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Q3976687 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.



A favor do tédio



   Alguns livros recentes tratam dos malefícios de nossa constante vontade de encontrar diversões. Como sugere o titulo de um deles (O vício da distração), de Alex Pange, a vontade de se distrair seria uma forma de dependência. Também já li artigos de revista sobre "os surpreendentes benefícios do tédio".


  Os livros não me pareceram imperdíveis. E os artigos nas revistas de grande circulação citam pesquisas por ouvir dizer. Mas tanto faz. O conjunto manifesta um novo clima segundo o qual a necessidade de sermos entretidos e estimulados continuamente não tornaria nossa vida mais rica e variada; ao contrário, é possível que essa disparidade empobreça nossa experiência.


   Já foi dito por evolucionistas que a sorte de nossa espécie foi sua fraqueza: enquanto passávamos horas a fio escondidos e calados nos arbustos, esperando as feras passarem, a imobilidade e o tédio forçados produziriam o surgimento da consciência, do pensamento e da fantasia. Que tal aplicar essa hipótese no campo da educação? O que é mais "educativo" para as crianças? A diversão? Ou a chance de se entediar?


  Umberto Eco atribui ao filósofo Benedetto Croce uma frase que ele cita com frequência: "O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos". Esse slogan não tem como ser muito popular numa época em que o primeiro dever dos velhos é o de parecerem jovens. De fato, em nossa época os adultos não ajudam os jovens a envelhecer; eles preferem mantê-los na mesma criancice que eles desejam para si.


  Certo, é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo. Mas o problema é que, sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. E para que serve uma vida interior? Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar da tal vida interior?


  O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa. Se não acredita, tente se envolver com as artes, com as amizades ou com o sentimento amoroso levando apenas o ser que você tenha esvaziado. Mesmo entre outras espécies, há lições a observar. Os gatos, por exemplo, são ótimos administradores de seu tédio. Eles sabem se divertir muito bem, quando a ocasião se apresenta, mas também sabem não fazer nada com muita categoria. Nisso, eles batem os cachorros, que sempre parecem aliviados quando finalmente têm algo para fazer.



(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveltar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta, 2025, p. 159-162)

Ao admitir que é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo (5° parágrafo), o autor reconhece como um expediente para esse desenvolvimento
Alternativas
Q3976406 Português

Texto para a questão



Observe o trecho:


Maria encontrou a sacola no chão — palma da mão doía do corte —, esperava o ônibus após o trabalho à patroa, quando surgiu-lhe a lembrança de que assistira, na véspera, àquele filme de que tanto lhe falaram. “Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões!”, gritou a voz, e lincharam-na até o sangue jorrar.



Conto "Maria", Conceição Evaristo. Disponível em scribd.com/document/349757324/Conto-Maria-Conceicao-Evaristo

Na sequência "Maria encontrou a sacola no chão — palma da mão doía do corte —, esperava o ônibus após o trabalho à patroa, quando surgiu-lhe a lembrança de que assistira, na véspera, àquele filme de que tanto lhe falaram", é correto analisar que
Alternativas
Q3976405 Português

Texto para a questão



Observe o trecho:


Maria encontrou a sacola no chão — palma da mão doía do corte —, esperava o ônibus após o trabalho à patroa, quando surgiu-lhe a lembrança de que assistira, na véspera, àquele filme de que tanto lhe falaram. “Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões!”, gritou a voz, e lincharam-na até o sangue jorrar.



Conto "Maria", Conceição Evaristo. Disponível em scribd.com/document/349757324/Conto-Maria-Conceicao-Evaristo

Sobre pronomes e coesão no texto, analise as assertivas:

I. “À patroa” exige crase por fusão de preposição “a” (após “trabalho”) com artigo “a” (“patroa”, palavra feminina).
II. O pronome “a” em “lincharam-na” retoma “Maria”, garantindo coesão anafórica e evitando repetição.
III. “Aquela” em “aquela puta” é demonstrativo de reforço depreciativo, coeso com o contexto de ódio originado na multidão.
IV. “A voz” é sujeito indeterminado; sem pronome oblíquo, quebra a coesão referencial.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3976404 Português
Texto para a questão


[...]

