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Ano: 2025 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Castelo - ES Provas: IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Agente Fiscal de Obras | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Dermatologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico do Trabalho | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Veterinário | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Nutricionista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Orientador Social | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Procurador Municipal | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Psicólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Terapeuta Ocupacional | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Endodontia | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Odontopediatria | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Periodontia | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Enfermeiro ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Ginecologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Ortopedista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Otorrinolaringologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Pediatra | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Psiquiatra | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Agente Fiscal de Tributos Municipais | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Analista de Sistemas | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Arquivista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Assistente Social | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Biólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Auditor Público Interno | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Bibliotecário | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Educador Físico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Enfermeiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Agrimensor | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Agrônomo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Civil | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Eletricista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Farmacêutico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Fisioterapeuta | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Fonoaudiólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Contador | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Economista Doméstico |
Q3761459 Português
Leia o texto e responda à questão.


“O Espelho”


Machado de Assis


Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a velas, cuja luz fundia-se misteriosamente com o luar que vinha de fora. Eu, que era um dos convivas, contei-lhes que possuía uma teoria, a qual me tinha custado grande trabalho e algumas noites de insônia; mas não lhe queria expor sem que me prometessem ouvi-la com paciência. Prometeram todos.

— A teoria é esta — disse eu —: cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro. A primeira, a alma interior, é a que sente e pensa; a segunda, a alma exterior, é a que nos vem de fora, da rua, das pessoas, das coisas. Esta domina muitas vezes aquela; e, em certos casos, não há propriamente duas, mas uma só alma exterior.

Pediram-me exemplos. Respondi que não os havia catalogados, mas que ia contar um caso, acontecido comigo, há muitos anos, em que vi a minha alma interior desaparecer, cedendo a outra, nascida de um objeto, de um simples objeto. E contei-lhes.

Era eu então rapaz de vinte e cinco anos, recém-saído de um curso, quando uma velha tia minha me deixou por herança um espelho grande, antigo, com moldura larga e severa. Não me parecia valiosa a dádiva; mas, por lembrança, levei-o comigo para uma casa de subúrbio, onde me recolhi, a fim de estudar. Ora, sucedeu que, mal instalado, comecei a sentir um vazio dentro de mim, como se me houvesse despido de mim mesmo. O estudo não me prendia, a leitura cansava-me; eu andava pela casa, de um aposento a outro, com um aborrecimento que não sei definir.

Foi então que me lembrei do espelho. Mandei pendurá-lo na parede da sala; ao vê-lo, senti-me outro. Não é que eu me achasse mais formoso do que era; mas o espelho tinha a virtude de dar consistência à minha pessoa: eu me via, e esse simples fato restituía-me a presença. Dentro de pouco, o hábito apoderou-se de mim. Vivia diante do espelho; trabalhava, comia, descansava, sempre com o olhar a buscar, de instante a instante, a confirmação da minha figura naquela lâmina tranquila. Se o retiravam, tudo caía no mesmo vazio anterior; se o repunham, eu renascia.

Parecer-vos-á ridículo; não o era então. O que digo é que a minha alma exterior se compunha, naquele tempo, desse objeto. Não era vaidade de beleza, nem amor próprio do traje; era qualquer coisa mais funda: a necessidade de um reflexo que me certificasse da minha existência. Ora, uma noite, por troça de amigos, esconderam-me o espelho. Dizei o que quiserdes: senti desfalecer a vida íntima; tornei-me sombra; e, apesar de me ver com os olhos do corpo, não me sentia com os olhos do espírito. Só quando me restituíram o espelho, voltei a ser eu.

Daí infiro que o homem, em não poucos casos, vive de fora para dentro; e que um objeto, um cargo, uma farda, um título, pode suplantar a alma interior, até anulá-la. Se isto é triste ou ridículo, não disputo; conto o que foi. E, posto que tenha hoje a casa cheia de espelhos, nenhum tem para mim a força daquele primeiro, que não era só vidro e azougue, mas um pedaço da minha própria alma.


