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I. A idade adulta é um período de estabilidade e ausência de mudanças, portanto uma etapa marginal do desenvolvimento.
II. Os adultos da EJA são pessoas amadurecidas e já engajadas em práticas sociais amalgamadas de experiências, saberes e responsabilidades.
III. Os adultos da EJA são portadores de uma rica cultura que não demanda intervenção educativa.
IV. Os adultos da EJA foram excluídos da escola e faz-se necessário abandonar suposições do trabalho escolar inadequadas para o desenvolvimento de suas aprendizagens.
Está correto o que se afirma APENAS em
Pierre Lévy utiliza-se da metáfora do dilúvio para descrever a velocidade de transformação das tecnologias de comunicação e informação que permitiram o surgimento da cibercultura e a correlata mutação contemporânea da relação com o saber; Coll, por sua vez, destaca aspectos dessa transformação recuperando outras metáforas. Tomando a metáfora do dilúvio e tendo em vista que as considerações dos dois autores expressam consequências desse dilúvio no âmbito do trabalho pedagógico na escola, pode-se afirmar que:
I. Com as novas tecnologias tornou-se possível atender grande número estudantes com menor número de professores, por meio da utilização de materiais que superaram a capacidade dos professores em diversos aspectos.
II. Há uma abundância de informações disponíveis assim como estão facilitados os meios para acessá-las, no entanto, este cenário não promove diretamente maior apropriação de conhecimentos.
III. A escola deixa de ser o único espaço onde ocorre a transmissão do conhecimento, sendo necessário reconhecer as aprendizagens construídas em atividades sociais e profissionais e assumir o papel de orientadora dos percursos individuais no saber.
IV. O desafio do trabalho pedagógico da escola na criação de espaços e tempos para reflexão e construção de sentidos para os conhecimentos escolares e não escolares presentes em seu ambiente.
Está correto o que se afirma em
Sobre o trabalho em equipe em Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza, Perrenoud afirma que:
I. O trabalho de equipe não concerne somente aos professores; envolve também a equipe técnica, pois modifica o funcionamento da escola e as relações de poder em seu interior.
II. Num contexto de maior autonomia das escolas o trabalho em equipe não apenas é desejável, mas uma necessidade.
III. Na atualidade há o enfrentamento de duas tendências: a da profissionalização do ofício do professor e a da proletarização da profissão. Em ambas estão presentes as mesmas implicações para o trabalho em equipe.
IV. O trabalho em equipe permite uma divisão do trabalho do tipo team teaching de alta intensidade e baixa extensão, garantindo as condições de ampla autonomia pedagógica de cada professor.
Está correto o que se afirma APENAS em
Mônica Thurler estuda os estabelecimentos escolares que conseguem inscrever a inovação em um processo de projeto realista e criar as condições necessárias para alcançar seus objetivos. Segundo a autora, alguns dos elementos que possibilitam a existência de estabelecimentos escolares em projeto são:
I. A presença de indivíduos que lutam contra a desmotivação, voltando-se para o futuro e fixando-se em metas coletivas.
II. A crença de que é possível trazer solução para todos os problemas que a escola enfrenta.
III. O tipo de relações que o estabelecimento tem com os pais e com o bairro onde está localizado.
IV. A existência de um sentimento de continuidade, de permanência, o que remete a uma construção da identidade do estabelecimento escolar.
Está correto o que se afirma APENAS em
Tendo em vista o crescimento do atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais em classes comuns, na Rede
Municipal de Ensino de São Paulo, segundo dados da Secretaria Municipal de Educação, na última década, e as recomendações
dos procedimentos avaliativos para uma inclusão com qualidade, considere:
I. O atendimento desses alunos em classe comum pode representar sua exclusão sempre que a avaliação não for usada para promover a aprendizagem e partir das condições próprias de cada aluno.
II. A tomada de decisões sobre como proceder para acompanhar o processo de escolarização e avaliar os alunos com necessidades educacionais especiais em atendimento na classe comum é responsabilidade primeira do coordenador e depois dos professores da classe comum.
III. Segundo a Declaração de Salamanca de 1994 (BRASIL, 1997), o principio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas possam ter (...).
IV. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às necessidades diversas de seus alunos, organizando as turmas por estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade a todos através de um currículo e avaliação apropriados a cada turma.
Está correto o que se afirma APENAS em
A Resolução CNE/CEB nº 07/2010 fixou as diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos. São diretrizes desta Resolução:
I. A Educação de Jovens e Adultos no 1º ciclo do Ensino Fundamental se estendeu tal como no 1º ciclo do Ensino Fundamental regular que tem a duração de 5 anos, a idade mínima para ingresso em cursos de EJA e para a realização de exames de conclusão de EJA será de 15 anos completos, sendo que a oferta de cursos de Educação de Jovens e Adultos, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, será presencial.
II. A educação de qualidade prevista nas diretrizes se define por ser, antes de tudo: relevante, pertinente e equitativa, ou seja, promove aprendizagens significativas, permite atender diferentes necessidades e características dos estudantes e oferece tratamento igual para todos garantindo a igualdade de direito à educação.
III. O currículo do Ensino Fundamental com 9 (nove) anos de duração passa a exigir a estruturação de um projeto educativo coerente, articulado e integrado, de acordo com os modos de ser e de se desenvolver das crianças e adolescentes nos diferentes contextos sociais; os ciclos e outras formas de organização serão compreendidos como interdependentes e articulados entre si, ao longo dos 9 (nove) anos.
IV. As escolas deverão formular o Projeto Político-Pedagógico (PPP) e elaborar o regimento escolar de acordo com a proposta do Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, de modo participativo e democrático; o PPP e o regimento escolar devem prever espaço e tempo para que os profissionais da escola e, em especial, os professores, possam participar de reuniões de trabalho coletivo, formação continuada e outros.
V. Além de empenhar-se na promoção de uma cultura escolar acolhedora e respeitosa, contribuindo para efetivar a inclusão escolar e o direito de todos à educação, a implementação do Projeto Político-Pedagógico da escola deve assumir o cuidar e o educar como funções indissociáveis da escola, levando a ações integradas que busquem articular-se no interior da escola e com outros recursos externos a ela.
Está correto o que se afirma APENAS em
O Professor
(Tânia Maya) Quem com pó de giz, um lápis e apagador deu o verbo a Vinícius, Machado de Assis e Drummond? Quem ensinou piano ao Tom? Quem pôs um lápis de cor nos dedos de Portinari, Picasso e Van Gogh? Quem foi que deu asas a Santos Dumont? Crianças têm tantos dons. Só que, às vezes, não sabem. Quantos só se descobrem porque o mestre enxergou e incentivou.
“Mais do que qualquer outra categoria profissional, a situação atual do magistério das séries iniciais no Brasil tem sido fartamente alardeada pela mídia e pela produção acadêmica. [...] De um lado, a desvalorização é assinalada, tendo como matriz a escola de massa e a democratização de ensino, com a consequente perda de prestígio ligado à posse de um saber, não acessível à maioria da população. De outro lado, a imagem permanece elevada, pelo menos simbolicamente, pois sobre os professores são colocadas a expectativa e a responsabilidade social por esperanças de um futuro melhor.”
LELIS, Isabel. Profi ssão docente: uma rede de histórias, Revista Brasileira de Educação, no 17, 2001, p.42
Durante a discussão promovida pela coordenadora pedagógica, três professoras apresentaram os seguintes comentários:
Vera: - É preciso lutar por uma maior valorização da profissão docente, superando a perda de prestígio que ultimamente tem envolvido a escola para todos. Ana: - Na verdade, a escola é um mecanismo de controle social para manter a opressão dos mais pobres. Nesse sentido, a escola pública e os seus professores nunca serão valorizados. Inês: - Eu acho que sem amor e muita dedicação, nós, professores, não despertaremos nas crianças e jovens os seus mais importantes dons.
Considerando os elementos selecionados pela coordenadora pedagógica e os comentários das professoras, afirma-se que
Freire , Paulo e FAUNDEZ, Antonio. Por uma pedagogia da pergunta, Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1985, p.34
“[...] é necessário ter claro pelo menos alguns aspectos do que se denomina por globalização: a) trata-se de um processo social que atravessa os lugares de maneira diferenciada e desigual; b) sua lógica não se explica através do Estado-nação, daí falarmos em “sociedade global”, world system, “modernidademundo”; e c) a noção de espaço e de tempo é redefinida neste contexto.”
ORTIZ, Renato. Anotações sobre religião e globalização, Revista Brasileira de Ciências Sociais, Vol. 16, n 47, 2001, p. 64
O atual contexto de globalização, além de dar maior visibilidade para o tema das diferenças culturais no cotidiano escolar, aponta para outra característica fundamental da cultura, já que se trata de um(a)
PERRENOUD, Philippe. Avaliação entre duas lógicas: da excelência à regulação das aprendizagens, Porto Alegre: Artmed, 1999, p. 100.
Com base nas orientações de Perrenoud, uma coordenadora pedagógica discute com os professores da escola uma avaliação que não compare os desempenhos dos estudantes e que desenvolva instrumentos diversificados para “a regulação das aprendizagens”. Nesse sentido, a orientação pedagógica da escola sobre a avaliação dos estudantes deve ser entendida como