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Q2350905 Pedagogia
Segundo a legislação educacional brasileira, os pais das crianças nascidas no dia 12/04/2023, serão obrigados a matriculá-la na escolarização regular, a contar de: 
Alternativas
Q2350904 Pedagogia
Adentrando a secretaria escolar para mais um dia de trabalho , o (a) funcionário (a) atende uma ligação onde um componente da comunidade atendida pela escola, lhe pergunta qual é a data corte para matricula. Respondendo corretamente, o (a) funcionário esclareceu ser:
Alternativas
Q2350890 Português
OS PROFESSORES


Valter Hugo Mãe


          Achei por muito tempo que ia ser professor. Tinha pensado em livros a vida inteira, era-me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava-me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade.

       A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar-se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar.

        Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto-me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho. Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe.

       Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha-me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.

[...]

     Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrálos é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias.

     Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual. É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto.

        As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar-se. Odeia e odeia-se.


Fonte: Autobiografia Imaginária | Valter Hugo Mãe | JL Jornal de Letras, Artes e
Ideias | Ano XXII | Nº 1095 | 19 de Setembro de 2012.
Segundo o texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2350885 Português
OS PROFESSORES


Valter Hugo Mãe


          Achei por muito tempo que ia ser professor. Tinha pensado em livros a vida inteira, era-me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava-me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade.

       A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar-se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar.

        Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto-me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho. Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe.

       Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha-me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.

[...]

     Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrálos é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias.

     Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual. É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto.

        As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar-se. Odeia e odeia-se.


Fonte: Autobiografia Imaginária | Valter Hugo Mãe | JL Jornal de Letras, Artes e
Ideias | Ano XXII | Nº 1095 | 19 de Setembro de 2012.
Sobre o fragmento “Sinto-me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho”, depreende-se que:
Alternativas
Q2350884 Português
OS PROFESSORES


Valter Hugo Mãe


          Achei por muito tempo que ia ser professor. Tinha pensado em livros a vida inteira, era-me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava-me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade.

       A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar-se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar.

        Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto-me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho. Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe.

       Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha-me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.

[...]

     Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrálos é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias.

     Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual. É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto.

        As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar-se. Odeia e odeia-se.


Fonte: Autobiografia Imaginária | Valter Hugo Mãe | JL Jornal de Letras, Artes e
Ideias | Ano XXII | Nº 1095 | 19 de Setembro de 2012.
O escritor angolano Valter Hugo Mãe se vale de uma variante do português muito semelhante à variante europeia e relativamente diferente da variante do português brasileiro. Considerando essas informações, assinale a alternativa em que a expressão grifada está inserida no português angolano/europeu:
Alternativas
Q2639660 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990

A Lei 13.257 estabelece princípios e diretrizes para a formulação e a implementação de políticas públicas para a primeira infância em atenção à especificidade e à relevância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento infantil e no desenvolvimento do ser humano. Para os efeitos da referida Lei, considera-se primeira infância o período que abrange:

Alternativas
Q2639659 Pedagogia

Há uma relação próxima entre ambiente escolar e prazer de ensinar e aprender. Dentro dessa dinâmica, é importante que o gestor educacional encontre as ferramentas mais assertivas e condizentes com o perfil de seus educandos. Hoje, fala-se muito acerca da importância da autonomia do aluno durante as aulas, sendo essa metodologia considerada uma aliada para o aflorar o prazer tanto de ensinar quanto de aprender. Sobre esse tema, são verdadeiras as afirmativas subsequentes, com exceção da alternativa:

Alternativas
Q2639657 Pedagogia

A mensuração do trabalho realizado pela escola é feita de múltiplas formas, a partir da análise de variáveis que permitem mapear a realidade educacional dentro de parâmetros predefinidos. Sobre as variáveis, descritas no PDDE Interativo, referentes a uma análise pautada nos dados da trajetória dos educandos, é possível destacar, exceto:

Alternativas
Q2639655 Pedagogia

Sobre a metodologia de planejamento denominada PDDE Interativo, são verdadeiras as seguintes afirmativas, salvo:

Alternativas
Q2639653 Pedagogia

Dentre as políticas educacionais nacionais, salientam-se os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Dentre os objetivos do PCNs, destacam-se, exceto:

Alternativas
Q2639651 Pedagogia

Ao analisar as políticas educacionais em relação à municipalização do Estado de São Paulo, tomando por base a obra: “A Educação básica no estado de São Paulo: avanços e desafios”, é pertinente afirmar:

Alternativas
Q2639649 Pedagogia

Dentre as reflexões apresentadas na obra intitulada: “A Educação Básica no Estado de São Paulo: avanços e desafios”, há um ponto que merece atenção em relação aos compromissos assumidos no Brasil a favor de valores voltados para a democracia política e social. Dentro da perspectiva apresentada na obra, depreende-se:

Alternativas
Q2639647 Pedagogia

Para entender a dinâmica escolar, é necessário compreender a ação coordenadora nas escolas. Na literatura, há diversas abordagens que instigam a reflexão sobre o tema. Nesse sentido, quais são as três dimensões que Almeida e Placco (2005) categorizam a ação coordenadora nas escolas?

Alternativas
Q2639643 Pedagogia

A democratização das ações no âmbito escolar compreende a observância de uma série de fatores que não se restringem à proposta pedagógica. Dessa forma, a Gestão Escolar precisa assegurar que o espaço físico da escola esteja dentro dos padrões normativos definidos, por exemplo, pela ABNT NBR 9050 que estabelece os parâmetros de acessibilidade. De acordo com a referida Norma Regulamentadora, são verdadeiras as seguintes asserções, exceto:

Alternativas
Q2639641 Pedagogia

O Plano Nacional de Educação (PNE) compreende uma série de diretrizes e estratégias voltadas para a melhoria dos indicadores de qualidade nas diferentes etapas do ensino. Uma das metas estabelecidas pelo PNE é fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir médias nacionais predefinidas para qual indicador?

Alternativas
Q2639640 Pedagogia

Dos Princípios e Fins da Educação Nacional que constam no 3º artigo da Lei das Diretrizes e Bases da Educação, observa-se a preocupação com a educação inclusiva. Dos princípios destacados a seguir qual o que ratifica melhor essa preocupação? Observação: eles estão descritos na ordem que aparecem na referida Lei, porém o IV não foi mencionado na relação abaixo.

Alternativas
Q2639639 Pedagogia

Amorim (2003), por meio de um estudo investigativo, analisa as diferentes respostas de três grupos de alunos, acerca de uma realidade hipotética (maconha encontrada na sala de aula). Cada grupo é conduzido de uma maneira pela professora: despertando emoções positivas, neutras e negativas. Como conclusão, a autora apresentou algumas das constatações decorrentes desse experimento, sendo pertinente afirmar, afora:

Alternativas
Q2639638 Pedagogia

A mediação e a gestão de conflitos entre adultos e crianças dependem de uma sistemática de ações, envolvendo diferentes áreas do saber. De forma específica, é importante compreender o comportamento e o funcionamento mental humano. Qual dos planos, a seguir, permite ao professor uma melhor compreensão sobre a realidade de cada aluno, auxiliando a mediação e gestão de conflitos?

Alternativas
Q2639637 Pedagogia

Um dos principais desafios para o professor é a promoção da aprendizagem do aluno. Segundo Bacich, Tanzi Neto e Trevisan (2015), uma possível solução para esse impasse seria uma ação centrada em três aspectos: planejamento, foco na pesquisa e no desenvolvimento de projetos e uso das tecnologias.


Sobre a promoção da aprendizagem do aluno, de acordo com a perspectiva, dos autores supracitados, apresentada no livro: “Ensino Híbrido”, são verdadeiras as seguintes asserções, exceto:

Alternativas
Q2639636 Pedagogia

O Poder Público reconhece a necessidade de trabalhar a diversidade dentro do contexto escolar, nas suas mais variadas formas. Nesse sentido, são promulgadas Leis e Decretos que abordam o tema e dispõem sobre a educação especial. Dentre eles, o Decreto n. 7.611, de 17 de novembro de 2011, dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providência. Em seu artigo 3º são descritos os objetivos do atendimento educacional especializado, elencados a seguir, exceto:

Alternativas
Respostas
101: D
102: D
103: C
104: A
105: C
106: D
107: E
108: C
109: C
110: D
111: B
112: C
113: D
114: E
115: A
116: A
117: D
118: C
119: D
120: A