática: (1) a operacionalização prática da Educação em Direitos Humanos como mediadora específica entre tensões universais e locais; (2) indicadores concretos para mensurar a efetividade de abordagens interculturais na implementação de direitos humanos; e (3) metodologias aplicadas que superem o nível teórico-conceitual. Esta lacuna evidencia a necessidade de pesquisas que avancem para proposições metodológicas e aplicações práticas concretas.
A problemática central reside na aparente contradição entre a necessidade de padrões universais de direitos humanos e o imperativo de respeitar as especificidades culturais locais. Como implementar direitos humanos de forma efetiva sem incorrer em imposições culturais? Como a Educação em Direitos Humanos pode atuar como mediadora desta tensão? Tais questionamentos, articulados à lacuna identificada, justificam a relevância e a urgência de investigações que avancem para além do debate conceitual.
Fonte: BOIAGO, C. E. P.; SALVIO, A. C. C. A tensão entre o universal e o local na implementação dos Direitos Humanos: desafios e afirmações. Revista Direitos Humanos e Sociedade, ls.l.l v. 9, n. 2, 2026 (com adaptações).
Para responder à questão, teia o texto abaixo.
A tensão entre o universal e o local na implementação
dos Direitos Humanos
A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948 como resposta às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, constitui um marco na historia dos direitos humanos. O documento estabeleceu um conjunto de direitos e liberdades a serem garantidos a todos os indivíduos, expressando o conceito de universalidade ao enunciar direitos comuns a todas as pessoas em razão de sua condição humana, sem nenhum tipo de discriminação, e ao afirmar que todos os seres humanos integram uma família única - a família humana - merecedora de respeito e dignidade em todos os lugares.
O debate sobre a tensão entre universalidade e relativismo cultural dos direitos humanos tem sido amplamente desenvolvido na literatura acadêmica contemporânea. O universalismo busca garantir que todas as pessoas, independentemente de qualquer condição, possuam direitos humanos; contudo, o caráter universalista sofre severas críticas por ser alegado que se trata de uma tentativa de homogeneizar as culturas. Paralelamente, a construção dos direitos humanos, segundo a proposta relativista, deve levar em consideração as particularidades, pois é preciso que o indivíduo se reconheça e se identifique com os valores defendidos, não sendo possível abstraí-lo de seu contexto cultural.
A literatura acadêmica consolidada tem aprofundado essa discussão a partir de diferentes perspectivas. Analisam-se os impasses entre a universalização dos direitos humanos e as particularidades culturais, propondo uma concepção contra-hegemônica e intercultural que supere os limites do universalismo de matriz ocidental. Também são exploradas as tensões entre igualdade e diferença no campo da Educação em Direitos Humanos, defendendo abordagens pedagógicas interculturais que reconheçam a diversidade sem abdicar de princípios fundamentais de dignidade humana. Tais contribuições evidenciam que o debate não se esgota na oposição binária entre universalismo e relativismo, mas aponta para a necessidade de abordagens dialógicas e contextualizadas.
Apesar da robustez teórica acumulada, ainda não foram identificados estudos que articulem de forma sistemática: (1) a operacionalização prática da Educação em Direitos Humanos como mediadora específica entre tensões universais e locais; (2) indicadores concretos para mensurar a efetividade de abordagens interculturais na implementação de direitos humanos; e (3) metodologias aplicadas que superem o nível teórico-conceitual. Esta lacuna evidencia a necessidade de pesquisas que avancem para proposições metodológicas e aplicações práticas concretas.
A problemática central reside na aparente contradição entre a necessidade de padrões universais de direitos humanos e o imperativo de respeitar as especificidades culturais locais. Como implementar direitos humanos de forma efetiva sem incorrer em imposições culturais? Como a Educação em Direitos Humanos pode atuar como mediadora desta tensão? Tais questionamentos, articulados à lacuna identificada, justificam a relevância e a urgência de investigações que avancem para além do debate conceitual.
Fonte: BOIAGO, C. E. P.; SALVIO, A. C. C. A tensão entre o universal e o local na implementação dos Direitos Humanos: desafios e afirmações. Revista Direitos Humanos e Sociedade, ls.l.l v. 9, n. 2, 2026 (com adaptações).
O encerramento do texto sintetiza o nó problematizador da pesquisa. Tendo como referência as reflexões finais dos autores, analise as assertivas que seguem, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:
( ) A Educação em Direitos Humanos é apresentada no texto como o elemento gerador da tensão existente entre as exigências globais e as identidades locais.
