Questões de Concurso Comentadas para analista de recursos humanos

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Q2074411 Português

Milly Lacombe

Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.

    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

A posição do pronome oblíquo destacado é facultativa em: 
Alternativas
Q2074409 Português

Milly Lacombe

Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.

    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

Observe a regência dos verbos destacados nas frases abaixo:


    1- Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes.

        Lembro das pessoas passando em volta, apressadas e felizes.

     2- Lembro-me da mão dele segurando a minha.

         Lembro a mão dele segurando a minha.

    3- “Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia.”

        Lembro apenas as sensações e as emoções daquele dia.

    4 - Não me lembro do que aconteceu em campo.

         Não me lembro o que aconteceu em campo.


Quanto à regência dos verbos, as frases acima poderiam ser reescritas, sem prejuízo sintático, em: 

Alternativas
Q2074408 Português

Milly Lacombe

Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.

    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

Em: “A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.”, o verbo “celebrávamos” está flexionado no mesmo tempo verbal que:
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Q2074405 Português

Milly Lacombe

Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.

    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

Em: “Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado.”, êxtase pode ser MELHOR substituída por
Alternativas
Q2074400 Português

Milly Lacombe

Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.

    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

São títulos possíveis para o texto, EXCETO
Alternativas
Q2074398 Português

Milly Lacombe

Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.

    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

O propósito do texto é
Alternativas
Q2072042 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar
Atualmente, o sistema de saúde brasileiro atua sob uma perspectiva de atenção integral ao usuário, a partir da interlocução dos diferentes níveis de atenção dentro da rede, ocupando diferentes papéis e relações sociais dentro da comunidade, de acordo com as características e níveis de complexidade. Em cada um desses espaços, existe a possibilidade e a responsabilidade da realização de ações educativas em saúde, como estratégia de conscientizar o usuário do serviço quanto a aspectos relacionados à sua própria saúde, realizando ações de autocuidado (MATIELLO, et al., 2021).
Os níveis de atenção, são organizados, de acordo com suas diferentes complexidades. O objetivo da ______ é a promoção, proteção e manutenção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e redução de danos, buscando evitar a lotação de espaços de maior complexidade.
A ______, ao contrário da atenção básica, tem uma intenção curativa e de recuperação da saúde, diminuindo os agravos, controlando sintomas, passando a fase aguda da comorbidade para uma possível continuação do tratamento em outros níveis de complexidade. Assim, ______ é formada pelos serviços especializados em nível ambulatorial e hospitalar, com densidade tecnológica intermediária entre a atenção primária e a terciária, historicamente interpretada como procedimentos de média complexidade. Esse nível compreende serviços médicos especializados, de apoio diagnóstico.

Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas.
Alternativas
Q2072041 Gestão de Pessoas
Uma ampla variedade de informações pode servir de base para avaliar indivíduos e equipes. Geralmente, os líderes das equipes fazem julgamentos sobre as competências individuais para o trabalho em equipe e as características da equipe inteira pela observação das interações e dos comportamentos nas equipes e pela observação de informações a respeito do impacto nos pacientes, colegas e na organização em geral (MOSSER; BEGUN, 2014). No sentido, de refletir sobre possibilidades avaliativas e de melhorias no desempenho individual ou em equipes, analise as afirmativas a seguir.
I. As equipes estáveis não necessitam ter avaliações regulares de membros da equipe e da equipe toda como uma base para a melhoria. II. A avaliação de competências em segmento individual, caracteristicamente, ocorre com menor regularidade, e raramente são proveitosas para o crescimento e desenvolvimento dos membros individualmente. III. A determinação de quem deveria participar da avaliação dos outros indivíduos e das equipes completas é importante. Os membros principais com conhecimento suficiente uns dos outros e das características da equipe deveriam ser incluídos. IV. A primeira etapa na avaliação eficaz é definir o feedback do desempenho como um processo de mão dupla.

Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q2072040 Gestão de Pessoas
Dutra e Veloso (2013, p. 189), dizem que: “Podemos observar um ambiente cada vez mais exigente em relação à gestão de pessoas. Não será́ possível para uma área ou um conjunto de profissionais assumirem sozinhos esses desafios. A gestão de pessoas terá́ que ser compartilhada pelas lideranças da empresa”. Neste sentido os autores ao refletir a gestão de carreiras, estabelecem que a principal meta das organizações seja focar em desenvolvimento. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q2072039 Gestão de Pessoas
Como em toda atividade social, os processos de trabalho em equipe geralmente são repletos de conflitos ou de oportunidades para conflitos. Para Mosser e Begun (2014), A administração de conflitos é uma expressão mais ampla, referindo-se ao uso ótimo do conflito para impulsionar a equipe na direção dos seus objetivos. A administração de conflitos não necessariamente implica na solução deles. Na verdade, a administração de conflitos, às vezes, significa estimular o conflito produtivo, além de focar na solução.
Considerando a forma que os autores compreendem à administração de conflitos, analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Visa valorizar o potencial positivo da natureza do conflito. ( ) Visa definir diretrizes para atacar o conflito. ( ) Visa estabelecer um ambiente seguro para opiniões diferentes. ( ) Visa adotar etapas construtivas para tratar do conflito. ( ) Visa permitir que todos os membros sintam que seus pontos de vista tenham sido ouvidos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Q2072038 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar
O atendimento de saúde utiliza equipes de gestão assim como equipes clínicas. As equipes de gestão administram a prestação de serviços de saúde ou atividades que sustentam a prestação de serviço, mas elas não fornecem atendimento diretamente (MOSSER; BEGUN, 2014). Acerca das equipes de gestão, analise as afirmativas a seguir.
I. As equipes de gestão, muitas vezes, têm membros que são clínicos, mas a presença deles não as torna uma equipe clínica. Na verdade, equipes de gestão podem ser formadas integralmente por clínicos. II. Mesmo com alta rotatividade de membros, uma característica das equipes de gestão é que elas se mantêm sempre estáveis. III. Equipes de gestão têm líderes definidos e responsabilidade compartilhada.

Assinale a alternativa que aponta qual ou quais afirmativas estão incorretas.
Alternativas
Q2072037 Gestão de Pessoas
Do ponto de vista da organização, diversos aspectos afetam o recrutamento: o conjunto de exigências para o recrutamento, as políticas e os procedimentos organizacionais e a imagem da organização (IVANCEVICH, 2008). Sobre o recrutamento na perspectiva da organização, analise as afirmativas a seguir.
I. O processo de recrutamento necessariamente começa com uma descrição e especificação detalhada do cargo. Sem isso, fica impossível o recrutador saber se algum candidato está apto a preencher a vaga. É necessário deixar bem claro, ao recrutador, as exigências absolutamente essenciais e as meramente desejáveis. II. A imagem do empregador geralmente percebida pelo público também afeta o recrutamento. Se todos os demais aspectos da organização forem iguais, fica mais fácil para aquela com imagem corporativa positiva atrair e reter mais funcionários do que a com imagem negativa. III. Em algumas organizações, as políticas e as práticas de gestão de RH afetam o recrutamento e o candidato recrutado. Uma das consequências mais significativas envolve a promoção interna. Para todos os fins práticos, essa política significa que muitas organizações realizam recrutamento externo somente no nível de contratação inicial.

Estão corretas as afirmativas: 
Alternativas
Q2072036 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar
Ivancevich (2008), discorre sobre um modelo de gestão de RH, no qual, o gestor geralmente diagnostica uma situação de trabalho observando e identificando os principais fatores, este modelo é chamado de Abordagem Diagnóstica da Gestão de RH, ou, Modelo ARDM. O autor aponta que este modelo é composto por 4 etapas específicas a serem seguidas pelo gestor. Assinale a alternativa que apresenta corretamente estas etapas.
Alternativas
Q2072035 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar
A saúde do Trabalhador é um campo complexo de atuação, onde vários segmentos do governo e da sociedade atuam, de forma direta e indireta, devendo trabalhar de forma integrada (SOLHA; GALLEGUILLOS, 2015). Sobre a questão da saúde do trabalhador, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q2072034 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar
Dentre os indicadores mais comuns de serem avaliados por equipes que atuam em Gestão de Saúde, os indicadores de desempenho sempre ocupam lugar de destaque, visto que, são deles que se torna possível realizar avaliações sobre eficiência e qualidade do trabalho prestado pelos colaboradores (TAJRA, 2015). Estes indicadores são comumente levantados por meio de avaliações de desempenho realizadas de forma estratégica.
Sobre avaliação de desempenho, assinale a alternativa incorreta
Alternativas
Q2072033 Direito Sanitário
A vigilância em saúde está presente nos mais diversos aspectos da vida humana, seu objetivo é garantir as condições sanitárias adequadas, fiscalizando as propriedades dos produtos que trazem benefícios ou potenciais danos para a saúde (COSTA; HIGA, 2019). No que compete às ações de vigilância no Brasil, analise as afirmativas a seguir.
I. Uma das principais ações de vigilância no Brasil é realizar a Busca Ativa, ou seja, a identificação de casos novos de doenças transmissíveis e não transmissíveis por exposição aos riscos ambientais e de atividades de trabalho, busca por pessoas em abandono de tratamento, faltantes a agendamentos de serviços de saúde e contato com casos de doentes. II. Compete à vigilância em saúde o controle e a redução ou eliminação de vetores, reservatórios e hospedeiros relacionados à transmissão de doenças. III. A vigilância em saúde tem a responsabilidade em realizar a Gestão dos sistemas de informação, ou seja, alimentar o banco de dados de todo o território nacional. IV. Faz parte do escopo de atuação da vigilância em saúde propor e realizar atividades educativas sobre os riscos à saúde de produtos, serviços, questões ambientais e de trabalho. V. Uma ação fundamental da vigilância em saúde no Brasil, está voltada para a vacinação de humanos e animais, de rotina e em campanhas.

