Questões de Concurso Comentadas para engenheiro

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Q909158 Noções de Informática

As planilhas eletrônicas são muito utilizadas, pois otimizam os cálculos por meio de funções, automatizando os resultados. A Figura 1 representa o recorte de uma planilha de notas digitadas no LibreOffice Calc, em que cada aluno possui três notas (Nota 1, Nota 2 e Nota 3) e deseja-se que a média aritmética dessas notas seja apresentadas na coluna E, e que a coluna F indique uma das situações: APROVADO ou REPROVADO.


                 

Considere calcular a média aritmética das notas dos discentes junto à coluna E, utilizando o LibreOffice Calc, e analise as afirmações a seguir.


I. A média de José Carlos, na célula E2, pode ser obtida aplicando a função =SOMA(B2;D2)/3.

II. A média de Bárbara Silva, na célula E3, pode ser obtida aplicando a função =MÉDIA(B3:D3).

III. A média de João Paulo, na célula E4, pode ser obtida aplicando a função =MED(B4;D4).

IV. A média de Miguel Oliveira, na célula E5, pode ser obtida aplicando a função =SOMA(B5:D5)/3.

V. A média de Vitória Lima, na célula E6, pode ser obtida aplicando a função =MÉDIA(B6;D6).

Disponível em:<https://support.office.com/pt-br/office-training-center> . Acesso em mai. 2018.

Disponível em:<https://documentation.libreoffice.org/pt-br/portugues/> . Acesso em mai. 2018.


Partindo do exposto, assinale a alternativa em que as afirmações estão corretas.

Alternativas
Q909153 Português

                     DERROTADOS PELO MOSQUITO


      Depois da dengue, da chikungunya e da zika, o Brasil vive o ressurgimento da febre amarela. A doença, que tem se espalhado em sua versão silvestre, transmitida por mosquitos Haemagogus e Sabethes, ainda não repete os números do surto registrado no início de 2017, mas já causou dezenas de mortes em todo o país, e a população corre para se vacinar – a alta demanda tem levado alguns estados a fracionar a dose padrão para que mais pessoas possam ser imunizadas. A Organização Mundial de Saúde emitiu recomendação para que estrangeiros que visitem o estado de São Paulo tomem a vacina antes de embarcar.

      Se há algo que pode servir de consolo, pelo menos há uma vacina para a febre amarela, ao contrário das doenças que o Aedes aegypti vem espalhando pelo país há alguns anos. Mas nossa dificuldade de vencer a luta contra os mosquitos é um sintoma grave de outro mal: nosso subdesenvolvimento – obra de séculos, que não se improvisa, na célebre frase de Nelson Rodrigues. O “país do futuro”, uma das dez maiores economias do mundo, com metrópoles que exercem papel de protagonismo na América Latina, convive com taxas inaceitáveis de contaminação por doenças das quais o país já tinha se livrado no passado.

      O Aedes aegypti – transmissor da dengue, da zika, do chikungunya e da versão urbana da febre amarela – foi considerado erradicado no Brasil em 1955, após décadas de campanhas iniciadas pelo sanitarista Oswaldo Cruz, no início do século passado. Mas o mosquito, que na época colonial tinha vindo da África, nos navios negreiros, ressurgiu como passageiro indesejado dos cargueiros asiáticos na década de 70 e, desde então, vem levando a melhor, contando com a ineficiência estatal e o desleixo da população, que também tem sua parte de culpa quando não adota comportamentos que dificultam a proliferação do mosquito, apesar de ter hoje muito mais informação que na época de Oswaldo Cruz.

      E a volta da febre amarela era um desastre anunciado. Desde 2014 o Ministério da Saúde já registrava mortes de macacos contaminados pelo vírus no Centro-Oeste do país e, mais tarde, no Sudeste – um indício de que em breve a doença voltaria a ser mais frequente entre humanos. Como se pode ver desde o surto de 2017, a resposta das autoridades não foi rápida nem intensa o suficiente para proteger a população. [...]

Editorial Gazeta do Povo. Disponível em:<http://www .gazetadopovo. com.br /opiniao/editoriais/derrotados-pelo-mosquito-bpez6m3sj61klaosii89bd9dh>  Acesso em: fev. 2018. (Adaptado). 

