Questões de Concurso Comentadas para coordenador pedagógico

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Q3155404 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Carlos Chagas: há 90 anos morria o único cientista a descrever completamente uma doença

        Indicado duas vezes ao Prêmio Nobel, o cientista, médico sanitarista, infectologista, bacteriologista, professor e pesquisador Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas (1878 -1934) entrou para a história com uma marca até hoje não superada. Ele foi a primeira e até hoje única pessoa a descrever completamente uma doença infecciosa. Isso significa que ele, com suas pesquisas, detalhou o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia da tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas — em sua homenagem.
        Nesse processo de pesquisa, ele descobriu o protozoário causador da patologia e o batizou de Trypanosoma cruzi — em alusão laudatória ao seu amigo, o também médico Oswaldo Cruz.
        Chagas não levou o Nobel, mas acabou reconhecido com diversas outras honrarias nacionais e internacionais. Tornou-se membro honorário da Academia Nacional de Medicina e recebeu o doutorado honoris causa das universidades de Harvard e Paris.
        Nasceu em Oliveira, município de Minas Gerais, em uma família de cafeicultores. Formou-se em 1902 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.
        Quando pesquisava para sua tese de conclusão de curso, acabou indo até o Instituto Soroterápico Federal, conhecido como Manguinhos, que era dirigido por Oswaldo Cruz. Foi o primeiro contato de ambos e o início de uma amizade. Chagas não só fez sua pesquisa de graduação, sobre o ciclo evolutivo da malária, como ganhou lá o seu primeiro emprego.
        A partir de 1905, a carreira de Carlos Chagas passou a se voltar para o combate a doenças em campanhas de saneamento. Cruz o convidou para atuar em trabalhos de controle da malária no interior paulista. Seu trabalho foi bem-sucedido e acabou servindo de protocolo para outras iniciativas pelo país.
        Quando trabalhava em Minas, em 1907, identificou um protozoário no sangue de um sagui, batizado por ele de Tripanosoma minasensis. Na mesma época, um engenheiro que trabalhava na construção de uma ferrovia na região da cidade de Lassance, perto do Rio São Francisco, contou a ele que havia ali a infestação de um inseto hematófago chamado de barbeiro. Após análises, o médico concluiu que se tratava de outro protozoário, parecido com o que atacava os macacos. Batizou o parasita de Trypanosoma cruzi. A descoberta do brasileiro foi publicada em uma revista acadêmica alemã, em 1909. A notícia repercutiu em todo o continente europeu.
        Nos anos seguintes, Chagas seguiu examinando pessoas atacadas pelo parasita, até compreender na totalidade o complexo ciclo da doença e suas consequências para os humanos. A enfermidade acabou chamada de doença de Chagas, mas o próprio cientista recusava o rótulo. Seguia denominando-a de tripanossomíase americana.
        Três dias após a morte de Oswaldo Cruz, Chagas foi nomeado seu sucessor na direção do instituto que hoje leva o nome do primeiro.
        Quando o Brasil foi acometido pela gripe espanhola, em 1918, a presidência da República o convidou para que ele dirigisse as ações de contenção da epidemia. Em 1919, foi nomeado pelo presidente Epitácio Pessoa (1865-1942) como diretor geral de Saúde Pública, acumulando este cargo com o do instituto que já dirigia. Ele centralizou os sistemas sanitários e focou esforços em campanhas para controle e erradicação de epidemias como a malária e o mal de Chagas.

VEIGA, E. BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yp9re49m8o>
Em “Chagas não levou o Nobel, mas acabou reconhecido com diversas outras honrarias nacionais e internacionais”, a conjunção “mas” assinala uma relação semântica adversativa entre as orações do período. Esse mesmo sentido é mantido com a reescrita apresentada em:
Alternativas
Q3155403 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Carlos Chagas: há 90 anos morria o único cientista a descrever completamente uma doença

