Questões de Concurso Comentadas para psicologia

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Q1102985 Psicologia
O fragmento a seguir contextualiza o tema tratado nas questões 07 e 08.
“A atenção é o processo pelo qual a consciência é direcionada para determinado estímulo (de origem externa ou interna), que pode ser uma imagem perceptiva ou representativa, um afeto ou um pensamento. Há uma concentração da atividade mental sobre um objeto específico (ou poucos objetos) em detrimento dos demais. O que é selecionado pela atividade da atenção adquire maior clareza e nitidez. (...) Atenção e consciência são funções psíquicas muito próximas e conectadas, mas não são a mesma coisa. Se não há lucidez de consciência, a atenção não pode funcionar adequadamente, mas a atenção pode estar alterada mesmo se o nível da consciência está normal.”
(Cheniaux, 2015, p. 28.)
A atenção é uma das funções psíquicas que possuem alterações quantitativas e qualitativas. Entre as primeiras destacam-se a hipoprosexia e a aprosexia; e entre as alterações qualitativas observa-se a rigidez e a labilidade. Tendo isso em vista, associe adequadamente as colunas a seguir. 1. Aprosexia. 2. Hipoprosexia. 3. Labilidade. 4. Rigidez. ( ) Esquizofrenia e demência. ( ) Depressão e oligofrenia apática. ( ) Transtornos dissociativos e epilepsia. ( ) Intoxicação por anfetamina, cocaína e alucinógenos. A sequência está correta em
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Q1102983 Psicologia
O fragmento a seguir contextualiza o tema tratado nas questões 04, 05 e 06.
“A palavra consciência vem do latim, cum scientia, que, por sua vez, é uma tradução da palavra grega syneidesis. Cum scientia significa literalmente uma ciência acompanhada de outra ciência, ou uma relação cognoscitiva com. Originalmente, a apalavra consciência tinha o significado de consciência moral, que equivale no alemão a Gewissen, e, no inglês, a conscience. Só posteriormente surgiu o conceito de consciência psicológica – mais amplo que o conceito de consciência moral, abarcando este –, que corresponde a Bewusstsein, no alemão, e a consciousness, no inglês. Nas línguas neolatinas, como o português, consciência se refere a ambos os conceitos.”
(Cheniaux, 2015, p. 17.)
Entre as alterações qualitativas da consciência identifica-se o estreitamento do campo da consciência. Acerca dessas alterações, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) O estreitamento do campo de consciência é a característica que define os estados crepusculares, expressão introduzida por Westphal. ( ) Os estados crepusculares ocorrem também em estados hipnóticos, nas reações agudas ao estresse e nas crises de pavor noturno. ( ) Na epilepsia parcial complexa podem ocorrer condutas violentas ou impulsivas, delírios e alucinações, estados afetivos intensos, agitação ou inibição psicomotora. ( ) Nos estados dissociativos histéricos estão incluídos os estados de transe, sonambulismo, fugas e amnésia psicogênica, a síndrome de Ganser e a alienação da realidade. A sequência está correta em
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Q1102982 Psicologia
O fragmento a seguir contextualiza o tema tratado nas questões 04, 05 e 06.
“A palavra consciência vem do latim, cum scientia, que, por sua vez, é uma tradução da palavra grega syneidesis. Cum scientia significa literalmente uma ciência acompanhada de outra ciência, ou uma relação cognoscitiva com. Originalmente, a apalavra consciência tinha o significado de consciência moral, que equivale no alemão a Gewissen, e, no inglês, a conscience. Só posteriormente surgiu o conceito de consciência psicológica – mais amplo que o conceito de consciência moral, abarcando este –, que corresponde a Bewusstsein, no alemão, e a consciousness, no inglês. Nas línguas neolatinas, como o português, consciência se refere a ambos os conceitos.”
(Cheniaux, 2015, p. 17.)
As alterações quantitativas da consciência podem ser normais ou patológicas. Essas alterações se referem à intensidade da clareza das vivências psíquicas. Entre as alterações patológicas, o rebaixamento do nível de consciência refere-se a um nível de consciência entre a lucidez e o coma; relaciona-se a um comprometimento difuso e generalizado do funcionamento cerebral, bem como afeta as funções de atenção, orientação alopsíquica, pensamento, inteligência, sensopercepção, memória, afeto e psicomotricidade. Sobre o comprometimento psicomotor, assinale a alternativa correta.
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Q1102981 Psicologia
O fragmento a seguir contextualiza o tema tratado nas questões 04, 05 e 06.
“A palavra consciência vem do latim, cum scientia, que, por sua vez, é uma tradução da palavra grega syneidesis. Cum scientia significa literalmente uma ciência acompanhada de outra ciência, ou uma relação cognoscitiva com. Originalmente, a apalavra consciência tinha o significado de consciência moral, que equivale no alemão a Gewissen, e, no inglês, a conscience. Só posteriormente surgiu o conceito de consciência psicológica – mais amplo que o conceito de consciência moral, abarcando este –, que corresponde a Bewusstsein, no alemão, e a consciousness, no inglês. Nas línguas neolatinas, como o português, consciência se refere a ambos os conceitos.”
