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Q4323852 Português
Os influenciadores digitais que não existem


       A espanhola Aitana Lopez vive em Barcelona e ganha a vida como influenciadora digital fitness, compartilhando sua rotina de treinos e passeios nas redes sociais para mais de 400 mil seguidores. Tem cerca de 26 anos, é do signo de escorpião, mantém as madeixas pintadas de rosa e tem um corpo exatamente de acordo com os padrões estéticos socialmente impostos. Mas Aitana não existe: ela foi criada por meio de ferramentas hiper-realistas de inteligência artificial generativa.

      Em seu perfil no Instagram, a bio diz: "criadora de conteúdo de IA; fitness e estilo de vida virtuais". Há o nome da empresa que a representa —na verdade, a agência que a criou— e a indicação de que é uma embaixadora da OpenArt, uma plataforma de IA. Para grande parte do público, isso pode não ser suficiente para entender que a moça nas fotos na academia e no litoral europeu é simplesmente uma ficção.

     Influencers criados por IA não são exatamente uma novidade, mas vêm tomando as mídias sociais com mais força nos últimos dois anos. Se há uma década víamos figuras como a robô Miquela, considerada uma das primeiras do tipo, exibirem-se para os seus mais de 2 milhões de seguidores nas mídias sociais, hoje o cenário está muito mais complexo.

    Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente, o que fomentou a criação de um mercado de influência digital, o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade. E, nessa conjuntura, não podemos esquecer da avalanche de desinformação a que somos submetidos diariamente.

      Essa equação pode ser extremamente perigosa se olharmos para os nichos desses influenciadores irreais. Um levantamento recente da organização sem fins lucrativos CTRL+Z encontrou, no YouTube, 29 canais em língua portuguesa de médicos criados por IA. Os dados mostram que os vídeos publicados nesses perfis ultrapassavam 70 milhões de visualizações. Após uma reportagem da BBC Brasil denunciar o problema, alguns perfis foram excluídos pela plataforma por ferir as suas diretrizes.

      Ao ameaçar a integridade das informações que produzimos e consumimos, os influenciadores fotorrealistas escancaram a complexidade do ecossistema digital atual. O combate aos riscos que muitos deles oferecem requer vigilância rigorosa de governos e empresas de tecnologia, aliada a iniciativas urgentes de educação digital e midiática que ultrapassem os muros das escolas. Ainda que algumas dessas figuras pareçam inofensivas, é fundamental compreendermos o que (e quem) está por trás das telas.

      No fim das contas, o perigo não é apenas a existência desses avatares sintéticos, mas a opacidade em torno deles. Sem sinalização clara de IA e sem letramento digital, o público pode ficar cada vez mais vulnerável. Se muitos influencers de carne e osso já divulgam discursos e serviços extremamente questionáveis e até antiéticos, não seria diferente com aqueles que não existem materialmente. Por isso, exigir transparência e educar a população já deixaram, há tempos, de ser uma opção para a saúde dos ambientes informacionais e para a sustentabilidade da democracia.


Texto disponível em https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/08/os-influenciadores-digitais-que-naoexistem.shtml , acesso em 01 de setembro de 2026 (adaptado).

No período “Se muitos influencers de carne e osso já divulgam discursos e serviços extremamente questionáveis e até antiéticos, não seria diferente com aqueles que não existem materialmente.”, a relação estabelecida entre as orações é fundamental para a argumentação desenvolvida. Assinale a alternativa que identifica corretamente a estrutura sintática e o valor semântico da primeira oração:
Alternativas
Q4323851 Português
Os influenciadores digitais que não existem


       A espanhola Aitana Lopez vive em Barcelona e ganha a vida como influenciadora digital fitness, compartilhando sua rotina de treinos e passeios nas redes sociais para mais de 400 mil seguidores. Tem cerca de 26 anos, é do signo de escorpião, mantém as madeixas pintadas de rosa e tem um corpo exatamente de acordo com os padrões estéticos socialmente impostos. Mas Aitana não existe: ela foi criada por meio de ferramentas hiper-realistas de inteligência artificial generativa.

      Em seu perfil no Instagram, a bio diz: "criadora de conteúdo de IA; fitness e estilo de vida virtuais". Há o nome da empresa que a representa —na verdade, a agência que a criou— e a indicação de que é uma embaixadora da OpenArt, uma plataforma de IA. Para grande parte do público, isso pode não ser suficiente para entender que a moça nas fotos na academia e no litoral europeu é simplesmente uma ficção.

     Influencers criados por IA não são exatamente uma novidade, mas vêm tomando as mídias sociais com mais força nos últimos dois anos. Se há uma década víamos figuras como a robô Miquela, considerada uma das primeiras do tipo, exibirem-se para os seus mais de 2 milhões de seguidores nas mídias sociais, hoje o cenário está muito mais complexo.

    Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente, o que fomentou a criação de um mercado de influência digital, o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade. E, nessa conjuntura, não podemos esquecer da avalanche de desinformação a que somos submetidos diariamente.

      Essa equação pode ser extremamente perigosa se olharmos para os nichos desses influenciadores irreais. Um levantamento recente da organização sem fins lucrativos CTRL+Z encontrou, no YouTube, 29 canais em língua portuguesa de médicos criados por IA. Os dados mostram que os vídeos publicados nesses perfis ultrapassavam 70 milhões de visualizações. Após uma reportagem da BBC Brasil denunciar o problema, alguns perfis foram excluídos pela plataforma por ferir as suas diretrizes.

      Ao ameaçar a integridade das informações que produzimos e consumimos, os influenciadores fotorrealistas escancaram a complexidade do ecossistema digital atual. O combate aos riscos que muitos deles oferecem requer vigilância rigorosa de governos e empresas de tecnologia, aliada a iniciativas urgentes de educação digital e midiática que ultrapassem os muros das escolas. Ainda que algumas dessas figuras pareçam inofensivas, é fundamental compreendermos o que (e quem) está por trás das telas.

      No fim das contas, o perigo não é apenas a existência desses avatares sintéticos, mas a opacidade em torno deles. Sem sinalização clara de IA e sem letramento digital, o público pode ficar cada vez mais vulnerável. Se muitos influencers de carne e osso já divulgam discursos e serviços extremamente questionáveis e até antiéticos, não seria diferente com aqueles que não existem materialmente. Por isso, exigir transparência e educar a população já deixaram, há tempos, de ser uma opção para a saúde dos ambientes informacionais e para a sustentabilidade da democracia.


Texto disponível em https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/08/os-influenciadores-digitais-que-naoexistem.shtml , acesso em 01 de setembro de 2026 (adaptado).

