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Q3633669 Português
        A cárie dentária acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. Resulta da colonização da superfície do esmalte do dente por microrganismos (bactérias) que, ao metabolizar carboidratos fermentáveis, como a sacarose, por exemplo, produzem ácidos. Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal. A partir de determinado momento, essa perda mineral atinge tal grau que se observa a formação de uma cavidade cuja evolução, em casos extremos, corresponde à destruição de toda a coroa dentária. A relação açúcar‑cárie está bem documentada e não há dúvida quanto ao papel central do açúcar no processo cariogênico.
        No final do período Paleolítico (por volta de 10 mil anos a.C.), quando o homem começou a produzir e processar seu próprio alimento, com o cozimento e o surgimento do pão em sua forma primitiva, a cárie dentária passou a ser encontrada em 60 a 70% dos crânios recuperados daquele período. Entretanto, isso ocorria em pequeno número e era mais frequente em adultos do que em crianças e adolescentes. Com pequenas e pouco significativas mudanças (cerca de 10%) nesse padrão, desde a Idade do Ferro (4 mil a.C.) até o final da Idade Média (1453), a cárie atingia, principalmente, as pequenas depressões ou sulcos encontrados na superfície dos dentes, especialmente nos molares e pré‑molares.
        No início do século XX, a cárie dentária era um problema de saúde pública, na maior parte do planeta. As populações conviviam com infecção, dor, sofrimento e mutilação. A descoberta do efeito preventivo do flúor o transformou, ao longo do século, no principal agente utilizado no enfrentamento da doença em todo o mundo. Em vários países, e também no Brasil, produtos fluorados têm sido apontados como os principais responsáveis pelo declínio observado na prevalência da cárie. No Brasil, estudos pioneiros realizados nos anos 1950 e 1960 corroboraram a eficácia preventiva da fluoretação das águas. No período de 1986 a 1996, com 42% da população recebendo água fluoretada, a queda na prevalência da cárie entre crianças de doze anos de idade foi de 53%. Além da água fluoretada, os dentifrícios também são, no presente, amplamente empregados como veículos para utilização do flúor em saúde pública, com perspectivas da continuidade do uso de produtos fluorados nas próximas décadas do atual século.

Internet: <www.scielo.com.br> (com adaptações).

Quanto à estruturação linguística e gramatical do texto, julgue o item a seguir.

Na estrutura “quando o homem começou a produzir e processar seu próprio alimento”, o termo “quando”, com o significado de “sempre que”, indica uma condição.

Alternativas
Q3633668 Português
        A cárie dentária acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. Resulta da colonização da superfície do esmalte do dente por microrganismos (bactérias) que, ao metabolizar carboidratos fermentáveis, como a sacarose, por exemplo, produzem ácidos. Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal. A partir de determinado momento, essa perda mineral atinge tal grau que se observa a formação de uma cavidade cuja evolução, em casos extremos, corresponde à destruição de toda a coroa dentária. A relação açúcar‑cárie está bem documentada e não há dúvida quanto ao papel central do açúcar no processo cariogênico.
        No final do período Paleolítico (por volta de 10 mil anos a.C.), quando o homem começou a produzir e processar seu próprio alimento, com o cozimento e o surgimento do pão em sua forma primitiva, a cárie dentária passou a ser encontrada em 60 a 70% dos crânios recuperados daquele período. Entretanto, isso ocorria em pequeno número e era mais frequente em adultos do que em crianças e adolescentes. Com pequenas e pouco significativas mudanças (cerca de 10%) nesse padrão, desde a Idade do Ferro (4 mil a.C.) até o final da Idade Média (1453), a cárie atingia, principalmente, as pequenas depressões ou sulcos encontrados na superfície dos dentes, especialmente nos molares e pré‑molares.
        No início do século XX, a cárie dentária era um problema de saúde pública, na maior parte do planeta. As populações conviviam com infecção, dor, sofrimento e mutilação. A descoberta do efeito preventivo do flúor o transformou, ao longo do século, no principal agente utilizado no enfrentamento da doença em todo o mundo. Em vários países, e também no Brasil, produtos fluorados têm sido apontados como os principais responsáveis pelo declínio observado na prevalência da cárie. No Brasil, estudos pioneiros realizados nos anos 1950 e 1960 corroboraram a eficácia preventiva da fluoretação das águas. No período de 1986 a 1996, com 42% da população recebendo água fluoretada, a queda na prevalência da cárie entre crianças de doze anos de idade foi de 53%. Além da água fluoretada, os dentifrícios também são, no presente, amplamente empregados como veículos para utilização do flúor em saúde pública, com perspectivas da continuidade do uso de produtos fluorados nas próximas décadas do atual século.

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Quanto à estruturação linguística e gramatical do texto, julgue o item a seguir.

No texto, as expressões denotativas “cárie dentária” e “cariogênico” pertencem ao mesmo campo semântico e, portanto, têm significados idênticos.

