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Q3902803 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



O imediatismo tóxico das redes sociais 



    Desconheço a pessoa que não possui ao menos uma rede social ativa. Raro também encontrar alguém que só tenha uma e que pouco a utiliza. Não há como negar as grandes vantagens das redes sociais nas nossas vidas. Encurtamos distâncias entre pessoas, nos mantemos informados sobre diversos assuntos, compartilhamos nossos sentimentos, etc. Poderia ficar linhas e linhas falando sobre as coisas boas das redes sociais no nosso cotidiano.


    Mas nem tudo são flores. A rede social também é local de desrespeito, ofensas, crimes, exposição e tudo aquilo que condenamos (e que, muitas vezes, fazemos sem perceber). Contudo, tudo isso que falei até agora não é novidade para ninguém. Vantagens, desvantagens... Ok. Muitas pessoas já abordam esses assuntos. Então, qual o ponto a que eu gostaria de chegar? 


    Estamos ficando cada vez mais imediatistas. Geramos uma autocobrança desnecessária, do tipo: preciso postar, preciso falar que estou bem, preciso compartilhar a minha vida boa, preciso sorrir sempre, preciso me mostrar, preciso ser melhor que o outro. E, pior, preciso fazer isso sempre e antes de todo mundo. (...)


    Troquei boa parte das minhas horas nas redes sociais pela leitura de livros. E isso foi maravilhoso. Não estou falando que a mudança de hábito foi rápida ou fácil. Na verdade, foi demorada e gradual. À noite, antes de dormir, por exemplo, eu passava mais ou menos uma hora zapeando no Twitter ou Instagram. Hoje, dedico essa hora à leitura de um bom romance. Resultado: minha escrita melhorou, naturalmente tenho mais conteúdo para compartilhar (...) e ainda tenho sonos muito mais regulares.


    Por fim, acredito que o primeiro passo deva ser um diagnóstico. Você deve se entender, se questionar. Após isso, pense o que mais você poderia fazer para não ficar tão refém de uma rede social. Acredite, essa mudança de hábito trará bons resultados para você.



LOUREIRO, Juliano. O imediatismo tóxico das redes sociais. Bingo! Disponível em <https://www.livrobingo.com.br/cronica-o-imediatismo-toxico-das-redes-sociais>.


A ideia geral defendida pelo autor no texto “O imediatismo tóxico das redes sociais” é que: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: ICECE Órgão: CPSMQ - CE Prova: ICECE - 2026 - CPSMQ - CE - Psicólogo |
Q3901866 Psicologia
Uma mulher apresenta instabilidade emocional intensa, medo de abandono, impulsividade e relações interpessoais marcadas por idealização e desvalorização. O quadro émais compatível com:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: ICECE Órgão: CPSMQ - CE Prova: ICECE - 2026 - CPSMQ - CE - Psicólogo |
Q3901865 Psicologia
Um paciente apresenta humor deprimido, anedonia, alterações no sono e apetite, fadiga e sentimento de culpa por prejuízo funcional. O quadro descrito é compatível, principalmente, com: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: ICECE Órgão: CPSMQ - CE Prova: ICECE - 2026 - CPSMQ - CE - Psicólogo |
Q3901864 Psicologia
O matriciamento em saúde mental caracteriza-se por:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: ICECE Órgão: CPSMQ - CE Prova: ICECE - 2026 - CPSMQ - CE - Psicólogo |
Q3901863 Psicologia
Com base no Art. 20 do Código de Ética Profissional do Psicólogo, analise as afirmativas a seguir, relativas à promoção pública dos serviços psicológicos, e analise as assertivas a seguir e assinale V (Verdadeiro) ou F (Falso).