Considerando o emprego dos recursos linguísticos no texto sobre influenciadores digitais produzidos por inteligência artificial, analise as afirmativas a seguir.

I. No título “Os influenciadores digitais que não existem”, o pronome relativo “que” introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva, delimitando o referente de “influenciadores digitais”.
II. Em “o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade”, o termo “da IA” exerce função de complemento nominal e estabelece relação sintática com “avanço”.
III. Em “a que somos submetidos diariamente”, o emprego do vocábulo “a” antes do pronome relativo está relacionado à regência do verbo “submeter”, e o uso da crase, nesse contexto de escrita, é facultativo.
IV. Em “Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente”, a locução verbal “ter se plataformizado” apresenta o verbo principal flexionado na forma nominal de particípio para manter concordância nominal com “isso”.
V. No segmento “não seria diferente com aqueles que não existem materialmente”, a oração introduzida por “que” exerce função de adjunto adnominal do termo “aqueles”.

Estão correto apenas os itens: 
Alternativas
Q4323850 Português
Os influenciadores digitais que não existem


       A espanhola Aitana Lopez vive em Barcelona e ganha a vida como influenciadora digital fitness, compartilhando sua rotina de treinos e passeios nas redes sociais para mais de 400 mil seguidores. Tem cerca de 26 anos, é do signo de escorpião, mantém as madeixas pintadas de rosa e tem um corpo exatamente de acordo com os padrões estéticos socialmente impostos. Mas Aitana não existe: ela foi criada por meio de ferramentas hiper-realistas de inteligência artificial generativa.

      Em seu perfil no Instagram, a bio diz: "criadora de conteúdo de IA; fitness e estilo de vida virtuais". Há o nome da empresa que a representa —na verdade, a agência que a criou— e a indicação de que é uma embaixadora da OpenArt, uma plataforma de IA. Para grande parte do público, isso pode não ser suficiente para entender que a moça nas fotos na academia e no litoral europeu é simplesmente uma ficção.

     Influencers criados por IA não são exatamente uma novidade, mas vêm tomando as mídias sociais com mais força nos últimos dois anos. Se há uma década víamos figuras como a robô Miquela, considerada uma das primeiras do tipo, exibirem-se para os seus mais de 2 milhões de seguidores nas mídias sociais, hoje o cenário está muito mais complexo.

    Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente, o que fomentou a criação de um mercado de influência digital, o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade. E, nessa conjuntura, não podemos esquecer da avalanche de desinformação a que somos submetidos diariamente.

      Essa equação pode ser extremamente perigosa se olharmos para os nichos desses influenciadores irreais. Um levantamento recente da organização sem fins lucrativos CTRL+Z encontrou, no YouTube, 29 canais em língua portuguesa de médicos criados por IA. Os dados mostram que os vídeos publicados nesses perfis ultrapassavam 70 milhões de visualizações. Após uma reportagem da BBC Brasil denunciar o problema, alguns perfis foram excluídos pela plataforma por ferir as suas diretrizes.

      Ao ameaçar a integridade das informações que produzimos e consumimos, os influenciadores fotorrealistas escancaram a complexidade do ecossistema digital atual. O combate aos riscos que muitos deles oferecem requer vigilância rigorosa de governos e empresas de tecnologia, aliada a iniciativas urgentes de educação digital e midiática que ultrapassem os muros das escolas. Ainda que algumas dessas figuras pareçam inofensivas, é fundamental compreendermos o que (e quem) está por trás das telas.

      No fim das contas, o perigo não é apenas a existência desses avatares sintéticos, mas a opacidade em torno deles. Sem sinalização clara de IA e sem letramento digital, o público pode ficar cada vez mais vulnerável. Se muitos influencers de carne e osso já divulgam discursos e serviços extremamente questionáveis e até antiéticos, não seria diferente com aqueles que não existem materialmente. Por isso, exigir transparência e educar a população já deixaram, há tempos, de ser uma opção para a saúde dos ambientes informacionais e para a sustentabilidade da democracia.


Texto disponível em https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/08/os-influenciadores-digitais-que-naoexistem.shtml , acesso em 01 de setembro de 2026 (adaptado).

Analise o excerto: “Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente, o que fomentou a criação de um mercado de influência digital, o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade.”, os elementos de coesão contribuem para a articulação e para a progressão das ideias apresentadas no texto. Assinale a alternativa correta acerca dos recursos da coesão textual: 
Alternativas
Q4323849 Português
Os influenciadores digitais que não existem


       A espanhola Aitana Lopez vive em Barcelona e ganha a vida como influenciadora digital fitness, compartilhando sua rotina de treinos e passeios nas redes sociais para mais de 400 mil seguidores. Tem cerca de 26 anos, é do signo de escorpião, mantém as madeixas pintadas de rosa e tem um corpo exatamente de acordo com os padrões estéticos socialmente impostos. Mas Aitana não existe: ela foi criada por meio de ferramentas hiper-realistas de inteligência artificial generativa.

      Em seu perfil no Instagram, a bio diz: "criadora de conteúdo de IA; fitness e estilo de vida virtuais". Há o nome da empresa que a representa —na verdade, a agência que a criou— e a indicação de que é uma embaixadora da OpenArt, uma plataforma de IA. Para grande parte do público, isso pode não ser suficiente para entender que a moça nas fotos na academia e no litoral europeu é simplesmente uma ficção.

     Influencers criados por IA não são exatamente uma novidade, mas vêm tomando as mídias sociais com mais força nos últimos dois anos. Se há uma década víamos figuras como a robô Miquela, considerada uma das primeiras do tipo, exibirem-se para os seus mais de 2 milhões de seguidores nas mídias sociais, hoje o cenário está muito mais complexo.

    Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente, o que fomentou a criação de um mercado de influência digital, o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade. E, nessa conjuntura, não podemos esquecer da avalanche de desinformação a que somos submetidos diariamente.

      Essa equação pode ser extremamente perigosa se olharmos para os nichos desses influenciadores irreais. Um levantamento recente da organização sem fins lucrativos CTRL+Z encontrou, no YouTube, 29 canais em língua portuguesa de médicos criados por IA. Os dados mostram que os vídeos publicados nesses perfis ultrapassavam 70 milhões de visualizações. Após uma reportagem da BBC Brasil denunciar o problema, alguns perfis foram excluídos pela plataforma por ferir as suas diretrizes.

