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Q4113095 Português

Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!


Sabichonismo é uma doença que explora e

agrava nossa insegurança com a língua


Sérgio Rodrigues



O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.


Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)


É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.


Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.


Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.


O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.


Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.


O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.


Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.


A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.


Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.


Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.


E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.


Todo cuidado com ele!



FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo,


Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).

O autor compara o “sabichonismo” ao comportamento de zumbis principalmente para destacar
Alternativas
Q4113094 Português

Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!


Sabichonismo é uma doença que explora e

agrava nossa insegurança com a língua


Sérgio Rodrigues



O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.


Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)


É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.


Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.


Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.


O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.


Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.


O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.


Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.


A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.


Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.


Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.


E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.


Todo cuidado com ele!



FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo,


Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).

De acordo com o autor, qual é a principal motivação por trás do comportamento dos “sabichões”?
Alternativas
Q4113093 Português

Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!


Sabichonismo é uma doença que explora e

agrava nossa insegurança com a língua


Sérgio Rodrigues



O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.


Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)


É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.


Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.


Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.


O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.


Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.


O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.


Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.


A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.


Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.


Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.


E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.


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Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).

Segundo o autor, o “sabichonismo linguístico” tem tanto apelo entre as pessoas porque
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Q4113092 Português

Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!


Sabichonismo é uma doença que explora e

agrava nossa insegurança com a língua


Sérgio Rodrigues



O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.


Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)


É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.


Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.


Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.


O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.


Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.


O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.


Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.


A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.


Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.


Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.


E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.


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Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).

O título “Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!” cumpre várias finalidades.

Com relação a esse preceito, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4113091 Português

Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!


Sabichonismo é uma doença que explora e

agrava nossa insegurança com a língua


Sérgio Rodrigues



O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.


Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)


É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.


Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.


Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.


O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.


Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.


O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.


Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.


A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.


Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.


Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.


E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.


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Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).

Releia o trecho do texto I a seguir.
“Quando nos deixamos convencer de que o certo é ‘esculpido em Carrara’ — em vez de ‘cuspido e escarrado’, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês ‘spitting image’ e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.”

Com base na análise do trecho apresentado, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q4113090 Português

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Sabichonismo é uma doença que explora e

agrava nossa insegurança com a língua


Sérgio Rodrigues



O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.


Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)


É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.


Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.


Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.


O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.


Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.


O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.


Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.


A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.


Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.


Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.


E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.


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Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).

Analise as afirmativas a seguir sobre variedades linguísticas, sentido literal e sentido figurado, registros formal e informal da escrita‑padrão, e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.

(    ) O ponto de vista do autor é contrário ao “sabichonismo”, pois ele considera essa prática prejudicial à relação dos falantes com a própria língua.
(    ) A expressão “corte lógico‑matemático” indica que o “sabichonismo” está sempre embasado em princípios corretos da lógica formal e da matemática.
(    ) O autor utiliza uma linguagem informal e irônica para criticar comportamentos que, embora pareçam corretivos, reforçam ideias equivocadas sobre a língua.
(    ) A expressão “purista, amalucado” é usada pelo autor para elogiar as pessoas que seguem fielmente as regras gramaticais e demonstram equilíbrio ao lidar com as variações linguísticas.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q4113089 Português

Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!


Sabichonismo é uma doença que explora e

agrava nossa insegurança com a língua


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O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.


Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)


É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.


Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.


Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.


O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.


Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.


O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.


Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.


A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.


Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.


Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.


E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.


Todo cuidado com ele!



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Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).

Releia o trecho do texto I a seguir.

“E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.”
Além do aspecto semântico, o trecho apresenta construções marcadas por regras de concordância verbal e nominal, e de regência verbal e nominal, que contribuem para a clareza e a correção do texto.


Com base nas normas da língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
(    ) O verbo “cumpre” está corretamente empregado, pois concorda com o sujeito “o sabichão”, que está no singular.
(    ) O uso do pronome “‑las” em “transformá‑las” está incorreto, pois deveria ser substituído por “lhes”, que retoma o termo “pessoas”.
(    ) O verbo “transformar” está bem empregado com regência adequada, pois exige objeto direto e complemento preposicionado com “em”.
(    ) O trecho “do maior número possível de pessoas” apresenta erro de concordância nominal, pois o adjetivo “possível” deveria estar no plural para concordar com “pessoas”.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q4113088 Português

Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!


Sabichonismo é uma doença que explora e

agrava nossa insegurança com a língua


Sérgio Rodrigues



O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.


Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)


É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.


Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.


Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.


O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.


Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.


O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.


Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.


A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.


Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.


Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.


E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.


Todo cuidado com ele!



FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo,


Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).

Releia o trecho do texto I a seguir.

“O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.”

Com base nos conceitos de coesão, coerência, argumentação e outros fatores de textualidade (como intencionalidade e informatividade), assinale a alternativa correta.
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Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!


Sabichonismo é uma doença que explora e

agrava nossa insegurança com a língua


Sérgio Rodrigues



O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.


Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)


É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.


Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.


Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.


O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.


Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.


O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.


Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.


A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.


Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.


Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.


E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.


Todo cuidado com ele!



FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo,


Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).

Quanto à classificação das figuras de linguagem, analise o texto a seguir.

O(A) __________ faz‑se presente na frase “O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista”. Ao dizer que o sabichonismo é uma “doença social oportunista”, não se está falando de uma doença real, no sentido médico, mas comparando esse comportamento a uma doença que se instala onde há fragilidade social.
No trecho “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu! —, saímos espalhando a boa nova.”, a __________ tem função expressiva, pois reproduz o som da vaia, e também discursiva, pois enfatiza a crítica contida na reformulação do provérbio.
Na passagem “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!, grita o sabichão.”, o autor está se referindo a uma repetição desnecessária de ideias ou palavras, ou seja, uma __________, considerada um erro de linguagem chamada de pleonasmo vicioso.

Assinale a sequência que preenche correta e respectivamente as lacunas do texto anterior.
Alternativas
Q4102325 Português
A Importância da Saúde Pública no Brasil

A saúde pública no Brasil, especialmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada essencial para assegurar a dignidade humana e a equidade social. A Constituição Federal de 1988 estabelece que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, conferindo ao SUS um papel central como política pública universal. Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros, o que representa mais de 75% da população.

Além disso, o SUS desempenha um papel multifacetado ao atuar na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais. Esses serviços, organizados de maneira descentralizada e participativa, alcançam desde a atenção básica até os níveis mais complexos da assistência, evidenciando sua abrangência e relevância para a população.

Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que, mesmo diante de dificuldades de gestão e financiamento, o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz do sistema público em emergências de saúde.

Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. Sua existência e consolidação representam a possibilidade de acesso universal à saúde, garantida constitucionalmente, e são decisivas para enfrentar crises sanitárias, reduzir desigualdades e promover a dignidade social. Defender, valorizar e fortalecer esse sistema é uma obrigação democrática e um compromisso com o bem-estar coletivo.

Fontes:
− BRASIL ESCOLA. A importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-dosistema-unico-de-saude.htm
− BRASIL. Ministério da Saúde. SUS – Saúde Brasil. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_saude_brasil_3e d.pdf
− GOV.BR. Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/sus
− MATTOS, M. et al. Fortalecimento do SUS em emergências de saúde pública. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, UFMG, 2021. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/6202/323 6 
“O fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz em emergências de saúde pública.”

No trecho acima, a palavra destacada “imprescindíveis” pode ser substituída, sem alteração de sentido no contexto, por: 
Alternativas
Q4102324 Português
A Importância da Saúde Pública no Brasil

A saúde pública no Brasil, especialmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada essencial para assegurar a dignidade humana e a equidade social. A Constituição Federal de 1988 estabelece que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, conferindo ao SUS um papel central como política pública universal. Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros, o que representa mais de 75% da população.

Além disso, o SUS desempenha um papel multifacetado ao atuar na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais. Esses serviços, organizados de maneira descentralizada e participativa, alcançam desde a atenção básica até os níveis mais complexos da assistência, evidenciando sua abrangência e relevância para a população.

Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que, mesmo diante de dificuldades de gestão e financiamento, o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz do sistema público em emergências de saúde.

Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. Sua existência e consolidação representam a possibilidade de acesso universal à saúde, garantida constitucionalmente, e são decisivas para enfrentar crises sanitárias, reduzir desigualdades e promover a dignidade social. Defender, valorizar e fortalecer esse sistema é uma obrigação democrática e um compromisso com o bem-estar coletivo.

Fontes:
− BRASIL ESCOLA. A importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-dosistema-unico-de-saude.htm
− BRASIL. Ministério da Saúde. SUS – Saúde Brasil. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_saude_brasil_3e d.pdf
− GOV.BR. Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/sus
− MATTOS, M. et al. Fortalecimento do SUS em emergências de saúde pública. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, UFMG, 2021. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/6202/323 6 
No período “Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis”, a oração destacada exerce a função de:
Alternativas
Q4102323 Português
A Importância da Saúde Pública no Brasil

A saúde pública no Brasil, especialmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada essencial para assegurar a dignidade humana e a equidade social. A Constituição Federal de 1988 estabelece que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, conferindo ao SUS um papel central como política pública universal. Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros, o que representa mais de 75% da população.

Além disso, o SUS desempenha um papel multifacetado ao atuar na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais. Esses serviços, organizados de maneira descentralizada e participativa, alcançam desde a atenção básica até os níveis mais complexos da assistência, evidenciando sua abrangência e relevância para a população.

Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que, mesmo diante de dificuldades de gestão e financiamento, o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz do sistema público em emergências de saúde.

Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. Sua existência e consolidação representam a possibilidade de acesso universal à saúde, garantida constitucionalmente, e são decisivas para enfrentar crises sanitárias, reduzir desigualdades e promover a dignidade social. Defender, valorizar e fortalecer esse sistema é uma obrigação democrática e um compromisso com o bem-estar coletivo.

Fontes:
− BRASIL ESCOLA. A importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-dosistema-unico-de-saude.htm
− BRASIL. Ministério da Saúde. SUS – Saúde Brasil. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_saude_brasil_3e d.pdf
− GOV.BR. Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/sus
− MATTOS, M. et al. Fortalecimento do SUS em emergências de saúde pública. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, UFMG, 2021. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/6202/323 6 
“Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira.”

No trecho acima, a vírgula após a palavra “Portanto” justifica-se porque: 
Alternativas
Q4102322 Português
A Importância da Saúde Pública no Brasil

A saúde pública no Brasil, especialmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada essencial para assegurar a dignidade humana e a equidade social. A Constituição Federal de 1988 estabelece que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, conferindo ao SUS um papel central como política pública universal. Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros, o que representa mais de 75% da população.

Além disso, o SUS desempenha um papel multifacetado ao atuar na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais. Esses serviços, organizados de maneira descentralizada e participativa, alcançam desde a atenção básica até os níveis mais complexos da assistência, evidenciando sua abrangência e relevância para a população.

Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que, mesmo diante de dificuldades de gestão e financiamento, o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz do sistema público em emergências de saúde.

Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. Sua existência e consolidação representam a possibilidade de acesso universal à saúde, garantida constitucionalmente, e são decisivas para enfrentar crises sanitárias, reduzir desigualdades e promover a dignidade social. Defender, valorizar e fortalecer esse sistema é uma obrigação democrática e um compromisso com o bem-estar coletivo.

Fontes:
− BRASIL ESCOLA. A importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-dosistema-unico-de-saude.htm
− BRASIL. Ministério da Saúde. SUS – Saúde Brasil. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_saude_brasil_3e d.pdf
− GOV.BR. Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/sus
− MATTOS, M. et al. Fortalecimento do SUS em emergências de saúde pública. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, UFMG, 2021. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/6202/323 6 
“Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros.”

No trecho acima, a palavra destacada “sistema” pertence à classe gramatical de: 
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Q4102321 Português
A Importância da Saúde Pública no Brasil

A saúde pública no Brasil, especialmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada essencial para assegurar a dignidade humana e a equidade social. A Constituição Federal de 1988 estabelece que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, conferindo ao SUS um papel central como política pública universal. Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros, o que representa mais de 75% da população.

Além disso, o SUS desempenha um papel multifacetado ao atuar na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais. Esses serviços, organizados de maneira descentralizada e participativa, alcançam desde a atenção básica até os níveis mais complexos da assistência, evidenciando sua abrangência e relevância para a população.

Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que, mesmo diante de dificuldades de gestão e financiamento, o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz do sistema público em emergências de saúde.

Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. Sua existência e consolidação representam a possibilidade de acesso universal à saúde, garantida constitucionalmente, e são decisivas para enfrentar crises sanitárias, reduzir desigualdades e promover a dignidade social. Defender, valorizar e fortalecer esse sistema é uma obrigação democrática e um compromisso com o bem-estar coletivo.

