Questões de Concurso Comentadas para técnico de enfermagem do trabalho

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Q378031 Enfermagem
Qual é a doença cujas manifestações clínicas da fase crônica aparecem na vida adulta, anos após a fase aguda, apresentando alterações cardíacas e/ou digestivas?
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Q378030 Segurança e Saúde no Trabalho
A qual sistema ou aparelho a queixa de ciatalgia de um trabalhador está relacionada?
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Q378029 Enfermagem
Numa avaliação multidimensional da pessoa idosa, quando o profissional de saúde solicita que ela fale o nome de alguns objetos e, três minutos depois, repita esses mesmos nomes, está sendo avaliada a dimensão do(a)
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Q378028 Enfermagem
Em âmbito municipal, a garantia da assistência ao pré-natal e puerpério, planejamento familiar e prevenção do câncer de colo uterino estão estabelecidas como ações básicas
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Q378027 Segurança e Saúde no Trabalho
No ambulatório de pronto atendimento de uma instituição, deu entrada um trabalhador com queixa de cefaleia intensa e apresentando vômitos em jato.


Para diminuir o fluxo sanguíneo cerebral e a pressão intracraniana, a equipe médica solicitou ao auxiliar de enfermagem que colocasse o trabalhador de repouso na posição de
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Q378026 Segurança e Saúde no Trabalho
No ambulatório de pronto atendimento de uma instituição, deu entrada um trabalhador com queixa de cefaleia intensa e apresentando vômitos em jato.

O auxiliar de enfermagem verificou os sinais vitais do trabalhador e observou que a tensão sistólica estava bem elevada, enquanto a diastólica apresentava-se bem diminuída, caracterizando um quadro de
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Q378025 Segurança e Saúde no Trabalho
No curso de uma gestação normal, uma trabalhadora de vida sedentária, que se encontra no terceiro trimestre da gravidez, deve ser orientada quanto ao risco de apresentar
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Q378024 Noções de Informática
A Figura a seguir exibe um parágrafo de um texto produzido com o MS Word 2010. Note que à esquerda do parágrafo é exibida uma seta de seleção.

imagem-002.jpg

O que será selecionado se, nas condições acima, for feito um único clique com o mouse?
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Q378023 Noções de Informática
Qual arquivo que, por questões de segurança, não pode ser enviado para terceiros através do Gmail diretamente anexado ao email?
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Q378022 Noções de Informática
Qual programa é comumente usado para se navegar por aplicações Web?
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Q378020 Segurança e Saúde no Trabalho
Nos termos da legislaçãp federal, que trata de medicina e segurança do trabalho, se as condições de ambiente se tornarem desconfortáveis, em virtude de instalações geradoras de frio ou de calor, quanto às condições de conforto térmico,
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Q378019 Segurança e Saúde no Trabalho
Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, constitui medida preventiva vinculada à medicina do trabalho, o dever do empregador de manter no estabelecimento
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Q378018 Segurança e Saúde no Trabalho
Nos termos da Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), NR-09, consideram-se agentes biológicos:
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Q378017 Segurança e Saúde no Trabalho
Nos termos da Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), NR-07, em relação à realização de exames médicos periódicos em funcionário submetido ao agente químico arsênico, a periodicidade de avaliação deverá ser, no mínimo,
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Q378016 Segurança e Saúde no Trabalho
Nos termos da Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), NR-05, o treinamento para a CIPA deverá contemplar, no mínimo, os seguintes itens:
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Q2899683 Português

INSTRUÇÕES: As questões de 21 a 30 dizem respeito ao conteúdo do TEXTO 1.

Leia-o atentamente antes de respondê-las.


TEXTO 1


Para ler no consultório


Esta é para você. É, você mesmo, que está nessa sala de espera, e mexeu no cesto de revistas velhas ali do ladinho esquerdo do sofá. Você foi lá, catou uma revista bem do fundo, e abriu logo nesta página - que coincidência: justamente a que foi escrita para você.

Você não sabe a confusão que deu quando esta crônica foi publicada. Choveram e-mails indignados. Como pode alguém desperdiçar a última página de uma revista de atualidades para se dirigir a pessoas que só lerão o texto quando esta for uma revista de desatualidades?

Posso ser sincero? Essas pessoas não entendem xongas de sala de espera. Da ansiedade de quem está na iminência de uma obturação. Ou a ponto de um checkup. Ou ainda à beira de uma consulta de rotina. Nesse momento, a única notícia nova que queremos ouvir é "Pode entrar, é a sua vez". Enquanto isso não acontece, tratamos de buscar apoio em quem está na sala há muito mais tempo do que nós: as revistas do cesto.

Por mais que se tente, entretanto, é muito difícil manter a concentração na leitura, quando um olho está no relógio e o outro não desgruda da porta. Às vezes, por azar, os assuntos não ajudam, e você se sente na sala de espera errada. Quantas vezes você não está no consultório do dentista e a revista manda você para o consultório do cirurgião plástico? Não, não, não: não dá para pensar em lipo quando você está envolvido da cabeça aos pés num tratamento de canal.

Leitura de consultório é diferente de leitura de salão de beleza. No cabeleireiro as revistas precisam ter muitas figurinhas, para funcionar como material didático ("Eu quero o meu ASSIM") e de discussão ("Você não acha isso PAVOROSO?").

Já no consultório é o oposto: quanto mais letrinhas, melhor. As revistas da sala de espera servem para você dar a impressão de que está absorto em alguma coisa que não o relógio ou a porta, de modo a erguer uma barreira protetora que impeça o paciente que acabou de chegar - aquele ali! - de alugar seu ouvido para contar toda a sua vida pregressa e seus problemas de saúde, nos mínimos detalhes.

(Como é que eu sei que você não é desses que chegam a uma sala de espera e imediatamente passam a contar seus problemas de saúde nos mínimos detalhes? Ora, porque você foi até o cesto do lado esquerdo do sofá catar esta revista bem lá no fundo.).

Infelizmente, nem todas as pessoas têm essa sua sorte de abrir uma revista na sala de espera e deparar com uma crônica antiga escrita especialmente para elas. Houve muitos casos em que os pacientes leram esta coluna quando a revista ainda era nova. Alguns ficaram um pouco confusos, sem entender como uma revista velha poderia ter previsto tantas coisas que estão acontecendo agora. Outros se deram conta de que esta página só teria toda a graça dali a uns meses, e pela primeira vez na vida se lamentaram por encontrar uma revista nova no consultório.

O quê? A moça da recepção falou "Pode entrar, é a sua vez?". Desculpe, eu estava tão distraído no nosso papo que nem ouvi. Posso pedir um favor antes de você entrar? Coloque esta revista de novo no cesto. Lá no fundo. Isto ainda poderá ser útil para outras pessoas.


RICARDO FREIRE, Ricardo. Para ler no consultório. 20 fev.2009. Para ler no consultório.

Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT43562-15230,00.html>Acesso em: 08 maio 2013.

O trecho em que o verbo sublinhado remete ao futuro em um contexto passado é:

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Q2899681 Português

INSTRUÇÕES: As questões de 21 a 30 dizem respeito ao conteúdo do TEXTO 1.

Leia-o atentamente antes de respondê-las.


TEXTO 1


Para ler no consultório


Esta é para você. É, você mesmo, que está nessa sala de espera, e mexeu no cesto de revistas velhas ali do ladinho esquerdo do sofá. Você foi lá, catou uma revista bem do fundo, e abriu logo nesta página - que coincidência: justamente a que foi escrita para você.

Você não sabe a confusão que deu quando esta crônica foi publicada. Choveram e-mails indignados. Como pode alguém desperdiçar a última página de uma revista de atualidades para se dirigir a pessoas que só lerão o texto quando esta for uma revista de desatualidades?

Posso ser sincero? Essas pessoas não entendem xongas de sala de espera. Da ansiedade de quem está na iminência de uma obturação. Ou a ponto de um checkup. Ou ainda à beira de uma consulta de rotina. Nesse momento, a única notícia nova que queremos ouvir é "Pode entrar, é a sua vez". Enquanto isso não acontece, tratamos de buscar apoio em quem está na sala há muito mais tempo do que nós: as revistas do cesto.

Por mais que se tente, entretanto, é muito difícil manter a concentração na leitura, quando um olho está no relógio e o outro não desgruda da porta. Às vezes, por azar, os assuntos não ajudam, e você se sente na sala de espera errada. Quantas vezes você não está no consultório do dentista e a revista manda você para o consultório do cirurgião plástico? Não, não, não: não dá para pensar em lipo quando você está envolvido da cabeça aos pés num tratamento de canal.

Leitura de consultório é diferente de leitura de salão de beleza. No cabeleireiro as revistas precisam ter muitas figurinhas, para funcionar como material didático ("Eu quero o meu ASSIM") e de discussão ("Você não acha isso PAVOROSO?").

Já no consultório é o oposto: quanto mais letrinhas, melhor. As revistas da sala de espera servem para você dar a impressão de que está absorto em alguma coisa que não o relógio ou a porta, de modo a erguer uma barreira protetora que impeça o paciente que acabou de chegar - aquele ali! - de alugar seu ouvido para contar toda a sua vida pregressa e seus problemas de saúde, nos mínimos detalhes.

(Como é que eu sei que você não é desses que chegam a uma sala de espera e imediatamente passam a contar seus problemas de saúde nos mínimos detalhes? Ora, porque você foi até o cesto do lado esquerdo do sofá catar esta revista bem lá no fundo.).

Infelizmente, nem todas as pessoas têm essa sua sorte de abrir uma revista na sala de espera e deparar com uma crônica antiga escrita especialmente para elas. Houve muitos casos em que os pacientes leram esta coluna quando a revista ainda era nova. Alguns ficaram um pouco confusos, sem entender como uma revista velha poderia ter previsto tantas coisas que estão acontecendo agora. Outros se deram conta de que esta página só teria toda a graça dali a uns meses, e pela primeira vez na vida se lamentaram por encontrar uma revista nova no consultório.

O quê? A moça da recepção falou "Pode entrar, é a sua vez?". Desculpe, eu estava tão distraído no nosso papo que nem ouvi. Posso pedir um favor antes de você entrar? Coloque esta revista de novo no cesto. Lá no fundo. Isto ainda poderá ser útil para outras pessoas.


RICARDO FREIRE, Ricardo. Para ler no consultório. 20 fev.2009. Para ler no consultório.

Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT43562-15230,00.html>Acesso em: 08 maio 2013.

Leia os trechos a seguir.


I. Choveram e-mails indignados.

II. Ou a ponto de um checkup.

III. [...] e o outro (olho) não desgruda da porta.

É CORRETO afirmar que

Alternativas
Q2899680 Português

INSTRUÇÕES: As questões de 21 a 30 dizem respeito ao conteúdo do TEXTO 1.

Leia-o atentamente antes de respondê-las.


TEXTO 1


Para ler no consultório


Esta é para você. É, você mesmo, que está nessa sala de espera, e mexeu no cesto de revistas velhas ali do ladinho esquerdo do sofá. Você foi lá, catou uma revista bem do fundo, e abriu logo nesta página - que coincidência: justamente a que foi escrita para você.

Você não sabe a confusão que deu quando esta crônica foi publicada. Choveram e-mails indignados. Como pode alguém desperdiçar a última página de uma revista de atualidades para se dirigir a pessoas que só lerão o texto quando esta for uma revista de desatualidades?

Posso ser sincero? Essas pessoas não entendem xongas de sala de espera. Da ansiedade de quem está na iminência de uma obturação. Ou a ponto de um checkup. Ou ainda à beira de uma consulta de rotina. Nesse momento, a única notícia nova que queremos ouvir é "Pode entrar, é a sua vez". Enquanto isso não acontece, tratamos de buscar apoio em quem está na sala há muito mais tempo do que nós: as revistas do cesto.

Por mais que se tente, entretanto, é muito difícil manter a concentração na leitura, quando um olho está no relógio e o outro não desgruda da porta. Às vezes, por azar, os assuntos não ajudam, e você se sente na sala de espera errada. Quantas vezes você não está no consultório do dentista e a revista manda você para o consultório do cirurgião plástico? Não, não, não: não dá para pensar em lipo quando você está envolvido da cabeça aos pés num tratamento de canal.

Leitura de consultório é diferente de leitura de salão de beleza. No cabeleireiro as revistas precisam ter muitas figurinhas, para funcionar como material didático ("Eu quero o meu ASSIM") e de discussão ("Você não acha isso PAVOROSO?").

Já no consultório é o oposto: quanto mais letrinhas, melhor. As revistas da sala de espera servem para você dar a impressão de que está absorto em alguma coisa que não o relógio ou a porta, de modo a erguer uma barreira protetora que impeça o paciente que acabou de chegar - aquele ali! - de alugar seu ouvido para contar toda a sua vida pregressa e seus problemas de saúde, nos mínimos detalhes.

(Como é que eu sei que você não é desses que chegam a uma sala de espera e imediatamente passam a contar seus problemas de saúde nos mínimos detalhes? Ora, porque você foi até o cesto do lado esquerdo do sofá catar esta revista bem lá no fundo.).

Infelizmente, nem todas as pessoas têm essa sua sorte de abrir uma revista na sala de espera e deparar com uma crônica antiga escrita especialmente para elas. Houve muitos casos em que os pacientes leram esta coluna quando a revista ainda era nova. Alguns ficaram um pouco confusos, sem entender como uma revista velha poderia ter previsto tantas coisas que estão acontecendo agora. Outros se deram conta de que esta página só teria toda a graça dali a uns meses, e pela primeira vez na vida se lamentaram por encontrar uma revista nova no consultório.

O quê? A moça da recepção falou "Pode entrar, é a sua vez?". Desculpe, eu estava tão distraído no nosso papo que nem ouvi. Posso pedir um favor antes de você entrar? Coloque esta revista de novo no cesto. Lá no fundo. Isto ainda poderá ser útil para outras pessoas.


RICARDO FREIRE, Ricardo. Para ler no consultório. 20 fev.2009. Para ler no consultório.

Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT43562-15230,00.html>Acesso em: 08 maio 2013.

Entre as perguntas dirigidas ao leitor, a que NÃO foi respondida no texto é:

Alternativas
Q2899678 Português

INSTRUÇÕES: As questões de 21 a 30 dizem respeito ao conteúdo do TEXTO 1.

Leia-o atentamente antes de respondê-las.


TEXTO 1


Para ler no consultório


Esta é para você. É, você mesmo, que está nessa sala de espera, e mexeu no cesto de revistas velhas ali do ladinho esquerdo do sofá. Você foi lá, catou uma revista bem do fundo, e abriu logo nesta página - que coincidência: justamente a que foi escrita para você.

Você não sabe a confusão que deu quando esta crônica foi publicada. Choveram e-mails indignados. Como pode alguém desperdiçar a última página de uma revista de atualidades para se dirigir a pessoas que só lerão o texto quando esta for uma revista de desatualidades?

Posso ser sincero? Essas pessoas não entendem xongas de sala de espera. Da ansiedade de quem está na iminência de uma obturação. Ou a ponto de um checkup. Ou ainda à beira de uma consulta de rotina. Nesse momento, a única notícia nova que queremos ouvir é "Pode entrar, é a sua vez". Enquanto isso não acontece, tratamos de buscar apoio em quem está na sala há muito mais tempo do que nós: as revistas do cesto.

Por mais que se tente, entretanto, é muito difícil manter a concentração na leitura, quando um olho está no relógio e o outro não desgruda da porta. Às vezes, por azar, os assuntos não ajudam, e você se sente na sala de espera errada. Quantas vezes você não está no consultório do dentista e a revista manda você para o consultório do cirurgião plástico? Não, não, não: não dá para pensar em lipo quando você está envolvido da cabeça aos pés num tratamento de canal.

Leitura de consultório é diferente de leitura de salão de beleza. No cabeleireiro as revistas precisam ter muitas figurinhas, para funcionar como material didático ("Eu quero o meu ASSIM") e de discussão ("Você não acha isso PAVOROSO?").

Já no consultório é o oposto: quanto mais letrinhas, melhor. As revistas da sala de espera servem para você dar a impressão de que está absorto em alguma coisa que não o relógio ou a porta, de modo a erguer uma barreira protetora que impeça o paciente que acabou de chegar - aquele ali! - de alugar seu ouvido para contar toda a sua vida pregressa e seus problemas de saúde, nos mínimos detalhes.

(Como é que eu sei que você não é desses que chegam a uma sala de espera e imediatamente passam a contar seus problemas de saúde nos mínimos detalhes? Ora, porque você foi até o cesto do lado esquerdo do sofá catar esta revista bem lá no fundo.).

Infelizmente, nem todas as pessoas têm essa sua sorte de abrir uma revista na sala de espera e deparar com uma crônica antiga escrita especialmente para elas. Houve muitos casos em que os pacientes leram esta coluna quando a revista ainda era nova. Alguns ficaram um pouco confusos, sem entender como uma revista velha poderia ter previsto tantas coisas que estão acontecendo agora. Outros se deram conta de que esta página só teria toda a graça dali a uns meses, e pela primeira vez na vida se lamentaram por encontrar uma revista nova no consultório.

O quê? A moça da recepção falou "Pode entrar, é a sua vez?". Desculpe, eu estava tão distraído no nosso papo que nem ouvi. Posso pedir um favor antes de você entrar? Coloque esta revista de novo no cesto. Lá no fundo. Isto ainda poderá ser útil para outras pessoas.


RICARDO FREIRE, Ricardo. Para ler no consultório. 20 fev.2009. Para ler no consultório.

Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT43562-15230,00.html>Acesso em: 08 maio 2013.

Em relação às características discursivas do texto lido, é INCORRETO afirmar que

Alternativas
Q2899675 Português

INSTRUÇÕES: As questões de 21 a 30 dizem respeito ao conteúdo do TEXTO 1.

Leia-o atentamente antes de respondê-las.


TEXTO 1


Para ler no consultório


Esta é para você. É, você mesmo, que está nessa sala de espera, e mexeu no cesto de revistas velhas ali do ladinho esquerdo do sofá. Você foi lá, catou uma revista bem do fundo, e abriu logo nesta página - que coincidência: justamente a que foi escrita para você.

Você não sabe a confusão que deu quando esta crônica foi publicada. Choveram e-mails indignados. Como pode alguém desperdiçar a última página de uma revista de atualidades para se dirigir a pessoas que só lerão o texto quando esta for uma revista de desatualidades?

Posso ser sincero? Essas pessoas não entendem xongas de sala de espera. Da ansiedade de quem está na iminência de uma obturação. Ou a ponto de um checkup. Ou ainda à beira de uma consulta de rotina. Nesse momento, a única notícia nova que queremos ouvir é "Pode entrar, é a sua vez". Enquanto isso não acontece, tratamos de buscar apoio em quem está na sala há muito mais tempo do que nós: as revistas do cesto.

Por mais que se tente, entretanto, é muito difícil manter a concentração na leitura, quando um olho está no relógio e o outro não desgruda da porta. Às vezes, por azar, os assuntos não ajudam, e você se sente na sala de espera errada. Quantas vezes você não está no consultório do dentista e a revista manda você para o consultório do cirurgião plástico? Não, não, não: não dá para pensar em lipo quando você está envolvido da cabeça aos pés num tratamento de canal.

Leitura de consultório é diferente de leitura de salão de beleza. No cabeleireiro as revistas precisam ter muitas figurinhas, para funcionar como material didático ("Eu quero o meu ASSIM") e de discussão ("Você não acha isso PAVOROSO?").

Já no consultório é o oposto: quanto mais letrinhas, melhor. As revistas da sala de espera servem para você dar a impressão de que está absorto em alguma coisa que não o relógio ou a porta, de modo a erguer uma barreira protetora que impeça o paciente que acabou de chegar - aquele ali! - de alugar seu ouvido para contar toda a sua vida pregressa e seus problemas de saúde, nos mínimos detalhes.

(Como é que eu sei que você não é desses que chegam a uma sala de espera e imediatamente passam a contar seus problemas de saúde nos mínimos detalhes? Ora, porque você foi até o cesto do lado esquerdo do sofá catar esta revista bem lá no fundo.).

Infelizmente, nem todas as pessoas têm essa sua sorte de abrir uma revista na sala de espera e deparar com uma crônica antiga escrita especialmente para elas. Houve muitos casos em que os pacientes leram esta coluna quando a revista ainda era nova. Alguns ficaram um pouco confusos, sem entender como uma revista velha poderia ter previsto tantas coisas que estão acontecendo agora. Outros se deram conta de que esta página só teria toda a graça dali a uns meses, e pela primeira vez na vida se lamentaram por encontrar uma revista nova no consultório.

O quê? A moça da recepção falou "Pode entrar, é a sua vez?". Desculpe, eu estava tão distraído no nosso papo que nem ouvi. Posso pedir um favor antes de você entrar? Coloque esta revista de novo no cesto. Lá no fundo. Isto ainda poderá ser útil para outras pessoas.


RICARDO FREIRE, Ricardo. Para ler no consultório. 20 fev.2009. Para ler no consultório.

Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT43562-15230,00.html>Acesso em: 08 maio 2013.

O fragmento do texto que NÃO apresenta interferência da linguagem informal e está escrito em consonância com as normas tradicionais do padrão da modalidade escrita da língua é:

Alternativas
Respostas
1761: C
1762: E
1763: B
1764: C
1765: A
1766: E
1767: A
1768: C
1769: A
1770: D
1771: C
1772: E
1773: C
1774: D
1775: D
1776: B
1777: B
1778: C
1779: A
1780: D