(Cheniaux, 2015, p. 17.)
A respeito da consciência psicológica é possível afirmar que ela constitui a síntese ou integração de todos os processos mentais. São características da consciência psicológica:
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Q1102980 Psicologia
A atitude é uma variável pouco explorada e pouco estudada no âmbito da psicopatologia e avaliação dos processos psicológicos básicos. Por vezes, essa variável é compreendida, em sentido amplo, como sinônimo de comportamento tal como é o caso da atitude alucinatória, que consiste em comportar-se como se estivesse ouvindo vozes de pessoas que não estão presentes, conforme é explicitado em meio psiquiátrico. No que se refere às alterações de atitude, é correto afirmar que
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Q1102979 Psicologia
“O Código de Ética Profissional do Psicólogo visa, entre diferentes objetivos, fomentar a autorreflexão exigida de cada indivíduo acerca da sua práxis, de modo a responsabilizá-lo, pessoal e coletivamente, por ações e suas consequências no exercício profissional.” (CFP, 2005, p. 5.) Tendo em vista o referido objetivo, analise as afirmativas a respeito do que seja vedado ao psicólogo. I. Acumpliciar-se com pessoas ou organizações que exerçam ou favoreçam o exercício ilegal da profissão ou de qualquer outra atividade profissional. II. Prestar serviços ou vincular o título de psicólogo a serviços de atendimento psicológico cujos procedimentos, técnicas e meios incompatíveis e irregulares no exercício profissional. III. Dar atenção à comercialização, aquisição, doação, empréstimo, guarda e forma de divulgação do material privativo do psicólogo de forma consonante com a normatização profissional. IV. Interferir na validade e fidedignidade de instrumentos e técnicas psicológicas, alterando resultados conforme as necessidades do sujeito assistido e/ou fazer emissão de documentos com pareceres que cerceiam indivíduos. Estão corretas apenas as afirmativas
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Q1102978 Psicologia
“(...) Ao aprovar e divulgar o Código de Ética Profissional do Psicólogo, a expectativa é de que ele seja um instrumento capaz de delinear para a sociedade as responsabilidades e deveres do psicólogo, oferecer diretrizes para a sua formação e balizar os julgamentos das suas ações, contribuindo para o fortalecimento e ampliação do significado social da profissão.” (CFP, 2005, p. 6.) Considerando o fragmento de texto e no que tange aos deveres e proibições ao psicólogo, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Cabe ao psicólogo assumir responsabilidades profissionais somente por atividades para as quais esteja capacitado pessoal, teórica e tecnicamente. ( ) O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento da psicologia como campo científico de conhecimento e de prática. ( ) O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos. ( ) É dever do psicólogo prestar serviços de qualidade em condições de trabalho dignas e apropriadas à natureza desses serviços, pautado em princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional. A sequência está correta em
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Q1102719 Português
Texto II para responder às questões de 36 a 40.
[...]
Entrevistador – Como você vê o papel do escritor em um país como o Brasil?
*João Antônio – Para mim, o escritor, enquanto escreve, é exclusivamente um escritor – operário da palavra queimando olhos e criando corcunda sobre o papel e a máquina. Pronto o livro, o autor brasileiro não deve fugir à realidade de que é um vendedor, como um vendedor de cebolas ou batatas. Mas com uma diferença, é claro: no Brasil o livro não é considerado como produto de primeira necessidade, como os cereais. Também por isso, há de se sair a campo e de se divulgar o que se sabe fazer. Efetivamente, é mais do que um camelô de sua área: conversa sobre a obra, mas o ideal é que ouça muito o seu parceiro, o leitor. Que jamais se estabeleça um clima formal, doutoral, beletrístico, mas de debate, discussão, questionamento, amizade. Se o escritor se enclausura numa torre, se atende apenas à onda geral da feira de vaidades que é a chamada vida literária, jamais poderá sentir a realidade de seu público.
(ANTÔNIO, João. Malagueta, Perus e Bacanaço. São Paulo: Ática, 1998. Fragmento.)
*João Antônio Ferreira Filho (1937-1996), escritor paulista, é considerado um dos melhores contistas brasileiros do século XX.
Em sua resposta, o entrevistado utiliza-se de um recurso de expressão para referir-se ao escritor em que
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Q1102711 Português
Texto I para responder às questões de 21 a 35.