        Indicado duas vezes ao Prêmio Nobel, o cientista, médico sanitarista, infectologista, bacteriologista, professor e pesquisador Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas (1878 -1934) entrou para a história com uma marca até hoje não superada. Ele foi a primeira e até hoje única pessoa a descrever completamente uma doença infecciosa. Isso significa que ele, com suas pesquisas, detalhou o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia da tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas — em sua homenagem.
        Nesse processo de pesquisa, ele descobriu o protozoário causador da patologia e o batizou de Trypanosoma cruzi — em alusão laudatória ao seu amigo, o também médico Oswaldo Cruz.
        Chagas não levou o Nobel, mas acabou reconhecido com diversas outras honrarias nacionais e internacionais. Tornou-se membro honorário da Academia Nacional de Medicina e recebeu o doutorado honoris causa das universidades de Harvard e Paris.
        Nasceu em Oliveira, município de Minas Gerais, em uma família de cafeicultores. Formou-se em 1902 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.
        Quando pesquisava para sua tese de conclusão de curso, acabou indo até o Instituto Soroterápico Federal, conhecido como Manguinhos, que era dirigido por Oswaldo Cruz. Foi o primeiro contato de ambos e o início de uma amizade. Chagas não só fez sua pesquisa de graduação, sobre o ciclo evolutivo da malária, como ganhou lá o seu primeiro emprego.
        A partir de 1905, a carreira de Carlos Chagas passou a se voltar para o combate a doenças em campanhas de saneamento. Cruz o convidou para atuar em trabalhos de controle da malária no interior paulista. Seu trabalho foi bem-sucedido e acabou servindo de protocolo para outras iniciativas pelo país.
        Quando trabalhava em Minas, em 1907, identificou um protozoário no sangue de um sagui, batizado por ele de Tripanosoma minasensis. Na mesma época, um engenheiro que trabalhava na construção de uma ferrovia na região da cidade de Lassance, perto do Rio São Francisco, contou a ele que havia ali a infestação de um inseto hematófago chamado de barbeiro. Após análises, o médico concluiu que se tratava de outro protozoário, parecido com o que atacava os macacos. Batizou o parasita de Trypanosoma cruzi. A descoberta do brasileiro foi publicada em uma revista acadêmica alemã, em 1909. A notícia repercutiu em todo o continente europeu.
        Nos anos seguintes, Chagas seguiu examinando pessoas atacadas pelo parasita, até compreender na totalidade o complexo ciclo da doença e suas consequências para os humanos. A enfermidade acabou chamada de doença de Chagas, mas o próprio cientista recusava o rótulo. Seguia denominando-a de tripanossomíase americana.
        Três dias após a morte de Oswaldo Cruz, Chagas foi nomeado seu sucessor na direção do instituto que hoje leva o nome do primeiro.
        Quando o Brasil foi acometido pela gripe espanhola, em 1918, a presidência da República o convidou para que ele dirigisse as ações de contenção da epidemia. Em 1919, foi nomeado pelo presidente Epitácio Pessoa (1865-1942) como diretor geral de Saúde Pública, acumulando este cargo com o do instituto que já dirigia. Ele centralizou os sistemas sanitários e focou esforços em campanhas para controle e erradicação de epidemias como a malária e o mal de Chagas.

VEIGA, E. BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yp9re49m8o>
O adjetivo ‘laudatória’, que ocorre no texto — “[...] em alusão laudatória ao seu amigo, o também médico Oswaldo Cruz” —, exprime significado relacionado ao substantivo:
Alternativas
Q3155401 Português
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Carlos Chagas: há 90 anos morria o único cientista a descrever completamente uma doença

        Indicado duas vezes ao Prêmio Nobel, o cientista, médico sanitarista, infectologista, bacteriologista, professor e pesquisador Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas (1878 -1934) entrou para a história com uma marca até hoje não superada. Ele foi a primeira e até hoje única pessoa a descrever completamente uma doença infecciosa. Isso significa que ele, com suas pesquisas, detalhou o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia da tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas — em sua homenagem.
        Nesse processo de pesquisa, ele descobriu o protozoário causador da patologia e o batizou de Trypanosoma cruzi — em alusão laudatória ao seu amigo, o também médico Oswaldo Cruz.
        Chagas não levou o Nobel, mas acabou reconhecido com diversas outras honrarias nacionais e internacionais. Tornou-se membro honorário da Academia Nacional de Medicina e recebeu o doutorado honoris causa das universidades de Harvard e Paris.
        Nasceu em Oliveira, município de Minas Gerais, em uma família de cafeicultores. Formou-se em 1902 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.
        Quando pesquisava para sua tese de conclusão de curso, acabou indo até o Instituto Soroterápico Federal, conhecido como Manguinhos, que era dirigido por Oswaldo Cruz. Foi o primeiro contato de ambos e o início de uma amizade. Chagas não só fez sua pesquisa de graduação, sobre o ciclo evolutivo da malária, como ganhou lá o seu primeiro emprego.
        A partir de 1905, a carreira de Carlos Chagas passou a se voltar para o combate a doenças em campanhas de saneamento. Cruz o convidou para atuar em trabalhos de controle da malária no interior paulista. Seu trabalho foi bem-sucedido e acabou servindo de protocolo para outras iniciativas pelo país.
        Quando trabalhava em Minas, em 1907, identificou um protozoário no sangue de um sagui, batizado por ele de Tripanosoma minasensis. Na mesma época, um engenheiro que trabalhava na construção de uma ferrovia na região da cidade de Lassance, perto do Rio São Francisco, contou a ele que havia ali a infestação de um inseto hematófago chamado de barbeiro. Após análises, o médico concluiu que se tratava de outro protozoário, parecido com o que atacava os macacos. Batizou o parasita de Trypanosoma cruzi. A descoberta do brasileiro foi publicada em uma revista acadêmica alemã, em 1909. A notícia repercutiu em todo o continente europeu.
        Nos anos seguintes, Chagas seguiu examinando pessoas atacadas pelo parasita, até compreender na totalidade o complexo ciclo da doença e suas consequências para os humanos. A enfermidade acabou chamada de doença de Chagas, mas o próprio cientista recusava o rótulo. Seguia denominando-a de tripanossomíase americana.
        Três dias após a morte de Oswaldo Cruz, Chagas foi nomeado seu sucessor na direção do instituto que hoje leva o nome do primeiro.
        Quando o Brasil foi acometido pela gripe espanhola, em 1918, a presidência da República o convidou para que ele dirigisse as ações de contenção da epidemia. Em 1919, foi nomeado pelo presidente Epitácio Pessoa (1865-1942) como diretor geral de Saúde Pública, acumulando este cargo com o do instituto que já dirigia. Ele centralizou os sistemas sanitários e focou esforços em campanhas para controle e erradicação de epidemias como a malária e o mal de Chagas.

