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Q4304433 Português
"Com um livro nas mãos, tem-se tempo para o melhor entendimento, a fruição com prazer e o diálogo com o texto." (Ruy Castro)

O sentido da palavra destacada no pensamento acima tem relação direta com o ato de:
Alternativas
Q4304432 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas de acordo com as normas vigentes em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4304431 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Ter um sítio


   Ter um sítio é bom, muito bom. Pensei nisso no primeiro dia em que o percorri como dono, ao parar na sombra da imensa antiga mangueira, sentindo no rosto o vento da tarde e escutando o canto dos passarinhos, e voltei a pensar muitas vezes, ao longo desses onze anos em que o tenho.

   Mas se quem nunca teve um sítio e deseja ter acha que é só isso o que você pensa, ou é um perfeito desinformado ou um perfeito idiota, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Há horas, meu caro, há horas em que o que você mais gostaria de ser no mundo é um mágico: um mágico, para, num simples passe, fazer desaparecer de imediato e para sempre seu amado sítio.

  Imagine, por exemplo, que um dia seu empregado, sem qualquer motivo, avise que vai sair. Bom, o mínimo que você pede é que ele fique mais uns dias, até você arranjar outro, pois um empregado não se arranja assim de repente. Ele concorda e promete ficar. Ótimo. Três dias depois, ao voltar ao sítio por um imprevisto, você encontra os porcos berrando de sede e fome, as cercas rebentadas e o gado no pomar, e a égua, depois de muita procura, lá no pasto do vizinho. O que você não encontra é o filho duma égua do empregado: esse caiu no mundo. Eu disse imagine: mas foi isso, foi exatamente isso o que aconteceu comigo logo no primeiro ano.

   Houve depois coisas piores, bem piores, tanto na parte humana quanto na parte da natureza, embora, comparadas a algumas que vi ou ouvi de outras pessoas, eu possa dizer que não foram nada, que sou um sujeito de sorte. Na parte da natureza, o pior foi sempre, sem dúvida, as secas. É terrível. Só quem passou sabe. Você ver o gado emagrecendo, com aquele olhar que dói na gente. Os pastos rapados. O trato acabando. E dia após dia, noite após noite, olhar para o céu em busca de um sinalzinho de chuva, e nada. É terrível. (...)


VILELA, Luiz. Ter um sítio. Globo rural. Disponível em <https://globorural.globo.com/Noticias/Cultura/noticia/2017/01/ter-um-sitio-cronica-de-luiz-vilela.html>.
Assinale a alternativa em que a expressão destacada se encontra empregada em sentido figurado.
Alternativas
Q4304429 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Ter um sítio


   Ter um sítio é bom, muito bom. Pensei nisso no primeiro dia em que o percorri como dono, ao parar na sombra da imensa antiga mangueira, sentindo no rosto o vento da tarde e escutando o canto dos passarinhos, e voltei a pensar muitas vezes, ao longo desses onze anos em que o tenho.

   Mas se quem nunca teve um sítio e deseja ter acha que é só isso o que você pensa, ou é um perfeito desinformado ou um perfeito idiota, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Há horas, meu caro, há horas em que o que você mais gostaria de ser no mundo é um mágico: um mágico, para, num simples passe, fazer desaparecer de imediato e para sempre seu amado sítio.

  Imagine, por exemplo, que um dia seu empregado, sem qualquer motivo, avise que vai sair. Bom, o mínimo que você pede é que ele fique mais uns dias, até você arranjar outro, pois um empregado não se arranja assim de repente. Ele concorda e promete ficar. Ótimo. Três dias depois, ao voltar ao sítio por um imprevisto, você encontra os porcos berrando de sede e fome, as cercas rebentadas e o gado no pomar, e a égua, depois de muita procura, lá no pasto do vizinho. O que você não encontra é o filho duma égua do empregado: esse caiu no mundo. Eu disse imagine: mas foi isso, foi exatamente isso o que aconteceu comigo logo no primeiro ano.

