Questões de Concurso
Comentadas para fonoaudiólogo
Foram encontradas 23.704 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Considere o seguinte texto:
Nos últimos anos, tem sido prioridade em muitos países a atenção à saúde dos escolares. Entre as práticas fonoaudiológicas, destaca-se a Triagem Auditiva (TA) nessa população. Além da avaliação audiométrica, outros procedimentos são comumente utilizados em programas de TA em escolares.
LACERDA, A.B.M.; CARDOSO, A.C.V. Saúde auditiva no contexto da educação: práticas voltadas à promoção e à prevenção. In: SCHOCHAT, E. et al (Org). Tratado de Audiologia. 3. ed. Santana de Parnaíba (SP): Manole, 2022, p. 376-393.
Quais são os outros procedimentos comumente utilizados em programas de TA em escolares, além da audiometria tonal e da otoscopia?
Durante o desenvolvimento da linguagem da criança, ocorrem processos fonológicos, como /faka/ - /paka/. Esse processo, em específico, trata-se de:
Conselhos de Saúde são órgãos colegiados compostos de representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais da saúde e usuários, atuando na formulação de estratégias e no controle de execução da política de saúde na instância correspondente. Conforme manual do Conselho Nacional de Saúde, a manifestação de aprovação, reconhecimento ou repúdio a respeito de determinado assunto ou fato é denominada:
A Constituição Federal de 1988 estabeleceu o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem como princípios a universalidade, a equidade e a integralidade, além de diretrizes como a descentralização, a regionalização e a hierarquização do sistema, bem como o controle social. Assim, em 1990, foi regulamentada a Lei n.º 8.142, que:
Para pacientes com disfagias, há indicações terapêuticas com estratégias facilitadoras da deglutição. Uma dessas estratégias solicita ao paciente que utilize uma força de contração parecida com a utilizada na defecação, a fim de auxiliar na abertura do esfíncter esofágico superior, aumentando, assim, a contração dos grupos musculares adjacentes. Tal estratégia terapêutica refere-se a/à:
Em geral, desde que sejam feitas mudanças comportamentais, lesões fonotraumáticas não são recorrentes. Sobre essas lesões, assinale a alternativa correta.
Nos casos de fissura labiopalatina, destaca-se a avaliação da função velofaríngea. A cinta velofaríngea, quando acionada, envolve elevação e posteriorização do véu palatino, medialização das paredes laterais e anteriorização da parede posterior da faringe, o que resulta na classificação dos padrões de fechamento velofaríngeo durante a produção da fala. Sobre esses padrões, assinale a alternativa correta.
O procedimento de videofluoroscopia define a anatomia e a fisiologia da deglutição, contribuindo no entendimento do diagnóstico, no grau de severidade, na etiologia da disfunção e na reabilitação do paciente disfágico. A interpretação de seus achados pode ser classificada em alterações da fase preparatória, oral e faríngea. São alterações observadas na fase faríngea, EXCETO:
Os músculos da mastigação são:
A literatura fonoaudiológica apresenta estudos acerca de aquisição dos fonemas pelas crianças em relação às idades em que são adquiridos. Assinale a alternativa que relaciona corretamente o fonema em posição de onset adquirido (símbolo fonético) e a idade (ano:mês) da criança quando o adquire.
Considerando a anatomia da laringe, é correto afirmar:
As alterações de linguagem nos pacientes com afasia são variadas, sendo que, entre as mais frequentes, verificam-se estereotipias, neologismos, jargão, parafasias e ecolalia. Sobre essas alterações, assinale a alternativa correta
A Escala GRBAS, que apresenta os itens Grade, Roughness, Breathiness, Asteny e Strain, avalia o grau de desvio vocal, empregando uma escala de quatro pontos, sendo 0 = sem desvio e 3 = desvio intenso. Sobre esses itens, é correto afirmar:
No tratamento da disfagia, há manobras que modificam o mecanismo da deglutição, como a manobra de Masako. Assinale a alternativa que apresenta a forma correta de realizá-la.
O leite materno é dividido em três fases — colostro, leite de transição e leite maduro —, de acordo com a fase da amamentação e sua composição. É correto afirmar que o “leite de transição”:
Assinale a alternativa que apresenta as características que diferenciam um quadro de apraxia de outros distúrbios da fala.
Um proprietário possui um terreno de, precisamente, 300 m², com a forma de um trapézio isósceles em que a base maior é o dobro da base menor, que é, por sua vez, exatamente igual a 20 m. Qual o perímetro desse terreno?
O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.
O destino de ser mãe
A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.
Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.
Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]
Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.
Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.
No que diz respeito às relações de coesão textual, o termo “dela”, destacado no último parágrafo, é referente a:
O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.
O destino de ser mãe
A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.
Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.
Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]
Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.
Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.
O termo “que”, destacado no primeiro parágrafo, é relativo a:
O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.
O destino de ser mãe
A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.
Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.
Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]
Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.
Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.
O termo “confluíram”, destacado no segundo parágrafo, é empregado no texto com o sentido de: