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Q4305818 Português
Considerando as regras de regência verbal e o emprego do acento indicativo de crase segundo a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q4305817 Português
Analise as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas.

I. Na oração “Mais de um candidato apresentou recurso contra o resultado preliminar”, o emprego do verbo apresentar no singular está de acordo com a norma-padrão.
PORQUE
II. Na oração “A maioria dos candidatos apresentou recurso contra o resultado preliminar”, admite-se também, de acordo com a norma-padrão, a concordância do verbo no plural — “A maioria dos candidatos apresentaram recurso contra o resultado preliminar” — em razão da presença do especificador plural ligado ao núcleo coletivo.
A respeito dessas afirmativas, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4305816 Português

A formação de palavras em língua portuguesa ocorre por diferentes processos, entre os quais se destacam a derivação e a composição. Considerando a estrutura e os processos de formação das palavras, analise as afirmativas a seguir.



 I - Em infelizmente, ocorre derivação prefixal e sufixal, pois os afixos in- e -mente podem ser acrescentados em etapas distintas, sendo possível reconhecer na língua as formas infeliz e felizmente.



II - Em entristecer, ocorre derivação parassintética, uma vez que a formação do verbo depende do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à base triste, não se reconhecendo, com o mesmo sentido e categoria pretendidos, as formas tristecer e entriste. 



III - Em passatempo, ocorre composição por justaposição, pois os elementos que constituem a palavra mantêm sua integridade fonética, sem perda de sons.



IV - Em planalto, ocorre composição por justaposição, já que as palavras plano e alto permanecem foneticamente inalteradas após a formação do novo vocábulo.



Está correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q4305815 Português

O texto a seguir refere-se à questão.


    Nunca foi tão simples encontrar uma informação. Em poucos segundos, uma dúvida pode conduzir a dezenas de páginas, vídeos, comentários e explicações. Essa facilidade costuma ser associada à ideia de que vivemos em uma sociedade mais bem informada. A associação parece lógica: se a informação está disponível em quantidade inédita, seria razoável imaginar que também compreendemos melhor o mundo. No entanto, disponibilidade de informação e construção de conhecimento não são processos equivalentes. 


    A informação pode ser recebida rapidamente; compreendê-la exige operações mais demoradas. É preciso selecionar o que é relevante, estabelecer relações entre ideias, confrontar fontes, reconhecer contradições e integrar o conteúdo novo àquilo que já se sabe. Quando essas etapas são substituídas pelo contato sucessivo com fragmentos de informação, pode surgir uma impressão de domínio que não corresponde necessariamente a uma compreensão efetiva. Reconhecer um assunto, afinal, não significa ser capaz de explicá-lo, analisá-lo ou utilizá-lo em uma situação diferente daquela em que foi apresentado. 


    Isso não significa que a abundância de informações seja, por si mesma, um problema. Ao contrário, a ampliação do acesso criou possibilidades de aprendizagem antes restritas a determinados espaços e grupos. O desafio está na maneira como lidamos com esse acesso. Se a quantidade disponível estimula apenas o consumo acelerado de novos conteúdos, a facilidade de encontrar respostas pode reduzir justamente o tempo dedicado à formulação de perguntas, à comparação de perspectivas e à elaboração das próprias conclusões. 


    Nesse sentido, talvez uma das competências mais importantes para o leitor contemporâneo seja saber interromper o fluxo. Diante de uma oferta praticamente inesgotável de conteúdos, selecionar também significa renunciar: deixar algumas informações de lado para examinar outras com maior profundidade. Tal escolha pode parecer contraditória em uma época que valoriza a atualização constante, mas é justamente ela que permite transformar o acesso à informação em uma experiência efetiva de aprendizagem. 

No último parágrafo, a expressão “Tal escolha”, em “Tal escolha pode parecer contraditória em uma época que valoriza a atualização constante”, contribui para a coesão textual ao retomar: 
Alternativas
Q4305814 Português

O texto a seguir refere-se à questão.


    Nunca foi tão simples encontrar uma informação. Em poucos segundos, uma dúvida pode conduzir a dezenas de páginas, vídeos, comentários e explicações. Essa facilidade costuma ser associada à ideia de que vivemos em uma sociedade mais bem informada. A associação parece lógica: se a informação está disponível em quantidade inédita, seria razoável imaginar que também compreendemos melhor o mundo. No entanto, disponibilidade de informação e construção de conhecimento não são processos equivalentes. 