VEIGA, E. BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yp9re49m8o>
O vocábulo “também”, que ocorre no excerto “[...] o também médico Oswaldo Cruz”, pertence à classe gramatical:
Alternativas
Q3155400 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Carlos Chagas: há 90 anos morria o único cientista a descrever completamente uma doença

        Indicado duas vezes ao Prêmio Nobel, o cientista, médico sanitarista, infectologista, bacteriologista, professor e pesquisador Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas (1878 -1934) entrou para a história com uma marca até hoje não superada. Ele foi a primeira e até hoje única pessoa a descrever completamente uma doença infecciosa. Isso significa que ele, com suas pesquisas, detalhou o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia da tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas — em sua homenagem.
        Nesse processo de pesquisa, ele descobriu o protozoário causador da patologia e o batizou de Trypanosoma cruzi — em alusão laudatória ao seu amigo, o também médico Oswaldo Cruz.
        Chagas não levou o Nobel, mas acabou reconhecido com diversas outras honrarias nacionais e internacionais. Tornou-se membro honorário da Academia Nacional de Medicina e recebeu o doutorado honoris causa das universidades de Harvard e Paris.
        Nasceu em Oliveira, município de Minas Gerais, em uma família de cafeicultores. Formou-se em 1902 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.
        Quando pesquisava para sua tese de conclusão de curso, acabou indo até o Instituto Soroterápico Federal, conhecido como Manguinhos, que era dirigido por Oswaldo Cruz. Foi o primeiro contato de ambos e o início de uma amizade. Chagas não só fez sua pesquisa de graduação, sobre o ciclo evolutivo da malária, como ganhou lá o seu primeiro emprego.
        A partir de 1905, a carreira de Carlos Chagas passou a se voltar para o combate a doenças em campanhas de saneamento. Cruz o convidou para atuar em trabalhos de controle da malária no interior paulista. Seu trabalho foi bem-sucedido e acabou servindo de protocolo para outras iniciativas pelo país.
        Quando trabalhava em Minas, em 1907, identificou um protozoário no sangue de um sagui, batizado por ele de Tripanosoma minasensis. Na mesma época, um engenheiro que trabalhava na construção de uma ferrovia na região da cidade de Lassance, perto do Rio São Francisco, contou a ele que havia ali a infestação de um inseto hematófago chamado de barbeiro. Após análises, o médico concluiu que se tratava de outro protozoário, parecido com o que atacava os macacos. Batizou o parasita de Trypanosoma cruzi. A descoberta do brasileiro foi publicada em uma revista acadêmica alemã, em 1909. A notícia repercutiu em todo o continente europeu.
        Nos anos seguintes, Chagas seguiu examinando pessoas atacadas pelo parasita, até compreender na totalidade o complexo ciclo da doença e suas consequências para os humanos. A enfermidade acabou chamada de doença de Chagas, mas o próprio cientista recusava o rótulo. Seguia denominando-a de tripanossomíase americana.
        Três dias após a morte de Oswaldo Cruz, Chagas foi nomeado seu sucessor na direção do instituto que hoje leva o nome do primeiro.
        Quando o Brasil foi acometido pela gripe espanhola, em 1918, a presidência da República o convidou para que ele dirigisse as ações de contenção da epidemia. Em 1919, foi nomeado pelo presidente Epitácio Pessoa (1865-1942) como diretor geral de Saúde Pública, acumulando este cargo com o do instituto que já dirigia. Ele centralizou os sistemas sanitários e focou esforços em campanhas para controle e erradicação de epidemias como a malária e o mal de Chagas.