   Houve depois coisas piores, bem piores, tanto na parte humana quanto na parte da natureza, embora, comparadas a algumas que vi ou ouvi de outras pessoas, eu possa dizer que não foram nada, que sou um sujeito de sorte. Na parte da natureza, o pior foi sempre, sem dúvida, as secas. É terrível. Só quem passou sabe. Você ver o gado emagrecendo, com aquele olhar que dói na gente. Os pastos rapados. O trato acabando. E dia após dia, noite após noite, olhar para o céu em busca de um sinalzinho de chuva, e nada. É terrível. (...)


VILELA, Luiz. Ter um sítio. Globo rural. Disponível em <https://globorural.globo.com/Noticias/Cultura/noticia/2017/01/ter-um-sitio-cronica-de-luiz-vilela.html>.
Em relação ao texto "Ter um sítio", é correto afirmar que o autor:
Alternativas
Q4304196 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada atende corretamente às normas de colocação pronominal em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4304195 Português
"Durante a reunião,              muitas discussões em torno de um mesmo tema."

Assinale a alternativa em que cada uma das formas verbais apresentadas fica correta no preenchimento da lacuna acima, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4304194 Português
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem:

- Encaminhe sua demanda               organização do evento.
- Tudo ocorreu conforme               agenda elaborada com antecedência.
- Fiz referência               que você me disse anteriormente.
Alternativas
Q4304192 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada apresenta função substantiva, dando nome a uma ação.
Alternativas
Q4304191 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Do primeiro celular ao smartphone


   Do primeiro celular a gente nunca se esquece: falo do tijolão preto quando chegou ao Brasil! Lembro como se fosse o primeiro dinossauro. Causou uma revolução em nossos costumes. Mas era apenas um telefone - falar e ouvir. E foi fantástico. Lembro a minha euforia. Quando me desfiz do primeiro, para tornar-me vítima do consumismo, fiquei com o coração apertado. Sou sentimental, tenho carinho pelos elos que vão ficando para trás. E o "pretinho básico" ficou esquecido. Foi um susto ao ver as pessoas falando nas calçadas. Gesticulavam igual a nossa Elis Regina ao cantar "Arrastão". Muito esquisito, eu parava na rua para olhar, e jurei não entrar naquela onda louca. Não adiantou.

  Na época, eu pensei que aquele estardalhaço nas ruas, com o aparelho no ouvido, seria coisa passageira, logo as pessoas entrariam no equilíbrio. Mas não; piorou. Sem cerimônia entramos na vida dos outros, nas conversas de família, nas doenças, nas brigas. E não se respeitam mais hospitais, clínicas, elevadores, lojas... O tranco é o mesmo. Um berreiro. E assim seguiremos, já acostumados a compartilhar toda a nossa vulnerabilidade em lugar público. Compartilhamos o que somos e o que gostaríamos de ser. Uma mistura surreal contemporânea, massificada. Um novo movimento. Não se sabe onde fica a linha divisória da razão. Existe o vício. Vi uma menina tuitando e rindo no cantinho de um velório. Senti vontade de lhe chamar a atenção (...).

    O mundo virtual está engolindo o mundo real nas lojas e bancos. Não gosto.

   Há uma ânsia em comunicar, alegrias e tristezas a compartilhar. Será que nossa cruz fica mais leve de carregar? Os filhos não querem saber de papo familiar, vão direto ao Facebook e lá tiram suas dúvidas com centenas de amigos.

    Só o futuro dirá algo sobre isso.


