Questões de Concurso
Comentadas para jornalista
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Ao produzir conteúdos jornalísticos, o profissional de imprensa precisa conhecer bem cada veículo, buscando aproveitar ao máximo suas características. Neste contexto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. A multimidialidade só poderá ser exercida plenamente no jornalismo televisivo com a entrada em vigor da TV Digital.
II. Imediatismo é a característica que permite a um meio de comunicação, como o Rádio, transmitir uma notícia no momento em que ela acontece.
III. O Rádio também tem como característica a Instantaneidade, ou seja, é preciso estar sintonizado no exato momento em que a notícia é veiculada para captá-la.
IV. Com a Internet, o jornalista passou a contar com uma nova e importante característica na execução de seu trabalho: a interação, fazendo com que o público também interfira na produção da notícia.
Estão corretas as afirmações:
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. Arantza Echaniz, em seus estudos sobre a ética na comunicação, afirma que os profissionais de imprensa devem desenvolver sua função atendendo ao compromisso da responsabilidade derivada de sua importante tarefa, de acordo com a prescrição constitucional e os princípios deontológicos da profissão jornalística.
Espera-se, assim, que um bom jornalista:
I. Observe sempre uma clara distinção entre material publicitário e informação jornalística, evitando qualquer confusão ou distorção deliberada destes, bem como a difusão de conjecturas e boatos.
II. Utilize quaisquer meios possíveis, lícitos ou não, a fim de buscar informações que possam ser levadas ao público, uma vez que o direito à informação é soberano.
III. Nunca utilize em benefício próprio informações privilegiadas obtidas de forma confidencial como jornalistas no exercício de sua função informativa.
IV. Sempre aceite o chamado “off the record”, mas apenas respeite o acordo com a fonte na medida em que a informação repassada não represente uma grande novidade, caso contrário, é dever do jornalista informar à sociedade tudo o que sabe.
Estão corretas as afirmações:
Em seus estudos sobre a Retórica, _________ abordou o ato de se comunicar, discutindo os possíveis objetivos de quem fala. Para ele, a meta principal da comunicação é a persuasão, ou seja, a tentativa de levar outras pessoas a adotarem determinado ponto de vista.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte.
“E na noite que transformava o frio do inverno no calor do Carnaval, eu tinha a certeza de que aquele som dos bombos fazia parte do meu código genético.” (1º§)
Há duas ocorrências do vocábulo “que” no trecho em análise. Contudo, possuem classificações morfológicas distintas. Assim, nota-se que, respectivamente, são:Texto II
Carnaval de trazer por casa
Quinze dias antes já os olhos se colavam aos pés, com medo de uma queda que acabasse com o Carnaval. Subíamos e descíamos as escadas, como quem pisa algodão. [...] Nós éramos todas meninas. Tínhamos a idade que julgávamos ser eterna. Sonhávamos com os cinco dias mais prometidos do ano. A folia começava sexta-feira e só terminava terça quando as estrelas iam muito altas. Havia o cheiro das bombinhas que tinham um odor aproximado ao dos ovos podres e que se misturava com o pó do baile que se colava aos lábios. Que se ressentiam vermelhos de dor. Havia o cantor esganiçado em palco a tentar a afinação, que quase nunca conseguia: [...] Depois os bombos saíam à rua, noite fora, dia adentro. [...] E na noite que transformava o frio do inverno no calor do Carnaval, eu tinha a certeza de que aquele som dos bombos fazia parte do meu código genético. E que o Carnaval ia estar sempre presente nas ruas estreitas da minha aldeia, assim, igual a si próprio, com os carros de bois a chiar pelas ruas, homens vestidos de mulheres com pernas cheias de pelos, mulheres vestidas de bebês, o meu pai vestido de François Mitterrand e eu com a certeza de que o mundo estava todo certo naqueles cinco dias, na minha aldeia.
O outro, o que via nas televisões, não era meu.
(FREITAS, Eduarda. Revista Carta Capital. Disponível em: http:// www.cartacapital.com.br/sociedade/carnaval-de-trazer-porcasa/?autor=40. Acesso em set. 2016.)
Texto II
Carnaval de trazer por casa
Quinze dias antes já os olhos se colavam aos pés, com medo de uma queda que acabasse com o Carnaval. Subíamos e descíamos as escadas, como quem pisa algodão. [...] Nós éramos todas meninas. Tínhamos a idade que julgávamos ser eterna. Sonhávamos com os cinco dias mais prometidos do ano. A folia começava sexta-feira e só terminava terça quando as estrelas iam muito altas. Havia o cheiro das bombinhas que tinham um odor aproximado ao dos ovos podres e que se misturava com o pó do baile que se colava aos lábios. Que se ressentiam vermelhos de dor. Havia o cantor esganiçado em palco a tentar a afinação, que quase nunca conseguia: [...] Depois os bombos saíam à rua, noite fora, dia adentro. [...] E na noite que transformava o frio do inverno no calor do Carnaval, eu tinha a certeza de que aquele som dos bombos fazia parte do meu código genético. E que o Carnaval ia estar sempre presente nas ruas estreitas da minha aldeia, assim, igual a si próprio, com os carros de bois a chiar pelas ruas, homens vestidos de mulheres com pernas cheias de pelos, mulheres vestidas de bebês, o meu pai vestido de François Mitterrand e eu com a certeza de que o mundo estava todo certo naqueles cinco dias, na minha aldeia.
O outro, o que via nas televisões, não era meu.
(FREITAS, Eduarda. Revista Carta Capital. Disponível em: http:// www.cartacapital.com.br/sociedade/carnaval-de-trazer-porcasa/?autor=40. Acesso em set. 2016.)
Texto I
Ensinamento
Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
“Coitado, até essa hora no serviço pesado”.
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.
(Adélia Prado)