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Ano: 2026 Banca: UEPB Órgão: UEPB Prova: UEPB - 2026 - UEPB - Nutricionista |
Q4208641 Nutrição
Os óleos e as gorduras são substâncias insolúveis em água, provenientes de alimentos de origem animal ou vegetal, formados predominantemente de produtos de condensação entre glicerol e ácidos graxos, chamados triglicerídeos. De acordo com a técnica dietética dos óleos e gorduras, analise as assertivas abaixo.

I- Os óleos e as gorduras são substâncias insolúveis em água, provenientes de alimentos de origem animal ou vegetal, formados predominantemente de produtos de condensação entre glicerol e ácidos graxos, chamados triglicerídeos.
II- Os óleos e gorduras exercem múltiplas funções na técnica dietética, contribuindo para o sabor e a aceitação dos alimentos. Proporcionam uma sensação agradável ao paladar, com textura mais macia e aveludada, além de potencializarem e integrarem os sabores de outros ingredientes. Também conferem características sensoriais importantes, como crocância, brilho e cremosidade.
III- As propriedades funcionais dos óleos e gorduras não dependem da estrutura e das propriedades físico-químicas dos ácidos graxos que os compõem, e sua funcionalidade determina as propriedades culinárias.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UEPB Órgão: UEPB Prova: UEPB - 2026 - UEPB - Nutricionista |
Q4208640 Nutrição
O açúcar pode ser proveniente de diversas plantas, mas o açúcar branco, proveniente da cana-de-açúcar, é o mais comumente usado na culinária, o chamado açúcar de mesa. Sobre este produto, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UEPB Órgão: UEPB Prova: UEPB - 2026 - UEPB - Nutricionista |
Q4208639 Nutrição
O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) é uma iniciativa governamental de adesão voluntária que promove a saúde e previne doenças relacionadas ao trabalho, por meio da concessão de incentivos fiscais às empresas participantes. Com base nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UEPB Órgão: UEPB Prova: UEPB - 2026 - UEPB - Nutricionista |
Q4208638 Nutrição
Os programas de educação alimentar e nutricional podem ser desenvolvidos em curto ou longo prazo, e mesmo aqueles de curta duração podem levar anos para gerar mudanças na população-alvo. Por isso, torna-se fundamental mensurar seus resultados, processo denominado avaliação. Sobre o tema, analise as assertivas a seguir:

I- A avaliação é contínua e ocorre desde a implementação das estratégias de intervenção, com o objetivo de verificar o alcance dos resultados em relação aos objetivos previamente estabelecidos. Nesse contexto, avaliar envolve medir, comparar e tirar conclusões.
II- O processo de avaliação deve comparar uma situação final com a inicial. Para isso, é necessário determinar instrumentos e critérios.
III- Avaliação diagnóstica: é feita no início do programa e fornece subsídios para a elaboração de todo o programa. Determina a situação-problema, os componentes do comportamento alimentar (cognitivo, afetivo, situacional) e as características da população-alvo e do local

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UEPB Órgão: UEPB Prova: UEPB - 2026 - UEPB - Nutricionista |
Q4208637 Nutrição
Produtos alimentícios industrializados são aqueles obtidos após o tratamento físico-químico da matéria-prima, resultantes de uma sequência de operações unitárias e reações químicas, que podem ou não alterar suas características e composição. Os alimentos industrializados podem ser classificados de acordo com nível  de alteração. Com base nesse contexto, analise as assertivas.

I- Sem modificação: tratamentos industriais não interferem em suas características, como embalagem – ovos, hortaliças, água mineral.
II- Com grandes modificações: sofrem modificações durante o processamento que alteram características físico-químicas e estruturais nas macromoléculas, pasteurizados, esterilizados, salgados e defumados.
III- Transformados: após industrializados não apresentam nenhuma característica da matéria-prima de origem. São obtidos por processos que transformam matérias-primas em produtos novos, como alimentos e bebidas fermentados.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UEPB Órgão: UEPB Prova: UEPB - 2026 - UEPB - Nutricionista |
Q4208636 Nutrição
As Boas Práticas de Manipulação (BPMs) consistem em práticas de higiene reconhecidas internacionalmente, recomendadas para o controle higiênico-sanitário dos alimentos. Conhecidas desde a década de 1950, abrangem um conjunto de normas e procedimentos que devem ser cumpridos para assegurar a produção de alimentos em condições adequadas de higiene e segurança. Sobre BPMs análise as assertivas abaixo.

