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Q3320739 Português
Leia o  texto a seguir para responder à questão.

Sumido 

        Me dei disseram “Você anda sumido” e me conta de que era verdade. Eu também, fazia tempo que não me via. O que teria acontecido comigo? Não me encontrava nos lugares em que costumava ir. Perguntava por mim e as pessoas diziam que havia tempo não me viam. E faziam  a pergunta: “Que fim você levou?”. Eu não tinha a menor ideia. A última vez que me vira fora, deixa ver... Eu não me lembrava!

      Eu  teria morrido? Impossível, na última vez em que me vira eu estava bem. Não tinha, que eu soubesse, nenhum problema grave de saúde. E, mesmo, eu teria visto o convite para o meu enterro no jornal. O nome fatalmente me chamaria a atenção.

        Eu podia ter mudado de cidade. Era isso. Podia ter ido para outro lugar, podia estar em outro lugar naquele momento. Mas por que iria embora assim, sem dizer nada para ninguém, sem me despedir nem de mim? Sempre fomos muito ligados. 

    No  outro dia fui a um lugar que eu costumava frequentar muito e perguntei se tinham me visto. Não era gente conhecida, precisei me descrever. Não foi difícil porque me usei como modelo. “Eu sou um cara, assim, como eu. Mesma altura, tudo.” Não tinham me visto. Que coisa. Pensei: como é que alguém pode simplesmente desaparecer desse jeito? Foi então que comecei, confesso, a pensar nas vantagens de estar sumido.

       Não me encontrar em lugar algum me dava uma espécie de liberdade. Podia fazer o que bem entendesse, sem o risco de dar comigo e eu dizer “Você, hein?” e eu ser obrigado a me dizer alguma coisa como “Vai ver se eu não estou lá na esquina”. Mudei por completo de comportamento. Me tornei outro! Que maravilha. Agora, mesmo que me encontrasse, eu não me reconheceria. Comecei a fazer coisas que até eu duvidaria, se fosse eu. O que mais gostava de ouvir das pessoas espantadas com a minha mudança era: “Nem parece você”. Claro que não parecia eu. Eu não era eu. Eu era outro! Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade.

       A verdade é que estar longe dos meus olhos me deixou fora de mim. Ou fora do outro. E um dia ouvi uma mulher indignada com o meu assédio gritar: “Você não se enxerga, não?.” Foi uma revelação. Claro, era isso. Eu não estava sumido. Eu simplesmente não me enxergava. Como podia me encontrar nos lugares onde me procurava se não me enxergava? 

     Todo aquele tempo eu estivera lá·, presente, embaixo, por assim dizer, do meu nariz, e não me vira. Por um lado, fiquei aliviado. Eu estava vivo e bem, não precisava me preocupar. Por outro lado, foi uma decepção. Concluí que não tem jeito, estamos sempre, irremediavelmente, conosco, mesmo quando pensamos ter nos livrado de nós. A gente não desaparece. A gente às vezes só não se enxerga. 




VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 

Na palavra  “saúde”, que ocorre no texto, há um hiato. Este tipo de encontro vocálico também ocorre na palavra:
Alternativas
Q3320738 Português
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Sumido 

        Me dei disseram “Você anda sumido” e me conta de que era verdade. Eu também, fazia tempo que não me via. O que teria acontecido comigo? Não me encontrava nos lugares em que costumava ir. Perguntava por mim e as pessoas diziam que havia tempo não me viam. E faziam  a pergunta: “Que fim você levou?”. Eu não tinha a menor ideia. A última vez que me vira fora, deixa ver... Eu não me lembrava!

      Eu  teria morrido? Impossível, na última vez em que me vira eu estava bem. Não tinha, que eu soubesse, nenhum problema grave de saúde. E, mesmo, eu teria visto o convite para o meu enterro no jornal. O nome fatalmente me chamaria a atenção.