Fonte: Edição de referência: Rio de Janeiro: Lombaerts & C., 1882. páginas 241-257. (Adaptado) - https://machadodeassis.net/
Por que o primeiro espelho exerce efeito especial sobre o narrador?
Alternativas
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Q3761458 Português
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“O Espelho”


Machado de Assis


Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a velas, cuja luz fundia-se misteriosamente com o luar que vinha de fora. Eu, que era um dos convivas, contei-lhes que possuía uma teoria, a qual me tinha custado grande trabalho e algumas noites de insônia; mas não lhe queria expor sem que me prometessem ouvi-la com paciência. Prometeram todos.

— A teoria é esta — disse eu —: cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro. A primeira, a alma interior, é a que sente e pensa; a segunda, a alma exterior, é a que nos vem de fora, da rua, das pessoas, das coisas. Esta domina muitas vezes aquela; e, em certos casos, não há propriamente duas, mas uma só alma exterior.

Pediram-me exemplos. Respondi que não os havia catalogados, mas que ia contar um caso, acontecido comigo, há muitos anos, em que vi a minha alma interior desaparecer, cedendo a outra, nascida de um objeto, de um simples objeto. E contei-lhes.

Era eu então rapaz de vinte e cinco anos, recém-saído de um curso, quando uma velha tia minha me deixou por herança um espelho grande, antigo, com moldura larga e severa. Não me parecia valiosa a dádiva; mas, por lembrança, levei-o comigo para uma casa de subúrbio, onde me recolhi, a fim de estudar. Ora, sucedeu que, mal instalado, comecei a sentir um vazio dentro de mim, como se me houvesse despido de mim mesmo. O estudo não me prendia, a leitura cansava-me; eu andava pela casa, de um aposento a outro, com um aborrecimento que não sei definir.

Foi então que me lembrei do espelho. Mandei pendurá-lo na parede da sala; ao vê-lo, senti-me outro. Não é que eu me achasse mais formoso do que era; mas o espelho tinha a virtude de dar consistência à minha pessoa: eu me via, e esse simples fato restituía-me a presença. Dentro de pouco, o hábito apoderou-se de mim. Vivia diante do espelho; trabalhava, comia, descansava, sempre com o olhar a buscar, de instante a instante, a confirmação da minha figura naquela lâmina tranquila. Se o retiravam, tudo caía no mesmo vazio anterior; se o repunham, eu renascia.

Parecer-vos-á ridículo; não o era então. O que digo é que a minha alma exterior se compunha, naquele tempo, desse objeto. Não era vaidade de beleza, nem amor próprio do traje; era qualquer coisa mais funda: a necessidade de um reflexo que me certificasse da minha existência. Ora, uma noite, por troça de amigos, esconderam-me o espelho. Dizei o que quiserdes: senti desfalecer a vida íntima; tornei-me sombra; e, apesar de me ver com os olhos do corpo, não me sentia com os olhos do espírito. Só quando me restituíram o espelho, voltei a ser eu.

Daí infiro que o homem, em não poucos casos, vive de fora para dentro; e que um objeto, um cargo, uma farda, um título, pode suplantar a alma interior, até anulá-la. Se isto é triste ou ridículo, não disputo; conto o que foi. E, posto que tenha hoje a casa cheia de espelhos, nenhum tem para mim a força daquele primeiro, que não era só vidro e azougue, mas um pedaço da minha própria alma.


Fonte: Edição de referência: Rio de Janeiro: Lombaerts & C., 1882. páginas 241-257. (Adaptado) - https://machadodeassis.net/
Quando o espelho é retirado pelos amigos, o narrador descreve “desfalecer da vida íntima”.

Qual é o ponto decisivo dessa cena para a tese do conto?
Alternativas
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Q3761457 Português
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“O Espelho”


Machado de Assis


Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a velas, cuja luz fundia-se misteriosamente com o luar que vinha de fora. Eu, que era um dos convivas, contei-lhes que possuía uma teoria, a qual me tinha custado grande trabalho e algumas noites de insônia; mas não lhe queria expor sem que me prometessem ouvi-la com paciência. Prometeram todos.

