Questões de Concurso Comentadas para agente administrativo

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Q3736625 Português
A visita do casal

    Um casal de amigos vem me visitar. Vejo-os que sobem lentamente a rua. Certamente ainda não me viram, pois a luz do meu quarto está apagada.
    É uma quarta-feira de abril. Com certeza acabaram de jantar, ficaram à toa, e depois disseram: Vamos passar pela casa do Rubem? É, podemos dar uma passadinha lá. Talvez venham apenas fazer hora para a última sessão de cinema. De qualquer modo, vieram. E me agrada que tenham vindo. E dá-me prazer vê-los assim subindo a rua vazia e saber que vêm me visitar.
   Penso um instante nos dois; refaço a imagem um pouco distraída que faço de cada um. Sei há quantos anos são casados, e como vivem. A gente sempre sabe, de um casal de amigos, um pouco mais do que cada um dos membros do casal imagina. Como toda gente, já fui amigo de casais que se separaram. É tão triste. É penoso e incômodo, porque então a gente tem de passar a considerar cada um em separado – e cada um fica sem uma parte de sua própria realidade. A realidade, para nós, eram dois, não apenas no que os unia, como ainda no que os separava quando juntos. Havia um casal; quando deixa de haver, passamos a considerar cada um, secretamente, como se estivesse com uma espécie de luto. Preferimos que vivam mal, porém juntos; é mais cômodo para nós. Que briguem e não se compreendam, e não mais se amem e se traiam, mas não deixem de ser um casal, pois é assim que eles existem para nós. Ficam ligeiramente absurdos sendo duas pessoas.
    Como quase todo casal, esse que vem me visitar já andou querendo se separar. Pois ali estão os dois juntos. Ele com seu passo largo e um pouco melancólico, a pensar suas coisas; ela com aquele vestido branco tão conhecido que “me engorda um pouco, chi, meu Deus, estou vendo a hora que preciso comprar esse livro Coma e Emagreça, meu marido vive me chamando de bola de sebo, você acha, Rubem?”.
    Eu gosto do vestido. Quanto a ela própria, eu já a conheço tanto, nesta longa amizade, em seus encantos e em seus defeitos, que não me lembro de considerar se em conjunto é bonita ou não, e tenho uma leve surpresa sempre que ouço alguma opinião de uma pessoa estranha; não posso imaginar qual seria minha impressão se a visse agora pela primeira vez. “Ele diz que eu tenho corpo de mulata, você acha Rubem? Diz que quando eu engordo minha gordura vem toda para aqui” – e passa as mãos nas ancas, rindo. “Nesse negócio de corpo de mulata você deve mesmo consultar o Rubem, mulher.” Um gosta de mexer com o outro falando comigo. “Você já reparou nessa camisa dele? Fale francamente, você tinha coragem de sair na rua com uma camisa assim?”
    Penso essas bobagens em um segundo, enquanto eles se aproximam de minha casa. Na tarde que vai anoitecendo tem alguma coisa tocante esse casal que anda em silêncio na rua vazia; e eu sou grato a ambos por virem me visitar. Estou meio comovido.
    A campainha bate. Acendo a luz e vou lhes abrir a porta e também discretamente, o coração. “Quase que não batemos, vimos a luz apagada. O que é que você faz aí no escuro?”
    Digo que nada, às vezes gosto de ficar no escuro. “Eu não disse que ele era um morcegão?”
    Sou um morcegão cordial; trago um conhaque para ele e um vinho do Porto para ela. 


