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Q2721459 Redação Oficial

Leia o Texto I, abaixo, para responder às questões de 21 e 23.


TEXTO I


Em 09 de janeiro de 2016.

Aos Srs. Diretores Escolares


Assunto: Período de matrículas nas escolas


Informamos que o período de matrículas nas escolas da rede municipal de ensino, para o ano letivo de 2016, deverão ocorrer no período de 25 a 29 de janeiro de 2016 para os alunos veteranos, e de 1º a 06 de fevereiro para alunos novatos.

Atenciosamente,


José Raimundo da Silva

Secretário Municipal de Educação

Considere que o remetente desejasse fazer constar, no início do expediente, um pronome de tratamento. Assinale a alternativa em que o pronome de tratamento estaria corretamente utilizado, segundo o padrão oficial.

Alternativas
Q2721458 Redação Oficial

Leia o Texto I, abaixo, para responder às questões de 21 e 23.


TEXTO I


Em 09 de janeiro de 2016.

Aos Srs. Diretores Escolares


Assunto: Período de matrículas nas escolas


Informamos que o período de matrículas nas escolas da rede municipal de ensino, para o ano letivo de 2016, deverão ocorrer no período de 25 a 29 de janeiro de 2016 para os alunos veteranos, e de 1º a 06 de fevereiro para alunos novatos.

Atenciosamente,


José Raimundo da Silva

Secretário Municipal de Educação

Sobre o Texto I, com base no Manual de Redação da Presidência da República, analise os itens abaixo.


I. Considerando que o expediente é endereçado a vários destinatários, ele pode ser considerado “circular”.

II. O vocativo “Senhor(es) Diretor(es)” deveria constar obrigatoriamente no texto.

III. O fecho utilizado na correspondência poderia ser substituído por “respeitosamente”.


Está(ão) correto(s):

Alternativas
Q2721006 Direito Sanitário

A água potável deve estar em conformidade com o padrão microbiológico, conforme disposto na Portaria nº 2914/2011. Sobre o controle da qualidade da água, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2721005 Direito Sanitário

Sobre a Portaria nº 2914/2011, que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, analise as afirmativas a seguir e marque a alternativa CORRETA:


I - As disposições da Portaria nº 2914/2011 se aplicam à água mineral natural, à água natural e às águas adicionadas de sais destinadas ao consumo humano após o envasamento, e a outras águas utilizadas como matéria-prima para elaboração de produtos.

II - A autoridade municipal de saúde pública não autorizará o fornecimento de água para consumo humano, por meio de solução alternativa coletiva, quando houver rede de distribuição de água, exceto em situação de emergência e intermitência.

III - A água proveniente de solução alternativa coletiva ou individual, para fins de consumo humano, poderá ser misturada com a água da rede de distribuição.

IV - As análises laboratoriais para controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano podem ser realizadas em laboratório próprio, conveniado ou subcontratado, desde que se comprove a existência de sistema de gestão da qualidade.

Alternativas
Q2721000 Biologia

Quanto ao teste de toxicidade no controle do lançamento de efluentes líquidos, analise as afirmativas e marque a alternativa CORRETA:


I – O teste de toxicidade é feito colocando-se os organismos vivos em contato com diversas concentrações de amostras de um determinado efluente industrial, objetivando determinar os efeitos sobre o organismo-teste.

II – Existem dois tipos de toxicidade que podem ser avaliadas: a toxicidade aguda e crônica.

III – Para se avaliar os efeitos crônicos de um agente tóxico em testes de toxicidade, usa-se geralmente a CL50 ou a CE50.

IV - Os bioindicadores mais usados são bactérias, algas, crustáceos, bivalves, peixes e plantas.

Alternativas
Q2720999 Biologia

Quanto aos aspectos biológicos envolvidos no tratamento de esgotos, marque a alternativa INCORRETA:

Alternativas
Q2720998 Biologia

Sobre a determinação do fósforo em água, marque a alternativa CORRETA:


I – A determinação de fósforo em águas é essencialmente feita através de espectrofotometria UV - Visível. Os íons ortofosfatos se combinam com um reagente combinado, formando um complexo azul.

II – Os fosfatos orgânicos necessitam de digestão química prévia à colorimetria. Empregam-se como digestores os ácidos sulfúrico e clorídrico, conjuntamente, no mesmo equipamento utilizado para digestão do nitrogênio orgânico.

III – Para a remoção do fósforo nos esgotos sanitários, deve-se recorrer apenas aos processos biológicos.

IV - O fósforo pode se apresentar nas águas sob três formas diferentes. Os fosfatos orgânicos, os ortofosfatos e os polifosfatos.

