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Q3434137 Português
Metafísica


   Contam que um admirador de Albert Einstein foi visitar o mestre em sua casa e o encontrou estirado numa poltrona, com a cabeça para trás e os olhos fechados. Não querendo perturbar o aparente repouso do professor, o visitante sentou-se num canto e ficou esperando que ele acordasse.

  Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona, a cabeça para trás e os olhos fechados. Foi quando o visitante viu um ratinho aparecer debaixo da mesa e dirigir-se para os pés de Albert Einstein. O visitante ficou em pânico. O que fazer? O ratinho se aproximava dos pés do mestre com passinhos curtos mas resolutos. Devia acordar Einstein e avisar do perigo iminente? Ou esperar que o ratinho mudasse de rota? Ou, silenciosamente, sem acordar o professor, enxotar o ratinho?

   Enquanto o visitante decidia o que fazer, o ratinho chegou até o pé direito de Einstein e deu uma mordidinha no seu dedão pelo buraco do chinelo. Einstein nem abriu os olhos. Fez que sim com a cabeça. O ratinho voltou correndo para sua toca. Minutos mais tarde, Einstein abriu os olhos e deu com o visitante no canto. Este desculpou-se, disse que não pretendia acordá-lo, mas Einstein o silenciou com um gesto. Não estava dormindo. Estava pensando.

   Sempre fazia isso. Sentava naquela poltrona, atirava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava o cérebro funcionar. Pensava no universo, pensava no funcionamento do universo, pensava nas explicações para o funcionamento do universo... Mas precisava ter cuidado. Sua mente tinha uma tendência muito grande para a metafísica. Escapava ao controle, disparava, quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas...

   Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão. Era o sinal para voltar à física, à realidade e às coisas prováveis. Fora assim que desenvolvera a sua teoria da relatividade. Seu cérebro indo em todas as direções, mas a cosquinha no dedão indicando o caminho, alertando-o para os excessos, chamando-o de volta à realidade e à razão.

   O visitante engoliu em seco.

   — E o senhor tem... uma explicação para a cosquinha no dedão?

   Einstein não respondeu em seguida. Suspirou. Coçou a cabeça. Depois disse:

   — Aí é que está. Só pode ser explicada como um sinal divino. Mas eu preciso resistir à metafísica!

   O visitante procurou o ratinho com o olhar mas não o avistou. Além de tudo, era modesto.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto: “Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão.” No contexto apresentado, o advérbio “felizmente” modifica:
Alternativas
Q3434136 Português
Metafísica


   Contam que um admirador de Albert Einstein foi visitar o mestre em sua casa e o encontrou estirado numa poltrona, com a cabeça para trás e os olhos fechados. Não querendo perturbar o aparente repouso do professor, o visitante sentou-se num canto e ficou esperando que ele acordasse.

  Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona, a cabeça para trás e os olhos fechados. Foi quando o visitante viu um ratinho aparecer debaixo da mesa e dirigir-se para os pés de Albert Einstein. O visitante ficou em pânico. O que fazer? O ratinho se aproximava dos pés do mestre com passinhos curtos mas resolutos. Devia acordar Einstein e avisar do perigo iminente? Ou esperar que o ratinho mudasse de rota? Ou, silenciosamente, sem acordar o professor, enxotar o ratinho?

   Enquanto o visitante decidia o que fazer, o ratinho chegou até o pé direito de Einstein e deu uma mordidinha no seu dedão pelo buraco do chinelo. Einstein nem abriu os olhos. Fez que sim com a cabeça. O ratinho voltou correndo para sua toca. Minutos mais tarde, Einstein abriu os olhos e deu com o visitante no canto. Este desculpou-se, disse que não pretendia acordá-lo, mas Einstein o silenciou com um gesto. Não estava dormindo. Estava pensando.

   Sempre fazia isso. Sentava naquela poltrona, atirava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava o cérebro funcionar. Pensava no universo, pensava no funcionamento do universo, pensava nas explicações para o funcionamento do universo... Mas precisava ter cuidado. Sua mente tinha uma tendência muito grande para a metafísica. Escapava ao controle, disparava, quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas...

   Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão. Era o sinal para voltar à física, à realidade e às coisas prováveis. Fora assim que desenvolvera a sua teoria da relatividade. Seu cérebro indo em todas as direções, mas a cosquinha no dedão indicando o caminho, alertando-o para os excessos, chamando-o de volta à realidade e à razão.

   O visitante engoliu em seco.

   — E o senhor tem... uma explicação para a cosquinha no dedão?

   Einstein não respondeu em seguida. Suspirou. Coçou a cabeça. Depois disse:

   — Aí é que está. Só pode ser explicada como um sinal divino. Mas eu preciso resistir à metafísica!

   O visitante procurou o ratinho com o olhar mas não o avistou. Além de tudo, era modesto.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
No excerto “(...) passinhos curtos mas resolutos (...)”, a palavra “resoluto” poderia ser substituída, sem modificação de significado, por: 
Alternativas
Q3434135 Português
Metafísica


   Contam que um admirador de Albert Einstein foi visitar o mestre em sua casa e o encontrou estirado numa poltrona, com a cabeça para trás e os olhos fechados. Não querendo perturbar o aparente repouso do professor, o visitante sentou-se num canto e ficou esperando que ele acordasse.

  Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona, a cabeça para trás e os olhos fechados. Foi quando o visitante viu um ratinho aparecer debaixo da mesa e dirigir-se para os pés de Albert Einstein. O visitante ficou em pânico. O que fazer? O ratinho se aproximava dos pés do mestre com passinhos curtos mas resolutos. Devia acordar Einstein e avisar do perigo iminente? Ou esperar que o ratinho mudasse de rota? Ou, silenciosamente, sem acordar o professor, enxotar o ratinho?

   Enquanto o visitante decidia o que fazer, o ratinho chegou até o pé direito de Einstein e deu uma mordidinha no seu dedão pelo buraco do chinelo. Einstein nem abriu os olhos. Fez que sim com a cabeça. O ratinho voltou correndo para sua toca. Minutos mais tarde, Einstein abriu os olhos e deu com o visitante no canto. Este desculpou-se, disse que não pretendia acordá-lo, mas Einstein o silenciou com um gesto. Não estava dormindo. Estava pensando.

   Sempre fazia isso. Sentava naquela poltrona, atirava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava o cérebro funcionar. Pensava no universo, pensava no funcionamento do universo, pensava nas explicações para o funcionamento do universo... Mas precisava ter cuidado. Sua mente tinha uma tendência muito grande para a metafísica. Escapava ao controle, disparava, quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas...

   Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão. Era o sinal para voltar à física, à realidade e às coisas prováveis. Fora assim que desenvolvera a sua teoria da relatividade. Seu cérebro indo em todas as direções, mas a cosquinha no dedão indicando o caminho, alertando-o para os excessos, chamando-o de volta à realidade e à razão.

   O visitante engoliu em seco.

   — E o senhor tem... uma explicação para a cosquinha no dedão?

   Einstein não respondeu em seguida. Suspirou. Coçou a cabeça. Depois disse:

   — Aí é que está. Só pode ser explicada como um sinal divino. Mas eu preciso resistir à metafísica!

   O visitante procurou o ratinho com o olhar mas não o avistou. Além de tudo, era modesto.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Analise as expressões indicadas a seguir, que ocorrem no texto, e assinale a alternativa em que todas elas são empregadas para se referir a Albert Einstein. 
Alternativas
Q3434133 Português
Metafísica


   Contam que um admirador de Albert Einstein foi visitar o mestre em sua casa e o encontrou estirado numa poltrona, com a cabeça para trás e os olhos fechados. Não querendo perturbar o aparente repouso do professor, o visitante sentou-se num canto e ficou esperando que ele acordasse.

  Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona, a cabeça para trás e os olhos fechados. Foi quando o visitante viu um ratinho aparecer debaixo da mesa e dirigir-se para os pés de Albert Einstein. O visitante ficou em pânico. O que fazer? O ratinho se aproximava dos pés do mestre com passinhos curtos mas resolutos. Devia acordar Einstein e avisar do perigo iminente? Ou esperar que o ratinho mudasse de rota? Ou, silenciosamente, sem acordar o professor, enxotar o ratinho?

   Enquanto o visitante decidia o que fazer, o ratinho chegou até o pé direito de Einstein e deu uma mordidinha no seu dedão pelo buraco do chinelo. Einstein nem abriu os olhos. Fez que sim com a cabeça. O ratinho voltou correndo para sua toca. Minutos mais tarde, Einstein abriu os olhos e deu com o visitante no canto. Este desculpou-se, disse que não pretendia acordá-lo, mas Einstein o silenciou com um gesto. Não estava dormindo. Estava pensando.

   Sempre fazia isso. Sentava naquela poltrona, atirava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava o cérebro funcionar. Pensava no universo, pensava no funcionamento do universo, pensava nas explicações para o funcionamento do universo... Mas precisava ter cuidado. Sua mente tinha uma tendência muito grande para a metafísica. Escapava ao controle, disparava, quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas...

   Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão. Era o sinal para voltar à física, à realidade e às coisas prováveis. Fora assim que desenvolvera a sua teoria da relatividade. Seu cérebro indo em todas as direções, mas a cosquinha no dedão indicando o caminho, alertando-o para os excessos, chamando-o de volta à realidade e à razão.

   O visitante engoliu em seco.

   — E o senhor tem... uma explicação para a cosquinha no dedão?

   Einstein não respondeu em seguida. Suspirou. Coçou a cabeça. Depois disse:

   — Aí é que está. Só pode ser explicada como um sinal divino. Mas eu preciso resistir à metafísica!

   O visitante procurou o ratinho com o olhar mas não o avistou. Além de tudo, era modesto.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A leitura da narrativa permite concluir que:
Alternativas
Q3422461 Direito Ambiental
Conforme abordado no decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008, sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente previstas no Art. 3º, aplicam-se as seguintes punições, EXCETO:
Alternativas
Q3422460 Meio Ambiente
A ecologia é a ciência que estuda as relações entre os seres vivos e o ambiente que os rodeia. Sobre a ecologia, é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3422458 Meio Ambiente
A biodiversidade, fruto de milhões de anos de evolução, é crucial para a continuação da vida em nosso planeta. São algumas das principais ameaças à biodiversidade, EXCETO: 
Alternativas
Q3422457 Direito Ambiental
De acordo com a aplicação da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, segundo o Art. 14, quais são as circunstâncias que atenuam a pena? 
Alternativas
Q3422456 Direito Ambiental
Conforme previsto na Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, segundo o Art. 2º, quem poderá ser responsabilizado pelos crimes ambientais além do autor direto?
Alternativas
Q3422454 Direito Ambiental
Sobre a concessão da Licença Ambiental Simplificada (LAS), analise as afirmativas abaixo e sentencie-as com VERDADEIRO (V) ou FALSO (F) e assinale a alternativa CORRETA.

( )Atesta a viabilidade ambiental, aprova a localização e autoriza a implantação e a operação de empreendimento ou atividade.
( )Pode ser concedida se a classificação do empreendimento, quanto ao grau de impacto ambiental gerado, for baixo potencial poluidor.
( )Não pode ser é concedida antes de iniciar-se a implantação do empreendimento ou atividade. 
Alternativas
Q3422453 Meio Ambiente
A responsabilidade pelo planejamento urbano no Brasil é conferida constitucionalmente aos governos municipais, que também têm a atribuição de estabelecer os limites oficiais das áreas urbanas, rurais e outros territórios onde são aplicadas as estratégias de planejamento ambiental. São instrumentos principais de planejamento ambiental: 
Alternativas
Q3422452 Meio Ambiente
A biodegradação é a transformação de compostos orgânicos em elementos simples por microrganismos, crucial para o equilíbrio ambiental.
Analise as afirmativas abaixo assinale a alternativa CORRETA.

I. Os microrganismos que atuam no processo de biodegradação são chamados de decompositores.
II. Materiais biodegradáveis são os que não se decompõem naturalmente, podendo levar centenas de anos para desaparecerem.
III. Materiais não biodegradáveis são todos que sofrem decomposição quando entram em contato com o meio ambiente. 
Alternativas
Q3422451 Direito Ambiental
Conforme previsto no Art. 3º da lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, que estabelece normas gerais sobre a proteção da vegetação, assinale a alternativa que exemplifica o que são as áreas de preservação permanente (APP). 
Alternativas
Q3422450 Meio Ambiente
Vegetação pode ser definida casualmente como um sistema onde o crescimento de plantas ocorre espontaneamente. Podemos definir a estrutura (fisionomia) de uma vegetação mediante:
Alternativas
Q3422445 Direito Ambiental
A legislação 12.305/2010, conhecida como Política Nacional de Resíduos Sólidos, delineia princípios, metas, mecanismos e orientações para a administração e controle dos detritos sólidos. Ela também especifica as responsabilidades dos criadores de resíduos, das entidades governamentais e dos consumidores, além de delinear os instrumentos econômicos pertinentes. Qual é o resultado da falta de regulamentação adequada dos resíduos sólidos? 
Alternativas
Q3422444 Saúde Pública
Cerca de 175,5 milhões de brasileiros têm acesso à água tratada, enquanto outros 114,6 milhões contam com coleta e tratamento de esgoto em suas residências. Além disso, 190,9 milhões de pessoas contam com coleta e manejo de resíduos sólidos urbanos. Qual alternativa indica um impacto positivo na saúde pública gerado pelas medidas sanitárias adequadas? 
Alternativas
Q3422443 Meio Ambiente
Analise as afirmativas abaixo e sentencie-as com VERDADEIRO (V) ou FALSO (F) e assinale a alternativa CORRETA.

I. A poluição é caracterizada por quaisquer alterações físicas, químicas e biológicas no meio ambiente.
II. A poluição também pode ser caracterizada por ações naturais que promovem a biodiversidade e melhorias na qualidade do ar, da água e do solo.
III. A poluição atmosférica pode afetar a saúde humana contribuindo para o desenvolvimento de doenças respiratórias. 
Alternativas
Q3422442 Engenharia Ambiental e Sanitária
Segundo o levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 2018, a poluição atmosférica afeta a respiração de noventa por cento dos habitantes globais. Esta agência da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que aproximadamente sete milhões de indivíduos percam suas vidas anualmente devido à insalubridade do ar que respiram. O que é destacado como um gás tóxico e poluente emitido em maior quantidade por carros e ônibus?
Alternativas
Q3421786 Noções de Informática
Para recordar um item selecionado no Windows 7 o usuário pode fazer uso da tecla de atalho: 
Alternativas
Q3421785 Noções de Informática
As teclas de atalho podem ser usadas para acessar rapidamente funções comuns do Windows 7. O comando presente ao clicar na tecla do logotipo do Windows é responsável por: 
Alternativas
Respostas
1281: D
1282: C
1283: D
1284: B
1285: B
1286: A
1287: C
1288: E
1289: D
1290: A
1291: A
1292: C
1293: D
1294: B
1295: C
1296: E
1297: B
1298: C
1299: D
1300: B