🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso

Questões Discursivas

Foram encontradas 222.452 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4118196 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa que indica corretamente a relação sintático-semântica estabelecida entre as orações e sinalizada pelo termo em destaque.
Alternativas
Q4118195 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Em “[...] uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia.”, a expressão em destaque é um exemplo de qual figura de linguagem? 
Alternativas
Q4118193 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Tendo em vista as regras de ortografia da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a reescrita proposta para o título do texto se mantém condizente com a norma-padrão. 
Alternativas
Q4118192 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa em que o verbo auxiliar se combina com o verbo principal da locução verbal para determinar com mais rigor o aspecto do momento da ação verbal, indicando seu desenvolvimento gradual.
Alternativas
Q4118191 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Tendo em vista as regras de colocação pronominal da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a reescrita proposta se mantém condizente com a norma-padrão. 
Alternativas
Q4118190 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa em que o termo “ao” NÃO introduz um segmento textual que veicula uma circunstância de tempo.
Alternativas
Q4118145 Português
Analise as sentenças a seguir quanto à concordância dos verbos destacados:

I. Tanto o malabarismo quanto a palhaçaria são práticas da arte circense.
II. Faz parte da cultura brasileira não só o cinema como o circo.
III. O circo, com seus artistas, lutou para que a arte fosse reconhecida como manifestação da cultura brasileira.
IV. Nem o circo nem o grafite deveriam ser excluídos do reconhecimento como arte popular no Brasil.

Está correta a concordância dos verbos destacados:
Alternativas
Q4118114 Espanhol
Leia o texto a seguir.

Falsas equivalencias en la traducción de lenguas afines: propuesta taxonómica


       Las lenguas afines comparten un número elevado de palabras gráfica o fonéticamente iguales o parecidas y con un mismo significado. A pesar de que las similitudes pueden ayudar al traductor, es cierto que hay que prestarles especial atención a aquellas palabras que – incluso compartiendo la misma etimología – tienen diferentes significados, o bien diferentes acepciones que pueden no coincidir en un contexto determinado. Al traducir del italiano o del portugués hacia el español y viceversa, estos vocablos constituyen una verdadera amenaza para el traductor. 

CARLUCCI, Laura; DÍAZ FERRERO, Ana María. Falsas equivalencias en la traducción de lenguas afines: propuesta taxonômica. Disponível em: https://revistaseug.ugr.es/index.php/sendebar/article/view/689/781. Acesso em: 22 dez. 2025. [Adaptado].

Em relação aos principais problemas de tradução entre línguas afins, o texto aponta as falsas equivalências que, por sua vez, correspondem aos
Alternativas
Q4118113 Espanhol
Leia o texto a seguir.

Conoce qué es la tilde diacrítica y cómo se usa en las tipologías textuales

    Los monosílabos no llevan tilde, a no ser que hagan parte del acento diacrítico. Entonces, es necesario empezar por definir la tilde diacrítica como “aquella que permite distinguir palabras que se escriben igual, pero que tienen significados distintos y presentan diferente pronunciación”. La aplicación de la tilde diacrítica va más allá de comprender su significado y memorizar cuál de las palabras es la que la lleva y cuál no. 

SIERRA RIVERA, María Camila. Conoce qué es la tilde diacrítica y cómo se usa en las tipologías textuales. Disponível em: https://www.upb.edu.co/es/central-blogs/ortografia/que-es-la-tilde-diacritica. Acesso em: 22 dez. 2025. [Adaptado].

Na língua espanhola, caso recebam um acento gráfico, as palavras monossilábicas 
Alternativas
Q4118112 Espanhol
Leia o texto a seguir.

La enseñanza de la estructura cuando+subjuntivo para alumnos brasileños aprendientes de español: una nueva propuesta

     La transferencia lingüística ocurre cuando el alumno trae palabras enteras o recursos de la lengua materna al utilizar la lengua meta. La transferencia no siempre es negativa, ya que, en muchos casos, puede ayudar en la comunicación y ser beneficiosa cuando las estructuras gramaticales, vocabulario o patrones de entonación son similares entre la lengua materna y la lengua extranjera. Por ejemplo, si un estudiante de español habla portugués, las similitudes en la conjugación verbal pueden facilitar la comprensión y la aplicación de ciertos conceptos gramaticales. Sin embargo, la transferencia también puede conducir a errores. Así, cuando el alumno va a crear alguna frase en español y piensa primero en portugués, suele transferir la forma del portugués para el español, como en los ejemplos de algunos ejercicios con mis alumnos en mi práctica docente:

          *Cuando ustedes irem a Italia, recuérdense de visitar Roma.
           *Cuando yo tuvier más tiempo escribiré más.
          Siendo que la construcción correcta sería: con el presente de subjuntivo como a seguir:
      Cuando vayan a Italia, acuérdense de visitar Roma.
       Cuando yo tenga más tiempo, escribiré más.

