Questões de Concurso Comentadas para jornalista

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Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Jornalista |
Q2901526 Comunicação Social

Sobre o pensamento e a linha argumentativa do trabalho de historiador de Nelson Werneck Sodré, em A História da Imprensa no Brasil, analise as afirmativas abaixo.

I. A questão da liberdade da imprensa, que estaria diretamente articulada à liberdade do povo de uma nação, é bastante importante.

II. A história da imprensa estaria diretamente relacionada à do capitalismo, tanto no Brasil como no mundo.

III. Uma de suas principais preocupações foi discorrer sobre datas de aparecimento e tempo de circulação dos diversos periódicos que existiram no Brasil.

IV. A evolução das tiragens dos jornais e revistas, a recepção do público e o aparecimento, o desenvolvimento e as mudanças no método da entrevista não serviram como norte de sua linha expositiva.

Das afirmativas apresentadas, estão corretas somente

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Jornalista |
Q2901521 Comunicação Social

No livro A História da Imprensa no Brasil, Nelson Werneck Sodré se propõe a compreender a trajetória da imprensa no País, a partir de uma divisão histórica que considera fundamental entre imprensa artesanal e industrial. De acordo com o autor, pode-se dizer que, no Brasil, a imprensa atravessou uma

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Jornalista |
Q2901517 Comunicação Social

Raymond Williams foi um dos "pais fundadores" dos Estudos Culturais britânicos que tiveram impacto significativo nos estudos de comunicação. Sobre as suas contribuições para a compreensão da cultura e da mídia, analise as afirmativas abaixo.

I. O autor rompe com a tradição dos estudos literários, que, até então, situavam a cultura fora do âmbito da sociedade.

II. Para o autor, o determinismo tecnológico, ao invés do determinismo econômico, era uma das chaves para compreender as instituições midiáticas.

III. Williams rompe com um marxismo "redutor", posicionando-se a favor de um marxismo complexo, que permita estudar a relação entre a cultura e as outras práticas sociais, não reduzindo a cultura a uma simples determinação econômica.

Dentre as afirmativas, está(ão) correta(s) somente

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Jornalista |
Q2901516 Comunicação Social

A semiologia foi um dos campos que mais influenciaram, metodologicamente, os estudos de comunicação, ao longo de sua história. Leia as afirmativas abaixo, considerando a semiologia.

I. Dois dos binômios da Semiologia tornaramse importantes para o estudo dos discursos da mídia: Significado e Significante; Denotação e Conotação.

II. De acordo com Roland Barthes, a Semiologia tem como objeto qualquer sistema de signos, que podem ter como substância: imagens, gestos, sons, dentre outros.

III. Como um campo específico de produção de saber, a Semiologia ficou restrita praticamente à França, pois não houve significativas contribuições para o estudo dos signos em outros países.

Das afirmativas apresentadas, está(ão) correta(s) somente

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Jornalista |
Q2901514 Comunicação Social

A partir do livro "Histórias da Teoria da Comunicação", de Armand e Michele Mattelard, nota-se a permanência, no decorrer da história das teorias sobre os fenômenos comunicativos, de um dualismo nas mais diversas correntes que se dedicaram à compreensão dos objetos da comunicação. Algumas dessas correntes e autores conferem mais poder à força do sistema sobre os atores sociais, enquanto outras se dedicam à análise das mediações sociais e das posições dos sujeitos e das audiências em relação aos processos e produtos da comunicação. Sobre esse tema, leia as afirmativas abaixo.

I. Louis Althusser tendeu a reduzir o aparelho ideológico "Informação" a um sistema monolítico sob o controle de uma totalidade privada, da qual a sociedade civil estava incluída, evocando uma tese de manipulação horizontal, a partir de uma estrutura social congelada e fora de qualquer contexto temporal.

II. A partir de um estudo sobre o processo de comunicação televisiva, Stuart Hall definiu três possibilidades de decodificação (dominante, oposicional e negociada) de uma mensagem, ressaltando, assim, a importância das audiências no processo de produção-circulação-consumo das mensagens.

