Questões de Concurso Comentadas para nível fundamental

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Q864182 Ética na Administração Pública
João, servidor público federal, investido no cargo de Técnico em Informática na UFRJ, tomou ciência de que o servidor só pode atuar nos limites da lei, em respeito ao Princípio da Legalidade. Nos termos do Código de Ética do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, é VEDADO a João:
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Q864180 Legislação Federal
Santiago, estudante de Direito, resolveu fazer concurso para trabalhar na Administração Pública Federal. Durante a inscrição no concurso, percebeu que o edital havia sido publicado no Diário Oficial da União vinte dias antes da realização da primeira prova. De acordo com o Decreto 6.944/09, considerando que não houve redução do prazo de divulgação por ato da autoridade competente, é correto afirmar que a Administração errou ao publicar o edital com antecedência de vinte dias da realização da prova, pois:
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Q864178 Direito Constitucional
Fernanda é servidora pública federal da UFRJ e trabalha no setor que analisa processos de acumulação de cargos públicos. A fim de analisar corretamente as possibilidades de acumulação, Fernanda resolveu estudar o artigo 37 da Constituição Federal de 1988, que trata do assunto. Nos termos da Constituição Federal, é correto concluir que:
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Q864166 Português

                               TEXTO 3


      O texto a seguir é reprodução do Manifesto “AÇÃO URGENTE: Protesto não é crime!”, promovido pela ANISTIA INTERNACIONAL BRASIL.


      “(...) O direito à liberdade de expressão e manifestação é um direito fundamental garantido na Constituição Brasileira. Este direito está sendo violado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, que tem seguido um padrão de repressão violenta e arbitrária aos protestos, com uso desnecessário e excessivo da força e das chamadas armas “menos letais” tais como bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha, bombas de efeito moral, e cassetetes. Diversas pessoas ficaram feridas. Também houve revistas aleatórias e detenções arbitrárias de manifestantes, que tiveram dificuldades para acessar seus advogados, em uma violação do direito à ampla defesa. (...)

      Protesto não é crime. É um direito humano.”

https://anistia.org.br/entre-em-acao/email/acao-urgente-diga-ao-governo-de-sao-paulo-que-protesto-nao-e-crime/

Na língua portuguesa, são diversos os recursos de coesão que servem para tornar um texto equilibrado, claro e coerente. Os pronomes possessivos, por exemplo, podem substituir outros termos, o que também evita repetições de palavras.


Assim, é correto afirmar que a expressão “seus advogados”, no final do TEXTO 3, se refere a:

Alternativas
Q864165 Português

                               TEXTO 3


      O texto a seguir é reprodução do Manifesto “AÇÃO URGENTE: Protesto não é crime!”, promovido pela ANISTIA INTERNACIONAL BRASIL.


      “(...) O direito à liberdade de expressão e manifestação é um direito fundamental garantido na Constituição Brasileira. Este direito está sendo violado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, que tem seguido um padrão de repressão violenta e arbitrária aos protestos, com uso desnecessário e excessivo da força e das chamadas armas “menos letais” tais como bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha, bombas de efeito moral, e cassetetes. Diversas pessoas ficaram feridas. Também houve revistas aleatórias e detenções arbitrárias de manifestantes, que tiveram dificuldades para acessar seus advogados, em uma violação do direito à ampla defesa. (...)

      Protesto não é crime. É um direito humano.”

https://anistia.org.br/entre-em-acao/email/acao-urgente-diga-ao-governo-de-sao-paulo-que-protesto-nao-e-crime/

Em relação à frase “Diversas pessoas ficaram feridas.”, é correto afirmar que ela apresenta:
Alternativas
Q864164 Português

                               TEXTO 3


      O texto a seguir é reprodução do Manifesto “AÇÃO URGENTE: Protesto não é crime!”, promovido pela ANISTIA INTERNACIONAL BRASIL.


      “(...) O direito à liberdade de expressão e manifestação é um direito fundamental garantido na Constituição Brasileira. Este direito está sendo violado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, que tem seguido um padrão de repressão violenta e arbitrária aos protestos, com uso desnecessário e excessivo da força e das chamadas armas “menos letais” tais como bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha, bombas de efeito moral, e cassetetes. Diversas pessoas ficaram feridas. Também houve revistas aleatórias e detenções arbitrárias de manifestantes, que tiveram dificuldades para acessar seus advogados, em uma violação do direito à ampla defesa. (...)