As palavras, que outrora lhe fluíam com a naturalidade de um rio em despenhadeiro — agora resistiam em brotar — , traíam-no na angústia maior: a suspeita de que tudo o que produzira fora mentira.


BOTELHO, Verônica. O Inverno do Coronel. São Paulo: Editora Aqualume, 2024. P. 25
Considerando “a suspeita de que tudo o que produzira fora mentira”, é correto afirmar que
Alternativas
Q3976403 Português
Texto para a questão


[...]

As palavras, que outrora lhe fluíam com a naturalidade de um rio em despenhadeiro — agora resistiam em brotar — , traíam-no na angústia maior: a suspeita de que tudo o que produzira fora mentira.


BOTELHO, Verônica. O Inverno do Coronel. São Paulo: Editora Aqualume, 2024. P. 25
Na estrutura “As palavras, que outrora lhe fluíam com a naturalidade de um rio em despenhadeiro — agora resistiam em brotar —, traíam-no”, assinale a alternativa correta quanto à pontuação e à concordância verbal:
Alternativas
Q3976402 Português
Texto para a questão


Numa pensão frege-moscas, o caminhoneiro que ganhava uma nota alta com contrabando se incomoda com a comida ruim, uns anões hóspedes e, principalmente, o som insistente de saxofone vindo de um quarto. O moço do saxofone ensaia o dia todo, enquanto a mulher o engana até com o papagaio. A música melancólica persiste, solitária, apesar de tudo no lugar.


Fonte: Análise do conto “O moço do saxofone”, Lygia Fagundes Telles (1966). Disponível em http://pescandoletras.blogspot.com/2012/03/analisedo-conto-o-moco-do-saxofone.html
A persistência da música do saxofone configura-se como elemento que
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Q3976401 Português
Texto para a questão


Numa pensão frege-moscas, o caminhoneiro que ganhava uma nota alta com contrabando se incomoda com a comida ruim, uns anões hóspedes e, principalmente, o som insistente de saxofone vindo de um quarto. O moço do saxofone ensaia o dia todo, enquanto a mulher o engana até com o papagaio. A música melancólica persiste, solitária, apesar de tudo no lugar.


Fonte: Análise do conto “O moço do saxofone”, Lygia Fagundes Telles (1966). Disponível em http://pescandoletras.blogspot.com/2012/03/analisedo-conto-o-moco-do-saxofone.html
No texto, o som do saxofone é descrito como “insistente”, sugerindo que o instrumentista
Alternativas
Q3975781 Português

Assinale a alternativa cuja sequência está de acordo com a divisão silábica:


Alternativas
Q3975780 Português

Qual é o significado da palavra “credibilidade” na frase a seguir? “Empresas que dão a devida importância a este tema, têm um valor de imagem diferenciada no setor, quando seguem à risca as diretrizes estabelecidas, pois apresentam credibilidade ao mercado, transparecendo responsabilidade e confiança”. 


Alternativas
Q3975778 Português
Assinale a alternativa em que há substantivos que se referem , respectivamente, a "ação" e “sentimento”. 
Alternativas
Q3975777 Português

Assinale a alternativa em que a vírgula foi usada corretamente:

 

Alternativas
Q3975776 Português

Na oração “Choveu muito em Manaus”, temos:

 

Alternativas
Q3975775 Português
Assinale a alternativa em que os vocábulos devem ser acentuados, por serem proparoxítonos. 
Alternativas
Q3975774 Português

“_____ dias que não saio à rua, mas como ______muitas contas a pagar, irei ao banco daqui___dois dias.”


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima.


Alternativas
Q3975773 Português
Leia o texto abaixo de Lourenço Diaféria e responda à questão:


Filhos de estimação


Li em algum lugar que uma entidade protetora de animais está oferecendo cães e gatos abandonados, a pessoas de bom coração que queiram adotá-los. Os animais passaram por veterinários, estão ótimos de saúde, não oferecem perigo. Por que foram atirados à rua? Quem sabe, porque as pessoas enjoam dos bichos quando eles crescem. Ou porque o bicho dá trabalho. Não sei, porém, se vocês repararam que os cachorros e gatos vagabundos estão diminuindo nas ruas. Era comum antes, topar com dezenas de vira latas perambulando pelas calçadas, cheiriscando muros e latas de lixo.


Agora pouca gente usa latas para guardar lixo. O próprio lixo emagreceu, não tem mais a atração da fartura de desperdício de tempos atrás. Inflação, custo de vida, essas coisas. A captura municipal se aprimorou. A campanha de prevenção da Raiva alertou os donos dos bichos. E os automóveis não perdoam cachorro e gato distraído.


Para substituir estes animaizinhos desvalidos surgem novos bandos de crianças desgarradas em São Paulo. Se antes uma criança pedindo esmola chamava nossa atenção, hoje nós a olhamos com naturalidade e indiferença. Dar ou recusar uma esmola, uma moeda tornou-se um gesto maquinal.


Suponho que o destino desses guris está selado: eles acabarão na cadeia. Ou nos encostarão à parede a qualquer momento, o revólver em nosso peito. É possível que amanhã, com outro governo, o Brasil não seja um grande exportador de armas, mas passe a ser conhecido pelo mundo todo como um país de brio, que deu às crianças esquálidas e tristes, não direi um diploma de doutor. Isso seria um enorme milagre inútil. Mas uma oportunidade de trabalho, ao menos isso com um pagamento que lhes permita, depois de aprender uma profissão prática, ganhar a vida com o coração limpo e honestidade. Podemos sonhar acordados.

O autor conclui, no texto, com a frase: “Podemos sonhar acordados.” O que ele quis dizer?

 

Alternativas
Q3975748 Português
Texto para a questão.


O que perdemos por deixar de escrever à mão


    Excluídas as coisas que adoraríamos esquecer, a felicidade se mede pelas tantas que merecemos lembrar. E neste quesito, tudo o que favorece a memorização tem importância.

    Vilmar Sanches, um colega sempre bem-informado, trouxe para o grupo da nossa ATM um texto que coloca em xeque o futuro da escrita manual, uma forma de comunicação desenvolvida há mais de 2,5 mil anos e que está perdendo espaço para o uso exclusivo de telas entre os jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).

    O hábito de escrever no papel tornou-se menos frequente devido à predominância de celulares, tablets e computadores, alterando uma prática fundamental da civilização humana.

    Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações. Estudos indicam que o ato físico de escrever ativa áreas cerebrais essenciais para o aprendizado e o raciocínio crítico, de forma muito mais intensa do que a digitação.

    O esforço muscular e tátil da escrita manual, com movimentos específicos no desenho de cada letra, ajuda o cérebro a ancorar a informação à memória, enquanto na digitação o movimento é homogeneizado: nada distingue um clique para digitar um A ou um Z.

    Quando toda a novidade presume avanço, aqui estão alguns efeitos dessa mudança:

    1. Impacto no aprendizado e na memória. O abandono gradual da escrita à mão, em favor da digitação, é um fenômeno que altera não apenas a forma como nos comunicamos, mas também como o nosso cérebro processa informações. Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência, mas impõe perdas significativas em termos cognitivos e motores. Ao escrever à mão, o cérebro precisa planejar e executar movimentos complexos para cada letra, o que reforça a retenção de informações

    2. Codificação profunda. Estudos sugerem que o tempo mais lento da escrita manual permite que o cérebro processe melhor o conteúdo

    3. Quem digita usa com frequência o "copie e cole", o que resulta numa retenção superficial, enquanto quem escreve à mão é forçado a resumir e selecionar conceitos-chave, o que facilita a compreensão e o armazenamento. A escrita manual é uma tarefa multissensorial. Ela envolve a integração da visão, do tato e do controle motor fino, muito valorizados na alfabetização infantil

    4. Refinamento da coordenação fina. A perda da prática manual pode levar a uma atrofia de habilidades motoras delicadas, essenciais em áreas como cirurgia, artes plásticas e mecânica de precisão

    Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento de receber uma carta de amor, com aquela caligrafia inconfundível, falando de saudade. 

    Acredite, a vida do robô é um modelo de eficiência vazia. Ele, coitado, nem tem onde guardar cartas para reler em dias tristes.