    A informação pode ser recebida rapidamente; compreendê-la exige operações mais demoradas. É preciso selecionar o que é relevante, estabelecer relações entre ideias, confrontar fontes, reconhecer contradições e integrar o conteúdo novo àquilo que já se sabe. Quando essas etapas são substituídas pelo contato sucessivo com fragmentos de informação, pode surgir uma impressão de domínio que não corresponde necessariamente a uma compreensão efetiva. Reconhecer um assunto, afinal, não significa ser capaz de explicá-lo, analisá-lo ou utilizá-lo em uma situação diferente daquela em que foi apresentado. 


    Isso não significa que a abundância de informações seja, por si mesma, um problema. Ao contrário, a ampliação do acesso criou possibilidades de aprendizagem antes restritas a determinados espaços e grupos. O desafio está na maneira como lidamos com esse acesso. Se a quantidade disponível estimula apenas o consumo acelerado de novos conteúdos, a facilidade de encontrar respostas pode reduzir justamente o tempo dedicado à formulação de perguntas, à comparação de perspectivas e à elaboração das próprias conclusões. 


    Nesse sentido, talvez uma das competências mais importantes para o leitor contemporâneo seja saber interromper o fluxo. Diante de uma oferta praticamente inesgotável de conteúdos, selecionar também significa renunciar: deixar algumas informações de lado para examinar outras com maior profundidade. Tal escolha pode parecer contraditória em uma época que valoriza a atualização constante, mas é justamente ela que permite transformar o acesso à informação em uma experiência efetiva de aprendizagem. 

Considerando a progressão argumentativa e o sentido global do texto, assinale a alternativa que expressa adequadamente a ideia defendida pelo autor. 
Alternativas
Q4305603 Redação Oficial
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as definições e sugestões de redação dadas pelo Manual de Redação da Presidência da República (2018) aos respectivos atributos da comunicação oficial.

Coluna 1
1. Formalidade.
2. Coesão e coerência.
3. Impessoalidade.

Coluna 2
( ) Favorece a conexão, a ligação, a harmonia entre os elementos de um texto.
( ) A redação oficial é elaborada sempre em nome do serviço público e sempre em atendimento ao interesse geral dos cidadãos.
( ) Não se trata somente do correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível, mais do que isso: diz respeito à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4305602 Redação Oficial
Considerando o que preconiza o Manual de Redação da Presidência da República (2018) a respeito da escrita de siglas ou acrônimos, assinale a alternativa em que a grafia com todas as letras maiúsculas esteja INCORRETA. 
Alternativas
Q4305586 Espanhol
Analice las siguientes afirmaciones sobre la oferta de lengua española en la educación básica, técnica y tecnológica en Brasil, señalando V, si verdaderas, o F, si falsas.

( ) La enseñanza de ELE fue obligatoria desde el año 2005, cuando se firmó la ley que instituía la obligatoriedad de la enseñanza de ELE en las escuelas públicas de Brasil, hasta el año 2022, cuando dicha ley fue revocada.
( ) Los Institutos Federales de Brasil cuentan con una legislación propia, la cual determina la obligatoriedad de la oferta y enseñanza de ELE.
( ) Los Institutos Federales de Brasil cuentan con currículos de cursos técnicos que proponen un abordaje instrumental de la enseñanza de ELE según las necesidades específicas de dichos cursos.
( ) Hay Institutos Federales de Brasil que ofrecen cursos de nivel superior para la formación de profesores de lengua española.

El orden correcto de relleno de los paréntesis, de arriba a abajo, es:
Alternativas
Q4305585 Espanhol
 El desarrollo de la competencia intercultural por parte de los docentes de ELE requiere determinadas condiciones. Sobre el tema, analice las siguientes afirmaciones:

I. Los docentes deben desarrollar su propia competencia intercultural, tanto durante como después de su formación inicial, de tal manera que puedan contribuir posteriormente al desarrollo de esta competencia por parte de sus alumnos.
II. Las decisiones didácticas de los docentes deben ser conscientes y apropiadas para favorecer la inserción de la dimensión intercultural en las clases de lengua extranjera, considerando concepciones de lengua y de enseñanza que contribuyan a la formación de hablantes interculturales.
III. El desarrollo de la competencia intercultural depende principalmente de las decisiones individuales de los docentes, por lo que no es necesario que sus acciones estén respaldadas por las orientaciones de los documentos oficiales para la enseñanza de lenguas extranjeras.