VEIGA, E. BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yp9re49m8o>
Nas sentenças a seguir, retiradas do texto, o termo em destaque é um pronome adjetivo apenas em:
Alternativas
Q3155399 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Carlos Chagas: há 90 anos morria o único cientista a descrever completamente uma doença

        Indicado duas vezes ao Prêmio Nobel, o cientista, médico sanitarista, infectologista, bacteriologista, professor e pesquisador Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas (1878 -1934) entrou para a história com uma marca até hoje não superada. Ele foi a primeira e até hoje única pessoa a descrever completamente uma doença infecciosa. Isso significa que ele, com suas pesquisas, detalhou o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia da tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas — em sua homenagem.
        Nesse processo de pesquisa, ele descobriu o protozoário causador da patologia e o batizou de Trypanosoma cruzi — em alusão laudatória ao seu amigo, o também médico Oswaldo Cruz.
        Chagas não levou o Nobel, mas acabou reconhecido com diversas outras honrarias nacionais e internacionais. Tornou-se membro honorário da Academia Nacional de Medicina e recebeu o doutorado honoris causa das universidades de Harvard e Paris.
        Nasceu em Oliveira, município de Minas Gerais, em uma família de cafeicultores. Formou-se em 1902 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.
        Quando pesquisava para sua tese de conclusão de curso, acabou indo até o Instituto Soroterápico Federal, conhecido como Manguinhos, que era dirigido por Oswaldo Cruz. Foi o primeiro contato de ambos e o início de uma amizade. Chagas não só fez sua pesquisa de graduação, sobre o ciclo evolutivo da malária, como ganhou lá o seu primeiro emprego.
        A partir de 1905, a carreira de Carlos Chagas passou a se voltar para o combate a doenças em campanhas de saneamento. Cruz o convidou para atuar em trabalhos de controle da malária no interior paulista. Seu trabalho foi bem-sucedido e acabou servindo de protocolo para outras iniciativas pelo país.
        Quando trabalhava em Minas, em 1907, identificou um protozoário no sangue de um sagui, batizado por ele de Tripanosoma minasensis. Na mesma época, um engenheiro que trabalhava na construção de uma ferrovia na região da cidade de Lassance, perto do Rio São Francisco, contou a ele que havia ali a infestação de um inseto hematófago chamado de barbeiro. Após análises, o médico concluiu que se tratava de outro protozoário, parecido com o que atacava os macacos. Batizou o parasita de Trypanosoma cruzi. A descoberta do brasileiro foi publicada em uma revista acadêmica alemã, em 1909. A notícia repercutiu em todo o continente europeu.
        Nos anos seguintes, Chagas seguiu examinando pessoas atacadas pelo parasita, até compreender na totalidade o complexo ciclo da doença e suas consequências para os humanos. A enfermidade acabou chamada de doença de Chagas, mas o próprio cientista recusava o rótulo. Seguia denominando-a de tripanossomíase americana.
        Três dias após a morte de Oswaldo Cruz, Chagas foi nomeado seu sucessor na direção do instituto que hoje leva o nome do primeiro.
        Quando o Brasil foi acometido pela gripe espanhola, em 1918, a presidência da República o convidou para que ele dirigisse as ações de contenção da epidemia. Em 1919, foi nomeado pelo presidente Epitácio Pessoa (1865-1942) como diretor geral de Saúde Pública, acumulando este cargo com o do instituto que já dirigia. Ele centralizou os sistemas sanitários e focou esforços em campanhas para controle e erradicação de epidemias como a malária e o mal de Chagas.

VEIGA, E. BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yp9re49m8o>
Segundo a reportagem, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3975571 Pedagogia
Segundo Libâneo, a educação pode assumir modalidades distintas, de acordo com a intencionalidade da prática. Dessa forma, temos a educação informal, não intencional, que se refere às influências do meio humano, social, ecológico, físico e cultural a que se está exposto. No caso das práticas intencionais, podemos caracterizá-las em dois tipos: a formal e a não-formal. Marque a opção que melhor define, conforme o autor, os dois tipos de educação (formal e não-formal):

I. Educação Formal
II. Educação não-formal

( ) é sistemática, organizada e escolarizada, apresenta objetivos, métodos, procedimentos de ensino e conteúdos educativos claramente explicitados.
( ) também é intencional, mas ocorre fora da escola e é pouco estruturada e sistematizada.
( ) refere-se a tudo que implica uma forma, isto é, algo inteligível, estruturado, o modo como algo se configura.
( ) aquela que está presente no ensino escolar institucionalizado, cronologicamente gradual e hierarquicamente estruturado.
( ) acontece nos movimentos sociais, nos meios de comunicação de massa, nos cinemas e museus, e outros espaços.
Alternativas
Q3975561 Pedagogia
Durante todo o ano letivo, a escola passa por diversos momentos, sendo seu cotidiano carregado de atividades indispensáveis ao seu pleno funcionamento. Muitas dessas atividades estão diretamente relacionadas aos processos de gestão e, por assim ser, influenciam diretamente no trabalho exercido pelo coordenador pedagógico, uma vez que toda ação desenvolvida nesse contexto tem relação com o fim da oferta educacional: formação cidadã, a partir da efetivação da aprendizagem.
Sabendo disso, analise as afirmações abaixo.