      Ao ameaçar a integridade das informações que produzimos e consumimos, os influenciadores fotorrealistas escancaram a complexidade do ecossistema digital atual. O combate aos riscos que muitos deles oferecem requer vigilância rigorosa de governos e empresas de tecnologia, aliada a iniciativas urgentes de educação digital e midiática que ultrapassem os muros das escolas. Ainda que algumas dessas figuras pareçam inofensivas, é fundamental compreendermos o que (e quem) está por trás das telas.

      No fim das contas, o perigo não é apenas a existência desses avatares sintéticos, mas a opacidade em torno deles. Sem sinalização clara de IA e sem letramento digital, o público pode ficar cada vez mais vulnerável. Se muitos influencers de carne e osso já divulgam discursos e serviços extremamente questionáveis e até antiéticos, não seria diferente com aqueles que não existem materialmente. Por isso, exigir transparência e educar a população já deixaram, há tempos, de ser uma opção para a saúde dos ambientes informacionais e para a sustentabilidade da democracia.


Texto disponível em https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/08/os-influenciadores-digitais-que-naoexistem.shtml , acesso em 01 de setembro de 2026 (adaptado).

Nesse gênero, em análise predomina a argumentação. Nesse sentido, a ideia central focalizada pelo locutor do texto é: 
Alternativas
Q4323704 Linguística
O conceito de variação linguística é essencial para combater o preconceito linguístico na escola. Marcos Bagno defende que a língua é heterogênea e variável. Nesse contexto, o professor deve abordar as variedades linguísticas (regionais, sociais, estilísticas) de forma a valorizar a cultura do aluno e ampliar seu repertório. Acerca desse tema, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O erro de português deve ser combatido a todo custo, pois existe apenas uma forma correta de falar, que é a norma culta padrão.
(__)A escola deve ensinar a norma culta padrão como uma das variedades da língua, necessária para o acesso a bens culturais e espaços de poder, sem estigmatizar a fala do aluno.
(__)Todas as variedades linguísticas possuem gramática própria e lógica interna, sendo adequadas aos seus respectivos contextos de uso.
(__)O preconceito linguístico é um instrumento de discriminação social, pois desvaloriza os falantes de variedades desprestigiadas.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4323654 Português

A educação pode ser um fator de coesão, se procurar ter em conta a diversidade dos indivíduos e dos grupos humanos, evitando tornar-se um fator de exclusão social. A respeito da educação e da luta contra as exclusões, analise as partes que seguem:



Os sistemas educativos formais são, muitas vezes, acusados de limitar a realização pessoal, impondo a todas as crianças o mesmo modelo cultural e intelectual, sem ter em conta a diversidade dos talentos individuais (1ª parte). Tendem cada vez mais, por exemplo, a privilegiar o desenvolvimento do conhecimento abstrato em detrimento de outras qualidades humanas como a imaginação, a aptidão para comunicar, o gosto pela animação do trabalho em equipe o sentido do belo, a dimensão espiritual ou a habilidade manual (2ª parte). De acordo com as suas aptidões e os seus gostos pessoais, que são diversos desde o nascimento, porém, todas as crianças podem retirar as mesmas vantagens dos recursos educativos comuns (3ª parte).



Sobre as partes, está(ão) CORRETA(S):

Alternativas
Q4323434 Braille
A inclusão de alunos com deficiência visual nas aulas de música requer adaptações metodológicas e o conhecimento de sistemas específicos de notação. Um professor recebe um aluno cego que já possui conhecimentos musicais prévios. Acerca da Musicografia Braille e estratégias de inclusão, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas:

(__)A Musicografia Braille é um sistema de notação musical linear que utiliza a mesma célula de seis pontos do Braille literário para representar notas, valores rítmicos e outros sinais musicais.
(__)Para alunos cegos, a percepção auditiva substitui completamente a necessidade de qualquer tipo de partitura ou registro escrito, tornando a musicografia dispensável em qualquer nível de ensino.
(__)A musicografia braille permite a escrita de melodias e harmonias simultâneas verticalmente, exatamente como na partitura em tinta convencional (pentagrama).
(__)O ensino de música para cegos deve priorizar a memória auditiva e o tato, sendo a musicografia uma ferramenta de apoio para a autonomia na leitura e escrita.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4323423 Português
Leia os enunciados:

O vestido, você comprou?
De doce, eu gosto.

A vírgula pode ser empregada em diferentes situações. Nos enunciados acima ela serviu para:
Alternativas
Q4323422 Português
A importância da compreensão dos recursos linguísticos é fundamental para obter uma noção segura de como a língua estabelece a coesão textual. Elementos conectores referem-se a palavras ou expressões que remetem a fatos passados ou que ainda ocorrerão no texto.
Com base nisso, analise as afirmativas a seguir:

I.Quando o elemento gramatical se refere a um termo já citado, mantém-se uma referência anafórica, como em "Comprei blusas para a viagem. Duas são vermelhas".
II.A coesão referencial é a relação entre as partes de enunciados durante o processo de encadeamento das ideias do texto, como em "Recuperamos a joia roubada, isto é, conseguimos recuperar o objeto que havia sido subtraído ilegalmente".
III.A coerência textual é o elemento que permite a compreensão da mensagem transmitida no texto. Em conjunto com a coesão, sua função é garantir a construção dos sentidos e da textualidade. O trecho a seguir exemplifica esse recurso com o uso do conectivo 'Mesmo assim': O dia estava gelado e a água havia congelado nas torneiras. Até os animais habituados a baixas temperaturas permaneciam em seus abrigos. Mesmo assim, deixamos de realizar a nossa caminhada matinal.
IV.A substituição é um recurso de coesão que consiste em trocar um elemento do texto — seja nominal, verbal ou frasal — por outro, evitando repetições e tornando a leitura mais fluida, como em "Os alunos foram advertidos pelo mau comportamento. Caso isso volte a acontecer, eles serão suspensos".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4323421 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Universo está ficando sem novas estrelas?


Nada dura para sempre... nem mesmo o nosso Universo. Nas últimas duas décadas, os astrônomos têm detectado indícios de que o cosmos podem ter passado do seu auge. Um dos sinais reveladores é que cada vez menos estrelas estão nascendo.

Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja bem. Há estimativas de que ele possa conter até um septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros.

Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas estrelas está diminuindo.

O consenso científico atual é que o Universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos. As primeiras estrelas se formaram logo após o Big Bang.

De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13 bilhões de anos.

As estrelas são essencialmente bolas gigantes de gás quente que começam sua vida da mesma maneira.

Elas se formam em enormes nuvens de poeira e gás espacial conhecidas como nebulosas. A gravidade atrai aglomerados de gás, que eventualmente se aquecem e se tornam uma estrela bebê, ou protoestrela.

