Questões de Concurso Comentadas para jornalista

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Q3662743 Matemática
O tamanho de uma TV é geralmente medido em polegadas. Quando se diz que uma TV tem 40 polegadas, significa que o tamanho da diagonal da sua tela (retangular) é 40 polegadas. Outra característica importante nas telas é a proporção entre os seus lados. Suponha que uma tela retangular tem 40 polegadas de diagonal e que a proporção entre os seus lados é 4/3. Quantos centímetros terá o lado maior desta tela considerando-se que uma polegada equivale a 2,54 centímetros? 
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Q3662742 Matemática
Uma empresa responsável pela construção de um prédio vai confeccionar concreto para a construção de uma laje. Sabe-se que a laje tem uma seção transversal retangular, e foi projetada para ter 10 cm de espessura. Para que a laje tenha a espessura projetada, serão necessários 20 m3 de concreto. Porém, na hora da confecção faltou material e somente pôde ser confeccionado 15 m3 de concreto. Supondo que toda a área foi uniformemente preenchida até uma certa altura, qual a diferença entre a altura originalmente projetada e a altura de fato preenchida? 
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Q3662741 Português
Por que o tigre-da-tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA

Ele foi o primeiro animal extinto a ter seu RNA extraído e sequenciado, e pode ser um dos primeiros a serem trazidos de volta à vida.


O RNA do Tigre-da-Tasmânia foi extraído pela primeira vez. O Thylacinus cynocephalus, também chamado de Tilacino ou Lobo-da Tasmânia, foi extinto nos anos de 1930, e pode se tornar a primeira espécie animal a ser trazida de volta à vida. O feito foi reportado na última semana, em estudo publicado no periódico Genome Research. Mas por que esses animais foram extintos para começo de conversa e por que os cientistas querem trazer ele de volta?


A história da extinção

Apesar de parecer um cachorro (e de ser chamado de Tigre), o tigre-da-tasmânia era um marsupial, aquela classe de mamíferos que têm uma bolsa de pele onde guardam o filhote – como os cangurus. O “tigre” do nome é por causa de suas listras características nas costas. Eles eram nativos da Oceania, vivendo na Austrália e Nova Guiné, e seu processo de extinção foi gradual. Hoje em dia, as pesquisas indicam que diversos fatores levaram à extinção desses animais, mas é certo afirmar que o principal deles foi a chegada dos humanos ao continente, por volta de 50 mil anos atrás. A caça indiscriminada levou à extinção não só dos tilacinos, mas também da famosa megafauna australiana. Posteriormente, os dingos (um tipo de cão selvagem) foram levados ao continente. As duas espécies competiam pelos mesmos recursos, o que fez a população dos tilacinos diminuir ainda mais. Esse cenário confinou os animais à Tasmânia, uma ilha ao sul do continente australiano. Lá eles ficaram e sobreviveram – até a chegada dos colonos europeus, no começo do século 19. Como os tilacinos costumavam atacar as ovelhas nas fazendas, o governo criou recompensas para a caça desses animais. Resultado: dos 5 mil indivíduos que existiam na ilha até a chegada dos colonos, aproximadamente 3.500 tilacinos foram mortos, entre os anos de 1830 e 1920. Isso levou pesquisadores a pensar em formas de se proteger o animal. Mas já era tarde demais. Em setembro de 1936, o último exemplar da espécie, batizado de Benjamin, morreu no zoológico de Hobart/Beaumaris, na Tasmânia.

[...]

Lá e de volta outra vez

O tigre-da-tasmânia era um dos principais predadores da Ilha, sendo um dos responsáveis por controlar o equilíbrio entre as populações de animais da região. Sem um predador para controlar, muitas dessas espécies podem se tornar verdadeiras pragas, ameaçando o equilíbrio do ecossistema local. E é justamente esse um dos principais argumentos utilizados para trazer essa espécie de volta. A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia. Mas, para alguns pesquisadores, essa pode ser a melhor opção para recuperar o equilíbrio ecológico de ecossistemas inteiros que foram devastados. E a isso se dá o nome de “desextinção”. E com essa ideia em mente, e com uma façanha digna de Jurassic Park, pesquisadores conseguiram extrair o RNA de uma espécie de tigre-da-tasmânia preservado em um museu. Cientistas da Universidade de Estocolmo conseguiram extrair essa amostra de um tecido muscular e da pele do espécime. Diferentemente do DNA, o RNA é uma sequência genética que revela quais genes estão ativos. É o RNA que leva as informações contidas no nosso código genético para virarem proteínas, as moléculas responsáveis pelo funcionamento de todas as células no nosso corpo. “A recuperação dos perfis de expressão de RNA que não existem mais em células vivas expande a possibilidade de explorar a biologia de animais extintos”, explica Emilio Mármol Sánchez, professor da Universidade de Estocolmo e um dos líderes do estudo. Para isso, eles extraíram mais de 220 milhões de fragmentos de RNA da pele e músculo do animal. Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie. Foi possível identificar genes que codificam proteínas para a contração das fibras musculares, além de outra na pele responsável pela queratina. A amostra foi retirada de um espécime do Museu de História Natural de Estocolmo, de 1891. Geralmente, o RNA é mais frágil que o DNA: fora da célula, costuma se degradar em questão de minutos. Sua preservação depende de uma série de fatores, o que torna a façanha da equipe ainda mais impressionante. Essas informações serão essenciais para os projetos que visam trazer o tigre-da-tasmânia de volta à vida. [...]