— A teoria é esta — disse eu —: cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro. A primeira, a alma interior, é a que sente e pensa; a segunda, a alma exterior, é a que nos vem de fora, da rua, das pessoas, das coisas. Esta domina muitas vezes aquela; e, em certos casos, não há propriamente duas, mas uma só alma exterior.

Pediram-me exemplos. Respondi que não os havia catalogados, mas que ia contar um caso, acontecido comigo, há muitos anos, em que vi a minha alma interior desaparecer, cedendo a outra, nascida de um objeto, de um simples objeto. E contei-lhes.

Era eu então rapaz de vinte e cinco anos, recém-saído de um curso, quando uma velha tia minha me deixou por herança um espelho grande, antigo, com moldura larga e severa. Não me parecia valiosa a dádiva; mas, por lembrança, levei-o comigo para uma casa de subúrbio, onde me recolhi, a fim de estudar. Ora, sucedeu que, mal instalado, comecei a sentir um vazio dentro de mim, como se me houvesse despido de mim mesmo. O estudo não me prendia, a leitura cansava-me; eu andava pela casa, de um aposento a outro, com um aborrecimento que não sei definir.

Foi então que me lembrei do espelho. Mandei pendurá-lo na parede da sala; ao vê-lo, senti-me outro. Não é que eu me achasse mais formoso do que era; mas o espelho tinha a virtude de dar consistência à minha pessoa: eu me via, e esse simples fato restituía-me a presença. Dentro de pouco, o hábito apoderou-se de mim. Vivia diante do espelho; trabalhava, comia, descansava, sempre com o olhar a buscar, de instante a instante, a confirmação da minha figura naquela lâmina tranquila. Se o retiravam, tudo caía no mesmo vazio anterior; se o repunham, eu renascia.

Parecer-vos-á ridículo; não o era então. O que digo é que a minha alma exterior se compunha, naquele tempo, desse objeto. Não era vaidade de beleza, nem amor próprio do traje; era qualquer coisa mais funda: a necessidade de um reflexo que me certificasse da minha existência. Ora, uma noite, por troça de amigos, esconderam-me o espelho. Dizei o que quiserdes: senti desfalecer a vida íntima; tornei-me sombra; e, apesar de me ver com os olhos do corpo, não me sentia com os olhos do espírito. Só quando me restituíram o espelho, voltei a ser eu.

Daí infiro que o homem, em não poucos casos, vive de fora para dentro; e que um objeto, um cargo, uma farda, um título, pode suplantar a alma interior, até anulá-la. Se isto é triste ou ridículo, não disputo; conto o que foi. E, posto que tenha hoje a casa cheia de espelhos, nenhum tem para mim a força daquele primeiro, que não era só vidro e azougue, mas um pedaço da minha própria alma.


Fonte: Edição de referência: Rio de Janeiro: Lombaerts & C., 1882. páginas 241-257. (Adaptado) - https://machadodeassis.net/
A narrativa enquadra um relato em situação de conversa noturna entre cavalheiros. Em termos de efeitos de sentido, o quadro inicial funciona principalmente para:
Alternativas
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Q3761456 Português
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“O Espelho”


Machado de Assis


Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a velas, cuja luz fundia-se misteriosamente com o luar que vinha de fora. Eu, que era um dos convivas, contei-lhes que possuía uma teoria, a qual me tinha custado grande trabalho e algumas noites de insônia; mas não lhe queria expor sem que me prometessem ouvi-la com paciência. Prometeram todos.

— A teoria é esta — disse eu —: cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro. A primeira, a alma interior, é a que sente e pensa; a segunda, a alma exterior, é a que nos vem de fora, da rua, das pessoas, das coisas. Esta domina muitas vezes aquela; e, em certos casos, não há propriamente duas, mas uma só alma exterior.

Pediram-me exemplos. Respondi que não os havia catalogados, mas que ia contar um caso, acontecido comigo, há muitos anos, em que vi a minha alma interior desaparecer, cedendo a outra, nascida de um objeto, de um simples objeto. E contei-lhes.

Era eu então rapaz de vinte e cinco anos, recém-saído de um curso, quando uma velha tia minha me deixou por herança um espelho grande, antigo, com moldura larga e severa. Não me parecia valiosa a dádiva; mas, por lembrança, levei-o comigo para uma casa de subúrbio, onde me recolhi, a fim de estudar. Ora, sucedeu que, mal instalado, comecei a sentir um vazio dentro de mim, como se me houvesse despido de mim mesmo. O estudo não me prendia, a leitura cansava-me; eu andava pela casa, de um aposento a outro, com um aborrecimento que não sei definir.

Foi então que me lembrei do espelho. Mandei pendurá-lo na parede da sala; ao vê-lo, senti-me outro. Não é que eu me achasse mais formoso do que era; mas o espelho tinha a virtude de dar consistência à minha pessoa: eu me via, e esse simples fato restituía-me a presença. Dentro de pouco, o hábito apoderou-se de mim. Vivia diante do espelho; trabalhava, comia, descansava, sempre com o olhar a buscar, de instante a instante, a confirmação da minha figura naquela lâmina tranquila. Se o retiravam, tudo caía no mesmo vazio anterior; se o repunham, eu renascia.

Parecer-vos-á ridículo; não o era então. O que digo é que a minha alma exterior se compunha, naquele tempo, desse objeto. Não era vaidade de beleza, nem amor próprio do traje; era qualquer coisa mais funda: a necessidade de um reflexo que me certificasse da minha existência. Ora, uma noite, por troça de amigos, esconderam-me o espelho. Dizei o que quiserdes: senti desfalecer a vida íntima; tornei-me sombra; e, apesar de me ver com os olhos do corpo, não me sentia com os olhos do espírito. Só quando me restituíram o espelho, voltei a ser eu.

Daí infiro que o homem, em não poucos casos, vive de fora para dentro; e que um objeto, um cargo, uma farda, um título, pode suplantar a alma interior, até anulá-la. Se isto é triste ou ridículo, não disputo; conto o que foi. E, posto que tenha hoje a casa cheia de espelhos, nenhum tem para mim a força daquele primeiro, que não era só vidro e azougue, mas um pedaço da minha própria alma.


Fonte: Edição de referência: Rio de Janeiro: Lombaerts & C., 1882. páginas 241-257. (Adaptado) - https://machadodeassis.net/
A tese das “duas almas” propõe um conflito entre interioridade e reconhecimento externo. No episódio do espelho, qual leitura articula melhor a tese e a experiência narrada?
Alternativas
Q3757223 Biologia
Os insetos são os principais polinizadores da maioria das plantas tropicais e subtropicais. No entanto, aproximadamente 500 espécies de angiospermas, um grupo pequeno de plantas, mas de notável importância ecológica e econômica, é polinizado por morcegos que se alimentam de néctar. Neste contexto, analise as afirmativas a seguir:

I. As angiospermas, também conhecidas como plantas com flores, representam o grupo mais diversificado de plantas do planeta e caracterizam-se pela presença de flores, frutos e sementes protegidas no interior de um ovário, o que as distingue fundamentalmente das gimnospermas.
II. Embora os morcegos sejam os únicos reservatórios naturais do vírus da raiva, a maioria das colônias é composta por indivíduos saudáveis; o risco de transmissão para humanos está primariamente associado ao contato direto, como mordeduras ou arranhões, e não à simples proximidade com esses mamíferos voadores.
III. A relação ecológica entre morcegos nectarívoros e plantas angiospermas é mutualística, onde a planta oferece néctar como recurso energético e, em troca, o morcego garante a polinização cruzada, essencial para a variabilidade genética da espécie vegetal.