Alternativas
Q3633667 Português
        A cárie dentária acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. Resulta da colonização da superfície do esmalte do dente por microrganismos (bactérias) que, ao metabolizar carboidratos fermentáveis, como a sacarose, por exemplo, produzem ácidos. Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal. A partir de determinado momento, essa perda mineral atinge tal grau que se observa a formação de uma cavidade cuja evolução, em casos extremos, corresponde à destruição de toda a coroa dentária. A relação açúcar‑cárie está bem documentada e não há dúvida quanto ao papel central do açúcar no processo cariogênico.
        No final do período Paleolítico (por volta de 10 mil anos a.C.), quando o homem começou a produzir e processar seu próprio alimento, com o cozimento e o surgimento do pão em sua forma primitiva, a cárie dentária passou a ser encontrada em 60 a 70% dos crânios recuperados daquele período. Entretanto, isso ocorria em pequeno número e era mais frequente em adultos do que em crianças e adolescentes. Com pequenas e pouco significativas mudanças (cerca de 10%) nesse padrão, desde a Idade do Ferro (4 mil a.C.) até o final da Idade Média (1453), a cárie atingia, principalmente, as pequenas depressões ou sulcos encontrados na superfície dos dentes, especialmente nos molares e pré‑molares.
        No início do século XX, a cárie dentária era um problema de saúde pública, na maior parte do planeta. As populações conviviam com infecção, dor, sofrimento e mutilação. A descoberta do efeito preventivo do flúor o transformou, ao longo do século, no principal agente utilizado no enfrentamento da doença em todo o mundo. Em vários países, e também no Brasil, produtos fluorados têm sido apontados como os principais responsáveis pelo declínio observado na prevalência da cárie. No Brasil, estudos pioneiros realizados nos anos 1950 e 1960 corroboraram a eficácia preventiva da fluoretação das águas. No período de 1986 a 1996, com 42% da população recebendo água fluoretada, a queda na prevalência da cárie entre crianças de doze anos de idade foi de 53%. Além da água fluoretada, os dentifrícios também são, no presente, amplamente empregados como veículos para utilização do flúor em saúde pública, com perspectivas da continuidade do uso de produtos fluorados nas próximas décadas do atual século.

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Quanto à estruturação linguística e gramatical do texto, julgue o item a seguir.

No trecho “Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal. A partir de determinado momento, essa perda mineral atinge tal grau que se observa a formação de uma cavidade”, a expressão “perda mineral” relaciona‑se diretamente ao “fosfato de cálcio”, que, ao ser dissolvido da superfície do dente, provoca a desmineralização do esmalte dentário.

Alternativas
Q3633666 Português
        A cárie dentária acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. Resulta da colonização da superfície do esmalte do dente por microrganismos (bactérias) que, ao metabolizar carboidratos fermentáveis, como a sacarose, por exemplo, produzem ácidos. Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal. A partir de determinado momento, essa perda mineral atinge tal grau que se observa a formação de uma cavidade cuja evolução, em casos extremos, corresponde à destruição de toda a coroa dentária. A relação açúcar‑cárie está bem documentada e não há dúvida quanto ao papel central do açúcar no processo cariogênico.
        No final do período Paleolítico (por volta de 10 mil anos a.C.), quando o homem começou a produzir e processar seu próprio alimento, com o cozimento e o surgimento do pão em sua forma primitiva, a cárie dentária passou a ser encontrada em 60 a 70% dos crânios recuperados daquele período. Entretanto, isso ocorria em pequeno número e era mais frequente em adultos do que em crianças e adolescentes. Com pequenas e pouco significativas mudanças (cerca de 10%) nesse padrão, desde a Idade do Ferro (4 mil a.C.) até o final da Idade Média (1453), a cárie atingia, principalmente, as pequenas depressões ou sulcos encontrados na superfície dos dentes, especialmente nos molares e pré‑molares.
        No início do século XX, a cárie dentária era um problema de saúde pública, na maior parte do planeta. As populações conviviam com infecção, dor, sofrimento e mutilação. A descoberta do efeito preventivo do flúor o transformou, ao longo do século, no principal agente utilizado no enfrentamento da doença em todo o mundo. Em vários países, e também no Brasil, produtos fluorados têm sido apontados como os principais responsáveis pelo declínio observado na prevalência da cárie. No Brasil, estudos pioneiros realizados nos anos 1950 e 1960 corroboraram a eficácia preventiva da fluoretação das águas. No período de 1986 a 1996, com 42% da população recebendo água fluoretada, a queda na prevalência da cárie entre crianças de doze anos de idade foi de 53%. Além da água fluoretada, os dentifrícios também são, no presente, amplamente empregados como veículos para utilização do flúor em saúde pública, com perspectivas da continuidade do uso de produtos fluorados nas próximas décadas do atual século.

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Quanto à estruturação linguística e gramatical do texto, julgue o item a seguir.

Na oração “Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal”, há indicação de que o termo “localizada” refere‑se à “superfície do esmalte do dente” e, por consequência, à boca. 