(BRAGA, Rubem. 1913-1990. 100 Crônicas Escolhidas – 31ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.)
Levando-se em consideração as construções morfológicas e sintáticas empregadas no texto, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.
Alternativas
Q3736624 Português
A visita do casal

    Um casal de amigos vem me visitar. Vejo-os que sobem lentamente a rua. Certamente ainda não me viram, pois a luz do meu quarto está apagada.
    É uma quarta-feira de abril. Com certeza acabaram de jantar, ficaram à toa, e depois disseram: Vamos passar pela casa do Rubem? É, podemos dar uma passadinha lá. Talvez venham apenas fazer hora para a última sessão de cinema. De qualquer modo, vieram. E me agrada que tenham vindo. E dá-me prazer vê-los assim subindo a rua vazia e saber que vêm me visitar.
   Penso um instante nos dois; refaço a imagem um pouco distraída que faço de cada um. Sei há quantos anos são casados, e como vivem. A gente sempre sabe, de um casal de amigos, um pouco mais do que cada um dos membros do casal imagina. Como toda gente, já fui amigo de casais que se separaram. É tão triste. É penoso e incômodo, porque então a gente tem de passar a considerar cada um em separado – e cada um fica sem uma parte de sua própria realidade. A realidade, para nós, eram dois, não apenas no que os unia, como ainda no que os separava quando juntos. Havia um casal; quando deixa de haver, passamos a considerar cada um, secretamente, como se estivesse com uma espécie de luto. Preferimos que vivam mal, porém juntos; é mais cômodo para nós. Que briguem e não se compreendam, e não mais se amem e se traiam, mas não deixem de ser um casal, pois é assim que eles existem para nós. Ficam ligeiramente absurdos sendo duas pessoas.
    Como quase todo casal, esse que vem me visitar já andou querendo se separar. Pois ali estão os dois juntos. Ele com seu passo largo e um pouco melancólico, a pensar suas coisas; ela com aquele vestido branco tão conhecido que “me engorda um pouco, chi, meu Deus, estou vendo a hora que preciso comprar esse livro Coma e Emagreça, meu marido vive me chamando de bola de sebo, você acha, Rubem?”.
    Eu gosto do vestido. Quanto a ela própria, eu já a conheço tanto, nesta longa amizade, em seus encantos e em seus defeitos, que não me lembro de considerar se em conjunto é bonita ou não, e tenho uma leve surpresa sempre que ouço alguma opinião de uma pessoa estranha; não posso imaginar qual seria minha impressão se a visse agora pela primeira vez. “Ele diz que eu tenho corpo de mulata, você acha Rubem? Diz que quando eu engordo minha gordura vem toda para aqui” – e passa as mãos nas ancas, rindo. “Nesse negócio de corpo de mulata você deve mesmo consultar o Rubem, mulher.” Um gosta de mexer com o outro falando comigo. “Você já reparou nessa camisa dele? Fale francamente, você tinha coragem de sair na rua com uma camisa assim?”
    Penso essas bobagens em um segundo, enquanto eles se aproximam de minha casa. Na tarde que vai anoitecendo tem alguma coisa tocante esse casal que anda em silêncio na rua vazia; e eu sou grato a ambos por virem me visitar. Estou meio comovido.
    A campainha bate. Acendo a luz e vou lhes abrir a porta e também discretamente, o coração. “Quase que não batemos, vimos a luz apagada. O que é que você faz aí no escuro?”
    Digo que nada, às vezes gosto de ficar no escuro. “Eu não disse que ele era um morcegão?”
    Sou um morcegão cordial; trago um conhaque para ele e um vinho do Porto para ela. 


(BRAGA, Rubem. 1913-1990. 100 Crônicas Escolhidas – 31ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.)
Prosopopeia é uma figura retórica que diz respeito aos papéis da enunciação. Assim, ela põe em cena seres ausentes, sobrenaturais ou inanimados, fazendo-os ouvir, falar, responder, agir. Há um exemplo de tal figura de linguagem em:
Alternativas
Q3736623 Português
A visita do casal

