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Q3768021 Noções de Primeiros Socorros
Na limpeza do pátio externo, você percebe que um colega escorregou ao carregar um balde pesado e caiu diretamente sobre o braço, apresentando forte dor, dificuldade de movimentação e início de inchaço no local. Ele informa que não consegue levantar sozinho e sente dor ao tentar apoiar o membro. Considerando as noções básicas de primeiros socorros aplicadas ao ambiente de trabalho, qual deve ser a conduta imediata mais adequada enquanto o atendimento especializado não chega?
Alternativas
Q3768020 Conhecimentos de Serviços Gerais
Analise as afirmações sobre utensílios de limpeza:

(__)O rodo é utilizado para auxiliar na secagem do piso após processos de lavagem.
(__)A vassoura de cerdas duras é recomendada para a varrição de áreas externas e superfícies mais resistentes.
(__)O balde espremedor tem como função retirar o excesso de água do mop, facilitando o manuseio durante a limpeza.
(__)A flanela é empregada para limpeza fina, remoção de poeira e polimento de superfícies.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3768019 Conhecimentos de Serviços Gerais
Lei o texto abaixo:

"A limpeza periódica dos utensílios deve ser realizada em local adequado, utilizando sempre ___________ apropriados, garantindo que cada material seja ______________ após o uso."

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna no texto:
Alternativas
Q3768018 Administração de Recursos Materiais
O controle de estoque é essencial para garantir que os materiais de limpeza estejam sempre disponíveis e em condições adequadas de uso. Considerando as práticas recomendadas nesse processo, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3768017 Segurança e Saúde no Trabalho
Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) têm como finalidade proteger simultaneamente todos os trabalhadores que circulam em determinado ambiente. Por esse motivo, são amplamente utilizados em repartições públicas, especialmente em áreas de manutenção e limpeza. Considerando essa definição e os exemplos que compõem esse grupo, assinale a opção que não corresponde a um EPC:
Alternativas
Q3768016 Engenharia Ambiental e Sanitária
O processo de coleta seletiva utiliza cores padronizadas nos recipientes para facilitar a separação correta dos resíduos e reduzir o impacto ambiental. Essa prática, cada vez mais adotada em órgãos públicos, ajuda a direcionar os materiais ao destino adequado, promovendo sustentabilidade. Com base nesses padrões, o coletor verde é utilizado para: 
Alternativas
Q3768015 Conhecimentos de Serviços Gerais
A higiene pessoal é um dos pilares para o bom desempenho das atividades do Auxiliar de Serviços Gerais, uma vez que o profissional manipula ambientes, superfícies e materiais que exigem cuidados constantes. Considerando tais aspectos, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3768014 Relações Humanas
Manter um comportamento adequado no ambiente profissional é essencial para garantir boa convivência entre colegas diante desse cenário, avalie as afirmativas a seguir e registre (V) para verdadeiro e (F) para falso:

(__)Ser cordial e manter postura respeitosa contribui para um bom ambiente de trabalho.
(__)O uso de celular durante o horário de limpeza é sempre permitido, desde que rápido.
(__)Manter silêncio excessivo e evitar comunicação com colegas faz parte da ética profissional.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3768013 Segurança e Saúde no Trabalho
Considerando a finalidade e os tipos de EPI utilizados na atividade de auxiliar de serviços gerais, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3768007 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sonho realizado

Dentinho era um garoto que vendia balas no semáforo e todos gostavam dele, porque atendia as pessoas muito bem. Um certo dia, um médico parou no semáforo e perguntou:

− Dentinho há quantos anos você vende balas neste lugar?

− Desde os meus 10 anos. − respondeu Dentinho, já com 14 anos.

− E você acha bom este tipo de trabalho?

− Sim. Melhor do que está fazendo coisas erradas nas ruas.

− E seus pais aceitam isso?

− Meus pais já morreram e eu tenho que me virar sozinho. Não tenho ninguém para me ajudar.

Então, o médico ficou com tanta pena dele, que o levou para a casa.

Chegando lá, ele tomou um banho, alimentou-se, brincou um pouco e foi dormir.

− Dentinho, você quer morar comigo? − perguntou o senhor. Ele respondeu que sim e o médico ficou muito feliz, porque ele não tinha filhos e agora ganhara um.

O médico matriculou o Dentinho no colégio para se formar e ser médico igual a ele. Dentinho estava sempre feliz por saber que, agora, tinha uma família e podia estudar e brincar.


DIAS, Antonia Isamara. Sonho realizado. In: SOUZA, Laé de. As 50 melhores crônicas do Ler é Bom, Experimente! Vol. 1. 2. ed. São Paulo: Editora Ecoarte, 2010. Disponível em: https://www.projetosdeleitura.com.br/livros_completos/As50MelhoresCr onicasdoLerebomExperimente!Vol.1.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025. 
Na frase "Dentinho era um garoto que vendia balas no semáforo e todos gostavam dele, porque atendia as pessoas muito bem", a oração "que vendia balas no semáforo" exerce uma função específica na estrutura sintática. Sobre sua classificação, analise as alternativas e assinale a correta:
Alternativas
Q3768006 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sonho realizado

Dentinho era um garoto que vendia balas no semáforo e todos gostavam dele, porque atendia as pessoas muito bem. Um certo dia, um médico parou no semáforo e perguntou:

− Dentinho há quantos anos você vende balas neste lugar?

− Desde os meus 10 anos. − respondeu Dentinho, já com 14 anos.

− E você acha bom este tipo de trabalho?

− Sim. Melhor do que está fazendo coisas erradas nas ruas.

− E seus pais aceitam isso?

− Meus pais já morreram e eu tenho que me virar sozinho. Não tenho ninguém para me ajudar.

Então, o médico ficou com tanta pena dele, que o levou para a casa.

Chegando lá, ele tomou um banho, alimentou-se, brincou um pouco e foi dormir.

− Dentinho, você quer morar comigo? − perguntou o senhor. Ele respondeu que sim e o médico ficou muito feliz, porque ele não tinha filhos e agora ganhara um.

O médico matriculou o Dentinho no colégio para se formar e ser médico igual a ele. Dentinho estava sempre feliz por saber que, agora, tinha uma família e podia estudar e brincar.


DIAS, Antonia Isamara. Sonho realizado. In: SOUZA, Laé de. As 50 melhores crônicas do Ler é Bom, Experimente! Vol. 1. 2. ed. São Paulo: Editora Ecoarte, 2010. Disponível em: https://www.projetosdeleitura.com.br/livros_completos/As50MelhoresCr onicasdoLerebomExperimente!Vol.1.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025. 
Analise as palavras a seguir e a regra que justifica a sua acentuação. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Semáforo - Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas.
(__)Já - Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em "A".
(__)Você - Acentuam-se as oxítonas terminadas em "E".
(__)Ninguém - Acentuam-se as oxítonas com terminação "EM"

Assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo:
Alternativas
Q3768005 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sonho realizado

Dentinho era um garoto que vendia balas no semáforo e todos gostavam dele, porque atendia as pessoas muito bem. Um certo dia, um médico parou no semáforo e perguntou:

− Dentinho há quantos anos você vende balas neste lugar?

− Desde os meus 10 anos. − respondeu Dentinho, já com 14 anos.

− E você acha bom este tipo de trabalho?

− Sim. Melhor do que está fazendo coisas erradas nas ruas.

− E seus pais aceitam isso?

− Meus pais já morreram e eu tenho que me virar sozinho. Não tenho ninguém para me ajudar.

Então, o médico ficou com tanta pena dele, que o levou para a casa.

Chegando lá, ele tomou um banho, alimentou-se, brincou um pouco e foi dormir.

− Dentinho, você quer morar comigo? − perguntou o senhor. Ele respondeu que sim e o médico ficou muito feliz, porque ele não tinha filhos e agora ganhara um.

O médico matriculou o Dentinho no colégio para se formar e ser médico igual a ele. Dentinho estava sempre feliz por saber que, agora, tinha uma família e podia estudar e brincar.


DIAS, Antonia Isamara. Sonho realizado. In: SOUZA, Laé de. As 50 melhores crônicas do Ler é Bom, Experimente! Vol. 1. 2. ed. São Paulo: Editora Ecoarte, 2010. Disponível em: https://www.projetosdeleitura.com.br/livros_completos/As50MelhoresCr onicasdoLerebomExperimente!Vol.1.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025. 
Em relação ao emprego do termo "porque" na frase "Ele respondeu que sim e o médico ficou muito feliz, porque ele não tinha filhos e agora ganhara um", considerando a norma culta da Língua Portuguesa e os usos corretos das diferentes formas homônimas (porque, por que, porquê, por quê). pode-se afirmar que o uso está:
Alternativas
Q3768004 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sonho realizado

Dentinho era um garoto que vendia balas no semáforo e todos gostavam dele, porque atendia as pessoas muito bem. Um certo dia, um médico parou no semáforo e perguntou:

− Dentinho há quantos anos você vende balas neste lugar?

− Desde os meus 10 anos. − respondeu Dentinho, já com 14 anos.

− E você acha bom este tipo de trabalho?

− Sim. Melhor do que está fazendo coisas erradas nas ruas.

− E seus pais aceitam isso?

− Meus pais já morreram e eu tenho que me virar sozinho. Não tenho ninguém para me ajudar.

Então, o médico ficou com tanta pena dele, que o levou para a casa.

Chegando lá, ele tomou um banho, alimentou-se, brincou um pouco e foi dormir.

− Dentinho, você quer morar comigo? − perguntou o senhor. Ele respondeu que sim e o médico ficou muito feliz, porque ele não tinha filhos e agora ganhara um.

O médico matriculou o Dentinho no colégio para se formar e ser médico igual a ele. Dentinho estava sempre feliz por saber que, agora, tinha uma família e podia estudar e brincar.


DIAS, Antonia Isamara. Sonho realizado. In: SOUZA, Laé de. As 50 melhores crônicas do Ler é Bom, Experimente! Vol. 1. 2. ed. São Paulo: Editora Ecoarte, 2010. Disponível em: https://www.projetosdeleitura.com.br/livros_completos/As50MelhoresCr onicasdoLerebomExperimente!Vol.1.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025. 
Com base na norma culta da Língua Portuguesa e nos princípios sintáticos que regem o emprego da vírgula em " − Dentinho, você quer morar comigo?", analise as proposições e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3768003 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sonho realizado

Dentinho era um garoto que vendia balas no semáforo e todos gostavam dele, porque atendia as pessoas muito bem. Um certo dia, um médico parou no semáforo e perguntou:

− Dentinho há quantos anos você vende balas neste lugar?

− Desde os meus 10 anos. − respondeu Dentinho, já com 14 anos.

− E você acha bom este tipo de trabalho?

− Sim. Melhor do que está fazendo coisas erradas nas ruas.

− E seus pais aceitam isso?

− Meus pais já morreram e eu tenho que me virar sozinho. Não tenho ninguém para me ajudar.

Então, o médico ficou com tanta pena dele, que o levou para a casa.

Chegando lá, ele tomou um banho, alimentou-se, brincou um pouco e foi dormir.

− Dentinho, você quer morar comigo? − perguntou o senhor. Ele respondeu que sim e o médico ficou muito feliz, porque ele não tinha filhos e agora ganhara um.

O médico matriculou o Dentinho no colégio para se formar e ser médico igual a ele. Dentinho estava sempre feliz por saber que, agora, tinha uma família e podia estudar e brincar.