GONÇALVES, Priscilla Félix. La enseñanza de la estructura cuando+subjuntivo para alumnos brasileños aprendientes de español: una nueva propuesta. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/43287. Acesso em: 22 dez. 2025. [Adaptado].

Dentro do raciocínio do discurso do texto, os erros cometidos nos dois exemplos são consequência da falta de conhecimento da língua espanhola a respeito do
Alternativas
Q4118111 Espanhol
Leia o texto a seguir.

¿Dónde puedo encontrar textos para trabajar con herramientas digitales? Búsqueda y utilización de corpus existentes y bases de datos en las literaturas en español

      Este capítulo propone explorar los corpus que otros investigadores/as han creado, lo que permite familiarizarse con la búsqueda bibliográfica y la recopilación de textos y evitar repetir trabajo que otras personas han hecho antes. El capítulo también aborda los problemas comunes en la búsqueda de textos digitalizados, como la falta de adaptación a los estándares y formatos necesarios para el análisis digital, la baja calidad de los escaneos o la dificultad en la descarga de los textos. Se organiza en torno a cuatro puntos, que incluyen la definición del corpus, los lugares donde buscar textos digitalizados, los formatos y herramientas para trabajar con TXT y sobre la codificación UTF-8 y el cómo pasar de EPUB y MOBI a TXT. […] 

ORTUÑO CASANOVA, Rocío. ¿Dónde puedo encontrar textos para trabajar con herramientas digitales? Búsqueda y utilización de corpus existentes y bases de datos en las literaturas en español. Disponível em: https://library.oapen.org/handle/20.500.12657/93698. Acesso em: 22 dez. 2025. [Adaptado].

No texto apresentado, indica-se que os corpus permitem  
Alternativas
Q4118110 Espanhol
Leia o texto a seguir.

De dónde viene el seseo y por qué está presente en la mayoría de los hablantes del español

Cecilia limpia los zapatos de lazo azul. Sesilia limpia los zapatos de laso asul.

En estas dos frases se observa la diferencia en el cambio de grafía en las letras c y z por s. ¿Pero se pronuncia diferente o igual? Conocemos la respuesta: diferente. ¿O no? De los 496 millones de personas que hablan español como lengua nativa en el mundo, los que pronuncian estos dos fonemas de manera diferente son aproximadamente el 7%. Es decir, la inmensa mayoría, más de un 90%, de los hablantes de español sesean. En Andalucía, dos tercios de los habitantes no se distinguen c y s al hablar.

PEÑA ÁLVAREZ, Cristina de la. De dónde viene el seseo y por qué está presente en la mayoría de los hablantes del español. Disponível em: https://fundeu.do/de-donde-viene-el-seseo-y-por-que-esta-presente-en-lamayoria-de-los-hablantes-del-espanol/. Acesso em: 22 dez. 2025. [Adaptado].


Ao abordar a realidade do seseo, no texto salienta-se que essa pronúncia
Alternativas
Q4118109 Espanhol
Leia o texto a seguir.

El leísmo de persona en la norma culta de España


       En cuanto a la investigación sincrónica, se pasó una serie de encuestas a 314 estudiantes universitarios de toda España para establecer qué usos favorecían de manera semiconsciente. En concreto, se analizaron el leísmo de persona masculino y en el laísmo, también de persona. Mención aparte merecen el leísmo de femenino de persona general y el caso específico del verbo ‘llamar’ (“La/le llamaban Caperucita Roja”). Los datos obtenidos apuntan a una fuerte presencia del leísmo de persona masculino entre todos los grupos de análisis establecidos y todas las macrorregiones. El de femenino es incipiente entre los hablantes de proveniencia etimológica y considerable entre los referenciales.