Revista Superinteressante. Por que o tigre-da tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA (adaptado). Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-o-tigre-da-tasmania-foi
extinto-e-como-isolaram-seu-rna/
O emprego do hífen nas palavras tigre-da tasmânia e lobo-da-tasmânia ocorre porque: 
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Q3662740 Português
Por que o tigre-da-tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA

Ele foi o primeiro animal extinto a ter seu RNA extraído e sequenciado, e pode ser um dos primeiros a serem trazidos de volta à vida.


O RNA do Tigre-da-Tasmânia foi extraído pela primeira vez. O Thylacinus cynocephalus, também chamado de Tilacino ou Lobo-da Tasmânia, foi extinto nos anos de 1930, e pode se tornar a primeira espécie animal a ser trazida de volta à vida. O feito foi reportado na última semana, em estudo publicado no periódico Genome Research. Mas por que esses animais foram extintos para começo de conversa e por que os cientistas querem trazer ele de volta?


A história da extinção

Apesar de parecer um cachorro (e de ser chamado de Tigre), o tigre-da-tasmânia era um marsupial, aquela classe de mamíferos que têm uma bolsa de pele onde guardam o filhote – como os cangurus. O “tigre” do nome é por causa de suas listras características nas costas. Eles eram nativos da Oceania, vivendo na Austrália e Nova Guiné, e seu processo de extinção foi gradual. Hoje em dia, as pesquisas indicam que diversos fatores levaram à extinção desses animais, mas é certo afirmar que o principal deles foi a chegada dos humanos ao continente, por volta de 50 mil anos atrás. A caça indiscriminada levou à extinção não só dos tilacinos, mas também da famosa megafauna australiana. Posteriormente, os dingos (um tipo de cão selvagem) foram levados ao continente. As duas espécies competiam pelos mesmos recursos, o que fez a população dos tilacinos diminuir ainda mais. Esse cenário confinou os animais à Tasmânia, uma ilha ao sul do continente australiano. Lá eles ficaram e sobreviveram – até a chegada dos colonos europeus, no começo do século 19. Como os tilacinos costumavam atacar as ovelhas nas fazendas, o governo criou recompensas para a caça desses animais. Resultado: dos 5 mil indivíduos que existiam na ilha até a chegada dos colonos, aproximadamente 3.500 tilacinos foram mortos, entre os anos de 1830 e 1920. Isso levou pesquisadores a pensar em formas de se proteger o animal. Mas já era tarde demais. Em setembro de 1936, o último exemplar da espécie, batizado de Benjamin, morreu no zoológico de Hobart/Beaumaris, na Tasmânia.

[...]

Lá e de volta outra vez

O tigre-da-tasmânia era um dos principais predadores da Ilha, sendo um dos responsáveis por controlar o equilíbrio entre as populações de animais da região. Sem um predador para controlar, muitas dessas espécies podem se tornar verdadeiras pragas, ameaçando o equilíbrio do ecossistema local. E é justamente esse um dos principais argumentos utilizados para trazer essa espécie de volta. A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia. Mas, para alguns pesquisadores, essa pode ser a melhor opção para recuperar o equilíbrio ecológico de ecossistemas inteiros que foram devastados. E a isso se dá o nome de “desextinção”. E com essa ideia em mente, e com uma façanha digna de Jurassic Park, pesquisadores conseguiram extrair o RNA de uma espécie de tigre-da-tasmânia preservado em um museu. Cientistas da Universidade de Estocolmo conseguiram extrair essa amostra de um tecido muscular e da pele do espécime. Diferentemente do DNA, o RNA é uma sequência genética que revela quais genes estão ativos. É o RNA que leva as informações contidas no nosso código genético para virarem proteínas, as moléculas responsáveis pelo funcionamento de todas as células no nosso corpo. “A recuperação dos perfis de expressão de RNA que não existem mais em células vivas expande a possibilidade de explorar a biologia de animais extintos”, explica Emilio Mármol Sánchez, professor da Universidade de Estocolmo e um dos líderes do estudo. Para isso, eles extraíram mais de 220 milhões de fragmentos de RNA da pele e músculo do animal. Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie. Foi possível identificar genes que codificam proteínas para a contração das fibras musculares, além de outra na pele responsável pela queratina. A amostra foi retirada de um espécime do Museu de História Natural de Estocolmo, de 1891. Geralmente, o RNA é mais frágil que o DNA: fora da célula, costuma se degradar em questão de minutos. Sua preservação depende de uma série de fatores, o que torna a façanha da equipe ainda mais impressionante. Essas informações serão essenciais para os projetos que visam trazer o tigre-da-tasmânia de volta à vida. [...]


Revista Superinteressante. Por que o tigre-da tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA (adaptado). Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-o-tigre-da-tasmania-foi
extinto-e-como-isolaram-seu-rna/
Considere o seguinte excerto: “Como os tilacinos costumavam atacar as ovelhas nas fazendas, o governo criou recompensas para a caça desses animais.” Os verbos “costumavam” e “criou” estão conjugados, respectivamente, em: 
Alternativas
Q3662739 Português
Por que o tigre-da-tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA

Ele foi o primeiro animal extinto a ter seu RNA extraído e sequenciado, e pode ser um dos primeiros a serem trazidos de volta à vida.


O RNA do Tigre-da-Tasmânia foi extraído pela primeira vez. O Thylacinus cynocephalus, também chamado de Tilacino ou Lobo-da Tasmânia, foi extinto nos anos de 1930, e pode se tornar a primeira espécie animal a ser trazida de volta à vida. O feito foi reportado na última semana, em estudo publicado no periódico Genome Research. Mas por que esses animais foram extintos para começo de conversa e por que os cientistas querem trazer ele de volta?