        Eu podia ter mudado de cidade. Era isso. Podia ter ido para outro lugar, podia estar em outro lugar naquele momento. Mas por que iria embora assim, sem dizer nada para ninguém, sem me despedir nem de mim? Sempre fomos muito ligados. 

    No  outro dia fui a um lugar que eu costumava frequentar muito e perguntei se tinham me visto. Não era gente conhecida, precisei me descrever. Não foi difícil porque me usei como modelo. “Eu sou um cara, assim, como eu. Mesma altura, tudo.” Não tinham me visto. Que coisa. Pensei: como é que alguém pode simplesmente desaparecer desse jeito? Foi então que comecei, confesso, a pensar nas vantagens de estar sumido.

       Não me encontrar em lugar algum me dava uma espécie de liberdade. Podia fazer o que bem entendesse, sem o risco de dar comigo e eu dizer “Você, hein?” e eu ser obrigado a me dizer alguma coisa como “Vai ver se eu não estou lá na esquina”. Mudei por completo de comportamento. Me tornei outro! Que maravilha. Agora, mesmo que me encontrasse, eu não me reconheceria. Comecei a fazer coisas que até eu duvidaria, se fosse eu. O que mais gostava de ouvir das pessoas espantadas com a minha mudança era: “Nem parece você”. Claro que não parecia eu. Eu não era eu. Eu era outro! Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade.

       A verdade é que estar longe dos meus olhos me deixou fora de mim. Ou fora do outro. E um dia ouvi uma mulher indignada com o meu assédio gritar: “Você não se enxerga, não?.” Foi uma revelação. Claro, era isso. Eu não estava sumido. Eu simplesmente não me enxergava. Como podia me encontrar nos lugares onde me procurava se não me enxergava? 

     Todo aquele tempo eu estivera lá·, presente, embaixo, por assim dizer, do meu nariz, e não me vira. Por um lado, fiquei aliviado. Eu estava vivo e bem, não precisava me preocupar. Por outro lado, foi uma decepção. Concluí que não tem jeito, estamos sempre, irremediavelmente, conosco, mesmo quando pensamos ter nos livrado de nós. A gente não desaparece. A gente às vezes só não se enxerga. 




VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 

Considerando-se seu significado, a palavra “até”, em “Comecei a fazer coisas que até eu duvidaria, se fosse eu.”, tem função de: 
Alternativas
Q3320737 Português
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Sumido 

        Me dei disseram “Você anda sumido” e me conta de que era verdade. Eu também, fazia tempo que não me via. O que teria acontecido comigo? Não me encontrava nos lugares em que costumava ir. Perguntava por mim e as pessoas diziam que havia tempo não me viam. E faziam  a pergunta: “Que fim você levou?”. Eu não tinha a menor ideia. A última vez que me vira fora, deixa ver... Eu não me lembrava!

      Eu  teria morrido? Impossível, na última vez em que me vira eu estava bem. Não tinha, que eu soubesse, nenhum problema grave de saúde. E, mesmo, eu teria visto o convite para o meu enterro no jornal. O nome fatalmente me chamaria a atenção.

        Eu podia ter mudado de cidade. Era isso. Podia ter ido para outro lugar, podia estar em outro lugar naquele momento. Mas por que iria embora assim, sem dizer nada para ninguém, sem me despedir nem de mim? Sempre fomos muito ligados. 

    No  outro dia fui a um lugar que eu costumava frequentar muito e perguntei se tinham me visto. Não era gente conhecida, precisei me descrever. Não foi difícil porque me usei como modelo. “Eu sou um cara, assim, como eu. Mesma altura, tudo.” Não tinham me visto. Que coisa. Pensei: como é que alguém pode simplesmente desaparecer desse jeito? Foi então que comecei, confesso, a pensar nas vantagens de estar sumido.

       Não me encontrar em lugar algum me dava uma espécie de liberdade. Podia fazer o que bem entendesse, sem o risco de dar comigo e eu dizer “Você, hein?” e eu ser obrigado a me dizer alguma coisa como “Vai ver se eu não estou lá na esquina”. Mudei por completo de comportamento. Me tornei outro! Que maravilha. Agora, mesmo que me encontrasse, eu não me reconheceria. Comecei a fazer coisas que até eu duvidaria, se fosse eu. O que mais gostava de ouvir das pessoas espantadas com a minha mudança era: “Nem parece você”. Claro que não parecia eu. Eu não era eu. Eu era outro! Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade.

       A verdade é que estar longe dos meus olhos me deixou fora de mim. Ou fora do outro. E um dia ouvi uma mulher indignada com o meu assédio gritar: “Você não se enxerga, não?.” Foi uma revelação. Claro, era isso. Eu não estava sumido. Eu simplesmente não me enxergava. Como podia me encontrar nos lugares onde me procurava se não me enxergava? 

     Todo aquele tempo eu estivera lá·, presente, embaixo, por assim dizer, do meu nariz, e não me vira. Por um lado, fiquei aliviado. Eu estava vivo e bem, não precisava me preocupar. Por outro lado, foi uma decepção. Concluí que não tem jeito, estamos sempre, irremediavelmente, conosco, mesmo quando pensamos ter nos livrado de nós. A gente não desaparece. A gente às vezes só não se enxerga. 




VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, há inadequação da colocação pronominal no excerto: 
Alternativas
Q3320736 Português
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Sumido 

        Me dei disseram “Você anda sumido” e me conta de que era verdade. Eu também, fazia tempo que não me via. O que teria acontecido comigo? Não me encontrava nos lugares em que costumava ir. Perguntava por mim e as pessoas diziam que havia tempo não me viam. E faziam  a pergunta: “Que fim você levou?”. Eu não tinha a menor ideia. A última vez que me vira fora, deixa ver... Eu não me lembrava!

      Eu  teria morrido? Impossível, na última vez em que me vira eu estava bem. Não tinha, que eu soubesse, nenhum problema grave de saúde. E, mesmo, eu teria visto o convite para o meu enterro no jornal. O nome fatalmente me chamaria a atenção.

        Eu podia ter mudado de cidade. Era isso. Podia ter ido para outro lugar, podia estar em outro lugar naquele momento. Mas por que iria embora assim, sem dizer nada para ninguém, sem me despedir nem de mim? Sempre fomos muito ligados. 

    No  outro dia fui a um lugar que eu costumava frequentar muito e perguntei se tinham me visto. Não era gente conhecida, precisei me descrever. Não foi difícil porque me usei como modelo. “Eu sou um cara, assim, como eu. Mesma altura, tudo.” Não tinham me visto. Que coisa. Pensei: como é que alguém pode simplesmente desaparecer desse jeito? Foi então que comecei, confesso, a pensar nas vantagens de estar sumido.

       Não me encontrar em lugar algum me dava uma espécie de liberdade. Podia fazer o que bem entendesse, sem o risco de dar comigo e eu dizer “Você, hein?” e eu ser obrigado a me dizer alguma coisa como “Vai ver se eu não estou lá na esquina”. Mudei por completo de comportamento. Me tornei outro! Que maravilha. Agora, mesmo que me encontrasse, eu não me reconheceria. Comecei a fazer coisas que até eu duvidaria, se fosse eu. O que mais gostava de ouvir das pessoas espantadas com a minha mudança era: “Nem parece você”. Claro que não parecia eu. Eu não era eu. Eu era outro! Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade.

       A verdade é que estar longe dos meus olhos me deixou fora de mim. Ou fora do outro. E um dia ouvi uma mulher indignada com o meu assédio gritar: “Você não se enxerga, não?.” Foi uma revelação. Claro, era isso. Eu não estava sumido. Eu simplesmente não me enxergava. Como podia me encontrar nos lugares onde me procurava se não me enxergava? 

     Todo aquele tempo eu estivera lá·, presente, embaixo, por assim dizer, do meu nariz, e não me vira. Por um lado, fiquei aliviado. Eu estava vivo e bem, não precisava me preocupar. Por outro lado, foi uma decepção. Concluí que não tem jeito, estamos sempre, irremediavelmente, conosco, mesmo quando pensamos ter nos livrado de nós. A gente não desaparece. A gente às vezes só não se enxerga. 




VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 

O tipo de figura de linguagem utilizada em “Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade.” é: 
Alternativas
Q3320735 Português
Leia o  texto a seguir para responder à questão.

Sumido 

        Me dei disseram “Você anda sumido” e me conta de que era verdade. Eu também, fazia tempo que não me via. O que teria acontecido comigo? Não me encontrava nos lugares em que costumava ir. Perguntava por mim e as pessoas diziam que havia tempo não me viam. E faziam  a pergunta: “Que fim você levou?”. Eu não tinha a menor ideia. A última vez que me vira fora, deixa ver... Eu não me lembrava!

      Eu  teria morrido? Impossível, na última vez em que me vira eu estava bem. Não tinha, que eu soubesse, nenhum problema grave de saúde. E, mesmo, eu teria visto o convite para o meu enterro no jornal. O nome fatalmente me chamaria a atenção.

        Eu podia ter mudado de cidade. Era isso. Podia ter ido para outro lugar, podia estar em outro lugar naquele momento. Mas por que iria embora assim, sem dizer nada para ninguém, sem me despedir nem de mim? Sempre fomos muito ligados. 

    No  outro dia fui a um lugar que eu costumava frequentar muito e perguntei se tinham me visto. Não era gente conhecida, precisei me descrever. Não foi difícil porque me usei como modelo. “Eu sou um cara, assim, como eu. Mesma altura, tudo.” Não tinham me visto. Que coisa. Pensei: como é que alguém pode simplesmente desaparecer desse jeito? Foi então que comecei, confesso, a pensar nas vantagens de estar sumido.

       Não me encontrar em lugar algum me dava uma espécie de liberdade. Podia fazer o que bem entendesse, sem o risco de dar comigo e eu dizer “Você, hein?” e eu ser obrigado a me dizer alguma coisa como “Vai ver se eu não estou lá na esquina”. Mudei por completo de comportamento. Me tornei outro! Que maravilha. Agora, mesmo que me encontrasse, eu não me reconheceria. Comecei a fazer coisas que até eu duvidaria, se fosse eu. O que mais gostava de ouvir das pessoas espantadas com a minha mudança era: “Nem parece você”. Claro que não parecia eu. Eu não era eu. Eu era outro! Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade.

       A verdade é que estar longe dos meus olhos me deixou fora de mim. Ou fora do outro. E um dia ouvi uma mulher indignada com o meu assédio gritar: “Você não se enxerga, não?.” Foi uma revelação. Claro, era isso. Eu não estava sumido. Eu simplesmente não me enxergava. Como podia me encontrar nos lugares onde me procurava se não me enxergava? 

     Todo aquele tempo eu estivera lá·, presente, embaixo, por assim dizer, do meu nariz, e não me vira. Por um lado, fiquei aliviado. Eu estava vivo e bem, não precisava me preocupar. Por outro lado, foi uma decepção. Concluí que não tem jeito, estamos sempre, irremediavelmente, conosco, mesmo quando pensamos ter nos livrado de nós. A gente não desaparece. A gente às vezes só não se enxerga. 




VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 

No penúltimo parágrafo do texto, o narrador: 
Alternativas
Q3320734 Português
Leia o  texto a seguir para responder à questão.

Sumido 

        Me dei disseram “Você anda sumido” e me conta de que era verdade. Eu também, fazia tempo que não me via. O que teria acontecido comigo? Não me encontrava nos lugares em que costumava ir. Perguntava por mim e as pessoas diziam que havia tempo não me viam. E faziam  a pergunta: “Que fim você levou?”. Eu não tinha a menor ideia. A última vez que me vira fora, deixa ver... Eu não me lembrava!