DIAS, Antonia Isamara. Sonho realizado. In: SOUZA, Laé de. As 50 melhores crônicas do Ler é Bom, Experimente! Vol. 1. 2. ed. São Paulo: Editora Ecoarte, 2010. Disponível em: https://www.projetosdeleitura.com.br/livros_completos/As50MelhoresCr onicasdoLerebomExperimente!Vol.1.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025. 
Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação adequada ao texto, baseada em informações explícitas e implícitas, sem fugir do sentido geral da narrativa.
Alternativas
Q3766936 Português
CONVERSAS ILUMINADAS 

Martha Medeiros 

        Tem coisa mais xarope do que faltar luz? Outro dia estava terminando de escrever um texto e não consegui concluí-lo: o céu enegreceu, trovões começaram a espocar e foi-se a energia da casa. Eram 15h10 da tarde. A luz só voltou às 20h. Fiquei com aquele pedação de dia sem poder trabalhar. Então bati à porta do quarto da minha filha e percebi que ela também estava à toa, sem conseguir desfrutar da companhia inseparável do seu laptop. Ficamos as duas ali nos queixando do desperdício de tempo, até que nos jogamos em sua cama e começamos a conversar. Que jeito.
        Conversamos sobre os sonhos que ela tem para o futuro, e eu contei os que eu tinha na idade dela, e de como a vida me surpreendeu desde lá até aqui. E ela me divertiu com umas ideias absurdas que só podiam mesmo sair de sua cabeça inventiva, e eu ri tanto que ela se contagiou e riu muito também de si mesma. Então ela me falou sobre uma peça de teatro que foi assistir quando eu estive viajando, e ela disse que eu teria adorado, e combinamos de ir juntas na próxima vez que o ator voltar a Porto Alegre.
         Aí eu contei o que fiz durante essa viagem que me impediu de estar com ela no teatro, e vimos as fotos juntas. Então foi a vez de ela me apresentar o novo disco da Lady Gaga (pelo celular), e ela me convenceu de que existe muito preconceito com essa cantora que, em sua opinião, é revolucionária, e eu escutei umas sete músicas e não gostei tanto assim, mas reconheci ali um talento que eu estava mesmo desprezando. Então foi minha vez de tocar pra ela uma música que eu adoro e ela fez uma careta, e concluí que a careta era eu. E rimos de novo, e conversamos mais um tanto, e então fomos para a cozinha comer um resto de salada de fruta que estava a ponto de estragar naquela geladeira sem vida, já que a luz ainda não havia voltado.
        Será que não havia voltado mesmo? Engraçado, fazia tempo que não passava uma tarde tão luminosa.
        Quando por fim a luz voltou, voltei também eu para o computador, e voltou minha filha para seu Facebook, e só o que se escutava pela casa era o barulho das teclas escrevendo para seres invisíveis – falávamos com quem? Com o universo alheio.
        E tive então um insight: tem, sim, coisa mais xarope do que faltar luz. É ficarmos reféns da tecnologia, deixando de conversar com quem está ao nosso lado. Se é preciso que a energia elétrica seja cortada para resgatar a energia humana, que seja, então. Não em hospitais, não em escolas, mas dentro de casa, uma horinha por semana: não haveria de causar um estrago tão grande. Se acontecer de novo, prometo não reclamar para a CEEE, desde que não demore tanto para voltar a ponto de estragar os alimentos na geladeira e que seja suficiente para me alimentar da clarividência e brilho de um bom papo.

Disponível em: https://beneviani.blogspot.com/2013/12/martha-medeiros-conversas-iluminadas.html Acesso em 08 de outubro de 2025 
No trecho: “Então foi a vez de ela me apresentar o novo disco da Lady Gaga (pelo celular), e ela me convenceu de que existe muito preconceito com essa cantora que, em sua opinião, é revolucionária, e eu escutei umas sete músicas e não gostei tanto assim, mas reconheci ali um talento que eu estava mesmo desprezando.”, os parênteses em “(pelo celular)” são usados para
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Q3766935 Português
CONVERSAS ILUMINADAS 

Martha Medeiros 

        Tem coisa mais xarope do que faltar luz? Outro dia estava terminando de escrever um texto e não consegui concluí-lo: o céu enegreceu, trovões começaram a espocar e foi-se a energia da casa. Eram 15h10 da tarde. A luz só voltou às 20h. Fiquei com aquele pedação de dia sem poder trabalhar. Então bati à porta do quarto da minha filha e percebi que ela também estava à toa, sem conseguir desfrutar da companhia inseparável do seu laptop. Ficamos as duas ali nos queixando do desperdício de tempo, até que nos jogamos em sua cama e começamos a conversar. Que jeito.
        Conversamos sobre os sonhos que ela tem para o futuro, e eu contei os que eu tinha na idade dela, e de como a vida me surpreendeu desde lá até aqui. E ela me divertiu com umas ideias absurdas que só podiam mesmo sair de sua cabeça inventiva, e eu ri tanto que ela se contagiou e riu muito também de si mesma. Então ela me falou sobre uma peça de teatro que foi assistir quando eu estive viajando, e ela disse que eu teria adorado, e combinamos de ir juntas na próxima vez que o ator voltar a Porto Alegre.
         Aí eu contei o que fiz durante essa viagem que me impediu de estar com ela no teatro, e vimos as fotos juntas. Então foi a vez de ela me apresentar o novo disco da Lady Gaga (pelo celular), e ela me convenceu de que existe muito preconceito com essa cantora que, em sua opinião, é revolucionária, e eu escutei umas sete músicas e não gostei tanto assim, mas reconheci ali um talento que eu estava mesmo desprezando. Então foi minha vez de tocar pra ela uma música que eu adoro e ela fez uma careta, e concluí que a careta era eu. E rimos de novo, e conversamos mais um tanto, e então fomos para a cozinha comer um resto de salada de fruta que estava a ponto de estragar naquela geladeira sem vida, já que a luz ainda não havia voltado.
        Será que não havia voltado mesmo? Engraçado, fazia tempo que não passava uma tarde tão luminosa.
        Quando por fim a luz voltou, voltei também eu para o computador, e voltou minha filha para seu Facebook, e só o que se escutava pela casa era o barulho das teclas escrevendo para seres invisíveis – falávamos com quem? Com o universo alheio.
        E tive então um insight: tem, sim, coisa mais xarope do que faltar luz. É ficarmos reféns da tecnologia, deixando de conversar com quem está ao nosso lado. Se é preciso que a energia elétrica seja cortada para resgatar a energia humana, que seja, então. Não em hospitais, não em escolas, mas dentro de casa, uma horinha por semana: não haveria de causar um estrago tão grande. Se acontecer de novo, prometo não reclamar para a CEEE, desde que não demore tanto para voltar a ponto de estragar os alimentos na geladeira e que seja suficiente para me alimentar da clarividência e brilho de um bom papo.

Disponível em: https://beneviani.blogspot.com/2013/12/martha-medeiros-conversas-iluminadas.html Acesso em 08 de outubro de 2025 
Todas as palavras destacadas são pronomes, EXCETO em: 
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Q3766934 Português
CONVERSAS ILUMINADAS 

Martha Medeiros 

        Tem coisa mais xarope do que faltar luz? Outro dia estava terminando de escrever um texto e não consegui concluí-lo: o céu enegreceu, trovões começaram a espocar e foi-se a energia da casa. Eram 15h10 da tarde. A luz só voltou às 20h. Fiquei com aquele pedação de dia sem poder trabalhar. Então bati à porta do quarto da minha filha e percebi que ela também estava à toa, sem conseguir desfrutar da companhia inseparável do seu laptop. Ficamos as duas ali nos queixando do desperdício de tempo, até que nos jogamos em sua cama e começamos a conversar. Que jeito.
        Conversamos sobre os sonhos que ela tem para o futuro, e eu contei os que eu tinha na idade dela, e de como a vida me surpreendeu desde lá até aqui. E ela me divertiu com umas ideias absurdas que só podiam mesmo sair de sua cabeça inventiva, e eu ri tanto que ela se contagiou e riu muito também de si mesma. Então ela me falou sobre uma peça de teatro que foi assistir quando eu estive viajando, e ela disse que eu teria adorado, e combinamos de ir juntas na próxima vez que o ator voltar a Porto Alegre.
         Aí eu contei o que fiz durante essa viagem que me impediu de estar com ela no teatro, e vimos as fotos juntas. Então foi a vez de ela me apresentar o novo disco da Lady Gaga (pelo celular), e ela me convenceu de que existe muito preconceito com essa cantora que, em sua opinião, é revolucionária, e eu escutei umas sete músicas e não gostei tanto assim, mas reconheci ali um talento que eu estava mesmo desprezando. Então foi minha vez de tocar pra ela uma música que eu adoro e ela fez uma careta, e concluí que a careta era eu. E rimos de novo, e conversamos mais um tanto, e então fomos para a cozinha comer um resto de salada de fruta que estava a ponto de estragar naquela geladeira sem vida, já que a luz ainda não havia voltado.
        Será que não havia voltado mesmo? Engraçado, fazia tempo que não passava uma tarde tão luminosa.
        Quando por fim a luz voltou, voltei também eu para o computador, e voltou minha filha para seu Facebook, e só o que se escutava pela casa era o barulho das teclas escrevendo para seres invisíveis – falávamos com quem? Com o universo alheio.
        E tive então um insight: tem, sim, coisa mais xarope do que faltar luz. É ficarmos reféns da tecnologia, deixando de conversar com quem está ao nosso lado. Se é preciso que a energia elétrica seja cortada para resgatar a energia humana, que seja, então. Não em hospitais, não em escolas, mas dentro de casa, uma horinha por semana: não haveria de causar um estrago tão grande. Se acontecer de novo, prometo não reclamar para a CEEE, desde que não demore tanto para voltar a ponto de estragar os alimentos na geladeira e que seja suficiente para me alimentar da clarividência e brilho de um bom papo.

Disponível em: https://beneviani.blogspot.com/2013/12/martha-medeiros-conversas-iluminadas.html Acesso em 08 de outubro de 2025 
Em “E rimos de novo, e conversamos mais um tanto”, o sujeito é 
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Q3766933 Português
CONVERSAS ILUMINADAS 

Martha Medeiros 

        Tem coisa mais xarope do que faltar luz? Outro dia estava terminando de escrever um texto e não consegui concluí-lo: o céu enegreceu, trovões começaram a espocar e foi-se a energia da casa. Eram 15h10 da tarde. A luz só voltou às 20h. Fiquei com aquele pedação de dia sem poder trabalhar. Então bati à porta do quarto da minha filha e percebi que ela também estava à toa, sem conseguir desfrutar da companhia inseparável do seu laptop. Ficamos as duas ali nos queixando do desperdício de tempo, até que nos jogamos em sua cama e começamos a conversar. Que jeito.
        Conversamos sobre os sonhos que ela tem para o futuro, e eu contei os que eu tinha na idade dela, e de como a vida me surpreendeu desde lá até aqui. E ela me divertiu com umas ideias absurdas que só podiam mesmo sair de sua cabeça inventiva, e eu ri tanto que ela se contagiou e riu muito também de si mesma. Então ela me falou sobre uma peça de teatro que foi assistir quando eu estive viajando, e ela disse que eu teria adorado, e combinamos de ir juntas na próxima vez que o ator voltar a Porto Alegre.
         Aí eu contei o que fiz durante essa viagem que me impediu de estar com ela no teatro, e vimos as fotos juntas. Então foi a vez de ela me apresentar o novo disco da Lady Gaga (pelo celular), e ela me convenceu de que existe muito preconceito com essa cantora que, em sua opinião, é revolucionária, e eu escutei umas sete músicas e não gostei tanto assim, mas reconheci ali um talento que eu estava mesmo desprezando. Então foi minha vez de tocar pra ela uma música que eu adoro e ela fez uma careta, e concluí que a careta era eu. E rimos de novo, e conversamos mais um tanto, e então fomos para a cozinha comer um resto de salada de fruta que estava a ponto de estragar naquela geladeira sem vida, já que a luz ainda não havia voltado.
        Será que não havia voltado mesmo? Engraçado, fazia tempo que não passava uma tarde tão luminosa.
        Quando por fim a luz voltou, voltei também eu para o computador, e voltou minha filha para seu Facebook, e só o que se escutava pela casa era o barulho das teclas escrevendo para seres invisíveis – falávamos com quem? Com o universo alheio.
        E tive então um insight: tem, sim, coisa mais xarope do que faltar luz. É ficarmos reféns da tecnologia, deixando de conversar com quem está ao nosso lado. Se é preciso que a energia elétrica seja cortada para resgatar a energia humana, que seja, então. Não em hospitais, não em escolas, mas dentro de casa, uma horinha por semana: não haveria de causar um estrago tão grande. Se acontecer de novo, prometo não reclamar para a CEEE, desde que não demore tanto para voltar a ponto de estragar os alimentos na geladeira e que seja suficiente para me alimentar da clarividência e brilho de um bom papo.

Disponível em: https://beneviani.blogspot.com/2013/12/martha-medeiros-conversas-iluminadas.html Acesso em 08 de outubro de 2025 
No trecho “o céu enegreceu, trovões começaram a espocar”, as formas verbais estão flexionadas no 
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Q3766932 Português
CONVERSAS ILUMINADAS 

Martha Medeiros 

        Tem coisa mais xarope do que faltar luz? Outro dia estava terminando de escrever um texto e não consegui concluí-lo: o céu enegreceu, trovões começaram a espocar e foi-se a energia da casa. Eram 15h10 da tarde. A luz só voltou às 20h. Fiquei com aquele pedação de dia sem poder trabalhar. Então bati à porta do quarto da minha filha e percebi que ela também estava à toa, sem conseguir desfrutar da companhia inseparável do seu laptop. Ficamos as duas ali nos queixando do desperdício de tempo, até que nos jogamos em sua cama e começamos a conversar. Que jeito.
        Conversamos sobre os sonhos que ela tem para o futuro, e eu contei os que eu tinha na idade dela, e de como a vida me surpreendeu desde lá até aqui. E ela me divertiu com umas ideias absurdas que só podiam mesmo sair de sua cabeça inventiva, e eu ri tanto que ela se contagiou e riu muito também de si mesma. Então ela me falou sobre uma peça de teatro que foi assistir quando eu estive viajando, e ela disse que eu teria adorado, e combinamos de ir juntas na próxima vez que o ator voltar a Porto Alegre.
         Aí eu contei o que fiz durante essa viagem que me impediu de estar com ela no teatro, e vimos as fotos juntas. Então foi a vez de ela me apresentar o novo disco da Lady Gaga (pelo celular), e ela me convenceu de que existe muito preconceito com essa cantora que, em sua opinião, é revolucionária, e eu escutei umas sete músicas e não gostei tanto assim, mas reconheci ali um talento que eu estava mesmo desprezando. Então foi minha vez de tocar pra ela uma música que eu adoro e ela fez uma careta, e concluí que a careta era eu. E rimos de novo, e conversamos mais um tanto, e então fomos para a cozinha comer um resto de salada de fruta que estava a ponto de estragar naquela geladeira sem vida, já que a luz ainda não havia voltado.
        Será que não havia voltado mesmo? Engraçado, fazia tempo que não passava uma tarde tão luminosa.
        Quando por fim a luz voltou, voltei também eu para o computador, e voltou minha filha para seu Facebook, e só o que se escutava pela casa era o barulho das teclas escrevendo para seres invisíveis – falávamos com quem? Com o universo alheio.
        E tive então um insight: tem, sim, coisa mais xarope do que faltar luz. É ficarmos reféns da tecnologia, deixando de conversar com quem está ao nosso lado. Se é preciso que a energia elétrica seja cortada para resgatar a energia humana, que seja, então. Não em hospitais, não em escolas, mas dentro de casa, uma horinha por semana: não haveria de causar um estrago tão grande. Se acontecer de novo, prometo não reclamar para a CEEE, desde que não demore tanto para voltar a ponto de estragar os alimentos na geladeira e que seja suficiente para me alimentar da clarividência e brilho de um bom papo.