FERNÁNDEZ COLLANTES, Javier. El leísmo de persona y el laísmo en la norma culta de España. Disponível em: https://gredos.usal.es/handle/10366/165845?show=full. Acesso em: 22 dez. 2025. [Adaptado].


Na exposição da pesquisa sincrônica realizada, observou-se que entre os entrevistados
Alternativas
Q4118108 Espanhol
Leia o texto a seguir.

¿Cómo enseñar español a extranjeros?

     Enseñar español a extranjeros es una tarea gratificante pero desafiante que requiere habilidades específicas y enfoques pedagógicos adaptados. En este artículo te mostraremos diversas estrategias y métodos para enseñar español a extranjeros: 1. Conocer el perfil de los estudiantes y establecer objetivos claros; 2. Desarrollar la comunicación oral y escrita, utilizando situaciones y contextos reales para que los estudiantes desarrollen sus habilidades lingüísticas, pragmáticas y sociales, de manera significativa y práctica; 3. Inmersión en el idioma, uso de recursos multimedia e incorporar la cultura hispana; 4. Práctica de la escritura, proporcionar retroalimentación constructiva y fomentar la interacción entre estudiantes y 5. Ser creativo y flexible, evaluar el progreso y fomentar la autonomía.

Facultad de Humanidades y Ciencias Sociales – Universidad Isabel I. ¿Cómo enseñar español a extranjeros? Disponível em: https://www.ui1.es/blogui1/como-ensenar-espanol-extranjeros. Acesso em: 22 dez. 2025. [Adaptado].

Das cinco recomendações para o ensino da língua espanhola a estrangeiros, infere-se que na proposta apresentada predomina

Alternativas
Q4118107 Espanhol
Leia o texto a seguir.

Cómo enseñar español a los alumnos extranjeros a partir de los 3 años

      La diversidad lingüística es hoy una realidad cotidiana en las aulas de educación infantil y primaria. Con la llegada a España de niños de diferentes países cada vez más colegios reciben a niños extranjeros que no dominan el español, lo que plantea una doble tarea: favorecer la integración emocional y garantizar el aprendizaje lingüístico desde el inicio de su escolarización. En este contexto, la enseñanza del español como lengua extranjera (ELE) para niños se convierte en una necesidad urgente y en una oportunidad educativa para promover la inclusión, el desarrollo del lenguaje y la igualdad de oportunidades. Defendemos una idea clave: enseñar español desde los 3 años, con metodologías visuales y multisensoriales, permite potenciar el desarrollo cognitivo, social y emocional de los niños y niñas que tienen que aprender español.

EDITORIAL GEU. Cómo enseñar español a los alumnos extranjeros a partir de los 3 años. Disponível em: https://www.editorialgeu.com/blog/como-ensenarespanol-a-los-alumnos-extranjeros-a-partir-de-los-3- anos/?srsltid=AfmBOorGi0DBdhED4aCOcFkRCmvS_giGoldwsdQcaGTtqEYul RmS6Qfd. Acesso em: 22 dez. 2025. [Adaptado].

O ensino de espanhol a que se refere o texto está destinado a crianças

Alternativas
Q4118106 Espanhol
Texto 7


El voseo argentino y el voseo chileno en las clases de E
LE a través del cine:
una propuesta didáctica


      En este trabajo pretendemos reflexionar sobre la importancia de abordar el voseo en las clases de español como lengua extranjera (E\LE). Este tema es de gran relevancia para la enseñanza del español en Brasil, ya que a menudo se producen malentendidos y explicaciones inadecuadas debido a generalizaciones erróneas. En ocasiones, se utiliza una variedad como referencia y se considera a las demás como simples variantes. Es esencial que los estudiantes sean conscientes de que encontrarán diferentes formas de voseo en el español de América. En ese sentido, presentaremos propuestas didácticas a los profesores de español de enseñanza media en Brasil, para que puedan introducir a los alumnos en las diversas variedades del voseo en América, como el voseo argentino y chileno, por ejemplo, y sus particularidades respectivas.
Además, proponemos presentar este tema de manera diferente y creativa. Por ello, proponemos trabajar con el cine, pues puede ser una herramienta de trabajo fácilmente incorporable a cualquier tipo de metodología, con muestras reales de la lengua. Mostrando a los alumnos que existen otras variedades de voseo además de la variedad del Río de la Plata, nuestro objetivo fue contribuir con la práctica de los profesores, que sufren con la escasez de actividades desde la perspectiva sociolingüística, además de llamar la atención para la necesidad de trabajar las variedades de la lengua española, para evitar prejuicios lingüísticos y concienciar a los alumnos de que la lengua además de su papel lingüístico puede también representar la cultura de una nación.