    Um casal de amigos vem me visitar. Vejo-os que sobem lentamente a rua. Certamente ainda não me viram, pois a luz do meu quarto está apagada.
    É uma quarta-feira de abril. Com certeza acabaram de jantar, ficaram à toa, e depois disseram: Vamos passar pela casa do Rubem? É, podemos dar uma passadinha lá. Talvez venham apenas fazer hora para a última sessão de cinema. De qualquer modo, vieram. E me agrada que tenham vindo. E dá-me prazer vê-los assim subindo a rua vazia e saber que vêm me visitar.
   Penso um instante nos dois; refaço a imagem um pouco distraída que faço de cada um. Sei há quantos anos são casados, e como vivem. A gente sempre sabe, de um casal de amigos, um pouco mais do que cada um dos membros do casal imagina. Como toda gente, já fui amigo de casais que se separaram. É tão triste. É penoso e incômodo, porque então a gente tem de passar a considerar cada um em separado – e cada um fica sem uma parte de sua própria realidade. A realidade, para nós, eram dois, não apenas no que os unia, como ainda no que os separava quando juntos. Havia um casal; quando deixa de haver, passamos a considerar cada um, secretamente, como se estivesse com uma espécie de luto. Preferimos que vivam mal, porém juntos; é mais cômodo para nós. Que briguem e não se compreendam, e não mais se amem e se traiam, mas não deixem de ser um casal, pois é assim que eles existem para nós. Ficam ligeiramente absurdos sendo duas pessoas.
    Como quase todo casal, esse que vem me visitar já andou querendo se separar. Pois ali estão os dois juntos. Ele com seu passo largo e um pouco melancólico, a pensar suas coisas; ela com aquele vestido branco tão conhecido que “me engorda um pouco, chi, meu Deus, estou vendo a hora que preciso comprar esse livro Coma e Emagreça, meu marido vive me chamando de bola de sebo, você acha, Rubem?”.
    Eu gosto do vestido. Quanto a ela própria, eu já a conheço tanto, nesta longa amizade, em seus encantos e em seus defeitos, que não me lembro de considerar se em conjunto é bonita ou não, e tenho uma leve surpresa sempre que ouço alguma opinião de uma pessoa estranha; não posso imaginar qual seria minha impressão se a visse agora pela primeira vez. “Ele diz que eu tenho corpo de mulata, você acha Rubem? Diz que quando eu engordo minha gordura vem toda para aqui” – e passa as mãos nas ancas, rindo. “Nesse negócio de corpo de mulata você deve mesmo consultar o Rubem, mulher.” Um gosta de mexer com o outro falando comigo. “Você já reparou nessa camisa dele? Fale francamente, você tinha coragem de sair na rua com uma camisa assim?”
    Penso essas bobagens em um segundo, enquanto eles se aproximam de minha casa. Na tarde que vai anoitecendo tem alguma coisa tocante esse casal que anda em silêncio na rua vazia; e eu sou grato a ambos por virem me visitar. Estou meio comovido.
    A campainha bate. Acendo a luz e vou lhes abrir a porta e também discretamente, o coração. “Quase que não batemos, vimos a luz apagada. O que é que você faz aí no escuro?”
    Digo que nada, às vezes gosto de ficar no escuro. “Eu não disse que ele era um morcegão?”
    Sou um morcegão cordial; trago um conhaque para ele e um vinho do Porto para ela. 


(BRAGA, Rubem. 1913-1990. 100 Crônicas Escolhidas – 31ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.)
A compreensão de um texto se dá não apenas pelo processamento de informações explícitas, mas também por meio de informações implícitas, ou seja, a compreensão se dá pela mobilização de um modelo cognitivo, que integra as informações expressas com os conhecimentos prévios do leitor ou com elementos pressupostos no texto. Dessa forma, sobre as ideias evidenciadas no texto, é possível inferir que:
Alternativas
Q3736622 Português
A visita do casal