      Protesto não é crime. É um direito humano.”

https://anistia.org.br/entre-em-acao/email/acao-urgente-diga-ao-governo-de-sao-paulo-que-protesto-nao-e-crime/

No trecho “Protesto não é crime. É um direito humano.”, a única palavra com duas sílabas é:
Alternativas
Q864163 Português

                                    TEXTO 2


      “A UFRJ está de luto. Estamos consternados com a morte de Diego Vieira Machado, nosso estudante do curso de Português-Hebraico, da Faculdade de Letras. Ele faria 31 anos no próximo mês e saiu do Pará para estudar no Rio. Sua vida foi perdida tristemente para uma violência que não deverá passar impune.

      (...) A reitoria está apurando informações sobre mensagem de ódio endereçada a estudantes com conteúdo LGBTfóbico e racista, e solicitará apoio da Polícia Federal para identificação dos autores. Não podemos admitir que qualquer integrante da comunidade universitária sinta-se sob ameaça. Indignada e entristecida, como os rostos de todas e todos na UFRJ, a Reitoria declara, nesta segunda-feira, luto por três dias, e reafirma o seu empenho para que o rigor da lei seja aplicado ao caso. (...)”

Trecho de Nota Pública do Reitor da UFRJ, Professor Roberto Leher. Cidade Universitária, 4 de julho de 2016

Marque a alternativa com a palavra que substitui o termo “admitir”, sem alterar o sentido da frase a seguir.


“Não podemos admitir que qualquer integrante da comunidade universitária sinta-se sob ameaça.”

Alternativas
Q864162 Português

                                    TEXTO 2


      “A UFRJ está de luto. Estamos consternados com a morte de Diego Vieira Machado, nosso estudante do curso de Português-Hebraico, da Faculdade de Letras. Ele faria 31 anos no próximo mês e saiu do Pará para estudar no Rio. Sua vida foi perdida tristemente para uma violência que não deverá passar impune.

      (...) A reitoria está apurando informações sobre mensagem de ódio endereçada a estudantes com conteúdo LGBTfóbico e racista, e solicitará apoio da Polícia Federal para identificação dos autores. Não podemos admitir que qualquer integrante da comunidade universitária sinta-se sob ameaça. Indignada e entristecida, como os rostos de todas e todos na UFRJ, a Reitoria declara, nesta segunda-feira, luto por três dias, e reafirma o seu empenho para que o rigor da lei seja aplicado ao caso. (...)”

Trecho de Nota Pública do Reitor da UFRJ, Professor Roberto Leher. Cidade Universitária, 4 de julho de 2016

A partir da leitura atenta do TEXTO 2, em relação à posição da Reitoria da UFRJ diante dos acontecimentos trágicos informados, pode-se dizer que esta:
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Q864161 Português

                                    TEXTO 1


      O texto adiante é de Luís Fernando Veríssimo. Leia-o com atenção e responda às questões propostas a seguir.


                                 PRONOMES


      Antes de apresentar o Carlinhos para a turma, Carolina pediu:

      — Me faz um favor?

      — O quê?

      — Você não vai ficar chateado?

      — O que é?

      — Não fala tão certo?

      — Como assim?

      — Você fala certo demais. Fica esquisito.

      — Por quê?

      — É que a turma repara. Sei lá, parece…

      — Soberba?

      — Olha aí, ‘soberba’. Se você falar ‘soberba’ ninguém vai saber o que é. Não fala ‘soberba’. Nem ‘todavia’. Nem ‘outrossim’. E cuidado com os pronomes.

      — Os pronomes? Não posso usá-los corretamente?

      — Está vendo? Usar eles. Usar eles!

      O Carlinhos ficou tão chateado que, junto com a turma, não falou nem certo nem errado. Não falou nada. Até comentaram:

      — O Carol, teu namorado é mudo?

      Ele ia dizer ‘Não, é que, falando, sentir-me-ia vexado’, mas se conteve a tempo.

      Depois, quando estavam sozinhos, a Carolina agradeceu, com aquela voz que ele gostava:

      — Comigo você pode botar os pronomes onde quiser, Carlinhos.

      Aquela voz de cobertura de caramelo.

Luís Fernando Veríssimo. Contos de Verão, O Estado de S. Paulo, 16 jan. 2000.


Glossário:

Outrossim – igualmente, do mesmo modo.

Soberba – arrogância, presunção.

Todavia – mas, porém.  

“Ele ia dizer ‘Não, é que, falando, sentir-me-ia vexado’ (...)”.