I – Algumas das atividades do Conselho de Classe são as discussões sobre a aprendizagem dos alunos, as alterações a serem feitas no currículo e as estratégias de ensino dos docentes.
II – Na escola, reuniões administrativas e pedagógicas, tais como as que promovem discussões sobre o desenvolvimento da prática docente e as que informam a situação dos alunos aos pais, são opcionais, visto que a Secretaria de Educação já realiza a formação pedagógica dos docentes e ao final do ano letivo os responsáveis recebem os boletins.
III – O principal objetivo do calendário escolar é a definição de quais dias terão aulas e quais serão férias.
Alternativas
Q3975559 Pedagogia
O Conselho Escolar possui inúmeras atribuições no desenvolvimento de suas funções, considerando, inclusive, a oferta do ensino pela escola e aquisição da aprendizagem pelo aluno. Seus membros devem tomar para si a responsabilidade de fazer parte desse projeto. Logo, deve ter participação ativa, ser representativo e assumir seu compromisso com a oferta da educação de qualidade e sua constante melhoria.
Sabendo disso, analise os pontos, a seguir, que ponderam algumas atribuições desse órgão colegiado.

I – Fiscalização da gestão administrativa, financeira e pedagógica da escola; promoção de relações pedagógicas que valorizem e favoreçam o conhecimento e a cultura da comunidade local.
II – Acompanhamento dos resultados dos indicadores educacionais das avaliações externas, assim como os indicadores das avaliações internas e participação no processo de proposição de intervenções e elaboração de planos de ação buscando a melhoria da aprendizagem.
III – Participação na elaboração do calendário escolar anual; participação de processos de estudo e reflexão sobre o desenvolvimento pedagógico escolar, inclusive envolvendo acepções didáticas e metodológicas dos processos de ensino e de aprendizagem.

Estão corretos os itens:
Alternativas
Q3975558 Pedagogia
Ser Coordenador Pedagógico exige conhecimentos sobre técnicas de gestão de pessoas, do currículo e suas etapas; ter entusiasmo pela educação; ter atitude atenciosa e ser referência no desenvolvimento, junto aos professores, de planejamento de estratégias para a aprendizagem dos alunos. O trabalho de coordenação pedagógica, sendo uma atividade intencional e planejada, requer estruturação e organização, a fim de que sejam atingidos os objetivos do ensino (LIBÂNEO, 1994, p. 179-183).
É correto afirmar que a preparação sistemática das ações de coordenação pedagógica assegure:

I. Conhecer o projeto político pedagógico da escola.
II. O esclarecimento sobre o seu papel e dos objetivos a alcançar pelo planejamento, a partir das ações que serão realizadas na escola junto aos professores e alunos.
III - À escola seja uma acumulação de saberes que, de modo geral, só são necessários para estudos posteriores.
Alternativas
Q3975257 Português
Os impactos ambientais.

“Impactos ambientais são ações que promovem a mudança das características físicas dos elementos da natureza. Eles são causados especialmente pela ação humana no espaço geográfico. Há diferentes tipos de impacto ambiental, que, no geral, estão ligados a causas externas, como o desenvolvimento das atividades produtivas. As queimadas e os desmatamentos são exemplos de impactos ambientais causados pelo homem.

A contaminação dos diversos recursos naturais é uma das consequências dos impactos ambientais. Há diversas medidas que podem ser tomadas para a diminuição da interferência humana no meio ambiente. O Brasil registra diversos impactos ambientais associados às atividades econômicas, como a agropecuária e a mineração”.

(Disponível em https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/impactosambientais.htm, acesso 19/01/2024). 
Leia o trecho da música “Dias de luta, dias de glória”, da Banda Charlie Brown Jr e responda:
Eu sou feliz e rodo pelo mundo Sou correria, mas também sou vagabundo Mas hoje dou valor de verdade pra minha saúde pra minha liberdade Que bom te encontrar nessa cidade Esse brilho intenso me lembra vocÊ História, nossas histórias Dias de luta, dias de glória (...)
A palavra rodo, sublinhada no texto, pode ser substituída, sem alteração de sentido, por: 
Alternativas
Q3975255 Português
Os impactos ambientais.

“Impactos ambientais são ações que promovem a mudança das características físicas dos elementos da natureza. Eles são causados especialmente pela ação humana no espaço geográfico. Há diferentes tipos de impacto ambiental, que, no geral, estão ligados a causas externas, como o desenvolvimento das atividades produtivas. As queimadas e os desmatamentos são exemplos de impactos ambientais causados pelo homem.

A contaminação dos diversos recursos naturais é uma das consequências dos impactos ambientais. Há diversas medidas que podem ser tomadas para a diminuição da interferência humana no meio ambiente. O Brasil registra diversos impactos ambientais associados às atividades econômicas, como a agropecuária e a mineração”.