A história da extinção

Apesar de parecer um cachorro (e de ser chamado de Tigre), o tigre-da-tasmânia era um marsupial, aquela classe de mamíferos que têm uma bolsa de pele onde guardam o filhote – como os cangurus. O “tigre” do nome é por causa de suas listras características nas costas. Eles eram nativos da Oceania, vivendo na Austrália e Nova Guiné, e seu processo de extinção foi gradual. Hoje em dia, as pesquisas indicam que diversos fatores levaram à extinção desses animais, mas é certo afirmar que o principal deles foi a chegada dos humanos ao continente, por volta de 50 mil anos atrás. A caça indiscriminada levou à extinção não só dos tilacinos, mas também da famosa megafauna australiana. Posteriormente, os dingos (um tipo de cão selvagem) foram levados ao continente. As duas espécies competiam pelos mesmos recursos, o que fez a população dos tilacinos diminuir ainda mais. Esse cenário confinou os animais à Tasmânia, uma ilha ao sul do continente australiano. Lá eles ficaram e sobreviveram – até a chegada dos colonos europeus, no começo do século 19. Como os tilacinos costumavam atacar as ovelhas nas fazendas, o governo criou recompensas para a caça desses animais. Resultado: dos 5 mil indivíduos que existiam na ilha até a chegada dos colonos, aproximadamente 3.500 tilacinos foram mortos, entre os anos de 1830 e 1920. Isso levou pesquisadores a pensar em formas de se proteger o animal. Mas já era tarde demais. Em setembro de 1936, o último exemplar da espécie, batizado de Benjamin, morreu no zoológico de Hobart/Beaumaris, na Tasmânia.

[...]

Lá e de volta outra vez

O tigre-da-tasmânia era um dos principais predadores da Ilha, sendo um dos responsáveis por controlar o equilíbrio entre as populações de animais da região. Sem um predador para controlar, muitas dessas espécies podem se tornar verdadeiras pragas, ameaçando o equilíbrio do ecossistema local. E é justamente esse um dos principais argumentos utilizados para trazer essa espécie de volta. A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia. Mas, para alguns pesquisadores, essa pode ser a melhor opção para recuperar o equilíbrio ecológico de ecossistemas inteiros que foram devastados. E a isso se dá o nome de “desextinção”. E com essa ideia em mente, e com uma façanha digna de Jurassic Park, pesquisadores conseguiram extrair o RNA de uma espécie de tigre-da-tasmânia preservado em um museu. Cientistas da Universidade de Estocolmo conseguiram extrair essa amostra de um tecido muscular e da pele do espécime. Diferentemente do DNA, o RNA é uma sequência genética que revela quais genes estão ativos. É o RNA que leva as informações contidas no nosso código genético para virarem proteínas, as moléculas responsáveis pelo funcionamento de todas as células no nosso corpo. “A recuperação dos perfis de expressão de RNA que não existem mais em células vivas expande a possibilidade de explorar a biologia de animais extintos”, explica Emilio Mármol Sánchez, professor da Universidade de Estocolmo e um dos líderes do estudo. Para isso, eles extraíram mais de 220 milhões de fragmentos de RNA da pele e músculo do animal. Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie. Foi possível identificar genes que codificam proteínas para a contração das fibras musculares, além de outra na pele responsável pela queratina. A amostra foi retirada de um espécime do Museu de História Natural de Estocolmo, de 1891. Geralmente, o RNA é mais frágil que o DNA: fora da célula, costuma se degradar em questão de minutos. Sua preservação depende de uma série de fatores, o que torna a façanha da equipe ainda mais impressionante. Essas informações serão essenciais para os projetos que visam trazer o tigre-da-tasmânia de volta à vida. [...]


Revista Superinteressante. Por que o tigre-da tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA (adaptado). Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-o-tigre-da-tasmania-foi
extinto-e-como-isolaram-seu-rna/
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:

I. “diversos fatores levaram à extinção desses animais”
II. “As duas espécies competiam pelos mesmos recursos”

Nas sentenças dadas, os verbos “levar” e “competir” apresentam, respectivamente, regência: 
Alternativas
Q3662738 Português
Por que o tigre-da-tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA

Ele foi o primeiro animal extinto a ter seu RNA extraído e sequenciado, e pode ser um dos primeiros a serem trazidos de volta à vida.


O RNA do Tigre-da-Tasmânia foi extraído pela primeira vez. O Thylacinus cynocephalus, também chamado de Tilacino ou Lobo-da Tasmânia, foi extinto nos anos de 1930, e pode se tornar a primeira espécie animal a ser trazida de volta à vida. O feito foi reportado na última semana, em estudo publicado no periódico Genome Research. Mas por que esses animais foram extintos para começo de conversa e por que os cientistas querem trazer ele de volta?


A história da extinção

Apesar de parecer um cachorro (e de ser chamado de Tigre), o tigre-da-tasmânia era um marsupial, aquela classe de mamíferos que têm uma bolsa de pele onde guardam o filhote – como os cangurus. O “tigre” do nome é por causa de suas listras características nas costas. Eles eram nativos da Oceania, vivendo na Austrália e Nova Guiné, e seu processo de extinção foi gradual. Hoje em dia, as pesquisas indicam que diversos fatores levaram à extinção desses animais, mas é certo afirmar que o principal deles foi a chegada dos humanos ao continente, por volta de 50 mil anos atrás. A caça indiscriminada levou à extinção não só dos tilacinos, mas também da famosa megafauna australiana. Posteriormente, os dingos (um tipo de cão selvagem) foram levados ao continente. As duas espécies competiam pelos mesmos recursos, o que fez a população dos tilacinos diminuir ainda mais. Esse cenário confinou os animais à Tasmânia, uma ilha ao sul do continente australiano. Lá eles ficaram e sobreviveram – até a chegada dos colonos europeus, no começo do século 19. Como os tilacinos costumavam atacar as ovelhas nas fazendas, o governo criou recompensas para a caça desses animais. Resultado: dos 5 mil indivíduos que existiam na ilha até a chegada dos colonos, aproximadamente 3.500 tilacinos foram mortos, entre os anos de 1830 e 1920. Isso levou pesquisadores a pensar em formas de se proteger o animal. Mas já era tarde demais. Em setembro de 1936, o último exemplar da espécie, batizado de Benjamin, morreu no zoológico de Hobart/Beaumaris, na Tasmânia.