Nessa situação tratada pelo TEXTO 1, é correto afirmar que se Carlinhos tivesse dito essa frase que ele pensou em dizer:

Alternativas
Q864160 Português

                                    TEXTO 1


      O texto adiante é de Luís Fernando Veríssimo. Leia-o com atenção e responda às questões propostas a seguir.


                                 PRONOMES


      Antes de apresentar o Carlinhos para a turma, Carolina pediu:

      — Me faz um favor?

      — O quê?

      — Você não vai ficar chateado?

      — O que é?

      — Não fala tão certo?

      — Como assim?

      — Você fala certo demais. Fica esquisito.

      — Por quê?

      — É que a turma repara. Sei lá, parece…

      — Soberba?

      — Olha aí, ‘soberba’. Se você falar ‘soberba’ ninguém vai saber o que é. Não fala ‘soberba’. Nem ‘todavia’. Nem ‘outrossim’. E cuidado com os pronomes.

      — Os pronomes? Não posso usá-los corretamente?

      — Está vendo? Usar eles. Usar eles!

      O Carlinhos ficou tão chateado que, junto com a turma, não falou nem certo nem errado. Não falou nada. Até comentaram:

      — O Carol, teu namorado é mudo?

      Ele ia dizer ‘Não, é que, falando, sentir-me-ia vexado’, mas se conteve a tempo.

      Depois, quando estavam sozinhos, a Carolina agradeceu, com aquela voz que ele gostava:

      — Comigo você pode botar os pronomes onde quiser, Carlinhos.

      Aquela voz de cobertura de caramelo.

Luís Fernando Veríssimo. Contos de Verão, O Estado de S. Paulo, 16 jan. 2000.


Glossário:

Outrossim – igualmente, do mesmo modo.

Soberba – arrogância, presunção.

Todavia – mas, porém.  

No trecho do TEXTO 1 a seguir são utilizados dois sinais de pontuação:

“ — Me faz um favor?

— O quê?

” Assinale a alternativa que os descreve corretamente.

Alternativas
Q864159 Português

                                    TEXTO 1


      O texto adiante é de Luís Fernando Veríssimo. Leia-o com atenção e responda às questões propostas a seguir.


                                 PRONOMES


      Antes de apresentar o Carlinhos para a turma, Carolina pediu:

      — Me faz um favor?

      — O quê?

      — Você não vai ficar chateado?

      — O que é?

      — Não fala tão certo?

      — Como assim?

      — Você fala certo demais. Fica esquisito.

      — Por quê?

      — É que a turma repara. Sei lá, parece…

      — Soberba?

      — Olha aí, ‘soberba’. Se você falar ‘soberba’ ninguém vai saber o que é. Não fala ‘soberba’. Nem ‘todavia’. Nem ‘outrossim’. E cuidado com os pronomes.

      — Os pronomes? Não posso usá-los corretamente?

      — Está vendo? Usar eles. Usar eles!

      O Carlinhos ficou tão chateado que, junto com a turma, não falou nem certo nem errado. Não falou nada. Até comentaram:

      — O Carol, teu namorado é mudo?

      Ele ia dizer ‘Não, é que, falando, sentir-me-ia vexado’, mas se conteve a tempo.

      Depois, quando estavam sozinhos, a Carolina agradeceu, com aquela voz que ele gostava:

      — Comigo você pode botar os pronomes onde quiser, Carlinhos.

      Aquela voz de cobertura de caramelo.

Luís Fernando Veríssimo. Contos de Verão, O Estado de S. Paulo, 16 jan. 2000.


Glossário:

Outrossim – igualmente, do mesmo modo.

Soberba – arrogância, presunção.

Todavia – mas, porém.  

“Depois, quando estavam sozinhos, a Carolina agradeceu, com aquela voz que ele gostava:

— Comigo você pode botar os pronomes onde quiser, Carlinhos.

Aquela voz de cobertura de caramelo.”


Nesse trecho do TEXTO 1, a frase de Carolina para Carlinhos sugere claramente:

Alternativas
Q864158 Português

                                    TEXTO 1


      O texto adiante é de Luís Fernando Veríssimo. Leia-o com atenção e responda às questões propostas a seguir.


                                 PRONOMES


      Antes de apresentar o Carlinhos para a turma, Carolina pediu:

      — Me faz um favor?

      — O quê?

      — Você não vai ficar chateado?

      — O que é?

      — Não fala tão certo?

      — Como assim?

      — Você fala certo demais. Fica esquisito.

