Questões de Concurso
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Em relação à Cultura Organizacional, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. A Cultura de uma Organização pode ser entendida como um conjunto de valores, de normas e princípios, já sedimentados na vida organizacional, conjunto este que interage com a estrutura e os comportamentos, criando uma maneira peculiar e duradoura de como se procede na organização, baseado em certos fundamentos e almejando a consecução de determinados resultados finais.
II. Entre os fatores que influenciam a cultura nas organizações, podemos destacar: seu ramo de atividade, dirigentes atuais e a área geográfica na qual a empresa atua.
III. Não podemos deixar de considerar que a cultura da empresa decorre, também, de valores culturais da sociedade que está inserida.
IV. Considerando que alguns autores inferem que clima e cultura são fenômenos complementares, a relação entre eles é que clima é um fenômeno temporal, refere-se ao estado de ânimo dos funcionários de uma organização num dado momento, e cultura decorre de práticas decorrentes, estabelecidas ao longo do tempo.
A Constituição Federal elenca no Capítulo IV do Título II, regramento acerca dos direitos políticos. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
Imprensa, especialistas e cidadãos comuns tendem a concordar que a educação é um dos meios mais eficientes de promover crescimento econômico, atualização tecnológica e até justiça social. Assinale a alternativa que identifica a iniciativa democratizante do atual governo na educação.
O neoliberalismo propõe a substituição do Estado de bem-estar social criado após a Segunda Guerra pela radical não intervenção do Estado na economia. Assinale a alternativa coerente com os propósitos do neoliberalismo.
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
POR POUCO
Eu estava a ponto de escrever alguma coisa sobre as pessoas que estão a ponto de tomar uma atitude definitiva e recuam – e recuei. Ia escrever sobre os que um dia, por pouco, quase, ali-ali, estiveram prestes a mudar sua vida mas não deram o passo crucial, mas não vou. Pena e comiseração para os que não deram o passo crucial.
Pena e comiseração para os que preferiram o pássaro na mão. Para os que não foram ser os legionários dos seus primeiros sonhos. Para os que hesitaram na hora de pular. Para os que pensaram duas vezes. Pena e comiseração para os que envelheceram tentando decidir o que iam ser quando crescessem. E para os que decidiram, mas na hora não foram.
Alguns passam a vida acompanhados pelo que podiam ter sido. Por fantasmas do irrealizado. Um cortejo de ressentimentos. Este aqui sou eu se tivesse decidido fazer aquele curso em Paris. Este outro sou eu se tivesse chegado um minuto antes no vestibular...
Olha que bom aspecto eu teria se tivesse aceito aquela nomeação. Veja o bigode. O corte decidido do cabelo. O olhar de quem é firme, mas justo com subalternos. A cintura ajustada. As mãos que não tremem. Elas me seguem por toda a parte, as minhas alternativas.
Você conhece muitos assim. Gente que cultiva suas oportunidades perdidas como outros guardam o próprio apêndice num vidrinho. E não perdem oportunidade de contar como foi a oportunidade perdida.
– Foi num jogo de pôquer. Tinha dois pares e não joguei. Quem ganhou tinha só um. A melhor mesa da noite. Milhões. Eu, hoje, seria outro.
– Fiz uma ponta naquele filme do Tarzã, mas cortaram a minha parte. Se tivessem me visto em Hollywood...
– Se eu tivesse dito sim...
– Se eu tivesse dito não...
– Se mamãe não tivesse interferido...
Uma vez fui fazer um teste no Fluminense. Abafei. Mas a família foi contra. Insistiu com a contabilidade. Eu, hoje, seria outro.
– Já tive a minha época de escritor, tá sabendo? Uns contos até razoáveis. Mas nunca me mexi. Hoje eles estão numa gaveta, sei lá.
– Você sabe que só não me elegi deputado, porque não quis?
– Eu, hoje, podia ser até primeiro-violino.
– Tudo porque eu não saí daqui quando devia.
Pena e comiseração para os que não saíram daqui quando deviam. Há quem diga que o passo crucial só pode ser dado uma vez e nunca mais. Tem a sua hora certa, e ela não volta. Bobagem, claro. Mas não para os que tiveram a sua hora e não aproveitaram. Os mártires do por pouco.
– Sei exatamente quando foi que eu tomei a decisão errada. Foi numa noite de Ano-Bom.
Você já ouviu a história várias vezes. Mas não pode impedi-lo de falar. O único divertimento que lhe resta é o que ele poderia ter sido. Os que não deram o passo crucial quando deviam estão condenados ao condicional. E tem a volúpia da própria frustração.
– Se eu tivesse aproveitado... Ela estava gamada. Gamadona. Filha da segunda fortuna do Brasil.
Da última vez que você ouviu a história, era a terceira fortuna do Brasil, mas tudo bem.