( ) As indagações formuladas no encerramento do texto possuem caráter autônomo, figurando como proposições desvinculadas da lacuna de pesquisa identificada pelos autores.
( ) O texto caracleriza a contradição entre a exigência de padrões universais de direitos humanos e o respeito às especificidades locais como uma relação real, insuperável e absoluta.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Para responder à questão, teia o texto abaixo.
A tensão entre o universal e o local na implementação
dos Direitos Humanos
A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948 como resposta às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, constitui um marco na historia dos direitos humanos. O documento estabeleceu um conjunto de direitos e liberdades a serem garantidos a todos os indivíduos, expressando o conceito de universalidade ao enunciar direitos comuns a todas as pessoas em razão de sua condição humana, sem nenhum tipo de discriminação, e ao afirmar que todos os seres humanos integram uma família única - a família humana - merecedora de respeito e dignidade em todos os lugares.
O debate sobre a tensão entre universalidade e relativismo cultural dos direitos humanos tem sido amplamente desenvolvido na literatura acadêmica contemporânea. O universalismo busca garantir que todas as pessoas, independentemente de qualquer condição, possuam direitos humanos; contudo, o caráter universalista sofre severas críticas por ser alegado que se trata de uma tentativa de homogeneizar as culturas. Paralelamente, a construção dos direitos humanos, segundo a proposta relativista, deve levar em consideração as particularidades, pois é preciso que o indivíduo se reconheça e se identifique com os valores defendidos, não sendo possível abstraí-lo de seu contexto cultural.
A literatura acadêmica consolidada tem aprofundado essa discussão a partir de diferentes perspectivas. Analisam-se os impasses entre a universalização dos direitos humanos e as particularidades culturais, propondo uma concepção contra-hegemônica e intercultural que supere os limites do universalismo de matriz ocidental. Também são exploradas as tensões entre igualdade e diferença no campo da Educação em Direitos Humanos, defendendo abordagens pedagógicas interculturais que reconheçam a diversidade sem abdicar de princípios fundamentais de dignidade humana. Tais contribuições evidenciam que o debate não se esgota na oposição binária entre universalismo e relativismo, mas aponta para a necessidade de abordagens dialógicas e contextualizadas.
Apesar da robustez teórica acumulada, ainda não foram identificados estudos que articulem de forma sistemática: (1) a operacionalização prática da Educação em Direitos Humanos como mediadora específica entre tensões universais e locais; (2) indicadores concretos para mensurar a efetividade de abordagens interculturais na implementação de direitos humanos; e (3) metodologias aplicadas que superem o nível teórico-conceitual. Esta lacuna evidencia a necessidade de pesquisas que avancem para proposições metodológicas e aplicações práticas concretas.
A problemática central reside na aparente contradição entre a necessidade de padrões universais de direitos humanos e o imperativo de respeitar as especificidades culturais locais. Como implementar direitos humanos de forma efetiva sem incorrer em imposições culturais? Como a Educação em Direitos Humanos pode atuar como mediadora desta tensão? Tais questionamentos, articulados à lacuna identificada, justificam a relevância e a urgência de investigações que avancem para além do debate conceitual.
Fonte: BOIAGO, C. E. P.; SALVIO, A. C. C. A tensão entre o universal e o local na implementação dos Direitos Humanos: desafios e afirmações. Revista Direitos Humanos e Sociedade, ls.l.l v. 9, n. 2, 2026 (com adaptações).
Entenda melhor esse fenômeno
Primeiro o céu fica bem escuro e começa a chover. Aí vem um clarão bem forte, seguido de um barulho enorme. E a gente toma o maior susto! O nome desse fenômeno, poderoso e às vezes assustador, é raio.
O raio nasce em nuvens grandes e escuras, que têm a parte de baixo lisa. Elas são conhecidas como cúmulos-nimbos e ficam bem altas, entre 2 e 18 quilômetros do chão. Quando estão cheias de gotículas de água e pequenos pedaços de gelo, caem grandes tempestades. Com o vento as pedrinhas de gelo batem umas nas outras. Essa agitação cria partículas de eletricidade na nuvem.
Se uma nuvem com muitas partículas elétricas negativas encontra outra com muitas partículas positivas, elas trocam essas partículas, formando uma corrente elétrica poderosa. Também pode acontecer de se formar uma corrente elétrica entre uma nuvem e o solo. Nos dois casos, o resultado final é o raio.