Alternativas
Q3633665 Português
        A cárie dentária acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. Resulta da colonização da superfície do esmalte do dente por microrganismos (bactérias) que, ao metabolizar carboidratos fermentáveis, como a sacarose, por exemplo, produzem ácidos. Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal. A partir de determinado momento, essa perda mineral atinge tal grau que se observa a formação de uma cavidade cuja evolução, em casos extremos, corresponde à destruição de toda a coroa dentária. A relação açúcar‑cárie está bem documentada e não há dúvida quanto ao papel central do açúcar no processo cariogênico.
        No final do período Paleolítico (por volta de 10 mil anos a.C.), quando o homem começou a produzir e processar seu próprio alimento, com o cozimento e o surgimento do pão em sua forma primitiva, a cárie dentária passou a ser encontrada em 60 a 70% dos crânios recuperados daquele período. Entretanto, isso ocorria em pequeno número e era mais frequente em adultos do que em crianças e adolescentes. Com pequenas e pouco significativas mudanças (cerca de 10%) nesse padrão, desde a Idade do Ferro (4 mil a.C.) até o final da Idade Média (1453), a cárie atingia, principalmente, as pequenas depressões ou sulcos encontrados na superfície dos dentes, especialmente nos molares e pré‑molares.
        No início do século XX, a cárie dentária era um problema de saúde pública, na maior parte do planeta. As populações conviviam com infecção, dor, sofrimento e mutilação. A descoberta do efeito preventivo do flúor o transformou, ao longo do século, no principal agente utilizado no enfrentamento da doença em todo o mundo. Em vários países, e também no Brasil, produtos fluorados têm sido apontados como os principais responsáveis pelo declínio observado na prevalência da cárie. No Brasil, estudos pioneiros realizados nos anos 1950 e 1960 corroboraram a eficácia preventiva da fluoretação das águas. No período de 1986 a 1996, com 42% da população recebendo água fluoretada, a queda na prevalência da cárie entre crianças de doze anos de idade foi de 53%. Além da água fluoretada, os dentifrícios também são, no presente, amplamente empregados como veículos para utilização do flúor em saúde pública, com perspectivas da continuidade do uso de produtos fluorados nas próximas décadas do atual século.

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Quanto à estruturação linguística e gramatical do texto, julgue o item a seguir.

No primeiro parágrafo, sem comprometer a correção gramatical, o período “A cárie dentária acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. Resulta da colonização da superfície do esmalte do dente por microrganismos que, ao metabolizar carboidratos fermentáveis, como a sacarose, por exemplo, produzem ácidos” pode ser reorganizado e reescrito da seguinte forma: Desde tempos imemoriais, anda junto com a espécie humana a cárie dentária – derivada da colonização da superfície do esmalte por microrganismos que produzem ácidos resultantes da metabolização de carboidratos fermentáveis, como a sacarose.

Alternativas
Q3633663 Português
        A cárie dentária acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. Resulta da colonização da superfície do esmalte do dente por microrganismos (bactérias) que, ao metabolizar carboidratos fermentáveis, como a sacarose, por exemplo, produzem ácidos. Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal. A partir de determinado momento, essa perda mineral atinge tal grau que se observa a formação de uma cavidade cuja evolução, em casos extremos, corresponde à destruição de toda a coroa dentária. A relação açúcar‑cárie está bem documentada e não há dúvida quanto ao papel central do açúcar no processo cariogênico.
        No final do período Paleolítico (por volta de 10 mil anos a.C.), quando o homem começou a produzir e processar seu próprio alimento, com o cozimento e o surgimento do pão em sua forma primitiva, a cárie dentária passou a ser encontrada em 60 a 70% dos crânios recuperados daquele período. Entretanto, isso ocorria em pequeno número e era mais frequente em adultos do que em crianças e adolescentes. Com pequenas e pouco significativas mudanças (cerca de 10%) nesse padrão, desde a Idade do Ferro (4 mil a.C.) até o final da Idade Média (1453), a cárie atingia, principalmente, as pequenas depressões ou sulcos encontrados na superfície dos dentes, especialmente nos molares e pré‑molares.
        No início do século XX, a cárie dentária era um problema de saúde pública, na maior parte do planeta. As populações conviviam com infecção, dor, sofrimento e mutilação. A descoberta do efeito preventivo do flúor o transformou, ao longo do século, no principal agente utilizado no enfrentamento da doença em todo o mundo. Em vários países, e também no Brasil, produtos fluorados têm sido apontados como os principais responsáveis pelo declínio observado na prevalência da cárie. No Brasil, estudos pioneiros realizados nos anos 1950 e 1960 corroboraram a eficácia preventiva da fluoretação das águas. No período de 1986 a 1996, com 42% da população recebendo água fluoretada, a queda na prevalência da cárie entre crianças de doze anos de idade foi de 53%. Além da água fluoretada, os dentifrícios também são, no presente, amplamente empregados como veículos para utilização do flúor em saúde pública, com perspectivas da continuidade do uso de produtos fluorados nas próximas décadas do atual século.

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No que se refere às ideias do texto, julgue o item seguinte.

Infere‑se do texto que o desgaste do esmalte expõe os dentes à infecção e à sensibilidade e os deixa mais vulneráveis.