Está(ão) correta(s):
Alternativas
Q3757222 Biomedicina - Análises Clínicas
Segundo a OPAS (2021), atividades de biossegurança e biosseguridade laboratoriais são indispensáveis para assegurar a proteção das pessoas que atuam no laboratório bem como da comunidade em geral contra agentes biológicos patogênicos. Medidas criteriosas de biossegurança laboratorial são essenciais para garantir um local de trabalho seguro onde medidas adequadas sejam aplicadas para minimizar a probabilidade e gravidade de qualquer exposição em potencial a agentes biológicos.
OPAS. Organização Pan-Americana da Saúde. Manual de Biossegurança Laboratorial. Quarta Edição, 2021. Disponível em: https://doi. org/10.37774/9789275724170

A respeito da Biossegurança Laboratorial, assinale a alternativa correta:
I. Quanto maior for a quantidade do agente biológico na substância a ser manuseada, mais partículas infecciosas estarão disponíveis para exposição e mais provavelmente o volume de exposição conterá uma dose infecciosa desse agente;
II. A probabilidade de exposição percutânea a um agente biológico por meio de um ferimento por punção diminui quando as atividades envolvem trabalho com perfurocortantes.
III. O laboratório deve ser uma área de acesso irrestrito. As portas de entrada devem ter visores de vidro, e de preferência ser de fechamento automático;
IV. A autoclavagem, quando realizada corretamente, é a forma mais efetiva e confiável para esterilização de materiais de laboratório e descontaminação materiais residuais por meio da destruição ou inativação de agentes biológicos.

Estão corretas:
Alternativas
Q3757221 Biologia
A Histologia estuda os tecidos de animais e vegetais e como estes tecidos se organizam e se relacionam para compor os diferentes organismos. Em humanos, os tecidos são divididos em quatro grupos: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. Neste contexto, analise as afirmativas:

I. O tecido epitelial tem como funções mais características o revestimento de superfícies externas e internas do organismo e a formação das glândulas. Caracteriza-se principalmente por ser constituído de células bem justapostas, geralmente poliédricas, com pouca substância intercelular e ausência de vascularização;
II. O tecido conjuntivo desempenha funções de sustentação, preenchimento, armazenamento, transporte, defesa e reparação. Apresenta diversos tipos de células separadas por abundante material extracelular sintetizado por elas - uma de suas características mais evidentes. Dentre exemplos de células do tecido conjuntivo, pode-se citar: fibroblastos, fibrócitos, macrófagos, mastócitos, plasmócitos, células adiposas e leucócitos;
III. O tecido nervoso é constituído exclusivamente por células especializadas chamadas neurônios, responsáveis por definir a característica fundamental desse sistema. Os neurônios têm a propriedade de responder a alterações (estímulos) do meio em que se encontram com modificações da diferença de potencial elétrico que existe entre as superfícies externas e internas da membrana celular;
IV. O tecido muscular é um tipo de tecido conjuntivo especializado na contração, composto por células alongadas (fibras musculares) ricas em proteínas contráteis como actina e miosina, que utilizam energia (ATP) para gerar movimento; I e II 
Estão corretas:
Alternativas
Q3757220 Biologia
A membrana plasmática é importante para a vida da célula, pois, além de englobar e definir seus limites, mantém as diferenças essenciais entre os meios intra e extracelular. Acerca das células, analise as afirmativas:

I. Os fosfolipídeos são os lipídeos mais abundantes na membrana, e apresentam uma extremidade polar e duas caudas apolares. As caudas apolares normalmente são ácidos graxos, que podem apresentar diferentes números de átomos de carbono. A insaturação dos ácidos graxos presentes nos fosfolipídeos influenciam na fluidez da membrana plasmática;
II. O colesterol presente na membrana plasmática tem efeito regulador sobre a fluidez da membrana;
III. Proteínas são macromoléculas biológicas presentes em todas as células, com ampla gama de funções, e são formadas por ligações entre aminoácidos;
IV. Células de bactérias, fungos, plantas ou animais apresentam membrana - uma estrutura laminar organizada, muito delgada que delimita a porção intracelular e o ambiente extracelular;
V. Uma das principais características da célula procariótica é a existência do núcleo, onde se encontra o genoma da espécie;

Está correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q3757219 Biologia
Em ratos, um gene autossômico determina a cor da pelagem, apresentando um caso de dominância letal. O alelo dominante K condiciona a cor amarela, porém, quando em homozigose (KK), é letal durante o desenvolvimento embrionário. O alelo recessivo k é responsável pela pelagem selvagem, de coloração marrom. Considerando um cruzamento entre parentais amarelos, a probabilidade de nascimento de uma fêmea marrom é de:
Alternativas
Q3757218 Biologia
Entre as parasitoses que afetam o homem, a esquistossomose é uma das mais disseminadas no mundo. De acordo com a OMS, ocupa o segundo lugar depois da malária, por sua importância e repercussão socioeconômica. Sobre as doenças parasitárias, analise as afirmativas:

I. Helmintos do gênero Schistosoma têm como hospedeiros intermediários caramujos de água doce do gênero Biomphalaria, e pode evoluir desde formas assintomáticas até formas clínicas extremamente graves;
II. A malária é uma doença infecciosa causada por um parasito do gênero Plasmodium, que é transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego);
III. A toxoplasmose é uma das zoonoses mais comuns do mundo, sendo causa pelo helminto Toxoplasma gondii, cujos hospedeiros definitivos são gatos e outros felinos. O parasito T. gondii pode ser eliminado pelas fezes desses animais infectados contaminando o meio ambiente;
IV. A doença de Chagas é uma infecção causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, transmitida principalmente por insetos conhecidos como "barbeiro" através do contato com sua saliva enquanto este animal suga o sangue;

Est(ão) correta(s): 
Alternativas
Q3757216 Biologia
O Brasil é o país com a maior diversidade de espécies no mundo, espalhadas nos seis biomas terrestres e nos três grandes ecossistemas marinhos. É o país com a maior biodiversidade do mundo, com mais de 124.000 espécies da fauna, mais de 44.000 espécies da flora e mais de 8.000 espécies de fungos conhecidos no País, espalhadas pelos seis biomas terrestres e três grandes ecossistemas marinhos. Esta abundante variedade de vida abriga mais de 20% do total de espécies do planeta, encontradas em terra e na água. A elevada biodiversidade brasileira, conforme descrita no texto, está intrinsecamente ligada à variedade de seus biomas. Entre as principais ameaças à biodiversidade pode-se a perda e fragmentação de habitats, a exploração excessiva de recursos naturais, as mudanças climáticas, a poluição e a introdução de espécies exóticas invasoras. Uma estratégia de conservação ambiental considerada fundamental para a proteção da biodiversidade é: 
Alternativas
Q3757215 Biologia
A teoria da evolução por seleção natural, proposta por Charles Darwin e Alfred Russel Wallace no século XIX, consolida-se atualmente como um dos paradigmas mais bem estabelecidos na história da ciência. Sua robustez é sido confirmada por milhares de estudos e evidências, sendo hoje uma pedra angular das ciências biológicas, abrangendo disciplinas como paleontologia, genética de populações, biologia molecular e biogeografia. Nesse sentido, a teoria constitui um alicerce central para as ciências biológicas, análogo ao papel desempenhado pelos fundamentos da física e da química na compreensão dos fenômenos naturais. A evolução biológica configura assim como um fato científico inconteste, e sua existência é comprovada todos os dias na biodiversidade do planeta bem como nas biotecnologias, a exemplo da constante  atualização de vacinas e antibióticos para combater novas cepas de patógenos.
Adaptado de: JORNAL DA USP. A evolução é um fato científico? Cientistas explicam em novo livro. Jornal da USP, 2024. Disponível em: https://jornal.usp.br/universidade/cientistas-marcam-posicao-em-defesa-daevolucao-biologica-e-fato/