Fontes:
− BRASIL ESCOLA. A importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-dosistema-unico-de-saude.htm
− BRASIL. Ministério da Saúde. SUS – Saúde Brasil. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_saude_brasil_3e d.pdf
− GOV.BR. Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/sus
− MATTOS, M. et al. Fortalecimento do SUS em emergências de saúde pública. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, UFMG, 2021. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/6202/323 6 
“Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis...”

No trecho acima, a palavra destacada “assume” pertence à classe gramatical de: 
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Q4102320 Saúde Pública
A Importância da Saúde Pública no Brasil

A saúde pública no Brasil, especialmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada essencial para assegurar a dignidade humana e a equidade social. A Constituição Federal de 1988 estabelece que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, conferindo ao SUS um papel central como política pública universal. Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros, o que representa mais de 75% da população.

Além disso, o SUS desempenha um papel multifacetado ao atuar na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais. Esses serviços, organizados de maneira descentralizada e participativa, alcançam desde a atenção básica até os níveis mais complexos da assistência, evidenciando sua abrangência e relevância para a população.

Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que, mesmo diante de dificuldades de gestão e financiamento, o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz do sistema público em emergências de saúde.

Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. Sua existência e consolidação representam a possibilidade de acesso universal à saúde, garantida constitucionalmente, e são decisivas para enfrentar crises sanitárias, reduzir desigualdades e promover a dignidade social. Defender, valorizar e fortalecer esse sistema é uma obrigação democrática e um compromisso com o bem-estar coletivo.

Fontes:
− BRASIL ESCOLA. A importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-dosistema-unico-de-saude.htm
− BRASIL. Ministério da Saúde. SUS – Saúde Brasil. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_saude_brasil_3e d.pdf
− GOV.BR. Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/sus
− MATTOS, M. et al. Fortalecimento do SUS em emergências de saúde pública. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, UFMG, 2021. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/6202/323 6 
O texto “A Importância da Saúde Pública no Brasil” apresenta uma estrutura em que:
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Q4102319 Português
A Importância da Saúde Pública no Brasil

A saúde pública no Brasil, especialmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada essencial para assegurar a dignidade humana e a equidade social. A Constituição Federal de 1988 estabelece que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, conferindo ao SUS um papel central como política pública universal. Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros, o que representa mais de 75% da população.

Além disso, o SUS desempenha um papel multifacetado ao atuar na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais. Esses serviços, organizados de maneira descentralizada e participativa, alcançam desde a atenção básica até os níveis mais complexos da assistência, evidenciando sua abrangência e relevância para a população.

Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que, mesmo diante de dificuldades de gestão e financiamento, o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz do sistema público em emergências de saúde.

Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. Sua existência e consolidação representam a possibilidade de acesso universal à saúde, garantida constitucionalmente, e são decisivas para enfrentar crises sanitárias, reduzir desigualdades e promover a dignidade social. Defender, valorizar e fortalecer esse sistema é uma obrigação democrática e um compromisso com o bem-estar coletivo.

Fontes:
− BRASIL ESCOLA. A importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-dosistema-unico-de-saude.htm
− BRASIL. Ministério da Saúde. SUS – Saúde Brasil. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_saude_brasil_3e d.pdf
− GOV.BR. Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/sus
− MATTOS, M. et al. Fortalecimento do SUS em emergências de saúde pública. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, UFMG, 2021. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/6202/323 6 
No trecho “...garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais”, a expressão em destaque estabelece relação de:
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Q4102318 Português
A Importância da Saúde Pública no Brasil

A saúde pública no Brasil, especialmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada essencial para assegurar a dignidade humana e a equidade social. A Constituição Federal de 1988 estabelece que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, conferindo ao SUS um papel central como política pública universal. Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros, o que representa mais de 75% da população.

Além disso, o SUS desempenha um papel multifacetado ao atuar na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais. Esses serviços, organizados de maneira descentralizada e participativa, alcançam desde a atenção básica até os níveis mais complexos da assistência, evidenciando sua abrangência e relevância para a população.

Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que, mesmo diante de dificuldades de gestão e financiamento, o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz do sistema público em emergências de saúde.

Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. Sua existência e consolidação representam a possibilidade de acesso universal à saúde, garantida constitucionalmente, e são decisivas para enfrentar crises sanitárias, reduzir desigualdades e promover a dignidade social. Defender, valorizar e fortalecer esse sistema é uma obrigação democrática e um compromisso com o bem-estar coletivo.

