Questões de Concurso
Comentadas para arquiteto
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Acerca da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção correta.
I – Criada pela Lei n.º 5.194/66, a ART serve para registro do acervo técnico do profissional, definindo suas responsabilidades em uma obra. II – A ART substitui o contrato convencional, servindo de comprovante para questões do Código de Defesa do Consumidor.
III – A ART é também um documento exigido pela Lei n.º 8.666/93 nos processos licitatórios de obras e serviços públicos.
IV – A manutenção da ART é a única forma de evitar a ação de profissionais inescrupulosos e penalizar os que cometem erros. É por meio dos recursos advindos de taxas cobradas que ela mantém a fiscalização do exercício profissional feita pelo Sistema Confea/CREA.
Está(ão) certo(s) o(s) item(ns)
I. Compatibilizar os planos, estratégias e ações de reabilitação com o Plano Diretor Municipal ou equivalente atualizado, atendendo as determinações de preservação ambiental e cultural. II. Incentivar a construção de novos imóveis em áreas centrais. III. Fortalecer os vínculos da população com os bairros onde moram como forma de aumentar a coesão social. IV. Estimular a consolidação da cultura de reabilitação urbana e de reaproveitamento do parque construído das áreas centrais.
Assinale a alternativa que inclui os princípios e diretrizes de Reabilitação Urbana corretos:
A expressão destacada está corretamente analisada em:
Com a finalidade de otimizar o trabalho do arquiteto, utilizando as ferramentas do programa, assinale a opção que NÃO se aplica à situação acima descrita.
Pediram-me que escrevesse sobre simplicidade e sabedoria. Aceitei alegremente o convite sabendo que, para que tal pedido me tivesse sido feito, era necessário que eu fosse velho.
Os jovens e os adultos pouco sabem sobre o sentido da simplicidade. Os jovens são aves que voam pela manhã: seus voos são flechas em todas as direções. Seus olhos estão fascinados por dez mil coisas. Querem todas, mas nenhuma lhes dá descanso. Estão sempre prontos a de novo voar. Seu mundo é o mundo da multiplicidade. Eles a amam porque, nas suas cabeças, a multiplicidade é um espaço de liberdade. Com os adultos acontece o contrário. Para eles, a multiplicidade é um feitiço que os aprisionou, uma arapuca na qual nunca caíram. Eles a odeiam, mas não sabem como se libertar. Se, para os jovens, a multiplicidade tem o nome de liberdade, para os adultos, a multiplicidade tem o nome de dever. Os adultos são pássaros presos nas gaiolas do dever. A cada manhã dez mil coisas os aguardam com as suas ordens (para isso existem as agendas, lugar onde as dez mil coisas escrevem as suas ordens!). Se não forem obedecidas haverá punições.
No crepúsculo, quando a noite se aproxima, o voo dos pássaros fica diferente. Em nada se parece com o seu voo pela manhã. Já observaram o voo das pombas no fim do dia? Elas voam numa única direção. Voltam pra casa, o ninho. As aves, ao crepúsculo, são simples. Simplicidade é isso: quando o coração busca uma coisa só.
(...) Na multiplicidade nos perdemos: ignoramos o nosso desejo. Movemo-nos fascinados pela sedução das dez mil coisas. Acontece que, como diz o segundo poema do Tao-Te-Ching, “as dez mil coisas aparecem e desaparecem sem cessar”. O caminho da multiplicidade é um caminho sem descanso. Cada ponto de chegada é um ponto de partida. Cada reencontro é uma despedida. É um caminho onde não existe casa ou ninho.
(...) O caminho da ciência e dos saberes é o caminho da multiplicidade. (...) Não há fim para as coisas que podem ser conhecidas e sabidas. O mundo dos saberes é um mundo de somas sem fim. É um caminho sem descanso para a alma. Não há saber diante do qual o coração possa dizer: “Cheguei, finalmente, ao lar”. Saberes não são lar.
(...) Diz o Tao-Te-Ching: “Na busca do conhecimento a cada dia se soma uma coisa. Na busca da sabedoria a cada dia se diminui uma coisa.” (...) Sabedoria é a arte de degustar. A arte de degustar, distinguir, discernir. O homem dos saberes, diante da multiplicidade, “precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço”. Mas o sábio está à procura das “coisas dignas de serem conhecidas”. (...). A sabedoria é a arte de reconhecer e degustar a alegria. Nascemos para a alegria.
(...) A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as expectativas que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o resto da eternidade refletido no rio do tempo.
Ando pelas cavernas da minha memória. Há muitas coisas maravilhosas. Mas essas memórias, a despeito do seu tamanho, não me fazem nada. Não sinto vontade de chorar. Não sinto vontade de voltar.
Aí eu consulto o meu bolso da saudade. Lá se encontram pedaços do meu corpo, alegrias. Observo atentamente, e nada encontro que tenhas brilho no mundo da multiplicidade. São coisas pequenas, que nem foram notadas por outras pessoas.
Diz Guimarães Rosa que “felicidade só em raros momentos de distração...” Certo. Ela vem quando não se espera, em lugares que não se imagina. Dito por Jesus: “É como o vento: sopra onde quer, não sabe donde vem nem para onde vai...” Sabedoria é arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem. Mas só dominam essa arte aqueles que têm a graça da simplicidade. Porque a alegria só mora nas coisas simples. (Adaptação, Rubem Alves, in Concerto para Corpo e Alma)
Está correta a seguinte afirmativa:
Considerando as ideias deste autor, anteponha V (verdadeiro) ou F (falso) às assertivas sobre Regionalismo Crítico:
( ) O regionalismo Critico deve ser entendido como prática marginal que, embora critica acerca da modernização, ainda assim se recusa abandonar os aspectos emancipatórios e progressista do legado arquitetônico moderno.
( )O Regionalismo Critico favorece a realização da arquitetura como fato tectônico, e não como a redução do ambiente construído a uma série de episódios cenográficos desordenados.
( ) Pode se afirmar que o Regionalismo Crítico é regional na medida em que invariavelmente enfatiza certos fatores específicos do lugar, que varia desde a topografia, vista como uma matriz tridimensional à qual a estrutura se amolda até o jogo variado da luz local que sobre ela incide.
( )O Regionalismo Crítico tende a florescer nos interstícios culturais que, de modo ou de outro, são capazes de fugir ao cerco da investida otimizadora da civilização universal,
A sequência CORRETA, de cima para baixo:
A sequência correta é:
Utilizando os dados da questão anterior e admitindo que será feito rodapé de 4cm aproveitando as mesmas peças cerâmicas, sendo que cada peça original resulta em duas peças de rodapé, verifique qual opção poderá gerar o maior aproveitamento, objetivando resultar em menor área de material descartado.
III. No código Z incluem-se as edificações em que a propagação do fogo é difícil.
Quais estão corretas?