Alternativas
Q2720997 Biologia

Sobre a determinação do nitrogênio em água, marque a alternativa INCORRETA:

Alternativas
Q2720995 Biologia

Sobre as determinações de matéria orgânica em águas, marque a alternativa INCORRETA:

Alternativas
Q2720994 Biologia

Em relação ao preparo de soluções, marque a alternativa CORRETA:


I – A molaridade de uma solução é o número de moles existentes num litro de solução.

II – Normalidade de uma solução é o número de equivalentes-grama de soluto existente num litro de solução.

III – A massa molecular é calculada pela soma das massas atômicas de todos os átomos dos elementos que compõem a molécula.

IV – Para se obter uma solução de qualquer molaridade, multiplica-se a massa molecular do soluto pela molaridade desejada.

Alternativas
Q2720993 Biologia

A quantidade de soluto que se encontra dissolvido em determinada quantidade de solvente denomina-se concentração. Em relação às formas de expressão dos resultados de concentração, marque a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Q2720992 Biologia

Em relação ao oxigênio dissolvido, analise as afirmativas abaixo e marque a alternativa CORRETA:


I – O oxigênio se dissolve nas águas naturais provenientes da atmosfera, devido à diferença de pressão parcial.

II – Para a determinação da concentração de oxigênio dissolvido em águas, é disponível apenas o método químico.

III – O oxigênio dissolvido é o elemento principal no metabolismo dos microrganismos aeróbios que habitam as águas naturais.

IV – A determinação da concentração de oxigênio dissolvido em águas é imprescindível para o desenvolvimento da análise de DBO.

Alternativas
Q2720991 Biologia

No preparo de uma solução em laboratório, tem-se 900 ml da solução de ácido 1,2 N. Pede-se ajustá-la para 1 normal. Marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2720989 Biologia

Presentes em praticamente todos os ambientes, os microrganismos pertencem a diferentes grupos biológicos, incluindo as bactérias, os fungos, os protozoários, as algas, os vírus. Em 1969, Robert Whittaker criou o sistema de cinco reinos, sendo baseada na forma como os organismos obtêm nutrientes. Analise as afirmativas a seguir e marque a alternativa CORRETA.


I – Na classificação de Reinos, segundo Whittaker, de acordo a forma de obtenção de nutrientes, o Reino Plantae, compostos por animais, obtém os nutrientes através da Ingestão.

II – Na classificação de Reinos, segundo Whittaker, de acordo a forma de obtenção de nutrientes, os Reinos Fungi e Monera obtêm nutrientes através da Absorção.

III – Na classificação de Reinos, segundo Whittaker, de acordo a forma de obtenção de nutrientes, o Reino Protista, formado pelos organismos Protozoários e Algas Unicelulares, obtém os nutrientes através da fotossíntese, absorção e ingestão.

IV – Na classificação de Reinos, segundo Whittaker, de acordo a forma de obtenção de nutrientes, o Reino Animalia obtém nutrientes através da Ingestão.

Alternativas
Q2720986 Biologia

A eutrofização é um processo que pode ser de origem natural ou antrópica, tendo como princípio básico o aumento da concentração de matéria orgânica nos ambientes aquáticos. Analise as afirmativas seguintes e marque a alternativa CORRETA:


I – A eutrofização por origem antropogênica é o resultado da lixiviação de fertilizantes utilizados na agricultura;

II - A eutrofização por origem antropogênica é o resultado de assoreamento e/ou esgoto doméstico e/ou drenagem pluvial urbana;

III - A eutrofização por origem natural ocorre ao longo de grandes períodos de tempo, como parte do processo de sucessão ecológica que se verifica durante a evolução dos ecossistemas.

IV – No caso da eutrofização por origem antropogênica, os nutrientes que atingem os ambientes aquáticos são principalmente nitratos e fosfatos.

Alternativas
Q2720984 Química

Para o preparo de uma solução de Ácido Clorídrico (HCL) 1+1 (50%) deve-se, em um balão volumétrico de 1L, adicionar aproximadamente 400mL de água destilada e acrescentar, vagarosamente, um volume de ácido concentrado e completar o volume para 1L com água destilada. Para esta solução, qual deve ser o volume de ácido concentrado? Analise as afirmativas seguintes e marque a alternativa CORRETA:


I – O volume do ácido concentrado é de 500mL.

II – O volume do ácido concentrado é de 200mL.

III – O volume do ácido concentrado é de 100mL

IV - O volume do ácido concentrado é de 50mL.