      — Por quê?

      — É que a turma repara. Sei lá, parece…

      — Soberba?

      — Olha aí, ‘soberba’. Se você falar ‘soberba’ ninguém vai saber o que é. Não fala ‘soberba’. Nem ‘todavia’. Nem ‘outrossim’. E cuidado com os pronomes.

      — Os pronomes? Não posso usá-los corretamente?

      — Está vendo? Usar eles. Usar eles!

      O Carlinhos ficou tão chateado que, junto com a turma, não falou nem certo nem errado. Não falou nada. Até comentaram:

      — O Carol, teu namorado é mudo?

      Ele ia dizer ‘Não, é que, falando, sentir-me-ia vexado’, mas se conteve a tempo.

      Depois, quando estavam sozinhos, a Carolina agradeceu, com aquela voz que ele gostava:

      — Comigo você pode botar os pronomes onde quiser, Carlinhos.

      Aquela voz de cobertura de caramelo.

Luís Fernando Veríssimo. Contos de Verão, O Estado de S. Paulo, 16 jan. 2000.


Glossário:

Outrossim – igualmente, do mesmo modo.

Soberba – arrogância, presunção.

Todavia – mas, porém.  

Considere:


“ — Os pronomes? Não posso usá-los corretamente?

— Está vendo? Usar eles. Usar eles! ”


Podemos afirmar que nesse trecho do TEXTO 1 há:

Alternativas
Q864157 Português

                                    TEXTO 1


      O texto adiante é de Luís Fernando Veríssimo. Leia-o com atenção e responda às questões propostas a seguir.


                                 PRONOMES


      Antes de apresentar o Carlinhos para a turma, Carolina pediu:

      — Me faz um favor?

      — O quê?

      — Você não vai ficar chateado?

      — O que é?

      — Não fala tão certo?

      — Como assim?

      — Você fala certo demais. Fica esquisito.

      — Por quê?

      — É que a turma repara. Sei lá, parece…

      — Soberba?

      — Olha aí, ‘soberba’. Se você falar ‘soberba’ ninguém vai saber o que é. Não fala ‘soberba’. Nem ‘todavia’. Nem ‘outrossim’. E cuidado com os pronomes.

      — Os pronomes? Não posso usá-los corretamente?

      — Está vendo? Usar eles. Usar eles!

      O Carlinhos ficou tão chateado que, junto com a turma, não falou nem certo nem errado. Não falou nada. Até comentaram:

      — O Carol, teu namorado é mudo?

      Ele ia dizer ‘Não, é que, falando, sentir-me-ia vexado’, mas se conteve a tempo.

      Depois, quando estavam sozinhos, a Carolina agradeceu, com aquela voz que ele gostava:

      — Comigo você pode botar os pronomes onde quiser, Carlinhos.

      Aquela voz de cobertura de caramelo.

Luís Fernando Veríssimo. Contos de Verão, O Estado de S. Paulo, 16 jan. 2000.


Glossário:

Outrossim – igualmente, do mesmo modo.

Soberba – arrogância, presunção.

Todavia – mas, porém.  

Em relação ao trecho “— Você fala certo demais. Fica esquisito.”, do TEXTO 1, é correto afirmar que Carolina diz a Carlinhos que:
Alternativas
Q749161 Português
Quanto à predicação, há um verbo significativo na frase:
Alternativas
Q749155 Português
Está indevido o emprego de eu/mim:
Alternativas
Q749150 Português

Avesso

Quem sou eu

E meu avesso?

Que urdiduras

Na sombra

Que tramas secretas

Num quarto escuro de mim?

Quem sou eu

Quando durmo

Ou quando

De olhos abertos

Me arremesso

Para o futuro

Saltando sobre ilhas

E desertos?

Quem sou eu

Quando me confundo

E

Tropeço. 

Alço voo e mergulho?

Roseana Murray 

Qual é o centro da reflexão feita pelo eu lírico?
Alternativas
Q749147 Português

                                                                        Móveis ao mar

    Vi num programa de televisão que, entre as inúmeras melhorias necessárias para as Olimpíadas do Rio, está “a limpeza da Baía de Guanabara”. Dita a frase, a TV mostrou um sofá, encalhado num mangue: três lugares, revestimento acetinado, puxando pro lilás, com os assentos enlameados sendo disputados por dois urubus. Incrível.