(Disponível em https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/impactosambientais.htm, acesso 19/01/2024). 
Conforme o texto 6, a principal causa dos impactos ambientais é: 
Alternativas
Q3975251 Português
A cigarra e a formiga

A cigarra passou o verão cantando, enquanto a formiga juntava seus grãos. Quando chegou o inverno, a cigarra veio à casa da formiga para pedir que lhe desse o que comer. A formiga então perguntou a ela: — E o que é que você fez durante todo o verão? — Durante o verão eu cantei — disse a cigarra. E a formiga respondeu: — Muito bem, pois agora dance!

(Esopo)
Acerca do texto 4, podemos afirmar que a moral da história é:
Alternativas
Q3975250 Português
A cigarra e a formiga

A cigarra passou o verão cantando, enquanto a formiga juntava seus grãos. Quando chegou o inverno, a cigarra veio à casa da formiga para pedir que lhe desse o que comer. A formiga então perguntou a ela: — E o que é que você fez durante todo o verão? — Durante o verão eu cantei — disse a cigarra. E a formiga respondeu: — Muito bem, pois agora dance!

(Esopo)
O gênero textual acima é:
Alternativas
Q3975249 Português
Analise o texto, a seguir, e marque a alternativa correta.
“ Tô feito mato, desejando a chuva Madrugada fria, esperando o Sol Tô tão carente feito um prisioneiro.” (Eu sem você, Paula Fernandes)
Alternativas
Q3975248 Português
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar (…)
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor”

(Disponível em: https://www.vagalume.com.br/vinicius-demoraes/a-felicidade.html , acesso em 17 de janeiro de 2024)

Conforme o texto acima, podemos afirmar que:
Alternativas
Q3975247 Português
O QUE É APOROFOBIA?

Não é de hoje que observo o trabalho social desenvolvido pelo Padre Júlio Lancellotti, com a população em situação de rua na maior cidade do país. Mas foram os tempos pandêmicos que me fizeram prestar atenção na luta travada por ele, cotidianamente, para servir os que necessitam. De maneira muito amorosa, acolhe, alimenta e cuida daqueles cuja vida não tem sido nada generosa. Padre Júlio é inspiração num Brasil que acaba de retornar ao mapa da fome e os direitos humanos seguem sendo, fortemente, violados. O padre tem chamado a atenção e nos primeiros dias de fevereiro de 2021 protagonizou um ato simbólico, com marretadas arrancou as pedras que a prefeitura de São Paulo havia colocado embaixo de um viaduto para impedir que moradores de rua ocupassem o espaço. A velha e conhecida “arquitetura da exclusão”.

Em três atos — as pedras, as marretadas e as flores — Padre Júlio nos ensinou que mesmo cansado é preciso seguir em frente, ser resiliente, se manter indignado com a opressão e ser exemplo concreto de uma prática social que busque o bem da coletividade. Depois que as imagens das marretadas viralizaram na rede, me deparei com muitas outras situações que provam que as pedras daquele viaduto não são únicas e isoladas. Elas fazem parte de estratégias políticas que buscam esconder aqueles que são considerados indesejáveis para sociedade. O que os olhos não veem, o coração não sente!

A prática de manter os pobres longe dos olhos tem larga tradição no país e o ódio em relação aos despossuídos agora tem nome — aporofobia. O termo criado pela filósofa espanhola Adela Cortina traduz uma patologia social que se manifesta na aversão a alguém que é percebido como diferente. Em grego, a palavra á-poros significa “sem recursos”, portanto, o termo significa “rejeição ou aversão aos pobres”.

O preconceito e o ódio de classe não são invenções modernas, fazem parte da nossa história e foram gestados numa sociedade em que o racismo e a desigualdade são componentes estruturais e permanentes, por isso é imprescindível nos engajarmos em práticas combativas que visem erradicar a pobreza e não eliminar os pobres. Porque os olhos podem até não os ver, mas eles existem e os bons corações sentem!

Antiella Carrijo Ramos https://www.neca.org.br/o-que-eaporofobia-confira-a-materia-escrita-por-nossa-associadaantiella-carrijo/noticias/
No trecho: “Porque os olhos podem até não os ver, mas eles existem e os bons corações sentem!”, o termo destacado apresenta o sentido de:
Alternativas
Q3975246 Português
O QUE É APOROFOBIA?

Não é de hoje que observo o trabalho social desenvolvido pelo Padre Júlio Lancellotti, com a população em situação de rua na maior cidade do país. Mas foram os tempos pandêmicos que me fizeram prestar atenção na luta travada por ele, cotidianamente, para servir os que necessitam. De maneira muito amorosa, acolhe, alimenta e cuida daqueles cuja vida não tem sido nada generosa. Padre Júlio é inspiração num Brasil que acaba de retornar ao mapa da fome e os direitos humanos seguem sendo, fortemente, violados. O padre tem chamado a atenção e nos primeiros dias de fevereiro de 2021 protagonizou um ato simbólico, com marretadas arrancou as pedras que a prefeitura de São Paulo havia colocado embaixo de um viaduto para impedir que moradores de rua ocupassem o espaço. A velha e conhecida “arquitetura da exclusão”.