Ódio ao Semelhante – Sobre a Militância de Tribunal

    Ninguém pode negar o conflito como parte fundamental do fenômeno político. Só existe política porque existem diferenças, discordâncias, visões de mundo que se distanciam, ideologias, lutas por direitos, por hegemonia. Isso quer dizer que no cerne do fenômeno político está a democracia como um desejo de participação que implica as tenções próprias à diferença que busca um lugar no contexto social. [...]     
    Esse texto não tem por finalidade tratar da importância do conflito ou da crítica, mas analisar um fenômeno que surgiu, e se potencializou, na era das redes sociais: a “militância de tribunal”. Essa prática é apresentada como manifestação de ativismo político, mas se reduz ao ato de proferir julgamentos, todos de natureza condenatória, contra seus adiversários e, muitas vezes, em desfavor dos próprios parceiros de projeto político. São típicos julgamentos de excessão, nos quais a figura do acusador e do julgador se confundem, não existe uma acusação bem delimitada, nem a oportunidade do acusado se defender. Nesses julgamentos, que muito revela do “militante de tribunal”, os eventuais erros do “acusado”, por um lado, são potencializados, sem qualquer compromisso com a facticidade; por outro, perdem importância para a hipótese previamente formulada pelo acusador-julgador, a partir de preconceitos, perversões, ressentimentos, inveja e, sobretudo, ódio.
    Ódio direcionado ao inimigo, aquele com o qual o “acusador-julgador” não se identifica e, por essa razão, nega a possibilidade de dialogar e, o que tem se tornado cada vez mais frequente, o ódio relacionado ao próximo, aquele que é, ou deveria ser, um aliado nas trincheiras políticas. Ódio que nasce daquilo que Freud chamou de “narcisismo das pequenas diferenças”. Ódio ao semelhante, aquele que admiramos, do qual somos “parceiros”, ao qual, contudo, dedicamos nosso ódio sempre que ele não faz exatamente aquilo que deveria – ou o que nós acreditamos que deveria – fazer.
   Exemplos não faltam. Pense-se na militante feminista que gasta mais tempo a “condenar” outras mulheres, a julgar outros “feminismos”, do que no enfrentamento concreto à dominação masculina. A Internet está cheia de exemplos de especialistas em julgamento e condenação. A caça por sucesso naquilo que imaginam ser o “clubinho das feministas” (por muitas que se dizem feministas enquanto realizam o feminismo como uma mera moral) tem algo da antiga caça às bruxas que regozija até hoje o machismo estrutural. Nunca se verá a “militante de tribunal feminista” em atitude isenta elogiando a postura correta, mas sempre espetacularizando a postura “errada” daquela que deseja condenar. Muitas constroem seus nomes virtuais, seu capital político, aquilo que imaginam ser um verdadeiro protagonismo feminista, no meio dessas pequenas guerras e linchamentos virtuais nas quais se consideram vencedoras pela gritaria. Há, infelizmente, feministas que se perdem, esvaziam o feminismo e servem de espetáculo àqueles que adoram odiar o feminismo. [...] Apoio mesmo, concreto, às grandes lutas do feminismo, isso não, pois não é tão fácil nem deve dar tanto prazer quanto a condenação no tribunal virtual montado em sua própria casa. [...]
(Marcia Tiburi e Rubens Casara. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/odio-ao-semelhante-sobre-a-militancia-detribunal/. Publicado dia: 10/01/2016. Adaptado.)
Os argumentos apresentados constituem um dos recursos para a construção da tipologia textual apresentada. Como característica de tal texto, as ideias e opiniões do autor são explicitadas com base em tais argumentos. Diante da forma como o assunto é trazido ao texto, pode-se afirmar que os sentimentos dos autores em relação ao assunto tratado são de:
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Q1102707 Português
Texto I para responder às questões de 21 a 35.