Alternativas
Q3633661 Português
        A cárie dentária acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. Resulta da colonização da superfície do esmalte do dente por microrganismos (bactérias) que, ao metabolizar carboidratos fermentáveis, como a sacarose, por exemplo, produzem ácidos. Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal. A partir de determinado momento, essa perda mineral atinge tal grau que se observa a formação de uma cavidade cuja evolução, em casos extremos, corresponde à destruição de toda a coroa dentária. A relação açúcar‑cárie está bem documentada e não há dúvida quanto ao papel central do açúcar no processo cariogênico.
        No final do período Paleolítico (por volta de 10 mil anos a.C.), quando o homem começou a produzir e processar seu próprio alimento, com o cozimento e o surgimento do pão em sua forma primitiva, a cárie dentária passou a ser encontrada em 60 a 70% dos crânios recuperados daquele período. Entretanto, isso ocorria em pequeno número e era mais frequente em adultos do que em crianças e adolescentes. Com pequenas e pouco significativas mudanças (cerca de 10%) nesse padrão, desde a Idade do Ferro (4 mil a.C.) até o final da Idade Média (1453), a cárie atingia, principalmente, as pequenas depressões ou sulcos encontrados na superfície dos dentes, especialmente nos molares e pré‑molares.
        No início do século XX, a cárie dentária era um problema de saúde pública, na maior parte do planeta. As populações conviviam com infecção, dor, sofrimento e mutilação. A descoberta do efeito preventivo do flúor o transformou, ao longo do século, no principal agente utilizado no enfrentamento da doença em todo o mundo. Em vários países, e também no Brasil, produtos fluorados têm sido apontados como os principais responsáveis pelo declínio observado na prevalência da cárie. No Brasil, estudos pioneiros realizados nos anos 1950 e 1960 corroboraram a eficácia preventiva da fluoretação das águas. No período de 1986 a 1996, com 42% da população recebendo água fluoretada, a queda na prevalência da cárie entre crianças de doze anos de idade foi de 53%. Além da água fluoretada, os dentifrícios também são, no presente, amplamente empregados como veículos para utilização do flúor em saúde pública, com perspectivas da continuidade do uso de produtos fluorados nas próximas décadas do atual século.

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No que se refere às ideias do texto, julgue o item seguinte.

Conforme o texto, a cárie, desde o período Paleolítico, é uma das condições dentais mais comuns entre crianças e adolescentes.

Alternativas
Q3633660 Português
        A cárie dentária acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. Resulta da colonização da superfície do esmalte do dente por microrganismos (bactérias) que, ao metabolizar carboidratos fermentáveis, como a sacarose, por exemplo, produzem ácidos. Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal. A partir de determinado momento, essa perda mineral atinge tal grau que se observa a formação de uma cavidade cuja evolução, em casos extremos, corresponde à destruição de toda a coroa dentária. A relação açúcar‑cárie está bem documentada e não há dúvida quanto ao papel central do açúcar no processo cariogênico.
        No final do período Paleolítico (por volta de 10 mil anos a.C.), quando o homem começou a produzir e processar seu próprio alimento, com o cozimento e o surgimento do pão em sua forma primitiva, a cárie dentária passou a ser encontrada em 60 a 70% dos crânios recuperados daquele período. Entretanto, isso ocorria em pequeno número e era mais frequente em adultos do que em crianças e adolescentes. Com pequenas e pouco significativas mudanças (cerca de 10%) nesse padrão, desde a Idade do Ferro (4 mil a.C.) até o final da Idade Média (1453), a cárie atingia, principalmente, as pequenas depressões ou sulcos encontrados na superfície dos dentes, especialmente nos molares e pré‑molares.
        No início do século XX, a cárie dentária era um problema de saúde pública, na maior parte do planeta. As populações conviviam com infecção, dor, sofrimento e mutilação. A descoberta do efeito preventivo do flúor o transformou, ao longo do século, no principal agente utilizado no enfrentamento da doença em todo o mundo. Em vários países, e também no Brasil, produtos fluorados têm sido apontados como os principais responsáveis pelo declínio observado na prevalência da cárie. No Brasil, estudos pioneiros realizados nos anos 1950 e 1960 corroboraram a eficácia preventiva da fluoretação das águas. No período de 1986 a 1996, com 42% da população recebendo água fluoretada, a queda na prevalência da cárie entre crianças de doze anos de idade foi de 53%. Além da água fluoretada, os dentifrícios também são, no presente, amplamente empregados como veículos para utilização do flúor em saúde pública, com perspectivas da continuidade do uso de produtos fluorados nas próximas décadas do atual século.

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No que se refere às ideias do texto, julgue o item seguinte.

Depreende‑se do texto que o esmalte dentário é a camada externa dos dentes, que funciona como uma barreira contra agentes externos, como cáries e desgastes.

Alternativas
Q3633659 Português
        A cárie dentária acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. Resulta da colonização da superfície do esmalte do dente por microrganismos (bactérias) que, ao metabolizar carboidratos fermentáveis, como a sacarose, por exemplo, produzem ácidos. Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal. A partir de determinado momento, essa perda mineral atinge tal grau que se observa a formação de uma cavidade cuja evolução, em casos extremos, corresponde à destruição de toda a coroa dentária. A relação açúcar‑cárie está bem documentada e não há dúvida quanto ao papel central do açúcar no processo cariogênico.
        No final do período Paleolítico (por volta de 10 mil anos a.C.), quando o homem começou a produzir e processar seu próprio alimento, com o cozimento e o surgimento do pão em sua forma primitiva, a cárie dentária passou a ser encontrada em 60 a 70% dos crânios recuperados daquele período. Entretanto, isso ocorria em pequeno número e era mais frequente em adultos do que em crianças e adolescentes. Com pequenas e pouco significativas mudanças (cerca de 10%) nesse padrão, desde a Idade do Ferro (4 mil a.C.) até o final da Idade Média (1453), a cárie atingia, principalmente, as pequenas depressões ou sulcos encontrados na superfície dos dentes, especialmente nos molares e pré‑molares.
        No início do século XX, a cárie dentária era um problema de saúde pública, na maior parte do planeta. As populações conviviam com infecção, dor, sofrimento e mutilação. A descoberta do efeito preventivo do flúor o transformou, ao longo do século, no principal agente utilizado no enfrentamento da doença em todo o mundo. Em vários países, e também no Brasil, produtos fluorados têm sido apontados como os principais responsáveis pelo declínio observado na prevalência da cárie. No Brasil, estudos pioneiros realizados nos anos 1950 e 1960 corroboraram a eficácia preventiva da fluoretação das águas. No período de 1986 a 1996, com 42% da população recebendo água fluoretada, a queda na prevalência da cárie entre crianças de doze anos de idade foi de 53%. Além da água fluoretada, os dentifrícios também são, no presente, amplamente empregados como veículos para utilização do flúor em saúde pública, com perspectivas da continuidade do uso de produtos fluorados nas próximas décadas do atual século.