J.J. Camargo. Disponível em . <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/oque-perdemos-por-deixar-de-escrever-a-maocmltur7cr003401jnhitonyvt.html>.
No período “Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento...”, o termo “exauridos” indica que a exposição de razões técnicas chegou ao limite, como etapa já cumprida. Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo adequado para “exauridos” nesse contexto.
Alternativas
Q3975747 Português
Texto para a questão.


O que perdemos por deixar de escrever à mão


    Excluídas as coisas que adoraríamos esquecer, a felicidade se mede pelas tantas que merecemos lembrar. E neste quesito, tudo o que favorece a memorização tem importância.

    Vilmar Sanches, um colega sempre bem-informado, trouxe para o grupo da nossa ATM um texto que coloca em xeque o futuro da escrita manual, uma forma de comunicação desenvolvida há mais de 2,5 mil anos e que está perdendo espaço para o uso exclusivo de telas entre os jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).

    O hábito de escrever no papel tornou-se menos frequente devido à predominância de celulares, tablets e computadores, alterando uma prática fundamental da civilização humana.

    Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações. Estudos indicam que o ato físico de escrever ativa áreas cerebrais essenciais para o aprendizado e o raciocínio crítico, de forma muito mais intensa do que a digitação.

    O esforço muscular e tátil da escrita manual, com movimentos específicos no desenho de cada letra, ajuda o cérebro a ancorar a informação à memória, enquanto na digitação o movimento é homogeneizado: nada distingue um clique para digitar um A ou um Z.

    Quando toda a novidade presume avanço, aqui estão alguns efeitos dessa mudança:

    1. Impacto no aprendizado e na memória. O abandono gradual da escrita à mão, em favor da digitação, é um fenômeno que altera não apenas a forma como nos comunicamos, mas também como o nosso cérebro processa informações. Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência, mas impõe perdas significativas em termos cognitivos e motores. Ao escrever à mão, o cérebro precisa planejar e executar movimentos complexos para cada letra, o que reforça a retenção de informações

    2. Codificação profunda. Estudos sugerem que o tempo mais lento da escrita manual permite que o cérebro processe melhor o conteúdo

    3. Quem digita usa com frequência o "copie e cole", o que resulta numa retenção superficial, enquanto quem escreve à mão é forçado a resumir e selecionar conceitos-chave, o que facilita a compreensão e o armazenamento. A escrita manual é uma tarefa multissensorial. Ela envolve a integração da visão, do tato e do controle motor fino, muito valorizados na alfabetização infantil

    4. Refinamento da coordenação fina. A perda da prática manual pode levar a uma atrofia de habilidades motoras delicadas, essenciais em áreas como cirurgia, artes plásticas e mecânica de precisão

    Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento de receber uma carta de amor, com aquela caligrafia inconfundível, falando de saudade. 

    Acredite, a vida do robô é um modelo de eficiência vazia. Ele, coitado, nem tem onde guardar cartas para reler em dias tristes.


J.J. Camargo. Disponível em . <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/oque-perdemos-por-deixar-de-escrever-a-maocmltur7cr003401jnhitonyvt.html>.
No trecho do texto em que se afirma: “A escrita manual é uma tarefa multissensorial.”, o autor organiza a informação em uma oração simples. Considerando a análise sintática do período, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3975746 Português
Texto para a questão.


O que perdemos por deixar de escrever à mão


    Excluídas as coisas que adoraríamos esquecer, a felicidade se mede pelas tantas que merecemos lembrar. E neste quesito, tudo o que favorece a memorização tem importância.

    Vilmar Sanches, um colega sempre bem-informado, trouxe para o grupo da nossa ATM um texto que coloca em xeque o futuro da escrita manual, uma forma de comunicação desenvolvida há mais de 2,5 mil anos e que está perdendo espaço para o uso exclusivo de telas entre os jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).

    O hábito de escrever no papel tornou-se menos frequente devido à predominância de celulares, tablets e computadores, alterando uma prática fundamental da civilização humana.

    Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações. Estudos indicam que o ato físico de escrever ativa áreas cerebrais essenciais para o aprendizado e o raciocínio crítico, de forma muito mais intensa do que a digitação.

    O esforço muscular e tátil da escrita manual, com movimentos específicos no desenho de cada letra, ajuda o cérebro a ancorar a informação à memória, enquanto na digitação o movimento é homogeneizado: nada distingue um clique para digitar um A ou um Z.

    Quando toda a novidade presume avanço, aqui estão alguns efeitos dessa mudança:

    1. Impacto no aprendizado e na memória. O abandono gradual da escrita à mão, em favor da digitação, é um fenômeno que altera não apenas a forma como nos comunicamos, mas também como o nosso cérebro processa informações. Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência, mas impõe perdas significativas em termos cognitivos e motores. Ao escrever à mão, o cérebro precisa planejar e executar movimentos complexos para cada letra, o que reforça a retenção de informações

    2. Codificação profunda. Estudos sugerem que o tempo mais lento da escrita manual permite que o cérebro processe melhor o conteúdo

    3. Quem digita usa com frequência o "copie e cole", o que resulta numa retenção superficial, enquanto quem escreve à mão é forçado a resumir e selecionar conceitos-chave, o que facilita a compreensão e o armazenamento. A escrita manual é uma tarefa multissensorial. Ela envolve a integração da visão, do tato e do controle motor fino, muito valorizados na alfabetização infantil

    4. Refinamento da coordenação fina. A perda da prática manual pode levar a uma atrofia de habilidades motoras delicadas, essenciais em áreas como cirurgia, artes plásticas e mecânica de precisão

    Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento de receber uma carta de amor, com aquela caligrafia inconfundível, falando de saudade. 

    Acredite, a vida do robô é um modelo de eficiência vazia. Ele, coitado, nem tem onde guardar cartas para reler em dias tristes.


J.J. Camargo. Disponível em . <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/oque-perdemos-por-deixar-de-escrever-a-maocmltur7cr003401jnhitonyvt.html>.
Considerando a articulação lógica entre as orações e o valor semântico do conectivo “se” no período “Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações.”, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3975745 Português
Texto para a questão.


O que perdemos por deixar de escrever à mão


    Excluídas as coisas que adoraríamos esquecer, a felicidade se mede pelas tantas que merecemos lembrar. E neste quesito, tudo o que favorece a memorização tem importância.

    Vilmar Sanches, um colega sempre bem-informado, trouxe para o grupo da nossa ATM um texto que coloca em xeque o futuro da escrita manual, uma forma de comunicação desenvolvida há mais de 2,5 mil anos e que está perdendo espaço para o uso exclusivo de telas entre os jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).

    O hábito de escrever no papel tornou-se menos frequente devido à predominância de celulares, tablets e computadores, alterando uma prática fundamental da civilização humana.

    Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações. Estudos indicam que o ato físico de escrever ativa áreas cerebrais essenciais para o aprendizado e o raciocínio crítico, de forma muito mais intensa do que a digitação.

    O esforço muscular e tátil da escrita manual, com movimentos específicos no desenho de cada letra, ajuda o cérebro a ancorar a informação à memória, enquanto na digitação o movimento é homogeneizado: nada distingue um clique para digitar um A ou um Z.

    Quando toda a novidade presume avanço, aqui estão alguns efeitos dessa mudança:

    1. Impacto no aprendizado e na memória. O abandono gradual da escrita à mão, em favor da digitação, é um fenômeno que altera não apenas a forma como nos comunicamos, mas também como o nosso cérebro processa informações. Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência, mas impõe perdas significativas em termos cognitivos e motores. Ao escrever à mão, o cérebro precisa planejar e executar movimentos complexos para cada letra, o que reforça a retenção de informações

    2. Codificação profunda. Estudos sugerem que o tempo mais lento da escrita manual permite que o cérebro processe melhor o conteúdo

    3. Quem digita usa com frequência o "copie e cole", o que resulta numa retenção superficial, enquanto quem escreve à mão é forçado a resumir e selecionar conceitos-chave, o que facilita a compreensão e o armazenamento. A escrita manual é uma tarefa multissensorial. Ela envolve a integração da visão, do tato e do controle motor fino, muito valorizados na alfabetização infantil

    4. Refinamento da coordenação fina. A perda da prática manual pode levar a uma atrofia de habilidades motoras delicadas, essenciais em áreas como cirurgia, artes plásticas e mecânica de precisão

    Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento de receber uma carta de amor, com aquela caligrafia inconfundível, falando de saudade. 