À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear. Isso emite luz e calor, e a estrela agora está em uma fase estável, a "sequência principal".

Os astrônomos estimam que as estrelas da sequência principal, incluindo o nosso Sol, representam cerca de 90% de todas as estrelas do Universo. Elas variam em tamanho de um décimo a 200 vezes a massa do Sol.

Eventualmente, essas estrelas ficam sem combustível para queimar e podem seguir caminhos diferentes em sua jornada rumo à morte.

Estrelas de menor massa, como o nosso Sol, passam por um processo de declínio ao longo de bilhões de anos.

Para as "irmãs" maiores, que têm pelo menos oito vezes a massa do Sol, o fim é mais dramático: elas explodem em uma enorme explosão chamada supernova.

Estrelas veteranas dominam

Em 2013, uma equipe internacional de astrônomos que estudava tendências na formação de estrelas afirmou que 95% de todas as estrelas que existirão já haviam nascido.

"Claramente, vivemos em um Universo dominado por estrelas antigas", afirmou o autor principal desse estudo, David Sobral, em um artigo publicado no site do Subaru Telescope à época.

Na linha do tempo do Universo, parece que o pico da formação de estrelas ocorreu há aproximadamente 10 bilhões de anos, em um período conhecido como Meio-dia Cósmico.

"As galáxias convertem gás em estrelas, e estão fazendo isso a uma taxa decrescente", diz o professor Douglas Scott, cosmólogo da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

O professor Scott é coautor de um estudo em pré-publicação, atualmente em processo de revisão por pares, que analisou dados dos telescópios Euclid e Herschel da Agência Espacial Europeia.

Ele e uma equipe internacional de pesquisadores conseguiram estudar simultaneamente mais de 2,6 milhões de galáxias, o que foi possível graças à missão do Euclid de criar um imenso mapa 3D do Universo.

Os astrônomos estavam particularmente interessados no calor emitido pela poeira estelar. Galáxias com uma taxa mais alta de formação estelar tendem a ter poeira mais quente, pois abrigam estrelas maiores e mais quentes.

A equipe descobriu que as temperaturas das galáxias têm diminuído gradualmente ao longo de vários bilhões de anos, segundo Scott.

"Já ultrapassamos em muito o tempo máximo de formação estelar, e haverá cada vez menos novas estrelas em cada geração de formação estelar", afirma ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn98n731qqwo- adaptado. 
"De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13 bilhões de anos."

Considerando as regras de acentuação dos vocábulos presentes no trecho e no texto-base, identifique a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4323420 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Universo está ficando sem novas estrelas?


Nada dura para sempre... nem mesmo o nosso Universo. Nas últimas duas décadas, os astrônomos têm detectado indícios de que o cosmos podem ter passado do seu auge. Um dos sinais reveladores é que cada vez menos estrelas estão nascendo.

Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja bem. Há estimativas de que ele possa conter até um septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros.

Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas estrelas está diminuindo.

O consenso científico atual é que o Universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos. As primeiras estrelas se formaram logo após o Big Bang.

De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13 bilhões de anos.

As estrelas são essencialmente bolas gigantes de gás quente que começam sua vida da mesma maneira.

Elas se formam em enormes nuvens de poeira e gás espacial conhecidas como nebulosas. A gravidade atrai aglomerados de gás, que eventualmente se aquecem e se tornam uma estrela bebê, ou protoestrela.

À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear. Isso emite luz e calor, e a estrela agora está em uma fase estável, a "sequência principal".

Os astrônomos estimam que as estrelas da sequência principal, incluindo o nosso Sol, representam cerca de 90% de todas as estrelas do Universo. Elas variam em tamanho de um décimo a 200 vezes a massa do Sol.

Eventualmente, essas estrelas ficam sem combustível para queimar e podem seguir caminhos diferentes em sua jornada rumo à morte.

Estrelas de menor massa, como o nosso Sol, passam por um processo de declínio ao longo de bilhões de anos.

Para as "irmãs" maiores, que têm pelo menos oito vezes a massa do Sol, o fim é mais dramático: elas explodem em uma enorme explosão chamada supernova.

Estrelas veteranas dominam

Em 2013, uma equipe internacional de astrônomos que estudava tendências na formação de estrelas afirmou que 95% de todas as estrelas que existirão já haviam nascido.

"Claramente, vivemos em um Universo dominado por estrelas antigas", afirmou o autor principal desse estudo, David Sobral, em um artigo publicado no site do Subaru Telescope à época.

Na linha do tempo do Universo, parece que o pico da formação de estrelas ocorreu há aproximadamente 10 bilhões de anos, em um período conhecido como Meio-dia Cósmico.

"As galáxias convertem gás em estrelas, e estão fazendo isso a uma taxa decrescente", diz o professor Douglas Scott, cosmólogo da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

O professor Scott é coautor de um estudo em pré-publicação, atualmente em processo de revisão por pares, que analisou dados dos telescópios Euclid e Herschel da Agência Espacial Europeia.

Ele e uma equipe internacional de pesquisadores conseguiram estudar simultaneamente mais de 2,6 milhões de galáxias, o que foi possível graças à missão do Euclid de criar um imenso mapa 3D do Universo.

Os astrônomos estavam particularmente interessados no calor emitido pela poeira estelar. Galáxias com uma taxa mais alta de formação estelar tendem a ter poeira mais quente, pois abrigam estrelas maiores e mais quentes.

A equipe descobriu que as temperaturas das galáxias têm diminuído gradualmente ao longo de vários bilhões de anos, segundo Scott.

"Já ultrapassamos em muito o tempo máximo de formação estelar, e haverá cada vez menos novas estrelas em cada geração de formação estelar", afirma ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn98n731qqwo- adaptado. 
"Nas últimas duas décadas, os astrônomos têm detectado indícios de que o cosmos pode ter passado do seu auge. Um dos sinais reveladores é que cada vez menos estrelas estão nascendo."

Com base nos elementos linguísticos utilizados no trecho e em suas relações de sentido, identifique a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4323419 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Universo está ficando sem novas estrelas?


Nada dura para sempre... nem mesmo o nosso Universo. Nas últimas duas décadas, os astrônomos têm detectado indícios de que o cosmos podem ter passado do seu auge. Um dos sinais reveladores é que cada vez menos estrelas estão nascendo.

Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja bem. Há estimativas de que ele possa conter até um septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros.

Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas estrelas está diminuindo.

O consenso científico atual é que o Universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos. As primeiras estrelas se formaram logo após o Big Bang.