A palavra ressurgimento, que aparece no primeiro parágrafo do texto, apresenta processo de formação semelhante ao que contém o termo:
Alternativas
Q909152 Português

                     DERROTADOS PELO MOSQUITO


      Depois da dengue, da chikungunya e da zika, o Brasil vive o ressurgimento da febre amarela. A doença, que tem se espalhado em sua versão silvestre, transmitida por mosquitos Haemagogus e Sabethes, ainda não repete os números do surto registrado no início de 2017, mas já causou dezenas de mortes em todo o país, e a população corre para se vacinar – a alta demanda tem levado alguns estados a fracionar a dose padrão para que mais pessoas possam ser imunizadas. A Organização Mundial de Saúde emitiu recomendação para que estrangeiros que visitem o estado de São Paulo tomem a vacina antes de embarcar.

      Se há algo que pode servir de consolo, pelo menos há uma vacina para a febre amarela, ao contrário das doenças que o Aedes aegypti vem espalhando pelo país há alguns anos. Mas nossa dificuldade de vencer a luta contra os mosquitos é um sintoma grave de outro mal: nosso subdesenvolvimento – obra de séculos, que não se improvisa, na célebre frase de Nelson Rodrigues. O “país do futuro”, uma das dez maiores economias do mundo, com metrópoles que exercem papel de protagonismo na América Latina, convive com taxas inaceitáveis de contaminação por doenças das quais o país já tinha se livrado no passado.

      O Aedes aegypti – transmissor da dengue, da zika, do chikungunya e da versão urbana da febre amarela – foi considerado erradicado no Brasil em 1955, após décadas de campanhas iniciadas pelo sanitarista Oswaldo Cruz, no início do século passado. Mas o mosquito, que na época colonial tinha vindo da África, nos navios negreiros, ressurgiu como passageiro indesejado dos cargueiros asiáticos na década de 70 e, desde então, vem levando a melhor, contando com a ineficiência estatal e o desleixo da população, que também tem sua parte de culpa quando não adota comportamentos que dificultam a proliferação do mosquito, apesar de ter hoje muito mais informação que na época de Oswaldo Cruz.

      E a volta da febre amarela era um desastre anunciado. Desde 2014 o Ministério da Saúde já registrava mortes de macacos contaminados pelo vírus no Centro-Oeste do país e, mais tarde, no Sudeste – um indício de que em breve a doença voltaria a ser mais frequente entre humanos. Como se pode ver desde o surto de 2017, a resposta das autoridades não foi rápida nem intensa o suficiente para proteger a população. [...]

Editorial Gazeta do Povo. Disponível em:<http://www .gazetadopovo. com.br /opiniao/editoriais/derrotados-pelo-mosquito-bpez6m3sj61klaosii89bd9dh>  Acesso em: fev. 2018. (Adaptado). 

No último parágrafo, em Desde 2014 o Ministério da Saúde já registrava mortes de macacos contaminados pelo vírus no Centro-Oeste do país e, mais tarde, no Sudeste – um indício de que em breve a doença voltaria a ser mais frequente entre humanos, a correlação verbal contribui para construir o sentido de que a febre amarela era um desastre anunciado.


A classificação dos tempos e modos verbais de “registrava” e “voltaria”, nessa correlação, é respectivamente:

Alternativas
Q909151 Português

                     DERROTADOS PELO MOSQUITO


      Depois da dengue, da chikungunya e da zika, o Brasil vive o ressurgimento da febre amarela. A doença, que tem se espalhado em sua versão silvestre, transmitida por mosquitos Haemagogus e Sabethes, ainda não repete os números do surto registrado no início de 2017, mas já causou dezenas de mortes em todo o país, e a população corre para se vacinar – a alta demanda tem levado alguns estados a fracionar a dose padrão para que mais pessoas possam ser imunizadas. A Organização Mundial de Saúde emitiu recomendação para que estrangeiros que visitem o estado de São Paulo tomem a vacina antes de embarcar.

      Se há algo que pode servir de consolo, pelo menos há uma vacina para a febre amarela, ao contrário das doenças que o Aedes aegypti vem espalhando pelo país há alguns anos. Mas nossa dificuldade de vencer a luta contra os mosquitos é um sintoma grave de outro mal: nosso subdesenvolvimento – obra de séculos, que não se improvisa, na célebre frase de Nelson Rodrigues. O “país do futuro”, uma das dez maiores economias do mundo, com metrópoles que exercem papel de protagonismo na América Latina, convive com taxas inaceitáveis de contaminação por doenças das quais o país já tinha se livrado no passado.