Alternativas
Q2720983 Biologia

Os tipos de recipientes mais utilizados para coleta e preservação de amostras são os de plástico autoclavável de alta densidade (polietileno, polipropileno, policarbonato ou outro polímero inerte) e os de vidro. Analise as afirmativas seguintes e marque a alternativa CORRETA:


I – Os recipientes de vidro (borossilicato) são indicados para todas as análises de compostos orgânicos.

II – Os recipientes de plástico (polímero inerte) são indicados para a maioria dos compostos inorgânicos, biológicos e microbiológicos.

III - Os recipientes de vidro (borossilicato) são de limpeza fácil.

IV – Os recipientes de plástico (polímero inerte) possuem alguma dificuldade na remoção de componentes adsorvíveis.

Alternativas
Q2720399 Geografia

Texto para responder às questões de 01 a 10.


O apagão poderá nos trazer alguma luz


Não tivemos guerra, não tivemos revolução, mas teremos o apagão. O apagão será uma porrada na nossa autoestima, mas terá suas vantagens.

Com o apagão, ficaremos mais humildes, como os humildes. A onda narcisista da democracia liberal ficará mais “cabreira”, as gargalhadas das colunas sociais serão menos luminosas, nossos flashes, menos gloriosos. Baixará o astral das estrelas globais, dos comedores. As bundas ficarão mais tímidas, os peitos de silicone, menos arrebitados. Ficaremos menos arrogantes na escuridão de nossas vidas de classe média. [...] Haverá algo de becos escuros, sem saída. A euforia de Primeiro Mundo falsificado cairá por terra e dará lugar a uma belíssima e genuína infelicidade.

O Brasil se lembrará do passado agropastoril que teve e ainda tem; teremos saudades do matão, do luar do sertão, da Rádio Nacional, do acendedor de lampiões da rua, dos candeeiros. Lembraremos das tristes noites dos anos 40, como dos “blackouts” da Segunda Guerra, mesmo sem submarinos, apenas sinistros assaltantes nas esquinas apagadas.

O apagão nos lembrará de velhos carnavais: “Tomara que chova três dias sem parar”. Ou: “Rio, cidade que nos seduz, de dia falta água, de noite falta luz!”. Lembraremo-nos dos discos de 78 rpm, das TVs em preto-e-branco, de um Brasil mais micha, mais pobre, cambaio, mas bem mais brasileiro em seu caminho da roça, que o golpe de 64 interrompeu, que esta mania prostituída de Primeiro Mundo matou a tapa.

[...]

O apagão nos mostrará que somos subdesenvolvidos, que essa superestrutura modernizante está sobre pés de barro. O apagão é um “upgrade” nas periferias e nos “bondes do Tigrão”, nos lembrando da escuridão física e mental em que vivem, fora de nossas avenidas iluminadas. O apagão nos fará mais pensativos e conscientes de nossa pequenez. Seremos mais poéticos. Em noites estreladas, pensaremos: “A solidão dos espaços infinitos nos apavora”, como disse Pascal. Ou ainda, se mais líricos, recitaremos Victor Hugo: “A hidrauniverso torce seu corpo cravejado de estrelas...”.

[...] O apagão nos dará medo, o que poderá nos fazer migrar das grandes cidades, deixando para trás as avenidas secas e mortas. O apagão nos fará entender os flagelados do Nordeste, que sempre olharam o céu como uma grande ameaça. O apagão nos fará contemplar o azul sem nuvens, pois aprendemos que a natureza é quando não respeitada.

O apagão nos fará mais parcimoniosos, respeitosos e públicos. Acreditaremos menos nos arroubos de autossuficiência.

O apagão vai dividir as vidas, de novo, em dias e noites, que serão nítidos sem as luzes que a modernidade celebra para nos fascinar e nos fazer esquecer que as cidades, de perto, são feias e injustas. Vai diminuir a “feerie” do capitalismo enganador.

Vamos dormir melhor. Talvez amemos mais a verdade dos dias. Acabará a ilusão de clubbers e playboys, que terão medo dos “manos” em cruzamentos negros, e talvez o amor fique mais recolhido, sussurrado e trêmulo. Talvez o sexo se revalorize como prazer calmo e doce e fique menos rebolante e voraz. Talvez aumente a população com a diminuição das diversões eletrônicas noturnas. O apagão nos fará inseguros na rua, mas, talvez, mais amigos nos lares e bares.

Finalmente, nos fará mais perplexos, pois descobriremos que o Brasil é ainda mais absurdo, pois nunca entenderemos como, com três agências cuidando da energia, o governo foi pego de surpresa por essas trevas anunciadas. Só nos resta o consolo de saber que, no fim, o apagão nos trará alguma luz sobre quem somos.