Sobre os fundamentos das teorias evolutivas, avalie as afirmativas a seguir:
I. No início do século XX, a redescoberta dos trabalhos do biólogo Gregor Mendel permitiu explicar a evolução através da genética.
II. De acordo com a síntese evolutiva moderna, a unidade da evolução é o indivíduo, pois é o indivíduo que sofre as pressões seletivas e se adapta ao ambiente.
III. Os processos de mutação e recombinação gênica são essenciais para a variabilidade genética, fornecendo a matéria-prima sobre a qual a seleção natural atua.
IV. A especiação alopátrica ocorre quando uma barreira geográfica surge e isola populações; já a especiação simpátrica não requer barreira geográfica para reduzir o fluxo gênico entre as partes de uma população;
V. Órgãos vestigiais, como o apêndice humano e os ossos vestigiais de baleias, constituem importantes evidências para a evolução, indicando ancestralidade comum com espécies que utilizam essas estruturas plenamente.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3757214 Biologia
Os recifes de corais, ecossistemas marinhos de elevada biodiversidade, sendo encontrados desde as águas calmas do Mar Vermelho até as profundezas geladas do Atlântico Norte. Sua unidade fundamental é o pólipo, um organismo de corpo tubular e translúcido que secreta um exoesqueleto de carbonato de cálcio. Contudo, esses organismos são sensíveis a variações térmicas; a elevação da temperatura da água está relacionada ao fenômeno do branqueamento, que representa uma severa ameaça à integridade desses ecossistemas e aos serviços ecossistêmicos deles derivados. Neste contexto, analise as afirmativas a seguir:

I. A relação simbiótica entre os corais e as zooxantelas é fundamental para sua sobrevivência. Contudo, sob estresse térmico prolongado, os corais expulsam esses simbiontes, resultando no branqueamento e em uma alta vulnerabilidade;
II. Eventos de branqueamento em massa de corais — quando ocorre mortalidade em grande escala de várias espécies — estão se tornando mais graves e frequentes, em especial por causa das mudanças climáticas;
III. Corais são cnidários, ou seja, animais que não possui tecidos e nem órgãos especializados e apresentam coanócitos, células com um flagelo localizadas na camada interna do organismo;
IV. Corais são cnidários, animais diblásticos e acelomados que podem se reproduzir de forma sexuada e assexuada, sendo outros exemplos de representantes as anêmonas, as caravelas e as águas-vivas.

Assinale a alternativa que contém apenas afirmações corretas: 
Alternativas
Q3757213 Biologia
Sobre controle biológico, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q3757212 Biologia
Um jovem precisa receber uma transfusão de sangue de emergência. Após exame, constatou-se que ele não possui aglutinogênios na superfície de suas hemácias e apresenta os dois anticorpos anti-A e anti-B no plasma. Para realizar a transfusão com segurança, ele deve receber sangue compatível com seu tipo sanguíneo. Quatro possíveis doadores estão disponíveis, cada um com um tipo sanguíneo diferente:

Doador A: tipo sanguíneo A
Doador B: tipo sanguíneo B
Doador C: tipo sanguíneo AB
Doador D: tipo sanguíneo O

Assinale a alternativa que indica corretamente o(s) doador(es) compatível(is) com o jovem:
Alternativas
Q3757211 Direito Ambiental
A Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000 institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), que corresponde ao conjunto de Unidades de Conservação (UCs) federais, estaduais e municipais. Sobre o SNUC, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3757210 Direito Sanitário
Em relação ao saneamento básico, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3757209 Direito Ambiental
A Lei 9.795/1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), em seu Art. 1°, define Educação Ambiental como:

“[...] os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.”

Sobre a PNEA, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3757208 Direito Ambiental
A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) estabelece responsabilidades penais e administrativas por condutas lesivas ao meio ambiente. Conforme esta lei, as penas restritivas de direitos podem substituir as penas privativas de liberdade sob condições específicas. Analise as afirmativas abaixo:

I. A substituição é aplicável em crimes culposos ou quando a pena privativa de liberdade for inferior a quatro anos, desde que atendidos os requisitos legais.
II. Além dos critérios objetivos, a personalidade e a conduta social do agente são consideradas para a substituição, desde que esta seja suficiente para reprovação e prevenção do crime.
III. A prestação de serviços à comunidade, a interdição temporária de direitos e o recolhimento domiciliar são exemplos de penas restritivas de direitos com duração máxima de dois anos.

Está(ão) correta(s):
Alternativas
Q3757207 Direito Ambiental
A Lei 5.197/1967, que dispõe sobre a proteção à fauna, determina que: 
Alternativas
Respostas
681: C
682: B
683: A
684: D
685: E
686: C
687: A
688: D
689: A
690: A
691: A
692: C
693: A
694: B
695: E
696: C
697: A
698: D
699: B
700: A