    Um casal de amigos vem me visitar. Vejo-os que sobem lentamente a rua. Certamente ainda não me viram, pois a luz do meu quarto está apagada.
    É uma quarta-feira de abril. Com certeza acabaram de jantar, ficaram à toa, e depois disseram: Vamos passar pela casa do Rubem? É, podemos dar uma passadinha lá. Talvez venham apenas fazer hora para a última sessão de cinema. De qualquer modo, vieram. E me agrada que tenham vindo. E dá-me prazer vê-los assim subindo a rua vazia e saber que vêm me visitar.
   Penso um instante nos dois; refaço a imagem um pouco distraída que faço de cada um. Sei há quantos anos são casados, e como vivem. A gente sempre sabe, de um casal de amigos, um pouco mais do que cada um dos membros do casal imagina. Como toda gente, já fui amigo de casais que se separaram. É tão triste. É penoso e incômodo, porque então a gente tem de passar a considerar cada um em separado – e cada um fica sem uma parte de sua própria realidade. A realidade, para nós, eram dois, não apenas no que os unia, como ainda no que os separava quando juntos. Havia um casal; quando deixa de haver, passamos a considerar cada um, secretamente, como se estivesse com uma espécie de luto. Preferimos que vivam mal, porém juntos; é mais cômodo para nós. Que briguem e não se compreendam, e não mais se amem e se traiam, mas não deixem de ser um casal, pois é assim que eles existem para nós. Ficam ligeiramente absurdos sendo duas pessoas.
    Como quase todo casal, esse que vem me visitar já andou querendo se separar. Pois ali estão os dois juntos. Ele com seu passo largo e um pouco melancólico, a pensar suas coisas; ela com aquele vestido branco tão conhecido que “me engorda um pouco, chi, meu Deus, estou vendo a hora que preciso comprar esse livro Coma e Emagreça, meu marido vive me chamando de bola de sebo, você acha, Rubem?”.
    Eu gosto do vestido. Quanto a ela própria, eu já a conheço tanto, nesta longa amizade, em seus encantos e em seus defeitos, que não me lembro de considerar se em conjunto é bonita ou não, e tenho uma leve surpresa sempre que ouço alguma opinião de uma pessoa estranha; não posso imaginar qual seria minha impressão se a visse agora pela primeira vez. “Ele diz que eu tenho corpo de mulata, você acha Rubem? Diz que quando eu engordo minha gordura vem toda para aqui” – e passa as mãos nas ancas, rindo. “Nesse negócio de corpo de mulata você deve mesmo consultar o Rubem, mulher.” Um gosta de mexer com o outro falando comigo. “Você já reparou nessa camisa dele? Fale francamente, você tinha coragem de sair na rua com uma camisa assim?”
    Penso essas bobagens em um segundo, enquanto eles se aproximam de minha casa. Na tarde que vai anoitecendo tem alguma coisa tocante esse casal que anda em silêncio na rua vazia; e eu sou grato a ambos por virem me visitar. Estou meio comovido.
    A campainha bate. Acendo a luz e vou lhes abrir a porta e também discretamente, o coração. “Quase que não batemos, vimos a luz apagada. O que é que você faz aí no escuro?”
    Digo que nada, às vezes gosto de ficar no escuro. “Eu não disse que ele era um morcegão?”
    Sou um morcegão cordial; trago um conhaque para ele e um vinho do Porto para ela. 


(BRAGA, Rubem. 1913-1990. 100 Crônicas Escolhidas – 31ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.)
Levando-se em consideração as relações sintáticas estabelecidas entre os termos das orações, é possível afirmar que, dentre os destacados em: “Fale francamente, você tinha coragem de sair na rua com uma camisa assim?” (5º§), ocorrem circunstâncias de, respectivamente:
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Q3736621 Português
A visita do casal