I- Boas Práticas (BP) são normas de procedimentos para atingir um determinado padrão de identidade e qualidade de um produto e/ou um serviço na área de alimentação, cuja eficácia e efetividade devem ser avaliadas por meio de inspeção e/ou investigação.
II- O objetivo principal das Boas Práticas de Fabricação não é evitar contaminações, mas apenas padronizar processos administrativos.
III- As Boas Práticas de Fabricação são consideradas como pré-requisito fundamental para a implantação de outros programas de qualidade, como o programa Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), uma vez que proporcionam controle das condições operacionais para a obtenção de produtos seguros.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UEPB Órgão: UEPB Prova: UEPB - 2026 - UEPB - Nutricionista |
Q4208635 Nutrição
As bactérias podem estar presentes em diversos alimentos e encontram nas condições da cozinha, como temperatura e umidade, um ambiente favorável para sua sobrevivência e multiplicação. Sobre esse tema, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4208253 Português
Leia o Texto I para responder à questão:

Texto I

O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.
    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.
    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.
    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.
    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.
    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”. 
    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.


Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].
Analise as alternativas e assinale a CORRETAacerca das relações coesivas observadas no Texto I.
Alternativas
Q4208248 Português
Leia o Texto I para responder à questão:

Texto I

O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.
    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.
    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.
    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.
    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.
    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”. 
    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.


Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].
Considerando o fragmento “Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples” (1º parágrafo), analise as reformulações apresentadas a seguir e assinale a alternativa que reúne as reformulações que preservam a organização dos termos sem prejuízo à clareza e ao sentido original.

I- O governo federal, em novembro de 2025, aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples.
II- O governo federal aprovou, em novembro de 2025, a Política Nacional de Linguagem Simples.
III- O governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples em novembro de 2025.
IV- O governo federal aprovou a Política Nacional, em novembro de 2025, de Linguagem Simples.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4208247 Português
Leia o Texto I para responder à questão:

Texto I

O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.
    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.
    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.
    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.
    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.
    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”. 
    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.


Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].
De acordo com as ideias desenvolvidas no Texto I, a produção de textos pouco compreensíveis pode decorrer de diferentes fatores. A esse respeito, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4208246 Português
Leia o Texto I para responder à questão:

Texto I

O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.
    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.
    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.
    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.
    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.
    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”. 
    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.


Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].
No fragmento “Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados” (4º parágrafo), o autor expressa uma avaliação acerca das recomendações relacionadas ao emprego de uma linguagem simples. Com base nesse fragmento e em seu contexto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4208245 Português
Leia o Texto I para responder à questão:

Texto I

O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.
    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.
    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.
    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.
    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.
    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”. 
    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.


Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].
Assinale a assertiva CORRETAem relação aos propósitos comunicativos do Texto I. 
Alternativas
Q4200246 Nutrição
O crescimento e o desenvolvimento de recém-nascidos e lactentes são acompanhados por importantes adaptações fisiológicas que influenciam o estado nutricional, a digestão, a função renal e o padrão alimentar durante o primeiro ano de vida. Com base nesses aspectos, analise as afirmativas a seguir.

I. É esperado que recém-nascidos saudáveis apresentem perda de peso nos primeiros dias de vida, geralmente em torno de 7% da massa corporal ao nascer, recuperando esse peso entre o 7º e o 10º dia de vida. Perdas superiores a 10% merecem investigação quanto à adequação da alimentação.
II. A capacidade do estômago aumenta progressivamente ao longo do primeiro ano de vida, passando de aproximadamente 10 a 20 mL ao nascimento para cerca de 200 mL aos 12 meses, o que favorece maior intervalo entre as mamadas com o crescimento.
III. Ao nascimento, a atividade da enzima lactase já é suficiente para a digestão da lactose, enquanto a produção de amilase pancreática permanece reduzida durante os primeiros meses de vida. Nessa fase, a digestão do amido é parcialmente compensada pela ação da amilase salivar e pela fermentação realizada pela microbiota intestinal.
IV. A função renal do recém-nascido ainda é imatura nas primeiras semanas de vida, apresentando menor capacidade de concentrar a urina. Essa característica aumenta a susceptibilidade à desidratação, especialmente em situações como episódios de diarreia ou preparo inadequado de fórmulas infantis com concentração excessiva.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4200245 Nutrição
As modificações no estilo de vida constituem uma das principais estratégias para a prevenção e o tratamento da hipertensão arterial, sendo as intervenções alimentares fundamentais para o controle dos níveis pressóricos e para a redução do risco cardiovascular.