[...]

Lá e de volta outra vez

O tigre-da-tasmânia era um dos principais predadores da Ilha, sendo um dos responsáveis por controlar o equilíbrio entre as populações de animais da região. Sem um predador para controlar, muitas dessas espécies podem se tornar verdadeiras pragas, ameaçando o equilíbrio do ecossistema local. E é justamente esse um dos principais argumentos utilizados para trazer essa espécie de volta. A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia. Mas, para alguns pesquisadores, essa pode ser a melhor opção para recuperar o equilíbrio ecológico de ecossistemas inteiros que foram devastados. E a isso se dá o nome de “desextinção”. E com essa ideia em mente, e com uma façanha digna de Jurassic Park, pesquisadores conseguiram extrair o RNA de uma espécie de tigre-da-tasmânia preservado em um museu. Cientistas da Universidade de Estocolmo conseguiram extrair essa amostra de um tecido muscular e da pele do espécime. Diferentemente do DNA, o RNA é uma sequência genética que revela quais genes estão ativos. É o RNA que leva as informações contidas no nosso código genético para virarem proteínas, as moléculas responsáveis pelo funcionamento de todas as células no nosso corpo. “A recuperação dos perfis de expressão de RNA que não existem mais em células vivas expande a possibilidade de explorar a biologia de animais extintos”, explica Emilio Mármol Sánchez, professor da Universidade de Estocolmo e um dos líderes do estudo. Para isso, eles extraíram mais de 220 milhões de fragmentos de RNA da pele e músculo do animal. Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie. Foi possível identificar genes que codificam proteínas para a contração das fibras musculares, além de outra na pele responsável pela queratina. A amostra foi retirada de um espécime do Museu de História Natural de Estocolmo, de 1891. Geralmente, o RNA é mais frágil que o DNA: fora da célula, costuma se degradar em questão de minutos. Sua preservação depende de uma série de fatores, o que torna a façanha da equipe ainda mais impressionante. Essas informações serão essenciais para os projetos que visam trazer o tigre-da-tasmânia de volta à vida. [...]


Revista Superinteressante. Por que o tigre-da tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA (adaptado). Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-o-tigre-da-tasmania-foi
extinto-e-como-isolaram-seu-rna/
Considere as palavras I. megafauna, II. desextinção, III. ecossistemas, que ocorrem no texto. As palavras dadas são constituídas de elementos mórficos que indicam diferentes processos de formação. É (são) formada(s) pelo processo de derivação apenas
Alternativas
Q3662737 Português
Por que o tigre-da-tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA

Ele foi o primeiro animal extinto a ter seu RNA extraído e sequenciado, e pode ser um dos primeiros a serem trazidos de volta à vida.


O RNA do Tigre-da-Tasmânia foi extraído pela primeira vez. O Thylacinus cynocephalus, também chamado de Tilacino ou Lobo-da Tasmânia, foi extinto nos anos de 1930, e pode se tornar a primeira espécie animal a ser trazida de volta à vida. O feito foi reportado na última semana, em estudo publicado no periódico Genome Research. Mas por que esses animais foram extintos para começo de conversa e por que os cientistas querem trazer ele de volta?


A história da extinção

Apesar de parecer um cachorro (e de ser chamado de Tigre), o tigre-da-tasmânia era um marsupial, aquela classe de mamíferos que têm uma bolsa de pele onde guardam o filhote – como os cangurus. O “tigre” do nome é por causa de suas listras características nas costas. Eles eram nativos da Oceania, vivendo na Austrália e Nova Guiné, e seu processo de extinção foi gradual. Hoje em dia, as pesquisas indicam que diversos fatores levaram à extinção desses animais, mas é certo afirmar que o principal deles foi a chegada dos humanos ao continente, por volta de 50 mil anos atrás. A caça indiscriminada levou à extinção não só dos tilacinos, mas também da famosa megafauna australiana. Posteriormente, os dingos (um tipo de cão selvagem) foram levados ao continente. As duas espécies competiam pelos mesmos recursos, o que fez a população dos tilacinos diminuir ainda mais. Esse cenário confinou os animais à Tasmânia, uma ilha ao sul do continente australiano. Lá eles ficaram e sobreviveram – até a chegada dos colonos europeus, no começo do século 19. Como os tilacinos costumavam atacar as ovelhas nas fazendas, o governo criou recompensas para a caça desses animais. Resultado: dos 5 mil indivíduos que existiam na ilha até a chegada dos colonos, aproximadamente 3.500 tilacinos foram mortos, entre os anos de 1830 e 1920. Isso levou pesquisadores a pensar em formas de se proteger o animal. Mas já era tarde demais. Em setembro de 1936, o último exemplar da espécie, batizado de Benjamin, morreu no zoológico de Hobart/Beaumaris, na Tasmânia.

[...]