      Eu  teria morrido? Impossível, na última vez em que me vira eu estava bem. Não tinha, que eu soubesse, nenhum problema grave de saúde. E, mesmo, eu teria visto o convite para o meu enterro no jornal. O nome fatalmente me chamaria a atenção.

        Eu podia ter mudado de cidade. Era isso. Podia ter ido para outro lugar, podia estar em outro lugar naquele momento. Mas por que iria embora assim, sem dizer nada para ninguém, sem me despedir nem de mim? Sempre fomos muito ligados. 

    No  outro dia fui a um lugar que eu costumava frequentar muito e perguntei se tinham me visto. Não era gente conhecida, precisei me descrever. Não foi difícil porque me usei como modelo. “Eu sou um cara, assim, como eu. Mesma altura, tudo.” Não tinham me visto. Que coisa. Pensei: como é que alguém pode simplesmente desaparecer desse jeito? Foi então que comecei, confesso, a pensar nas vantagens de estar sumido.

       Não me encontrar em lugar algum me dava uma espécie de liberdade. Podia fazer o que bem entendesse, sem o risco de dar comigo e eu dizer “Você, hein?” e eu ser obrigado a me dizer alguma coisa como “Vai ver se eu não estou lá na esquina”. Mudei por completo de comportamento. Me tornei outro! Que maravilha. Agora, mesmo que me encontrasse, eu não me reconheceria. Comecei a fazer coisas que até eu duvidaria, se fosse eu. O que mais gostava de ouvir das pessoas espantadas com a minha mudança era: “Nem parece você”. Claro que não parecia eu. Eu não era eu. Eu era outro! Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade.

       A verdade é que estar longe dos meus olhos me deixou fora de mim. Ou fora do outro. E um dia ouvi uma mulher indignada com o meu assédio gritar: “Você não se enxerga, não?.” Foi uma revelação. Claro, era isso. Eu não estava sumido. Eu simplesmente não me enxergava. Como podia me encontrar nos lugares onde me procurava se não me enxergava? 

     Todo aquele tempo eu estivera lá·, presente, embaixo, por assim dizer, do meu nariz, e não me vira. Por um lado, fiquei aliviado. Eu estava vivo e bem, não precisava me preocupar. Por outro lado, foi uma decepção. Concluí que não tem jeito, estamos sempre, irremediavelmente, conosco, mesmo quando pensamos ter nos livrado de nós. A gente não desaparece. A gente às vezes só não se enxerga. 




VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 

O desaparecimento retratado no texto é uma forma figurada de se referir: 
Alternativas
Q3252728 Administração Pública
Marta Arretche, em *"Tendências no estudo sobre avaliação"*, analisa as diferentes abordagens e desafios da avaliação de políticas sociais. Assinale a alternativa que descreve corretamente a importância da avaliação nesse contexto. 
Alternativas
Q3252726 Pedagogia
Faour e Camba, em "O diretor escolar e a formação dos professores na escola: compromisso social e político", abordam o papel do diretor na formação continuada dos professores, destacando seu compromisso social e político. Acerca do assunto, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
(__) O diretor escolar, além de suas funções administrativas, desempenha um papel importante na formação continuada dos professores, criando oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento profissional dentro da escola.
(__) A formação continuada dos professores deve se concentrar em aspectos técnicos e pedagógicos, desconsiderando as dimensões sociais e políticas da educação.
(__) O diretor escolar deve se eximir de responsabilidades na formação dos professores, delegando essa tarefa exclusivamente aos coordenadores pedagógicos e aos órgãos superiores de gestão da educação.
(__) A formação continuada dos professores contribui para a construção de uma escola democrática e de qualidade social, que atenda às necessidades da comunidade.