ARAÚJO, Daniel da Silva Ramos. El voseo argentino y el voseo chileno en las
clases de E LE a través del cine: una propuesta didáctica. Disponível em:
https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/74002?mode=full. Acesso em: 21 dez.
2025. [Adaptado].
A perspectiva sociolinguística aplicada ao objeto focado no trabalho contribui para a superação
Alternativas
Q4118105 Espanhol
Texto 7


El voseo argentino y el voseo chileno en las clases de E
LE a través del cine:
una propuesta didáctica


      En este trabajo pretendemos reflexionar sobre la importancia de abordar el voseo en las clases de español como lengua extranjera (E\LE). Este tema es de gran relevancia para la enseñanza del español en Brasil, ya que a menudo se producen malentendidos y explicaciones inadecuadas debido a generalizaciones erróneas. En ocasiones, se utiliza una variedad como referencia y se considera a las demás como simples variantes. Es esencial que los estudiantes sean conscientes de que encontrarán diferentes formas de voseo en el español de América. En ese sentido, presentaremos propuestas didácticas a los profesores de español de enseñanza media en Brasil, para que puedan introducir a los alumnos en las diversas variedades del voseo en América, como el voseo argentino y chileno, por ejemplo, y sus particularidades respectivas.
Además, proponemos presentar este tema de manera diferente y creativa. Por ello, proponemos trabajar con el cine, pues puede ser una herramienta de trabajo fácilmente incorporable a cualquier tipo de metodología, con muestras reales de la lengua. Mostrando a los alumnos que existen otras variedades de voseo además de la variedad del Río de la Plata, nuestro objetivo fue contribuir con la práctica de los profesores, que sufren con la escasez de actividades desde la perspectiva sociolingüística, además de llamar la atención para la necesidad de trabajar las variedades de la lengua española, para evitar prejuicios lingüísticos y concienciar a los alumnos de que la lengua además de su papel lingüístico puede también representar la cultura de una nación.


ARAÚJO, Daniel da Silva Ramos. El voseo argentino y el voseo chileno en las
clases de E LE a través del cine: una propuesta didáctica. Disponível em:
https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/74002?mode=full. Acesso em: 21 dez.
2025. [Adaptado].
Na proposta didática apontada no texto, o voseo é considerado relevante porque
Alternativas
Q4118104 Espanhol
Texto 6


El sistema pronominal de objeto directo del español
en contacto con el zoque de Chapultenango


La diversidad lingüística en México provee al interesado en su descripción de múltiples escenarios de análisis. Uno de éstos son las distintas situaciones de contacto entre el español y las lenguas originarias y, principalmente, las influencias mutuas que puede haber entre estas lenguas.
Esta investigación se desarrolla dentro de este marco de análisis y estudia el sistema pronominal de objeto directo en el español de bilingües zoque y español, particularmente la neutralización del género gramatical. Se plantea que se trata de un cambio indirecto inducido por contacto, pues entran en juego tanto la variación de sistema pronominal descrita por diversas autoras como la estructura gramatical del zoque. Después de analizar el español hablado por bilingües zoque-español, particularmente el sistema pronominal de objeto directo, podemos advertir un proceso de neutralización del rasgo de género, el cual tiene como resultado la simplificación del sistema a dos marcas; lo(s) para el objeto directo y le(s) para el indirecto. Al igual que en otras variedades de español en contacto, este proceso de simplificación se ha caracterizado como un cambio indirecto inducido por contacto, en el que entran en juego tanto la variación interna de la lengua como la influencia de la estructura gramatical de la lengua con la que están en contacto.