JABOR, Arnaldo. O apagão poderá nos trazer alguma luz. Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 de maio 2001. Extraído do site. <www.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1505200129.htm. Acesso em14 out. 2016. (Fragmento)

O estado de Rondônia é composto por diferentes unidades de relevo, sendo uma delas a seguinte:

Alternativas
Q2720398 História

Texto para responder às questões de 01 a 10.


O apagão poderá nos trazer alguma luz


Não tivemos guerra, não tivemos revolução, mas teremos o apagão. O apagão será uma porrada na nossa autoestima, mas terá suas vantagens.

Com o apagão, ficaremos mais humildes, como os humildes. A onda narcisista da democracia liberal ficará mais “cabreira”, as gargalhadas das colunas sociais serão menos luminosas, nossos flashes, menos gloriosos. Baixará o astral das estrelas globais, dos comedores. As bundas ficarão mais tímidas, os peitos de silicone, menos arrebitados. Ficaremos menos arrogantes na escuridão de nossas vidas de classe média. [...] Haverá algo de becos escuros, sem saída. A euforia de Primeiro Mundo falsificado cairá por terra e dará lugar a uma belíssima e genuína infelicidade.

O Brasil se lembrará do passado agropastoril que teve e ainda tem; teremos saudades do matão, do luar do sertão, da Rádio Nacional, do acendedor de lampiões da rua, dos candeeiros. Lembraremos das tristes noites dos anos 40, como dos “blackouts” da Segunda Guerra, mesmo sem submarinos, apenas sinistros assaltantes nas esquinas apagadas.

O apagão nos lembrará de velhos carnavais: “Tomara que chova três dias sem parar”. Ou: “Rio, cidade que nos seduz, de dia falta água, de noite falta luz!”. Lembraremo-nos dos discos de 78 rpm, das TVs em preto-e-branco, de um Brasil mais micha, mais pobre, cambaio, mas bem mais brasileiro em seu caminho da roça, que o golpe de 64 interrompeu, que esta mania prostituída de Primeiro Mundo matou a tapa.

[...]

O apagão nos mostrará que somos subdesenvolvidos, que essa superestrutura modernizante está sobre pés de barro. O apagão é um “upgrade” nas periferias e nos “bondes do Tigrão”, nos lembrando da escuridão física e mental em que vivem, fora de nossas avenidas iluminadas. O apagão nos fará mais pensativos e conscientes de nossa pequenez. Seremos mais poéticos. Em noites estreladas, pensaremos: “A solidão dos espaços infinitos nos apavora”, como disse Pascal. Ou ainda, se mais líricos, recitaremos Victor Hugo: “A hidrauniverso torce seu corpo cravejado de estrelas...”.

[...] O apagão nos dará medo, o que poderá nos fazer migrar das grandes cidades, deixando para trás as avenidas secas e mortas. O apagão nos fará entender os flagelados do Nordeste, que sempre olharam o céu como uma grande ameaça. O apagão nos fará contemplar o azul sem nuvens, pois aprendemos que a natureza é quando não respeitada.

O apagão nos fará mais parcimoniosos, respeitosos e públicos. Acreditaremos menos nos arroubos de autossuficiência.

O apagão vai dividir as vidas, de novo, em dias e noites, que serão nítidos sem as luzes que a modernidade celebra para nos fascinar e nos fazer esquecer que as cidades, de perto, são feias e injustas. Vai diminuir a “feerie” do capitalismo enganador.

Vamos dormir melhor. Talvez amemos mais a verdade dos dias. Acabará a ilusão de clubbers e playboys, que terão medo dos “manos” em cruzamentos negros, e talvez o amor fique mais recolhido, sussurrado e trêmulo. Talvez o sexo se revalorize como prazer calmo e doce e fique menos rebolante e voraz. Talvez aumente a população com a diminuição das diversões eletrônicas noturnas. O apagão nos fará inseguros na rua, mas, talvez, mais amigos nos lares e bares.

Finalmente, nos fará mais perplexos, pois descobriremos que o Brasil é ainda mais absurdo, pois nunca entenderemos como, com três agências cuidando da energia, o governo foi pego de surpresa por essas trevas anunciadas. Só nos resta o consolo de saber que, no fim, o apagão nos trará alguma luz sobre quem somos.


JABOR, Arnaldo. O apagão poderá nos trazer alguma luz. Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 de maio 2001. Extraído do site. <www.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1505200129.htm. Acesso em14 out. 2016. (Fragmento)

Entre os políticos a seguir assinale o primeiro governador do Estado de Rondônia eleito por voto direto.

Alternativas
Q2720396 Geografia

Texto para responder às questões de 01 a 10.