CARVALHO, Taís Luso de. Do primeiro celular ao
smartphone. Porto das crônicas. Disponível em
<https://taisluso.blogspot.com/2018/11/do-primeirocelular-ao-smartphone.html>.
Assinale a alternativa cuja palavra destacada se encontra em sentido figurado.
Alternativas
Q4304190 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Do primeiro celular ao smartphone


   Do primeiro celular a gente nunca se esquece: falo do tijolão preto quando chegou ao Brasil! Lembro como se fosse o primeiro dinossauro. Causou uma revolução em nossos costumes. Mas era apenas um telefone - falar e ouvir. E foi fantástico. Lembro a minha euforia. Quando me desfiz do primeiro, para tornar-me vítima do consumismo, fiquei com o coração apertado. Sou sentimental, tenho carinho pelos elos que vão ficando para trás. E o "pretinho básico" ficou esquecido. Foi um susto ao ver as pessoas falando nas calçadas. Gesticulavam igual a nossa Elis Regina ao cantar "Arrastão". Muito esquisito, eu parava na rua para olhar, e jurei não entrar naquela onda louca. Não adiantou.

  Na época, eu pensei que aquele estardalhaço nas ruas, com o aparelho no ouvido, seria coisa passageira, logo as pessoas entrariam no equilíbrio. Mas não; piorou. Sem cerimônia entramos na vida dos outros, nas conversas de família, nas doenças, nas brigas. E não se respeitam mais hospitais, clínicas, elevadores, lojas... O tranco é o mesmo. Um berreiro. E assim seguiremos, já acostumados a compartilhar toda a nossa vulnerabilidade em lugar público. Compartilhamos o que somos e o que gostaríamos de ser. Uma mistura surreal contemporânea, massificada. Um novo movimento. Não se sabe onde fica a linha divisória da razão. Existe o vício. Vi uma menina tuitando e rindo no cantinho de um velório. Senti vontade de lhe chamar a atenção (...).

    O mundo virtual está engolindo o mundo real nas lojas e bancos. Não gosto.

   Há uma ânsia em comunicar, alegrias e tristezas a compartilhar. Será que nossa cruz fica mais leve de carregar? Os filhos não querem saber de papo familiar, vão direto ao Facebook e lá tiram suas dúvidas com centenas de amigos.

    Só o futuro dirá algo sobre isso.


CARVALHO, Taís Luso de. Do primeiro celular ao
smartphone. Porto das crônicas. Disponível em
<https://taisluso.blogspot.com/2018/11/do-primeirocelular-ao-smartphone.html>.
"E assim seguiremos, já acostumados a compartilhar toda a nossa vulnerabilidade em lugar público."

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q4304189 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Do primeiro celular ao smartphone


   Do primeiro celular a gente nunca se esquece: falo do tijolão preto quando chegou ao Brasil! Lembro como se fosse o primeiro dinossauro. Causou uma revolução em nossos costumes. Mas era apenas um telefone - falar e ouvir. E foi fantástico. Lembro a minha euforia. Quando me desfiz do primeiro, para tornar-me vítima do consumismo, fiquei com o coração apertado. Sou sentimental, tenho carinho pelos elos que vão ficando para trás. E o "pretinho básico" ficou esquecido. Foi um susto ao ver as pessoas falando nas calçadas. Gesticulavam igual a nossa Elis Regina ao cantar "Arrastão". Muito esquisito, eu parava na rua para olhar, e jurei não entrar naquela onda louca. Não adiantou.

  Na época, eu pensei que aquele estardalhaço nas ruas, com o aparelho no ouvido, seria coisa passageira, logo as pessoas entrariam no equilíbrio. Mas não; piorou. Sem cerimônia entramos na vida dos outros, nas conversas de família, nas doenças, nas brigas. E não se respeitam mais hospitais, clínicas, elevadores, lojas... O tranco é o mesmo. Um berreiro. E assim seguiremos, já acostumados a compartilhar toda a nossa vulnerabilidade em lugar público. Compartilhamos o que somos e o que gostaríamos de ser. Uma mistura surreal contemporânea, massificada. Um novo movimento. Não se sabe onde fica a linha divisória da razão. Existe o vício. Vi uma menina tuitando e rindo no cantinho de um velório. Senti vontade de lhe chamar a atenção (...).

    O mundo virtual está engolindo o mundo real nas lojas e bancos. Não gosto.