      O Aedes aegypti – transmissor da dengue, da zika, do chikungunya e da versão urbana da febre amarela – foi considerado erradicado no Brasil em 1955, após décadas de campanhas iniciadas pelo sanitarista Oswaldo Cruz, no início do século passado. Mas o mosquito, que na época colonial tinha vindo da África, nos navios negreiros, ressurgiu como passageiro indesejado dos cargueiros asiáticos na década de 70 e, desde então, vem levando a melhor, contando com a ineficiência estatal e o desleixo da população, que também tem sua parte de culpa quando não adota comportamentos que dificultam a proliferação do mosquito, apesar de ter hoje muito mais informação que na época de Oswaldo Cruz.

      E a volta da febre amarela era um desastre anunciado. Desde 2014 o Ministério da Saúde já registrava mortes de macacos contaminados pelo vírus no Centro-Oeste do país e, mais tarde, no Sudeste – um indício de que em breve a doença voltaria a ser mais frequente entre humanos. Como se pode ver desde o surto de 2017, a resposta das autoridades não foi rápida nem intensa o suficiente para proteger a população. [...]

Editorial Gazeta do Povo. Disponível em:<http://www .gazetadopovo. com.br /opiniao/editoriais/derrotados-pelo-mosquito-bpez6m3sj61klaosii89bd9dh>  Acesso em: fev. 2018. (Adaptado). 

O Editorial da Gazeta do Povo, intitulado “Derrotados pelo mosquito”, sinaliza a posição do jornal em relação à comprovação de casos de febre amarela no Brasil. No trecho “[...] a alta demanda tem levado alguns estados a fracionar a dose padrão para que mais pessoas possam ser imunizadas [...]”, podem-se notar, respectivamente, as ideias de:
Alternativas
Q2717315 Arquitetura de Software

Em um projeto Android, é recomendável que os arquivos de imagens fiquem no diretório

Alternativas
Q2717312 Arquitetura de Software

No NetBeans 8.2, o atalho para realizar o encapsulamento da aplicação está corretamente indicado em

Alternativas
Q2717311 Arquitetura de Software

A técnica de tuning de banco de dados consiste em

Alternativas
Q2717309 Arquitetura de Software

Um desenvolvedor resolveu construir um aplicativo que realizasse a indexação de documentos. No primeiro momento, foi desenvolvida uma estrutura de dados linear que, no decorrer do tempo, tornou-se uma solução custosa por realizar uma busca muito lenta, com o aumento de documentos incluídos na estrutura de dados. Para melhorar esse tempo de busca, foi atribuído um número de posição para cada um dos documentos, organizados de tal forma que, após ser identificado um elemento central, foram divididos pela esquerda e pela direita desse elemento central, identificando novamente um novo elemento central, e assim sucessivamente, até o último documento. Dessa forma, as quantidades de comparações foram reduzidas drasticamente e um elemento de busca foi encontrado mais rapidamente.

Pode-se afirmar que o desenvolvedor migrou

Alternativas
Q2717301 Arquitetura de Software

Uma das técnicas de elucidação de requisitos propõe que os analistas e os Stakeholdes se reúnam e utilizem a diversidade de pensamentos e experiências para gerar soluções inovadoras, sugerindo qualquer pensamento ou ideia que vier à mente a respeito do tema tratado. Esta técnica é denominada

Alternativas
Q2717300 Arquitetura de Software

A saída do programa Java é

package programacosanpa;

public class ProgramaCosanpa {

public static void main(String[] args) {

int valor1,valor2,valor3,i,j;

valor1 = 2;

valor2 = 3;

for (i = 1; i<5; i++) {

j = 3;

while (j<3) {

valor3 = valor1--;

valor1 = valor2++;

valor2 = valor3--;

j--;

}

}

System.out.println(valor1 + "," + valor2);

}

}

Alternativas
Q2717294 Arquitetura de Software

Após a execução do algoritmo abaixo, os valores das variáveis A e B serão, respectivamente,