O apagão poderá nos trazer alguma luz


Não tivemos guerra, não tivemos revolução, mas teremos o apagão. O apagão será uma porrada na nossa autoestima, mas terá suas vantagens.

Com o apagão, ficaremos mais humildes, como os humildes. A onda narcisista da democracia liberal ficará mais “cabreira”, as gargalhadas das colunas sociais serão menos luminosas, nossos flashes, menos gloriosos. Baixará o astral das estrelas globais, dos comedores. As bundas ficarão mais tímidas, os peitos de silicone, menos arrebitados. Ficaremos menos arrogantes na escuridão de nossas vidas de classe média. [...] Haverá algo de becos escuros, sem saída. A euforia de Primeiro Mundo falsificado cairá por terra e dará lugar a uma belíssima e genuína infelicidade.

O Brasil se lembrará do passado agropastoril que teve e ainda tem; teremos saudades do matão, do luar do sertão, da Rádio Nacional, do acendedor de lampiões da rua, dos candeeiros. Lembraremos das tristes noites dos anos 40, como dos “blackouts” da Segunda Guerra, mesmo sem submarinos, apenas sinistros assaltantes nas esquinas apagadas.

O apagão nos lembrará de velhos carnavais: “Tomara que chova três dias sem parar”. Ou: “Rio, cidade que nos seduz, de dia falta água, de noite falta luz!”. Lembraremo-nos dos discos de 78 rpm, das TVs em preto-e-branco, de um Brasil mais micha, mais pobre, cambaio, mas bem mais brasileiro em seu caminho da roça, que o golpe de 64 interrompeu, que esta mania prostituída de Primeiro Mundo matou a tapa.

[...]

O apagão nos mostrará que somos subdesenvolvidos, que essa superestrutura modernizante está sobre pés de barro. O apagão é um “upgrade” nas periferias e nos “bondes do Tigrão”, nos lembrando da escuridão física e mental em que vivem, fora de nossas avenidas iluminadas. O apagão nos fará mais pensativos e conscientes de nossa pequenez. Seremos mais poéticos. Em noites estreladas, pensaremos: “A solidão dos espaços infinitos nos apavora”, como disse Pascal. Ou ainda, se mais líricos, recitaremos Victor Hugo: “A hidrauniverso torce seu corpo cravejado de estrelas...”.

[...] O apagão nos dará medo, o que poderá nos fazer migrar das grandes cidades, deixando para trás as avenidas secas e mortas. O apagão nos fará entender os flagelados do Nordeste, que sempre olharam o céu como uma grande ameaça. O apagão nos fará contemplar o azul sem nuvens, pois aprendemos que a natureza é quando não respeitada.

O apagão nos fará mais parcimoniosos, respeitosos e públicos. Acreditaremos menos nos arroubos de autossuficiência.

O apagão vai dividir as vidas, de novo, em dias e noites, que serão nítidos sem as luzes que a modernidade celebra para nos fascinar e nos fazer esquecer que as cidades, de perto, são feias e injustas. Vai diminuir a “feerie” do capitalismo enganador.

Vamos dormir melhor. Talvez amemos mais a verdade dos dias. Acabará a ilusão de clubbers e playboys, que terão medo dos “manos” em cruzamentos negros, e talvez o amor fique mais recolhido, sussurrado e trêmulo. Talvez o sexo se revalorize como prazer calmo e doce e fique menos rebolante e voraz. Talvez aumente a população com a diminuição das diversões eletrônicas noturnas. O apagão nos fará inseguros na rua, mas, talvez, mais amigos nos lares e bares.

Finalmente, nos fará mais perplexos, pois descobriremos que o Brasil é ainda mais absurdo, pois nunca entenderemos como, com três agências cuidando da energia, o governo foi pego de surpresa por essas trevas anunciadas. Só nos resta o consolo de saber que, no fim, o apagão nos trará alguma luz sobre quem somos.


JABOR, Arnaldo. O apagão poderá nos trazer alguma luz. Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 de maio 2001. Extraído do site. <www.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1505200129.htm. Acesso em14 out. 2016. (Fragmento)

Rondônia é um estado com significativa chegada de pessoas provenientes de outras regiões. Entre as alternativas a seguir, a região de origem onde predomina a população residente no estado de Rondônia, segundo dados do Censo de 2010 do IBGE é:

Alternativas
Respostas
9761: B
9762: A
9763: C
9764: D
9765: D
9766: D
9767: D
9768: D
9769: A
9770: E
9771: E
9772: C
9773: A
9774: B
9775: E
9776: A
9777: E
9778: C
9779: A
9780: B