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O texto adiante é um fragmento do artigo Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. Sua autora, Sueli Carneiro, é filósofa, escritora, ativista antirracismo do movimento social negro brasileiro, fundadora e coordenadora executiva do Geledés – Instituto da Mulher Negra São Paulo SP.
Leia-o, atentamente, e responda à questão.
“Insisto em contar a forma pela qual foi assegurada, no registro de nascimento de minha filha Luanda, a sua identidade negra. O pai, branco, vai ao cartório, o escrivão preenche o registro e, no campo destinado à cor, escreve: branca. O pai diz ao escrivão que a cor está errada, porque a mãe da criança é negra. O escrivão, resistente, corrige o erro e planta a nova cor: parda. O pai novamente reage e diz que sua filha não é parda. O escrivão irritado pergunta, ‘Então qual a cor de sua filha?’. O pai responde, ‘Negra’. O escrivão retruca, ‘Mas ela não puxou nem um pouquinho ao senhor?’ É assim que se vão clareando as pessoas no Brasil e o Brasil.
Esse pai, brasileiro naturalizado e de fenótipo
ariano, não tem, como branco que de fato é, as dúvidas metafísicas que assombram a racialidade no
Brasil, um país percebido por ele e pela maioria de
estrangeiros brancos como de maioria negra. Não
fosse a providência e insistência paternas, minha filha
pagaria eternamente o mico de, com sua vasta
carapinha, ter o registro de branca, como ocorre com
filhos de um famoso jogador de futebol negro.”

O texto adiante é um fragmento do artigo Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. Sua autora, Sueli Carneiro, é filósofa, escritora, ativista antirracismo do movimento social negro brasileiro, fundadora e coordenadora executiva do Geledés – Instituto da Mulher Negra São Paulo SP.
Leia-o, atentamente, e responda à questão.
“Insisto em contar a forma pela qual foi assegurada, no registro de nascimento de minha filha Luanda, a sua identidade negra. O pai, branco, vai ao cartório, o escrivão preenche o registro e, no campo destinado à cor, escreve: branca. O pai diz ao escrivão que a cor está errada, porque a mãe da criança é negra. O escrivão, resistente, corrige o erro e planta a nova cor: parda. O pai novamente reage e diz que sua filha não é parda. O escrivão irritado pergunta, ‘Então qual a cor de sua filha?’. O pai responde, ‘Negra’. O escrivão retruca, ‘Mas ela não puxou nem um pouquinho ao senhor?’ É assim que se vão clareando as pessoas no Brasil e o Brasil.
Esse pai, brasileiro naturalizado e de fenótipo
ariano, não tem, como branco que de fato é, as dúvidas metafísicas que assombram a racialidade no
Brasil, um país percebido por ele e pela maioria de
estrangeiros brancos como de maioria negra. Não
fosse a providência e insistência paternas, minha filha
pagaria eternamente o mico de, com sua vasta
carapinha, ter o registro de branca, como ocorre com
filhos de um famoso jogador de futebol negro.”
ESTÁCIO, HOLLY ESTÁCIO
Se alguém quer matar-me de amor
Que me mate no Estácio
Bem no compasso,
Bem junto ao passo
Do passista da escola de samba
Do Largo do Estácio
O Estácio acalma o sentido dos erros que eu faço
Trago não traço,
Faço não caço
O amor da morena maldita
Domingo no espaço
Fico manso, amanso a dor
Holliday é um dia de paz
Solto o ódio, mato o amor
Holliday eu já não penso mais
Luiz Melodia
ESTÁCIO, HOLLY ESTÁCIO
Se alguém quer matar-me de amor
Que me mate no Estácio
Bem no compasso,
Bem junto ao passo
Do passista da escola de samba
Do Largo do Estácio
O Estácio acalma o sentido dos erros que eu faço
Trago não traço,
Faço não caço
O amor da morena maldita
Domingo no espaço
Fico manso, amanso a dor
Holliday é um dia de paz
Solto o ódio, mato o amor
Holliday eu já não penso mais
Luiz Melodia