   Há uma ânsia em comunicar, alegrias e tristezas a compartilhar. Será que nossa cruz fica mais leve de carregar? Os filhos não querem saber de papo familiar, vão direto ao Facebook e lá tiram suas dúvidas com centenas de amigos.

    Só o futuro dirá algo sobre isso.


CARVALHO, Taís Luso de. Do primeiro celular ao
smartphone. Porto das crônicas. Disponível em
<https://taisluso.blogspot.com/2018/11/do-primeirocelular-ao-smartphone.html>.
De acordo com o conteúdo do texto "Do primeiro celular ao smartphone", com o passar do tempo, o comportamento das pessoas em função do aparelho móvel, em termos de socialização e bom senso:
Alternativas
Q4304126 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está de acordo com a norma padrão.
Alternativas
Q4304125 Português

Assinale a alternativa que NÃO exemplifica esta definição:



Derivação sufixal é o processo de formação de palavras em que se acrescenta um sufixo ao final de uma base, gerando uma nova palavra, com possível alteração de sentido e, em alguns casos, de classe gramatical.

Alternativas
Q4304124 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:



A dinâmica das línguas na atualidade



Os linguistas estimam que uma percentagem elevada das línguas do mundo desaparecerá provavelmente no decurso do presente século. Metade delas (entre 6 e 8 mil) é atualmente falada por menos de 10 mil pessoas e calcula-se que a cada duas semanas desapareça uma. O crescimento das línguas veiculares (particularmente o inglês) associado aos processos de globalização acarreta consequências significativas para as línguas de todo o mundo. As mudanças ocorridas nas línguas como reação a uma multiplicidade de fenômenos políticos, sociais, econômicos e culturais e os efeitos da globalização na diversidade linguística, estão muito longe de ser simples e, frequentemente, são contraditórios. Em muitos casos, a substituição de línguas minoritárias não ocorre a favor do inglês mas sim em benefício de outras línguas e dialetos regionais rivais, o que leva a pensar que o uso generalizado do inglês se limita possivelmente a finalidades específicas, como as transações ou a comunicação funcional. A globalização encorajou também perspectivas mais diversificadas e híbridas do inglês, revelando formas extremamente complexas de interação, em que a língua, a identidade e as relações se influenciam reciprocamente, do mesmo modo que os falantes adotam formas herdadas de linguagem a novas finalidades e contextos culturais.



Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 12 (adaptado).

Assinale a alternativa em que o elemento em destaque NÃO indica possibilidade ou previsão. 
Alternativas
Q4304123 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:



A dinâmica das línguas na atualidade



Os linguistas estimam que uma percentagem elevada das línguas do mundo desaparecerá provavelmente no decurso do presente século. Metade delas (entre 6 e 8 mil) é atualmente falada por menos de 10 mil pessoas e calcula-se que a cada duas semanas desapareça uma. O crescimento das línguas veiculares (particularmente o inglês) associado aos processos de globalização acarreta consequências significativas para as línguas de todo o mundo. As mudanças ocorridas nas línguas como reação a uma multiplicidade de fenômenos políticos, sociais, econômicos e culturais e os efeitos da globalização na diversidade linguística, estão muito longe de ser simples e, frequentemente, são contraditórios. Em muitos casos, a substituição de línguas minoritárias não ocorre a favor do inglês mas sim em benefício de outras línguas e dialetos regionais rivais, o que leva a pensar que o uso generalizado do inglês se limita possivelmente a finalidades específicas, como as transações ou a comunicação funcional. A globalização encorajou também perspectivas mais diversificadas e híbridas do inglês, revelando formas extremamente complexas de interação, em que a língua, a identidade e as relações se influenciam reciprocamente, do mesmo modo que os falantes adotam formas herdadas de linguagem a novas finalidades e contextos culturais.



Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 12 (adaptado).

Assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA acerca dos recursos de pontuação. 
Alternativas
Q4304122 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:



A dinâmica das línguas na atualidade



Os linguistas estimam que uma percentagem elevada das línguas do mundo desaparecerá provavelmente no decurso do presente século. Metade delas (entre 6 e 8 mil) é atualmente falada por menos de 10 mil pessoas e calcula-se que a cada duas semanas desapareça uma. O crescimento das línguas veiculares (particularmente o inglês) associado aos processos de globalização acarreta consequências significativas para as línguas de todo o mundo. As mudanças ocorridas nas línguas como reação a uma multiplicidade de fenômenos políticos, sociais, econômicos e culturais e os efeitos da globalização na diversidade linguística, estão muito longe de ser simples e, frequentemente, são contraditórios. Em muitos casos, a substituição de línguas minoritárias não ocorre a favor do inglês mas sim em benefício de outras línguas e dialetos regionais rivais, o que leva a pensar que o uso generalizado do inglês se limita possivelmente a finalidades específicas, como as transações ou a comunicação funcional. A globalização encorajou também perspectivas mais diversificadas e híbridas do inglês, revelando formas extremamente complexas de interação, em que a língua, a identidade e as relações se influenciam reciprocamente, do mesmo modo que os falantes adotam formas herdadas de linguagem a novas finalidades e contextos culturais.



Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 12 (adaptado).

A presença de dados quantitativos no início do fragmento contribui para: 
Alternativas
Q4304121 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:



A dinâmica das línguas na atualidade



Os linguistas estimam que uma percentagem elevada das línguas do mundo desaparecerá provavelmente no decurso do presente século. Metade delas (entre 6 e 8 mil) é atualmente falada por menos de 10 mil pessoas e calcula-se que a cada duas semanas desapareça uma. O crescimento das línguas veiculares (particularmente o inglês) associado aos processos de globalização acarreta consequências significativas para as línguas de todo o mundo. As mudanças ocorridas nas línguas como reação a uma multiplicidade de fenômenos políticos, sociais, econômicos e culturais e os efeitos da globalização na diversidade linguística, estão muito longe de ser simples e, frequentemente, são contraditórios. Em muitos casos, a substituição de línguas minoritárias não ocorre a favor do inglês mas sim em benefício de outras línguas e dialetos regionais rivais, o que leva a pensar que o uso generalizado do inglês se limita possivelmente a finalidades específicas, como as transações ou a comunicação funcional. A globalização encorajou também perspectivas mais diversificadas e híbridas do inglês, revelando formas extremamente complexas de interação, em que a língua, a identidade e as relações se influenciam reciprocamente, do mesmo modo que os falantes adotam formas herdadas de linguagem a novas finalidades e contextos culturais.



Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 12 (adaptado).

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta do fragmento acima. 
Alternativas
Q4304120 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:



A dinâmica das línguas na atualidade



Os linguistas estimam que uma percentagem elevada das línguas do mundo desaparecerá provavelmente no decurso do presente século. Metade delas (entre 6 e 8 mil) é atualmente falada por menos de 10 mil pessoas e calcula-se que a cada duas semanas desapareça uma. O crescimento das línguas veiculares (particularmente o inglês) associado aos processos de globalização acarreta consequências significativas para as línguas de todo o mundo. As mudanças ocorridas nas línguas como reação a uma multiplicidade de fenômenos políticos, sociais, econômicos e culturais e os efeitos da globalização na diversidade linguística, estão muito longe de ser simples e, frequentemente, são contraditórios. Em muitos casos, a substituição de línguas minoritárias não ocorre a favor do inglês mas sim em benefício de outras línguas e dialetos regionais rivais, o que leva a pensar que o uso generalizado do inglês se limita possivelmente a finalidades específicas, como as transações ou a comunicação funcional. A globalização encorajou também perspectivas mais diversificadas e híbridas do inglês, revelando formas extremamente complexas de interação, em que a língua, a identidade e as relações se influenciam reciprocamente, do mesmo modo que os falantes adotam formas herdadas de linguagem a novas finalidades e contextos culturais.



Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 12 (adaptado).