Algoritmo "provacosanpa"


Var

a,b,tr,i: inteiro;


Inicio

a := 2;

b := 5;

para i de 1 ate 10 passo 1 faca

a := a + 3;

b := b - 1;

tr := a;

a := b;

b := tr;

fimpara

Fimalgoritmo

Alternativas
Q2717288 Arquitetura de Software

Leia o texto a seguir:


“GPS é a sigla de Global Positioning System, sistema de navegação baseado em um conjunto de 24 satélites operacionais (há outros, sobressalentes) que têm órbitas com raio aproximado de 20 mil quilômetros e que completam aproximadamente duas voltas ao redor da Terra por dia. As órbitas são arranjadas de modo a possibilitar que, em um ponto qualquer da superfície terrestre, pelo menos quatro satélites estejam ‘visíveis’, ou seja, acima da linha do horizonte.”

(retirado de https://esquadraodoconhecimento.wordpress.com/ciencias-humanas/ geografiaregionalizacaomundial/ como-funciona-o-gps/ no dia 26/04/2017).


Os aplicativos que utilizam GPS têm como característica a utilização de tecnologia

Alternativas
Q2717287 Arquitetura de Software

Considere o texto a seguir:


“Trata-se de uma rede de área que interliga dispositivos centrados na área de trabalho de uma pessoa cujas conexões são sem fio. Tem base no padrão IEEE 802.15 e os dois tipos de tecnologias sem fio são utilizados neste tipo de rede: o Bluetooth e o Infrared Data Association.”


O texto apresenta a definição da rede

Alternativas
Q2717285 Arquitetura de Software

A correta ordem top-down das camadas no modelo OSI é

Alternativas
Q2717284 Arquitetura de Software

O número decimal (991)10 corresponde ao número binário da alternativa

Alternativas
Q2717267 Português

EXCERTO 3- QUESTÕES 11 a 15


  1. Ser multitarefa, uma outra dimensão do mesmo fenômeno, é visto como uma
  2. capacidade neste momento histórico, uma espécie de ganho evolutivo que tornaria a pessoa
  3. mais bem adaptada à sua época. É pergunta de questionários, qualidade apresentada por
  4. pessoas vendendo a si mesmas, exigência apontada pelos gurus do sucesso. Logo se
  5. tornará altamente subversivo, desorganizador, alguém ter a ousadia de afirmar: “Não, eu não
  6. sou multitarefa. Me dedico a uma coisa de cada vez”.
  7. Han, assim como outros filósofos contemporâneos, discorda dessa ideia – ou dessa
  8. propaganda. Ou, ainda, dessa armadilha. Para ele, a técnica temporal e de atenção
  9. multitarefa não representa nenhum progresso civilizatório. Trata-se, sim, de um retrocesso.
  10. excesso de positividade se manifesta também como excesso de estímulos, informações e
  11. impulsos. Modifica radicalmente a estrutura e a economia da atenção. Com isso, fragmenta e
  12. destrói a atenção. A técnica da multitarefa não é uma conquista civilizatória atingida pelo
  13. humano deste tempo histórico. Ao contrário, está amplamente disseminada entre os animais
  14. em estado selvagem: “Um animal ocupado no exercício da mastigação da sua comida tem de
  15. ocupar-se, ao mesmo tempo, também com outras atividades. Deve cuidar para que, ao
  16. comer, ele próprio não acabe comido. Ao mesmo tempo ele tem que vigiar sua prole e manter
  17. o olho em seu/sua parceiro/a. Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção
  18. em diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem no
  19. comer nem no copular. O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante
  20. de si, pois tem de elaborar, ao mesmo tempo, o que tem atrás de si”.
  21. A contemplação é civilizatória. E o tédio é criativo. Mas ambos foram eliminados pelo
  22. preenchimento ininterrupto do tempo humano por tarefas e estímulos simultâneos. Você
  23. executa uma tarefa e atende ao celular, responde a um WhatsApp enquanto cozinha, come
  24. assistindo à Netflix e xingando alguém no Facebook, pergunta como foi a escola do filho
  25. checando o Twitter, dirige o carro postando uma foto no Instagram, faz um trabalho enquanto
  26. manda um email sobre outro e assim por diante. Duas, três... várias tarefas ao mesmo tempo.
  27. Como se isso fosse um ganho – e não uma perda monumental, uma involução.
  28. Voltamos ao modo selvagem. Nietzsche (1844-1900), ainda na sua época, já
  29. chamava a atenção para o fato de que a vida humana finda numa hiperatividade mortal se
  30. dela for expulso todo elemento contemplativo: “Por falta de repouso, nossa civilização
  31. caminha para uma nova barbárie”.