De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13 bilhões de anos.

As estrelas são essencialmente bolas gigantes de gás quente que começam sua vida da mesma maneira.

Elas se formam em enormes nuvens de poeira e gás espacial conhecidas como nebulosas. A gravidade atrai aglomerados de gás, que eventualmente se aquecem e se tornam uma estrela bebê, ou protoestrela.

À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear. Isso emite luz e calor, e a estrela agora está em uma fase estável, a "sequência principal".

Os astrônomos estimam que as estrelas da sequência principal, incluindo o nosso Sol, representam cerca de 90% de todas as estrelas do Universo. Elas variam em tamanho de um décimo a 200 vezes a massa do Sol.

Eventualmente, essas estrelas ficam sem combustível para queimar e podem seguir caminhos diferentes em sua jornada rumo à morte.

Estrelas de menor massa, como o nosso Sol, passam por um processo de declínio ao longo de bilhões de anos.

Para as "irmãs" maiores, que têm pelo menos oito vezes a massa do Sol, o fim é mais dramático: elas explodem em uma enorme explosão chamada supernova.

Estrelas veteranas dominam

Em 2013, uma equipe internacional de astrônomos que estudava tendências na formação de estrelas afirmou que 95% de todas as estrelas que existirão já haviam nascido.

"Claramente, vivemos em um Universo dominado por estrelas antigas", afirmou o autor principal desse estudo, David Sobral, em um artigo publicado no site do Subaru Telescope à época.

Na linha do tempo do Universo, parece que o pico da formação de estrelas ocorreu há aproximadamente 10 bilhões de anos, em um período conhecido como Meio-dia Cósmico.

"As galáxias convertem gás em estrelas, e estão fazendo isso a uma taxa decrescente", diz o professor Douglas Scott, cosmólogo da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

O professor Scott é coautor de um estudo em pré-publicação, atualmente em processo de revisão por pares, que analisou dados dos telescópios Euclid e Herschel da Agência Espacial Europeia.

Ele e uma equipe internacional de pesquisadores conseguiram estudar simultaneamente mais de 2,6 milhões de galáxias, o que foi possível graças à missão do Euclid de criar um imenso mapa 3D do Universo.

Os astrônomos estavam particularmente interessados no calor emitido pela poeira estelar. Galáxias com uma taxa mais alta de formação estelar tendem a ter poeira mais quente, pois abrigam estrelas maiores e mais quentes.

A equipe descobriu que as temperaturas das galáxias têm diminuído gradualmente ao longo de vários bilhões de anos, segundo Scott.

"Já ultrapassamos em muito o tempo máximo de formação estelar, e haverá cada vez menos novas estrelas em cada geração de formação estelar", afirma ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn98n731qqwo- adaptado. 
"O professor Scott é coautor de um estudo em pré-publicação, atualmente em processo de revisão por pares, que analisou dados dos telescópios Euclid e Herschel da Agência Espacial Europeia."
Os vocábulos 'coautor' e 'pré-publicação' estão grafados corretamente, sem e com hífen, respectivamente. Considerando as regras de uso do hífen em palavras formadas por esses e por outros prefixos, analise as justificativas a seguir:

I.Nas formações de palavras com o prefixo 'co', este se liga ao segundo elemento sem hífen, mesmo quando o elemento seguinte se inicia por vogal repetida 'o', como ocorre em 'coordenar' e 'coocupante'."
II.Nas formações com o prefixo 'pre', emprega-se o hífen quando o primeiro elemento termina com acento gráfico, como em 'pré-requisito' e 'pré-natal'.
III.Nas formações com prefixos, emprega-se o hífen quando o 1º elemento termina por vogal igual a que inicia o segundo elemento, como em 'entre-eixo' e 'infra-axilar'.
IV.Não se emprega hífen em locuções substantivas, adjetivas, pronominais e adverbiais, como em 'sala de jantar' e 'cor de açafrão'. Entretanto, há exceções consagradas pelo uso, como os vocábulos 'cor-de-rosa' e 'água-de-colônia', que são grafadas com hífen.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4323418 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Universo está ficando sem novas estrelas?


Nada dura para sempre... nem mesmo o nosso Universo. Nas últimas duas décadas, os astrônomos têm detectado indícios de que o cosmos podem ter passado do seu auge. Um dos sinais reveladores é que cada vez menos estrelas estão nascendo.

Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja bem. Há estimativas de que ele possa conter até um septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros.

Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas estrelas está diminuindo.

O consenso científico atual é que o Universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos. As primeiras estrelas se formaram logo após o Big Bang.

De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13 bilhões de anos.

As estrelas são essencialmente bolas gigantes de gás quente que começam sua vida da mesma maneira.

Elas se formam em enormes nuvens de poeira e gás espacial conhecidas como nebulosas. A gravidade atrai aglomerados de gás, que eventualmente se aquecem e se tornam uma estrela bebê, ou protoestrela.

À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear. Isso emite luz e calor, e a estrela agora está em uma fase estável, a "sequência principal".

Os astrônomos estimam que as estrelas da sequência principal, incluindo o nosso Sol, representam cerca de 90% de todas as estrelas do Universo. Elas variam em tamanho de um décimo a 200 vezes a massa do Sol.

Eventualmente, essas estrelas ficam sem combustível para queimar e podem seguir caminhos diferentes em sua jornada rumo à morte.

Estrelas de menor massa, como o nosso Sol, passam por um processo de declínio ao longo de bilhões de anos.

Para as "irmãs" maiores, que têm pelo menos oito vezes a massa do Sol, o fim é mais dramático: elas explodem em uma enorme explosão chamada supernova.

Estrelas veteranas dominam

Em 2013, uma equipe internacional de astrônomos que estudava tendências na formação de estrelas afirmou que 95% de todas as estrelas que existirão já haviam nascido.

"Claramente, vivemos em um Universo dominado por estrelas antigas", afirmou o autor principal desse estudo, David Sobral, em um artigo publicado no site do Subaru Telescope à época.

Na linha do tempo do Universo, parece que o pico da formação de estrelas ocorreu há aproximadamente 10 bilhões de anos, em um período conhecido como Meio-dia Cósmico.

"As galáxias convertem gás em estrelas, e estão fazendo isso a uma taxa decrescente", diz o professor Douglas Scott, cosmólogo da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

O professor Scott é coautor de um estudo em pré-publicação, atualmente em processo de revisão por pares, que analisou dados dos telescópios Euclid e Herschel da Agência Espacial Europeia.