A sequência está correta em:
Alternativas
Q3252724 Pedagogia
Miguel Gonzalez Arroyo, em "Gestão da Educação com Justiça Social. Que Gestão dos Injustiçados?", defende uma gestão da educação que promova a justiça social e a inclusão dos historicamente injustiçados. Acerca do assunto, marque (V), para as afirmativas verdadeiras, e (F), para as falsas.
(__) A gestão da educação com justiça social deve se pautar em princípios meritocráticos, garantindo que os alunos sejam avaliados e recompensados com base em seus méritos individuais, independentemente de sua origem social.
(__) A gestão da educação deve reconhecer e valorizar a diversidade, combatendo todas as formas de discriminação e preconceito, promovendo a inclusão de grupos historicamente marginalizados.
(__) A gestão da educação com justiça social exige uma mudança de paradigma, que questione as estruturas de poder e as desigualdades sociais que se reproduzem na escola.
(__) A gestão da educação deve ser um instrumento de democratização da sociedade, garantindo o acesso, a permanência e o sucesso escolar de todos os alunos, especialmente daqueles que são historicamente excluídos.

A sequência está correta em:
Alternativas
Q3252723 Pedagogia
Considerando as diferentes perspectivas sobre políticas educacionais, analise as afirmativas a seguir:
I. As políticas educacionais são influenciadas por fatores sociais, econômicos e políticos, refletindo as relações de poder e os interesses em disputa na sociedade.
II. As políticas educacionais podem contribuir para a democratização da educação, promovendo o acesso, a permanência e o sucesso escolar de todos os alunos.
III. As políticas educacionais são neutras e isentas de ideologias, visando exclusivamente à melhoria da qualidade da educação.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3252722 Pedagogia
Vitor Henrique Paro, em sua obra *"Gestão democrática da escola pública"*, defende que a participação da comunidade escolar é essencial para a construção de uma escola democrática e de qualidade. Analise as afirmativas abaixo, em seguida, assinale a alternativa correta.
I. A gestão democrática, segundo Paro, implica na participação efetiva de todos os atores da comunidade escolar − professores, alunos, pais, funcionários − nas decisões que afetam a escola.
II. A participação da comunidade na gestão escolar contribui para a construção de um projeto político-pedagógico que atenda às necessidades e aos interesses da comunidade.
III. A gestão democrática da escola pública é um instrumento de democratização da sociedade, promovendo a participação cidadã e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Alternativas
Q3252721 Pedagogia
A obra "Políticas Públicas e Gestão da Educação", publicada pela Liber Livro Autores em 2011, aborda a importância da gestão democrática e da participação da comunidade na construção de uma educação de qualidade. Analise as afirmativas a seguir.
I. A gestão democrática da educação pressupõe a participação de todos os atores da comunidade escolar − professores, alunos, pais, funcionários − na tomada de decisões, contribuindo para a construção de um projeto político-pedagógico que atenda às necessidades da escola.
II. A centralização das decisões nas mãos do diretor da escola é a forma mais eficiente de gestão, pois garante a agilidade e a coerência das ações, evitando conflitos e divergências entre os membros da comunidade escolar.
III. A participação dos pais na gestão da escola deve se limitar ao acompanhamento do desempenho escolar dos filhos, sem interferir nas decisões pedagógicas e administrativas, que são de responsabilidade dos profissionais da educação.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3252716 Pedagogia
Paulo Roberto Padilha, em "Planejamento dialógico: como construir o projeto político-pedagógico da escola", defende a importância da participação da comunidade escolar na construção do projeto político-pedagógico (PPP). Acerca do planejamento dialógico, marque (V), para as afirmativas verdadeiras, e (F), para as falsas.
(__) O planejamento dialógico deve ser elaborado exclusivamente pela equipe gestora da escola, com base em modelos pré-definidos, garantindo a uniformidade e a padronização dos PPPs.
(__) O planejamento dialógico prioriza a dimensão técnica do planejamento, com foco na definição de objetivos, metas e estratégias, desconsiderando as dimensões políticas e sociais do processo educativo.
(__) O planejamento dialógico busca a neutralidade e a imparcialidade na construção do PPP, evitando debates e conflitos que possam comprometer a harmonia da comunidade escolar.
(__) O planejamento dialógico é um processo contínuo de reflexão e ação, que envolve a participação de todos os atores da comunidade escolar na construção de um projeto educativo que atenda às necessidades e aos anseios da comunidade.