Disponível em:<http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html>.

Acesso em: 12 abr. 2017.

Releia o trecho em que a autora enumera as tarefas realizadas hoje

Você executa uma tarefa e atende ao celular, responde a um WhatsApp enquanto cozinha, come assistindo à Netflix e xingando alguém no Facebook, pergunta como foi a escola do filho checando o Twitter, dirige o carro postando uma foto no Instagram, faz um trabalho enquanto manda um email sobre outro e assim por diante. Duas, três... várias tarefas ao mesmo tempo (l. 22 a 26).

Quanto aos mecanismos de coesão, é correto afirmar que o

Alternativas
Q2717264 Português

EXCERTO 3- QUESTÕES 11 a 15


  1. Ser multitarefa, uma outra dimensão do mesmo fenômeno, é visto como uma
  2. capacidade neste momento histórico, uma espécie de ganho evolutivo que tornaria a pessoa
  3. mais bem adaptada à sua época. É pergunta de questionários, qualidade apresentada por
  4. pessoas vendendo a si mesmas, exigência apontada pelos gurus do sucesso. Logo se
  5. tornará altamente subversivo, desorganizador, alguém ter a ousadia de afirmar: “Não, eu não
  6. sou multitarefa. Me dedico a uma coisa de cada vez”.
  7. Han, assim como outros filósofos contemporâneos, discorda dessa ideia – ou dessa
  8. propaganda. Ou, ainda, dessa armadilha. Para ele, a técnica temporal e de atenção
  9. multitarefa não representa nenhum progresso civilizatório. Trata-se, sim, de um retrocesso.
  10. excesso de positividade se manifesta também como excesso de estímulos, informações e
  11. impulsos. Modifica radicalmente a estrutura e a economia da atenção. Com isso, fragmenta e
  12. destrói a atenção. A técnica da multitarefa não é uma conquista civilizatória atingida pelo
  13. humano deste tempo histórico. Ao contrário, está amplamente disseminada entre os animais
  14. em estado selvagem: “Um animal ocupado no exercício da mastigação da sua comida tem de
  15. ocupar-se, ao mesmo tempo, também com outras atividades. Deve cuidar para que, ao
  16. comer, ele próprio não acabe comido. Ao mesmo tempo ele tem que vigiar sua prole e manter
  17. o olho em seu/sua parceiro/a. Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção
  18. em diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem no
  19. comer nem no copular. O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante
  20. de si, pois tem de elaborar, ao mesmo tempo, o que tem atrás de si”.
  21. A contemplação é civilizatória. E o tédio é criativo. Mas ambos foram eliminados pelo
  22. preenchimento ininterrupto do tempo humano por tarefas e estímulos simultâneos. Você
  23. executa uma tarefa e atende ao celular, responde a um WhatsApp enquanto cozinha, come
  24. assistindo à Netflix e xingando alguém no Facebook, pergunta como foi a escola do filho
  25. checando o Twitter, dirige o carro postando uma foto no Instagram, faz um trabalho enquanto
  26. manda um email sobre outro e assim por diante. Duas, três... várias tarefas ao mesmo tempo.
  27. Como se isso fosse um ganho – e não uma perda monumental, uma involução.
  28. Voltamos ao modo selvagem. Nietzsche (1844-1900), ainda na sua época, já
  29. chamava a atenção para o fato de que a vida humana finda numa hiperatividade mortal se
  30. dela for expulso todo elemento contemplativo: “Por falta de repouso, nossa civilização
  31. caminha para uma nova barbárie”.


Disponível em:<http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html>.

Acesso em: 12 abr. 2017.