Em três atos — as pedras, as marretadas e as flores — Padre Júlio nos ensinou que mesmo cansado é preciso seguir em frente, ser resiliente, se manter indignado com a opressão e ser exemplo concreto de uma prática social que busque o bem da coletividade. Depois que as imagens das marretadas viralizaram na rede, me deparei com muitas outras situações que provam que as pedras daquele viaduto não são únicas e isoladas. Elas fazem parte de estratégias políticas que buscam esconder aqueles que são considerados indesejáveis para sociedade. O que os olhos não veem, o coração não sente!

A prática de manter os pobres longe dos olhos tem larga tradição no país e o ódio em relação aos despossuídos agora tem nome — aporofobia. O termo criado pela filósofa espanhola Adela Cortina traduz uma patologia social que se manifesta na aversão a alguém que é percebido como diferente. Em grego, a palavra á-poros significa “sem recursos”, portanto, o termo significa “rejeição ou aversão aos pobres”.

O preconceito e o ódio de classe não são invenções modernas, fazem parte da nossa história e foram gestados numa sociedade em que o racismo e a desigualdade são componentes estruturais e permanentes, por isso é imprescindível nos engajarmos em práticas combativas que visem erradicar a pobreza e não eliminar os pobres. Porque os olhos podem até não os ver, mas eles existem e os bons corações sentem!

Antiella Carrijo Ramos https://www.neca.org.br/o-que-eaporofobia-confira-a-materia-escrita-por-nossa-associadaantiella-carrijo/noticias/
No trecho: “Não é de hoje que observo o trabalho social desenvolvido pelo Padre Júlio Lancellotti, com a população em situação de rua na maior cidade do país. Mas foram os tempos pandêmicos que me fizeram prestar atenção na luta travada por ele, cotidianamente, para servir os que necessitam”, o termo em destaque pode ser substituído sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q3975245 Português
O QUE É APOROFOBIA?

Não é de hoje que observo o trabalho social desenvolvido pelo Padre Júlio Lancellotti, com a população em situação de rua na maior cidade do país. Mas foram os tempos pandêmicos que me fizeram prestar atenção na luta travada por ele, cotidianamente, para servir os que necessitam. De maneira muito amorosa, acolhe, alimenta e cuida daqueles cuja vida não tem sido nada generosa. Padre Júlio é inspiração num Brasil que acaba de retornar ao mapa da fome e os direitos humanos seguem sendo, fortemente, violados. O padre tem chamado a atenção e nos primeiros dias de fevereiro de 2021 protagonizou um ato simbólico, com marretadas arrancou as pedras que a prefeitura de São Paulo havia colocado embaixo de um viaduto para impedir que moradores de rua ocupassem o espaço. A velha e conhecida “arquitetura da exclusão”.

Em três atos — as pedras, as marretadas e as flores — Padre Júlio nos ensinou que mesmo cansado é preciso seguir em frente, ser resiliente, se manter indignado com a opressão e ser exemplo concreto de uma prática social que busque o bem da coletividade. Depois que as imagens das marretadas viralizaram na rede, me deparei com muitas outras situações que provam que as pedras daquele viaduto não são únicas e isoladas. Elas fazem parte de estratégias políticas que buscam esconder aqueles que são considerados indesejáveis para sociedade. O que os olhos não veem, o coração não sente!

A prática de manter os pobres longe dos olhos tem larga tradição no país e o ódio em relação aos despossuídos agora tem nome — aporofobia. O termo criado pela filósofa espanhola Adela Cortina traduz uma patologia social que se manifesta na aversão a alguém que é percebido como diferente. Em grego, a palavra á-poros significa “sem recursos”, portanto, o termo significa “rejeição ou aversão aos pobres”.

O preconceito e o ódio de classe não são invenções modernas, fazem parte da nossa história e foram gestados numa sociedade em que o racismo e a desigualdade são componentes estruturais e permanentes, por isso é imprescindível nos engajarmos em práticas combativas que visem erradicar a pobreza e não eliminar os pobres. Porque os olhos podem até não os ver, mas eles existem e os bons corações sentem!

Antiella Carrijo Ramos https://www.neca.org.br/o-que-eaporofobia-confira-a-materia-escrita-por-nossa-associadaantiella-carrijo/noticias/
Os termos e expressões algumas vezes, podem fazer referências a outras situações dentro do texto. A seguir, encontram elencadas algumas referências à “aporofobia”. Exceto:
Alternativas
Q3975244 Português
O QUE É APOROFOBIA?