    Não pretendo, de forma alguma, desmerecer o Rio. Quando vi o presidente do COI tirando o cartão do envelope e dizendo Rrrio de Rrranêro, no início do mês, lágrimas cruzaram minhas bochechas, tão rápidas quanto, imagino, canoas e barcos à vela singrarão as águas da rediviva Cidade Maravilhosa, daqui seis anos e meio. A amplitude de meu desespero vai muito além das pequenas rixas regionais: como pode um ser humano, oh céus!, jogar um sofá no mar?

    Todos nós já nos encontramos na rua, algum dia, com um papel de bala na mão, ou uma latinha de refrigerante, olhando em volta, em busca de uma lixeira. Muitos de nós, não encontrando nenhuma, já jogaram o papel no chão, colocaram a latinha num canto, ou ao lado de um saco de lixo – como se, durante a noite, por osmose, quem sabe, ela fosse parar do lado de dentro do plástico preto. Agora, até onde pude ver, nesses trinta e dois anos sobre a Terra, as pessoas não andam por aí com sofás velhos nos ombros. Sequer com poltronas. Nem mesmo uma almofada costuma-se levar à rua. Para se atirar um móvel ao mar, portanto, é preciso não apenas má fé, mas esforço, engenho, planejamento e trabalho em equipe.

    Imagino o sujeito, lá pela quarta-feira, ligando pros amigos: “Ô Gouveia, tudo bom? É o Túlio. Seguinte, tô precisando de uma forcinha aí, no sábado, pra jogar um sofá da ponte…”; “Maravilha, Valdeci! Então sábado à tarde cê traz a Kombi do teu cunhado e a gente resolve o problema”; “Fica tranquilo, Murilão, depois a gente volta aqui e faz um churrasquinho!”.

    Sábado à tarde, os amigos se reúnem. O Valdeci com a Kombi do cunhado, o Murilão e o Gouveia cheios de entusiasmo, o Túlio pondo as Brahmas pra gelar, enquanto sua mulher orienta os homens na sala: “cuidado com o batente”, “olha o abajur, o abajur, Gouveia!”

    Os amigos amarram o sofá na caçamba da Kombi – é uma dessas Kombis caminhonete – e dirigem meia hora até a ponte mais próxima. Talvez, no caminho, façam um bolão: sofá boia ou afunda? O Murilão diz que o fogão da prima afundou, semana passada. O Valdeci comenta que a geladeira da tia boiou, já faz o que, dois anos?

    Chegam à ponte. Param no acostamento. Tiram o sofá da caçamba, contam um, dois, e lá vão os… Pronto, atiraram o sofá no mar. O sofá boia. Os três o contemplam, sendo levado pela correnteza, naquele silêncio que só as verdadeiras amizades permitem. Túlio brinca: “saravá, Iemanjá!”. Depois vão comer churrasco. Incrível.

                                                                                                                                            Antônio Prata 

“Tulio brinca: Saravá, Iemanjá!. Depois vão comer churrasco.” O efeito de sentido produzido pela parte destacada, de acordo com o contexto é:
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Q749141 Meio Ambiente
O tratamento convencional da água consiste na adição de _____ que irá aglomerar partículas sólidas que se encontram dispersas, em seguida as partículas sólidas se alglutinam em flocos maiores; esse processo é denominado_____. A próxima etapa ocorre por ação da gravidade, na qual os flocos se depositam nos fundos do tanque. Após a decantação, a água passa por _____, onde as impurezas de menor tamanho ficam retidas. A água limpa passa então por um processo de desinfeccção, ________ e fluoretação. Assinale a alternativa que corresponde as palavras CORRETAS para cada respectivo espaço vazio.
Alternativas
Q749140 Meio Ambiente
De acordo com a Portaria nº 2.914 de 12 de dezembro de 2011 do Ministério da Saúde, o conjunto de parâmetros caracterizados por provocar estímulos sensoriais que afetam a aceitação para consumo humano, mas que não necessariamente implicam em risco à saúde é denominado como? Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q749139 Meio Ambiente
Ao longo do tratamento de água convencional utiliza-se produtos químicos de diversas naturezas como coagulantes/floculantes, desinfetantes e substâncias com flúor. Assinale a alternativa CORRETA, que apresenta os produtos químicos de acordo com sua classificação, respectivamente.
Alternativas
Respostas
5481: D
5482: C
5483: A
5484: B
5485: C
5486: E
5487: B
5488: A
5489: E
5490: B
5491: D
5492: A
5493: A
5494: D
5495: A
5496: A
5497: A
5498: B
5499: B
5500: B