Lá e de volta outra vez

O tigre-da-tasmânia era um dos principais predadores da Ilha, sendo um dos responsáveis por controlar o equilíbrio entre as populações de animais da região. Sem um predador para controlar, muitas dessas espécies podem se tornar verdadeiras pragas, ameaçando o equilíbrio do ecossistema local. E é justamente esse um dos principais argumentos utilizados para trazer essa espécie de volta. A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia. Mas, para alguns pesquisadores, essa pode ser a melhor opção para recuperar o equilíbrio ecológico de ecossistemas inteiros que foram devastados. E a isso se dá o nome de “desextinção”. E com essa ideia em mente, e com uma façanha digna de Jurassic Park, pesquisadores conseguiram extrair o RNA de uma espécie de tigre-da-tasmânia preservado em um museu. Cientistas da Universidade de Estocolmo conseguiram extrair essa amostra de um tecido muscular e da pele do espécime. Diferentemente do DNA, o RNA é uma sequência genética que revela quais genes estão ativos. É o RNA que leva as informações contidas no nosso código genético para virarem proteínas, as moléculas responsáveis pelo funcionamento de todas as células no nosso corpo. “A recuperação dos perfis de expressão de RNA que não existem mais em células vivas expande a possibilidade de explorar a biologia de animais extintos”, explica Emilio Mármol Sánchez, professor da Universidade de Estocolmo e um dos líderes do estudo. Para isso, eles extraíram mais de 220 milhões de fragmentos de RNA da pele e músculo do animal. Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie. Foi possível identificar genes que codificam proteínas para a contração das fibras musculares, além de outra na pele responsável pela queratina. A amostra foi retirada de um espécime do Museu de História Natural de Estocolmo, de 1891. Geralmente, o RNA é mais frágil que o DNA: fora da célula, costuma se degradar em questão de minutos. Sua preservação depende de uma série de fatores, o que torna a façanha da equipe ainda mais impressionante. Essas informações serão essenciais para os projetos que visam trazer o tigre-da-tasmânia de volta à vida. [...]


Revista Superinteressante. Por que o tigre-da tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA (adaptado). Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-o-tigre-da-tasmania-foi
extinto-e-como-isolaram-seu-rna/
Considere o seguinte excerto: “A recuperação dos perfis de expressão de RNA que não existem mais em células vivas expande a possibilidade de explorar a biologia de animais extintos”. Neste contexto, a palavra “existem” está em relação direta de concordância com: 
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Q3662736 Português
Por que o tigre-da-tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA

Ele foi o primeiro animal extinto a ter seu RNA extraído e sequenciado, e pode ser um dos primeiros a serem trazidos de volta à vida.


O RNA do Tigre-da-Tasmânia foi extraído pela primeira vez. O Thylacinus cynocephalus, também chamado de Tilacino ou Lobo-da Tasmânia, foi extinto nos anos de 1930, e pode se tornar a primeira espécie animal a ser trazida de volta à vida. O feito foi reportado na última semana, em estudo publicado no periódico Genome Research. Mas por que esses animais foram extintos para começo de conversa e por que os cientistas querem trazer ele de volta?


A história da extinção

Apesar de parecer um cachorro (e de ser chamado de Tigre), o tigre-da-tasmânia era um marsupial, aquela classe de mamíferos que têm uma bolsa de pele onde guardam o filhote – como os cangurus. O “tigre” do nome é por causa de suas listras características nas costas. Eles eram nativos da Oceania, vivendo na Austrália e Nova Guiné, e seu processo de extinção foi gradual. Hoje em dia, as pesquisas indicam que diversos fatores levaram à extinção desses animais, mas é certo afirmar que o principal deles foi a chegada dos humanos ao continente, por volta de 50 mil anos atrás. A caça indiscriminada levou à extinção não só dos tilacinos, mas também da famosa megafauna australiana. Posteriormente, os dingos (um tipo de cão selvagem) foram levados ao continente. As duas espécies competiam pelos mesmos recursos, o que fez a população dos tilacinos diminuir ainda mais. Esse cenário confinou os animais à Tasmânia, uma ilha ao sul do continente australiano. Lá eles ficaram e sobreviveram – até a chegada dos colonos europeus, no começo do século 19. Como os tilacinos costumavam atacar as ovelhas nas fazendas, o governo criou recompensas para a caça desses animais. Resultado: dos 5 mil indivíduos que existiam na ilha até a chegada dos colonos, aproximadamente 3.500 tilacinos foram mortos, entre os anos de 1830 e 1920. Isso levou pesquisadores a pensar em formas de se proteger o animal. Mas já era tarde demais. Em setembro de 1936, o último exemplar da espécie, batizado de Benjamin, morreu no zoológico de Hobart/Beaumaris, na Tasmânia.

[...]

Lá e de volta outra vez

O tigre-da-tasmânia era um dos principais predadores da Ilha, sendo um dos responsáveis por controlar o equilíbrio entre as populações de animais da região. Sem um predador para controlar, muitas dessas espécies podem se tornar verdadeiras pragas, ameaçando o equilíbrio do ecossistema local. E é justamente esse um dos principais argumentos utilizados para trazer essa espécie de volta. A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia. Mas, para alguns pesquisadores, essa pode ser a melhor opção para recuperar o equilíbrio ecológico de ecossistemas inteiros que foram devastados. E a isso se dá o nome de “desextinção”. E com essa ideia em mente, e com uma façanha digna de Jurassic Park, pesquisadores conseguiram extrair o RNA de uma espécie de tigre-da-tasmânia preservado em um museu. Cientistas da Universidade de Estocolmo conseguiram extrair essa amostra de um tecido muscular e da pele do espécime. Diferentemente do DNA, o RNA é uma sequência genética que revela quais genes estão ativos. É o RNA que leva as informações contidas no nosso código genético para virarem proteínas, as moléculas responsáveis pelo funcionamento de todas as células no nosso corpo. “A recuperação dos perfis de expressão de RNA que não existem mais em células vivas expande a possibilidade de explorar a biologia de animais extintos”, explica Emilio Mármol Sánchez, professor da Universidade de Estocolmo e um dos líderes do estudo. Para isso, eles extraíram mais de 220 milhões de fragmentos de RNA da pele e músculo do animal. Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie. Foi possível identificar genes que codificam proteínas para a contração das fibras musculares, além de outra na pele responsável pela queratina. A amostra foi retirada de um espécime do Museu de História Natural de Estocolmo, de 1891. Geralmente, o RNA é mais frágil que o DNA: fora da célula, costuma se degradar em questão de minutos. Sua preservação depende de uma série de fatores, o que torna a façanha da equipe ainda mais impressionante. Essas informações serão essenciais para os projetos que visam trazer o tigre-da-tasmânia de volta à vida. [...]


Revista Superinteressante. Por que o tigre-da tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA (adaptado). Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-o-tigre-da-tasmania-foi
extinto-e-como-isolaram-seu-rna/
Considere o seguinte excerto: “A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia.” Em relação às classes gramaticais, as palavras “científica”, “já”, “que” e “ideia” são, respectivamente:  
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Q3662735 Português
Por que o tigre-da-tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA

Ele foi o primeiro animal extinto a ter seu RNA extraído e sequenciado, e pode ser um dos primeiros a serem trazidos de volta à vida.


O RNA do Tigre-da-Tasmânia foi extraído pela primeira vez. O Thylacinus cynocephalus, também chamado de Tilacino ou Lobo-da Tasmânia, foi extinto nos anos de 1930, e pode se tornar a primeira espécie animal a ser trazida de volta à vida. O feito foi reportado na última semana, em estudo publicado no periódico Genome Research. Mas por que esses animais foram extintos para começo de conversa e por que os cientistas querem trazer ele de volta?


A história da extinção

Apesar de parecer um cachorro (e de ser chamado de Tigre), o tigre-da-tasmânia era um marsupial, aquela classe de mamíferos que têm uma bolsa de pele onde guardam o filhote – como os cangurus. O “tigre” do nome é por causa de suas listras características nas costas. Eles eram nativos da Oceania, vivendo na Austrália e Nova Guiné, e seu processo de extinção foi gradual. Hoje em dia, as pesquisas indicam que diversos fatores levaram à extinção desses animais, mas é certo afirmar que o principal deles foi a chegada dos humanos ao continente, por volta de 50 mil anos atrás. A caça indiscriminada levou à extinção não só dos tilacinos, mas também da famosa megafauna australiana. Posteriormente, os dingos (um tipo de cão selvagem) foram levados ao continente. As duas espécies competiam pelos mesmos recursos, o que fez a população dos tilacinos diminuir ainda mais. Esse cenário confinou os animais à Tasmânia, uma ilha ao sul do continente australiano. Lá eles ficaram e sobreviveram – até a chegada dos colonos europeus, no começo do século 19. Como os tilacinos costumavam atacar as ovelhas nas fazendas, o governo criou recompensas para a caça desses animais. Resultado: dos 5 mil indivíduos que existiam na ilha até a chegada dos colonos, aproximadamente 3.500 tilacinos foram mortos, entre os anos de 1830 e 1920. Isso levou pesquisadores a pensar em formas de se proteger o animal. Mas já era tarde demais. Em setembro de 1936, o último exemplar da espécie, batizado de Benjamin, morreu no zoológico de Hobart/Beaumaris, na Tasmânia.

[...]

Lá e de volta outra vez

O tigre-da-tasmânia era um dos principais predadores da Ilha, sendo um dos responsáveis por controlar o equilíbrio entre as populações de animais da região. Sem um predador para controlar, muitas dessas espécies podem se tornar verdadeiras pragas, ameaçando o equilíbrio do ecossistema local. E é justamente esse um dos principais argumentos utilizados para trazer essa espécie de volta. A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia. Mas, para alguns pesquisadores, essa pode ser a melhor opção para recuperar o equilíbrio ecológico de ecossistemas inteiros que foram devastados. E a isso se dá o nome de “desextinção”. E com essa ideia em mente, e com uma façanha digna de Jurassic Park, pesquisadores conseguiram extrair o RNA de uma espécie de tigre-da-tasmânia preservado em um museu. Cientistas da Universidade de Estocolmo conseguiram extrair essa amostra de um tecido muscular e da pele do espécime. Diferentemente do DNA, o RNA é uma sequência genética que revela quais genes estão ativos. É o RNA que leva as informações contidas no nosso código genético para virarem proteínas, as moléculas responsáveis pelo funcionamento de todas as células no nosso corpo. “A recuperação dos perfis de expressão de RNA que não existem mais em células vivas expande a possibilidade de explorar a biologia de animais extintos”, explica Emilio Mármol Sánchez, professor da Universidade de Estocolmo e um dos líderes do estudo. Para isso, eles extraíram mais de 220 milhões de fragmentos de RNA da pele e músculo do animal. Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie. Foi possível identificar genes que codificam proteínas para a contração das fibras musculares, além de outra na pele responsável pela queratina. A amostra foi retirada de um espécime do Museu de História Natural de Estocolmo, de 1891. Geralmente, o RNA é mais frágil que o DNA: fora da célula, costuma se degradar em questão de minutos. Sua preservação depende de uma série de fatores, o que torna a façanha da equipe ainda mais impressionante. Essas informações serão essenciais para os projetos que visam trazer o tigre-da-tasmânia de volta à vida. [...]


Revista Superinteressante. Por que o tigre-da tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA (adaptado). Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-o-tigre-da-tasmania-foi
extinto-e-como-isolaram-seu-rna/
No excerto “Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie.”, ocorre a vírgula após a palavra “então” porque: 
Alternativas
Q3662734 Português
Por que o tigre-da-tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA

Ele foi o primeiro animal extinto a ter seu RNA extraído e sequenciado, e pode ser um dos primeiros a serem trazidos de volta à vida.