– Bobeei e babaus. Hoje, quando eu penso...
Você tenta ajudar
– Podia não ter dado certo. O pai dela não ia deixar. Um morto-de-fome como você...
– Morto-de-fome, porque eu não dei o passo crucial na hora que me ofereceram aquele negócio no Mato Grosso. Ia dar um dinheirão.
– Mas se você fosse para o Mato Grosso, não teria conhecido a menina na noite de Ano-Bom.
– Pois é. Agora é tarde. Sei lá.
Agora é tarde. As decisões erradas são irrecorríveis. Você o imagina cercado das suas alternativas. De um lado, casado com a, vá lá, primeira fortuna do Brasil. O último homem do Rio a usar echarpe de seda. Grisalho, mas ainda em forma com aquele tom de pele que só se consegue passando o dia na piscina do Copa, mas na sombra. Do outro lado, o próspero fazendeiro do Mato Grosso que pilota o seu próprio avião e tem rugas em torno dos olhos de tanto procurar o fim das suas terras no horizonte, ou de tanto rir dos pobres. E no meio, ele, a ponto de lhe pedir dinheiro emprestado outra vez. Triste, triste. Eu ia escrever uma boa crônica sobre tudo isso. Mas o assunto me fugiu, perdi a hora certa. Agora é tarde.
(VERÍSSIMO, L. Fernando. Ed Morte e outras histórias. Círculo do Livro.)
Das frases abaixo transcritas do texto, está fora do padrão definido pelo narrador no período “Os que não deram o passo crucial quando deviam estão condenados ao condicional.” (18º parágrafo) a seguinte:
Acerca da legislação previdenciária, assinale a alternativa INCORRETA:
A empregada ALFA trabalhou para a empresa BETA de janeiro de 2000 a 16 de março de 2009. Embora não soubesse, ALFA estava grávida de um mês quando foi dispensada. Durante o curso do contrato de trabalho, ALFA trabalhou em regime de horas extras, sem que lhe tenham sido pagas todas as horas trabalhadas além da jornada normal. Em 18 de setembro de 2009, ALFA ajuizou ação trabalhista em face da empresa BETA, postulando o pagamento das horas extras e os direitos decorrentes de sua gravidez. Com base nestes fatos, assinale a alternativa INCORRETA:
Acerca das férias, assinale a alternativa CORRETA:
Sobre os métodos e procedimentos tradicionais de avaliação de cargos é INCORRETO afirmar:
A maioria dos programas de treinamentos se concentra em algumas categorias gerais de aptidão. Assinale a alternativa que apresenta as características voltadas à aptidão de resolução de problemas:
O osso anterior frontal central do tórax chama-se:
O rim está dividido anatomicamente em:
As gônadas masculinas e femininas são, respectivamente:
Observe o texto e o mapa apresentados.
Em 2006 o IBAMA recebeu o estudo de Impacto Ambiental do megaprojeto das usinas hidrelétricas do Rio Madeira [...], sendo ele um dos maiores corredores de biodiversidade da Amazônia, a exigência na época desse processo para realização das obras, visava principalmente identificar e avaliar todos os efeitos físicos, ecológicos, socioeconômicos e culturais do empreendimento.
Considerando as informações do texto e a localização das obras, um dos impactos socioambientais que poderia ocorrer na região seria:
Os graves problemas ambientais de Rondônia resultam em consequências sociais relevantes, como:
Rondônia polariza a atenção de interesses nacionais e estrangeiros. Isso se dá em virtude da(o):
Considerada uma das principais estradas do centro-norte do país, a rodovia BR-364, liga Mato Grosso ao Acre, passando por Rondônia. Antes da construção dessa estrada, só se chegava a Porto Velho pela ferrovia Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O transporte rodoviário era inexistente. A principal vocação da rodovia é o escoamento de soja. Cerca de 400 caminhões com grão atravessam Rondônia rumo ao porto de Porto Velho, onde a soja é levada para Itacoatiara e, em seguida, embarcada para Europa e Ásia.
Para que hoje tenhamos esse corredor de escoamento de produção, milhares de quilômetros de estradas adentraram a mata dessa região, retirando do isolamento muitos lugares.
Assinale a alternativa que apresenta as dificuldades enfrentadas para a construção dessa malha rodoviária, principalmente em Rondônia.