Não é de hoje que observo o trabalho social desenvolvido pelo Padre Júlio Lancellotti, com a população em situação de rua na maior cidade do país. Mas foram os tempos pandêmicos que me fizeram prestar atenção na luta travada por ele, cotidianamente, para servir os que necessitam. De maneira muito amorosa, acolhe, alimenta e cuida daqueles cuja vida não tem sido nada generosa. Padre Júlio é inspiração num Brasil que acaba de retornar ao mapa da fome e os direitos humanos seguem sendo, fortemente, violados. O padre tem chamado a atenção e nos primeiros dias de fevereiro de 2021 protagonizou um ato simbólico, com marretadas arrancou as pedras que a prefeitura de São Paulo havia colocado embaixo de um viaduto para impedir que moradores de rua ocupassem o espaço. A velha e conhecida “arquitetura da exclusão”.

Em três atos — as pedras, as marretadas e as flores — Padre Júlio nos ensinou que mesmo cansado é preciso seguir em frente, ser resiliente, se manter indignado com a opressão e ser exemplo concreto de uma prática social que busque o bem da coletividade. Depois que as imagens das marretadas viralizaram na rede, me deparei com muitas outras situações que provam que as pedras daquele viaduto não são únicas e isoladas. Elas fazem parte de estratégias políticas que buscam esconder aqueles que são considerados indesejáveis para sociedade. O que os olhos não veem, o coração não sente!

A prática de manter os pobres longe dos olhos tem larga tradição no país e o ódio em relação aos despossuídos agora tem nome — aporofobia. O termo criado pela filósofa espanhola Adela Cortina traduz uma patologia social que se manifesta na aversão a alguém que é percebido como diferente. Em grego, a palavra á-poros significa “sem recursos”, portanto, o termo significa “rejeição ou aversão aos pobres”.

O preconceito e o ódio de classe não são invenções modernas, fazem parte da nossa história e foram gestados numa sociedade em que o racismo e a desigualdade são componentes estruturais e permanentes, por isso é imprescindível nos engajarmos em práticas combativas que visem erradicar a pobreza e não eliminar os pobres. Porque os olhos podem até não os ver, mas eles existem e os bons corações sentem!

Antiella Carrijo Ramos https://www.neca.org.br/o-que-eaporofobia-confira-a-materia-escrita-por-nossa-associadaantiella-carrijo/noticias/
A autora compara a ação do padre a três atos: “as pedras, as marretadas e as flores”. Esses atos podem ser compreendidos como:
Alternativas
Q3975243 Português
O QUE É APOROFOBIA?

Não é de hoje que observo o trabalho social desenvolvido pelo Padre Júlio Lancellotti, com a população em situação de rua na maior cidade do país. Mas foram os tempos pandêmicos que me fizeram prestar atenção na luta travada por ele, cotidianamente, para servir os que necessitam. De maneira muito amorosa, acolhe, alimenta e cuida daqueles cuja vida não tem sido nada generosa. Padre Júlio é inspiração num Brasil que acaba de retornar ao mapa da fome e os direitos humanos seguem sendo, fortemente, violados. O padre tem chamado a atenção e nos primeiros dias de fevereiro de 2021 protagonizou um ato simbólico, com marretadas arrancou as pedras que a prefeitura de São Paulo havia colocado embaixo de um viaduto para impedir que moradores de rua ocupassem o espaço. A velha e conhecida “arquitetura da exclusão”.

Em três atos — as pedras, as marretadas e as flores — Padre Júlio nos ensinou que mesmo cansado é preciso seguir em frente, ser resiliente, se manter indignado com a opressão e ser exemplo concreto de uma prática social que busque o bem da coletividade. Depois que as imagens das marretadas viralizaram na rede, me deparei com muitas outras situações que provam que as pedras daquele viaduto não são únicas e isoladas. Elas fazem parte de estratégias políticas que buscam esconder aqueles que são considerados indesejáveis para sociedade. O que os olhos não veem, o coração não sente!

A prática de manter os pobres longe dos olhos tem larga tradição no país e o ódio em relação aos despossuídos agora tem nome — aporofobia. O termo criado pela filósofa espanhola Adela Cortina traduz uma patologia social que se manifesta na aversão a alguém que é percebido como diferente. Em grego, a palavra á-poros significa “sem recursos”, portanto, o termo significa “rejeição ou aversão aos pobres”.

O preconceito e o ódio de classe não são invenções modernas, fazem parte da nossa história e foram gestados numa sociedade em que o racismo e a desigualdade são componentes estruturais e permanentes, por isso é imprescindível nos engajarmos em práticas combativas que visem erradicar a pobreza e não eliminar os pobres. Porque os olhos podem até não os ver, mas eles existem e os bons corações sentem!

Antiella Carrijo Ramos https://www.neca.org.br/o-que-eaporofobia-confira-a-materia-escrita-por-nossa-associadaantiella-carrijo/noticias/
O objetivo do texto é: 
Alternativas
Respostas
921: B
922: D
923: C
924: B
925: D
926: C
927: A
928: D
929: D
930: C
931: A
932: D
933: C
934: B
935: A
936: A
937: A
938: D
939: D
940: C