Ele e uma equipe internacional de pesquisadores conseguiram estudar simultaneamente mais de 2,6 milhões de galáxias, o que foi possível graças à missão do Euclid de criar um imenso mapa 3D do Universo.

Os astrônomos estavam particularmente interessados no calor emitido pela poeira estelar. Galáxias com uma taxa mais alta de formação estelar tendem a ter poeira mais quente, pois abrigam estrelas maiores e mais quentes.

A equipe descobriu que as temperaturas das galáxias têm diminuído gradualmente ao longo de vários bilhões de anos, segundo Scott.

"Já ultrapassamos em muito o tempo máximo de formação estelar, e haverá cada vez menos novas estrelas em cada geração de formação estelar", afirma ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn98n731qqwo- adaptado. 
"Os astrônomos estavam particularmente interessados no calor emitido pela poeira estelar."
Considerando a análise sintática, analise as afirmativas a seguir:

I.O termo 'interessados' exerce a função de predicativo do sujeito, uma vez que atribui um estado ao núcleo do sujeito 'astrônomos'.
II.O período apresenta um predicado nominal, no qual o verbo não indica ação, mas estabelece a relação entre o sujeito e a condição atribuída a ele, funcionando como elemento de ligação entre o núcleo do sujeito e o termo que o qualifica.
III.A expressão 'no calor emitido pela poeira estelar' trata-se de complemento de um adjetivo, introduzido pela preposição 'em', fundida com o artigo 'o'.
IV.A expressão 'pela poeira estelar' exerce a função de objeto indireto do verbo 'emitir', pois indica a origem ou o meio pelo qual a ação verbal se realiza, sendo introduzida pela preposição 'por' que se combina com o artigo definido 'a', formando a contração 'pela'.  

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4323417 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Universo está ficando sem novas estrelas?


Nada dura para sempre... nem mesmo o nosso Universo. Nas últimas duas décadas, os astrônomos têm detectado indícios de que o cosmos podem ter passado do seu auge. Um dos sinais reveladores é que cada vez menos estrelas estão nascendo.

Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja bem. Há estimativas de que ele possa conter até um septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros.

Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas estrelas está diminuindo.

O consenso científico atual é que o Universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos. As primeiras estrelas se formaram logo após o Big Bang.

De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13 bilhões de anos.

As estrelas são essencialmente bolas gigantes de gás quente que começam sua vida da mesma maneira.

Elas se formam em enormes nuvens de poeira e gás espacial conhecidas como nebulosas. A gravidade atrai aglomerados de gás, que eventualmente se aquecem e se tornam uma estrela bebê, ou protoestrela.

À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear. Isso emite luz e calor, e a estrela agora está em uma fase estável, a "sequência principal".

Os astrônomos estimam que as estrelas da sequência principal, incluindo o nosso Sol, representam cerca de 90% de todas as estrelas do Universo. Elas variam em tamanho de um décimo a 200 vezes a massa do Sol.

Eventualmente, essas estrelas ficam sem combustível para queimar e podem seguir caminhos diferentes em sua jornada rumo à morte.

Estrelas de menor massa, como o nosso Sol, passam por um processo de declínio ao longo de bilhões de anos.

Para as "irmãs" maiores, que têm pelo menos oito vezes a massa do Sol, o fim é mais dramático: elas explodem em uma enorme explosão chamada supernova.

Estrelas veteranas dominam

Em 2013, uma equipe internacional de astrônomos que estudava tendências na formação de estrelas afirmou que 95% de todas as estrelas que existirão já haviam nascido.

"Claramente, vivemos em um Universo dominado por estrelas antigas", afirmou o autor principal desse estudo, David Sobral, em um artigo publicado no site do Subaru Telescope à época.

Na linha do tempo do Universo, parece que o pico da formação de estrelas ocorreu há aproximadamente 10 bilhões de anos, em um período conhecido como Meio-dia Cósmico.

"As galáxias convertem gás em estrelas, e estão fazendo isso a uma taxa decrescente", diz o professor Douglas Scott, cosmólogo da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

O professor Scott é coautor de um estudo em pré-publicação, atualmente em processo de revisão por pares, que analisou dados dos telescópios Euclid e Herschel da Agência Espacial Europeia.

Ele e uma equipe internacional de pesquisadores conseguiram estudar simultaneamente mais de 2,6 milhões de galáxias, o que foi possível graças à missão do Euclid de criar um imenso mapa 3D do Universo.

Os astrônomos estavam particularmente interessados no calor emitido pela poeira estelar. Galáxias com uma taxa mais alta de formação estelar tendem a ter poeira mais quente, pois abrigam estrelas maiores e mais quentes.

A equipe descobriu que as temperaturas das galáxias têm diminuído gradualmente ao longo de vários bilhões de anos, segundo Scott.

"Já ultrapassamos em muito o tempo máximo de formação estelar, e haverá cada vez menos novas estrelas em cada geração de formação estelar", afirma ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn98n731qqwo- adaptado. 
Analise as frases:

I.Em 2013, uma equipe internacional de astrônomos que estudava tendências na formação de estrelas afirmou que 95% de todas as estrelas que existirão já haviam nascido.
II.Ele e uma equipe internacional de pesquisadores conseguiram estudar simultaneamente mais de 2,6 milhões de galáxias,

Considerando as regras de concordância, marque com V, as afirmativas verdadeiras, ou F, as falsas:

(__)Em I, mantém-se a concordância adequada caso o verbo 'estudar' seja flexionado no plural em 'estudavam'.
(__)Em I, o verbo 'existir' está flexionado no plural por ser impessoal, e não apresentar sujeito expresso na oração.
(__) Em II, o verbo 'conseguir' também pode ser flexionado no singular 'conseguiu', uma vez que o substantivo 'equipe' é um coletivo de valor singular.
(__)Em I, observa-se uma inadequação nas regras de concordância em relação ao verbo 'haver'.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4323416 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Universo está ficando sem novas estrelas?


Nada dura para sempre... nem mesmo o nosso Universo. Nas últimas duas décadas, os astrônomos têm detectado indícios de que o cosmos podem ter passado do seu auge. Um dos sinais reveladores é que cada vez menos estrelas estão nascendo.

Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja bem. Há estimativas de que ele possa conter até um septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros.

Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas estrelas está diminuindo.

O consenso científico atual é que o Universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos. As primeiras estrelas se formaram logo após o Big Bang.

De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13 bilhões de anos.

As estrelas são essencialmente bolas gigantes de gás quente que começam sua vida da mesma maneira.