Com base nas recomendações nutricionais relacionadas ao manejo da hipertensão arterial sistêmica, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4200244 Nutrição
A terapia nutricional desempenha papel fundamental no manejo do diabetes mellitus tipo 2 (DM2), sendo indicada desde a fase de pré-diabetes até os estágios mais avançados da doença. As intervenções alimentares contribuem para a prevenção da progressão do quadro, para o controle da glicemia e para a melhora da resposta ao tratamento medicamentoso.

Com base nas recomendações atuais para a terapia nutricional no diabetes mellitus tipo 2, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4200243 Nutrição
Durante a gravidez, as necessidades nutricionais da mulher aumentam em razão das adaptações fisiológicas que ocorrem para garantir o adequado desenvolvimento do feto e a manutenção da saúde materna. Dessa forma, o conhecimento das funções e das recomendações dos principais nutrientes é indispensável para a prática do nutricionista.

Relacione os nutrientes apresentados na Coluna 1 com as descrições correspondentes na Coluna 2.

Coluna 1
1. Proteínas
2. Folato
3. Ferro
4. Carboidratos

Coluna 2
( ) A ingestão insuficiente desse nutriente está relacionada ao aumento do risco de defeitos do tubo neural e de anemia megaloblástica. Como medida de saúde pública, sua adição às farinhas de trigo e milho tornou-se obrigatória.
( ) Suas necessidades aumentam durante a gestação devido ao crescimento dos tecidos maternos e fetais, podendo ser necessária uma ingestão aproximadamente 25 g superior à recomendada para mulheres não gestantes.
( ) Trata-se de um mineral indispensável para a formação da hemoglobina e para o transporte de oxigênio. Durante a gestação, sua demanda é elevada em decorrência da expansão do NUTRICIONISTA Prefeitura Municipal de Clevelândia PSS-2026 volume sanguíneo materno e do desenvolvimento fetal.
( ) A recomendação diária é de aproximadamente 175 g, quantidade considerada suficiente para manter a glicemia materna e evitar a formação excessiva de corpos cetônicos, devendo representar cerca de 45% a 65% do valor energético total da dieta.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q4200242 Nutrição
O recordatório alimentar de 24 horas é um dos métodos mais utilizados para investigar o consumo alimentar de indivíduos, sendo empregado tanto em pesquisas científicas quanto na prática clínica. Entretanto, suas vantagens e limitações devem ser consideradas para que os resultados sejam interpretados corretamente.

Com base nas características desse método de avaliação do consumo alimentar, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4200241 Nutrição
A Resolução RDC nº 216/2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), estabelece as normas de Boas Práticas para os serviços de alimentação, com o objetivo de garantir a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos oferecidos à população. O conhecimento dos conceitos definidos por essa regulamentação é indispensável para a atuação do nutricionista na gestão e no controle dos processos de produção de refeições.

Com base nas definições previstas na RDC nº 216/2004, assinale a alternativa que apresenta a associação correta entre o conceito e sua respectiva descrição.
Alternativas
Q4200240 Nutrição
As necessidades nutricionais variam ao longo das diferentes fases da vida, acompanhando as mudanças fisiológicas relacionadas ao crescimento, ao desenvolvimento, à manutenção do organismo e ao envelhecimento.

Considerando essas particularidades, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4200239 Nutrição
O selênio e o zinco são microminerais indispensáveis ao funcionamento adequado do organismo, participando de mecanismos relacionados à proteção celular, ao metabolismo e à resposta imunológica. O selênio atua como componente de uma importante enzima antioxidante, enquanto o zinco está diretamente envolvido na reparação dos tecidos e em diversos processos fisiológicos.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas a seguir.

O selênio faz parte da enzima ____________, responsável pela proteção contra o estresse oxidativo, enquanto o zinco exerce papel importante na ____________, contribuindo para a recuperação dos tecidos e para o adequado funcionamento do sistema imunológico.
Alternativas
Respostas
241: E
242: A
243: C
244: D
245: A
246: B
247: D
248: D
249: A
250: B
251: E
252: E
253: A
254: A
255: B
256: D
257: C
258: B
259: B
260: C