Para fortalecer sua argumentação, a autora vale-se de
Alternativas
Q2717263 Português

EXCERTO 3- QUESTÕES 11 a 15


  1. Ser multitarefa, uma outra dimensão do mesmo fenômeno, é visto como uma
  2. capacidade neste momento histórico, uma espécie de ganho evolutivo que tornaria a pessoa
  3. mais bem adaptada à sua época. É pergunta de questionários, qualidade apresentada por
  4. pessoas vendendo a si mesmas, exigência apontada pelos gurus do sucesso. Logo se
  5. tornará altamente subversivo, desorganizador, alguém ter a ousadia de afirmar: “Não, eu não
  6. sou multitarefa. Me dedico a uma coisa de cada vez”.
  7. Han, assim como outros filósofos contemporâneos, discorda dessa ideia – ou dessa
  8. propaganda. Ou, ainda, dessa armadilha. Para ele, a técnica temporal e de atenção
  9. multitarefa não representa nenhum progresso civilizatório. Trata-se, sim, de um retrocesso.
  10. excesso de positividade se manifesta também como excesso de estímulos, informações e
  11. impulsos. Modifica radicalmente a estrutura e a economia da atenção. Com isso, fragmenta e
  12. destrói a atenção. A técnica da multitarefa não é uma conquista civilizatória atingida pelo
  13. humano deste tempo histórico. Ao contrário, está amplamente disseminada entre os animais
  14. em estado selvagem: “Um animal ocupado no exercício da mastigação da sua comida tem de
  15. ocupar-se, ao mesmo tempo, também com outras atividades. Deve cuidar para que, ao
  16. comer, ele próprio não acabe comido. Ao mesmo tempo ele tem que vigiar sua prole e manter
  17. o olho em seu/sua parceiro/a. Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção
  18. em diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem no
  19. comer nem no copular. O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante
  20. de si, pois tem de elaborar, ao mesmo tempo, o que tem atrás de si”.
  21. A contemplação é civilizatória. E o tédio é criativo. Mas ambos foram eliminados pelo
  22. preenchimento ininterrupto do tempo humano por tarefas e estímulos simultâneos. Você
  23. executa uma tarefa e atende ao celular, responde a um WhatsApp enquanto cozinha, come
  24. assistindo à Netflix e xingando alguém no Facebook, pergunta como foi a escola do filho
  25. checando o Twitter, dirige o carro postando uma foto no Instagram, faz um trabalho enquanto
  26. manda um email sobre outro e assim por diante. Duas, três... várias tarefas ao mesmo tempo.
  27. Como se isso fosse um ganho – e não uma perda monumental, uma involução.
  28. Voltamos ao modo selvagem. Nietzsche (1844-1900), ainda na sua época, já
  29. chamava a atenção para o fato de que a vida humana finda numa hiperatividade mortal se
  30. dela for expulso todo elemento contemplativo: “Por falta de repouso, nossa civilização
  31. caminha para uma nova barbárie”.


Disponível em:<http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html>.

Acesso em: 12 abr. 2017.

Quanto à visão de Eliane Brum sobre a “técnica temporal de atenção multitarefa”, só não é correto afirmar que
Alternativas
Q2717262 Português