Ódio ao Semelhante – Sobre a Militância de Tribunal

    Ninguém pode negar o conflito como parte fundamental do fenômeno político. Só existe política porque existem diferenças, discordâncias, visões de mundo que se distanciam, ideologias, lutas por direitos, por hegemonia. Isso quer dizer que no cerne do fenômeno político está a democracia como um desejo de participação que implica as tenções próprias à diferença que busca um lugar no contexto social. [...]     
    Esse texto não tem por finalidade tratar da importância do conflito ou da crítica, mas analisar um fenômeno que surgiu, e se potencializou, na era das redes sociais: a “militância de tribunal”. Essa prática é apresentada como manifestação de ativismo político, mas se reduz ao ato de proferir julgamentos, todos de natureza condenatória, contra seus adiversários e, muitas vezes, em desfavor dos próprios parceiros de projeto político. São típicos julgamentos de excessão, nos quais a figura do acusador e do julgador se confundem, não existe uma acusação bem delimitada, nem a oportunidade do acusado se defender. Nesses julgamentos, que muito revela do “militante de tribunal”, os eventuais erros do “acusado”, por um lado, são potencializados, sem qualquer compromisso com a facticidade; por outro, perdem importância para a hipótese previamente formulada pelo acusador-julgador, a partir de preconceitos, perversões, ressentimentos, inveja e, sobretudo, ódio.
    Ódio direcionado ao inimigo, aquele com o qual o “acusador-julgador” não se identifica e, por essa razão, nega a possibilidade de dialogar e, o que tem se tornado cada vez mais frequente, o ódio relacionado ao próximo, aquele que é, ou deveria ser, um aliado nas trincheiras políticas. Ódio que nasce daquilo que Freud chamou de “narcisismo das pequenas diferenças”. Ódio ao semelhante, aquele que admiramos, do qual somos “parceiros”, ao qual, contudo, dedicamos nosso ódio sempre que ele não faz exatamente aquilo que deveria – ou o que nós acreditamos que deveria – fazer.
   Exemplos não faltam. Pense-se na militante feminista que gasta mais tempo a “condenar” outras mulheres, a julgar outros “feminismos”, do que no enfrentamento concreto à dominação masculina. A Internet está cheia de exemplos de especialistas em julgamento e condenação. A caça por sucesso naquilo que imaginam ser o “clubinho das feministas” (por muitas que se dizem feministas enquanto realizam o feminismo como uma mera moral) tem algo da antiga caça às bruxas que regozija até hoje o machismo estrutural. Nunca se verá a “militante de tribunal feminista” em atitude isenta elogiando a postura correta, mas sempre espetacularizando a postura “errada” daquela que deseja condenar. Muitas constroem seus nomes virtuais, seu capital político, aquilo que imaginam ser um verdadeiro protagonismo feminista, no meio dessas pequenas guerras e linchamentos virtuais nas quais se consideram vencedoras pela gritaria. Há, infelizmente, feministas que se perdem, esvaziam o feminismo e servem de espetáculo àqueles que adoram odiar o feminismo. [...] Apoio mesmo, concreto, às grandes lutas do feminismo, isso não, pois não é tão fácil nem deve dar tanto prazer quanto a condenação no tribunal virtual montado em sua própria casa. [...]
(Marcia Tiburi e Rubens Casara. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/odio-ao-semelhante-sobre-a-militancia-detribunal/. Publicado dia: 10/01/2016. Adaptado.)
Depreende-se da argumentação do texto acerca da expressão “militância de tribunal” que
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Q1102703 Português
Texto I para responder às questões de 21 a 35.