III. Michel de Certeau tomou-se uma referência para os estudos de recepção e mediação por explorar as possibilidades de desvios, por parte dos atores sociais, dos dispositivos estabelecidos pelas ordens estatal e comercial no processo sociocomunicacional.

Dentre as afirmativas, está(ão) correta(s) somente

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Jornalista |
Q2901511 Comunicação Social

De acordo com Armand e Michele Mattelard, no livro "Histórias da Teoria da Comunicação", entre o final do século XIX e o início do XX, diversos autores se preocuparam com o tema das grandes concentrações populacionais nas cidades, desdobrado em estudos de comunicação que, posteriormente, constituíram um campo de conhecimento acadêmico próprio. Gabriel Tarde, um dos autores mais emblemáticos, no que diz respeito a tais estudos, cunhou um termo que acreditava caracterizar alguns elementos da época, articulando meios de comunicação a uma nova realidade social e psíquica. Considerando o tema citado, conclui-se que o autor cunhou o termo

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Jornalista |
Q2901497 Comunicação Social

"Indústria Cultural" foi um conceito cunhado pela Escola de Frankfurt, entre os anos 30 e 40, para compreender o processo de produção da cultura pelo capitalismo, na modernidade. Dialogando com esse conceito, na segunda metade dos anos 70, alguns autores do campo da Economia Política da Comunicação apresentam uma perspectiva diferente sobre os objetos de análise da Escola de Frankfurt. Sobre esse diálogo, de acordo com o livro "Histórias da Teoria da Comunicação", de Armand e Michele Mattelard, é possível afirmar que

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Jornalista |
Q2901494 Comunicação Social

Atualmente, diversos sites noticiosos abrem-se à colaboração dos internautas, na escrita de textos. Sobre o tema, de acordo com Alex Primo, no artigo "Webjornalismo participativo e a produção aberta de notícias", é possível afimar que

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Jornalista |
Q2901493 Comunicação Social

Além da dimensão propriamente tecnológica, outros fatores inspiram e justificam a emergência do chamado webjornalismo participativo na atualidade, segundo Alex Primo no artigo "Webjornalismo participativo e a produção aberta de notícias". Dentre eles, é possível citar o(s)

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Jornalista |
Q2901488 Comunicação Social

A interação é um dos aspectos que mais se destaca, quando são analisadas as transformações no jornalismo, a partir do advento da internet. Contudo, a participação dos leitores, ouvintes ou espectadores no processo de produção jornalística precede a introdução dos meios digitais, como lembra Alex Primo, no artigo "Webjornalismo participativo e a produção aberta de notícias". A respeito do tema, pode-se afirmar que

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Jornalista |
Q2901482 Comunicação Social

A internet vem transformando, significativamente, as mídias de massa tradicionais, sobretudo nos últimos dez anos. O webjomalismo participativo, definido, segundo Alex Primo, no artigo "Webjomalismo participativo e a produção aberta de notícias", por níveis e interação distintos do público que acessa e, em certa medida, produz um site com conteúdo noticioso, é uma das novidades deste novo contexto midiático que remodela as relações tradicionais e mais estanques entre emissor e receptor. No entanto, os sites oficiais de uma Universidade costumam não abrir espaços para a intervenção de seu público, quer seja, alunos e servidores. Assinale a alternativa que mais contribuiria como uma ferramenta para efetivar a interação desses atores sociais da Universidade em um site, segundo o que foi acima descrito.

Alternativas
Q2886451 Português

O texto II refere-se às questões 6, 7, 8, 9 e 10.

Texto II

A difícil arte de ser feliz

Não deixe que o medo do futuro interfira em sua felicidade e desfrute os momentos presentes com novos olhos

Você me pede que eu fale sobre a difícil arte de ser feliz. Digo primeiro que não é possível ser feliz. Felicidade é coisa muito grande. O máximo que os deuses nos concedem são momentos de alegria que, segundo Guimarães Rosa, acontecem em "raros momentos de distração".

Às vezes a gente fica infeliz por causa de coisas tristes: perde-se o emprego, uma pessoa querida morre ... Quando coisas assim acontecem, o certo é ficar triste. Quem continuar alegre em meio a situações de dor é doente. Alegria nem sempre é marca de saúde mental. Há uma alegria que é marca de loucura.

Mas às vezes a nossa infelicidade se deve à nossa estupidez e cegueira. Cegueira: isso mesmo. Olho bom que não vê. Jesus diz que os olhos são a lâmpada do corpo. Quando a lâmpada espalha luz, o mundo fica colorido. Quando a lâmpada espalha escuridão, o mundo fica tenebroso.

Você diz que é infeliz porque tem medo do futuro. Eu também tenho. A Adélia Prado tem um verso em que diz que o Paraíso vai ser igualzinho a esta vida, tudo do mesmo jeito, com uma única diferença: a gente não vai mais ter medo. Imagine que o presente é uma maçã madura, vermelha, perfumada, deliciosa. Você se prepara para comê-la, mas, de repente, percebe que dentro dela há um verme. O nome dele é medo. De onde ele vem? Do futuro. Estranho isso: o futuro ainda não aconteceu. Ele não existe. Como é que um verme pode nascer do que não existe? Não existe do lado de fora. Existe do lado de dentro. Dentro da imaginação o futuro existe. O verme nasce da alma. Para a alma, aquilo que é imaginado existe. Como diz Guimarães Rosa: "Tudo é real porque tudo é inventado". A alma é o lugar onde o que não existe, existe. Nossa imaginação perturbada enche o futuro de coisas terríveis que assombram o presente. Pode ser até que essas coisas terríveis venham a acontecer. Por isso eu também tenho medo. Mas o certo é viver a sua dor no momento em que ela vier, e não agora, quando ela não existe.

Jesus diz que sabedoria é viver apenas o dia presente. "Por que andais ansiosos pelo dia do amanhã? Olhai os lírios dos campos ... Olhai as aves dos céus ... Qual de vós, com sua ansiedade, será capaz de alterar o curso da vida?" Os lírios do campo serão cortados e morrerão. Também as aves do céu: o momento da sua morte vai chegar. Mas os lírios e as aves não vivem no futuro; vivem no presente. O fato é que aves e lírios vão morrer, mas não sabem que vão morrer. Nós vamos morrer e sabemos que vamos morrer. Em nosso futuro mora um grande medo. É desse grande medo que vem o verme ...

História Zen que já contei: Um homem caminhava por uma floresta. Anoitecia. Escuro. De repente, o rugido de um leão. O homem teve muito medo. Correu. No escuro não viu por onde ia. Caiu num precipício. No terror da queda agarrou-se a um galho que se projetava sobre o abismo. E assim ficou pendurado entre o leão e o vazio. De repente, olhando para a parede do precipício, viu uma plantinha e, nela, uma fruta vermelha. Era um morango. Ele estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu. Estava delicioso ... Aqui termina a história. É preciso ter olhos novos. Olhos que vejam os morangos à beira do abismo ... Carpe diem!

Rubem Alves (escritor, educador e psicanalista) Revista Psique. Ciência & vida. São Paulo: Editora Escala, n. 28, 2009, p.82.

Observe a forma verbal sublinhada abaixo.

"Mas o certo é viver a sua dor no momento em que ela vier... "

Das formas verbais a seguir, a que se encontra no mesmo tempo e modo que vier é

Alternativas
Q2886448 Português

O texto II refere-se às questões 6, 7, 8, 9 e 10.

Texto II

A difícil arte de ser feliz

Não deixe que o medo do futuro interfira em sua felicidade e desfrute os momentos presentes com novos olhos

Você me pede que eu fale sobre a difícil arte de ser feliz. Digo primeiro que não é possível ser feliz. Felicidade é coisa muito grande. O máximo que os deuses nos concedem são momentos de alegria que, segundo Guimarães Rosa, acontecem em "raros momentos de distração".

Às vezes a gente fica infeliz por causa de coisas tristes: perde-se o emprego, uma pessoa querida morre ... Quando coisas assim acontecem, o certo é ficar triste. Quem continuar alegre em meio a situações de dor é doente. Alegria nem sempre é marca de saúde mental. Há uma alegria que é marca de loucura.

Mas às vezes a nossa infelicidade se deve à nossa estupidez e cegueira. Cegueira: isso mesmo. Olho bom que não vê. Jesus diz que os olhos são a lâmpada do corpo. Quando a lâmpada espalha luz, o mundo fica colorido. Quando a lâmpada espalha escuridão, o mundo fica tenebroso.

Você diz que é infeliz porque tem medo do futuro. Eu também tenho. A Adélia Prado tem um verso em que diz que o Paraíso vai ser igualzinho a esta vida, tudo do mesmo jeito, com uma única diferença: a gente não vai mais ter medo. Imagine que o presente é uma maçã madura, vermelha, perfumada, deliciosa. Você se prepara para comê-la, mas, de repente, percebe que dentro dela há um verme. O nome dele é medo. De onde ele vem? Do futuro. Estranho isso: o futuro ainda não aconteceu. Ele não existe. Como é que um verme pode nascer do que não existe? Não existe do lado de fora. Existe do lado de dentro. Dentro da imaginação o futuro existe. O verme nasce da alma. Para a alma, aquilo que é imaginado existe. Como diz Guimarães Rosa: "Tudo é real porque tudo é inventado". A alma é o lugar onde o que não existe, existe. Nossa imaginação perturbada enche o futuro de coisas terríveis que assombram o presente. Pode ser até que essas coisas terríveis venham a acontecer. Por isso eu também tenho medo. Mas o certo é viver a sua dor no momento em que ela vier, e não agora, quando ela não existe.

Jesus diz que sabedoria é viver apenas o dia presente. "Por que andais ansiosos pelo dia do amanhã? Olhai os lírios dos campos ... Olhai as aves dos céus ... Qual de vós, com sua ansiedade, será capaz de alterar o curso da vida?" Os lírios do campo serão cortados e morrerão. Também as aves do céu: o momento da sua morte vai chegar. Mas os lírios e as aves não vivem no futuro; vivem no presente. O fato é que aves e lírios vão morrer, mas não sabem que vão morrer. Nós vamos morrer e sabemos que vamos morrer. Em nosso futuro mora um grande medo. É desse grande medo que vem o verme ...

História Zen que já contei: Um homem caminhava por uma floresta. Anoitecia. Escuro. De repente, o rugido de um leão. O homem teve muito medo. Correu. No escuro não viu por onde ia. Caiu num precipício. No terror da queda agarrou-se a um galho que se projetava sobre o abismo. E assim ficou pendurado entre o leão e o vazio. De repente, olhando para a parede do precipício, viu uma plantinha e, nela, uma fruta vermelha. Era um morango. Ele estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu. Estava delicioso ... Aqui termina a história. É preciso ter olhos novos. Olhos que vejam os morangos à beira do abismo ... Carpe diem!

Rubem Alves (escritor, educador e psicanalista) Revista Psique. Ciência & vida. São Paulo: Editora Escala, n. 28, 2009, p.82.

Nas orações seguintes, o verbo aparece no imperativo

"Olhai os lírios dos campos ... Olhai as aves dos céus ... "

Mantendo-se o imperativo, porém alterando o número, a forma correta seria

Alternativas
Q2886445 Português

O texto II refere-se às questões 6, 7, 8, 9 e 10.

Texto II

A difícil arte de ser feliz

Não deixe que o medo do futuro interfira em sua felicidade e desfrute os momentos presentes com novos olhos

Você me pede que eu fale sobre a difícil arte de ser feliz. Digo primeiro que não é possível ser feliz. Felicidade é coisa muito grande. O máximo que os deuses nos concedem são momentos de alegria que, segundo Guimarães Rosa, acontecem em "raros momentos de distração".

Às vezes a gente fica infeliz por causa de coisas tristes: perde-se o emprego, uma pessoa querida morre ... Quando coisas assim acontecem, o certo é ficar triste. Quem continuar alegre em meio a situações de dor é doente. Alegria nem sempre é marca de saúde mental. Há uma alegria que é marca de loucura.