O RNA do Tigre-da-Tasmânia foi extraído pela primeira vez. O Thylacinus cynocephalus, também chamado de Tilacino ou Lobo-da Tasmânia, foi extinto nos anos de 1930, e pode se tornar a primeira espécie animal a ser trazida de volta à vida. O feito foi reportado na última semana, em estudo publicado no periódico Genome Research. Mas por que esses animais foram extintos para começo de conversa e por que os cientistas querem trazer ele de volta?


A história da extinção

Apesar de parecer um cachorro (e de ser chamado de Tigre), o tigre-da-tasmânia era um marsupial, aquela classe de mamíferos que têm uma bolsa de pele onde guardam o filhote – como os cangurus. O “tigre” do nome é por causa de suas listras características nas costas. Eles eram nativos da Oceania, vivendo na Austrália e Nova Guiné, e seu processo de extinção foi gradual. Hoje em dia, as pesquisas indicam que diversos fatores levaram à extinção desses animais, mas é certo afirmar que o principal deles foi a chegada dos humanos ao continente, por volta de 50 mil anos atrás. A caça indiscriminada levou à extinção não só dos tilacinos, mas também da famosa megafauna australiana. Posteriormente, os dingos (um tipo de cão selvagem) foram levados ao continente. As duas espécies competiam pelos mesmos recursos, o que fez a população dos tilacinos diminuir ainda mais. Esse cenário confinou os animais à Tasmânia, uma ilha ao sul do continente australiano. Lá eles ficaram e sobreviveram – até a chegada dos colonos europeus, no começo do século 19. Como os tilacinos costumavam atacar as ovelhas nas fazendas, o governo criou recompensas para a caça desses animais. Resultado: dos 5 mil indivíduos que existiam na ilha até a chegada dos colonos, aproximadamente 3.500 tilacinos foram mortos, entre os anos de 1830 e 1920. Isso levou pesquisadores a pensar em formas de se proteger o animal. Mas já era tarde demais. Em setembro de 1936, o último exemplar da espécie, batizado de Benjamin, morreu no zoológico de Hobart/Beaumaris, na Tasmânia.

[...]

Lá e de volta outra vez

O tigre-da-tasmânia era um dos principais predadores da Ilha, sendo um dos responsáveis por controlar o equilíbrio entre as populações de animais da região. Sem um predador para controlar, muitas dessas espécies podem se tornar verdadeiras pragas, ameaçando o equilíbrio do ecossistema local. E é justamente esse um dos principais argumentos utilizados para trazer essa espécie de volta. A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia. Mas, para alguns pesquisadores, essa pode ser a melhor opção para recuperar o equilíbrio ecológico de ecossistemas inteiros que foram devastados. E a isso se dá o nome de “desextinção”. E com essa ideia em mente, e com uma façanha digna de Jurassic Park, pesquisadores conseguiram extrair o RNA de uma espécie de tigre-da-tasmânia preservado em um museu. Cientistas da Universidade de Estocolmo conseguiram extrair essa amostra de um tecido muscular e da pele do espécime. Diferentemente do DNA, o RNA é uma sequência genética que revela quais genes estão ativos. É o RNA que leva as informações contidas no nosso código genético para virarem proteínas, as moléculas responsáveis pelo funcionamento de todas as células no nosso corpo. “A recuperação dos perfis de expressão de RNA que não existem mais em células vivas expande a possibilidade de explorar a biologia de animais extintos”, explica Emilio Mármol Sánchez, professor da Universidade de Estocolmo e um dos líderes do estudo. Para isso, eles extraíram mais de 220 milhões de fragmentos de RNA da pele e músculo do animal. Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie. Foi possível identificar genes que codificam proteínas para a contração das fibras musculares, além de outra na pele responsável pela queratina. A amostra foi retirada de um espécime do Museu de História Natural de Estocolmo, de 1891. Geralmente, o RNA é mais frágil que o DNA: fora da célula, costuma se degradar em questão de minutos. Sua preservação depende de uma série de fatores, o que torna a façanha da equipe ainda mais impressionante. Essas informações serão essenciais para os projetos que visam trazer o tigre-da-tasmânia de volta à vida. [...]


Revista Superinteressante. Por que o tigre-da tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA (adaptado). Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-o-tigre-da-tasmania-foi
extinto-e-como-isolaram-seu-rna/
Considere o seguinte excerto: “o governo criou recompensas para a caça desses animais”. No contexto em que ocorre, a expressão “desses animais” retoma:  
Alternativas
Q3662732 Português
Por que o tigre-da-tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA

Ele foi o primeiro animal extinto a ter seu RNA extraído e sequenciado, e pode ser um dos primeiros a serem trazidos de volta à vida.


O RNA do Tigre-da-Tasmânia foi extraído pela primeira vez. O Thylacinus cynocephalus, também chamado de Tilacino ou Lobo-da Tasmânia, foi extinto nos anos de 1930, e pode se tornar a primeira espécie animal a ser trazida de volta à vida. O feito foi reportado na última semana, em estudo publicado no periódico Genome Research. Mas por que esses animais foram extintos para começo de conversa e por que os cientistas querem trazer ele de volta?