¿Cuáles están correctas?
Alternativas
Q4305553 Redação Oficial
Com relação à formatação dos documentos oficiais de acordo com o Manual de Redação da Presidência da República (2018), assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4305552 Redação Oficial
De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República (2018), “usar frases curtas, bem estruturadas; apresentar as orações na ordem direta e evitar intercalações excessivas; buscar a uniformidade do tempo verbal em todo o texto; não utilizar regionalismos e neologismos; pontuar adequadamente o texto; explicitar o significado da sigla na primeira referência a ela e utilizar palavras e expressões em outro idioma apenas quando indispensáveis” são algumas das orientações de redação para que os textos oficiais tenham a qualidade da:
Alternativas
Q4305367 Redação Oficial
Ao revisar uma nota oficial, a equipe de comunicação identificou a presença de comentários valorativos sobre a atuação de determinados agentes públicos e expressões que revelavam opiniões pessoais do redator. Em conformidade com os atributos da redação oficial, tais manifestações não devem integrar o texto porque:
Alternativas
Q4305240 Português
"O fato de podermos compartilhar esse espaço, de estarmos juntos viajando não significa que somos iguais; significa exatamente que somos capazes de atrair uns aos outros pelas nossas diferenças, que deveriam guiar o nosso roteiro de vida." KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Assinale a opção que apresenta análise correta do texto.
Alternativas
Q4305239 Português
"Fomos, durante muito tempo, embalados com a história de que somos a humanidade. Enquanto isso, enquanto seu lobo não vem; fomos nos alienando desse organismo de que somos parte, a Terra, e passamos a pensar que ele é uma coisa e nós, outra: a Terra e a humanidade." KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Assinale a opção que apresenta análise correta do texto.
Alternativas
Q4305238 Português
"Quando retirei a faca da mala de roupas, embrulhada em um pedaço de tecido antigo e encardido, com nódoas escuras e um nó no meio, tinha pouco mais de sete anos." VIEIRA JUNIOR, Itamar. Torto Arado. São Paulo: Todavia, 2019. (abertura do capítulo 1)
Assinale a opção que apresenta análise correta do texto.
Alternativas
Q4305141 Português
Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:


Os balanços

    Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
    Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma comissão criada para um programa que desconseguiu de resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe. Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em que vivemos, sem champanhe.
    Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória, no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas visitas positivas.
    Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos, enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década desse milênio é para esquecer.
    Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...

(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)

Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
Considere as passagens:

• Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de prédios, fazem anualmente. (1º parágrafo)
• … por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? (2º parágrafo)
• Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. (4º parágrafo)

O par de preposições “desde ... a” e as preposições “com” e “em” estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de:
Alternativas
Q4305140 Português
Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:


Os balanços

    Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
    Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma comissão criada para um programa que desconseguiu de resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe. Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em que vivemos, sem champanhe.
    Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória, no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas visitas positivas.
    Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos, enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década desse milênio é para esquecer.
    Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...

(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)

Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
Na passagem “... suicídios de ricos (raríssimos, mas servem de índice) ...” (4º parágrafo), a flexão do adjetivo destacado tem por objetivo 
Alternativas
Q4305139 Português
Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:


Os balanços

    Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
    Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma comissão criada para um programa que desconseguiu de resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe. Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em que vivemos, sem champanhe.
    Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória, no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas visitas positivas.
    Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos, enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década desse milênio é para esquecer.
    Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...

(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)

Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
Sem prejuízo ao sentido original e em conformidade com a norma-padrão de regência verbal e de flexão verbal, a passagem “Como temos fraca memória, no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas visitas positivas.” (3º parágrafo) admite a seguinte reescrita:
Alternativas
Q4305138 Português
Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:


Os balanços

    Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
    Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma comissão criada para um programa que desconseguiu de resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe. Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em que vivemos, sem champanhe.
    Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória, no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas visitas positivas.
    Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos, enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década desse milênio é para esquecer.
    Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...

(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)

Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
Considere as passagens:

• Felizmente para nós, pobres cidadãos que deles dependemos... (1º parágrafo)
• Pois então não ouvimos as notas positivas emanadas dos balanços? (2º parágrafo)
• … alcançando resultados de que só o futuro mostrará a magnitude. (3º parágrafo)
• Nesta década gozamos finalmente de paz. (5º parágrafo)

No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q4305137 Português
Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:


Os balanços

    Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
    Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma comissão criada para um programa que desconseguiu de resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe. Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em que vivemos, sem champanhe.
    Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória, no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas visitas positivas.
    Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos, enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década desse milênio é para esquecer.
    Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...

(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)

Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
Assinale a alternativa que traz correta análise das informações do último parágrafo do texto e na qual o acento indicativo da crase está de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Respostas
2481: C
2482: B
2483: B
2484: A
2485: B
2486: B
2487: C
2488: E
2489: C
2490: D
2491: C
2492: C
2493: C
2494: A
2495: D
2496: D
2497: B
2498: C
2499: C
2500: B