Mas às vezes a nossa infelicidade se deve à nossa estupidez e cegueira. Cegueira: isso mesmo. Olho bom que não vê. Jesus diz que os olhos são a lâmpada do corpo. Quando a lâmpada espalha luz, o mundo fica colorido. Quando a lâmpada espalha escuridão, o mundo fica tenebroso.

Você diz que é infeliz porque tem medo do futuro. Eu também tenho. A Adélia Prado tem um verso em que diz que o Paraíso vai ser igualzinho a esta vida, tudo do mesmo jeito, com uma única diferença: a gente não vai mais ter medo. Imagine que o presente é uma maçã madura, vermelha, perfumada, deliciosa. Você se prepara para comê-la, mas, de repente, percebe que dentro dela há um verme. O nome dele é medo. De onde ele vem? Do futuro. Estranho isso: o futuro ainda não aconteceu. Ele não existe. Como é que um verme pode nascer do que não existe? Não existe do lado de fora. Existe do lado de dentro. Dentro da imaginação o futuro existe. O verme nasce da alma. Para a alma, aquilo que é imaginado existe. Como diz Guimarães Rosa: "Tudo é real porque tudo é inventado". A alma é o lugar onde o que não existe, existe. Nossa imaginação perturbada enche o futuro de coisas terríveis que assombram o presente. Pode ser até que essas coisas terríveis venham a acontecer. Por isso eu também tenho medo. Mas o certo é viver a sua dor no momento em que ela vier, e não agora, quando ela não existe.

Jesus diz que sabedoria é viver apenas o dia presente. "Por que andais ansiosos pelo dia do amanhã? Olhai os lírios dos campos ... Olhai as aves dos céus ... Qual de vós, com sua ansiedade, será capaz de alterar o curso da vida?" Os lírios do campo serão cortados e morrerão. Também as aves do céu: o momento da sua morte vai chegar. Mas os lírios e as aves não vivem no futuro; vivem no presente. O fato é que aves e lírios vão morrer, mas não sabem que vão morrer. Nós vamos morrer e sabemos que vamos morrer. Em nosso futuro mora um grande medo. É desse grande medo que vem o verme ...

História Zen que já contei: Um homem caminhava por uma floresta. Anoitecia. Escuro. De repente, o rugido de um leão. O homem teve muito medo. Correu. No escuro não viu por onde ia. Caiu num precipício. No terror da queda agarrou-se a um galho que se projetava sobre o abismo. E assim ficou pendurado entre o leão e o vazio. De repente, olhando para a parede do precipício, viu uma plantinha e, nela, uma fruta vermelha. Era um morango. Ele estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu. Estava delicioso ... Aqui termina a história. É preciso ter olhos novos. Olhos que vejam os morangos à beira do abismo ... Carpe diem!

Rubem Alves (escritor, educador e psicanalista) Revista Psique. Ciência & vida. São Paulo: Editora Escala, n. 28, 2009, p.82.

No período abaixo, temos duas orações, e cada oração tem o seu sujeito.

"Nossa imaginação perturbada enche o futuro de coisas terríveis que assombram o presente. "

Os núcleos dos sujeitos das orações transcritas são:

Alternativas
Q2886443 Português

O texto II refere-se às questões 6, 7, 8, 9 e 10.

Texto II

A difícil arte de ser feliz

Não deixe que o medo do futuro interfira em sua felicidade e desfrute os momentos presentes com novos olhos

Você me pede que eu fale sobre a difícil arte de ser feliz. Digo primeiro que não é possível ser feliz. Felicidade é coisa muito grande. O máximo que os deuses nos concedem são momentos de alegria que, segundo Guimarães Rosa, acontecem em "raros momentos de distração".

Às vezes a gente fica infeliz por causa de coisas tristes: perde-se o emprego, uma pessoa querida morre ... Quando coisas assim acontecem, o certo é ficar triste. Quem continuar alegre em meio a situações de dor é doente. Alegria nem sempre é marca de saúde mental. Há uma alegria que é marca de loucura.