Leia criticamente os textos a seguir:
“Na segunda-feira, 2, o governo dos Estados Unidos anunciou a injeção de outros US$ 30 bilhões na Seguradora AIG (American International Group), depois dela divulgar prejuízo de US$ 99,3 bilhões em 2008. Foi o quarto socorro em seis meses – somado aos US$ 150 bilhões entregues desde o ano passado, a ajuda já totaliza US$ 180 bilhões. 'A AIG é uma empresa complicada e obscura', admite Edward Liddy, que chegou à presidência da seguradora em setembro, quando o governo americano assumiu 80% do controle da empresa para evitar um pedido de concordata.” (Revista A Semana, edição nº 78, 12/03/2009)
“No fim do ano passado, os investidores estrangeiros haviam retirado maciçamente os recursos que tinham aplicado no Brasil. Eles precisavam de seus dólares para cobrir perdas em seu país de origem, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa, e também temiam que o Brasil pudesse ser atingido mais intensamente pela crise internacional. Passado o pânico, os dólares começaram a retornar. A principal fonte de capital tem sido os investimentos diretos, aqueles aplicados na expansão de fábricas e na compra de empresas – um termômetro do otimismo dos estrangeiros em relação às expectativas do país.” (Revista Veja, edição nº 2132, 30/09/2009, p. 102)
Em ambos os textos, podemos perceber dois momentos pontuais da crise mundial que se estabeleceu a partir de 2007. Baseando-se neles e nos seus conhecimentos sobre o assunto, marque a opção correta.
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
Crime organizado e militarização
Apesar de todos os avanços ocorridos no estado de direito, o crescimento da violência e da criminalidade, ao lado do agravamento das já graves violações de direitos humanos no ano de 1994, conduziu as autoridades a uma militarização crescente do enfrentamento da violência. Os resultados bastante limitados, para dizer o mínimo, atingidos pela ocupação militar da cidade do Rio de Janeiro mostram claramente a ineficiência dessa abordagem. O equívoco não é apenas logístico, mas reside na concepção mesma da abordagem militarizada.
O estereótipo das sociedades modernas, em especial as cidades, como o lugar da violência faz crer que a violência urbana tenha aumentado de forma ininterrupta desde a formação das grandes cidades, mas isso não corresponde à realidade. Na realidade, o crescente monopólio da violência física e o autocontrole que os habitantes da cidade progressivamente se impuseram levaram a uma crescente “pacificação” do espaço urbano. Se os níveis de criminalidade forem tomados como um indicador de violência, fica claro que esta declinou desde meados do século XIX até meados do século XX: somente por volta dos anos 1960 a violência e o crime começam a aumentar, tornando-se o crime mais violento depois dos anos 1980.
Apesar da violência, do crime, das graves violações de direitos humanos, não está em curso no Brasil uma “guerra civil” que exige uma crescente militarização, com a intervenção das forças armadas – como ocorreu na cidade do Rio de Janeiro. A noção de guerra é equivocada por que os conflitos ocorrem no interior da sociedade, onde seus membros e grupos sociais – especialmente em sociedades com má distribuição de renda – jamais cessam de viver em situações antagônicas. É a democracia que permite à sociedade conviver com o conflito, graças ao respeito das regras do jogo definidas pela constitucionalidade e dos direitos humanos, tanto direitos civis e políticos como sociais e econômicos: o enfrentamento militarizado do crime organizado não é compatível com a organização democrática da sociedade. Nenhuma pacificação na sociedade é completa. A matança pela polícia, a violência do crime, as chacinas, os arrastões, a guerra do tráfico não são episódios de uma guerra civil nem retorno ao estado de natureza. São consequências de conflitos e políticas de Estado permanentemente reproduzidas pelas relações de poder numa sociedade autoritária ao extremo, por meio das instituições e das desigualdades sociais.
(...)
Essa crítica às operações militares e ao equívoco, a nosso ver, do governo federal e do governo do estado do Rio de Janeiro em prolongar, com pequenas modificações, um convênio de duvidosa legitimidade constitucional não visa pregar a inação do governo federal, ou até mesmo das forças armadas. É intolerável para o estado de direito e para a forma democrática de governo que largas porções do território nacional estejam controladas pelo crime organizado como em várias favelas e bairros ou nas fronteiras dos estados. Mas é inaceitável, na perspectiva de uma política de segurança sob a democracia, uma delegação do governo civil às forças armadas para um enfrentamento do crime que tem contornos das antigas operações antiguerrilhas. De alguma forma essa intervenção militar velada no estado do Rio de Janeiro confere novas formas inquietantes da militarização das questões civis da segurança pública, agravando a continuidade da influência das forças armadas já presente na manutenção do policiamento ostensivo por forças com estatuto de subsidiárias às forças armadas e pelo foro especial das justiças militares estaduais. Ora, a formalidade estrita da democracia requer que o governo civil exerça a plenitude de seu poder na definição e no exercício da política de segurança.
In: DIMENSTEIN, Gilberto. Democracia em pedaços – direitos humanos no
Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 31-34.
No trecho “Essa crítica às operações militares e ao equívoco...”, a crase foi empregada adequadamente.
Assinale a alternativa em que o uso do sinal indicativo de crase também está correto.