    Um casal de amigos vem me visitar. Vejo-os que sobem lentamente a rua. Certamente ainda não me viram, pois a luz do meu quarto está apagada.
    É uma quarta-feira de abril. Com certeza acabaram de jantar, ficaram à toa, e depois disseram: Vamos passar pela casa do Rubem? É, podemos dar uma passadinha lá. Talvez venham apenas fazer hora para a última sessão de cinema. De qualquer modo, vieram. E me agrada que tenham vindo. E dá-me prazer vê-los assim subindo a rua vazia e saber que vêm me visitar.
   Penso um instante nos dois; refaço a imagem um pouco distraída que faço de cada um. Sei há quantos anos são casados, e como vivem. A gente sempre sabe, de um casal de amigos, um pouco mais do que cada um dos membros do casal imagina. Como toda gente, já fui amigo de casais que se separaram. É tão triste. É penoso e incômodo, porque então a gente tem de passar a considerar cada um em separado – e cada um fica sem uma parte de sua própria realidade. A realidade, para nós, eram dois, não apenas no que os unia, como ainda no que os separava quando juntos. Havia um casal; quando deixa de haver, passamos a considerar cada um, secretamente, como se estivesse com uma espécie de luto. Preferimos que vivam mal, porém juntos; é mais cômodo para nós. Que briguem e não se compreendam, e não mais se amem e se traiam, mas não deixem de ser um casal, pois é assim que eles existem para nós. Ficam ligeiramente absurdos sendo duas pessoas.
    Como quase todo casal, esse que vem me visitar já andou querendo se separar. Pois ali estão os dois juntos. Ele com seu passo largo e um pouco melancólico, a pensar suas coisas; ela com aquele vestido branco tão conhecido que “me engorda um pouco, chi, meu Deus, estou vendo a hora que preciso comprar esse livro Coma e Emagreça, meu marido vive me chamando de bola de sebo, você acha, Rubem?”.
    Eu gosto do vestido. Quanto a ela própria, eu já a conheço tanto, nesta longa amizade, em seus encantos e em seus defeitos, que não me lembro de considerar se em conjunto é bonita ou não, e tenho uma leve surpresa sempre que ouço alguma opinião de uma pessoa estranha; não posso imaginar qual seria minha impressão se a visse agora pela primeira vez. “Ele diz que eu tenho corpo de mulata, você acha Rubem? Diz que quando eu engordo minha gordura vem toda para aqui” – e passa as mãos nas ancas, rindo. “Nesse negócio de corpo de mulata você deve mesmo consultar o Rubem, mulher.” Um gosta de mexer com o outro falando comigo. “Você já reparou nessa camisa dele? Fale francamente, você tinha coragem de sair na rua com uma camisa assim?”
    Penso essas bobagens em um segundo, enquanto eles se aproximam de minha casa. Na tarde que vai anoitecendo tem alguma coisa tocante esse casal que anda em silêncio na rua vazia; e eu sou grato a ambos por virem me visitar. Estou meio comovido.
    A campainha bate. Acendo a luz e vou lhes abrir a porta e também discretamente, o coração. “Quase que não batemos, vimos a luz apagada. O que é que você faz aí no escuro?”
    Digo que nada, às vezes gosto de ficar no escuro. “Eu não disse que ele era um morcegão?”
    Sou um morcegão cordial; trago um conhaque para ele e um vinho do Porto para ela. 


(BRAGA, Rubem. 1913-1990. 100 Crônicas Escolhidas – 31ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.)
As crônicas de Rubem Braga apresentam reflexões sobre acontecimentos cotidianos e tratam de temas de caráter universal, com uma linguagem objetiva. Levando-se em consideração que o emprego de recursos próprios da linguagem subjetiva caracteriza o texto literário, expressa a visão pessoal do autor a respeito da temática referida: 
Alternativas
Q3736620 Português
A visita do casal