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No que se refere às ideias do texto, julgue o item seguinte.

O conteúdo do texto permite formular uma definição terminológica sucinta para o termo “cárie”: destruição do esmalte e da camada calcificada dos dentes pela ação de bactérias nocivas presentes na boca.

Alternativas
Q3633658 Português
        A cárie dentária acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. Resulta da colonização da superfície do esmalte do dente por microrganismos (bactérias) que, ao metabolizar carboidratos fermentáveis, como a sacarose, por exemplo, produzem ácidos. Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal. A partir de determinado momento, essa perda mineral atinge tal grau que se observa a formação de uma cavidade cuja evolução, em casos extremos, corresponde à destruição de toda a coroa dentária. A relação açúcar‑cárie está bem documentada e não há dúvida quanto ao papel central do açúcar no processo cariogênico.
        No final do período Paleolítico (por volta de 10 mil anos a.C.), quando o homem começou a produzir e processar seu próprio alimento, com o cozimento e o surgimento do pão em sua forma primitiva, a cárie dentária passou a ser encontrada em 60 a 70% dos crânios recuperados daquele período. Entretanto, isso ocorria em pequeno número e era mais frequente em adultos do que em crianças e adolescentes. Com pequenas e pouco significativas mudanças (cerca de 10%) nesse padrão, desde a Idade do Ferro (4 mil a.C.) até o final da Idade Média (1453), a cárie atingia, principalmente, as pequenas depressões ou sulcos encontrados na superfície dos dentes, especialmente nos molares e pré‑molares.
        No início do século XX, a cárie dentária era um problema de saúde pública, na maior parte do planeta. As populações conviviam com infecção, dor, sofrimento e mutilação. A descoberta do efeito preventivo do flúor o transformou, ao longo do século, no principal agente utilizado no enfrentamento da doença em todo o mundo. Em vários países, e também no Brasil, produtos fluorados têm sido apontados como os principais responsáveis pelo declínio observado na prevalência da cárie. No Brasil, estudos pioneiros realizados nos anos 1950 e 1960 corroboraram a eficácia preventiva da fluoretação das águas. No período de 1986 a 1996, com 42% da população recebendo água fluoretada, a queda na prevalência da cárie entre crianças de doze anos de idade foi de 53%. Além da água fluoretada, os dentifrícios também são, no presente, amplamente empregados como veículos para utilização do flúor em saúde pública, com perspectivas da continuidade do uso de produtos fluorados nas próximas décadas do atual século.

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No que se refere às ideias do texto, julgue o item seguinte.

Deduz‑se do texto que a cárie dentária é uma doença que coexiste entre a humanidade, desde tempos remotos.

Alternativas
Q3633657 Português
        A cárie dentária acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. Resulta da colonização da superfície do esmalte do dente por microrganismos (bactérias) que, ao metabolizar carboidratos fermentáveis, como a sacarose, por exemplo, produzem ácidos. Essa acidez localizada, provocada pela disponibilidade de açúcar, leva à dissolução do fosfato de cálcio das camadas superficiais da estrutura de esmalte dentário, liberando fosfato e cálcio para o meio bucal. A partir de determinado momento, essa perda mineral atinge tal grau que se observa a formação de uma cavidade cuja evolução, em casos extremos, corresponde à destruição de toda a coroa dentária. A relação açúcar‑cárie está bem documentada e não há dúvida quanto ao papel central do açúcar no processo cariogênico.
        No final do período Paleolítico (por volta de 10 mil anos a.C.), quando o homem começou a produzir e processar seu próprio alimento, com o cozimento e o surgimento do pão em sua forma primitiva, a cárie dentária passou a ser encontrada em 60 a 70% dos crânios recuperados daquele período. Entretanto, isso ocorria em pequeno número e era mais frequente em adultos do que em crianças e adolescentes. Com pequenas e pouco significativas mudanças (cerca de 10%) nesse padrão, desde a Idade do Ferro (4 mil a.C.) até o final da Idade Média (1453), a cárie atingia, principalmente, as pequenas depressões ou sulcos encontrados na superfície dos dentes, especialmente nos molares e pré‑molares.
        No início do século XX, a cárie dentária era um problema de saúde pública, na maior parte do planeta. As populações conviviam com infecção, dor, sofrimento e mutilação. A descoberta do efeito preventivo do flúor o transformou, ao longo do século, no principal agente utilizado no enfrentamento da doença em todo o mundo. Em vários países, e também no Brasil, produtos fluorados têm sido apontados como os principais responsáveis pelo declínio observado na prevalência da cárie. No Brasil, estudos pioneiros realizados nos anos 1950 e 1960 corroboraram a eficácia preventiva da fluoretação das águas. No período de 1986 a 1996, com 42% da população recebendo água fluoretada, a queda na prevalência da cárie entre crianças de doze anos de idade foi de 53%. Além da água fluoretada, os dentifrícios também são, no presente, amplamente empregados como veículos para utilização do flúor em saúde pública, com perspectivas da continuidade do uso de produtos fluorados nas próximas décadas do atual século.