Disponível em: https://beneviani.blogspot.com/2013/12/martha-medeiros-conversas-iluminadas.html Acesso em 08 de outubro de 2025 
No trecho “Tem coisa mais xarope do que faltar luz?”, o uso do termo “xarope” indica algo 
Alternativas
Q3766931 Português
CONVERSAS ILUMINADAS 

Martha Medeiros 

        Tem coisa mais xarope do que faltar luz? Outro dia estava terminando de escrever um texto e não consegui concluí-lo: o céu enegreceu, trovões começaram a espocar e foi-se a energia da casa. Eram 15h10 da tarde. A luz só voltou às 20h. Fiquei com aquele pedação de dia sem poder trabalhar. Então bati à porta do quarto da minha filha e percebi que ela também estava à toa, sem conseguir desfrutar da companhia inseparável do seu laptop. Ficamos as duas ali nos queixando do desperdício de tempo, até que nos jogamos em sua cama e começamos a conversar. Que jeito.
        Conversamos sobre os sonhos que ela tem para o futuro, e eu contei os que eu tinha na idade dela, e de como a vida me surpreendeu desde lá até aqui. E ela me divertiu com umas ideias absurdas que só podiam mesmo sair de sua cabeça inventiva, e eu ri tanto que ela se contagiou e riu muito também de si mesma. Então ela me falou sobre uma peça de teatro que foi assistir quando eu estive viajando, e ela disse que eu teria adorado, e combinamos de ir juntas na próxima vez que o ator voltar a Porto Alegre.
         Aí eu contei o que fiz durante essa viagem que me impediu de estar com ela no teatro, e vimos as fotos juntas. Então foi a vez de ela me apresentar o novo disco da Lady Gaga (pelo celular), e ela me convenceu de que existe muito preconceito com essa cantora que, em sua opinião, é revolucionária, e eu escutei umas sete músicas e não gostei tanto assim, mas reconheci ali um talento que eu estava mesmo desprezando. Então foi minha vez de tocar pra ela uma música que eu adoro e ela fez uma careta, e concluí que a careta era eu. E rimos de novo, e conversamos mais um tanto, e então fomos para a cozinha comer um resto de salada de fruta que estava a ponto de estragar naquela geladeira sem vida, já que a luz ainda não havia voltado.
        Será que não havia voltado mesmo? Engraçado, fazia tempo que não passava uma tarde tão luminosa.
        Quando por fim a luz voltou, voltei também eu para o computador, e voltou minha filha para seu Facebook, e só o que se escutava pela casa era o barulho das teclas escrevendo para seres invisíveis – falávamos com quem? Com o universo alheio.
        E tive então um insight: tem, sim, coisa mais xarope do que faltar luz. É ficarmos reféns da tecnologia, deixando de conversar com quem está ao nosso lado. Se é preciso que a energia elétrica seja cortada para resgatar a energia humana, que seja, então. Não em hospitais, não em escolas, mas dentro de casa, uma horinha por semana: não haveria de causar um estrago tão grande. Se acontecer de novo, prometo não reclamar para a CEEE, desde que não demore tanto para voltar a ponto de estragar os alimentos na geladeira e que seja suficiente para me alimentar da clarividência e brilho de um bom papo.

Disponível em: https://beneviani.blogspot.com/2013/12/martha-medeiros-conversas-iluminadas.html Acesso em 08 de outubro de 2025 
O título “Conversas Iluminadas” apresenta um duplo sentido que se refere à
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