    Um casal de amigos vem me visitar. Vejo-os que sobem lentamente a rua. Certamente ainda não me viram, pois a luz do meu quarto está apagada.
    É uma quarta-feira de abril. Com certeza acabaram de jantar, ficaram à toa, e depois disseram: Vamos passar pela casa do Rubem? É, podemos dar uma passadinha lá. Talvez venham apenas fazer hora para a última sessão de cinema. De qualquer modo, vieram. E me agrada que tenham vindo. E dá-me prazer vê-los assim subindo a rua vazia e saber que vêm me visitar.
   Penso um instante nos dois; refaço a imagem um pouco distraída que faço de cada um. Sei há quantos anos são casados, e como vivem. A gente sempre sabe, de um casal de amigos, um pouco mais do que cada um dos membros do casal imagina. Como toda gente, já fui amigo de casais que se separaram. É tão triste. É penoso e incômodo, porque então a gente tem de passar a considerar cada um em separado – e cada um fica sem uma parte de sua própria realidade. A realidade, para nós, eram dois, não apenas no que os unia, como ainda no que os separava quando juntos. Havia um casal; quando deixa de haver, passamos a considerar cada um, secretamente, como se estivesse com uma espécie de luto. Preferimos que vivam mal, porém juntos; é mais cômodo para nós. Que briguem e não se compreendam, e não mais se amem e se traiam, mas não deixem de ser um casal, pois é assim que eles existem para nós. Ficam ligeiramente absurdos sendo duas pessoas.
    Como quase todo casal, esse que vem me visitar já andou querendo se separar. Pois ali estão os dois juntos. Ele com seu passo largo e um pouco melancólico, a pensar suas coisas; ela com aquele vestido branco tão conhecido que “me engorda um pouco, chi, meu Deus, estou vendo a hora que preciso comprar esse livro Coma e Emagreça, meu marido vive me chamando de bola de sebo, você acha, Rubem?”.
    Eu gosto do vestido. Quanto a ela própria, eu já a conheço tanto, nesta longa amizade, em seus encantos e em seus defeitos, que não me lembro de considerar se em conjunto é bonita ou não, e tenho uma leve surpresa sempre que ouço alguma opinião de uma pessoa estranha; não posso imaginar qual seria minha impressão se a visse agora pela primeira vez. “Ele diz que eu tenho corpo de mulata, você acha Rubem? Diz que quando eu engordo minha gordura vem toda para aqui” – e passa as mãos nas ancas, rindo. “Nesse negócio de corpo de mulata você deve mesmo consultar o Rubem, mulher.” Um gosta de mexer com o outro falando comigo. “Você já reparou nessa camisa dele? Fale francamente, você tinha coragem de sair na rua com uma camisa assim?”
    Penso essas bobagens em um segundo, enquanto eles se aproximam de minha casa. Na tarde que vai anoitecendo tem alguma coisa tocante esse casal que anda em silêncio na rua vazia; e eu sou grato a ambos por virem me visitar. Estou meio comovido.
    A campainha bate. Acendo a luz e vou lhes abrir a porta e também discretamente, o coração. “Quase que não batemos, vimos a luz apagada. O que é que você faz aí no escuro?”
    Digo que nada, às vezes gosto de ficar no escuro. “Eu não disse que ele era um morcegão?”
    Sou um morcegão cordial; trago um conhaque para ele e um vinho do Porto para ela. 


(BRAGA, Rubem. 1913-1990. 100 Crônicas Escolhidas – 31ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.)
Assinale a afirmativa correta quanto às características tipológicas predominantes no texto.
Alternativas
Q3688204 Direito Financeiro

Ainda sobre a Lei do Orçamento, não se admitirão emendas ao projeto de Lei de Orçamento que visem a:

Alternativas
Q3688203 Direito Financeiro

A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômico-financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade universalidade e anualidade. Integrarão a Lei de Orçamento:

Alternativas
Q3688199 Direito Constitucional

São funções típicas do Poder Legislativo:

Alternativas
Q3688197 Regimento Interno

Conforme estabelece a Lei, Emenda é a proposição apresentada como acessório de outra e elas podem ser:

Alternativas
Q3688196 Administração Financeira e Orçamentária

“Programa de trabalho elaborado pelo Executivo que estabelece as diretrizes, os programas, explicitando os objetivos e ações, e estas detalhando as metas do governo para as despesas de capital e para as relativas aos programas de duração continuada.” Trata‐se de:

Alternativas
Q3688193 Direito Constitucional

Como é sabido, a Administração Pública tem o dever de realizar concurso público para contratação de pessoal. Ocorre que estes concursos possuem um prazo de validade previsto constitucionalmente. A esse respeito, assinale a alternativa que descreve corretamente o prazo anteriormente referenciado.