Fonte: MOIÓLI, Júlia. Revista Recreio n.411. Janeiro/2008
Esse texto tem a finalidade de:
Só serei feliz
Se tiver grana, roupas legais e puder gastar com o que bem entender.
A gente não vai aqui repetir o velho ditado dizendo que “dinheiro não traz felicidade”, como se isso fosse um consolo para quem está sem grana. Mas também não dá para bancar a cínica e rebater afirmando que “trazer, não traz, mas compra”. Brincadeiras à parte, a verdade é que a felicidade é um estado que não se compra, D coisas mais simples da vida. Você pode experimentar, por exemplo:
Tomar um picolé; Levar seus olhos para passear e ver quanta coisa bonita existe na natureza para ser apreciada; Dividir uma pizza com os amigos; Andar de mãos dadas com o namorado;
Surpreender seu pai que chegou cansado do trabalho com um beijo carinhoso; Sair para passear com seu cachorrinho; Tomar conta da filhinha da vizinha e brincar de fazer bolinhas de sabão. Enfim, dá para resumir em poucas palavras: encontrar a felicidade é bem mais fácil do que você imaginava, não é mesmo?
Fonte: http://valdinere123.blogspot.com.br/2015/07/d10-identificar-as-marcas-linguisticas.html
Nesse texto, no trecho “mas pode ser encontrada nas coisas mais simples” (l. 6), a palavra destacada indica uma ideia de:
O pastor e seus carneiros
Um pastor levou seus carneiros para uma floresta de carvalhos. Sob uma enorme árvore cheia de frutos, ele estendeu seu casaco. Depois subiu para sacudi-la e assim os frutos cairiam. Mas os carneiros comeram indistintamente as bolotas e o casaco. Quando desceu, vendo o que tinha acontecido, o pastor exclamou:
Suas bestas, aos outros vocês dão sua lã para abriga-los, a mim que lhes dou o sustento, vocês destroem até o casaco!
Muita gente, sem se dar conta, serve a desconhecidos e faz mal aos que lhes são próximos.
Fonte; ESOPO 550 a.C. Fabulas de Esopo.Trad. Antonio Carlos Vianna. Porto Alegre: L&PM, 1997. p.157.)
Nesse texto, no trecho “Depois subiu para sacudi-la e assim os frutos cairiam” ( 2), o termo destacado refere-se:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.
Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.
Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.
Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.
Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.
Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.
Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.
Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.
Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.
Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.
Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.
Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.
Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.
Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.
Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.
Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.
Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.
Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.
Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.
Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.
Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.
Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.
Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.
Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.
Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.
Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.
Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.
Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.
Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.
Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.
Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.
Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.
Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.
Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.
Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.
Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.
Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.
Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.
Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.
Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.
Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.
Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.
Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.
Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.
Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.
Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.
Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.
Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.
Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.
Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.
Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.
Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.
Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.
Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.
Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.
Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.
Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.
Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.
Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.
Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.
Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição dessa passagem.
I- A expressão “por decisão própria” encontra-se separada por vírgula, de acordo com a norma, para separar um adjunto adverbial deslocado.
II- A expressão “em Cotidiano” foi usada como um adjunto adverbial de tempo; nesse caso, como ela se encontra no final da frase, o uso da vírgula é facultativo, de acordo com a norma.
III- A expressão “em Cotidiano” foi usada como um adjunto adverbial de lugar; nesse caso, como ela se encontra no final da frase, o uso da vírgula é facultativo, de acordo com a norma.
IV- Os verbos da passagem foram flexionados no tempo pretérito, já que esse tempo constitui uma característica do texto narrativo.
V- Os verbos da passagem foram usados no tempo presente do modo indicativo, com exceção da forma “resolvi”, que se encontra no pretérito perfeito do modo indicativo.
Estão CORRETAS apenas afirmativas
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição dessa passagem.
I- O pronome “me”, no trecho “que me dão ordens”, foi usado em posição proclítica obrigatória.
II- O pronome “me”, no trecho “que me dão ordens”, funciona como objeto indireto do verbo “dão”.
III- A locução conjuntiva “desde que” foi usada para expressar ideia de condição.
IV- A conjunção “porque” constrói o recurso denominado paralelismo sintático.
V- O pronome “me”, nos dois usos, encontra-se em posição enclítica obrigatória.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
I- Trata-se de um estrangeirismo.
II- Trata-se de um arcaísmo.
III- Trata-se de um empréstimo vocabular.
IV- É uma expressão com valor positivo.
V- É uma expressão com valor pejorativo.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
I- Metalinguagem.
II- Subjetividade.
III- Intertextualidade.
IV- Conotatividade.
V- Coloquialidade.
Estão CORRETOS os itens