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No que se refere às ideias do texto, julgue o item seguinte.

O texto é de natureza eminentemente narrativa. 

Alternativas
Q3622516 Redes de Computadores
Sobre os tipos de redes de computadores e o seu uso em organizações, analise as afirmativas a seguir:

I- É uma rede pública, mundial, acessível a qualquer usuário, usada para comunicação e compartilhamento de informações.
II- É uma rede privada de uma organização, acessível apenas a funcionários ou usuários autorizados.
III- É uma extensão da rede privada de uma organização, permitindo acesso restrito a parceiros, clientes ou fornecedores externos.

Assinale a alternativa CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo. 
Alternativas
Q3622513 Noções de Informática
No Gmail, várias ferramentas ajudam na organização e segurança das mensagens. Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3622511 Noções de Informática
Os atalhos de teclado, facilitam a navegação e o controle do sistema. Considerando o uso de atalhos no teclado, associe a segunda coluna de acordo com a primeira. 

Coluna 1

1 - Num Lock
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3 - Ctrl
4 - F1
5 - Page Down
  Coluna 2

( ) Habilita/Desabilita a escrita em maiúsculo
( ) Habilita/Desabilita o teclado numérico
( ) Acessa os textos de ajuda nos sistemas
( ) Caso exista, movimenta uma página para baixo
( ) Combinada com outra(s) tecla(s), aciona funções predefinidas nos sistemas.

Marque a alternativa que contém a associação CORRETA, considerando a segunda coluna de cima para baixo. 
Alternativas
Q3622510 Noções de Informática
No Google Chrome, qual das alternativas a seguir descreve corretamente a função da “Navegação Anônima”?
Alternativas
Q3622509 Redes de Computadores
A respeito dos protocolos de rede, avalie as afirmativas a seguir:

I- É o protocolo de comunicação de rede responsável por garantir a entrega confiável e correta de dados na internet.
II- É utilizado para transferir informações de maneira segura na World Wide Web (WWW).
III- É responsável por atribuir endereços IP dinâmicos a dispositivos em uma rede.
IV- É responsável pela transferência de arquivos entre computadores na internet ou em uma rede local.
V- É um protocolo de rede seguro responsável por acessar servidores remotos e transferir arquivos entre computadores.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos protocolos, considerando as afirmativas de cima para baixo.
Alternativas
Q3622502 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


“Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado


    Vivemos mais hoje em dia do que há algumas décadas. Isso é fato. Antes, a expectativa de vida ficava perto dos 50 anos. Agora, chegar aos 80 ou 90 deixou de ser raro. Mas viver muitos anos não basta. O que realmente importa é construir uma longevidade saudável, em que gostamos da vida que vivemos. É daí que vem o conceito de “joyspan”, a ideia de prolongar não só a duração da vida, mas também o tempo de alegria e bem-estar.

    O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal “Minha Idade Não Me Define”. Segundo ela, um dos maiores desafios para gostar da vida, especialmente na maturidade, é lidar com as ausências que a existência inevitavelmente impõe: a perda da agilidade, de projetos, de entes queridos e de certezas. “Não se trata de gostar da vida ‘apesar de tudo’, mas de aprender a gostar dela com o que há – com o corpo mais lento, com a solidão, com as transformações. É um gosto mais sereno, mais escolhido.”

   Neuropsicóloga e psicóloga, Aline Graffiette também ressalta a importância de entender que lidar com os limites naturais do envelhecimento faz parte do processo de estar vivo. Embora o corpo passe por mudanças e haja perdas de vitalidade, como a capacidade física, o entendimento mais profundo da vida e das relações são ganhos. “Apesar de o Ocidente não valorizar tanto os idosos, no Oriente eles são reconhecidos como os grandes sábios da vida, alguém que traz a experiência de forma próxima ao contexto familiar”, destaca.

    Cultivar a alegria nessa fase da vida significa substituir a expectativa da euforia pela delicadeza do contentamento. “Não é negar as dores, mas conseguir perceber a beleza no que ainda nos pertence, seja um café quente pela manhã, uma lembrança afetuosa ou uma conversa inesperada”, conta Sylvia.

     A atenção ao presente é outro caminho para encontrar sentido e prazer no cotidiano, mesmo diante das limitações físicas e emocionais. “Pequenas rotinas como regar uma planta, caminhar devagar, cozinhar para alguém, escrever um bilhete e ouvir uma música inteira ajudam muito a não se isolar. O prazer pode vir do cotidiano, mas o sentido costuma vir da relação com o outro. E rir, rir do que ainda pode ser cômico. O bom humor é um tipo de inteligência emocional”, acrescenta a psicanalista.

