Questões de Concurso
Comentadas para analista judiciário - engenharia
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abaixo.
Ensino que ensine
Jogar com as ambigüidades, cultivar o improviso, juntar
o que se pretende irreconciliável e dividir o que se supõe
unitário, usar falta de método como método, tratar enigmas
como soluções e o inesperado como caminho? são traços da
cultura do povo brasileiro. Estratégias de sobrevivência? Por
que não também manancial de grandes feitos, tanto na prática
como no pensamento? A orientação de nosso ensino costuma
ser o oposto dessa fecundidade indisciplinada: dogmas
confundidos com idéias, informações sobrepostas a
capacitações, insistência em métodos "corretos" e em respostas
"certas", ditadura da falta de imaginação. Nega-se voz aos
talentos, difusos e frustrados, da nação. Essa contradição
nunca foi tema do nosso debate nacional.
Entre nós, educação é assunto para economistas e
engenheiros, não para educadores, como se o alvo fosse
construir escolas, não construir pessoas. Preconizo revolução
na orientação do ensino brasileiro. Nada tem a ver com falta de
rigor ou com modismo pedagógico. E exige professorado
formado, equipado e remunerado para cumprir essa tarefa
libertadora.
Em matemática, por exemplo, em vez de enfoque nas
soluções únicas, atenção para as formulações alternativas, as
soluções múltiplas ou inexistentes e a descoberta de problemas,
tão importante quanto o encontro de soluções. Em leitura e
escrita, análise de textos com a preocupação de aprofundar,
não de suprimir possibilidades de interpretação; defesa, crítica e
revisão de idéias; obrigação de escrever todos os dias,
formulando e reformulando sem fim. Em ciência, o despertar
para a dialética entre explicações e experimentos e para os
mistérios da relação entre os nexos de causa e efeito e sua
representação matemática. Em história, e em todas as
disciplinas, as transformações analisadas de pontos de vista
contrastantes.
Isso é educação. O resto é perda de tempo. (...) Quem
lutará para que a educação no Brasil se eduque?
(Roberto Mangabeira Unger, Folha de S. Paulo, 09/01/2007)

Considere que o muro de arrimo ilustrado na figura acima é constituído de material homogêneo com peso específico igual a 24 kN/m3 , e que todas as dimensões são representadas em metros. Considere, ainda, que o solo arrimado está seco, tem um peso específico igual a 20 kN/m3 , coesão nula e um coeficiente de empuxo ativo, definido pela teoria de Rankine, igual a 0,25. Nessa situação, assumindo a teoria de Rankine para o cálculo de empuxos e desprezando a resistência passiva do solo no trecho enterrado do muro junto ao seu pé, assinale a opção correta com relação ao valor do coeficiente de segurança (F) contra o tombamento do muro.

Considere o pórtico plano, com peso desprezível, submetido ao carregamento uniformemente distribuído não-nulo com intensidade q indicado na figura acima.
Com base nas condições apresentadas na figura, julgue os itens a seguir.
I Dependendo das propriedades mecânicas do material, do comprimento e das características geométricas da seção transversal no trecho AB e do valor de q, esse trecho pode ser submetido a flambagem.
II A fibra externa superior do pórtico no ponto C está submetida a tração.
III O módulo do momento fletor na seção transversal do pórtico no ponto C é igual a
.
IV O módulo do esforço cortante na seção transversal do pórtico no ponto C é igual a
.
V O trecho ED do pórtico está submetido a flexão composta.
A quantidade de itens certos é igual a
I concorrência. II tomada de preços. III convite. IV concurso. V levantamento de preços.
A quantidade de itens certos é igual a
Acerca das relações entre as idéias e as estruturas lingüísticas do texto V, julgue os itens a seguir.
I As duas ocorrências do verbo significar, nas linhas 2 e 4, estão flexionadas no singular por concordarem com um sujeito oracional.
II O período iniciado por “Assim” (L.6) explicita e ilustra como devem ser entendidas as afirmações dos três períodos anteriores.
III Os períodos iniciados por “Veríamos” (L.13-20) mostram o que seria o resultado do exame nas “frases” (L.10) do cotidiano.
IV A retirada da pergunta “Por quê?” (L.20) prejudicaria a clareza da argumentação e a estruturação sintática das frases do texto.
A quantidade de itens certos é igual a