Mas às vezes a nossa infelicidade se deve à nossa estupidez e cegueira. Cegueira: isso mesmo. Olho bom que não vê. Jesus diz que os olhos são a lâmpada do corpo. Quando a lâmpada espalha luz, o mundo fica colorido. Quando a lâmpada espalha escuridão, o mundo fica tenebroso.

Você diz que é infeliz porque tem medo do futuro. Eu também tenho. A Adélia Prado tem um verso em que diz que o Paraíso vai ser igualzinho a esta vida, tudo do mesmo jeito, com uma única diferença: a gente não vai mais ter medo. Imagine que o presente é uma maçã madura, vermelha, perfumada, deliciosa. Você se prepara para comê-la, mas, de repente, percebe que dentro dela há um verme. O nome dele é medo. De onde ele vem? Do futuro. Estranho isso: o futuro ainda não aconteceu. Ele não existe. Como é que um verme pode nascer do que não existe? Não existe do lado de fora. Existe do lado de dentro. Dentro da imaginação o futuro existe. O verme nasce da alma. Para a alma, aquilo que é imaginado existe. Como diz Guimarães Rosa: "Tudo é real porque tudo é inventado". A alma é o lugar onde o que não existe, existe. Nossa imaginação perturbada enche o futuro de coisas terríveis que assombram o presente. Pode ser até que essas coisas terríveis venham a acontecer. Por isso eu também tenho medo. Mas o certo é viver a sua dor no momento em que ela vier, e não agora, quando ela não existe.

Jesus diz que sabedoria é viver apenas o dia presente. "Por que andais ansiosos pelo dia do amanhã? Olhai os lírios dos campos ... Olhai as aves dos céus ... Qual de vós, com sua ansiedade, será capaz de alterar o curso da vida?" Os lírios do campo serão cortados e morrerão. Também as aves do céu: o momento da sua morte vai chegar. Mas os lírios e as aves não vivem no futuro; vivem no presente. O fato é que aves e lírios vão morrer, mas não sabem que vão morrer. Nós vamos morrer e sabemos que vamos morrer. Em nosso futuro mora um grande medo. É desse grande medo que vem o verme ...

História Zen que já contei: Um homem caminhava por uma floresta. Anoitecia. Escuro. De repente, o rugido de um leão. O homem teve muito medo. Correu. No escuro não viu por onde ia. Caiu num precipício. No terror da queda agarrou-se a um galho que se projetava sobre o abismo. E assim ficou pendurado entre o leão e o vazio. De repente, olhando para a parede do precipício, viu uma plantinha e, nela, uma fruta vermelha. Era um morango. Ele estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu. Estava delicioso ... Aqui termina a história. É preciso ter olhos novos. Olhos que vejam os morangos à beira do abismo ... Carpe diem!

Rubem Alves (escritor, educador e psicanalista) Revista Psique. Ciência & vida. São Paulo: Editora Escala, n. 28, 2009, p.82.

O autor conclui sua pequena história da seguinte maneira:

"É preciso ter olhos novos. Olhos que vejam os morangos à beira do abismo..."

Os morangos à beira do abismo significam:

Alternativas
Q2886442 Português

O texto II refere-se às questões 6, 7, 8, 9 e 10.

Texto II

A difícil arte de ser feliz

Não deixe que o medo do futuro interfira em sua felicidade e desfrute os momentos presentes com novos olhos

Você me pede que eu fale sobre a difícil arte de ser feliz. Digo primeiro que não é possível ser feliz. Felicidade é coisa muito grande. O máximo que os deuses nos concedem são momentos de alegria que, segundo Guimarães Rosa, acontecem em "raros momentos de distração".

Às vezes a gente fica infeliz por causa de coisas tristes: perde-se o emprego, uma pessoa querida morre ... Quando coisas assim acontecem, o certo é ficar triste. Quem continuar alegre em meio a situações de dor é doente. Alegria nem sempre é marca de saúde mental. Há uma alegria que é marca de loucura.