TORRES SÁNCHEZ, Nadiezdha. El sistema pronominal de objeto directo
del español en contacto con el zoque de Chapultenango. Anuario de
Letras, Lingüística y Filología, Ciudad de México, v. 9, n. 2, jul./dic. 2021.
https://doi.org/10.19130/iifl.adel.2021.9.2.47364. Disponível em:
https://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2448-
82242021000200111. Acesso em: 21 dez. 2025. [Adaptado]
No segundo parágrafo, são apresentados os resultados da investigação realizada a respeito dos efeitos do contato linguístico e indica-se que a análise mostrou a 
Alternativas
Q4118103 Espanhol
Texto 6


El sistema pronominal de objeto directo del español
en contacto con el zoque de Chapultenango


La diversidad lingüística en México provee al interesado en su descripción de múltiples escenarios de análisis. Uno de éstos son las distintas situaciones de contacto entre el español y las lenguas originarias y, principalmente, las influencias mutuas que puede haber entre estas lenguas.
Esta investigación se desarrolla dentro de este marco de análisis y estudia el sistema pronominal de objeto directo en el español de bilingües zoque y español, particularmente la neutralización del género gramatical. Se plantea que se trata de un cambio indirecto inducido por contacto, pues entran en juego tanto la variación de sistema pronominal descrita por diversas autoras como la estructura gramatical del zoque. Después de analizar el español hablado por bilingües zoque-español, particularmente el sistema pronominal de objeto directo, podemos advertir un proceso de neutralización del rasgo de género, el cual tiene como resultado la simplificación del sistema a dos marcas; lo(s) para el objeto directo y le(s) para el indirecto. Al igual que en otras variedades de español en contacto, este proceso de simplificación se ha caracterizado como un cambio indirecto inducido por contacto, en el que entran en juego tanto la variación interna de la lengua como la influencia de la estructura gramatical de la lengua con la que están en contacto.


TORRES SÁNCHEZ, Nadiezdha. El sistema pronominal de objeto directo
del español en contacto con el zoque de Chapultenango. Anuario de
Letras, Lingüística y Filología, Ciudad de México, v. 9, n. 2, jul./dic. 2021.
https://doi.org/10.19130/iifl.adel.2021.9.2.47364. Disponível em:
https://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2448-
82242021000200111. Acesso em: 21 dez. 2025. [Adaptado]
No primeiro parágrafo do texto, especifica-se que, no México, entre as línguas originárias e o espanhol estabeleceu-se uma
Alternativas
Q4118102 Espanhol
Leia o texto a seguir.

Políticas lingüísticas y enseñanza de español en el Nordeste de Brasil

Aunque lo que se espera, cada vez más, como participantes sociales, es que avancemos hacia realidades plurilingües, la política lingüística que prevalece hoy en Brasil, basada en los documentos oficiales para la enseñanza, como la BNCC, promueve una regresión al volver a guiarse por ideales monolingües con la imposición de la enseñanza del inglés como el único idioma extranjero obligatorio. Considerando ese retroceso educacional, al enfatizar el carácter político de la enseñanza del español en Brasil, discutimos el concepto de políticas lingüísticas, ejemplificando cuáles son las políticas de resistencia más recurrentes para mantener la enseñanza de ese idioma en el país, más específicamente, a nivel estatal y municipal. El trabajo en tema demuestra, de forma detallada sin ser exhaustivo, que, a partir de las luchas colectivas de los movimientos de resistencia para la creación de políticas lingüísticas respecto a la lengua española, tanto de las asociaciones docentes como de los colectivos de profesores universitarios y también del movimiento Fica Espanhol, se amplió la implementación de las leyes estatales y municipales para la enseñanza del castellano. 

JUNIOR, José Veranildo Lopes da Costa; CARVALHO, Tatiana Lourenço de. Políticas lingüísticas y enseñanza de español en el Nordeste de Brasil. Caletroscópio, v. 8, n. 2, 2000. Disponível em: https://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/4579/3604. Acesso em: 21 dez. 2025. [Adaptado].

Ao focar as ações políticas relativas aos movimentos de exclusão e inclusão de idiomas nos currículos escolares, no texto salienta-se que as políticas de resistência podem garantir 
Alternativas
Respostas
3561: A
3562: C
3563: B
3564: E
3565: D
3566: E
3567: E
3568: B
3569: C
3570: A
3571: D
3572: B
3573: D
3574: A
3575: D
3576: C
3577: A
3578: A
3579: A
3580: D