Alternativas
Q3688192 Comunicação Social

“A comunicação integra as pessoas e agiliza processos. É impossível não se comunicar de forma direta ou indireta. O contato face a face nem sempre é possível por questões de tempo e custos. As formas de comunicação apresentadas por Robbins (2005) abordam as versões escrita, não verbal e oral. Analise as proposições abaixo sobre os tipos de comunicação e marque a alternativa correta:



I. Comunicação oral: a fala é a forma de comunicação mais simples e mais utilizada; tem a vantagem de permitir que a emissão e a recepção de uma mensagem ocorram quase simultaneamente, num curtíssimo espaço de tempo, favorecendo o feedback imediato, isso facilita a compreensão da informação que foi transmitida já que os erros podem ser corrigidos rapidamente.



II. Comunicação não verbal: é expressa através de gestos, mímicas, trejeitos corporais, onde também se faz necessário compreender a mensagem com o uso de palavras.



III. Comunicação escrita: envolve o uso diferentes formatos de documentos como memorandos, jornais, e-mails e as mensagens de texto enviadas pelos aplicativos de mensagens instantâneas, entre outros meios que permitam a expressão escrita e através de símbolos.




Assinale:

Alternativas
Q3688189 Atendimento ao Público

Leia o trecho a seguir: “Para que haja um reconhecimento do outro e de suas formas de interação, algumas habilidades são recomendadas”. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:



I. Habilidade social: característica do comportamento do indivíduo advinda do aprendizado obtido através das situações cotidianas e interação social.


II. Inteligência interpessoal: capacidade de entender aspectos subjetivos do outro e reagir de forma mais efetiva.


III. Inteligência emocional: capacidade de identificar suas próprias emoções a agir racionalmente frente a elas.


IV. Empatia: entender o que pode ser melhor para o outro de acordo com a realidade dele.



Assinale:

Alternativas
Q3688188 Direito Administrativo

Os princípios fundamentais da administração pública de acordo a Constituição Federal são:

Alternativas
Q3688187 Noções de Informática

Um navegador consiste em um programa que é instalado em seu PC. Ele é quem vai permitir o seu acesso aos diversos conteúdos e sites que existem na internet. De acordo com uma pesquisa realizada pela StatCounter, que é uma empresa de dados especializada no mercado tecnológico, em julho de 2022 foi mostrado que 65,12% do mercado utiliza este navegador que também é considerado o mais usado no mundo, que é:

Alternativas
Q3688185 Noções de Informática

Significa que podemos trabalhar com vários programas simultaneamente. Até a versão 3.11 o Windows era considerado apenas como um ambiente operacional e a partir do Windows 95 assimilou novos recursos e tornou-se um dos sistemas operacionais mais utilizados em todo o mundo. Após iniciar o Windows, a primeira coisa com que nós nos deparamos é: 

Alternativas
Q3688184 Matemática

O produto entre as raízes da equação: 3X2 + 2X -27 = 0 é:

Alternativas
Q3688182 Matemática

Uma pessoa possui um terreno com forma de um trapézio e deseja aplicar um piso. Sabendo que as medidas dos lados do terreno são: lado maior mede 18 metros, lado menor 12 metros e a altura 9 metros. Qual a área desse terreno?

Alternativas
Q3688179 Conhecimentos Gerais

Sobre o Rio São Francisco, e segundo o Ministério do Meio Ambiente analise as afirmativas a seguir:



I. Alto São Francisco: corresponde à área entre a nascente do rio até Pirapora e Montes Claros, no estado de Minas Gerais, com cerca de 702 km de extensão.


II. Médio São Francisco: corresponde à área entre o munícipio de Pirapora até Remanso, no estado da Bahia, com cerca de 1.230 km de extensão.


III. Submédio São Francisco: corresponde à área entre os estados da Sergipe e Pernambuco com cerca de 440 km de extensão.


IV. Baixo São Francisco: corresponde à área entre Paulo Afonso, na Bahia, e a foz do rio entre os estados de Alagoas e Sergipe com cerca de 214 km de extensão.



Nessas condições, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Respostas
4401: C
4402: A
4403: D
4404: A
4405: D
4406: D
4407: E
4408: E
4409: A
4410: B
4411: C
4412: B
4413: B
4414: A
4415: E
4416: B
4417: A
4418: C
4419: D
4420: E