Elas se formam em enormes nuvens de poeira e gás espacial conhecidas como nebulosas. A gravidade atrai aglomerados de gás, que eventualmente se aquecem e se tornam uma estrela bebê, ou protoestrela.

À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear. Isso emite luz e calor, e a estrela agora está em uma fase estável, a "sequência principal".

Os astrônomos estimam que as estrelas da sequência principal, incluindo o nosso Sol, representam cerca de 90% de todas as estrelas do Universo. Elas variam em tamanho de um décimo a 200 vezes a massa do Sol.

Eventualmente, essas estrelas ficam sem combustível para queimar e podem seguir caminhos diferentes em sua jornada rumo à morte.

Estrelas de menor massa, como o nosso Sol, passam por um processo de declínio ao longo de bilhões de anos.

Para as "irmãs" maiores, que têm pelo menos oito vezes a massa do Sol, o fim é mais dramático: elas explodem em uma enorme explosão chamada supernova.

Estrelas veteranas dominam

Em 2013, uma equipe internacional de astrônomos que estudava tendências na formação de estrelas afirmou que 95% de todas as estrelas que existirão já haviam nascido.

"Claramente, vivemos em um Universo dominado por estrelas antigas", afirmou o autor principal desse estudo, David Sobral, em um artigo publicado no site do Subaru Telescope à época.

Na linha do tempo do Universo, parece que o pico da formação de estrelas ocorreu há aproximadamente 10 bilhões de anos, em um período conhecido como Meio-dia Cósmico.

"As galáxias convertem gás em estrelas, e estão fazendo isso a uma taxa decrescente", diz o professor Douglas Scott, cosmólogo da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

O professor Scott é coautor de um estudo em pré-publicação, atualmente em processo de revisão por pares, que analisou dados dos telescópios Euclid e Herschel da Agência Espacial Europeia.

Ele e uma equipe internacional de pesquisadores conseguiram estudar simultaneamente mais de 2,6 milhões de galáxias, o que foi possível graças à missão do Euclid de criar um imenso mapa 3D do Universo.

Os astrônomos estavam particularmente interessados no calor emitido pela poeira estelar. Galáxias com uma taxa mais alta de formação estelar tendem a ter poeira mais quente, pois abrigam estrelas maiores e mais quentes.

A equipe descobriu que as temperaturas das galáxias têm diminuído gradualmente ao longo de vários bilhões de anos, segundo Scott.

"Já ultrapassamos em muito o tempo máximo de formação estelar, e haverá cada vez menos novas estrelas em cada geração de formação estelar", afirma ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn98n731qqwo- adaptado. 
"Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja bem. Há estimativas de que ele possa conter até um septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros." "
Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas estrelas está diminuindo."
Com base na regência dos sintagmas nominais e verbais utilizados nos trechos, avalie as afirmativas a seguir:

I.O verbo 'ver' atua como bitransitivo, com objeto direto oracional e objeto indireto.
II.O verbo 'haver' atua como impessoal, não apresenta sujeito nem complemento verbal.
III.O sintagma nominal 'estimativas' exige complemento preposicionado, o que justifica o emprego da preposição 'de' na construção 'de que'.
IV.O verbo 'acreditar' está como transitivo direto, com o complemento expresso na oração subordinada substantiva objetiva direta.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4323415 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Universo está ficando sem novas estrelas?


Nada dura para sempre... nem mesmo o nosso Universo. Nas últimas duas décadas, os astrônomos têm detectado indícios de que o cosmos podem ter passado do seu auge. Um dos sinais reveladores é que cada vez menos estrelas estão nascendo.

Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja bem. Há estimativas de que ele possa conter até um septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros.

Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas estrelas está diminuindo.

O consenso científico atual é que o Universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos. As primeiras estrelas se formaram logo após o Big Bang.

De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13 bilhões de anos.

As estrelas são essencialmente bolas gigantes de gás quente que começam sua vida da mesma maneira.

Elas se formam em enormes nuvens de poeira e gás espacial conhecidas como nebulosas. A gravidade atrai aglomerados de gás, que eventualmente se aquecem e se tornam uma estrela bebê, ou protoestrela.

À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear. Isso emite luz e calor, e a estrela agora está em uma fase estável, a "sequência principal".

Os astrônomos estimam que as estrelas da sequência principal, incluindo o nosso Sol, representam cerca de 90% de todas as estrelas do Universo. Elas variam em tamanho de um décimo a 200 vezes a massa do Sol.

Eventualmente, essas estrelas ficam sem combustível para queimar e podem seguir caminhos diferentes em sua jornada rumo à morte.

Estrelas de menor massa, como o nosso Sol, passam por um processo de declínio ao longo de bilhões de anos.

Para as "irmãs" maiores, que têm pelo menos oito vezes a massa do Sol, o fim é mais dramático: elas explodem em uma enorme explosão chamada supernova.

Estrelas veteranas dominam

Em 2013, uma equipe internacional de astrônomos que estudava tendências na formação de estrelas afirmou que 95% de todas as estrelas que existirão já haviam nascido.

"Claramente, vivemos em um Universo dominado por estrelas antigas", afirmou o autor principal desse estudo, David Sobral, em um artigo publicado no site do Subaru Telescope à época.

Na linha do tempo do Universo, parece que o pico da formação de estrelas ocorreu há aproximadamente 10 bilhões de anos, em um período conhecido como Meio-dia Cósmico.

"As galáxias convertem gás em estrelas, e estão fazendo isso a uma taxa decrescente", diz o professor Douglas Scott, cosmólogo da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

O professor Scott é coautor de um estudo em pré-publicação, atualmente em processo de revisão por pares, que analisou dados dos telescópios Euclid e Herschel da Agência Espacial Europeia.

Ele e uma equipe internacional de pesquisadores conseguiram estudar simultaneamente mais de 2,6 milhões de galáxias, o que foi possível graças à missão do Euclid de criar um imenso mapa 3D do Universo.

Os astrônomos estavam particularmente interessados no calor emitido pela poeira estelar. Galáxias com uma taxa mais alta de formação estelar tendem a ter poeira mais quente, pois abrigam estrelas maiores e mais quentes.

A equipe descobriu que as temperaturas das galáxias têm diminuído gradualmente ao longo de vários bilhões de anos, segundo Scott.