    Acredite, a vida do robô é um modelo de eficiência vazia. Ele, coitado, nem tem onde guardar cartas para reler em dias tristes.


J.J. Camargo. Disponível em . <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/oque-perdemos-por-deixar-de-escrever-a-maocmltur7cr003401jnhitonyvt.html>.
Considere os enunciados do texto: “Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência.” e “Ela envolve a integração da visão.” Assinale a alternativa que classifica corretamente os pronomes destacados, na ordem em que aparecem.
Alternativas
Q3975744 Português
Texto para a questão.


O que perdemos por deixar de escrever à mão


    Excluídas as coisas que adoraríamos esquecer, a felicidade se mede pelas tantas que merecemos lembrar. E neste quesito, tudo o que favorece a memorização tem importância.

    Vilmar Sanches, um colega sempre bem-informado, trouxe para o grupo da nossa ATM um texto que coloca em xeque o futuro da escrita manual, uma forma de comunicação desenvolvida há mais de 2,5 mil anos e que está perdendo espaço para o uso exclusivo de telas entre os jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).

    O hábito de escrever no papel tornou-se menos frequente devido à predominância de celulares, tablets e computadores, alterando uma prática fundamental da civilização humana.

    Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações. Estudos indicam que o ato físico de escrever ativa áreas cerebrais essenciais para o aprendizado e o raciocínio crítico, de forma muito mais intensa do que a digitação.

    O esforço muscular e tátil da escrita manual, com movimentos específicos no desenho de cada letra, ajuda o cérebro a ancorar a informação à memória, enquanto na digitação o movimento é homogeneizado: nada distingue um clique para digitar um A ou um Z.

    Quando toda a novidade presume avanço, aqui estão alguns efeitos dessa mudança:

    1. Impacto no aprendizado e na memória. O abandono gradual da escrita à mão, em favor da digitação, é um fenômeno que altera não apenas a forma como nos comunicamos, mas também como o nosso cérebro processa informações. Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência, mas impõe perdas significativas em termos cognitivos e motores. Ao escrever à mão, o cérebro precisa planejar e executar movimentos complexos para cada letra, o que reforça a retenção de informações

    2. Codificação profunda. Estudos sugerem que o tempo mais lento da escrita manual permite que o cérebro processe melhor o conteúdo

    3. Quem digita usa com frequência o "copie e cole", o que resulta numa retenção superficial, enquanto quem escreve à mão é forçado a resumir e selecionar conceitos-chave, o que facilita a compreensão e o armazenamento. A escrita manual é uma tarefa multissensorial. Ela envolve a integração da visão, do tato e do controle motor fino, muito valorizados na alfabetização infantil

    4. Refinamento da coordenação fina. A perda da prática manual pode levar a uma atrofia de habilidades motoras delicadas, essenciais em áreas como cirurgia, artes plásticas e mecânica de precisão

    Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento de receber uma carta de amor, com aquela caligrafia inconfundível, falando de saudade. 

    Acredite, a vida do robô é um modelo de eficiência vazia. Ele, coitado, nem tem onde guardar cartas para reler em dias tristes.


J.J. Camargo. Disponível em . <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/oque-perdemos-por-deixar-de-escrever-a-maocmltur7cr003401jnhitonyvt.html>.
Após enumerar efeitos cognitivos e motores ligados ao abandono da escrita à mão, o autor encerra com a imagem da carta de amor e da eficiência vazia atribuída ao robô. Nesse encadeamento, a conclusão cumpre a função de:

I. Substituir a argumentação técnica por um exemplo afetivo, voltando o tema ao âmbito estritamente pessoal.
II. Negar as vantagens de eficiência da digitação, tratando-as como prescindíveis para o mundo contemporâneo.
III. Reforçar que a questão envolve também perdas simbólicas e de memória afetiva, além de ganhos práticos.
IV. Comprovar, por meio de caso concreto, que a escrita manual é superior em qualquer tarefa cotidiana.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
3521: D
3522: C
3523: D
3524: A
3525: A
3526: B
3527: A
3528: D
3529: A
3530: B
3531: A
3532: C
3533: D
3534: C
3535: B
3536: C
3537: B
3538: D
3539: B
3540: C