A história da extinção

Apesar de parecer um cachorro (e de ser chamado de Tigre), o tigre-da-tasmânia era um marsupial, aquela classe de mamíferos que têm uma bolsa de pele onde guardam o filhote – como os cangurus. O “tigre” do nome é por causa de suas listras características nas costas. Eles eram nativos da Oceania, vivendo na Austrália e Nova Guiné, e seu processo de extinção foi gradual. Hoje em dia, as pesquisas indicam que diversos fatores levaram à extinção desses animais, mas é certo afirmar que o principal deles foi a chegada dos humanos ao continente, por volta de 50 mil anos atrás. A caça indiscriminada levou à extinção não só dos tilacinos, mas também da famosa megafauna australiana. Posteriormente, os dingos (um tipo de cão selvagem) foram levados ao continente. As duas espécies competiam pelos mesmos recursos, o que fez a população dos tilacinos diminuir ainda mais. Esse cenário confinou os animais à Tasmânia, uma ilha ao sul do continente australiano. Lá eles ficaram e sobreviveram – até a chegada dos colonos europeus, no começo do século 19. Como os tilacinos costumavam atacar as ovelhas nas fazendas, o governo criou recompensas para a caça desses animais. Resultado: dos 5 mil indivíduos que existiam na ilha até a chegada dos colonos, aproximadamente 3.500 tilacinos foram mortos, entre os anos de 1830 e 1920. Isso levou pesquisadores a pensar em formas de se proteger o animal. Mas já era tarde demais. Em setembro de 1936, o último exemplar da espécie, batizado de Benjamin, morreu no zoológico de Hobart/Beaumaris, na Tasmânia.

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Lá e de volta outra vez

O tigre-da-tasmânia era um dos principais predadores da Ilha, sendo um dos responsáveis por controlar o equilíbrio entre as populações de animais da região. Sem um predador para controlar, muitas dessas espécies podem se tornar verdadeiras pragas, ameaçando o equilíbrio do ecossistema local. E é justamente esse um dos principais argumentos utilizados para trazer essa espécie de volta. A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia. Mas, para alguns pesquisadores, essa pode ser a melhor opção para recuperar o equilíbrio ecológico de ecossistemas inteiros que foram devastados. E a isso se dá o nome de “desextinção”. E com essa ideia em mente, e com uma façanha digna de Jurassic Park, pesquisadores conseguiram extrair o RNA de uma espécie de tigre-da-tasmânia preservado em um museu. Cientistas da Universidade de Estocolmo conseguiram extrair essa amostra de um tecido muscular e da pele do espécime. Diferentemente do DNA, o RNA é uma sequência genética que revela quais genes estão ativos. É o RNA que leva as informações contidas no nosso código genético para virarem proteínas, as moléculas responsáveis pelo funcionamento de todas as células no nosso corpo. “A recuperação dos perfis de expressão de RNA que não existem mais em células vivas expande a possibilidade de explorar a biologia de animais extintos”, explica Emilio Mármol Sánchez, professor da Universidade de Estocolmo e um dos líderes do estudo. Para isso, eles extraíram mais de 220 milhões de fragmentos de RNA da pele e músculo do animal. Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie. Foi possível identificar genes que codificam proteínas para a contração das fibras musculares, além de outra na pele responsável pela queratina. A amostra foi retirada de um espécime do Museu de História Natural de Estocolmo, de 1891. Geralmente, o RNA é mais frágil que o DNA: fora da célula, costuma se degradar em questão de minutos. Sua preservação depende de uma série de fatores, o que torna a façanha da equipe ainda mais impressionante. Essas informações serão essenciais para os projetos que visam trazer o tigre-da-tasmânia de volta à vida. [...]


Revista Superinteressante. Por que o tigre-da tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA (adaptado). Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-o-tigre-da-tasmania-foi
extinto-e-como-isolaram-seu-rna/
De acordo com o texto, o objetivo da tentativa de trazer o tigre-da-tasmânia de volta à vida é:
Alternativas
Q3637886 Legislação dos Municípios do Estado de São Paulo
Acerca das Emendas à Lei Orgânica do Municipal de Lorena, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3637885 Noções de Informática
Um vereador está ajustando um projeto de lei no MS-Word 2010 e nota que a configuração de um parágrafo difere das demais partes do documento, especificamente, o espaçamento entre linhas e o tamanho da fonte. Para corrigir essas discrepâncias, o usuário pode utilizar a ferramenta do conjunto “Área de Transferência”, da aba “Página Inicial”, que clona a formatação de um local, neste caso, um parágrafo com a formatação correta, e aplica essa formatação a outro local, no caso, o parágrafo com as discrepâncias. Assinale a alternativa que indica a ferramenta correta para ser utilizada ao problema narrado: 
Alternativas
Q3637884 Noções de Informática
Qual setor tecnológico avançou significativamente em 2023, apresentando avanços em termos de capacidade de processamento e aplicações práticas?
Alternativas
Q3637883 Meio Ambiente
Em 2023, qual conferência internacional foi realizada para abordar os desafios globais relacionados às mudanças climáticas? 
Alternativas
Q3637882 Atualidades
Qual dos seguintes países lançou com sucesso sua primeira missão tripulada à estação espacial em 2023?
Alternativas
Q3637881 Legislação dos Municípios do Estado de São Paulo
A lei Provincial de 24 de abril de 1856: 
Alternativas
Q3637880 História
Lorena desenvolveu-se extraordinariamente em meados do século XIX, no período da: 
Alternativas
Q3637879 História e Geografia de Estados e Municípios
Em 14 de novembro de 1788, Lorena deixou de ser freguesia e foi elevada à Vila e também: 
Alternativas
Q3637878 História e Geografia de Estados e Municípios
A povoação de Lorena surgiu junto ao Porto, em meados de 1695, com as roças de Bento Rodrigues Caldeira, João de Almeida e Pedro da Costa Colaço. Em 1709, estes roceiros fizeram uma construção, por meio de doações, dedicada à: 
Alternativas
Respostas
1701: B
1702: B
1703: D
1704: A
1705: D
1706: B
1707: A
1708: E
1709: B
1710: A
1711: A
1712: D
1713: B
1714: A
1715: C
1716: C
1717: A
1718: C
1719: A
1720: D