EXCERTO 3- QUESTÕES 11 a 15


  1. Ser multitarefa, uma outra dimensão do mesmo fenômeno, é visto como uma
  2. capacidade neste momento histórico, uma espécie de ganho evolutivo que tornaria a pessoa
  3. mais bem adaptada à sua época. É pergunta de questionários, qualidade apresentada por
  4. pessoas vendendo a si mesmas, exigência apontada pelos gurus do sucesso. Logo se
  5. tornará altamente subversivo, desorganizador, alguém ter a ousadia de afirmar: “Não, eu não
  6. sou multitarefa. Me dedico a uma coisa de cada vez”.
  7. Han, assim como outros filósofos contemporâneos, discorda dessa ideia – ou dessa
  8. propaganda. Ou, ainda, dessa armadilha. Para ele, a técnica temporal e de atenção
  9. multitarefa não representa nenhum progresso civilizatório. Trata-se, sim, de um retrocesso.
  10. excesso de positividade se manifesta também como excesso de estímulos, informações e
  11. impulsos. Modifica radicalmente a estrutura e a economia da atenção. Com isso, fragmenta e
  12. destrói a atenção. A técnica da multitarefa não é uma conquista civilizatória atingida pelo
  13. humano deste tempo histórico. Ao contrário, está amplamente disseminada entre os animais
  14. em estado selvagem: “Um animal ocupado no exercício da mastigação da sua comida tem de
  15. ocupar-se, ao mesmo tempo, também com outras atividades. Deve cuidar para que, ao
  16. comer, ele próprio não acabe comido. Ao mesmo tempo ele tem que vigiar sua prole e manter
  17. o olho em seu/sua parceiro/a. Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção
  18. em diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem no
  19. comer nem no copular. O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante
  20. de si, pois tem de elaborar, ao mesmo tempo, o que tem atrás de si”.
  21. A contemplação é civilizatória. E o tédio é criativo. Mas ambos foram eliminados pelo
  22. preenchimento ininterrupto do tempo humano por tarefas e estímulos simultâneos. Você
  23. executa uma tarefa e atende ao celular, responde a um WhatsApp enquanto cozinha, come
  24. assistindo à Netflix e xingando alguém no Facebook, pergunta como foi a escola do filho
  25. checando o Twitter, dirige o carro postando uma foto no Instagram, faz um trabalho enquanto
  26. manda um email sobre outro e assim por diante. Duas, três... várias tarefas ao mesmo tempo.
  27. Como se isso fosse um ganho – e não uma perda monumental, uma involução.
  28. Voltamos ao modo selvagem. Nietzsche (1844-1900), ainda na sua época, já
  29. chamava a atenção para o fato de que a vida humana finda numa hiperatividade mortal se
  30. dela for expulso todo elemento contemplativo: “Por falta de repouso, nossa civilização
  31. caminha para uma nova barbárie”.


Disponível em:<http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html>.

Acesso em: 12 abr. 2017.

O exemplo do comportamento dos animais corrobora a tese de que “ser multitarefa”
Alternativas
Q2717261 Português

EXCERTO 2- QUESTÕES 7 a 10


  1. Talvez parte do que consideramos ativismo seja um novo tipo de passividade. Há
  2. tanta informação disponível, mas talvez estejamos nos imbecilizando. Porque nos falta
  3. contemplação, nos falta o vazio que impele à criação, nos falta silêncios. Nos falta até o tédio.
  4. Sem experiência não há conhecimento. E talvez uma parcela do ativismo seja uma ilusão de
  5. ativismo, porque sem o outro. Talvez parte do que acreditamos ser ativismo seja, ao
  6. contrário, passividade. Um novo tipo de passividade, cheia de gritos, de certezas e de pontos
  7. de exclamação. Os espasmos tornaram-se a rotina e, ao se viver aos espasmos, um
  8. espasmo anula o outro espasmo que anula o outro espasmo. Quando tudo é grito não há
  9. mais grito. Quando tudo é urgência nada é urgência. Ao final do dia que não acaba resta a
  10. ilusão de ter lutado todas as lutas, intervindo em todos os processos, protestado contra todas
  11. as injustiças. Os espasmos esgotam, exaurem, consomem. Mas não movem. Apaziguam,
  12. mas não movem. Entorpecem, mas será que movem?
  13. Sobre esse tema há um pequeno livro, precioso, chamado sugestivamente de
  14. Sociedade do Cansaço. (...) Sobre nossa nova condição, Han diz: “A sociedade do trabalho e
  15. a sociedade do desempenho não são sociedades livres. Elas geram novas coerções. A
  16. dialética do senhor e escravo está, não em última instância, naquela sociedade na qual cada
  17. um é livre e capaz também de ter tempo livre para o lazer. Leva, ao contrário, a uma
  18. sociedade do trabalho, na qual o próprio senhor se transformou num escravo do trabalho.
  19. Nessa sociedade coercitiva, cada um carrega consigo seu campo de trabalho. A
  20. especificidade desse campo de trabalho é que somos ao mesmo tempo prisioneiro e vigia,
  21. vítima e agressor. Assim, acabamos explorando a nós mesmos. Com isso, a exploração
  22. é possível mesmo sem senhorio”.
Pode-se afirmar que a autora imprime um tom informal em seu texto por
Alternativas
Respostas
4961: D
4962: C
4963: E
4964: B
4965: B
4966: A
4967: B
4968: B
4969: B
4970: D
4971: C
4972: A
4973: B
4974: D
4975: A
4976: B
4977: B
4978: B
4979: A
4980: D