Mas às vezes a nossa infelicidade se deve à nossa estupidez e cegueira. Cegueira: isso mesmo. Olho bom que não vê. Jesus diz que os olhos são a lâmpada do corpo. Quando a lâmpada espalha luz, o mundo fica colorido. Quando a lâmpada espalha escuridão, o mundo fica tenebroso.

Você diz que é infeliz porque tem medo do futuro. Eu também tenho. A Adélia Prado tem um verso em que diz que o Paraíso vai ser igualzinho a esta vida, tudo do mesmo jeito, com uma única diferença: a gente não vai mais ter medo. Imagine que o presente é uma maçã madura, vermelha, perfumada, deliciosa. Você se prepara para comê-la, mas, de repente, percebe que dentro dela há um verme. O nome dele é medo. De onde ele vem? Do futuro. Estranho isso: o futuro ainda não aconteceu. Ele não existe. Como é que um verme pode nascer do que não existe? Não existe do lado de fora. Existe do lado de dentro. Dentro da imaginação o futuro existe. O verme nasce da alma. Para a alma, aquilo que é imaginado existe. Como diz Guimarães Rosa: "Tudo é real porque tudo é inventado". A alma é o lugar onde o que não existe, existe. Nossa imaginação perturbada enche o futuro de coisas terríveis que assombram o presente. Pode ser até que essas coisas terríveis venham a acontecer. Por isso eu também tenho medo. Mas o certo é viver a sua dor no momento em que ela vier, e não agora, quando ela não existe.

Jesus diz que sabedoria é viver apenas o dia presente. "Por que andais ansiosos pelo dia do amanhã? Olhai os lírios dos campos ... Olhai as aves dos céus ... Qual de vós, com sua ansiedade, será capaz de alterar o curso da vida?" Os lírios do campo serão cortados e morrerão. Também as aves do céu: o momento da sua morte vai chegar. Mas os lírios e as aves não vivem no futuro; vivem no presente. O fato é que aves e lírios vão morrer, mas não sabem que vão morrer. Nós vamos morrer e sabemos que vamos morrer. Em nosso futuro mora um grande medo. É desse grande medo que vem o verme ...

História Zen que já contei: Um homem caminhava por uma floresta. Anoitecia. Escuro. De repente, o rugido de um leão. O homem teve muito medo. Correu. No escuro não viu por onde ia. Caiu num precipício. No terror da queda agarrou-se a um galho que se projetava sobre o abismo. E assim ficou pendurado entre o leão e o vazio. De repente, olhando para a parede do precipício, viu uma plantinha e, nela, uma fruta vermelha. Era um morango. Ele estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu. Estava delicioso ... Aqui termina a história. É preciso ter olhos novos. Olhos que vejam os morangos à beira do abismo ... Carpe diem!

Rubem Alves (escritor, educador e psicanalista) Revista Psique. Ciência & vida. São Paulo: Editora Escala, n. 28, 2009, p.82.

Quando o autor diz "A alma é o lugar onde o que não existe, existe.", dá a entender que

Alternativas
Q2886405 Português

O texto 1 refere-se às questões 1, 2, 3, 4 e 5.

TEXTO I

Ao responder para o comprador "-Problema seu." (Linha 44), a mulher vendedora

Alternativas
Q2815875 Legislação Federal
Os órgãos específicos e entidades que integram a estrutura básica do Ministério da Justiça definidos pela Lei 10.683/03 e atualizações, são
Alternativas
Q2815835 Noções de Informática

No Microsoft Word podemos selecionar textos usando o mouse ou o teclado. Para selecionarmos o parágrafo abaixo do cursor, considerando este se encontra no início, devemos combinar as teclas CTRL +

Alternativas
Q2815834 Noções de Informática

Existem diversas categorias comerciais de software. Aquela que é disponibilizada, ainda não acabada, para avaliação e testes é chamada de uma versão de software

Alternativas
Respostas
8761: C
8762: A
8763: E
8764: E
8765: D
8766: B
8767: B
8768: C
8769: C
8770: A
8771: B
8772: A
8773: B
8774: D
8775: D
8776: D
8777: C
8778: A
8779: A
8780: D