   Nesse sentido, a aceitação tem um papel transformador fundamental. Para Aline, a aceitação radical, conceito presente em terapias como a terapia de aceitação e compromisso (ACT), ajuda a reconhecer que nem tudo pode ser mudado e que as perdas coexistem com ganhos.

   “Em vez de resistir, é mais saudável reconhecer o que se transforma e o que ainda pode ser vivido com plenitude”, explica.

   Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter. Essa aceitação liberta de cobranças externas e abre espaço para uma existência mais leve e verdadeira, sem a necessidade de provar algo para os outros. “Aceitar as limitações não significa desistir, mas escolher com clareza onde investir a energia que ainda temos.” “A segunda metade da vida pode ser menos barulhenta, mas muito mais autêntica e rica. É diferente da juventude e é justamente aí que está a beleza. Aceitar o que muda, cultivar o que ainda pulsa e encontrar alegria na serenidade do presente é a verdadeira arte de prosperar. Viver não é só contar os anos, mas fazer com que cada momento valha a pena.”

  Tudo isso também está ligado ao modo como vivemos a primeira metade da vida. “Se tivemos validação, relações saudáveis e autonomia, é natural que levemos isso para a segunda fase. O conceito “joyspan” tem muito a ver com a responsabilidade de ter colocado a vida sob nosso próprio controle, sem terceirizá-la. É como uma colheita: quanto melhor plantamos antes, melhor vivemos depois”, complementa. [...]



Fonte: Suzuki, Mariana. “Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado. Disponível em: vidasimples.com/saude-emocional/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado. 
Considere a seguinte passagem do texto: “O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal ‘Minha Idade Não Me Define’.”

Sobre a pontuação usada nessa passagem, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3622501 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


“Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado


    Vivemos mais hoje em dia do que há algumas décadas. Isso é fato. Antes, a expectativa de vida ficava perto dos 50 anos. Agora, chegar aos 80 ou 90 deixou de ser raro. Mas viver muitos anos não basta. O que realmente importa é construir uma longevidade saudável, em que gostamos da vida que vivemos. É daí que vem o conceito de “joyspan”, a ideia de prolongar não só a duração da vida, mas também o tempo de alegria e bem-estar.

    O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal “Minha Idade Não Me Define”. Segundo ela, um dos maiores desafios para gostar da vida, especialmente na maturidade, é lidar com as ausências que a existência inevitavelmente impõe: a perda da agilidade, de projetos, de entes queridos e de certezas. “Não se trata de gostar da vida ‘apesar de tudo’, mas de aprender a gostar dela com o que há – com o corpo mais lento, com a solidão, com as transformações. É um gosto mais sereno, mais escolhido.”

   Neuropsicóloga e psicóloga, Aline Graffiette também ressalta a importância de entender que lidar com os limites naturais do envelhecimento faz parte do processo de estar vivo. Embora o corpo passe por mudanças e haja perdas de vitalidade, como a capacidade física, o entendimento mais profundo da vida e das relações são ganhos. “Apesar de o Ocidente não valorizar tanto os idosos, no Oriente eles são reconhecidos como os grandes sábios da vida, alguém que traz a experiência de forma próxima ao contexto familiar”, destaca.

    Cultivar a alegria nessa fase da vida significa substituir a expectativa da euforia pela delicadeza do contentamento. “Não é negar as dores, mas conseguir perceber a beleza no que ainda nos pertence, seja um café quente pela manhã, uma lembrança afetuosa ou uma conversa inesperada”, conta Sylvia.

     A atenção ao presente é outro caminho para encontrar sentido e prazer no cotidiano, mesmo diante das limitações físicas e emocionais. “Pequenas rotinas como regar uma planta, caminhar devagar, cozinhar para alguém, escrever um bilhete e ouvir uma música inteira ajudam muito a não se isolar. O prazer pode vir do cotidiano, mas o sentido costuma vir da relação com o outro. E rir, rir do que ainda pode ser cômico. O bom humor é um tipo de inteligência emocional”, acrescenta a psicanalista.

   Nesse sentido, a aceitação tem um papel transformador fundamental. Para Aline, a aceitação radical, conceito presente em terapias como a terapia de aceitação e compromisso (ACT), ajuda a reconhecer que nem tudo pode ser mudado e que as perdas coexistem com ganhos.

   “Em vez de resistir, é mais saudável reconhecer o que se transforma e o que ainda pode ser vivido com plenitude”, explica.

   Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter. Essa aceitação liberta de cobranças externas e abre espaço para uma existência mais leve e verdadeira, sem a necessidade de provar algo para os outros. “Aceitar as limitações não significa desistir, mas escolher com clareza onde investir a energia que ainda temos.” “A segunda metade da vida pode ser menos barulhenta, mas muito mais autêntica e rica. É diferente da juventude e é justamente aí que está a beleza. Aceitar o que muda, cultivar o que ainda pulsa e encontrar alegria na serenidade do presente é a verdadeira arte de prosperar. Viver não é só contar os anos, mas fazer com que cada momento valha a pena.”

  Tudo isso também está ligado ao modo como vivemos a primeira metade da vida. “Se tivemos validação, relações saudáveis e autonomia, é natural que levemos isso para a segunda fase. O conceito “joyspan” tem muito a ver com a responsabilidade de ter colocado a vida sob nosso próprio controle, sem terceirizá-la. É como uma colheita: quanto melhor plantamos antes, melhor vivemos depois”, complementa. [...]