Estão corretas as afirmativas: 
Alternativas
Q2072032 Administração Geral
A pesquisa de clima organizacional é uma estratégia que a organização utiliza para verificar como as relações entre as pessoas estão ocorrendo, bem como se sua macroestratégia está clara para todos os profissionais da organização (TAJRA, 2015).
Sobre a pesquisa de clima organizacional, analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Da mesma forma que a avaliação de desempenho, a pesquisa de clima organizacional também só deve ser aplicada numa organização quando esta possui certa maturidade, pois caso contrário poderá apontar problemas que a alta direção não estará disposta a adequar. ( ) Uma pesquisa de clima organizacional tem como objetivo identificar possíveis falhas na organização. ( ) Estilo de Liderança, relacionamentos com colegas e infraestrutura são alguns dos temas que devem ser pesquisados em uma pesquisa de clima organizacional. ( ) Assiduidade, iniciativa e produtividade/eficiência são alguns dos temas que não devem ser levantados em uma pesquisa de clima organizacional, mas sim em uma avaliação de desempenho.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Q2072031 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar
Assim como em outras funções dos Recursos Humanos - RH, o êxito de um programa de segurança e saúde exige o apoio e a cooperação dos gestores. No entanto, o problema é mais complicado. Em algumas organizações, a segurança faz parte de uma função separada, embora tanto os gestores quanto o pessoal de RH também exerçam papéis importantes na proteção dos trabalhadores (IVANCEVICH, 2008). Em relação a segurança dos colaboradores, Ivancevich (2008), aponta que: Existem inúmeros fatores ambientais imprescindíveis para a segurança e a saúde dos funcionários. “É provável que o fator mais crucial seja a ______, principalmente porque ela é influenciada pela tecnologia e pelas condições de trabalho do ambiente organizacional. O segundo fator vital é a _______ quanto à segurança e à saúde. As atitudes dos funcionários variam desde a preocupação com a segurança e a colaboração com um programa relacionado a essa área até a apatia” (p.488). De acordo com o postulado pelo autor, assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Alternativas
Q2072030 Gestão de Pessoas
De acordo com Tajra (2015) a Gestão Estratégica de Pessoas numa organização deve ser elaborada pela alta direção, constituindo formalmente uma Política de Recursos Humanos, ou a denominada Política de Gestão de Pessoas. Sobre esta Política, analise as afirmativas a seguir.
I. Nessa política devem ser traçadas as principais diretrizes que a organização tomará em relação às pessoas, como ela constituirá seus compromissos formais com a equipe. II. Essa política funciona como um planejamento diretor para a área de Gestão de Pessoas. III. Não existe uma regra para uma definição de política, o que existe é um entendimento sobre o valor que é dado às pessoas nas organizações. IV. Existem regras para a definição de uma política, estas que se baseiam em diretrizes específicas da organização.

Tendo como referência as compreensões da autora sobre a Gestão Estratégica de Pessoas, qual ou quais afirmações estão incorretas
Alternativas
Q2072029 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar
Considera-se que o conceito de vigilância em saúde trata de um processo contínuo e sistematizado para a coleta e análise de dados sobre as ocorrências de doenças, como também para a identificação de fatores de risco, o planejamento das ações para a promoção da saúde, a prevenção das doenças, o controle de riscos e a proteção da saúde da população É observado, ainda, que a saúde é um estado complexo e multifatorial, com isso, a vigilância em saúde no Brasil é dividida, operacionalmente, em áreas distintas de atuação para o desenvolvimento de ações visando ao alcance de seus objetivos (COSTA; HIGA, 2019). Sobre a divisão operacional da vigilância em saúde no Brasil, assinale a alternativa correta
Alternativas
Respostas
1301: A
1302: C
1303: C
1304: C
1305: D
1306: D
1307: B
1308: C
1309: A
1310: C
1311: B
1312: D
1313: A
1314: B
1315: B
1316: D
1317: A
1318: A
1319: D
1320: C