"Já ultrapassamos em muito o tempo máximo de formação estelar, e haverá cada vez menos novas estrelas em cada geração de formação estelar", afirma ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn98n731qqwo- adaptado. 
"À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear."
As conjunções e locuções correspondentes desempenham papel fundamental na interpretação de um texto, uma vez que o uso inadequado desses elementos pode alterar todo o significado de um enunciado. Com base nisso, analise as reescritas com a substituição do termo destacado e identifique aquela que não mantém o sentido original.
Alternativas
Q4323096 Português
A aula-passeio à Fazenda Ponte Alta proporcionou aos alunos do 7º ano uma experiência de contato com a história do café. O patrimônio arquitetônico e ambiental da fazenda preserva importantes marcas desse período histórico . No Vale do Paraíba, o café tornou-se um dos principais produtos de exportação do Brasil e alcançou seu apogeu durante o Segundo Império.

A região era considerada adequada ao cultivo e, por isso, grandes propriedades exploraram a produção cafeeira com o uso de mão de obra escravizada. A atividade econômica transformou profundamente a região e deixou marcas que ainda podem ser observadas em seu patrimônio histórico.

Texto adaptado de Aula-passeio à Fazenda Ponte Alta, Colégio Santo Antônio, 11 jul. 2018.
Considere o período destacado no texto: "O patrimônio arquitetônico e ambiental da fazenda preserva importantes marcas desse período histórico." A respeito da estrutura sintática desse período, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4323095 Português
Leia o texto a seguir.

No poema "Pronominais", de 1925, Oswald de Andrade registrava que o brasileiro tinha duas formas de pedir um cigarro: os letrados dizem "dê-me um cigarro" e "o bom negro e o bom branco" falam "me dá um cigarro". Em sua pesquisa de pós-doutorado apresentada no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o pesquisador Marcelo Limeira dos Anjos endossa a constatação de que as regras de colocação pronominal do português brasileiro têm raízes no uso da linguagem como critério de diferenciação de classes. Mais: além da origem classista, a história da norma sugere que outros fatores, como questões políticas e até inimizades entre autores, ajudam a explicar o porquê de o país ter regras tão rígidas no posicionamento de pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos e seus eventuais plurais) frente a verbos.

A pesquisa, que segue perspectiva linguística, destaca o fato de, apesar da falta de consenso entre os teóricos sobre essas normas, em geral a gramática brasileira mais disseminada trazer obrigações quanto à colocação de pronomes, o que não ocorre da mesma forma na gramática portuguesa. "O tema não atormenta os portugueses como aos brasileiros. Em tese, até mesmo a proibição do pronome em início de oração só faz sentido para nós", diz Anjos.

Entre esses impeditivos mencionados pelo pesquisador está o uso do pronome antes do verbo (próclise) em início de frase, que inspirou Oswald de Andrade. Outro é a "atração" que certas palavras, como os advérbios ou as de sentido negativo, exerceriam sobre o pronome, o que forçaria a próclise, como em "nunca te vi", em oposição a "nunca vi-te".

Anjos estudou a história das regras de colocação pronominal e concluiu que a maioria delas foi inventada e, depois de levantadas em discussões intelectuais, acabou imposta pelo ensino formal. Na historiografia levantada pela pesquisa, consta que as gramáticas do século XVIII, por exemplo, apenas citavam a existência da próclise e da ênclise.


Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colocação pronominal. Ciência UFPR. Disponível em: https://ciencia.ufpr.br/portal/colocacao-pronominal/
Leia o trecho: "A pesquisa, que segue perspectiva linguística, destaca o fato de, apesar da falta de consenso entre os teóricos sobre essas normas, em geral a gramática brasileira mais disseminada trazer obrigações quanto à colocação de pronomes, o que não ocorre da mesma forma na gramática portuguesa." Considerando o emprego da pontuação no período, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4323094 Português
Leia o texto a seguir.

No poema "Pronominais", de 1925, Oswald de Andrade registrava que o brasileiro tinha duas formas de pedir um cigarro: os letrados dizem "dê-me um cigarro" e "o bom negro e o bom branco" falam "me dá um cigarro". Em sua pesquisa de pós-doutorado apresentada no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o pesquisador Marcelo Limeira dos Anjos endossa a constatação de que as regras de colocação pronominal do português brasileiro têm raízes no uso da linguagem como critério de diferenciação de classes. Mais: além da origem classista, a história da norma sugere que outros fatores, como questões políticas e até inimizades entre autores, ajudam a explicar o porquê de o país ter regras tão rígidas no posicionamento de pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos e seus eventuais plurais) frente a verbos.

A pesquisa, que segue perspectiva linguística, destaca o fato de, apesar da falta de consenso entre os teóricos sobre essas normas, em geral a gramática brasileira mais disseminada trazer obrigações quanto à colocação de pronomes, o que não ocorre da mesma forma na gramática portuguesa. "O tema não atormenta os portugueses como aos brasileiros. Em tese, até mesmo a proibição do pronome em início de oração só faz sentido para nós", diz Anjos.

Entre esses impeditivos mencionados pelo pesquisador está o uso do pronome antes do verbo (próclise) em início de frase, que inspirou Oswald de Andrade. Outro é a "atração" que certas palavras, como os advérbios ou as de sentido negativo, exerceriam sobre o pronome, o que forçaria a próclise, como em "nunca te vi", em oposição a "nunca vi-te".

Anjos estudou a história das regras de colocação pronominal e concluiu que a maioria delas foi inventada e, depois de levantadas em discussões intelectuais, acabou imposta pelo ensino formal. Na historiografia levantada pela pesquisa, consta que as gramáticas do século XVIII, por exemplo, apenas citavam a existência da próclise e da ênclise.


Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colocação pronominal. Ciência UFPR. Disponível em: https://ciencia.ufpr.br/portal/colocacao-pronominal/
Considerando as informações apresentadas no texto e as regras de colocação dos pronomes oblíquos átonos, analise as afirmações a seguir.
I.Em "dê-me um cigarro", ocorre ênclise, pois o pronome oblíquo átono aparece posposto ao verbo.
II.Em "me dá um cigarro", ocorre próclise, uma vez que o pronome oblíquo átono está colocado antes do verbo.
III.Em "nunca te vi", o advérbio de negação "nunca" favorece a próclise, levando o pronome "te" a ocupar posição anterior ao verbo.
IV.Em "nunca vi-te", a posição do pronome está de acordo com a regra apresentada no texto, pois, diante de palavra de sentido negativo, a ênclise é obrigatória.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmações corretas.
Alternativas
Q4323076 Português
Leia o trecho de Missa do Galo , de Machado de Assis: "Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa ; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte." Considerando as regras de emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
2001: B
2002: D
2003: E
2004: C
2005: D
2006: B
2007: C
2008: D
2009: A
2010: C
2011: B
2012: D
2013: A
2014: D
2015: A
2016: C
2017: A
2018: D
2019: B
2020: A