O trecho adiante é um fragmento do romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto (1881-1922). Leia-o e responda às questões propostas a seguir:
“(...) De manhã, pus-me a recapitular todos esses
episódios; e sobre todos pairava a figura inflada,
mescla de suíno e de símio, do célebre jornalista
Raul Gusmão. O próprio Oliveira, tão parvo e tão
besta, tinha alguma coisa dele, do seu fingimento
de superioridade, dos seus gestos fabricados, da
sua procura de frases de efeito, de seu galope para
o espanto e para a surpresa. Era já o genial, com
quem viria travar conhecimento mais tarde, que me
assombrava com o seu maquinismo de pose e me
colhia nos alçapões de apanhar os simples. E senti
também que o espantoso Gusmão e o bobo Oliveira
me tinham desviado da observação meticulosa a que
vinha submetendo o padeiro de Itaporanga. Achava
extraordinário que um varejista de um vilarejo longínquo
cultivasse e mantivesse amizades tão fora do
seu círculo; não se explicava bem aquele seu norteio
para os jornalistas, a especial admiração com que os
cercava, o carinho com que tratava todos. (...)”

O trecho adiante é um fragmento do romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto (1881-1922). Leia-o e responda às questões propostas a seguir:
“(...) De manhã, pus-me a recapitular todos esses
episódios; e sobre todos pairava a figura inflada,
mescla de suíno e de símio, do célebre jornalista
Raul Gusmão. O próprio Oliveira, tão parvo e tão
besta, tinha alguma coisa dele, do seu fingimento
de superioridade, dos seus gestos fabricados, da
sua procura de frases de efeito, de seu galope para
o espanto e para a surpresa. Era já o genial, com
quem viria travar conhecimento mais tarde, que me
assombrava com o seu maquinismo de pose e me
colhia nos alçapões de apanhar os simples. E senti
também que o espantoso Gusmão e o bobo Oliveira
me tinham desviado da observação meticulosa a que
vinha submetendo o padeiro de Itaporanga. Achava
extraordinário que um varejista de um vilarejo longínquo
cultivasse e mantivesse amizades tão fora do
seu círculo; não se explicava bem aquele seu norteio
para os jornalistas, a especial admiração com que os
cercava, o carinho com que tratava todos. (...)”
Considere o que informa o trecho adiante no conjunto do fragmento dado. Assinale a alternativa com os termos que expressam, respectivamente, os sentidos dados pelo narrador às expressões em destaque.
“(...) Achava extraordinário que um varejista
de um vilarejo longínquo cultivasse e mantivesse
amizades tão fora do seu círculo; não se explicava bem aquele seu norteio para os jornalistas,
a especial admiração com que os cercava, o carinho
com que tratava todos. (...)”

O trecho adiante é um fragmento do romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto (1881-1922). Leia-o e responda às questões propostas a seguir:
“(...) De manhã, pus-me a recapitular todos esses
episódios; e sobre todos pairava a figura inflada,
mescla de suíno e de símio, do célebre jornalista
Raul Gusmão. O próprio Oliveira, tão parvo e tão
besta, tinha alguma coisa dele, do seu fingimento
de superioridade, dos seus gestos fabricados, da
sua procura de frases de efeito, de seu galope para
o espanto e para a surpresa. Era já o genial, com
quem viria travar conhecimento mais tarde, que me
assombrava com o seu maquinismo de pose e me
colhia nos alçapões de apanhar os simples. E senti
também que o espantoso Gusmão e o bobo Oliveira
me tinham desviado da observação meticulosa a que
vinha submetendo o padeiro de Itaporanga. Achava
extraordinário que um varejista de um vilarejo longínquo
cultivasse e mantivesse amizades tão fora do
seu círculo; não se explicava bem aquele seu norteio
para os jornalistas, a especial admiração com que os
cercava, o carinho com que tratava todos. (...)”
Inclui as atividades de recebimento, classificação, registro, distribuição e tramitação dos documentos; organização e arquivamento de documentos em fase corrente e intermediária; e a elaboração de normas de acesso à documentação e à recuperação de informações.
A descrição acima se refere a qual fase básica da gestão de documentos?
Os arquivos permanentes:
I. Devem ser preservados por apresentarem um valor histórico-cultural.
II. São abertos ao público, isto é, não há restrições quanto à possibilidade de pesquisa por terceiros.
III. Deixaram de ser frequentemente consultados, embora os órgãos que os receberam e os produziram podem ainda solicitá-los para tratar de assuntos idênticos.
É correto o que se afirma em:
Analise as assertivas abaixo.
I. É dever fundamental do servidor público ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal.
II. É dever fundamental do servidor público dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade da pessoa humana.
III.É dever fundamental do servidor público abster-se de exercer as prerrogativas funcionais do cargo de forma contrária aos legítimos interesses dos usuários do serviço público.
É correto o que se afirma em: