Questões de Concurso Comentadas para analista de tecnologia da informação - redes

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Q1064233 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Campanha 2019 da Prefeitura de São Paulo contra o frio.

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <http://propmark.com.br/agencias/moradores-de-rua-protagonizam-campanha-de-inverno-da-prefeitura-de-sao-paulo>. Acesso em: 12 jul. 2019.


Um dos problemas das grandes cidades é o frio que os moradores de rua enfrentam. Na campanha publicitária da Prefeitura de São Paulo, o jogo de palavras criado para provocar efeito de sentido manifesta-se por meio do

Alternativas
Q1064232 Português

Leia os textos a seguir para responder à questão.


Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.


Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.


Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer eu encontro lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar sozinho, à noite

Mais prazer eu encontro lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu'inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Poema de Gonçalves Dias, exilado em Portugal. 

Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2112>. Acesso em: 11 jul. 2019.


Minha terra é a Penha,

o medo mora aqui.

Todo dia chega a notícia

que morreu mais um ali.


Nossas casas perfuradas

pelas balas que atingiu (sic).

Corações cheios de medo

do polícia que surgiu.


Se cismar em sair à noite,

já não posso mais.

Pelo risco de morrer

e não voltar para os meus pais.


Minha terra tem horrores

que não encontro em outro lugar.

A falta de segurança é tão grande,

que mal posso relaxar.


'Não permita Deus que eu morra',

antes de sair deste lugar.

Me leve para um lugar tranquilo,

onde canta o sabiá


Texto produzido por dois estudantes da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro e divulgado nas redes sociais e em notícias.

Disponível em: <https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/minha-terra-tem-horrores-versao-de-poema-feita-por-alunos-do-rio-causa-comocao-nas-redes-sociais.ghtml>. Acesso em: 11 jul. 2019.

No trecho “a falta de segurança é tão grande, /que mal posso relaxar”, retirado do texto 2, há uma relação de
Alternativas
Q1064231 Português

Leia os textos a seguir para responder à questão.


Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.


Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.


Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer eu encontro lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar sozinho, à noite

Mais prazer eu encontro lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu'inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Poema de Gonçalves Dias, exilado em Portugal. 

Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2112>. Acesso em: 11 jul. 2019.


Minha terra é a Penha,

o medo mora aqui.

Todo dia chega a notícia

que morreu mais um ali.


Nossas casas perfuradas

pelas balas que atingiu (sic).

Corações cheios de medo

do polícia que surgiu.


Se cismar em sair à noite,

já não posso mais.

Pelo risco de morrer

e não voltar para os meus pais.


Minha terra tem horrores

que não encontro em outro lugar.

A falta de segurança é tão grande,

que mal posso relaxar.


'Não permita Deus que eu morra',

antes de sair deste lugar.

Me leve para um lugar tranquilo,

onde canta o sabiá


Texto produzido por dois estudantes da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro e divulgado nas redes sociais e em notícias.

Disponível em: <https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/minha-terra-tem-horrores-versao-de-poema-feita-por-alunos-do-rio-causa-comocao-nas-redes-sociais.ghtml>. Acesso em: 11 jul. 2019.

Uma análise dos textos 1 e 2 conduz à inferência de que:
Alternativas
Q1064229 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A rua


    Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia. Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua. [...]

    Os dicionários só são considerados fontes fáceis de completo saber pelos que nunca os folhearam. Abri o primeiro, abri o segundo, abri dez, vinte enciclopédias, manuseei infólios especiais de curiosidade. A rua era para eles apenas um alinhado de fachadas, por onde se anda nas povoações...

    Ora, a rua é mais do que isso, a rua é um fator da vida das cidades, a rua tem alma! Em Benarès ou em Amsterdã, em Londres ou em Buenos Aires, sob os céus mais diversos, nos mais variados climas, a rua é a agasalhadora da miséria. Os desgraçados não se sentem de todo sem o auxílio dos deuses enquanto diante dos seus olhos uma rua abre para outra rua. A rua é o aplauso dos medíocres, dos infelizes, dos miseráveis da arte. [...] A rua é generosa. O crime, o delírio, a miséria não os denuncia ela. A rua é a transformadora das línguas. [...] A rua continua matando substantivos, transformando a significação dos termos, impondo aos dicionários as palavras que inventa, criando o calão que é o patrimônio clássico dos léxicons futuros. [...]

    A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas. [...]

    Essas qualidades nós as conhecemos vagamente. Para compreender a psicologia da rua não basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível; é preciso ser aquele que chamamos flâneur e praticar o mais interessante dos esportes – a arte de flanar: É fatigante o exercício?

    Para os iniciados sempre foi grande regalo. A musa de Horácio, a pé, não fez outra coisa nos quarteirões de Roma. Sterne e Hoffmann proclamavam-lhe a profunda virtude, e Balzac fez todos os seus preciosos achados flanando. Flanar! [...] Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco [...]; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado [...]

RIO, João do. A rua. In: A alma encantadora das ruas. Ministério da Cultura.Disponível em: 

<http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/alma_encantadora_das_ruas.pdf>. 

Acesso em: 11 jul. 2019.

No texto, a justificativa dada para fundamentar a ideia de que “a rua nasce, como o homem, do soluço e do espasmo” é a seguinte: 
Alternativas
Q1064228 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A rua


    Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia. Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua. [...]

    Os dicionários só são considerados fontes fáceis de completo saber pelos que nunca os folhearam. Abri o primeiro, abri o segundo, abri dez, vinte enciclopédias, manuseei infólios especiais de curiosidade. A rua era para eles apenas um alinhado de fachadas, por onde se anda nas povoações...

    Ora, a rua é mais do que isso, a rua é um fator da vida das cidades, a rua tem alma! Em Benarès ou em Amsterdã, em Londres ou em Buenos Aires, sob os céus mais diversos, nos mais variados climas, a rua é a agasalhadora da miséria. Os desgraçados não se sentem de todo sem o auxílio dos deuses enquanto diante dos seus olhos uma rua abre para outra rua. A rua é o aplauso dos medíocres, dos infelizes, dos miseráveis da arte. [...] A rua é generosa. O crime, o delírio, a miséria não os denuncia ela. A rua é a transformadora das línguas. [...] A rua continua matando substantivos, transformando a significação dos termos, impondo aos dicionários as palavras que inventa, criando o calão que é o patrimônio clássico dos léxicons futuros. [...]

    A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas. [...]

    Essas qualidades nós as conhecemos vagamente. Para compreender a psicologia da rua não basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível; é preciso ser aquele que chamamos flâneur e praticar o mais interessante dos esportes – a arte de flanar: É fatigante o exercício?

    Para os iniciados sempre foi grande regalo. A musa de Horácio, a pé, não fez outra coisa nos quarteirões de Roma. Sterne e Hoffmann proclamavam-lhe a profunda virtude, e Balzac fez todos os seus preciosos achados flanando. Flanar! [...] Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco [...]; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado [...]

RIO, João do. A rua. In: A alma encantadora das ruas. Ministério da Cultura.Disponível em: 

<http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/alma_encantadora_das_ruas.pdf>. 

Acesso em: 11 jul. 2019.

Em relação ao trecho “A rua é generosa. O crime, o delírio, a miséria não os denuncia ela.”, interpreta-se que
Alternativas
Q1064227 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A rua


    Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia. Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua. [...]

    Os dicionários só são considerados fontes fáceis de completo saber pelos que nunca os folhearam. Abri o primeiro, abri o segundo, abri dez, vinte enciclopédias, manuseei infólios especiais de curiosidade. A rua era para eles apenas um alinhado de fachadas, por onde se anda nas povoações...

    Ora, a rua é mais do que isso, a rua é um fator da vida das cidades, a rua tem alma! Em Benarès ou em Amsterdã, em Londres ou em Buenos Aires, sob os céus mais diversos, nos mais variados climas, a rua é a agasalhadora da miséria. Os desgraçados não se sentem de todo sem o auxílio dos deuses enquanto diante dos seus olhos uma rua abre para outra rua. A rua é o aplauso dos medíocres, dos infelizes, dos miseráveis da arte. [...] A rua é generosa. O crime, o delírio, a miséria não os denuncia ela. A rua é a transformadora das línguas. [...] A rua continua matando substantivos, transformando a significação dos termos, impondo aos dicionários as palavras que inventa, criando o calão que é o patrimônio clássico dos léxicons futuros. [...]

    A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas. [...]

    Essas qualidades nós as conhecemos vagamente. Para compreender a psicologia da rua não basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível; é preciso ser aquele que chamamos flâneur e praticar o mais interessante dos esportes – a arte de flanar: É fatigante o exercício?

    Para os iniciados sempre foi grande regalo. A musa de Horácio, a pé, não fez outra coisa nos quarteirões de Roma. Sterne e Hoffmann proclamavam-lhe a profunda virtude, e Balzac fez todos os seus preciosos achados flanando. Flanar! [...] Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco [...]; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado [...]

RIO, João do. A rua. In: A alma encantadora das ruas. Ministério da Cultura.Disponível em: 

<http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/alma_encantadora_das_ruas.pdf>. 

Acesso em: 11 jul. 2019.

O enunciador discorda parcialmente da definição dada à palavra “rua” pelos dicionários e enciclopédias porque esses compêndios
Alternativas
Q1064226 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A rua


    Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia. Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua. [...]

    Os dicionários só são considerados fontes fáceis de completo saber pelos que nunca os folhearam. Abri o primeiro, abri o segundo, abri dez, vinte enciclopédias, manuseei infólios especiais de curiosidade. A rua era para eles apenas um alinhado de fachadas, por onde se anda nas povoações...

    Ora, a rua é mais do que isso, a rua é um fator da vida das cidades, a rua tem alma! Em Benarès ou em Amsterdã, em Londres ou em Buenos Aires, sob os céus mais diversos, nos mais variados climas, a rua é a agasalhadora da miséria. Os desgraçados não se sentem de todo sem o auxílio dos deuses enquanto diante dos seus olhos uma rua abre para outra rua. A rua é o aplauso dos medíocres, dos infelizes, dos miseráveis da arte. [...] A rua é generosa. O crime, o delírio, a miséria não os denuncia ela. A rua é a transformadora das línguas. [...] A rua continua matando substantivos, transformando a significação dos termos, impondo aos dicionários as palavras que inventa, criando o calão que é o patrimônio clássico dos léxicons futuros. [...]

    A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas. [...]

    Essas qualidades nós as conhecemos vagamente. Para compreender a psicologia da rua não basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível; é preciso ser aquele que chamamos flâneur e praticar o mais interessante dos esportes – a arte de flanar: É fatigante o exercício?

    Para os iniciados sempre foi grande regalo. A musa de Horácio, a pé, não fez outra coisa nos quarteirões de Roma. Sterne e Hoffmann proclamavam-lhe a profunda virtude, e Balzac fez todos os seus preciosos achados flanando. Flanar! [...] Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco [...]; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado [...]

RIO, João do. A rua. In: A alma encantadora das ruas. Ministério da Cultura.Disponível em: 

<http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/alma_encantadora_das_ruas.pdf>. 

Acesso em: 11 jul. 2019.

A crônica de João do Rio foi publicada no início do século XX e trata das ruas do Rio de Janeiro, iluminada pelas primeiras luzes da modernidade. No texto, o amor revelado pela rua caracteriza-se por ser
Alternativas
Q1304182 Arquitetura de Software
Sobre arquitetura e organização de computadores, a computação em grade define os métodos e tecnologias de conexão de computadores distantes em um ambiente de cooperação interorganizacional de larga escala. Um modo de modelar essa grade é a hierarquia de camadas. Em relação às camadas e funções da computação em grade, numere a coluna de baixo de acordo com a de cima.

1 - Aplicação
2 - Coletiva
3 - De recursos
4 - Base

( ) Acesso seguro e gerenciado a recursos individuais.
( ) Descreve recursos físicos: computadores, armazenamento, redes, sensores, programas e dados.
( ) Descoberta, corretagem, monitoração e controle de grupos de recursos.
( ) Sistemas que compartilham recursos gerenciados de modos controlados.

Assinale a sequência correta.  
Alternativas
Q1304181 Redes de Computadores
Um Access Point está operando no canal 6 de uma rede wireless em uma sala. Para evitar que colisões de transmissão aconteçam neste mesmo ambiente, dois novos access points devem ser instalados
Alternativas
Q1304180 Redes de Computadores
Protocolo que permite a inclusão de roteamento por tipo de serviço, a configuração de uma topologia virtual de rede, a utilização de pequenos "hello packets" para verificar a operação dos links sem transferir grandes tabelas e o roteamento hierárquico de dois níveis dentro de um Sistema Autônomo. Trata-se do protocolo de roteamento:
Alternativas
Q1304179 Segurança da Informação
Um Sistema de Detecção de Intrusão (IDS) compara flags definidas em um cabeçalho TCP com boas e más combinações conhecidas de flags. Pode-se afirmar que esse IDS utiliza o método de detecção baseado em
Alternativas
Q1304178 Governança de TI
Sobre os Fundamentos da ITIL, qualquer adição, retirada ou modificação que pode afetar um serviço de TI é
Alternativas
Q1304176 Redes de Computadores
Sobre topologias de redes, o protocolo de comunicação para Internet das Coisas (Long Range, Low Power), pode ser tipificado como
Alternativas
Q1304175 Sistemas Operacionais
Sobre o Sistema Operacional Linux Ubuntu Server 16, a coluna de cima apresenta comandos e a de baixo, a ação realizada por cada um. Numere a coluna de cima de acordo com a de baixo.

1 - sudo apt install drbd8-utils
2 - sudo apt install puppetmaster
3 - sudo apt install unattended-upgrades
4 - sudo apt install apparmor-profiles

( ) Facilitar a execução pelos administradores de tarefas comuns via linha de comando, como a atualização de contas de usuários.
( ) Implantar o controle de acesso baseado em nomes e confinar programas individuais em grupo de arquivos.
( ) Realizar o espelhamento de dispositivos de bloco entre múltiplas máquinas.
( ) Instalar automaticamente pacotes atualizados, configurado para atualizar todos os pacotes ou somente atualizações de segurança.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q1304174 Redes de Computadores
A função nos modelos OSI e TCP/IP desta camada é transformar um canal de transmissão comum em uma linha livre de erros de transmissão. Trata-se da camada
Alternativas
Q1304173 Redes de Computadores
Sobre a qualidade de serviço (QoS), analise as afirmativas.

I - O controle de tráfego é a técnica relacionada à regulagem da taxa média do fluxo de dados que entra na rede.
II - Flutuação é o conceito que define a variação (desvio-padrão) no atraso ou no tempo de chegada do pacote.
III - Os algoritmos de leaky e token buckets limitam a velocidade de um fluxo de dados a longo prazo, mas permitem que rajadas de curto prazo (até um tamanho máximo regulado) passem inalteradas.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q1304172 Redes de Computadores
A Prefeitura de Várzea Grande contratou um meio de transmissão com largura de banda de 101 kHz, porém suscetível a ruído térmico na ordem de -20db. Segundo a teoria de Shannon, a capacidade desse canal é aproximadamente

Considere: log2 101 = 6,658; log2 20 = 4,322; log 101 = 2,0043; log 20 = 1,3010)
Alternativas
Q1304171 Redes de Computadores
O Muto é um conjunto de tomadas que atende a mais de uma área de trabalho, sendo usualmente montado em uma caixa. Segundo a Norma de Cabeamento Estruturado, um Muto deve atender a no máximo
Alternativas
Q1304170 Redes de Computadores
Em relação ao gerenciamento de redes, o padrão ASN.1 (Abstract Syntax Notation number One) é
Alternativas
Q1304169 Segurança da Informação
Sobre vulnerabilidade e ataques a sistemas computacionais, a criação de backdoors garante a fácil recuperação do acesso privilegiado pelo invasor. Para se criar uma backdoor, pode-se utilizar a técnica
Alternativas
Respostas
201: D
202: A
203: C
204: C
205: D
206: A
207: B
208: B
209: C
210: A
211: A
212: D
213: C
214: D
215: B
216: A
217: C
218: D
219: B
220: A