A sequência está correta em:
Alternativas
Q3252711 Pedagogia
Considerando as diferentes perspectivas de Piaget e Vygotsky sobre o desenvolvimento cognitivo, analise as afirmativas a seguir.
I. Para Piaget, a interação social desempenha o papel mais importante, sendo o elemento central de seu modelo de desenvolvimento cognitivo, impulsionando a construção de novas estruturas mentais por meio da colaboração e da troca de conhecimentos entre os indivíduos.
II. Vygotsky destaca a importância da mediação cultural no desenvolvimento cognitivo, enfatizando o papel da linguagem e dos instrumentos simbólicos na internalização de conceitos e na construção do pensamento.
III. Piaget e Vygotsky concordam que o desenvolvimento cognitivo ocorre em estágios universais e lineares, determinados biologicamente, que se manifestam em todas as culturas da mesma forma e na mesma sequência.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3252707 Pedagogia
Em "Política e educação: ensaios", Paulo Freire defende que a educação deve ser um ato político. Assinale a alternativa que melhor representa essa concepção.
Alternativas
Q3252706 Pedagogia
Maria Teresa Égler Mantoan, em Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer?, defende uma inclusão escolar que vá além do acesso à escola, garantindo a participação e a aprendizagem de todos os alunos. Analise as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
I.A inclusão escolar, na perspectiva de Mantoan, pressupõe a transformação da escola em um espaço que acolha a diversidade e valorize as diferenças, promovendo a aprendizagem de todos os alunos, com ou sem deficiência.
II.A inclusão escolar se efetiva com a criação de classes especiais para alunos com deficiência, separando-os dos demais alunos para que recebam atendimento individualizado de acordo com suas necessidades específicas.
III.A inclusão escolar, segundo Mantoan, implica em adaptar os alunos com deficiência ao ambiente escolar, de modo que se ajustem às normas e aos métodos de ensino tradicionais, garantindo a uniformidade do processo educativo.
Alternativas
Q3252705 Pedagogia
Jussara Hoffmann, em sua obra "Avaliação Mediadora: Uma Prática em Construção da Pré-escola à Universidade", defende uma mudança de paradigma na avaliação escolar. Assinale a alternativa que descreve corretamente a concepção de avaliação mediadora proposta pela autora.
Alternativas
Q3252704 Comunicação Social
Considerando o impacto das "fake news" no contexto da pandemia, analise as afirmativas a seguir.
I. A proliferação de "fake news" durante a pandemia evidenciou a necessidade de desenvolver habilidades de letramento digital para avaliar criticamente a informação e identificar notícias falsas.
II. O excesso de informação disponível na internet sempre facilita a identificação de notícias falsas, pois todos comparam diferentes fontes e perspectivas antes de acreditar em algo.
III. As "fake news" relacionadas à pandemia tiveram pouco impacto na vida das pessoas, restringindo-se à disseminação de informações falsas apenas sobre o vírus.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3252701 Pedagogia
A Lei nº 13.005/14 aprovou o Plano Nacional de Educação − PNE. Acerca do assunto, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
(__) A meta 1 é universalizar, até 2024, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE.
(__) A meta 2 consiste em universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE.
(__) A meta 4 é universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, obrigatoriamente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados.
(__) A meta 3 é universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por cento).

A sequência está correta em:
Alternativas
Q3252698 Educação Física
Acerca das hipóteses em que a educação física será facultativa ao aluno, nos termos da Lei nº 10.793/03, analise as afirmativas a seguir.
I. Que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas.
II. Maior de vinte anos de idade.
III. Que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, estiver obrigado à prática da educação física.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
1341: C
1342: B
1343: E
1344: C
1345: A
1346: A
1347: C
1348: D
1349: D
1350: D
1351: D
1352: C
1353: B
1354: A
1355: C
1356: B
1357: D
1358: B
1359: D
1360: C