Ódio ao Semelhante – Sobre a Militância de Tribunal

    Ninguém pode negar o conflito como parte fundamental do fenômeno político. Só existe política porque existem diferenças, discordâncias, visões de mundo que se distanciam, ideologias, lutas por direitos, por hegemonia. Isso quer dizer que no cerne do fenômeno político está a democracia como um desejo de participação que implica as tenções próprias à diferença que busca um lugar no contexto social. [...]     
    Esse texto não tem por finalidade tratar da importância do conflito ou da crítica, mas analisar um fenômeno que surgiu, e se potencializou, na era das redes sociais: a “militância de tribunal”. Essa prática é apresentada como manifestação de ativismo político, mas se reduz ao ato de proferir julgamentos, todos de natureza condenatória, contra seus adiversários e, muitas vezes, em desfavor dos próprios parceiros de projeto político. São típicos julgamentos de excessão, nos quais a figura do acusador e do julgador se confundem, não existe uma acusação bem delimitada, nem a oportunidade do acusado se defender. Nesses julgamentos, que muito revela do “militante de tribunal”, os eventuais erros do “acusado”, por um lado, são potencializados, sem qualquer compromisso com a facticidade; por outro, perdem importância para a hipótese previamente formulada pelo acusador-julgador, a partir de preconceitos, perversões, ressentimentos, inveja e, sobretudo, ódio.
    Ódio direcionado ao inimigo, aquele com o qual o “acusador-julgador” não se identifica e, por essa razão, nega a possibilidade de dialogar e, o que tem se tornado cada vez mais frequente, o ódio relacionado ao próximo, aquele que é, ou deveria ser, um aliado nas trincheiras políticas. Ódio que nasce daquilo que Freud chamou de “narcisismo das pequenas diferenças”. Ódio ao semelhante, aquele que admiramos, do qual somos “parceiros”, ao qual, contudo, dedicamos nosso ódio sempre que ele não faz exatamente aquilo que deveria – ou o que nós acreditamos que deveria – fazer.
   Exemplos não faltam. Pense-se na militante feminista que gasta mais tempo a “condenar” outras mulheres, a julgar outros “feminismos”, do que no enfrentamento concreto à dominação masculina. A Internet está cheia de exemplos de especialistas em julgamento e condenação. A caça por sucesso naquilo que imaginam ser o “clubinho das feministas” (por muitas que se dizem feministas enquanto realizam o feminismo como uma mera moral) tem algo da antiga caça às bruxas que regozija até hoje o machismo estrutural. Nunca se verá a “militante de tribunal feminista” em atitude isenta elogiando a postura correta, mas sempre espetacularizando a postura “errada” daquela que deseja condenar. Muitas constroem seus nomes virtuais, seu capital político, aquilo que imaginam ser um verdadeiro protagonismo feminista, no meio dessas pequenas guerras e linchamentos virtuais nas quais se consideram vencedoras pela gritaria. Há, infelizmente, feministas que se perdem, esvaziam o feminismo e servem de espetáculo àqueles que adoram odiar o feminismo. [...] Apoio mesmo, concreto, às grandes lutas do feminismo, isso não, pois não é tão fácil nem deve dar tanto prazer quanto a condenação no tribunal virtual montado em sua própria casa. [...]
(Marcia Tiburi e Rubens Casara. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/odio-ao-semelhante-sobre-a-militancia-detribunal/. Publicado dia: 10/01/2016. Adaptado.)
Considerando as ideias apresentadas no texto, analise as afirmativas a seguir. I. A negação da existência do conflito é também a negação de que haja um fenômeno político. II. No 3º§ do texto, a referida possibilidade de diálogo é negada pelos dois interlocutores que deveriam participar de tal prática. . A “militância de tribunal”, virtual, tornou-se um assunto com nível de importância superior às questões que envolvem debates críticos na atual era das redes sociais. Está(ão) de acordo com o texto apenas a(s) afirmativa(s)
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Q957119 Psicologia
O trabalho do Psicólogo nos serviços de Atenção à Saúde deve estar voltado para atividades de promoção, visando à melhoria da qualidade de vida da população. A respeito do trabalho do Psicólogo na Atenção à Saúde assinale a alternativa correta:
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Q957118 Psicologia
Segundo Dalgalarrondo (2000), dentre alterações qualitativa da sensopercepção, em que há uma percepção deformada de um objeto real e presente, podendo ocorrer em três condições: nos estado de rebaixamento do nível da consciência; nos estados de fadiga grave ou de inadequação marcante e em determinados estados afetivos. Esta alteração refere-se a:
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Q957117 Psicologia
A mediação é um método consensual de solução de conflitos, que visa a facilitação do diálogo entre as partes, para que melhor administrem seus problemas e consigam, por si só, alcançar uma solução. Assinale a alternativa correta a respeito da mediação.
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Q957116 Psicologia
A Resolução do CFP N.º 007/2003, institui o Manual de Elaboração de Documentos Escritos produzidos pelo Psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica. A respeito desta resolução a guarda dos documentos deve ocorrer pelo prazo mínimo de:
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Q957115 Psicologia
De acordo com a Psicanálise o mecanismo de defesa que caracteriza-se por um atitude ou um hábito psicológico com sentindo oposto ao recalcado, pela qual substitui comportamentos e sentimentos que são diretamente oposto ao desejo real, é chamado de:
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Q957114 Psicologia