( ) O psicólogo deve informar, na divulgação de seus serviços, seu nome completo, o número de registro e a sigla do Conselho Regional de Psicologia.
( ) É permitido ao psicólogo divulgar títulos e qualificações profissionais, ainda que não possua comprovação formal.
( ) O psicólogo pode divulgar apenas técnicas e práticas reconhecidas ou regulamentadas pela profissão.
( ) O uso do preço do serviço como estratégia de propaganda é vedado ao psicólogo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta
Alternativas
Ano: 2026 Banca: ICECE Órgão: CPSMQ - CE Prova: ICECE - 2026 - CPSMQ - CE - Psicólogo |
Q3901862 Psicologia
De acordo com o Código de Ética Profissional do Psicólogo, no que se refere ao destino dos arquivos confidenciais em caso de interrupção do trabalho do psicólogo, é correto afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: ICECE Órgão: CPSMQ - CE Prova: ICECE - 2026 - CPSMQ - CE - Psicólogo |
Q3901861 Psicologia
Ao psicólogo é vedado, exceto
Alternativas
Ano: 2026 Banca: ICECE Órgão: CPSMQ - CE Prova: ICECE - 2026 - CPSMQ - CE - Psicólogo |
Q3901860 Psicologia
São deveres fundamentais dos psicólogos, exceto
Alternativas
Ano: 2026 Banca: ICECE Órgão: CPSMQ - CE Prova: ICECE - 2026 - CPSMQ - CE - Psicólogo |
Q3901859 Psicologia
No âmbito da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) têm como principal diretriz: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: ICECE Órgão: CPSMQ - CE Prova: ICECE - 2026 - CPSMQ - CE - Psicólogo |
Q3901858 Psicologia
No processo de avaliação psicológica, é correto afirmar que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: ICECE Órgão: CPSMQ - CE Prova: ICECE - 2026 - CPSMQ - CE - Psicólogo |
Q3901857 Psicologia
Um psicólogo utiliza intervenções focadas na identificação de pensamentos automáticos disfuncionais, na reestruturação cognitiva e no treino de habilidades comportamentais, com objetivos terapêuticos definidos e tempo delimitado. Essa abordagem corresponde, predominantemente, à:
Alternativas
Q3901416 Direito Administrativo
Os Consórcios Públicos, instituídos nos termos da Lei nº 11.107/2005, integram a Administração Pública e, por essa razão, submetem-se às normas gerais de licitações e contratos administrativos previstas na Lei nº 14.133/2021.

Considerando a aplicação da Lei de Licitações aos Consórcios Públicos, assinale a alternativa correta
Alternativas
Q3901415 Direito Administrativo
A governança dos Consórcios Públicos de Saúde envolve instâncias deliberativas, executivas e de controle, além de instrumentos financeiros específicos.

Sobre a estrutura de governança e o Contrato de Rateio, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3901414 Direito Administrativo
Nos termos da Lei nº 11.107/2005 e do Decreto nº 6.017/2007, os Consórcios Públicos de Saúde (CPS) constituem importante instrumento de cooperação federativa no âmbito do SUS.

Sobre a natureza jurídica dos consórcios públicos, assinale a alternativa correta
Alternativas
Q3901413 Direito Sanitário
A organização do Sistema Único de Saúde (SUS) fundamenta-se em princípios e diretrizes previstos nas Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, que orientam a estruturação das ações e serviços de saúde em todo o território nacional.

Considerando a regionalização, a hierarquização e as Redes de Atenção à Saúde (RAS), assinale a alternativa correta
Alternativas
Q3901412 Direito Administrativo
No âmbito dos Consórcios Públicos, especialmente na área da saúde, a Lei nº 11.107/2005 prevê instrumentos específicos para garantir o funcionamento e a sustentabilidade financeira das ações consorciadas. Entre esses instrumentos, destaca-se o Contrato de Rateio.

Assinale a alternativa que indica corretamente a finalidade do Contrato de Rateio no consórcio público.
Alternativas
Q3901406 Português
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.

    No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

    Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos - e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.

    Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.

    O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.

    Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.

    Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover - conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.

    "Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.

    No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele. 

Fonte:Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo. 


Com base no texto, resolva a questão.
Leia o período a seguir:

"O vírus se espalha com rapidez, mas muitos casos ainda não foram identificados, porque os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças."

Com base nas relações de coordenação e subordinação presentes no período, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3901405 Português
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.

    No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

    Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos - e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.

    Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.

    O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.

    Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.

    Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover - conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.

    "Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.

    No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele. 

Fonte:Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo. 


Com base no texto, resolva a questão.
Leia o fragmento adaptado:

"O vírus Oropouche tem provocado surtos em diferentes estados. Ele se espalha com rapidez, principalmente em áreas de grande circulação. Isso preocupa especialistas, que alertam: se medidas não forem adotadas, novos casos podem surgir."

Com base nos mecanismos de coesão presentes no fragmento, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3901403 Português
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.

    No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

    Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos - e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.

    Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.

    O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.

    Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.

    Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover - conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.

    "Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.

    No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele. 

Fonte:Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo. 


Com base no texto, resolva a questão.
Considere os trechos retirados do texto:

I. "Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos..."
II. "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas."
III. "Pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma aumenta o risco de contato com esses patógenos."
IV. "Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte."

Com base nos trechos acima, assinale a alternativa correta quanto à classificação e ao valor sintático-semântico das palavras destacadas.
Alternativas
Q3901402 Português
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.

    No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

    Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos - e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.

    Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.

    O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.

    Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.

    Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover - conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.

    "Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.

    No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele. 

Fonte:Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo. 


Com base no texto, resolva a questão.
Leia o trecho a seguir:

"Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma [...] aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias."

Com base nesse trecho e nas relações de sentido estudadas, assinale a alternativa correta
Alternativas
Respostas
1961: B
1962: B
1963: B
1964: C
1965: A
1966: B
1967: C
1968: D
1969: C
1970: B
1971: C
1972: A
1973: B
1974: B
1975: B
1976: A
1977: C
1978: D
1979: D
1980: B