Fonte: Suzuki, Mariana. “Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado. Disponível em: vidasimples.com/saude-emocional/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado. 
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura de composição da passagem “Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter.”

I- A vírgula depois do termo “Sylvia” foi usada para separar um adjunto adverbial antecipado.
II- O uso do recurso expressivo paralelismo sintático pode ser observado no último período.
III- O termo “o”, nas ocorrências do último período, foi usado como pronome demonstrativo.
IV- O termo “que”, nas ocorrências do último período, foi empregado como pronome relativo.
V- A próclise do pronome “se” é obrigatória tendo em vista a presença de palavra atrativa.

Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q3622500 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


“Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado


    Vivemos mais hoje em dia do que há algumas décadas. Isso é fato. Antes, a expectativa de vida ficava perto dos 50 anos. Agora, chegar aos 80 ou 90 deixou de ser raro. Mas viver muitos anos não basta. O que realmente importa é construir uma longevidade saudável, em que gostamos da vida que vivemos. É daí que vem o conceito de “joyspan”, a ideia de prolongar não só a duração da vida, mas também o tempo de alegria e bem-estar.

    O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal “Minha Idade Não Me Define”. Segundo ela, um dos maiores desafios para gostar da vida, especialmente na maturidade, é lidar com as ausências que a existência inevitavelmente impõe: a perda da agilidade, de projetos, de entes queridos e de certezas. “Não se trata de gostar da vida ‘apesar de tudo’, mas de aprender a gostar dela com o que há – com o corpo mais lento, com a solidão, com as transformações. É um gosto mais sereno, mais escolhido.”

   Neuropsicóloga e psicóloga, Aline Graffiette também ressalta a importância de entender que lidar com os limites naturais do envelhecimento faz parte do processo de estar vivo. Embora o corpo passe por mudanças e haja perdas de vitalidade, como a capacidade física, o entendimento mais profundo da vida e das relações são ganhos. “Apesar de o Ocidente não valorizar tanto os idosos, no Oriente eles são reconhecidos como os grandes sábios da vida, alguém que traz a experiência de forma próxima ao contexto familiar”, destaca.

    Cultivar a alegria nessa fase da vida significa substituir a expectativa da euforia pela delicadeza do contentamento. “Não é negar as dores, mas conseguir perceber a beleza no que ainda nos pertence, seja um café quente pela manhã, uma lembrança afetuosa ou uma conversa inesperada”, conta Sylvia.

     A atenção ao presente é outro caminho para encontrar sentido e prazer no cotidiano, mesmo diante das limitações físicas e emocionais. “Pequenas rotinas como regar uma planta, caminhar devagar, cozinhar para alguém, escrever um bilhete e ouvir uma música inteira ajudam muito a não se isolar. O prazer pode vir do cotidiano, mas o sentido costuma vir da relação com o outro. E rir, rir do que ainda pode ser cômico. O bom humor é um tipo de inteligência emocional”, acrescenta a psicanalista.

   Nesse sentido, a aceitação tem um papel transformador fundamental. Para Aline, a aceitação radical, conceito presente em terapias como a terapia de aceitação e compromisso (ACT), ajuda a reconhecer que nem tudo pode ser mudado e que as perdas coexistem com ganhos.

   “Em vez de resistir, é mais saudável reconhecer o que se transforma e o que ainda pode ser vivido com plenitude”, explica.

   Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter. Essa aceitação liberta de cobranças externas e abre espaço para uma existência mais leve e verdadeira, sem a necessidade de provar algo para os outros. “Aceitar as limitações não significa desistir, mas escolher com clareza onde investir a energia que ainda temos.” “A segunda metade da vida pode ser menos barulhenta, mas muito mais autêntica e rica. É diferente da juventude e é justamente aí que está a beleza. Aceitar o que muda, cultivar o que ainda pulsa e encontrar alegria na serenidade do presente é a verdadeira arte de prosperar. Viver não é só contar os anos, mas fazer com que cada momento valha a pena.”

  Tudo isso também está ligado ao modo como vivemos a primeira metade da vida. “Se tivemos validação, relações saudáveis e autonomia, é natural que levemos isso para a segunda fase. O conceito “joyspan” tem muito a ver com a responsabilidade de ter colocado a vida sob nosso próprio controle, sem terceirizá-la. É como uma colheita: quanto melhor plantamos antes, melhor vivemos depois”, complementa. [...]



Fonte: Suzuki, Mariana. “Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado. Disponível em: vidasimples.com/saude-emocional/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado. 
Analise os itens a seguir tendo em vista os recursos empregados no texto para a construção da argumentação.

I- Intertextualidade.
II- Metalinguagem.
III- Subjetividade.
IV- Conotatividade.
V- Exemplificação.

Estão CORRETOS os itens 
Alternativas
Q3622496 Direito Sanitário
A Lei n.º 12.401/2011 alterou a Lei n.º 8.080/1990 para incluir: 
Alternativas
Respostas
1881: E
1882: E
1883: C
1884: C
1885: C
1886: C
1887: E
1888: C
1889: C
1890: C
1891: E
1892: B
1893: E
1894: E
1895: A
1896: B
1897: D
1898: B
1899: A
1900: D