No fragmento, a referência à estimativa de desaparecimento de línguas no presente século cumpre principalmente a função de:
Alternativas
Q4304119 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:



A dinâmica das línguas na atualidade



Os linguistas estimam que uma percentagem elevada das línguas do mundo desaparecerá provavelmente no decurso do presente século. Metade delas (entre 6 e 8 mil) é atualmente falada por menos de 10 mil pessoas e calcula-se que a cada duas semanas desapareça uma. O crescimento das línguas veiculares (particularmente o inglês) associado aos processos de globalização acarreta consequências significativas para as línguas de todo o mundo. As mudanças ocorridas nas línguas como reação a uma multiplicidade de fenômenos políticos, sociais, econômicos e culturais e os efeitos da globalização na diversidade linguística, estão muito longe de ser simples e, frequentemente, são contraditórios. Em muitos casos, a substituição de línguas minoritárias não ocorre a favor do inglês mas sim em benefício de outras línguas e dialetos regionais rivais, o que leva a pensar que o uso generalizado do inglês se limita possivelmente a finalidades específicas, como as transações ou a comunicação funcional. A globalização encorajou também perspectivas mais diversificadas e híbridas do inglês, revelando formas extremamente complexas de interação, em que a língua, a identidade e as relações se influenciam reciprocamente, do mesmo modo que os falantes adotam formas herdadas de linguagem a novas finalidades e contextos culturais.



Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 12 (adaptado).

Do ponto de vista discursivo, o fragmento caracteriza-se predominantemente como um texto: 
Alternativas
Q4303988 Português
Leia o texto a seguir.

Adultização infantil: Felca viraliza nas redes e especialistas explicam riscos e prevenção
Especialista alerta para sinais e consequências da exposição precoce de crianças a padrões e responsabilidades adultas.
A discussão sobre adultização infantil voltou a ganhar espaço na mídia e nas redes sociais após a repercussão de um vídeo publicado pelo influenciador Felca, que rapidamente viralizou e já acumula mais de 32 milhões de visualizações no YouTube. Na publicação, o produtor de conteúdo alerta para os perigos da exploração de crianças e adolescentes em rotinas e atividades que não condizem com sua faixa etária, denunciando como adultos, canais e figuras públicas expõem menores para lucrar na web. O caso está criando debates sobre a exposição precoce e sem filtro de crianças, muitas delas sendo exploradas ou se tornando “gurus de investimento”, reproduzindo padrões e atitudes de adultos. O assunto chegou até o Congresso Nacional, com projetos de lei sendo apresentados para tratar do tema. De acordo com a educadora, psicóloga e gestora da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri/SP, a adultização infantil é um fenômeno preocupante. “A infância é uma etapa única do desenvolvimento humano, marcada por descobertas e aprendizados que precisam respeitar o tempo e a maturidade de cada criança. Quando pulamos etapas, comprometemos aspectos emocionais, sociais e cognitivos que serão a base para a vida adulta”, afirma. A especialista lembra que casos de crianças e adolescentes expostas na mídia não são novidade. “Antigamente, havia a preocupação com o desenvolvimento e educação de crianças e adolescentes que trabalhavam como cantores ou atores. A diferença é que no passado havia menos plataformas para essa exposição, e hoje qualquer pessoa tem o mundo na palma das mãos com o celular. Além disso, os próprios pais e responsáveis contribuem para o problema, mesmo tendo boa intenção, ao expor a vida dos filhos nas redes sociais desde que eles nascem”, acrescenta a educadora. [...]
Disponível em: https://oglobo.globo.com/ela/noticia/2025/08/22/adultizacaoinfantil-felca-viraliza-nas-redes-e-especialistas-explicam-riscos-eprevencao.ghtml. Acesso em: 6 jul. 2026.


Considerando a estrutura composicional e a linguagem empregadas no texto, evidencia-se que sua finalidade é a de
Alternativas
Respostas
2561: A
2562: B
2563: A
2564: C
2565: E
2566: D
2567: E
2568: C
2569: C
2570: B
2571: A
2572: C
2573: A
2574: E
2575: D
2576: B
2577: C
2578: A
2579: C
2580: C