Fontes:
− BRASIL ESCOLA. A importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-dosistema-unico-de-saude.htm
− BRASIL. Ministério da Saúde. SUS – Saúde Brasil. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_saude_brasil_3e d.pdf
− GOV.BR. Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/sus
− MATTOS, M. et al. Fortalecimento do SUS em emergências de saúde pública. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, UFMG, 2021. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/6202/323 6 
No trecho “Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira”, a expressão destacada introduz uma ideia de:
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Q4102317 Português
A Importância da Saúde Pública no Brasil

A saúde pública no Brasil, especialmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada essencial para assegurar a dignidade humana e a equidade social. A Constituição Federal de 1988 estabelece que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, conferindo ao SUS um papel central como política pública universal. Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros, o que representa mais de 75% da população.

Além disso, o SUS desempenha um papel multifacetado ao atuar na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais. Esses serviços, organizados de maneira descentralizada e participativa, alcançam desde a atenção básica até os níveis mais complexos da assistência, evidenciando sua abrangência e relevância para a população.

Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que, mesmo diante de dificuldades de gestão e financiamento, o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz do sistema público em emergências de saúde.

Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. Sua existência e consolidação representam a possibilidade de acesso universal à saúde, garantida constitucionalmente, e são decisivas para enfrentar crises sanitárias, reduzir desigualdades e promover a dignidade social. Defender, valorizar e fortalecer esse sistema é uma obrigação democrática e um compromisso com o bem-estar coletivo.

Fontes:
− BRASIL ESCOLA. A importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-dosistema-unico-de-saude.htm
− BRASIL. Ministério da Saúde. SUS – Saúde Brasil. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_saude_brasil_3e d.pdf
− GOV.BR. Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/sus
− MATTOS, M. et al. Fortalecimento do SUS em emergências de saúde pública. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, UFMG, 2021. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/6202/323 6 
No segundo parágrafo do texto o sentido predominante é o de:
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Q4102316 Português
A Importância da Saúde Pública no Brasil

A saúde pública no Brasil, especialmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada essencial para assegurar a dignidade humana e a equidade social. A Constituição Federal de 1988 estabelece que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, conferindo ao SUS um papel central como política pública universal. Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros, o que representa mais de 75% da população.

Além disso, o SUS desempenha um papel multifacetado ao atuar na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais. Esses serviços, organizados de maneira descentralizada e participativa, alcançam desde a atenção básica até os níveis mais complexos da assistência, evidenciando sua abrangência e relevância para a população.

Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que, mesmo diante de dificuldades de gestão e financiamento, o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz do sistema público em emergências de saúde.

Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. Sua existência e consolidação representam a possibilidade de acesso universal à saúde, garantida constitucionalmente, e são decisivas para enfrentar crises sanitárias, reduzir desigualdades e promover a dignidade social. Defender, valorizar e fortalecer esse sistema é uma obrigação democrática e um compromisso com o bem-estar coletivo.

Fontes:
− BRASIL ESCOLA. A importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-dosistema-unico-de-saude.htm
− BRASIL. Ministério da Saúde. SUS – Saúde Brasil. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_saude_brasil_3e d.pdf
− GOV.BR. Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/sus
− MATTOS, M. et al. Fortalecimento do SUS em emergências de saúde pública. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, UFMG, 2021. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/6202/323 6 
O tema central do texto está diretamente relacionado a: 
Alternativas
Q4058039 Saúde Pública
Historicamente, tem sido possível relacionar atividade física regular a alterações positivas para o combate ou a prevenção de diversas doenças. Por essa razão, o sedentarismo aparece como fator de risco para tais doenças. Esse modo de olhar a relação entre a atividade física e a saúde aponta para duas grandes inquietações: a visão estreita de saúde e, talvez em decorrência da primeira, a não identificação de grupos desprivilegiados. Repensando o conceito de saúde para além de uma ideia de “culpabilização” do indivíduo frente ao aparecimento de doenças, é possível verificar que
Alternativas
Respostas
1881: C
1882: D
1883: B
1884: D
1885: D
1886: A
1887: A
1888: B
1889: C
1890: D
1891: A
1892: A
1893: D
1894: B
1895: C
1896: A
1897: C
1898: B
1899: C
1900: B