Segundo Robbins (2007), liderança é a capacidade de influenciar pessoas para o alcance das metas, sendo essa liderança atribuída por meio de um alto cargo na organização ou emergência informal dentro da estrutura. Analise as proposições a seguir sobre liderança.


I – Poder é diferente de liderança. O poder é apenas a capacidade ou potencial de influenciar comportamentos e persuadir pessoas. Os líderes utilizam este poder como forma de atingir objetivos grupais.

II – Uma das forças que operam na modelagem do estilo de liderança de uma pessoa são suas crenças básicas sobre as pessoas e sobre a natureza humana.

III – Quando, no contexto organizacional, as situações mudam significativamente é muito importante que os estilos de liderança permaneçam os mesmos.

IV – O poder é essencial para o sucesso do gerente em influenciar pessoas, assim como é correto afirmar que a face positiva do poder é o fundamento da liderança eficaz.

V – Uma liderança deve comprometer-se a preservar tanto as oportunidades de aprendizagem como os desafios trazidos pelas diferentes contribuições individuais.


Com base nas proposições acima, assinale a alternativa correta:

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Q957113 Psicologia
A qualidade de vida no Trabalho (QVT) representa o grau em que os membros da organização são capazes de satisfazer suas necessidades pessoais através do seu trabalho na organização. A respeito da saúde do trabalhador e qualidade de vida no trabalho, assinale a alternativa correta:
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Q957112 Psicologia

Segundo Pitão e Chiavenato, o processo seletivo na administração pública surge igualmente da mesma necessidade de uma administração privada, onde escolhem-se pessoas que desejam como funcionários e as pessoas escolhem as organizações que desejam trabalhar. Sobre o processo de seleção na administração pública, assinale com (V) para as alternativas verdadeiras e com (F) para as alternativas falsas:


( ) As vagas na Administração Pública surgem através de editais para concursos públicos.

( ) Os editas são elaborados pelos Gerentes de Recursos Humanos de cada órgão público, de acordo com as suas necessidades e demandas. Faz-se a analise dos cargos a serem preenchidos, fazendo assim, uma relação candidatos-vagas.

( ) No processo de seleção na Administração Pública pode-se utilizar, em alguns casos, o recurso de indicação direta para a vaga e/ou órgão a ser ocupado. Ficando a pessoa dispensada de passar pelo processo do concurso público.

( ) O processo de recrutamento na Administração Pública ocorre após a autorização dos órgãos de planejamento municipais, estaduais e ou federais, através da publicação em Diário Oficial para que se mantenha o principio da publicidade e da legalidade.

( ) Para o processo de seleção na administração pública, dependendo da área de atuação, podem ser utilizados recursos e técnicas como: provas escritas, redações, provas práticas, testes de aptidão física, exceto testes psicológicos.


Assinale a sequência correta:

Alternativas
Q957111 Psicologia
O treinamento é o processo de ensinar aos novos colaboradores as habilidades básicas que eles necessitam para desempenhar seus cargos. Nesse sentido, assinale a alternativa incorreta que não corresponde ao processo de treinamento.
Alternativas
Respostas
2301: B
2302: D
2303: C
2304: C
2305: C
2306: C
2307: C
2308: D
2309: C
2310: B
2311: A
2312: E
2313: A
2314: B
2315: D
2316: C
2317: C
2318: B
2319: B
2320: A